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quinta-feira, 28 de julho de 2022

PMERJ - HISTÓRIA - REUNIÃO DOS BARBONOS E DOS 40 DA EVARISTO COM O GOVERNADOR

 


No mês que comemoramos os 15 (anos) dos movimentos 40 da Evaristo e Coronéis Barbonos trago um pouco mais da história da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

A foto acima é do primeiro encontro entre representantes dos grupos e o governo (Sérgio Cabral e Pezão), no Palácio Guanabara, ocorrida no segundo semestre de 2007.

Nela aparecem ao fundo o Governador Sérgio Cabral, do seu lado esquerdo dele Coronel de Polícia Ubiratan (Comandante-Geral), eu, Coronel de Polícia Fialho, Major Peixoto e Pezão (Vice-Governador) e do seu lado direito Coronel Samuel (Chefe do Estado-Maior Geral), Coronel de Polícia Menezes, Major Wanderby e Major Queiroz.

O governo, o Comando da PMERJ, três representantes dos Barbonos e três representantes dos 40 da Evaristo, conforme o combinado com o governo.

Na ocasião tratamos do contido na Carta dos Coronéis Barbonos (Link para lere outros assuntos institucionais.

Cabral sinalizou interesse de atender algumas propostas.

Ocorreu uma segunda reunião envolvendo outros representantes dos dois grupos.

Infelizmente, o governo não atendeu as nossas demandas contidas na Carta dos Coronéis Barbonos e acabou exonerando a todos os Coronéis de Polícia no início de 2008, após a realização de uma marcha pacífica e ordeira da qual participaram Oficiais e Praças da PMERJ.

Vale destacar que no Grupo 40 da Evaristo , embora forma no início apenas por Oficiais, Praças participaram dos atos públicos, portanto, não é certo afirmar que Praças não sabiam da mobilização.

Isso é história.

A única mobilização da história da PMERJ tendo à frente Coronéis de Polícia do serviço ativo.

Idealismo, destemor e traição.

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 26 de julho de 2022

15 ANOS DA CARTA DOS CORONÉIS BARBONOS - IDEALISMO, DESTEMOR E TRAIÇÕES



PRO LEGE VIGILANDA

(PARA A VIGILÂNCIA DA LEI)

“O RESGATE DA CIDADANIA DO PM”
“GRUPO DOS BARBONOS”


Aos três dias do mês de julho do ano de dois mil e sete, os Coronéis signatários, encaminham ao Exmo Sr Coronel PM Ubiratan de Oliveira Ângelo, mui digno Comandante Geral da Bicentenária Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro; ao Exmo Sr Delegado de Polícia Federal José Mariano Benincá Beltrame, Secretário de Estado de Segurança Pública; ao Exmo Sr Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho e a todos os Cidadãos Brasileiros, através dos órgãos da mídia, o presente documento contendo as principais e urgentes necessidades dos Oficiais e Praças da Corporação, objetivando resgatar a cidadania, a dignidade pessoal e profissional de todos nós, permitindo que possamos cumprir as nossas missões constitucionais, servindo e protegendo cada cidadão desse estado, mesmo com o sacrifício de nossas vidas.

Ressalte-se, que as necessidades em questão não tiveram origem neste governo, pois trata-se de consequência de décadas de descaso; de falta de comprometimento de governantes e de irresponsabilidade de inúmeras administrações.

O grupo escolheu este momento por entender que o mesmo é extremamente oportuno, tendo em vista a postura favorável da atual administração estadual que elegeu a segurança pública como prioridade dentre todas as prioridades do estado.

Insta esclarecer que o documento tem por foco externar os principais anseios Institucionais e foi redigido por um restrito grupo de ocupantes do último posto da hierarquia da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, todos, em pleno exercício de cargos da maior relevância interna corporis.

Os Coronéis signatários são contemporâneos de agruras, aspirações e decepções ao longo de mais de 30 (trinta) anos de serviço ativo e tendo por objetivo o desejo de que, ao menos agora, à chegada ao topo da escalada, como legítimos representantes, propor e desenvolver atividades concretas para a promoção de mudanças objetivas no quadro de falência múltipla da Polícia Militar que hoje se apresenta, certos de que devem agir assim, senão por imposição legal, por obrigação moral de fazer algo para reverter tal quadro.

O "Grupo dos Barbonos", referência derivada da denominação histórica da sede do Quartel do Comando Geral da Corporação, tem parâmetros claros de atuação, tendo sido sua existência, constituição e finalidade, objeto de prévia cientificação não apenas ao mandatário direto da PMERJ, seu digno Comandante Geral, como também à pessoa do Exmo Sr Secretário de Estado de Segurança Pública.

