JORNALISMO INVESTIGATIVO

JORNALISMO INVESTIGATIVO
Comunique ao organizador qualquer conteúdo impróprio ou ofensivo
Mostrando postagens com marcador furto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador furto. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de maio de 2023

A CRIMINALIDADE TORNOU O ESTADO DO RIO DE JANEIRO INVIÁVEL



Quem viveu no Rio de Janeiro nas últimas décadas constatou um aumento vertiginoso da criminalidade violenta e não violenta.

Quadrilhas armadas que atuam no tráfico de drogas, de armas e que submetem comunidades inteiras aos seus atos ilícitos, roubos em estabelecimentos bancários, roubos de veículos e de cargas, são exemplos dessa violência descontrolada.

Outros grupos criminosos não usam violência para praticarem os mais variados tipos de fraudes inclusive através da internet, sendo que os esquemas de desvio do dinheiro público são a parte mais danosa, considerando que afeta a população como um todo.

Nesse quadro que só se agrava, sofre o cidadão de bem, completamente acuado.

Enquanto isso ocorre, o governo estadual não consegue evitar esse crescimento e fica "enxugando gelo" para a felicidade de toda a criminalidade organizada.

O Projeto Cidade Integrada é o fracasso mais recente.

Para agravar ainda mais o quadro o governo prejudica financeiramente os Militares e os Servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro, ativos, inativos, pensionistas e sequelados.

Quem vive no Rio de Janeiro sabe que o estado se tornou inviável.

Vale lembrar frase antiga: o último apague a luz.

Juntos Somos Fortes!


terça-feira, 24 de maio de 2022

VIOLÊNCIA - UM INFERNO CHAMADO RIO DE JANEIRO



Sobreviver no Rio de Janeiro não é fácil.

A violência explode a qualquer momento.

"Site G1

Operação conjunta na Vila Cruzeiro tem 11 mortos; são 10 criminosos e uma moradora, diz PM

Agentes buscavam prender chefes do Comando Vermelho escondidos no complexo e foram recebidos a tiros por volta das 4h. Onze escolas da região estão fechadas.

Por Natália Oliveira, Bom Dia Rio

 

Atualizado 


quarta-feira, 25 de abril de 2018

FRACASSO DA OPERAÇÃO CONTRA MILICIANOS AUMENTA PRESSÃO SOBRE INTERVENÇÃO



Tenho feito breves comentários sobre a intervenção federal na segurança pública desde que ela foi decretada.
Disse que ela era necessária, mas que tinha sido decretada apenas como uma resposta política, não tendo sido devidamente planejada, jogando as Forças Armadas no inferno do Rio de Janeiro, sem qualquer possibilidade de atenuar os problemas da violência a curto e nem a médio prazos.
Afirmei que a população não poderia esperar milagres e que o caos da insegurança pública demoraria a ser atenuado.
Alertei que a esquerda iria atacar a medida do governo federal e que parte da imprensa também.
Tal pressão aumentará com certeza após o fracasso da operação para desbaratar um grupo miliciano, como as manchetes dos jornais desta quarta-feira já estampam.
Foi um tiro no pé, isso sendo benevolente.
Só no tocante ao gasto do dinheiro público com a operação, com a alimentação dos presos e com as pesadas indenizações que todos nós pagaremos, podemos classificar como um desastre a operação. 
O fato merece uma apuração por parte do Ministério Público (e dos encarregados pela intervenção) tendo em vista que os erros foram grosseiros com graves violações aos direitos constitucionais.
Apesar desse episódio lamentável, a intervenção poderá trazer benefícios para a população, a qual deve confiar nas forças policiais e nas forças federais, mas para que isso ocorra o planejamento das ações precisa ser exaustivo para minimizar equívocos.
Foi um tiro no pé, isso sendo benevolente, reafirmo.


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O "BLOCO DE BANDIDOS"



"CARNAVAL | Jornal RIO - Armas de Brinquedo e Funk Proibido.
Sepetiba/RJ
Na orla da praia de Sepetiba, zona oeste do Rio a atitude de alguns foliões chamou a atenção de famílias que frequentavam o local.
Simulacros de armas de fogo eram ostentados ao som de funk proibido gerando descontento e desconforto aos demais presentes. No vídeo é possível ver até fuzis na mão de alguns".
A RioTur, organizadora do evento, foi procurada pela edição do Jornal RIO mas até o presente momento não obteve resposta.

CARNAVAL NO RIO - TURISTAS SÃO VÍTIMAS DE ARRASTÃO (MAIS UMA VEZ)



Tenho avisado  constantemente que o Rio de Janeiro, nos últimos anos, não deve ser considerando como um local seguro na hora de escolher onde festejar a passagem de ano, o Carnaval e as férias.
Só desavisados ou enganados comentem tal erro, colocando em risco seu patrimônio material e suas vidas.
HOJE NÃO EXISTE LUGAR SEGURO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. 
É preciso aprender essa lição.

