JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

"CRÔNICAS DE UM CASCUDO - POLÍCIA CIVIL DO RJ - 22.09.17"

Prezados leitores, transcrevo um texto anônimo que circula pelas redes sociais.



"Crônicas de um cascudo - Polícia Civil do RJ - 22.09.17

Nós policiais assistimos atônitos o que vem ocorrendo na Rocinha, antes favela, depois batizada de comunidade e recentemente elevada a categoria de bairro, como se a mudança tivesse resolvido o problema. Em outras palavras, é como se pegássemos um camelo e o rebatizássemos e passássemos a chama-lo de águia, e como um milagre, o quadrupede saísse voam alçando os céus pela porta com o novo batismo.

Vemos agora as autoridades correndo pra todos os lados e buscando desculpas e explicações, pois soluções e planejamento não possuem.

As expressões de impacto, tais como: “nosso serviço de inteligência...”; ...” a ação será controlada...”, “...já tínhamos conhecimento, mas....”... não mais surgem efeito.
Chamem o exército !!!!; grita com voz de solução uma sociedade hipócrita e ignorante.

E lá vem o exército, com sua parafernália. 
Tanques, mísseis, helicópteros com metralhadoras, veículos blindados, anfíbios, granadeiros e etc.... como se fosse possível operar em território urbano com todo esse equipamento.
E lá vem o exército, com militares equipados, caras pintadas pra guerra, camuflados, visão noturna, mas sabemos que o que tem por baixo de todo esse aparato, são recrutas convocados para o serviço militar obrigatório, em quase sua totalidade sem vocação, e principalmente em sua maioria, residem nas mesmas comunidades onde o conflito se deflagra.

Lá vem o exercito !!!!!

Enquanto fazem o famoso circo, ou melhor, cerco, e posam para mídia como salvadores, os traficantes se deslocam para outra comunidade e lá esperam desarmar o circo, ou melhor o cerco, e depois retornam.

 Ao mesmo tempo em os militares salvadores possam para imprensa, bravos policiais militares e civis, entram na comunidade em busca dos criminosos que lá já não mais estão. Os mesmos policiais que a tempos são massacrados pela imprensa, pela sociedade e pelo sistema corrupto instalado em nosso Estado, agora combatem o mesmo inimigo pela milésima vez.
É a famosa operação POMBO.

Em metáfora, numa praça, vários pombos defecam pelo chão e a comunidade reclama da sujeira causada, mas não permite o sacrifício dos animais, mas querem uma solução. Então você corre batendo palmas, o barulho assusta os pombos e ele voam para outro lugar, voam e pousam na praça mais próxima e lá começam a defecar e causar a mesma sujeira. Passa-se o tempo, quando aquela outra comunidade reclama da sujeira em sua praça, mas também não permite o sacrifício dos animais, então, você bate palmas novamente eles levantam voo e retornam defecando e sujando a mesma praça anterior. 
E assim vai a nossa segurança pública.

O que vemos agora é um segundo exército de homens desmotivados, sem equipamentos, sem apoio e sem reconhecimentos do trabalho prestado, essa é a nossa polícia.
Há um contraste gritante, entre o equipamento ostentado pelo exército nas operações e o utilizados pelos policiais, ou seja, um fuzil e uma mochila com munição contada e velha. A viaturas militares reluzem em sua beleza, enquanto os policiais empurram as suas que não funcionam.

O mais curioso é o silêncio nas mídias sociais daqueles que chibataram por tanto tempo uma polícia que muitas vezes vai além de sua obrigação, se arrisca irresponsavelmente em defesa de outros, combate sem as mínimas condições numa guerra desigual..... estão sem voz... pois não podem pedir socorro a  “POLÍCIA”, seria um contrassenso, um antagonismo, pois a Policia que resolveria o conflito, é a mesma que pediram para retirar das comunidades, a mesma que foi taxada de corrupta, violenta, a que mais mata.

Curioso também ver a palidez dos dirigentes da nossa briosa polícia civil diante do problema. Por trás daquelas mesas de carvalho entalhada, olham pela janela e nada vêem, nada enxergam, nada planejam, nada sabem.

Hoje não vemos a cara mais dos nossos dirigentes, dos delegados de polícia que ombriavam os policiais nas operações, dos que saltavam à frente e diziam ter sido por sua determinação aquela ação, das famosas reuniões com chefes de serviços, policiais mais experientes, que eram ouvidos durante o planejamento de uma operação, ouvia-se a experiencia, hoje se ouve apenas o cargo.
Hoje tudo resume a mensagens de WHATTSAPP, não há mais cara a cara, mas sim mensagens, ordens descoordenadas, ameaças veladas, pedidos de “ajuda”, compreensão, promessas, frases de efeito sem efeito, frases prontas...