Nós desejamos, com enfoque na mais absoluta transparência e sem olvidar um só segundo sequer dos preceitos basilares corporativos, a hierarquia e a disciplina militares, não apenas externar necessidades urgentes e indispensáveis, alusivas às muitas dezenas de milhares de homens e mulheres que labutam em nossa profissão policial militar e aos seus dependentes, como também sensibilizar a maior autoridade do Poder Executivo do Rio de Janeiro, para que as satisfaça.

Os nossos parâmetros são a busca ininterrupta dos objetivos institucionais; não recuar jamais nessa busca; a preservação da honra e da dignidade profissional; o respeito à hierarquia e a disciplina militares; o apoio integral ao Comando Geral da Polícia Militar, para o desenvolvimento de um projeto de comando para os próximos 4 (quatro) anos, desde que respeitados os objetivos da Polícia Militar e o compromisso de não assumirmos, nesse período, as funções de Comandante Geral ou de Chefe do Estado Maior Geral, em nenhuma hipótese, caso convidados.

Diante do exposto, pontuaremos, de forma concisa e objetiva, as principais, urgentes e indispensáveis necessidades institucionais para que o Policial Militar volte a ser um cidadão brasileiro:

Tópico nº 1 – Estabelecimento, no mínimo, de uma política salarial calcada na integração remuneratória entre as forças policiais do Rio de Janeiro. Em nada colabora com a democracia e mesmo com a necessidade de integração de forças, o fato de termos duas polícias com funções complementares e interdependentes, coabitando o mesmo espaço geográfico, com níveis salariais absolutamente díspares, a ponto de tanto na base, quanto no topo, alcançarem diferenciais próximos de 100 % (cem pontos percentuais).Portanto, urge a implementação da proposta apresentada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, onde se busca equiparar os vencimentos das duas Instituições, o que possibilitará, principalmente, que o Praça da Polícia Militar possa viver dignamente, afastando-se da situação famélica hoje vivenciada. Os salários famélicos não determinam, mas concorrem para a prática de desvios de conduta (crimes e transgressões disciplinares).Considerando a hora trabalhada pelos integrantes dos níveis iniciais das instituições policiais, um Policial Militar ganha duas vezes menos que um Policial Civil; seis vezes menos que um Policial Militar da Força Nacional de Segurança e quase dez vezes menos que um Policial Federal.

Tópico nº 2 - Retorno aos quadros da Corporação dos milhares de Policiais Militares desviados de função – Fim da Terceirização da Polícia Militar. Por óbvio que seja, resta aqui pontuar que policiais militares são contratados e custeados pelo erário para, mediante concurso público, exercer os misteres constitucionais específicos enumerados na Carta de 1988, ou seja, a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Promover o retorno dos milhares de Policiais Militares, Oficiais e Praças, que se encontram à disposição de diversos órgãos e autoridades, desviados das funções para as quais foram recrutados, selecionados e formados, e ainda, ganhando gratificações, embora não exerçam funções policiais militares, sobrecarregando todos os Policiais Militares que continuam trabalhando e arriscando as suas vidas em defesa da Sociedade Fluminense. Hoje existem convênios para a cessão de policiais militares nos seguintes órgãos: Banco Central, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Convém destacar que a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, que utiliza centenas de policiais militares, não celebrou convênio com a Polícia Militar e não paga qualquer importância pela cessão dos Policiais Militares.

Tópico nº 3 - Solução de continuidade nos processos de admissão da Corporação (Oficiais e Praças) até que sejam supridas integralmente as necessidades elencadas nos tópicos nº 1 e 2. Por coerência e economia de recursos públicos, é mister que novas contratações sejam precedidas da indispensável recuperação salarial e do retorno dos desviados de função, de sorte a possibilitar o aperfeiçoamento quanto à aferição de reais necessidades, bem como a captação de postulantes em níveis cada vez melhores. Em consequência, não incorporar nenhum Oficial ou Praça enquanto não forem solucionados os graves problemas citados anteriormente.

Tópico nº 4 – Fim da Etapa de Rancho – Pagamento da Dívida - Autonomia Administrativa – Dotação Orçamentária. Conceder à Polícia Militar a dotação orçamentária específica, desvinculada da verba destinada à alimentação de nossa tropa, que permita a manutenção das edificações, das viaturas e de todos os equipamentos necessários ao desempenho das missões, bem como, permita a aquisição dos recursos materiais indispensáveis para a modernização tecnológica e o correto desempenho das missões de preservação da ordem pública. Basta de se economizar na alimentação da tropa para empregar as sobras como único meio de manter funcionando, mesmo que de modo precário, os aquartelamentos, as viaturas e os equipamentos da Polícia Militar. O Policial Militar, o herói social, merece ser tratado com respeito, portanto, os quartéis favelizados e as viaturas sucateadas não devem fazer parte de nossa rotina. Piorando o quadro esclarecemos que o Estado do Rio de Janeiro paga como etapa diária para alimentação de um Policial Militar o valor de R$ 2,71 e o último repasse de etapas foi relativo ao mês de novembro de 2006, portanto, com 8(oito) meses de atraso, existindo uma dívida de R$ 25.133.620,08 até maio de 2007.O Policial Militar deve receber o ticket alimentação tal como recebe o Policial Civil.