"Site G1
Turistas são vítimas de arrastão em frente a um dos hotéis mais luxuosos do Rio 
Flagrante do assalto ocorreu na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, onde criminosos têm agido livremente. Na véspera do carnaval, governador havia garantido que na segurança estava 'tudo engrenado' para 'um grande carnaval'. 
Por Bom Dia Brasil 
12/02/2018 08h30 Atualizado há 20 minutos 
A violência no Rio de Janeiro tem tirado a alegria dos foliões que escolheram a Cidade Maravilhosa para brincar o carnaval. Com policiamento escasso, apesar da garantia do governador de reforço na segurança, criminosos têm agido livremente, sobretudo na Zona Sul. 
No fim da madrugada desta segunda-feira (12), por exemplo, um grupo de turistas foi vítima de arrastão em frente a um dos hotéis mais luxuosos da cidade. Foi apenas mais um dos muitos casos registrados desde a sexta-feira (9) - (Fonte)".

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

VÍDEO - "SE GRITAR PEGA LADRÃO NÃO FICA UM..."

As imagens representam bem a realidade que vivemos (18 segundos).



RIO - DICAS DE SEGURANÇA PARA ENFRENTAR A VIOLÊNCIA



Hoje os governos federal e estadual realizam uma nova grande operação no município do Rio de Janeiro.
Torço pelo sucesso.
Considero um momento oportuno para publicar algumas "regras de segurança" para viver no Rio de Janeiro e que estão circulando pelas redes sociais.

"Algumas dicas de segurança para sobreviver atualmente no Rio de Janeiro:

1- Nada de bares ou lanchonetes em locais abertos. 
2- Não sair de casa após dez da noite.
3- Transitar somente por vias movimentadas. Evite atalhos. 
4- Nada de ir à farmácias. Ligue e peça. 
5- Tá com fome? iFood.
6- Passeios somente em Shoppings.
7- Casa de praia sem segurança privada e armada, nem pensar. 
8- Quando dirigir e parar em um sinal, mantenha distância  do veículo da frente, para que você possa ver os pneus traseiros. Isso dá para manobrar e sair se for preciso. 
9- Não pare na faixa da esquerda em sinais, pois o acesso ao motorista vem pelo canteiro central. De preferência, pare na faixa do meio.
10- Mantenha distância de duplas, em motocicletas.
11- Nunca parem para falar no WhatsApp dentro dos veículos.
12- Se forem buscar alguém em algum lugar, não fiquem parados esperando. Fique dando voltas até o passageiro chegar. 
13- Quem mora em casa, dê várias voltas antes de entrar com o carro na garagem. Ao sair de casa, olhe atentamente se não tem ninguém na rua. De preferência, pelas câmeras de TV ou no celular. 
14- Quem mora em casa, não esquecer de instalar cerca elétrica, sensores, câmeras e ter cães de guarda. O melhor mesmo é se mudar para um condomínio fechado ou apartamento. 
15- Quem tiver condições de comprar um carro blindado, compre!
16- Sempre suspeitar de tudo e de todos. 
17- Ter uma postura defensiva e estar sempre atento.
18- Quando for se dirigir ao veículo estacionado, nunca vá diretamente à ele. Observar todo ambiente em volta e se estiver tudo tranquilo, entrar e sair rápido. 
19- Se tiver que ir a algum ambiente público como padarias, restaurantes ou bares, dê preferência aos que têm segurança armada. Vigias com cacetete e apito não servem mais. 
20- Nunca ir a caixas eletrônicos à noite, nem no FIm de semana e nem em lugares desertos. Dê preferência aos shoppings.
21- Ao abastecer o veículo, desembarque e mantenha uma postura atenta.
22- Nada de conversas em frente de casa na calçada. Esse tempo já passou!
23- Mais Importante: Se for surpreendido, NUNCA REAJA!!

Repassem para seus Familiares e Amigos."

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

RÉVEILLON EM COPACABANA TEM SHOW DE FOGOS E DE ARRASTÕES


O Jornal Hoje divulgou o grande número de roubos e furtos, inclusive com a prática de arrastões.
Nenhuma novidade.
Todo ano isso acontece.

terça-feira, 18 de julho de 2017

FÉRIAS - O RIO DE JANEIRO NÃO É UM DESTINO RECOMENDÁVEL

O Rio de Janeiro é um estado repleto de belezas naturais, o que o torna um destino natural para turistas, mas no momento atual, quando a violência urbana está fora de controle, não recomendo que o escolham como destino para as férias.
Estar nas ruas do Rio de Janeiro é uma exposição ao risco de morte, eis uma triste verdade, como o noticiário comprova.
A população não tem opção, mas os turistas podem evitar esse risco.




Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

POR QUE SEM POLICIAMENTO NAS RUAS, O POVO PROMOVE VANDALISMOS, FURTOS E ROUBOS?

Prezados leitores, assistam o vídeo e tentem responder a pergunta.
O comportamento criminosos de tantas pessoas tem explicação?





Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

RÉVEILLON 2017: ESTATÍSTICA DE ROUBOS E FURTOS NO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, não localizamos notícia sobre a estatística (registros) dos roubos e furtos ocorridos durante a festa de passagem de ano nas praias do Rio de Janeiro.
Elas devem estar disponíveis, afinal estamos no dia 20 de janeiro.
O problema deve ter sido a nossa inabilidade em achar as estatísticas, mas encontramos algumas reportagens, como essa:




Caso algum leitor tenha conhecimento sobre as estatísticas, por favor, nos encaminhe.