Ultimamente tenho a impressão que nos tornamos uma instituição como o HEMORIO (com todo respeito, nessa absurda comparação), pois a maioria das mensagens que recebemos de nossos dirigentes, fazem referência do tipo: “temos que dar nosso sangue...”, “ temos que doar nosso melhor ...”, “ ...policia está no sangue...”, “...não fugimos da luta...”.... e lamentavelmente a frase mais antagônica está diante dos nossos olhos todos os dias... “Em defesa de quem precisar...”.’

Nós precisamos !!!!, nós simplesmente precisamos....
Precisamos de respeito, melhor condições de trabalho, direitos e garantias preservadas, reconhecimento e etc...

O que concluo, é que tais frases revelam uma fracassada tentativa de estimular quem já não mais conhece essa palavra, revela o desespero em resolver ou apresentar soluções, que não possui.
Mas me pergunto, pra que se preocupar em fracassar como Autoridade Policial, pois depois que se aposentar pode ser tornar um “famoso” especialista em segurança pública, consultor de programas de televisão, ou quem sabe tentar a vida política, pois em qualquer das opções poderá expor todo o seu conhecimento teórico, pois na prática de nada serviu.

Nós policiais nesse momento, devemos inteligentemente conter nossos impulsos, devemos enxergar o que não enxergam, a nossa importância.

O que esperam de nós é que cometamos o mesmo erro histórico, abraçar essa guerra como se fosse nossa. Tomar a causa como pessoal, sair as ruas caçando marginais por conta própria, buscando o conflito sem nenhum apoio jurídico, politico ou institucional.

Em pouco tempo ouviremos vozes estimulando o conflito, que a polícia “tem mesmo é que matar..”, mas esse impulso só dura até você se ver sozinho diante do banco dos réus.

Devemos agir com inteligência, frieza e calma... sem impulsos...
Essa guerra não é só nossa...
Mas seremos policiais sempre".

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O BURNOUT E OS INDICADORES PSICOPATOLÓGICOS EM POLICIAIS



Prezados leitores, sugiro a leitura do artigo publicado em Portugal e uma reflexão sobre qual deve ser a situação dos Policiais Militares do estado do Rio de Janeiro sobre o Bornout..

"AGÊNCIA LUSA
Investigação alerta para burnout dos polícias 
Quando chegam à profissão estão bem, mas estudo mostra que progressão do mal-estar psicológico, cansaço emocional e stress crónico no trabalho aumentam à medida que os polícias vão sendo colocados no terreno. Burnout é típico em pessoas altruístas que se dedicam muito ao emprego. 
6 de setembro de 2015, 19:11 
Os polícias portugueses apresentam bom estado psicológico no primeiro ano de serviço, mas à medida que vão para o terreno registam mais problemas psicológicos, que no limite podem levar ao suicídio, alerta uma investigadora da Universidade do Porto. 
A agência Lusa teve acesso a estudos realizados pela investigadora Cristina Queirós, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, em conjunto com psicólogos da Divisão de Psicologia da PSP, sobre o Burnout e indicadores psicopatológicos em polícias, que revelam que os jovens agentes da PSP, colocados em Lisboa, apresentam no seu primeiro ano de serviço efectivo “valores baixos de burnout”, “bom estado psicológico” e “realização profissional boa”. 
O Burnout e indicadores psicopatológicos em polícias e outros estudos científicos vão ser apresentados no III Congresso Internacional sobre Condições de Trabalho, que vai decorrer na quinta e na sexta-feira, no Porto. 
A investigadora diz que a progressão do mal-estar psicológico, cansaço emocional e stress crónico no trabalho aumentam à medida que os polícias vão sendo colocados no terreno, principalmente no actual momento de crise, em que são confrontados com “mais exigências emocionais” e “cada vez menos recursos”. 
Os polícias enfrentam pessoas que também lidam com mais dificuldades e se tornam mais exigentes, explica, e, também por isso, vão “piorando do ponto de vista psicológico”, pois diminui a realização profissional e a motivação para as tarefas, aumentando a exaustão emocional, proporcionando o aparecimento da síndrome de burnout, uma reacção ao stress crónico no trabalho que se caracteriza por três grandes dimensões. A primeira é a exaustão ou cansaço emocional do sujeito que se levanta já cansado para o trabalho, está cada vez mais desmotivado, mais triste e que no limite pode conduzir ao suicídio (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

MINISTÉRIO PÚBLICO QUER QUE POLICIAIS MILITARES INDENIZEM ASSALTANTES PRESOS



Prezados leitores, ser Policial Militar no Brasil é extremamente difícil.
O Policial Militar não é valorizado e recebe péssimos salários, as condições de trabalho estão longe das ideais e ele ainda arrisca a própria vida seja de serviço ou de folga em defesa da população, mas apesar de todos esses sacrifícios, aos quais nenhum outro profissional está exposto, o reconhecimento nunca vem. Ao contrário, sempre aparece alguém para tentar prejudicar o Policial Militar.