Tópico nº 5 – Promoção de condições dignas de trabalho. Enquanto inexistir uma dotação orçamentária específica e diante da imperiosidade de prover uma alimentação saudável para a tropa, se faz necessário que o poder público promova melhores condições de trabalho. O espaço restrito imposto pelas presentes linhas, embora incompatível com o razoável aprofundamento de tão importante tópico, permite que pontuemos, dentre algumas outras, as seguintes necessidades prementes:

- Reforma urgente das edificações (Organizações Policiais Militares), considerando que algumas estão colocando em risco Policiais Militares e o público em geral;

- Compatibilizar a carga horária de trabalho de modo a permitir a qualificação profissional do Policial Militar;

- Aquisição de viaturas, inclusive blindados;

- Aquisição de equipamentos de proteção individual;

- Aquisição de armamento e munição;

- Aquisição de fardamento para os Alunos dos Cursos de Formação e para os Cabos e Soldados;

- Aquisição de recursos tecnológicos destinados ao emprego no sistema de Inteligência (EMG-PM/2) e de Correição da Corporação;

- Promover a informatização da Polícia Militar, poupando recursos humanos e agilizando tarefas; e,

- Desenvolver em caráter urgente um programa de manutenção, basicamente de viaturas e armamento, para a recuperação do que ainda for servível.

Tópico nº 6 – Estabelecimento e Respeito ao Limite de Carga Horária. Implantar o regime de 44 horas semanais, com pagamento de horas extras proporcionais.

Tópico nº 7 – Saldar a dívida do Estado com o Fundo de Saúde da Polícia Militar. A Polícia Militar possui o seu Sistema de Saúde próprio, custeado pelo Fundo de Saúde da Polícia Militar (FUSPOM), para prover a saúde dos seus milhares integrantes e de seus dependentes. Os recursos do FUSPOM são oriundos de descontos mensais nos contracheques dos Policiais Militares e de uma contrapartida do Estado, considerando que a inexistência do nosso sistema sobrecarregaria ainda mais as já combalidas redes de saúde estadual e municipal. Entretanto, o Estado não repassa a parcela do erário destinada ao Fundo de Saúde da Corporação, sendo que a dívida atualmente é da ordem de R$ 109.445.098,45 e o último repasse feito foi relativo ao mês de janeiro de 2006.Saldar a dívida é indispensável para que possamos promover a saúde institucional, deixando de economizar na comida para comprar remédios.

Tópico nº 8 – Policiais Militares – Invalidez em Serviço – Triênios Integrais – Pensão Estadual. O Policial Militar arrisca rotineiramente a sua vida em defesa da sociedade, sendo que muitos perdem a vida, deixando os seus dependentes em situação precária, enquanto outros ficam inválidos, impossibilitados de exercer qualquer outra atividade. Nada mais justo que o imediato estabelecimento da integralidade de gratificação por tempo de serviço (triênios) para militares inativados para o serviço policial militar, fruto de incapacidade definitiva adquirida em consequência de ato de serviço. O estabelecimento de uma pensão militar estadual, também é urgente, considerando as sérias dificuldades financeiras enfrentadas pelas nossas pensionistas, que precisam sustentar a família e percebem uma pensão irrisória, na maioria dos casos.

Tópico nº 9 – Apoio as propostas de modificação das legislações referentes às promoções. A Polícia Militar precisa do apoio do Executivo e do Legislativo para viabilizar as alterações nas referidas legislações, buscando ter o critério meritório nas promoções de Oficiais e Praças como base e não o critério de tempo de serviço, que contribui para a desqualificação do nosso efetivo. Regularizar as promoções dos Oficiais do Quadro de Oficiais de Administração, atualmente estagnado, motivando os referidos Oficiais que inclusive atuam rotineiramente nas atividades operacionais. As propostas serão debatidas exaustivamente interna corporis, antes de serem apresentadas, enquanto isso não devem ser acolhidas propostas que resultem em aumento ou diminuição de interstícios para promoções de Oficiais ou de Praças. Revogação das legislações que não possuem qualquer interesse Institucional, tais como a Lei n.º 4.024/2002 (promoção do Tenente Coronel ao posto de Coronel após 32 anos de serviço), que deve ser aplicada pela última vez nas promoções de agosto/2007 e a esdrúxula Lei n.º 4.848/2006 (promoção na cédula de identidade), que não possui qualquer legitimidade.