E-mail: pauloricardopaul@gmail.com

Juntos Somos Fortes!

sábado, 7 de janeiro de 2017

BRASIL: UM PAÍS DE CRIMINOSOS ?



Prezados leitores, a revelação em escala gigantesca dos crimes praticados por políticos, empresários e cúmplices contra o dinheiro público no fazem pensar o número de brasileiro que estão envolvidos em atividades criminosas.
Para conduzirmos o raciocínio e sem a pretensão de  esgotarmos a lista de todos os crimes mais praticados, listamos alguns deles, isso com a intenção de promover uma reflexão sobre o número de brasileiros que estão diretamente ligados à prática de crimes e o números daqueles que são beneficiados por eles, como os familiares dos criminosos, mas antes alertamos que sabidamente existe uma parcela da população que também tem essa vontade de "levar vantagem em tudo", mas que não tem oportunidade de exercer essa vontade.
Nós temos certeza que cada leitor lembrará de muitos crimes não relacionados.
Os crimes que citaremos são aqueles que são executados por quadrilhas, verdadeiras organizações criminosas.
Não obedecemos qualquer ordem (alfabética, importância, incidência, ...).
Eis a nossa breve lista:
- Corrupção política (Executivo e Legislativo).
- Corrupção no Poder Judiciário (venda de sentenças e de habeas corpus).
- Corrupção dos órgãos de fiscalização (Ministério Público, Tribunais de Contas, Corregedorias, ...).
- Desvios do dinheiro público nas suas mais variadas formas, sobretudo com obras, com serviços e compras superfaturadas.
- Tráfico de drogas ilícitas.
- Contrabando de armas e munições.
- Jogo dos bichos.
- Milícias que praticam uma série de crimes em comunidades.
- Roubo de veículos.
- Roubo de empresas transportadoras de cargas.
- Matadores de aluguel.
- Roubo de estabelecimentos financeiros (agências bancárias).
- Roubo de caixas eletrônicos em estabelecimentos comerciais.
- Roubo de insumos hospitalares.
- Desvio de material e de merenda escolar.
- Clonagem de cartões de crédito e de cartões de débito.
- Clinicas de aborto.
- Corrupção policial (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Guardas Municipais ou Guardas Civis).
- Corrupção no sistema penitenciário.
- Tráfico de mulheres e de crianças.
- Colocação de próteses desnecessárias em pacientes.
- Fabricação de documentos falsos.
- Fraudes na divulgação das notícias pela imprensa para favorecer grupos criminosos.
- Roubos e furtos em residências.
A relação é imensa, mas resolvemos parar por aqui, acreditando que temos a quantidade necessária para que os nossos leitores possam fazer uma reflexão.
Considerando apenas esses crimes, qual será o número de brasileiros envolvidos direta ou indiretamente com a criminalidade?
Respeitando a sua opinião, apenas considerando essa lista restrita, concluímos que são milhões de brasileiros praticando crimes, desde os crimes violentos até os crimes de colarinho branco.
Diante dessa conclusão podemos depreender um número significativamente maior de beneficiários dessas atividades criminosas (familiares).
Como reverter esse quadro?
Será que a adoção da pena de morte ou de prisão perpétua inibiria os criminosos?
Por sua vez, quantas gerações serão necessárias para que uma educação de boa qualidade possa minimizar tal realidade?
É certo que a prática de crimes não é um fenômeno brasileiro, ela está espalhada pelo mundo em maior ou menor escala, mas estamos correndo o risco de nos tornarmos um país de criminosos.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

RÉVEILLON - COPACABANA - ROUBOS E FURTOS EM ABUNDÂNCIA



Prezados leitores, o Réveillon de Copacabana 2016-2017 apresentou algumas diferenças dos anos anteriores, sendo que a significativa diminuição do público foi a mais marcante, mas também tivemos a diminuição do tempo do show pirotécnico.
O que parece não ter sofrido diminuição foram os números de roubos e frutos, sobretudo de celulares,
A AOMAI recomendou preocupação especial com esses aparelhos na sua carta sobre medidas de segurança a serem adotadas pelos participantes.
Novamente, a delegacia ficou lotada.
Nos próximos dias teremos os números oficiais dos registros de roubos e furtos durante o Réveillon.
Uma cifra negra (roubos e furtos não registrados pelas vítimas) nos impedirá de valiara a grandeza do problema.
Leiam a reportagem do G1 e assistam o vídeo.

