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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

DESMILITARIZAR AS PMs - COMENTARIO

- Anônimo
16 de dezembro de 2017 15:20
Na minha opinião o melhor regime organizacional e de comando de uma polícia responsável pela segurança da sociedade, é aquele em que o policial veste a farda, no primeiro dia, com orgulho quando entra na corporação e sai orgulhoso e com a sensação do dever cumprido, é aquele em que a sociedade pode andar falando tranquilamente ao celular, sem se preocupar em ser roubada, em que as pessoas podem ir e vir sem se preocupar se vai voltar ou não para casa, é aquele em que a sociedade pode até não perceber o quanto é grande a importância da sua polícia, mas os bandidos sabem que naquela área o crime não compensa. 
O real regime policial que estamos vivendo no momento é este – 127 Policiais Militares mortos até agora no Rio de Janeiro e, isto não é o reflexo de uma polícia militarizada ou não militarizada, mas sim o resultado de uma polícia abandonada, consequência da falência da máquina pública. A eficiência ou deficiência de uma polícia não está no regime, mas sim no conjunto das ações da máquina pública composta pelo executivo, legislativo e judiciário. 
Este tipo de valores éticos e morais não serve para combater o crime, só serve para servir, sem questionar, a este sistema corrupto, não por ser militar, mas por estar sob aos cuidados dos que optaram por serem leais aos governantes corruptos. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

CRÍTICAS E SUGESTÕES ( 4 ) - A PRETENDIDA POLÍCIA CIDADÃ - CORONEL PM REF HERRERA



Prezados leitores, eis o quarto da série da lavra do Coronel PM Ref Herrera.

CRÍTICAS  E  SUGESTÕES  (4)
A  PRETENDIDA  POLÍCIA  CIDADÃ
                                                                    
Hoje vemos um país que está à deriva,
que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser”
(Gen Ex EDUARDO DA COSTA VILLAS BOAS, Comandante do Exército)


O Brasil é o único país do mundo que mantém atividades policiais, em nível estadual, a cargo de instituições diferentes: a Polícia Civil e a Polícia Militar. Originaram-se do nosso processo de colonização, tendo permanecido no Império e na República. E não há como banir a História na equação de soluções atuais.
Países desenvolvidos também possuem organismos policiais diversos, entretanto com duas importantes diferenças: são de âmbito nacional e atuam com ciclo completo, ou seja, cada qual procede ao desempenho de ambas as funções de polícia, delimitadas apenas as respectivas áreas geográficas de atuação.
Sem rodeios, não me inibo em afirmar que, além da velha cantilena da nossa Esquerda festiva, quem mais deseja a “desmilitarização da PM”, em verdade, são os maus policiais militares: ocultos criminosos que se valem da arma e da carteira que a sociedade lhes deu. Mas, se fossem policiais civis, seria bem mais lenta e complexa a apuração dos desvios de conduta e a decorrente exclusão do serviço público.
A meu ver, em sua descuidada redação, estipula o § 5º, do art. 144, da Constituição federal: “Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública”. Ou seja, em cada Estado e no Distrito Federal, incumbe à respectiva Polícia Militar a função de polícia de segurança (ou administrativa), com a missão precípua de manutenção da ordem pública.
Do mesmo modo, compete à Polícia Civil o desempenho das funções de polícia judiciária (em suas variantes de polícia de investigações e de polícia técnica) “e a apuração de infrações penais, exceto as militares”. Porém, de forma insofismável, vem atuando com nítido desvio de função, executando privativas funções de polícia de segurança, por meio de operações ostensivas, sendo dotada de viaturas blindadas, helicópteros, canil, esquadrão antibombas, e até pessoal uniformizado! 
A desorganização administrativa do Estado (com parcos recursos para a Segurança Pública), ante o descontrolado aumento da criminalidade, poderia explicar o desvio de função da Polícia Civil. Mas não se pode justificar, pois passou a atuar de forma indevida. Até seria, como no dizer popular, “descobrir um santo para cobrir outro”. A Polícia Civil, que já apresenta crônico mau desempenho de suas precípuas funções, pouco acrescenta quando, desviada, atua como “polícia ostensiva”.
Atualmente cresce o clamor público por uma Polícia Cidadã, para culminar com a fusão das polícias estaduais. Mas será a mera desmilitarização da PM a milagrosa solução dos males da Segurança Pública?
Será que essa ansiada Polícia Cidadã (?), resultante da fusão das atuais Polícias Civil e Militar, será a solução salomônica para tornar-se eficaz e eficiente, e, num passe de mágica, livrar-se do ranço de suas falhas e vícios? Ou será mera panaceia política?
E será mesmo oportuno tratar de assunto tão complexo no momento atual em que “vemos um país que está à deriva, que não sabe o que deve ser”?
Ou, sob o festivo viés esquerdista, seria esta uma excepcional oportunidade para levantar tema tão polêmico, no jogo sujo do “quanto pior, melhor”, visando a escusos objetivos?
A recente paralisação dos policiais militares no Espírito Santo demonstrou, embora de forma trágica, que a extinção da PM se torna improvável, haja vista não haver outro organismo que, de pronto, a possa substituir. A região da Grande Vitória foi abalada por intenso caos, mesmo com a Polícia Civil atuante e, ainda, com o eventual emprego de tropas da Força Nacional e do Exército. Torna-se difícil e complexo substituir o efeito capilar do policiamento ostensivo: estar, diuturnamente e ao mesmo tempo, nas mais variadas localidades.
No Rio de Janeiro, concomitante à recente atitude reivindicatória dos PM (por meio das manifestações de seus parentes), os policiais civis permanecem em greve, desde 30 de janeiro, mas de forma legal, pois lhes são garantidos os direitos de sindicalização e de greve. E o que dizer também da recente greve no DETRAN/RJ? E quando os serventuários da Justiça paralisam suas atividades?
São graves interrupções de serviços públicos essenciais, muito prejudiciais a cada cidadão e à Sociedade como todo. Mas parece que, nas manchetes midiáticas, só a velha Polícia Militar se torna foco de preocupação e de críticas severas.
Em sã consciência, será esta Polícia Civil que aí está, que todos conhecemos –  também mal preparada e mal remunerada, há tempos desviada de sua precípua função de polícia judiciária, com direito de greve e sujeita aos meandros da luta sindical, com notória ineficácia (estatísticas mostram 5% apenas de elucidação de crimes no Brasil),  – será esta a Polícia Cidadã que os cidadãos de bem tanto almejamos? 
A conferir. Se estivermos munidos de boa-fé, devemos refletir muito em busca de melhores soluções.
Mas, por favor, que os leitores analisem sem paixões humanas e sem destorcido espírito de corpo, atendo-se apenas aos fatos, para que eu não seja acusado de fomentar a cizânia entre policiais civis e militares.