"Jornal Livre 
Ministério Público quer que policiais paguem indenização a assaltantes presos 
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT) ingressou na Justiça pedindo a condenação de cinco policiais militares pela atuação deles no combate ao roubo de uma concessionária em Cuiabá. A ação foi aberta pela 20ª Promotoria de Justiça de Criminal e os policiais podem pagar até R$ 937,00 por criminoso ou prestar dois meses de serviços comunitários. O promotor responsável pela ação, Roosevelt Pereira Cursini, entendeu que houve crime de “abuso de autoridade” e “uso de truculência” na abordagem dos policiais aos meliantes (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

VÍDEO - CONHEÇAM AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS PMs DO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, ontem, a ALERJ aprovou o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos e dos militares (policiais e bombeiros), fazendo com que os integrantes dessas categorias paguem pelo desvio de dinheiro público dos governos Cabral-Pezão.
Uma covardia!
Como podemos considerar também uma covardia as condições de trabalho que o governo Pezão oferece para os Policiais Militares.
Assistam o vídeo e comprovem.



Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

VÍDEO - CRISE NA PMERJ - "A IMOBILIDADE TAMBÉM É MOVIMENTO"

Prezados leitores, o Coronel de Polícia Reformado Paúl comenta a inércia da oficialidade da Polícia Militar diante da gravidade da crise que estamos vivenciando na instituição.




Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

RIO - FUZIL EXPLODE NO ROSTO DE UM POLICIAL MILITAR





Prezados leitores, exaustivamente nós comentamos sobre as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos os Policiais Militares do Rio de Janeiro.
Hoje recebemos a seguinte mensagem:

- "Histórico: guarnição em PTR cumprindo opol de rota de baile juntamente com o veículo blindado,se deparou com dois elementos em uma XRE branca sem placa, que ao avistar a guarnição efetuaram dafs contra a mesma,com isso o 2 SGT MARCELO com o intuito de fazer cessar a injusta agressão ao tentar fazer uso do seu fuzil fal de número 200617,0 mesmo explodiu em seu rosto causando lhe dano físico,com isso guarnição procedeu imediatamente ao hegv onde o sgt supracitado fora atendido com o BAM 53482 e permanece hospitalizado".

Desejamos a pronta recuperação do Policial Militar.

Juntos Somos Fortes!

domingo, 23 de abril de 2017

A GUERRA DO RIO E AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS POLICIAIS MILITARES

Prezados leitores, o vídeo que publicamos faz parte de uma reportagem e circula pelas redes sociais, nele podemos constatar a guerra que os Policiais Militares travam no Rio de Janeiro e as péssimas condições de trabalho que têm que enfrentar.
Perguntamos:
- No curso de uma guerra os dois lados devem usar as mesmas regras ou apenas um lado deve estar sujeita a elas?




Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 29 de março de 2017

"CRÍTICAS E SUGESTÕES (8) - OS MALES ATUAIS DA NOSSA VELHA PM - CORONEL PM REF HERRERA

Prezados leitores, publicamos o oitavo atigo da série "Críticas e Sugestões" de autoria do Coronel PM Ref Herrera.

"CRÍTICAS  E  SUGESTÕES  (8)
OS  MALES  ATUAIS  DA  NOSSA  VELHA  PM

  O fraco rei faz fraca a forte gente”
(LUÍS DE CAMÕES, poeta português)