"Site G1
Flagrantes mostram brigas e roubos no Réveillon de Copacabana; veja vídeo
Imagens mostram homem de boné e isopor roubando quem estava na praia. Delegacia do bairro ficou lotada, especialmente de turistas roubados.
Por G1 Rio
02/01/2017 07h03 Atualizado há 1 hora
A noite que era para ser de paz e alegria foi de dor de cabeça para muita gente. A areia lotada de Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi cenário de confusões e brigas na virada do ano. Quem estava na praia também reclamou de assaltos e arrastões, como mostrou o Bom Dia Rio.
As imagens mostram dois homens começaram a discutir e logo já estavam trocando socos e pontapés. A briga assustou quem estava por perto. O tumulto só foi controlado com a chegada da Polícia Militar.
“Roubaram muita gente, muita gente roubando, um atrás do outro”, reclamou a costureira Priscila, moradora de Itaocara.
Imagens mostram um homem que perdeu o celular enquanto filmava a queima de fogos. “Pegaram da minha mão, no ar”, contou a vítima.
As imagens também mostram um rapaz de boné, carregando um isopor, tenta roubar um homem de camisa branca, mas desiste. Minutos depois, se aproxima, por trás, de um homem de camisa listrada e aí então consegue levar um objeto que parece o celular.
Durante toda a madrugada do dia 1º de janeiro, a 12ª DP (Copacabana) ficou lotada. Muitas pessoas, especialmente turistas, foram registrar os assaltos. Além dos celulares, teve gente que ficou sem o documento de identidade.
“No empurra-empurra do show fui roubado. Meu celular, minha identidade e da minha esposa e dinheiro. Estou preocupado porque tenho que embarcar de volta e sem documentos. Acho que não vou conseguir”, disse Celso Macedo, turista de Minas Gerais.
A todo momento a polícia chegava com suspeitos detidos. Havia muita reclamação. Um turista de São Paulo disse que os assaltantes simularam uma briga e sem que ele percebesse, levaram o celular dele.
“Vocês podem olhar aqui na delegacia, 90% são roubo de celulares, e a maioria, tudo turista. A gente vem para se divertir e acaba tendo um prejuízo enorme. Inclusive, nem está pago ainda o celular”, lamentou o turista paulista.
A Polícia Militar disse que ainda está finalizando o balanço das ocorrências no Réveillon.
RIO DE JANEIRO (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

OLIMPÍADA: OS ASSALTOS DE VERDADE...



Prezados leitores, o nadador americano Ryan Lochte transformou uma confusão em um posto de gasolina em um assalto (roubo).
A fama do nadador fez com que o fato tivesse grande repercussão na imprensa nacional e internacional.
Primeiro, críticas ao Brasil.
Após as investigações da Polícia Civil, críticas ao nadador.
O fato gerou e continua gerando horas e horas nos noticiários no Brasil e no exterior.
Enquanto isso, ninguém sabe o número de registros feitos por turistas nacionais e estrangeiros que foram vítimas de roubos (ou furtos) de verdade.
A imprensa reforça uma frase do Secretário de Segurança Beltrame quando ele deu mais valor a um tiro disparado em Copacabana do que em uma comunidade carente do Rio de Janeiro.
O assalto de mentira do nadador Ryan Lochte ganhou mais importância do que todos os outros assaltos (ou furtos) praticados contra os turistas.
Os dados sobre os roubos (ou furtos) registrados pelos turistas está tão escondido quanto o valor dos contratos celebrados para a realização da Olimpíada, como já denunciamos nesse espaço democrático.
Vida que segue.

Juntos Somos Fortes!


domingo, 14 de agosto de 2016

OLIMPÍADA - CRIMINOSOS BATEM RECORDES



Prezados leitores, criminoso estão fazendo a festa na Rio 2016.

"Jornal Extra
13/08/16 16:55 
Turistas estrangeiros são assaltados no bonde de Santa Teresa 
Um grupo de turistas estrangeiros foi assaltado em Santa Teresa, na tarde desta sexta-feira. As vítimas teriam sido rendidas dentro de um bonde que percorre as ladeiras do bairro. Policiais militares do 5º BPM foram chamados para a ocorrência, por volta das 14h, e encaminharam as pessoas para a 7ª DP (Santa Teresa). Nas redes sociais, testemunhas do roubo contaram que os bandidos estavam armados e aparentemente drogados. Como os turistas não tiveram bens de grande valor roubados, não tinham a intenção de registrar ocorrência, mas o fizeram por orientação do consulado, uma vez que tiveram os passaportes roubados e precisariam do boletim de ocorrência para poder fazer novos (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 13 de agosto de 2016

OLIMPÍADA; TIRO DISPARADO CONTRA ÔNIBUS DA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA



Prezados leitores, não cansamos de lembrar que todos os governantes brasileiros tinham conhecimento que o Rio de Janeiro já era uma cidade  onde a violência está fora de controle, desde a apresentação da cidade como candidata à sede da Olimpíada.
A irresponsabilidade dos governantes começou naquela época e já custou a vida de um Policial Militar da Força Nacional de Segurança.
Ontem, mais um ato de violência foi praticado contra um ônibus que iria conduzir agentes da Força Nacional de Segurança.