NELSON HERRERA RIBEIRO, Cel PM Ref, advogado e professor



Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 20 de março de 2017

"OPINIÕES E PITACOS" - CORONEL PM REF NELSON HERRERA RIBEIRO



Prezados leitores, o Coronel PM Ref Herrera elaborou uma série de artigos com o título "Críticas e sugestões".
Nós publicaremos um por dia sempre às 08:00 horas.
O primeiro é a introdução. 

"OPINIÕES  E  PITACOS
Retomado o recorrente tema de desmilitarização da PM, no bojo de inúmeros comentários sobre as manifestações de parentes de policiais militares, senti-me incentivado a expressar minha crítica, que ainda me parece atual, haja vista só terem sido parcialmente atendidas as reivindicações motivadoras daquele movimento.
Atrevo-me, ainda, a criticar outras realidades, que, por certo, acabam por se constituírem concausas da caótica insegurança pública em que vive a população. Porém sem nunca esquecer que estamos no Brasil. Aqui tudo se torna surreal.
Abusando da gentileza do Coronel PAÚL, criador deste blog, a partir de hoje, em publicações diárias sob o título genérico de “CRÍTICAS E SUGESTÕES”, pretendo tecer opiniões sobre assuntos correlatos, que influem, significativamente, no serviço cotidiano do policial militar. Vou dar meus pitacos, haja vista muitas pessoas estarem emitindo suas opiniões, sem o devido conhecimento de causa. Porém sem intenção alguma de abrir polêmicas.
Minha iniciativa decorre somente do anseio em colaborar na análise das causas e concausas que levaram a Segurança Pública ao estado de verdadeira calamidade, que, hoje, todos constatamos.
Aos críticos mais mordazes  –  que possam insinuar que eu não deva manifestar-me, por minha situação de inatividade  –  retruco com o argumento de que o militar inativo pode manifestar suas ideias, inclusive politicamente, por não ser abrangido pelo rigor draconiano dos regulamentos militares, devendo, assim, sempre que possível, buscar traduzir as angústias e os anseios do pessoal ativo.
Ademais, penso que, nesse quadro tão caótico do nosso Estado e do país, não há mais espaço para omissões.
Contudo, para evitar possíveis presunções, reafirmo que não fui, não sou e não serei candidato a cargos eletivos, embora eu reconheça ser legítima vontade, antes de se constituir direito de todo cidadão. Aliás, quando utilizado de forma decente, talvez seja o único meio viável da autêntica luta política, para o processo legal de resistência democrática.

NELSON HERRERA RIBEIRO, Cel PM Ref, advogado e professor"


Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 16 de março de 2017

A POLÍCIA MILITAR DO MÉXICO



Prezados leitores, o México criou em 2016 a sua Polícia Militar.
A seguir publicamos artigo que nos foi encaminhado para servir como mais um subsídio para formar opinião sobre o modelo organizacional das polícias.

"BLITZ DIGITAL
México cria polícia militar para combater crime
28 de julho de 2016
Com o agravamento da criminalidade o Brasil vem, há algum tempo, rediscutindo o seu modelo policial. Hoje, o que não falta, são opiniões sobre um tema tão complexo e pouco estudado no nosso país. 
Dentre as dezenas de opiniões, algumas não tem nenhum fundamento ou cabimento, como as que o modelo policial militar só existe no Brasil, ou que a polícia militar brasileira não tem parâmetro internacional. 
Essas opiniões foram devidamente contestadas e caíram no descrédito graças a vários artigos publicados como “Só existe polícia militar no Brasil?”,“Qual a diferença da polícia americana para a do Brasil?”, “Polícia francesa X polícia brasileira”, “Qual o salário de um policial nos Estados unidos?”, “A militarização das policias americanas” e por fim: Um Estudo de Polícia Comparada: Brasil e Estados Unidos da América”, ou seja, A polícia militar brasileira é uma Gendarmerie, que é um modelo policial baseado no francês, e que é a base da segurança pública em toda a Europa, no Continente Americano, na Ásia e na África. Hoje existem mais de 70 Gendarmeries pelo mundo e são respeitadas pela sua disciplina, honra, patriotismo e eficiência no combate ao crime. 
Apenas um país das Américas não tinha uma Gendarmerie: O México (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

domingo, 12 de março de 2017

ATENÇÃO, POLICIAIS MILITARES - SEMINÁRIO SOBRE DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES

Prezados leitores, uma excelente oportunidade para que discussão do tema "desmilitarização das Polícias Militares", portanto a presença de Oficiais e de Praças contra e a favor da medida deem comparecer para apresentarem suas razões.




O NECRIM IBMEC está patrocinado o encontro.
"14 MAR - 16 MAR
Programação: Seminário de Ciências Criminais - Necrim Ibmec
PROGRAMAÇÃO:

Terça - 14/03 
9:40h: Apresentação Institucional NECRIM 
10h: Delação Premiada - com Antonio Santoro, Diogo Mentor e Décio Alonso 
18:30: Desmilitarização da Policia - com Coronel Ibis, Orlando Zaccone e Julita Lemgruber 

Quarta - 15/03 
10h: Feminismo e Criminologia Critica - com Natália Damazio, Thayla Fernandes e Luciana Boiteux 
18:30 Tortura Institucional - com Taiguara Souza, Renata Lira e Marcia Fernandes

Acesse a página do Facebook sobre o evento:


Juntso Somos Fortes!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES: ALGUNS ASPECTOS IGNORADOS NOS DEBATES



