Prezados leitores, a péssima qualidade dos políticos brasileiros está fazendo com que os eleitores desistam da escolha dos seus representantes, o que fere de morte a democracia.
O eleitor brasileiro não quer mais votar, apesar do voto ser obrigatório.
Além de destruir os valores democráticos, a postura omissiva facilita a eleição dos péssimos políticos, assim o problema alimenta o próprio problema.
Na eleição realizada ontem no Brasil para eleição de prefeitos e de vereadores, o número de abstenções, votos nulos e votos em branco atingiu números estratosféricos.
Nós faremos uma breve análise do caso do Rio de Janeiro.
Não foram votar 1.189.187 eleitores (24,28%).
Anularam o voto 473.324 eleitores (12,76%).
Votaram em branco 204.110 eleitores (5,50%).
O resultado é que eleitores 1.866.621 (42,54%) não escolheram candidato.
Uma tragédia democrática, quase metade do eleitorado não escolheu seu representante.
Crivella teve 842.201 votos, menos que a metade das abstenções, dos brancos e nulos.
Freixo teve 553.424 votos, menos que a terça parte das abstenções, dos brancos e nulos.
Se somarmos os votos dos dois alcançaremos 1.395.625 votos, menos 470.996 que as abstenções, os nulos e os brancos.
Isso é assustador!
Não resta qualquer dúvida que Crivella e Freixo foram reprovados pelo eleitorado.
Se eles foram reprovados, o que dizer dos outros candidatos que tiveram votações mais pífias que as deles.
Os números não mentem, o eleitorado carioca reprovou todos os candidatos para prefeito.
No Rio de Janeiro, teremos um segundo turno entre candidatos que o eleitorado reprovou.
Triste a realidade política vivida no Rio de Janeiro.
O que podemos esperar?
Um crescimento no segundo das abstenções, dos votos nulos e dos votos em branco.
E, a democracia segue agonizando no Rio de Janeiro e no Brasil como um todo.
Juntos Somos Fortes!