Tópico nº 10 – Apoio para a implantação de um novo Quadro de Distribuição do Efetivo. A Polícia Militar não possui um Quadro de Distribuição de Efetivo (QDE) atualizado, sendo que algumas Organizações Policiais Militares sequer possuem um QDE, o que causa grande prejuízo financeiro para os Policiais Militares, pois exercem funções superiores e não podem perceber a justa contrapartida nos vencimentos.

Tópico nº 11 – Termo Circunstanciado – Projeto Piloto. A confecção dos Termos Circunstanciados pela Polícia Militar já é uma realidade em vários Estados da Federação, permitindo uma melhor prestação de serviço ao cidadão e a racionalização do emprego dos recursos humanos, sobretudo da Polícia Civil. A experiência exitosa realizada no 7º BPM e politicamente interrompida merece ser revivida em um Projeto Piloto. Portanto, a imediata implantação de projeto piloto, contemplando a lavratura de termos circunstanciados e ainda o registro de ocorrências que não contemplem flagrante delito pela Polícia Militar, será benéfica para todos, principalmente para o povo fluminense. Convém destacar que em consulta realizada através da Secretaria de Estado de Segurança Pública à Procuradoria Geral do Estado, mereceu parecer favorável quanto a elaboração do Termo Circunstanciado previsto na Lei 9099/95 pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Tópico nº 12 - Adoção de mecanismos legais compatíveis, no sentido de que apenas os ocupantes dos cargos de Comandante Geral e de Chefe do Estado Maior da Corporação possam exceder o tempo máximo de permanência no posto de Coronel na condição de ativos. Não existe qualquer interesse Social ou Institucional, qualquer motivo que determine tal privilégio, qualquer finalidade a ser alcançada e nem mesmo faz sentido que cargos outros, marcadamente externos à Corporação, gozem de tal prerrogativa. Portanto, deve-se revogar em caráter de urgência todas as legislações estaduais que permitem que Coronéis permaneçam no serviço ativo, após os 6 (seis) anos da última promoção e não legislar mais nesse sentido absurdo. Toda legislação deve obedecer ao interesse social e ao interesse institucional, essas legislações não alcançam tais interesses, restringindo-se a interesses pessoais ou de pequenos grupos que desejam um tratamento privilegiado. Portanto, urge promover a revogação de tais privilégios concedidos através de modificações no parágrafo primeiro, do artigo 96, da Lei n.º 443, de 1 de julho de 1981, realizadas por meio da Lei n.º 4.043, de 30 de dezembro de 2002 e Lei 5.019, de 19 de abril de 2007.

Hildebrando Quintas ESTEVES Ferreira – Coronel

Diretor Geral de Finanças


Paulo Ricardo PAÚL – Coronel

Corregedor Interno


Gilson PITTA Lopes – Coronel

Chefe da Segunda Seção do Estado Maior Geral


Dario CONY dos Santos – Coronel

Comandante da Escola Superior de Polícia Militar


Rodolpho Oscar LYRIO Filho – Coronel

Comandante da Academia de Polícia Militar – D. João VI


LEONARDO PASSOS Moreira – Coronel

 Chefe do Centro de Comunicações e Informática


Francisco Carlos VIVAS – Coronel

 Diretor Geral de Apoio Logístico


Ronaldo Antonio de MENEZES – Coronel

Comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária


Renato FIALHO Esteves – Coronel

Comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças 4

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 17 de março de 2022

CORONÉIS DA #PMERJ e do #CBMERJ VETERANOS E ATIVOS FOI ASSIM QUE ALCANÇARAM O ÚLTIMO POSTO?



Coronéis da #PMERJ e do #CBMERJ Veteranos e Ativos foi assim que alcançaram o último posto de suas Instituições?

Juntos Somos Fortes!

OS CORONÉIS, O MAJOR DE POLÍCIA RR LUIGI, O FLUMINENSE E O FACEBOOK

 



Atendendo solicitação de um amigo assisti um vídeo do Major PM QOA RR Luigi onde, segundo o amigo, ele faz citações direcionadas a falas minhas, sem citar o meu nome.

Identifiquei tal fato, mas não dei importância porque não me importo com a opinião de terceiros sobre mim.

Infelizmente, logo após tais insinuações, o Oficial faz duras críticas aos Oficiais oriundos da APM D. João VI (antiga EsFO) chegando a afirmar que só os muito ruins não chegavam ao posto de Coronel de Polícia.

Tal afirmação é muito grave e viola os princípios basilares da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Apesar disso tudo, fui surpreendido com uma solicitação de amizade no Facebook feita pelo Oficial, algo inexplicável.