Prezados leitores, esse é o segundo artigo que publicamos hoje sobre o tema desmilitarização das Polícias Militares, nele abordaremos alguns aspectos que não são apresentados nos debates e que são focados na nossa Constituição Federal.
Vale lembrar que a Constituição de 1988 foi construída no regime democrático.
Pelo preconizado nela o cidadão brasileiro que optar por ter uma carreira MILITAR tem duas opções:
- Ser um militar da federação (integrante das Forças Armadas) ou ser um militar dos estados e do distrito federal (policial ou bombeiro), em conformidade com os artigos 142 parágrafo 3o e 42, respectivamente.
Caso o cidadão deseje atuar nas missões  previstas para as Forças Armadas (Artigo 142), optará por ser um militar da federação.
Se o seu desejo for atuar no policiamento ostensivo e na preservação da ordem pública (Artigo 144 parágrafo 5o), será um militar dos estados ou do distrito federal.
Cabe acrescentar que se o interesse do cidadão for ser apenas policial, basta tentar o ingresso nas polícias federal, rodoviária federal ou civil.
Dentro desse cenário constitucional salta aos olhos  que os militares dos estados e do distrito federal são os MILITARES DE POLÍCIA e os MILITARES DO CORPO DE BOMBEIROS.
Diante disso percebe-se que as duas instituições possuem denominações históricas, porém erradas no contexto constitucional.
Os nomes corretos poderiam ser (exemplos): Corpo Militar de Polícia e Corpo Militar de Bombeiros.
Polícia Militar deveria ser a denominação da polícia dos militares.
Os militares de polícia são os que realizam o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, como afirmamos.
Salvo melhor juízo, a discussão centrada no interesse público não deve ser a desmilitarização ou não, mas sim qual o modelo organizacional é mais eficiente para realizar essas duas missões: o "militar" ou o "não militar".
Respeitando todas as opiniões contrárias, tendo o Rio de Janeiro como referência, o militar de polícia nos parece o elemento melhor preparado para enfrentar a criminalidade existente, ela que emprega estratégias, táticas e armamentos próprios de guerras e de guerrilhas.
Desconhecemos país onde a criminalidade se pareça com a existente no Rio de Janeiro, onde o controle (enfrentamento) dela não seja feito por Força Armada ou por militares de polícia, alguém conhece?
Notem que quando os militares de polícia deixam de atuar (greves), quem realiza as funções preconizadas a eles são integrantes das Forças Armadas (Exército) ou do projeto da Força Nacional de Segurança, que também é organizado militarmente.
A verdade é que no Brasil não existe efetivo "não militar" que esteja apto para cumprir as missões dos militares de polícia, isso é irrefutável.
Longe de esgotar o tema, nosso principal objetivo foi trazer para a mesa de debates um novo questionamento: qual é o melhor modelo organizacional para a realização do policiamento ostensivo e da preservação da ordem pública no Brasil?
Nos respondemos: o militar.
Qual a sua resposta?

Juntos Somos Fortes!

A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES E A FALTA DE PARÂMETRO QUE SEJA EFICIENTE



Prezados leitores, como publicamos ontem no Facebook, hoje apresentaremos dois artigos sobre o tema desmilitarização das Polícias Militares.
Os defensores da desmilitarização das Polícias Militares do Brasil apresentam os mesmos argumentos há muitos anos, o debate é antigo.
A seguir elencamos os mais ouvidos:
- As Polícias Militares são resquícios da ditadura (governo) militar.
- A maioria dos Praças são favoráveis a desmilitarização.
- Apenas parte dos Oficiais são contra a desmilitarização, isso para não perderem benefícios.
- É necessário construir uma "polícia cidadã".
Nesse artigo não faremos juízo de valor sobre os temas e nem tentaremos conceituar o que seria a "polícia cidadã", algo ainda confuso (uma polícia que faz greve seria uma polícia cidadã?).
Nós focaremos em um tema pouco abordado e que fala contra a desmilitarização: a absoluta falta de um parâmetro (padrão) eficiente de polícia NÃO organizada militarmente.
Basta ao interessado consultar a Constituição Federal para constatar que nenhuma polícia brasileira NÃO organizada militar é eficiente no desempenho de sua (s) função (ões).
Isso nos coloca diante de um dilema caso seja aprovada a desmilitarização no futuro, ou seja, qual o modelo (padrão) que a ex-Polícia Militar adotará para ser eficiente?
Em termos constitucionais as Polícias Civis não são, a Polícia Federal não é, assim como, a Polícia Rodoviária Federal não é.
Deixar de ser militar para ser INEFICIENTE (ou continuar ineficiente) não nos parece algo que recomende a inteligência mediana..
Concordamos que o militarismo precisa ser flexibilizado nas Polícias Militares e nos Corpos de Bombeiros Militares, sobretudo no que diz respeito aos regulamentos arcaicos, isso todos concordam.
O Policial Militar é um cidadão fardado e deve ser tratado tendo por base o respeito aos seus direitos de cidadão brasileiro.
Operar essas mudanças nos parece muito mais importante no momento que pensar em desmilitarizar.
Além disso, como medida de segurança, enquanto não aparecer uma polícia NÃO organizada militarmente que possa servir de parâmetro de eficiência, a desmilitarização não faz qualquer sentido.
O segundo artigo será publicado mais tarde.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"DESMILITARIZAÇÃO DA PM: A QUEM INTERESSA ? - FLAVIO GORDON



Prezados leitores, hoje nós publicamos um vídeo de trinta minutos onde se pode constatar a presença de grupos hostis ao policiamento, os quais usam até fogos de artifício atirados na direção dos policiais.
Quem não assistiu ainda, não deixe de fazê-lo.
São vândalos e saqueadores que querem enfrentar o Estado e a própria população que acaba também sendo vitimada.
Na realidade que vivenciamos no país, pensar em desmilitarizar as polícias é algo sem qualquer sentido.
Além disso, vale lembrar que por definição constitucional os PMs são militares de polícia, militares dos estados, sendo impensável desfigurá-los de sua natureza organizacional.
O tema já esteve presente em mais de cem artigos no nosso blog e em nenhum momento, apesar das nossas solicitações, alguém favorável à desmilitarização, apresentou o produto final, ou seja, como na prática passaria a ser o sistema de segurança pública.
Eis um novo artigo.