Ninguém poderá negar a omissão, senão a cumplicidade, de nossos Comandantes com estapafúrdias ações e omissões de governo, em seus interesses político-partidários, por vezes não-republicanos, mesmo que venham a atingir duramente a própria Corporação. O malsinado Projeto UPP  é o mais marcante exemplo.
Ninguém poderá negar que muitos de nossos Oficiais descuram dos princípios de Chefia e Liderança e do solene juramento de ”tratar com bondade os que venham a ser meus subordinados”; ninguém poderá negar os meandros de corrupção interna corporis, que nunca discrimina Praças e Oficiais; ninguém poderá negar a constante atuação desumanizada, envolvendo fatores profissionais – talvez o repugnante cerne do descontentamento da tropa.
Ninguém poderá negar as péssimas condições de trabalho: armamentos e equipamentos deficientes, viaturas sucateadas, pesadas escalas de serviço, caótica assistência médica e social, precário sistema de previdência (sistema previdenciário diferente do militar federal).
Ninguém poderá negar a crônica defasagem de remuneração condigna comum a bombeiros e policiais militares.
Nossos Comandantes, entretanto, parecem omissos, como que sedados na zona de conforto das gratificações de cargos, que a tecnoestrutura governamental proporciona. Faz parte do jogo sujo da imunda política brasileira.
Mas, ainda assim, alguns Oficiais Superiores PM não aceitaram vender sua consciência. Para não sermos injustos, basta consultarmos os registros históricos.
Muito atual também, merece destaque a recente tragédia ocorrida no Jacarezinho. Eternamente deverão ecoar no íntimo de cada policial militar, as palavras (vídeo gravado em 2015) do heroico Soldado PM Michel de Lima GALVÃO, assassinado em 21/02/2017, quando em serviço na UPP: “Ser policial não é ser guerrilheiro, não é confrontar em desvantagem numérica, em desvantagem logística, em desvantagem operacional”.
Palavras que deveriam ser gravadas em placa, para ser aposta solenemente, no Quartel-General da PMERJ, em eterno clamor contra a omissão vergonhosa de nossos governantes.
Esse conjunto de situações adversas levam, sem dúvida, muitos Praças PM a se afastarem de seus comandantes, chegando mesmo a nutrirem sentimentos de desafeto e de ódio a superiores. Reação natural e humana; afinal, PM não é super-homem.
Por outro lado, nosso povo, quando observa a elite dirigente do país, acastelada nos três Poderes da República, constata pouca eficiência de gestão em todos os setores, sofrendo alta carga tributária dissociada por completo da boa prestação de serviços públicos. Acima de tudo, a população está conhecedora de cargos com polpudas remunerações, generosas mordomias e ricas maracutaias.
Não cabe ao Governo toda a despesa. Governos nada pagam, quem paga são os contribuintes; daí a carga tributária brasileira ser a maior no mundo.
E o policial militar – que também é povo, tem mãe, tem filhos para criar e contas a vencer, sendo mal remunerado e ainda desprestigiado na sociedade em defesa da qual arrisca a vida – não pode ficar imune, sendo afetado por essa tão trágica realidade.
Por natural consequência, gera-se espontaneamente o clima altamente corrosivo do amor corporativo, o que não convém a sociedade alguma, mormente a uma organização policial.
Não podemos ser hipócritas a ponto de fingir que tal situação não mantenha aquecido o caldeirão efervescente no seio da tropa. Nunca é demais repetir: quando os chefes perdem a vergonha, os chefiados perdem o respeito. Sem dúvida, a pior crise: velada, sub-reptícia, invisível quase. Mas real.
Em contraponto, também não se pode negar que todo clima de animosidade fica de  pronto relevado, e o entrosamento parece perfeito, quando se imiscuem Oficiais e Praças PM, e também policiais civis, para a prática de crimes, gerando privilegiado submundo marginal. Nunca chegam notícias de acentuada indignação, em semelhante tom, por parte dos mesmos críticos policiais militares. Parodiando a música popular, aí tudo “tá tranquilo, tá favorável”.
Entretanto, apesar da grave complexidade do problema, urge iniciar profunda análise de situação. Como sabemos, toda empresa vai mal, quando seu pessoal não está bem.
E, me desculpem, mas não é fazendo pesquisas de opinião que se resolverão os problemas. Penso que se torna necessário e urgente, em minha modesta opinião, que o Estado-Maior da PMERJ elabore estudos visando a propor, em questão primordial, o reordenamento da gestão dos recursos humanos, com foco na definição legal da carga horária de serviço, bem como na extinção de cargos comissionados de Comando e Direção.
Em segundo, elaborar Plano Diretor (Plurianual, ou outra denominação que se dê), de conteúdo estratégico, a ser adotado como Política de Estado, evitando ficar submetida a periódicos programas de Governo, no mais das vezes, imediatistas e de objetivos pouco republicanos.
Seriam ações necessárias, em obediência à própria missão constitucional, se considerado o caráter permanente de toda Polícia, sendo constituída por homens e mulheres que são profissionais.
Sob o risco de, não o fazendo, chegar-se a perigoso descontrole interno, com graves danos à Segurança Pública em futuro não tão distante. Não bastará o caráter draconiano de leis e regulamentos militares como fator de contenção.
Quem viver verá.
                                                 NELSON HERRERA RIBEIRO, Cel PM Ref, advogado e professor"                 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 17 de março de 2017

VÍDEO - UMA JUSTA HOMENAGEM AOS PROFESSORES

Prezados leitores, o repórter faz uma justa homenagem aos professores, profissionais que fizeram protestos nas ruas do Brasil no dia 15 de março.




Juntos Somos Fortes!

VÍDEO - O ESFORÇO PARA DESTRUIR A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Prezados leitores, ninguém pode negar que nas últimas décadas os nossos governantes têm empreendido um grande esforço para destruir a educação no Brasil.
Tudo indica que seja um conjunto de ações deletérias previamente planejadas para que alcancem os seus interesses no sentido do povo não ter a capacidade de interpretar os fatos, como os milhões de analfabetos e analfabetos funcionais que temos no Brasil e que votam para a alegria desses governantes.





Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 6 de março de 2017

VÍDEO - UPPs: COMO MATAR O "MONSTRO" QUE A SECRETARIA DE SEGURANÇA "PARIU"

Prezados leitores, o ex-secretário de segurança criou um "monstro" e deu para a Polícia Militar criar.
Assistam o vídeo que trata das dificuldades para a remodelação do projeto fracassado das UPPs.
O seu conteúdo complementa o que comentamos em vídeo recente.
Link:




Juntos Somos Fortes!

domingo, 5 de março de 2017

VÍDEO: CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, o vídeo que publicamos está circulando nas redes sociais.
A luminosidade é pouca, mas prestem atenção às palavras dos Policiais Militares.