"Jornal O Globo
Ônibus usado pela Força Nacional é atacado por criminosos próximo à Cidade de Deus 
Veículo está sendo usado para transportar tropas das forças de segurança 
por Antônio Werneck 
12/08/2016 21:47 / Atualizado 12/08/2016 23:24 
RIO - Cerca de 48 horas depois de três policiais terem sido atacados a tiros por traficantes na Vila do João, no Complexo da Maré, matando um deles, um ônibus usado pela Força Nacional para transportar tropas voltou a ser alvo de criminosos nesta sexta-feira. O motorista passava pela Cidade de Deus quando o veículo foi atingido por uma bala, que perfurou a lataria e atingiu o banco. Além do motorista, não havia policiais no carro. Ninguém ficou ferido. 
O ônibus iria pegar os agentes que estavam saindo de serviço no Parque Olímpico da Barra e levá-los até o Anil, onde eles estão hospedados num conjunto do “Minha Casa, Minha Vida”. — Depois do ataque na Vila do João, os policiais estão muito assustados. Agora vamos esperar para fazer a perícia. A lataria ficou com um grande furo — afirmou um policial (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

OLIMPÍADA - SECRETÁRIO BELTRAME TEM QUE SAIR, MAS NÃO SAIRÁ



Prezados leitores, publicamos artigo do jornalista Reinaldo Azevedo (Revista Veja) sobre o assassinado do Solda PM Hélio da Força Nacional de Segurança, que atuava na segurança dos jogos olímpicos.

"Revista Veja
Blog do Reinaldo Azevedo 
A morte do soldado Hélio e nossas mazelas e virtudes. Ou: Beltrame tem de sair 
Hélio Andrade, da Polícia Militar de Roraima, levou um tiro na cabeça ao entrar por engano no Complexo da Maré
12/08/2016 às 5:22 
Hélio Andrade, da Polícia Militar de Roraima, está morto. Ele era membro da Força Nacional. Nesta quarta-feira, por engano, entrou no Complexo da Maré, no Rio, numa viatura da corporação. Os traficantes lhe acertaram um tiro na cabeça. Internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, para uma cirurgia de urgência, que durou quatro horas e meia, não resistiu e morreu nesta quinta. 
Pois é… 
Qual é o Brasil real? Este que mata um inocente com um tiro na cabeça ou aquele que faz uma abertura grandiosa do evento e que abriga os Jogos, apesar de alguns sobressaltos, de forma bastante satisfatória? 
Os retóricos condoreiros tenderiam a dizer que real mesmo é o país que mata Hélio. Aquele da solenidade de abertura seria só uma fantasia. 
Discordo, é claro! Os dois países são reais: tanto aquele em que um bandido acerta um tiro na cabeça de um policial como o outro, capaz de lidar com o sublime. O Brasil que dá certo nos lembra de que podemos, sim, ser melhores. Não somos natural e congenitamente avessos à qualidade, ao saber técnico, à competência. 
Em larga medida, o que infelicita o país é a ligeireza com que determinadas correntes de pensamento afrontam o óbvio, o elementar. 
A forma como o Estado do Rio vem cuidando da segurança pública nos últimos 10 anos não passa de um delírio coletivo de supostos bem-pensantes. 
É claro que, cotidianamente, muitos outros atos violentos são praticados sem que ninguém saiba. A morte de um homem da Força Nacional vira um símbolo porque ele foi convocado justamente para aumentar a segurança, garantindo que os Jogos Olímpicos ocorram em paz. 
A política de ocupação pacífica das favelas não passa de uma narrativa de ficção tendente a alimentar consciências eventualmente culpadas. Ainda não se inventou uma alternativa eficaz à prisão de bandidos. Espantá-los ou redistribuí-los entre “comunidades” ainda não pacificadas é uma escolha errada na origem. 
Parece claro que o ciclo José Mariano Beltrame, no Rio, chegou ao fim. Não duvido da sua honestidade pessoal e de sua honestidade de propósito, mas cobro que ele tenha a humildade de confessar o insucesso de suas escolhas. 
Uma verdade se mostra insofismável: mesmo nos locais em que se instala a tal Unidade de Polícia Pacificadora, o controle do território ainda está com o narcotráfico. E, meus caros, sem a conquista territorial, não se faz nem a guerra nem a paz. 
E, ora vejam, o Rio nem chega a estar entre os cinco Estados mais violentos do país. Mas é o único, sim, em que uma política de segurança pública notavelmente inepta é vendida ao distinto público como uma fantasia integracionista. 
É lamentável (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

OLIMPÍADA - TRAGÉDIAS ERAM PREVISÍVEIS - PRIMEIRAS VÍTIMAS DA FORÇA NACIONAL



Prezados leitores, nós temos que identificar quem foi o responsável (ou responsáveis) pela apresentação da cidade do Rio de Janeiro como candidata para a realização dos jogos olímpicos desse ano.
O responsável deve ir para o banco dos réus.
Há anos é de domínio público que a violência está totalmente fora de controle no estado do Rio de Janeiro, como a imprensa comprova todo dia.
Na época da indicação a cidade já era conflagrada.
O responsável pela indicação conhecia tal verdade, como também tinha conhecimento que a realização dos jogos nunca foi uma prioridade para o povo brasileiro, que sofre sem saúde pública, sem segurança pública e sem educação pública de boa qualidade.
Portanto, gastar um centavo de dinheiro público em uma Olimpíada era (é) inadmissível.