"Site Senso Incomum
Desmilitarização da PM: a quem interessa?
Flavio Gordon 
09/02/2017
Refletir sobre a desmilitarização significa ir além da aura mágica da palavra, penetrando na substância concreta do fenômeno. 
Nenhuma palavra ou ideia — sobretudo ao se tratar de uma proposta política de mudança radical — deve ser analisada como se pairasse num vácuo. Em termos puramente ideais e abstratos, a noção de desmilitarização das polícias talvez até fizesse algum sentido. Afinal de contas, não é estritamente necessário (e, sob certas circunstâncias, talvez nem mesmo desejável) que um corpo profissional responsável por manter a ordem pública e o cumprimento da lei esteja organizado nos moldes de um exército, ou seja, para a guerra. 
Mas é preciso ir além do significante “des-mi-li-ta-ri-za-ção” — cuja sonoridade, para muitos, parece trazer à mente a canção Imagine, de John Lennon, e as imagens idílicas de um mundo sem armas, sem violência, sem hierarquias; um mundo de paz, amor e campinas verdejantes — em busca do significado concreto assumido pela referida proposta na nossa presente situação (que, a propósito, não é das melhores). 
É preciso lembrar, antes de mais nada, que estamos no Brasil, país campeão mundial em número absoluto de homicídios. País no qual os criminosos são mais “militarizados” que a maior parte dos exércitos do planeta. Vivemos, de fato, em estado de guerra, com estatísticas de guerra, e dramas humanos típicos de situações de guerra. Num tal contexto, nada mais normal que nossas forças policiais sejam regidas por uma lógica militar. 
Em segundo lugar, e sobretudo, é preciso refletir profundamente sobre quem defende a desmilitarização no país, ou seja, sobre quais são exatamente os seus principais entusiastas. 
Basta fazer a pergunta para constatar tratar-se da mesma turminha, tão nossa conhecida, que chama arrastão de “reação dos desfavorecidos contra a elite”. Que defende o psicopata Champinha contra a “loirinha de classe média alta com nome estrangeirado” (sic), sua vítima. Que acusa a polícia de ser racista e genocida. Que é contra o policiamento ostensivo e o encarceramento de marginais. Que pede “menos polícia e mais cultura”, como se uma coisa pudesse substituir a outra. Que acusa a vítima de assalto de ter cometido “crime de ostentação”. Que mobiliza mundos e fundos para defender black blocs. Que “é do Levante” e “está com Maduro”. Que sonha em meter uma bala na cabeça dos “conservadores”. Que invade e destrói a sala de um professor de que discordam, rabiscando na parede a frase “Stálin matou foi pouco”. Que cassa a palavra de um debatedor e em seguida o agride covardemente na base do 30 contra 1. Que xinga a dissidente cubana Yoani Sanchez de vendida e agente da CIA, esfregando-lhe notas de dólares no rosto. Que deseja abertamente o estupro da jornalista Rachel Sheherazade. Que mata cinegrafista com disparos de rojão. Que enfia crucifixos no ânus e quebra imagens sacras. Que vomita, berra e se debate quando contrariada. Que faz troça da expressão “gente de bem”, como se a diferença substantiva entre um trabalhador e um criminoso fosse mera criação ideológica da direita. E que conta com centenas de representantes na política, na academia, no jornalismo e no show business. São esses os defensores da desmilitarização (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CRISE REABRE O DEBATE SOBRE A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIA MILITARES

Prezados leitores, o eterno debate continua sem que ninguém apresente o PRODUTO FINAL da desmilitarização e da unificação (ou não) das polícias estaduais.




"Jornal O Dia
Crise na PM reabre debate sobre a desmilitarização 
De um lado, defensores do modelo tradicional, regido hoje, de polícia de controle. Do outro, os que lutam por uma polícia mais cidadã 
12/02/2017 06:00:00
FRANCISCO EDSON ALVES
Rio - O calor do polêmico movimento da Polícia Militar do Rio de Janeiro e do Espírito Santo por melhoria salarial e condições mais adequadas de trabalho, que deixou a população dos dois estados com os nervos à flor da pele nos últimos dias, reacende a antiga discussão sobre a desmilitarização da corporação. O assunto divide opiniões e é motivo de debates exacerbados em todo o território nacional, especialmente nas redes sociais e no Congresso Nacional, onde tramitam duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC 102 e PEC 430) sobre o tema. De um lado, os defensores ferrenhos do militarismo, como o coronel militar da reserva, Paulo César Lopes, conhecido como linha dura, pelas punições severas que impunha a policiais corruptos ou que transgrediam disciplinas internas (Leiam mais)". 

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

POR QUE A ESQUERDA DEFENDE A DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA ? RODRIGO CONSTANTINO

Prezados leitores, serão esses os motivos que movem a esquerda a tentar desmilitarizar as Polícias Militares?
Leiam e opinem. 



"Blog Rodrigo Constantino 
Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”. 
Por que a esquerda defende a “desmilitarização” da polícia? 
7 DE FEVEREIRO DE 2017 
A campanha da esquerda contra a Polícia Militar é conhecida. Vemos diariamente uma intensa propaganda negativa, que chega a retratar os policiais como a maior ameaça à paz. Alguns chegam ao extremo de pedir o fim da Polícia Militar, como fez Gregorio Duviver. Outros posam de mais “moderados”, e alegam desejar “apenas” a “desmilitarização da PM”. O que estaria por trás disso? 
O maestro Tom Martins fez um comentário cirúrgico que sintetiza com perfeição o verdadeiro objetivo oculto nessa campanha: 
É claro que a esquerda não quer “acabar com a polícia”. O que desejam é a “desmilitarização”, ou seja, tornar a polícia uma força civil com direito de greve, etc. Alguns falam em centralização das polícias, algo que apenas colocaria o centro de decisões muito mais longe da população, exatamente o oposto do modelo americano. Mas o principal ponto é que as polícias trocariam a ordem militar por um sistema de funcionários públicos civis. 
E por que os esquerdistas odeiam a Polícia Militar? Porque a polícia, sendo militar, não está sob o jugo dos sindicatos. Num país onde grupos comunistas dominam os sindicatos, desmilitarizar as polícias seria o mesmo que controlá-las. A esquerda já domina as universidades, as redações, a Igreja, o lumpesinato, o meio cultural e o ambiente político-partidário. Falta apenas controlar os detentores do monopólio do uso da força bruta do estado. Por isso o ponto urgente em sua agenda: a “desmilitarização da PM”. 
Na República Sindical que é nosso país, sob domínio da esquerda, é simplesmente insuportável que a PM esteja fora disso. O sonho desses esquerdistas é que cada policial fosse exatamente como os “professores” do ensino público, em sua maioria capachos dos sindicatos ou militantes disfarçados que fazem proselitismo ideológico e lavagem cerebral nos estudantes. É uma questão de controle. Como Bene Barbosa resumiu: “Tática de dominação e controle. Só isso!” 
Claro, falo dos líderes da esquerda, ou seja, dos oportunistas safados que sabem muito bem o que estão fazendo e possuem uma agenda por trás de cada ato pensado. Não entram nessa lista os idiotas úteis, os românticos bobocas e infantis, que pintam unhas de branco pela paz ou usam camisetas com a pomba que o comunista Picasso eternizou como símbolo do pacifismo, desenhada em uma litografia de presente para o assassino Stalin. 
Esses “pensam” mesmo que policiais com flores em vez de armas fariam muito mais pela paz, e nem o caos anárquico no Espírito Santo é capaz de fazer tal crença balançar. É uma questão de necessidade, pois essa turma vive no mundo da estética, e imaginar seres humanos como figuras santificadas, cantando de mãos dadas “Imagine”, faz parte da personalidade fraca e covarde dessa gente, massa de manobra dos canalhas. 
Mas a liderança não é nada boba. Sabe o que está em jogo. Defende bandidos como “vítimas da sociedade” e policiais como os “algozes da sociedade” porque querem fomentar o crime e enfraquecer a lei, tomando o controle do monopólio da força pelo estado. É tudo parte de um esquema totalitário de poder (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