Juntos Somos Fortes!

sábado, 25 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O QUE NÓS FAREMOS QUANDO AS POLÍCIAS MILITARES ACABAREM ?



Prezados leitores, a falta de estímulos (salários famélicos, carga horária desumana e péssimas condições de trabalho) para o ingresso na carreira policial militar, associado ao receio dos atuais Policiais Militares de serem prejudicados pela reforma na previdência, o que têm feito que busquem a inatividade, poderá nos colocar diante da realidade dos efetivos restantes não serem suficientes para executar o policiamento ostensivo, uma tragédia que sendo francos,  já está ocorrendo em vários estados brasileiros, como o Rio de Janeiro.
O que faremos quando as Polícias Militares acabarem?

Juntos Somos Fortes!

SEGURANÇA PÚBLICA: QUANDO A VÍTIMA É O POLICIAL



Prezados leitores, transcrevemos um artigo do Jornal Brasil no qual são retratadas algumas das inúmeras dificuldades que os Policiais Militares do Brasil enfrentam diariamente.

"Jornal do Brasil
Segurança Pública: quando a vítima é o policial
Baixos salários, más condições de trabalho, pressão e abuso de autoridade fazem parte da rotina
Rebeca Letieri *
Hoje às 00h08
Más condições de trabalho, salário atrasado, desvalorização da carreira, baixa auto-estima, alto nível de mortalidade e estresse: essa é a realidade da Polícia Militar do Rio de Janeiro, para não deixar de citar a PM em todo Brasil. O debate é antigo, mas pauta é atual e urgente. Após uma greve de policiais que se instaurou no estado do Espírito Santo no último mês por mais de uma semana, e os protestos que se estenderam pelo Rio, o assunto voltou à tona. Especialistas e policiais relataram para o Jornal do Brasil quais os verdadeiros nós dessa discussão. 
“As condições de trabalho são difíceis em todo Brasil. Os salários são baixos, os códigos disciplinares são arbitrários. Tem deficiências no equipamento e na atenção psicológica. A instituição tem limitações e isso repercute no trabalho”, disse Ignácio Cano, professor de ciências sociais da Uerj, para quem a agressividade da PM é uma das conseqüências dessas condições, somada à doutrina de guerra e a demanda social por uma polícia truculenta. 
“As raízes são muitas”, acrescentou. “Alem disso, em termos gerais, a conjuntura econômica é ruim. Isso faz com que, em vários estados, os policias sejam atingidos”. 
A greve da PM do Espírito Santo provocou uma onda de violência na região metropolitana do estado como nunca vista antes. O comércio fechou as portas, shoppings center e supermercados reduziram o horário de funcionamento, e ruas ficaram desertas. O sindicato dos policiais registrou mais de 100 mortes. O governo federal enviou agentes das Forças Armadas para fazer o policiamento ostensivo na região por 20 dias (até o dia 4 de março), podendo ter o prazo prorrogado. 
O secretário de Segurança Pública do ES, André Garcia, informou que 703 policiais militares foram indiciados pelo crime militar de revolta por estarem armados e aquartelados nos batalhões. Eles tiveram o ponto cortado desde sábado (4) e não vão receber salário. Se condenados, a pena é de 8 a 20 anos de detenção em um presídio militar e a expulsão da corporação. 
A Constituição veda greves da categoria e as mobilizações de mulheres em frente aos batalhões impedindo a saída dos agentes tinham o objetivo de forçar uma suspensão das atividades policiais sem ilegalidades. 
Sobre a greve, o professor Ignácio Cano explica que existe um problema estrutural e conjuntural. O primeiro diz respeito à falta de canais de comunicação interna para a categoria reivindicar seus direitos. E o segundo são os riscos que a greve de uma categoria armada pode acarretar. 
“É preciso ter uma mudança. Além deles não terem direito de sindicalização, são submetidos a uma disciplina que não favorece a participação deles na política. Se a polícia não fosse militar, eles poderiam sindicalizar e reivindicar seus direitos”, disse. 
“O problema conjuntural é mais preocupante, porque eles usam o fato de serem corporações armadas para fazer com que seus direitos sejam atendidos, um privilégio que outros funcionários públicos, por exemplo, não têm. Além do que, é inaceitável que eles usem essa situação para deixar a sociedade como refém”, acrescentou. 
“Eu sou contra a greve”, disse ao JB um sargento da Polícia Militar que não quis ser identificado. “Quem foi o mais prejudicado no Espírito Santo? O povo. Eu tenho família, se eu não estiver rodando na rua, é a minha família que vai sofrer. A PM tem que brigar pelo que ela tem direito, lógico, mas sem colocar a vida do outro em risco”, disse (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O GUARDA DA ESQUINA - CORONEL PM REF HERRERA

Prezados leitores, temos o prazer de publicar um escrito escrito pelo Coronel PM Ref Nelson HERRERA Ribeiro (então Major PM do serviço ativo), o qual foi publicado pelo jornal O Globo há mais de 30 (trinta) anos.
Impressiona o fato de que apesar do tempo transcorrido deste a publicação, o artigo é atualíssimo.
Leiam e comprovem.