Quem indicou o Rio de Janeiro deve ser responsabilizado por tudo de ruim que acontecer durante a Olimpíada e a Paraolimpíada.
Quem indicou?
O ex-presidente Lula da Silva?
O ex-governador Sérgio Cabral?
O autor desse ato contra o povo brasileiro deve ser responsabilizado.
Atos de violência têm ocorrido contra turistas, atletas, jornalistas e autoridades, como era de se esperar.
Hoje uma equipe da Força Nacional de Segurança foi atacada por traficante.
O site G1 noticia uma morte, mas outros sites informam que o militar está gravemente ferido.
As nossas orações para que o G1 esteja errado. 



"Site G1 
10/08/2016 17h21 - Atualizado em 10/08/2016 17h52
Militares da Força Nacional são atacados a tiros na Maré, Rio
Eles teriam entrado por engano na Vila do João e carro foi baleado.
Ao menos um militar morreu; outros dois ficaram feridos.
Uma equipe da Força Nacional foi atacada a tiros nesta quarta-feira (10) no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, ao entrar por engano na Vila do João. De acordo com as primeiras informações, um dos militares morreu e outros dois ficaram feridos. 
Entre os três militares baleados, um deles foi atingido na cabeça e socorrido em estado grave no Hospital Salgado Filho. Ele não resistiu ao ferimento e morreu pouco depois de dar entrada na unidade. 
O militar morto foi identificado como o soldado Helio Andrade. A morte foi confirmada pelo comando da Polícia Militar de Roraima, cidade de origem do militar. 
O outro militar ferido foi o capitão Alen Marcos Rodrigues Ferreira. Ele foi atingido de raspão no rosto. 
Em áudio, um dos militares contou que foi socorrido por um taxista. "Um táxi está me dando um apoio, está me levando para o hospital", contou. 
Ainda segundo o militar, homens do Exército foram ao socorro da equipe. Eu fui atingido, o capitão Alen foi atingido, o motorista foi atingido. Tem um outro combatente também, ele tá atingido, ele ficou fora da viatura. A equipe do Exército está lá perto", diz ele (Fonte)." 

Juntos Somos Fortes!

OLIMPÍADA: POR POUCO NÃO ACONTECE UMA TRAGÉDIA



Prezados leitores, nós protestamos nas ruas contra a realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro desde a apresentação da cidade como candidata.
A nossa fundamentação sempre foi alicerçada basicamente em dois aspectos, existentes naquela época e que permanecem até a presente data:
1) A violência fora de controle. Isso é uma realidade no estado do Rio de Janeiro há muito tempo, portanto, o risco para atletas, turistas e jornalistas é real, sendo uma irresponsabilidade realizar os jogos onde criminosos circulam com fuzis e pistolas por todos os lugares e em qualquer horário
2) O uso do dinheiro público deve obedecer prioridades, o que não é o caso da realização de uam Olimpíada.
Nós continuamos o nosso protesto contra os jogos após a escolha e durante os anos que antecederam a Rio 2016.
Dias antes do início fizemos questão de reunir um pequeno grupo de Coronéis PM para reafirmar a existência dos riscos e para solicitar que a imprensa fizesse uma campanha alertando aos turistas, aos atletas e aos jornalistas sobre os riscos, emitindo um manifesto em português e inglês (Vídeo).
A imprensa ignorou.
Ontem, uma tragédia quase ocorreu.

"Jornal O Dia 
09/08/2016 21:41:45
Ônibus oficial dos Jogos Olímpicos é atingido por tiros em Curicica
Jornalistas, sendo quatro brasileiros e oito estrangeiros, voltavam para o centro de mídia, depois dos jogos de basquete
Estadão Conteúdo
Rio - Um ônibus oficial dos Jogos Olímpicos Rio-2016 que fazia o trajeto entre a Arena da Juventude, em Deodoro, e o Parque Olímpico da Barra foi alvo de tiros de baixo calibre enquanto passava pelo bairro de Curicica, na Zona Oeste do Rio, por volta das 19h45 desta terça-feira. Duas janelas foram atingidas e os estilhaços atingiram e feriram dois jornalistas. 
O fato ocorreu enquanto 12 profissionais de imprensa, sendo quatro brasileiros e oito estrangeiros, faziam o caminho de volta para o MPC, centro de mídia, depois de encerrada a rodada de jogos do basquete feminino. O susto fez que os jornalistas se jogassem no chão e a sensação inicial era de que o ônibus havia sido atingido por balas perdidas. O repórter do Estadão estava ao lado de uma das janelas atingidas. 
Um jornalista da Turquia teve o cotovelo cortado pelos estilhaços. Uma profissional norte-americana da transmissora oficial, provavelmente a de idade mais avançada no grupo, chorava bastante e, assim como o turco, só levantou do chão quando o ônibus pediu ajuda de um veículo da Polícia Militar e parou na pista.
Os policiais não se preocuparam em inspecionar o ônibus e alegaram que o veículo havia sido alvo de pedradas. A tese é improvável, uma vez que ele passava longe das residências, em alta velocidade, e as marcas nos vidros tinham diâmetro muito pequeno. Além disso, os estouros foram seguidos, na mesma altura, primeiro na janela dianteira, depois em uma mais central. Uma bala de calibre alto teria atravessado o ônibus. A polícia logo se afastou do ônibus e permitiu que ele seguisse o percurso até o MPC. 
No caminho, as janelas foram se desmanchando, colocando em risco os jornalistas, uma vez que os estilhaços se espalharam pelo veículo. O veículo ficou pelo menos 10 minutos parado ao lado da estação Outeiro do BRT, mas ninguém ofereceu auxílio. 
Um carro do Exército com pelo menos 7 homens viu tudo de uma distância de não mais do que 50 metros, mas nenhum dos militares se ofereceu para ajudar ou para oferecer segurança aos jornalistas, alguns deles ainda em pânico, chorando. O ônibus seguinte a fazer o trajeto, que saiu cerca de 30 minutos depois da Arena do Futuro, foi escoltado por quatro carros do Exército até a sua chegada no MPC. A secretaria de Segurança Pública disse que não vai comentar o assunto. As assessorias de imprensa Polícia Civil e a Polícia Militar não foram encontradas pela reportagem na noite de ontem (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