Eu filmei minha página do Facebook e criei um vídeo aqui no youtube,

Eis os links:

1) Link para a fala do Major de Polícia RR Luigi https://youtu.be/MUFsdv3kLqw

2) Link sobre o pedido de amizade no Facebook https://youtu.be/NHOfPNBRFd4

Por derradeiro, também comento a eliminação do Fluminense da Copa Libertadores da América, ocorrida na noite de ontem.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

MG - GOVERNADOR ZEMA CRIOU PROBLEMA ELEITORAL CONTRA SI

RJ - 40 da Evaristo - 2007




"SITE O TEMPO

RICARDO CORREA - EDITOR - 22/02/22

ZEMA CRIOU SEU PRINCIPAL PROBLEMA ELEITORAL

O governador mineiro Romeu Zema (Novo) foi o responsável por criar o seu principal problema eleitoral. Ao prometer o que não poderia cumprir, recuar de um acordo já estabelecido e, depois, contar com a estratégia de apenas passar a bola para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o chefe do Executivo deu gás às manifestações de servidores da segurança e, agora, tem um enorme abacaxi para descascar. Como ele fará isso é o que querem saber os outros governadores de Estado, que podem ver na conclusão do caso de Minas um pouco do que podem enfrentar mais adiante (Leia mais)".

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

MG - REPERCUSSÃO NA IMPRENSA - MOBILIZAÇÃO DA ÁREA DA SEGURANÇA PÚBLICA


Em Minas Gerais, como ocorreu no Rio de Janeiro nos anos de 2007 e 2008, os Coronéis de Polícia lideraram a mobilização.

No Rio de Janeiro, o grupo foi denominado como "Coronéis Barbonos".

Publico algumas matérias da imprensa sobre a manifestação dos integrantes da área da segurança pública  ocorrida ontem em Minas Gerais.

1) G1 - Servidores da segurança protestam contra o governo de MG

Link: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2022/02/21/servidores-da-seguranca-protestam-contra-o-governo-de-mg-video.ghtml

2) Estadão - Policiais civis e militares fazem ato por reajuste e aprovam paralisação em MG

Link: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,milhares-de-pms-vao-as-ruas-em-bh-por-aumento,70003986085

3) Correio Braziliense - Policiais e Bombeiros de Minas fazem protesto em Belo Horizonte

Link: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/02/4987039-policiais-e-bombeiros-de-minas-fazem-protesto-em-belo-horizonte.html

4) Vídeos:

Link: https://youtu.be/o0wWJMffRgs

Link: https://youtu.be/vZDDmnvoCVA

Link: https://youtu.be/fSdW3_lIkiU

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

MG - REDE GLOBO IMPEDIDA DE FILMAR MOBILIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA

 


Juntos Somos Fortes!

MINAS GERAIS - VÍDEO - PROTESTO GIGANTE DA ÁREA DE SEGFURANÇA PÚBLICA


 

Transcrevo matéria do site O TEMPO:

Vídeo da mobilização: https://youtu.be/vZDDmnvoCVA

"Protesto   dos   policiais   em   MG:   c omo   f oi    a    manifestação    das    forças    de    segurança

Saiba o porquê as forças de seguranças se reuniram para protestar nesta segunda-feira e os impactos da manifestação em BH

Por O TEMPO *

21/02/22 - 13h06

Mal o sol tinha raiado e agentes das forças de segurança de Minas Gerais, como bombeiros, policiais militares e civis, além de agentes socieducativos, se reuniram na praça da Estação, no centro de Belo Horizonte. Em grito uníssono, eles protestavam contra dois vetos da gestão Zema sobre a recomposição salarial prometida ainda em 2019.

O ato prometeu tomar a manhã e tarde desta segunda-feira (21). Para você não se perder sobre os acontecimentos, criamos um guia contando os principais movimentos do protesto (Leia mais)".


Juntos Somos Fortes!

domingo, 20 de fevereiro de 2022

SEGURANÇA PÚBLICA - TENSÃO EM MINAS GERAIS



Situação tensa em Minas Gerais.

"ESTADO DE MINAS GERAIS

MANIFESTAÇÃO DA SEGURANÇA

Apoio de oficiais da Polícia Militar à manifestação preocupa governo de MG

Manifestantes da segurança pública que participarão de ato, no dia 21, em BH, podem chegar a 20 mil

19/02/2022 14:23 - atualizado 19/02/2022 15:22A adesão inédita de oficiais, delegados e chefes das forças de defesa social e segurança pública à manifestação pela recomposição salarial marcada para esta segunda-feira (21/2), na Praça da Estação, em Belo Horizonte, agrava a preocupação do governo mineiro, tendo paralelo apenas com a greve da Polícia Militar de Minas Gerais, de 1997, que terminou com cerco ao comando e com a morte do cabo Valério. É o que avaliam fontes ligadas ao movimento e a instituições e corporações do setor ouvidas pela reportagem do Estado de Minas.