Ten Cel PM Ref Herrera, o segundo da esquerda para direita



O  GUARDA  DA  ESQUINA
(Publicado em O Globo, de 11/08/1986, pelo então Major PM  Nelson HERRERA Ribeiro)

Assombrada pela escalada da violência, a população passa a clamar, mais e mais, por “polícia nas ruas”, como se a simples presença do “guarda” pudesse ser a solução da criminalidade.
(…) Competem à Polícia Militar as atividades de Polícia Administrativa (ou de Segurança), preventiva, com o policiamento ostensivo, mantenedora da ordem pública, enquanto à Polícia Civil devem caber as atividades de Polícia Judiciária, repressiva, com o inquérito policial, auxiliar da Justiça.
A farda da PM vem sendo, propositadamente, confundida com seu emprego operacional: a PM é instituição militar, mas atua como corporação policial.
Como o efetivo nunca acompanha a explosão populacional, sacrifica-se o próprio PM para atender ao clamor público. A escala tida como “a melhor” é de 24x48, que significa de 60 a 72 horas semanais. Um funcionário público trabalha 40, um bancário 30, um operário 44. E, na sua “folga”, o PM ainda presta depoimentos em Juízo, recebe instrução no quartel, pode cumprir serviços extras, e tem necessidade de “biscates” para melhorar seu salário, incompatível com os rigores da profissão. Isso em qualquer dia, com qualquer tempo e sem hora de largar: depende da substituição ou de encerramento de ocorrência policial, muitas vezes, à espera de policiais civis ausentes da Delegacia. Assim, a jornada mínima de trabalho do “guarda da esquina” corresponde à jornada máxima permitida por lei a qualquer outro trabalhador brasileiro. Mas não há problema: a PM não é fiscalizada pelo Ministério do Trabalho.
Por outro lado, a administração militar permite a apuração sumária de irregularidades, a par de rigoroso regulamento disciplinar, irrecorrível judicialmente. De forma diversa do policial civil, que tem direito ao processo administrativo e pode recorrer à Justiça. Ao PM também são proibidos quaisquer movimentos coletivos ou manifestações reivindicatórias, mesmo que individuais. Só o Comandante-Geral pode pleitear, mas este está nomeado em cargo de confiança pelo Governador.
Ainda, o PM está sujeito ao Código Penal Militar, além do Penal comum, mas os crimes praticados na atividade policial são considerados comuns; não há foro especial. São ainda comuns os crimes praticados contra o PM  – mesmo em serviço, mesmo contra a farda –, e apreciados, de início, pela autoridade policial, o delegado.
(…) No processo de recrutamento e seleção, aproveitam-se os melhores candidatos, evitando-se tráfico de influência e empreguismo político. Os candidatos a oficiais (curso superior de 3 anos*) prestam concurso vestibular. Ainda assim, como em toda sociedade humana, há desvios de conduta. A PM está sempre excluindo maus elementos. Que outra instituição ou classe, no Brasil, tem esse dinâmico processo de seleção e com tanta eficácia? Entretanto a expressão “ex-PM” soa como verdadeira acusação, tamanha a conotação depreciativa.
(…) A formação do PM não passa ao largo dos parcos recursos e, em poucos meses, tem-se nova turma de jovens PM, pronta a morrer na guerra conta o crime. Indefesos e impotentes contra o crime organizado. Daí, o elevado número de mortos e feridos. A assistência médico-hospitalar pode evidenciar (por simples estatística, desde que honesta) a grande incidência de doenças psicossomáticas, as “doenças profissionais”. A assistência social também é precária.
(…) Certamente, sem falar em baixa remuneração e equipamentos obsoletos, esse quadro nebuloso pode fazer com que o PM, um profissional de polícia, perca a sensação da própria segurança, gerando natural desmotivação e contribuindo no contexto do desempenho insatisfatório. A menos que só fossem recrutados super-homens.
Mesmo assim, estão eles nas ruas, a qualquer hora, com todas as circunstâncias adversas, suprindo com sua coragem pessoal as deficiências do Governo e da Sociedade, e suportando com resignação o desrespeito de todos.
São encarados pelo povo, de modo geral, como “eles, os militares”. Para os integrantes das Forças Armadas, o PM é considerado policial, militares são eles. Para os integrantes da Polícia Civil, policiais são eles, que atuam como Polícia Judiciária. E o “guarda da esquina” não tem tempo para parar e discutir, porque trabalha muito e sob rigor militar. Sequer pode queixar-se ao Bispo: ainda não foi criada a Pastoral Policial.
(…) Apesar de tudo, parece bom ter um “guarda” na esquina: permite maior sensação de segurança. Apenas é importante lembrar que todas as circunstâncias do nosso policial são brasileiras, não se podem almejar resultados europeus. Contudo, como aos verdadeiros responsáveis pelas causas e concausas da criminalidade e aos culpados pelos males da nação, o cidadão comum não tem acesso, mas ao “guarda da esquina” tem, o PM pode ver-se, de repente, como o bode expiatório de toda insatisfação popular. É psicológico. Ao homem do povo só interessam resultados imediatos: sua eficaz proteção policial. Com justa razão, pois o cidadão é contribuinte e eleitor, tudo mais compete ao Governo, nesse raciocínio simplório.
(…) Notório que, a cada Governo, renovam-se projetos de “um novo PM”, “uma Nova PM”. E, apesar de todos os esforços, os problemas imediatos do “velho PM”, esse pequeno universo do “guarda da esquina”, ainda carecem de soluções pragmáticas, administrativas, urgentes. Porque dele depende a atividade básica de segurança pública: nele se refletem os resultados que a população está a exigir.
Arrumar, primeiro, a casa: instituir dinâmico e justo sistema de administração de recursos humanos, paralelo a condições mais humanas de trabalho. Cuidar do Homem (insumo básico) para melhorar o Serviço (Produto PM), enquanto se buscam, ao longo do tempo, soluções institucionais quanto às atribuições de Polícia de Segurança e de Polícia Judiciária. Afinal, “Direitos Humanos” é bombástico tema muito em moda: fala-se disso, quase com exclusividade, para criminosos.
Talvez assim, mesmo em contexto tão complexo, o “velho guarda da esquina” pudesse ser compreendido. Talvez possam mesmo absolvê-lo. Então, no futuro, com a estabilidade econômica, política e social da vida brasileira, desabrochasse esplendorosa essa imagem das Polícias Civil e Militar, adestradas para suas específicas funções, ordeiras, disciplinadas, atuantes, de ilibada reputação. Como todos almejamos e que já 177 anos** de história da Polícia Militar fazem “o guarda da esquina” merecedor.
OBS.: (*) Atualmente 2 anos de duração, exigido ao candidato ser Bacharel em Direito.