OPINIÕES SOBRE A DESMILITARIZAÇÃO DAS PMs E A UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS

Prezados leitores, publicamos dois vídeos contendo opiniões sobre a desmilitarização das Polícias Militares e a unificação das polícias, temas recorrentes no discurso para alteração do sistema policial.









Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

RIO: ACABEM COM A POLÍCIA MILITAR


Prezados leitores, quando falam (escrevem) sobre a promoção de alterações do sistema policial brasileiro, dois parâmetros aparecem como sendo a solução para todos os problemas:
- a desmilitarização das Polícias Militares; e
- a unificação das polícias.
A solução será a adoção dessas medidas?
O povo pediu isso nas ruas e a voz do povo é a voz de Deus.
Não é esse o dito popular?
Por que não tentar?
Nós devemos apenas lembrar que na implementação de mudanças é importante estabelecê-las de forma segura, portanto, o controle dos resultados é primordial, assim sendo, nada melhor para isso do que escolher um estado como sendo o protótipo para a testagem das alterações.
Por favor, não levantemos impedimentos legais, todos podem ser contornados, existindo a vontade política.
Atualmente, nenhum estado reúne melhores condições de servir como "balão de ensaio" do que o Rio de Janeiro, onde a segurança pública se transformou em completo um caos.
Nós iniciamos com uma grande vantagem começando pelo Rio de Janeiro, pois aqui pior não fica.
Se der certo, expandimos para outros estados, sempre mantendo o controle.
Se der errado, desfazemos a desmilitarização e a unificação.
Tudo volta a ser como antes e pensamos em outro caminho.
Façam isso, desmilitarizem a PMERJ e unifiquem a PMERJ e a PCERJ.
Criem a nova polícia cidadã e redentora.
A panaceia que resolverá todos os problemas.
É isso que ensina a sabedoria do barzinho e a filosofia "facebookeana" também aponta nessa direção.
Nós sempre ouvimos e lemos que os Praças da Polícia Militar sonham com essa desmilitarização.
Quem sabe esse não será um fator que contribua para o sucesso?
Afinal,  os Praças estarão motivados com a mudança.
Nós só pedimos que façam isso logo, pois continuarmos no caminho que estamos trilhando é suicídio.
Acabem com a Polícia Militar, só não demorem.

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE "VIAJOU NA MAIONESE"...



Prezados leitores, diante da notícia da proposta contida no relatório da denominada "Comissão Nacional da Verdade" no sentido de serem extintas as Polícias Militares, nos resolvemos avançar no assunto, inclusive para verificarmos se fazia parte das atribuições da comissão apresentar a proposta que está inserida no item 20 do relatório (Link):

"(...)
20 - Desmilitarização das polícias militares estaduais
"A atribuição de caráter militar às polícias militares estaduais, bem como sua vinculação às Forças Armadas, emanou de legislação da ditadura militar. Essa anomalia vem perdurando, fazendo com que não só não haja a unificação das forças de segurança estaduais, mas que parte delas ainda funcione a partir desses atributos militares (...)"

Analisando a lei que criou a comissão e o seu regimento interno entendemos que a comissão pode fazer recomendações:

Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011 (Link).

Analisando os artigos 3º e 4º só conseguimos encontrar como "possível" justificativa para a proposta de extinção das Polícias Militares, o inciso VI do Art 3º: 

"Artigo 3º - São objetivos da Comissão Nacional da Verdade: 
(...)
VI - recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação nacional; e
(...)".

Do exposto, somos forçados a concluir que a comissão propôs o fim das Polícias Militares  para prevenir a violação de direitos humanos e assegurar sua não repetição.
Um absurdo!
É lamentável que uma comissão pluridisciplinar que demorou quase três anos para gerar um relatório, consumindo dinheiro público, possa considerar que extinguindo as Polícias Militares irá prevenir a violação de direitos humanos no Brasil.
Será que seus integrantes não sabem que diariamente os direitos humanos são violados em todo país, sem qualquer participação das instituições militares?
Inclusive os direitos humanos dos Policiais Militares?
Será que seus integrantes desconhecem as ações desenvolvidas no tempo dos governos militares pelas Polícias Civis e seus integrantes?
Por que não apresentaram como proposta o fim das Polícias Civis?
Não bastassem esses aspectos, a comissão "viaja na maionese", usando um linguajar jovem, ao escrever que "... essa anomalia vem perdurando, fazendo com que não só não haja a unificação das forças de segurança estaduais..."
Os integrantes da comissão demonstraram com esse trecho, isso de forma inequívoca, que desconhecem por completo as razões que impedem a unificação das Polícias Militar e Civil.
Isso sem falar que abordam um tema complexo, a unificação das polícias, sem apresentar o como fazer.
Respeitosamente, o item 20 do relatório nem deveria existir, ele depõe contra a própria comissão e afronta a inteligência mediana.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