Pelos cálculos do movimento, a previsão é de que entre 10 mil e 20 mil servidores participem da manifestação, vindos de diversas partes do estado. Somente do interior, são esperados 80 ônibus e mais de 40 vans, que chegam a partir deste sábado (19/2), sem contar carros particulares e funcionários das cidades da Grande BH (Leia mais)".

Juntos Somos Fortes!

domingo, 25 de março de 2018

ATENTADO À DEMOCRACIA É O ASSASSINATO DE PMs - CORONEL PM REF HERRERA RESPONDE COMENTÁRIO



"DIREITO DE RESPOSTA – Comentários a um comentário anônimo
  
Invoco o direito de resposta, não por pretender algum desagravo pessoal, mas apenas por entender que esses comentários supervenientes possam servir de esclarecimento geral, para o bem das instituições Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

Refiro-me ao comentário anônimo antes postado em resposta ao meu comentário sobre uma matéria, este republicado em 24 último, sob destaque pelo blog, sendo intitulado “Atentado à Democracia é o assassinato de PMs”, do qual destaco importante crítica:

Os meios mais eficazes para a repressão dos chamados ‘desvios de comportamento’ que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros possuem com seus rigores draconianos de leis e regulamentos militares, só corta na carne dos PRAÇAS. É só ver a proporção entre praças e oficiais expulsos da corporação para confirmar.”
  
Permita-me expor minha opinião de que não se deva alimentar a falácia de que a instituição militar “só corta na carne de praças”. E ainda, como muitos dizem, que as Corregedorias Internas existem para “prejudicar” os praças. Obviamente, face à imensa diferença numérica de efetivo, a incidência de desvios de comportamento tenderá a ser sempre menor em referência a oficiais. Por mera estatística. Insistir nesse errôneo pensamento apenas servirá para mais um desserviço às nossas históricas Instituições militares.

Respeito o anonimato do meu crítico – e não o censuro --, pois presumo, por seu protesto sincero, que se trata de Praça PM ou BM da ativa, e, assim sendo, correndo muitos riscos disciplinares, já que, na administração militar, não prevalecem direitos democráticos. Tudo se subordina aos princípios da Disciplina e Hierarquia –  rigores draconianos, sem dúvida.

Permita-me apenas aduzir que, em minha modesta, porém honrada carreira policial militar, fui Encarregado de um IPM  (um 2º Sargento, acusado de crime militar), presidi a dois Conselhos de Disciplina (um Soldado, acusado de crime comum, e um Cabo, acusado de alienação parental) e a mais um Conselho de Justificação (um 1º Tenente, acusado dos crimes de roubo e quadrilha; e que, por acaso, havia sido meu instruendo quando cadete).

Sabemos todos que nosso IPM será apreciado pela Auditoria de Justiça Militar. Ao CD (praças) cabe resolução pelo Comandante Geral, e ao CJ (oficiais) a resolução é do Secretário de Segurança, sendo necessário julgamento pelo Tribunal de Justiça.

No IPM a que respondeu o 2º Sargento, resultou sua condenação pela JME, sendo excluído e, mesmo em recursos judiciais, nunca logrou sua reinclusão.

No CJ a que respondeu o 1º Tenente, resultou sua perda de patente em julgamento no Tribunal de Justiça, não mais sendo reincluído no quadro de oficiais.

No CD a que respondeu o Soldado resultou sua exclusão (de acordo com o relatório do processo), não tendo o mesmo logrado sua reinclusão, ainda que pleiteada na Justiça comum.

No CD a que respondeu o Cabo, os três oficiais que o integravam votaram pela justificativa, enquanto que o Cel do Exército, então Comandante Geral, discordou do relatório do processo e decidiu pela exclusão do praça. Orientado por mim, e tendo por base os próprios autos do CD, o Cabo logrou obter na Justiça comum sua reinclusão nas fileiras.

Isso se deu pelo simples fato de as apurações no curso dos procedimentos militares foram feitas de forma isenta e com honestidade de propósitos. Ou seja, com imprescindível lisura. Simples assim.

E apenas comprova que a aplicação das leis e dos regulamentos dependem das pessoas que os operam. Processos justos resultarão em punições adequadas ou absolvições. Vale para toda organização militar ou civil, para o Governo e até para o Poder Judiciário.

Todo encarregado de apurar desvios de comportamento (quer disciplinares, quer criminais) deve ter o cuidado de proceder com licitude, provendo aos acusados todos os meios de defesa, apesar do rigor draconiano de leis e regulamentos militares.

Assim, concordo inteiramente com sua afirmação no encerrar da crítica, que agora destaco, para dar-lhe os meus sinceros PARABÉNS!    “Bom caráter ou mau caráter não tem patente e nem graduação. O caminho da honra não tem atalhos.”

Apenas com minha censura final por você não me ter permitido escrever pensamento tão profundo como este. Nunca vou perdoá-lo por isso".