           (**) Em maio/2017, completar-se-ão 208 anos de criação da Guarda Real de Polícia.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

VIDA DE PM NO RIO: DESPREZADOS, DOENTES E COM MEDO - REVISTA ÉPOCA - 04 FEV 2016



Prezados leitores, a reportagem é de 2016, hoje nós a republicamos considerando que a triste realidade dos Policiais Militares no Rio de Janeiro piorou mais ainda nesse período de um ano da publicação da matéria.

"Revista Época
Vida de PM no Rio: desprezados, doentes e com medo
Malvistos pela população e caçados pelos criminosos, os policiais militares do Rio de Janeiro estão abalados como soldados em guerras e mais suscetíveis a cometer erros fatais
HUDSON CORREA E RAPHAEL GOMIDE
04/02/2016 - 08h05 - Atualizado 04/02/2016 08h51 
Todos os dias, na hora de sair de casa para o trabalho, Bianca Silva ouve o apelo da filha, de 9 anos. “Mamãe, você vai morrer?”, diz Maria, que, invariavelmente, chora e abraça forte a mãe. “Por que você não escolhe outra profissão?” Bianca é capitã da Polícia Militar do Rio de Janeiro e, desde setembro de 2014, é toda a família que Maria tem. O pai, o capitão da PM Uanderson Silva, foi morto aos 34 anos durante um confronto com traficantes no Complexo do Alemão. Comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, a mais violenta entre as favelas incluídas no programa, Uanderson foi morto pela bala de um de seus soldados ao ficar no meio do fogo cruzado. Bianca passeava em um shopping quando recebeu a notícia de que o marido havia sido baleado. Antes de ir ao hospital, passou no batalhão para trocar o vestido pela farda, temendo que o ciumento Uanderson reprovasse o traje de passeio. Uanderson morreu antes que ela pudesse vê-lo. “Os danos psicológicos são inevitáveis”, diz Bianca. “O tempo inteiro nós convivemos com o medo de morrer.” Bianca não cogita desistir da profissão, apesar da tristeza da filha, que toma tranquilizantes e é acompanhada por psiquiatras da Polícia Militar. 
Bianca e Uanderson se conheceram na academia de formação de oficiais da PM do Rio de Janeiro e trabalhavam na mesma região. Só no primeiro semestre do ano passado, policiais das UPPs do Complexo do Alemão e da Penha estiveram envolvidos em 260 tiroteios, mais de um por dia. Na favela Nova Brasília, o clima entre policiais e moradores é de animosidade. A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado. Para amainar a situação, no passado Bianca considerou criar um programa de distribuição de presentes no Dia das Crianças. Mas o projeto minguou, segundo ela, pela resistência da população local. “Sentia o medo das crianças em falar comigo”, diz. “Elas crescem com a visão de que o policial é violento.” 
É comum entre os PMs a percepção de que a população sente medo, repulsa e até certo desprezo por eles, como mostra a pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita recentemente pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. Para a maioria dos policiais entrevistados, os sentimentos dos moradores em relação a eles são de ódio, raiva, aversão, desconfiança, resistência e medo. O cabo Rodrigo Cunha sentiu isso nas vielas do Morro São Carlos, onde uma UPP foi instalada em 2011. “Existem lugares em que o Estado está lá de intruso”, diz. “Você dá bom-dia à criança e a mãe vem correndo levá-la embora. ‘Não fala com polícia.’ Acham que seria melhor se nós não estivéssemos lá.” Comerciantes se recusavam a vender garrafas de água a Rodrigo e moradores cuspiam no chão quando ele e os colegas passavam. 