DEFENDAM AS POLÍCIAS MILITARES E OS POLICIAIS MILITARES

 
 
Prezados leitores, assistimos nos últimos anos uma verdadeira campanha pela desmilitarização das Polícias Militares e um processo de demonização dos Policiais Militares em razão dos crimes praticados por eles, quer seja isoladamente, quer seja em grupo.
Tal realidade tem feito com que os PMs sejam cada vez mais privados dos direitos de cidadãos brasileiros, como temos comentado à exaustão no nosso espaço democrático, apresentando exemplos, como o caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli, onde algumas condenações beiram o surrealismo.
Isso é muito grave, gera uma reação que não é percebida com facilidade.
Não sendo tratado como cidadãos, os PMs jamais respeitarão os valores da cidadania, isso é lógico.
O Rio de Janeiro é um exemplo de estado onde a violência impera.
O que temos assistido no Rio?
PMs violando a legislação e praticando crimes.
PMs tendo seus direitos ignorados sobretudo por delegados, promotores e juízes.
Salvo melhor juízo, estamos construindo uma curva ascendente nos dois problemas, isso é um verdadeiro desastre social.
Como parar o processo?
Desmilitarizando as Polícias Militares?
Claro que não, isso em nada mudará a violência, basta ver as ações da CORE (Polícia Civil), por exemplo.
Temos que entender que todo sistema policial brasileiro é muito ruim.
O sistema contém erros de projeto e não pode produzir bons resultados.
Por isso não existe polícia boa no Brasil, isso é fato.
Para nós a resposta está no movimento inverso, ou seja, na defesa dos Policiais Militares e das Polícias Militares, isso fortalecerá o sistema, pois é o PM o principal elemento de todo sistema policial.
O PM é o herói que arrisca a vida nas ruas, diariamente, só ele faz isso.
É preciso reconhecermos essa verdade.
Pode ser assassinado de serviço pelo simples fato de estar fardado em uma rua do Brasil ou me uma comunidade "pacificada".
Pode ser assassinado de serviço no confronto com marginais.
Pode ser assassinato de folga por ter sido reconhecido como PM.
Pode ser assassinato de folga por terem localizado sua carteira, uma peça do seu fardamento ou uma apostilha de um curso que esteja realizando para prestar um melhor serviço para a população.
Pode ser assassinado de folga também em confronto com marginais, pois os PMs têm por regra não se omitirem diante do crime, estejam ou não de serviço.
É hora de parar e pensar na instituição como um todo e não valorizar os erros praticados por alguns.
É hora de inverter o discurso.
Valorizar as ações positivas dos PMs e continuar investigando e punindo as ações criminosas, mas garantindo os direitos da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa.
Amar as Polícias Militares e contribuir para que solucionem os seus problemas.
Os quartéis não são fortalezas onde a população não pode entrar, muito pelo contrário, a participação da população é imprescindível para a construção de uma Polícia Militar qualificada e valorizada.
Amar os Policiais Militares.
Eles são heróis, ontem, hoje ou amanhã, um deles morreu ou morrerá em defesa da população.
Você já foi ao enterro de um PM?
Nunca?
Se questione sobre isso.
Satanizar as Polícias Militares e os Policiais Militares não está dando certo para melhorar os resultados do nosso caótico sistema policial.
Quem sabe através do amor consigamos melhores resultados...
 
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A POLÍCIA MILITAR E O ZEPELIM - POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO




Prezados leitores, recebemos por e-mail o texto que transcrevemos a seguir como sendo uma nota da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 