Coronel PM Ref Herrera 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A POLÍCIA MILITAR SÓ SERÁ FORTE QUANDO A UNIÃO FOR UM OBJETIVO INSTITUCIONAL



Prezados leitores, peço desculpas por usar uma experiência pessoal como introdução para o tema do artigo.
O militarismo não esteve presente na minha família até o dia que entrei na Escola de Formação de Oficiais (EsFO) da PMERJ, isso em 1976.
Eu tinha 18 anos e nem cheguei a prestar o serviço militar obrigatório.
A primeira e única farda que vesti foi a da Polícia Militar.
Naquela época os Alunos Oficiais PM tinham pouco contato com a realidade da instituição, nós ficávamos quase que isolados naquele quadrilátero.
A EsFO era apelidada como a "ilha da fantasia", em razão do isolamento e por ter a fama de que lá tudo funcionava em conformidade com os regulamentos.
Em 1979, eu e mais cinco companheiros nos apresentamos no 3o BPM.
Éramos os novos Aspirantes.
Tudo era novidade.
A minha inexperiência com a vida prática acabou ocasionando que recebesse uma repressão verbal feita educadamente por um Capitão.
Ele viu que eu tinha apertado a mão de alguns Praças que se apresentaram a mim por diferentes motivos, isso no pátio do quartel.
Em tom de orientação disse que eu não devia apertar a mão de Praças, só de Oficiais.
A minha formação "não militar" fez com que não aceitasse tal regramento, embora tivesse entendido o posicionamento.
Segui minha carreira adotando tal postura e nunca tive qualquer problema de desrespeito com relação à hierarquia.
Tal procedimento foi se tornando cada vez mais normal na instituição, como não poderia deixar de ocorrer, afinal escolhemos uma profissão na qual arriscamos a vida estando lado a lado, como ocorreu ontem com um Tenente-Coronel e um Cabo.
Não consigo entender como diante dessa realidade, ainda encontramos nos nossos tristes dias Oficiais e Praças que pregam e praticam a desunião.
Isso só nos enfraquece e, muito pior, enfraquece a instituição.
A verdadeira união produz mais força e nunca a promiscuidade.
A união que produz o desrespeito é aquela que ocorre para a prática de desvios de conduta, algo que infelizmente acontece com frequência, essa é destruidora para a Polícia Militar.
Nunca é tarde para estabelecermos parâmetros positivos e para expurgarmos práticas nocivas.
Oficiais e Praças devem se unir para construírem uma Polícia Militar forte, valorizada, qualificada e temida pelos criminosos.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

VÍDEO - CRISE NA PMERJ - "A IMOBILIDADE TAMBÉM É MOVIMENTO"

Prezados leitores, o Coronel de Polícia Reformado Paúl comenta a inércia da oficialidade da Polícia Militar diante da gravidade da crise que estamos vivenciando na instituição.




Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

VÍDEO - A NOSSA CULPA NA CRISE DO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, o Coronel PM Ref Paulo Ricardo Paúl lamenta a inércia que tomou conta da população do Rio de Janeiro diante da crise que assola o estado.
Alega que todos parecem estar aguardando que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal resolvam a crise prendendo os políticos.
Solicita que na área da segurança pública os presidentes das associações de Oficiais e Praças convoquem AGEs com urgência para a apresentação e discussão de propostas a serem encaminhadas ao governador Pezão, isso viabilizará a cobrança resultados após prazo definido com o governo. 
Aconselha a todos os servidores públicos a realizarem idêntico procedimento. 






Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 8 de março de 2017

"CHÃO DE FÁBRICA (2)" - CORONEL PM REF NELSON HERRERA RIBEIRO.

Prezados leitores, hoje publicamos a segunda parte do artigo do Coronel PM Ref Herrera.
A primeira parte foi publicada ontem.


CHÃO  DE  FÁBRICA   (2)
                                             
  “Quaresma, tempo de dizer não à indiferença”
                                                                         (Papa Francisco)


A par das condições pessoais do policial militar, funcionando tal como autêntico “caldo de cultura”, emerge o preocupante desempenho do serviço nas ruas: armamentos deficientes, equipamentos precários, viaturas sucateadas, bases de operação improvisadas, desumanas escalas de serviço, caótica assistência médica e social. Isso sem falar no recorrente tema da remuneração não condigna.
A mera aplicação de leis e regulamentos militares não será suficiente para aplacar o justo descontentamento de nossos policiais militares. Não me parece a solução.
Faz lembrar, na República Velha, a crônica Questão Social, subestimada pelos governantes, pois havia a pretensão de tudo resolver-se a “patas de cavalo”, a cavalaria policial. E deu no que deu: a volumosa torrente política e social, desaguando na Revolução de 30, e que, até hoje, ainda não foi plenamente contida.
Muito menos adiantarão as manifestações dos chamados “policiólogos”, sem o necessário conhecimento de causa, a darem pitacos, aqui e ali, sobre o que mal entendem. Mas, na cartilha de antigo viés esquerdista, sempre inserindo como solução salomônica a desmilitarização da PM. Meias-verdades, falácias, críticas parciais, desconhecimento da realidade. Hipocrisia.
Entretanto, por vezes, até constatam fatos. Preocupantes por sinal.
Vejamos estas opiniões recentemente divulgadas (grifos meus):