Barbaridades cometidas por alguns PMs ao longo dos anos, como tortura, agressões, execuções de inocentes e fraudes para camuflar assassinatos a sangue-frio, criaram essa rejeição em parte da população. Para ficar em um exemplo rumoroso, desde julho de 2013 não se sabe o que aconteceu ao pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser levado para a sede da UPP da Rocinha. Vinte e cinco policiais da unidade são acusados de participar da tortura, morte e do sumiço do corpo. Nesta semana, oito PMs foram condenados. Chagas como essa não apenas não cicatrizam, como contaminam a rotina dos policiais que trabalham direito. ÉPOCA entrevistou militares, levantou estatísticas e teve acesso a pesquisas inéditas sobre a situação-limite em que vivem os policiais do Rio de Janeiro, como mostram os quadros desta reportagem. Os policiais têm índices piores que a média da população de doenças causadas por sedentarismo, sentem-se desanimados, com medo, e usam álcool, remédios e drogas. Os policiais sabem que são malvistos, sentem-se ameaçados e têm muito, muito medo de morrer – justamente por serem policiais. 
O curso de formação de praças da Polícia Militar do Rio de Janeiro ensina os aspirantes a policial a agir, em todos os sentidos. Há algum tempo, entre as orientações eles aprendem a ocultar a profissão e sobreviver em uma cidade violenta, refratária a eles. Os policiais ouvem que devem usar o carro, em vez do ônibus, para ir trabalhar. Mais: devem esconder a farda no porta-malas ou no banco traseiro, sempre pelo avesso e dentro de um saco escuro. Todos os dias, o soldado Antônio Matsumoto, de 34 anos, passa cerca de três horas no trânsito para chegar ao quartel na Tijuca, na Zona Norte da cidade. Chegaria mais rápido se fosse de trem ou metrô, mas tem medo de assaltos: a farda na mochila pode ser uma sentença de morte, como foi em outubro para o sargento Fernando Monteiro, assassinado a tiros de fuzil quando assaltantes encontraram seu uniforme. Parceiro de Matsumoto no patrulhamento diário, Fábio Terto, de 33 anos, é obrigado a ir de trem para o trabalho. Depois de fardada e armada, a dupla vai de ônibus para o patrulhamento, uma novidade para aproximar os agentes da população. Matsumoto fica de pé na porta perto da catraca, com a mão na pistola, enquanto Terto se posta na porta traseira. A aflição é total. Ninguém olha para ninguém. Como eles, 81% dos policiais acham que vivem “em risco constante (Leiam a reportagem completa)”. 

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

PROTESTOS - OS POLICIAIS CIVIS E A DESCULPA ESFARRAPADA DO MILITARISMO



Prezados leitores, a desculpa dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares para não participarem dos protestos por salários justos e por adequadas condições de trabalho era o regulamento disciplinar, vieram os 40 da Evaristo em 2007 e destruíram por completo a desculpa dos PMs e dos BMs.
Pior, em 2011, os próprios Bombeiros Militares implodiram o que ainda restava dessa desculpa esfarrapada.
O ato sendo pacífico e ordeiro, o Policial Militar ou Bombeiro Militar, de folga, em trajes civis e desarmado, não participa PORQUE NÃO QUER.
O militarismo não impede esse exercício de cidadania.
Portanto, insistir na tecla que o militarismo impede a participação dos militares é cair no ridículo, diante da realidade fática.
Além disso, se o o militarismo fosse o impedimento nós teríamos CENTENAS ou MILHARES de Policiais Civis presentes nos protestos, o que nunca aconteceu. Tendo em vista que eles não estão sujeitos aos rigores dos regulamentos disciplinares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. 
A verdade é que os PMs, os BMs e os PCs não comparecem aos protestos PORQUE NÃO QUEREM.
Simples assim.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

ENTREVISTA COM O CORONEL PM REF PAÚL - GOVERNO CABRAL FOI UM DESASTRE!



Prezados leitores, a seguir postamos links do youtube referentes a uma entrevista concedida pelo Coronel PM Ref Paúl para o senhor Rodrigo Carvalho, um representante da mídia independente (twitter @NaoVaiTerVoto_ ).
O Oficial foi questionado sobre vários problemas da área da segurança pública, como desmilitarização das Polícias Militares, unificação das polícias, UPPs, efetivo, salário, plano de carreira, condições de trabalho e formação profissional.




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