E-MAIL:
"Leia a íntegra da nota da Polícia Militar:
A PM e o Zepelim?
Mais uma vez, somos questionados por um órgão de imprensa sobre o nosso modelo de polícia, o militar. O ponto de início da matéria a ser construída obedece a alguns entendimentos já pacíficos por parte da reportagem e subsidiados pela opinião de "especialistas". Vejamos:
A Polícia Militar trata parte da população brasileira como potencial inimigo;
O sistema de segurança pública é o mesmo da ditadura, guiado pela Lei de Segurança Nacional;
A ditadura ainda está na cabeça dos governantes e principalmente das polícias;
A PM que está aí atira para matar. Ela está servindo a outros interesses.
Como diria o colunista Reinaldo Azevedo, este é mesmo "o ano de satanização dos militares".
É triste ver como a desinformação parece habitar algumas mentes neste nosso Brasil de tantos Brasis. Pior: é mais triste ver como alguns sentimentos se tentam materializar, migrando da quimera à teoria; daí à crença; por fim, daí à "verdade".
Ninguém deveria se ocupar do julgamento do pretérito, especialmente com os olhos do presente, mas não é o que ocorre neste país... Conseguimos anistiar pessoas, mas não conseguimos libertar o passado, que parece um espírito confuso, agarrando-se a um corpo jacente.
Falar em inimigos, em Lei de Segurança Nacional, que a PM atira para matar, se não fosse terrível, seria cômico, porque denota, sim, a construção de um pensamento que se pretende coletivo, a partir de pessoas que se sentem intelectuais.
Seria mais simples pensar o mundo a partir de fatos, mas alguns propagadores de opinião preferem as ideologias, o partidarismo e, até, o oportunismo.
Na maioria das vezes, as polícias militares se desviam do posicionamento político (na essência da palavra); nossos contumazes detratores, não. E essa desigualdade se reflete no açoite cotidiano à categoria que se imbui de receber sobre si todos os pecados do mundo.
Talvez seja oportuno então alertarmos a sociedade quanto ao Brasil que alguns sonham construir, numa versão romântica, e bastante suspeita.
Antes disso, porém, talvez devêssemos informar que, desde 1997, a Polícia Militar de São Paulo se estrutura a partir de conceitos de polícia comunitária.
Pode-se mencionar também que o Método Giraldi de Tiro Defensivo para a Preservação da Vida, criado por um oficial da PM paulista e nela desenvolvido, é recomendado pela Cruz Vermelha Internacional como efetivamente aplicável ao treinamento das polícias.
Nosso Programa Estadual de Resistência às Drogas (Proerd), em vinte anos de atividade, já formou mais de sete milhões de crianças, ensinando-lhes caminhos seguros para fugir ao contato com esse mal que assombra nossa sociedade. Isso significa dizer que já educamos um número de jovens que representa 16% dos 43 milhões de paulistas, segundo estimativa do IBGE para o ano de 2013.
E não seria demais também lembrar que, no ano passado, atendemos 2.450.098 ocorrências, prendemos 183.952 pessoas, apreendemos mais de 80 toneladas de drogas, 13.828 armas de fogo em poder de criminosos, prestamos 2.506.664 atendimentos sociais e resgatamos 619.231 pessoas.. 
Seria tudo isso fruto de nossa vocação para enxergar a população como inimiga? Seria a ditadura que ainda está em nossa cabeça? A influência da Lei de Segurança Nacional? Ou ainda nossa compulsão de atirar para matar?!
Em que mundo esses "especialistas" fundamentam suas teorias?
Muito provavelmente a resposta esteja em outro século e em outro continente, nascida da cabeça de alguém que pregou a difusão de um modelo hegemônico, que se deve construir espalhando intelectuais em partidos, universidades, meios de comunicação. Em seguida, minando estruturas básicas e sólidas de formação moral, como família, escola e religião. Por fim, ruindo estruturas estatais, as instituições democráticas. Assim é o discurso desses chamados "intelectuais orgânicos", como costumam se denominar, em consonância com as ideias revolucionárias do italiano Antonio Gramsci, que ecoaram pelo mundo a partir da década de 1930.
Tão assombrosa quanto esse discurso anacrônico, ou mais, é a teorização formulada por quem, em vez de servir a uma instituição, prefere servir-se dela, desqualificando-a, conspurcando-a. Nesse caso, o problema talvez não esteja na ideologia, mas na conveniência da oportunidade de mercado.
No presente momento em que diversos grupos supostamente democráticos fazem coro para desmilitarizar a nossa polícia, vemos pessoas que aqui passaram a maior parte de sua vida se colocando como arautos das mudanças que urgem. Esse tipo de voz ecoa muito mais pelo inusitado do que pela qualidade de seus argumentos pseudocientíficos. É a chamada crítica à moda Brás Cubas. Saca-se alguém de um determinado meio e essa pessoa recebe chancela de legitimidade por falar de algo que, em tese, conhece por vivência. É inadmissível que um profissional, que deveria ter compromisso com a verdade, pois assim assumiu em juramento, falar em premiações, medalhas a policiais que matam, como se isso fosse uma prática corrente, cultural. Somos a instituição que mais depura seu público interno, sujeita a regulamentos, códigos rígidos de conduta e com uma corregedoria implacável contra agressores de policiais e contra policiais bandidos. Exoneramos centenas. Só em 2013, foram 349. Como dizer que toleramos o erro? Onde está a responsabilidade no que é dito.
Enfim, parece ser oportuno criticar um modelo de polícia que suporta o tempo e as circunstâncias adversas. Temos história, uma cultura, valores morais, coisa rara nos dias de hoje.
Critica-se, mas, no momento da agrura, sabemos qual é a última instância salvadora, quem pode nos socorrer: "o policial ditador, que nos vê como inimigos, que age conforme a L.S.N., que atira para matar...". É como soava no refrão de Chico Buarque: ".... Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir...". Vem o sufoco, a salvação; passa o sufoco, torna-se ao linchamento. Será que a sociedade prescinde um dia de nós? Uma manhã? Uma hora?
Ainda somos uma democracia, é bom que nos lembremos sempre disso. Se um dia tivermos de mudar nosso modelo, que seja pelo desejo do povo, não de "especialistas".
Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de São Paulo 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 23 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

76% DOS PMs QUEREM A DESMILITARIZAÇÃO - ELES QUEREM SER POLICIAIS CIVIS?



Prezados leitores, aconselhamos a leitura do artigo a seguir transcrito sobre a "desmilitarização" e a busca no referido artigo do produto final:

"BRASIL 247
76% DOS PMS QUEREM DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA
Levantamento feito com 21.101 profissionais militares, civis, federais, rodoviários federais, bombeiros e peritos criminais de todos os estados do Brasil mostra que 76,1% defendem o fim do vínculo com o Exército. Mais de 53% discordam também que os policiais militares sejam julgados pela Justiça Militar. Matéria do site Enraizados mostra que, para 80,1%, há muito rigor em questões internas e pouco rigor em assuntos que afetam a segurança pública
1 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 14:36 
Favela 247 – Pesquisa feita com policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, bombeiros e peritos criminais de todos os estados do Brasil revelou que a maioria dos pesquisados é a favor da desmilitarização da Polícia Militar, como mostra matéria do site Enraizados. Perguntados sobre a hierarquia policial, 77,2% dos entrevistados disseram não concordar que as polícias militares e os corpos de bombeiros militares sejam subordinados ao Exército, como forças auxiliares, demonstrando que são a favor da desmilitarização da PM. A pesquisa “Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública” foi promovida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pelo Centro de Pesquisas Jurídicas Aplicadas da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. “Se considerarmos apenas os policiais militares, 76,1% defendem o fim do vínculo com o Exército. O que é um sinal claro de que o Brasil precisa avançar na agenda da desmilitarização e reforma das forças de segurança”, afirma o vice-presidente do Conselho de Segurança do fórum e pesquisador da FGV, Renato Sérgio de Lima. De acordo com a pesquisa, 53,4% discordam que os policiais militares sejam julgados pela Justiça Militar. Para 80,1% dos policiais, há muito rigor em questões internas e pouco rigor em assuntos que afetam a segurança pública. Ainda segundo o estudo, um terço dos policiais brasileiros pensa em sair da corporação na qual trabalham. Os 21.101 profissionais foram ouvidos entre os dias 30 de junho e 18 de julho, e lançada na última quarta-feira (dia 30).

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

POLICIAL MILITAR, VOCÊ LEU A PEC 51? O QUE ACONTECERÁ COM A POLÍCIA CIVIL?