NEW YORK TIMES: CRIMINALIDADE ASSOLA O RIO NO INÍCIO DA OLIMPÍADA





Prezados leitores, o nosso aviso foi ignorado e a solicitação contida no nosso manifesto também.
Nós solicitamos que a imprensa nacional e internacional fizessem uma campanha para alertar aos turistas, atletas e jornalistas que estivessem no Rio de Janeiro sobre os riscos existentes na cidade, decorrentes da violência generalizada.
A campanha não foi implantada.
A imprensa não compareceu à entrevista coletiva para a qual foi convidada, mas boa parte teve acesso ao nosso manifesto que foi lido e gravado em vídeo, sendo encaminhado para órgãos de imprensa e que circula livremente pela internet, portanto, não pode a imprensa alegar desconhecimento.
Deu no NYT:

"UOL notícias
Criminalidade assola o Rio no início da Olimpíada, apesar da força de segurança de 85 mil 
The New York Times
Anna Jean Kaiser e Andrew Jacobs
No Rio
08/08/201614h19 
Se combater batedores de carteira fosse um esporte olímpico, as autoridades brasileiras seriam candidatas à medalha. 
Diante da alta da criminalidade de rua, o governo estadual está empregando no Rio uma força policial de 85 mil, entre os quais 23 mil soldados que montam guarda nos cruzamentos movimentados ou percorrem as ruas em jipes militares, com suas armas apontadas ameaçadoramente para a calçada. 
Em uma das demonstrações mais intrigantes, um navio da Marinha brasileira está patrulhando ao longo da famosa praia de Ipanema da cidade. 
Mesmo assim, a demonstração esmagadora de força não conseguiu reprimir o crime. O chefe de segurança da cerimônia de abertura foi assaltado com uma faca na noite de sexta-feira, enquanto saía do Maracanã; uma bala perdida atingiu a sala de imprensa do Centro de Hipismo no sábado, por pouco não acertando um dirigente esportivo da Nova Zelândia; e na noite de sábado, o ministro da Educação de Portugal foi assaltado enquanto caminhava na direção da Lagoa, local da realização das provas de remo. 
Nos preparativos para a Olimpíada, as autoridades brasileiras se viram diante de uma série de problemas que assustaram alguns visitantes estrangeiros, como o medo da epidemia da zika, a ameaça de ataques terroristas e reportagens pouco lisonjeiras que destacavam as águas poluídas da cidade. 
Mas é o recente aumento da criminalidade de rua que tem mais enervado as autoridades municipais e os moradores, que temem que seu aumento embaraçoso possa arranhar o orgulho e euforia que tomaram conta desde o início dos Jogos na noite de sexta-feira. 
Apesar dos mais recentes incidentes, incluindo um alarme falso de bomba no sábado, perto da linha de chegada de uma prova de ciclismo masculina, a maioria dos visitantes e moradores diz se sentir segura. 
"Este deve ser o lugar mais seguro do Brasil no momento", disse Isabela Carvalho, uma vendedora de sorvete de 46 anos, enquanto policiais militares aceleravam suas motos, com sirenes ligadas. 
Mas a demonstração de força também provocou críticas de ativistas de direitos humanos, que temem que o policiamento excessivamente agressivo possa levar a abusos, especialmente nas favelas. 
Na semana passada, uma operação conjunta da polícia e das forças armadas em uma dessas comunidades, o Complexo do Alemão, terminou com duas pessoas mortas. 
Mesmo assim, muitos cariocas estão mais preocupados com a criminalidade de rua comum, que as autoridades brasileiras prometeram tratar em sua campanha bem-sucedida em 2009 para sediar os Jogos. 
Ocorreram perto de 11 mil roubos de rua em junho, um aumento de 81% em comparação ao mesmo mês no ano passado. Além disso, dizem os especialistas, há o fato de muitos crimes não serem registrados pelas vítimas, que presumem que a polícia fará pouco esforço para solucioná-los. 
Problemas orçamentários também atrapalharam as autoridades enquanto tentavam combater a violência entre os narcotraficantes e a polícia, que aterroriza muitos dos moradores mais pobres da cidade. 
"A tensão é palpável", disse Meg Healy, uma americana de 24 anos que vive no Rio, antes do início dos Jogos. 
Em junho, Healy, uma planejadora urbana, foi assaltada com uma faca; quatro dias depois, um menino que ela disse que parecia ter menos de 7 anos tentou roubar sua bolsa a poucos passos de seu apartamento. 
Outras vítimas recentes de crime incluem Fernando Echavarri, um velejador espanhol medalhista olímpico, e Liesl Tesch, uma velejadora paralímpica australiana, que foi assaltada à mão armada. Poucos dias antes do início dos Jogos, atletas jamaicanos que estavam hospedados perto do aeroporto relataram ter ouvido disparos durante toda a noite. 