Prezados leitores, o tema "desmilitarização das Polícias Militares" virou a panaceia que resolverá os problemas do arcaico sistema policial brasileiro.
Nós temos solicitado que alguém apresente o "produto final", ou seja, como será na prática a nova polícia que surgirá com a implementação da PEC 51.
Ninguém apresentou.
Hoje, começamos com uma pergunta:
- Policial Militar, você leu o texto da PEC 51?
Aos que leram fazemos uma segunda pergunta:
- O que acontecerá com as atuais Polícias Civis?
Ficamos no aguardo das respostas.

Juntos Somos Fortes!

sábado, 24 de maio de 2014

O CAMINHÃO DE MUDANÇA E A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES



Prezados leitores, somos teimosos, não desistiremos de procurar alguém que possa apresentar o day after da desmilitarização das Polícias Militares e da unificação das Polícias Civil e ex-Militar.
Fiéis aos nossos princípios, não queremos tentar impor a nossa opinião, algo que seria inteiramente improdutivo pois os efetivos das Polícias Civil e Militar são compostos por homens e mulheres devidamente escolarizados e que não são facilmente manobráveis.
Ratificamos que queremos apenas conhecer o PRODUTO FINAL, explicitado de forma pragmática.
Tendo o PRODUTO FINAL, avaliando exaustivamente, poderemos escolher o que é melhor para a população e para os policiais.
Sem o PRODUTO FINAL estaremos dando tiro sem saber em quem.
Hoje a nossa situação pode ser explicada de várias formas, escolhemos uma para tentar despertar a reflexão.
Você ganhou um aumento, melhorou seu padrão de vida e reuniu a família para decidir o que fazer em face da nova renda familiar.
Reunidos, você, a mulher e os dois filhos decidem mudar de moradia, indo para um bairro com melhor infra-estrutura.
Verificam o dinheiro que irão dispor para aplicar na moradia, após a venda da atual.
Solicitam uma avaliação do imóvel atual.
Conhecido o dinheiro disponível, escolhem o bairro.
Em seguida decidem sobre como deverá ser a nova residência:
- Isolada ou integrada em um condomínio?
- Apartamento ou casa?
- Metragem total?
- Dois ou três quartos?
Após definirem o bairro e as características da moradia, colocam o imóvel a venda.
Concretizada a venda, iniciam a busca pelo novo lar.
Pesquisam, visitam imóveis e, finalmente, encontram um apartamento que se encaixa nos sonhos da família, situado em um grande condomínio.
Antes de efetuar a compra, perguntam se o condomínio permite animais de estimação, pois não querem se afastar do Brutus, o cão da família. Conversam com moradores para obterem maiores informações sobre a vizinhança e o bairro.
Tudo devidamente esclarecido, fecham a compra.
Contratam uma empresa de transporte de mudança.
O caminhão para em frente a antiga moradia.
Os móveis são colocados no caminhão e seguem felizes para o novo endereço, onde em festa arrumam a nova casa.
Quem não vivenciou uma experiência semelhante com um detalhe a mais ou a menos?
Pois é...
Os que querem desmilitarizar as Polícias Militares querem que você se mude de casa.
Sabe como?
Querem que contrate o caminhão de mudança, coloque nele os móveis e a família e que saiam pelo mundo para achar a nova moradia.
Cuidado para não esquecerem o Brutus.
Simples!

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A POLÍCIA FEDERAL E A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES



Prezado leitor, você é CONTRA a desmilitarização das Polícias Militares?
Prezado leitor, você é FAVORÁVEL a desmilitarização das Polícias Militares?
Seja qual for a sua resposta, faça uma viagem no tempo.
Imagine-se sentado confortavelmente no sofá de sua sala assistindo ao noticiário televisivo quando o repórter anuncia formalmente:
- Amanhã será concretizada a desmilitarização das Polícias Militares de todo o Brasil.
Dependendo da sua resposta as perguntas iniciais você ficará alegre ou triste.
Hoje, uns acham que todos os Praças festejarão e todos os Oficiais chorarão lágrimas de esguicho.
Outros acham que quase todos festejaram, menos os Coronéis.
Entretanto, hoje, o certo é que ninguém sabe o que ocorrerá no dia seguinte à decisão do Congresso Nacional sobre a desmilitarização.
O Coronel Paúl é contra a desmilitarização?
Ele, logo ele, que sofreu tantas represálias baseadas no militarismo.
O Coronel Paúl é favorável à desmilitarização?
Não, ele é Coronel e os Coronéis não querem isso.
Se fosse uma loteria, o Coronel Paúl apostaria que a desmilitarização não passa de jeito nenhum, mas isso não é um jogo ou uma briga entre Oficiais e Praças, essa é uma questão seríssima, pois mudar o nosso sistema policial é uma urgência, pois ele é ineficaz ao extremo.
No Rio de Janeiro, por exemplo, em cada 100 (cem) homicídios, a Polícia Civil não soluciona nem 10%.
Prezados leitores, o organizador desse espaço democrático quer analisar o PRODUTO FINAL previamente e aconselha que todos os Praças e os Oficiais façam isso antes de decidirem.
Aliás, os Policiais Civis e os Bombeiros Militares também devem analisar a situação com todo cuidado.
O interesse público e os nossos interesses devem nortear a decisão.
Como será a nossa inatividade, por exemplo?
Como os atuais efetivos serão distribuídos na nova polícia desmilitarizada?
Quais serão os níveis hierárquicos?
No topo não haverá perda, sim, os Coronéis nada perderão, pois Coronéis e Delegados serão equiparados, não existe maneira de fazer diferente.
Como os atuais Sargentos e Soldados serão reunidos aos Policiais Civis? Em quais níveis hierárquicos?
Perguntem a um Inspetor da Polícia Civil se quer se reunir com os Soldados da Polícia Militar?
Temos centenas de perguntas a serem respondidas.
Agora se os problemas são os arcaicos regulamentos que não garantem os direitos constitucionais dos Policiais Militares, sobretudo dos Praças, e as arbitrariedades dos Oficiais, nós podemos resolver isso sem deixarmos de ser militares. Essa seria uma luta muito mais fácil de lutar e de ganhar. Os Praças da PMMG, por exemplo, conseguiram grandes conquistas e continuaram sendo militares.
Por derradeiro, vamos deixar um questionamento:
- Você ouviu alguma vez que esse apoio de fora para dentro pela desmilitarização das Polícias Militares tem relação com os Policiais Federais?
Quem ouviu algo, por favor, comente.

Juntos Somos Fortes!