As autoridades têm buscado tranquilizar os visitantes, apontando que a força de segurança tem um contingente duas vezes maior do que o usado durante a Olimpíada de Londres de 2012. Elas também lembram que o Rio já sediou com sucesso outros grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014. 
Os problemas de segurança da cidade foram exacerbados por um severo arrocho orçamentário, que atrapalhou a capacidade do governo de pagar os salários dos policiais. O senso de crise foi ressaltado em junho, quando o governo estadual declarou "calamidade financeira". 
Nas últimas semanas, policiais que disseram que seus salários estão atrasados ou foram apenas parcialmente pagos realizaram uma manifestação no aeroporto internacional do Rio, segurando cartazes para os passageiros que chegavam dizendo, "Bem-vindos ao inferno". 
Fábio Neira, um comissário da polícia civil, disse que os salários atrasados reduzem o moral. "Isso cria enormes dificuldades financeiras para nós, porque você tem que pagar suas contas, eletricidade e aluguel no começo do mês", ele disse em uma entrevista. 
Apesar do governo federal ter fornecido subsequentemente uma ajuda de US$ 850 milhões para as despesas de segurança durante os Jogos, Neira disse que o dinheiro não cobre nem mesmo as horas extras de maio ou junho. 
As condições de trabalho, ele acrescentou, continuam péssimas, notando que algumas delegacias não possuem canetas, papel higiênico ou dinheiro para gasolina. 
Apesar da imprensa brasileira tender a se concentrar nos assaltos de rua ousados ou na violência que ocorre nos bairros mais ricos da cidade, os especialistas dizem que são os moradores pobres do rio que mais sofrem com o aumento da criminalidade. 
A professora Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, no Rio, disse que o aumento da criminalidade de rua se deve em parte aos esforços fracassados de melhorar a segurança pública nas favelas da cidade. 
Em 2008, o Estado do Rio de Janeiro deu início a uma iniciativa ambiciosa, a criação de Unidades de Polícia Pacificadora, que foram responsáveis por combater as gangues do narcotráfico que atuavam com impunidade. O programa, que também empregava policiamento comunitário e obras sociais, é citado nos documentos olímpicos como um fator importante para tratar das antigas preocupações de segurança da cidade. 
Atila Roque, o diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, disse que o programa é repleto de abusos e exacerbou as tensões entre a polícia e os moradores, alguns dos quais pediram pelo fim do esforço. 
No ano passado, a polícia foi responsável por 20% dos homicídios na cidade, segundo a Anistia Internacional, que usou dados do Instituto de Segurança Pública estadual. Ocorreram 645 mortes por policiais no ano passado, em comparação a 400 em 2013. O número de pessoas que morreram nas mãos da polícia entre abril e junho deste ano dobrou em relação ao mesmo período no ano passado, segundo dados. 
Os mortos eram em sua maioria homens negros jovens. 
Uma das comunidades mais duramente atingidas pela violência policial é a Maré, uma vasta favela situada entre o aeroporto internacional do Rio e os bairros de renda mais alta de Ipanema e Copacabana. As autoridades há muito lutam para conter a violência provocada pela guerra entre narcotraficantes e milícias. Nos meses que antecederam a Copa do Mundo, o Exército ocupou a comunidade por um ano. 
Eliana Sousa Silva, que foi criada na Maré e é fundadora de um grupo local sem fins lucrativos, disse que as operações policiais se tornaram mais frequentes com a aproximação da Olimpíada. No final do mês passado, os jornalistas que vivem no bairro relataram três dias consecutivos de operações policiais envolvendo troca pesada de tiros. 
"A Olimpíada, a Copa do Mundo e outros megaeventos no Rio costumam ser momentos tensos para os moradores da Maré", ela disse, acrescentando que as operações policiais costumam ser executadas com mão pesada. "O governo precisa assegurar que nada aconteça, para mostrar o Rio ao mundo." 
Neste ano não foi diferente. Alguns dos soldados enviados à cidade foram posicionados nas entradas das favelas. Outros foram posicionados ao longo das vias que formam os chamados corredores de segurança. 
Roque, da Anistia Internacional, disse que se preocupa com os militares atuando com impunidade. 
"O que estamos vendo na segurança pública vai contra todo o princípio dos Jogos Olímpicos, o espírito dos Jogos Olímpicos", ele disse. "Violência não deveria fazer parte dos Jogos." 
Tradutor: George El Khouri Andolfato"

Juntos Somos Fortes!