Sobre a greve, o professor Ignácio Cano explica que existe um problema estrutural e conjuntural. O primeiro diz respeito à falta de canais de comunicação interna para a categoria reivindicar seus direitos. E o segundo são os riscos que a greve de uma categoria armada pode acarretar.
É preciso ter uma mudança. Além deles não terem direito de sindicalização, são submetidos a uma disciplina que não favorece a participação deles na política. Se a polícia não fosse militar, eles poderiam sindicalizar e reivindicar seus direitos”, disse. 
O problema conjuntural é mais preocupante, porque eles usam o fato de serem corporações armadas para fazer com que seus direitos sejam atendidos, um privilégio que outros funcionários públicos, por exemplo, não têm. Além do que, é inaceitável que eles usem essa situação para deixar a sociedade como refém”, acrescentou. 
(…)  Guilherme Pimentel, coordenador do projeto Defezap (sistema de defesa cidadã contra a violência de estado), gerado pela ONG Meu Rio, conta que já recebeu diversas denúncias de policiais militares.  
Logo no começo do projeto, recebemos a denúncia de um PM reclamando das condições da UPP [Unidade de Polícia Pacificadora] em que ele trabalhava. Falta de água potável e um banheiro em más condições, por exemplo, o que para alguém que faz um plantão com longas horas de trabalho, sem uma estrutura mínima, fica complicado”, disse. 
Ele ressalta que este não é um caso isolado. “Isso é generalizado nas UPPs do Rio. E nós encaramos como uma violência de estado, que não é só contra o cidadão civil, é também contra os setores subordinados à própria polícia”, acrescentou.
Ignácio Cano diz ainda que condições ruins geram serviços mal prestados e ineficientes, o que, segundo ele, atinge principalmente, as classes mais baixas. 
Para o próprio policial, isso tudo provoca uma baixa auto-estima individual e institucional, e ainda baixa legitimidade social. Ele é tratado de forma negativa e trata a sociedade de forma negativa. Isso tudo o distancia da população”, disse. 

Estamos desconhecendo a realidade do insumo maior da Segurança Pública: o próprio policial, que é ser humano também. Parece que queremos desconhecer essa dura realidade. Governantes e chefes parecem mais estar preocupados na gestão cotidiana, sem visão estratégica em setor tão importante como a manutenção da ordem pública, base indispensável para o desenvolvimento do país.
Há conhecido brocardo que resume plena conceituação: “A polícia é o termômetro que mede o grau de civilização de um povo”.
Que buscam nossos governantes? Que esperam nossos Coronéis afinal?
Seria mais cauteloso que se iniciassem estudos para vivenciar o  chão de fábrica.
Uma vez obtido diagnóstico mais preciso, quem sabe, caberá única solução viável: a profunda reestruturação do sistema de recursos humanos, envolvendo, entre outras coisas: legalização da jornada de trabalho, adequado plano de carreira, eficiente assistência médica e social, reestudo da pensão militar estadual.
Seria o princípio de solução dos graves problemas, enquanto se projetam melhorias de armamentos, equipamentos, viaturas e outros fatores logísticos.
Mas, a prosseguir a indiferença, não fica eliminada a obviedade da explosão de  qualquer movimento rebelde intramuros, a afrontar a própria Ordem Pública e ferir de morte nossa Democracia.
O tempo, como senhor da razão, indicará o caminho correto.


                                                 NELSON HERRERA RIBEIRO, Cel PM Ref, advogado e professor

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terça-feira, 7 de março de 2017

'CHÃO DE FÁBRICA (1) - CORONEL PM REF NELSON HERRERA RIBEIRO

Prezados leitores, publicamos um novo texto do Coronel PM Reformado Herrera, dessa vez em duas partes, sendo que a segunda será publicada amanhã.



"CHÃO  DE  FÁBRICA   (1)
                                             
  “Quaresma, tempo de dizer não à indiferença”
                                                                         (Papa Francisco)


Segundo ensinamentos da Ciência da Administração, quando se constata uma empresa em crise, deve-se iniciar o exame do problema pela real situação de seus recursos humanos. Vale dizer, a empresa vai mal quando seu pessoal não está bem. Cada órgão público, pela relevância de seus funcionários, deve ser administrado como empresa, ainda que, a princípio, seu objetivo não é obter lucros financeiros. Contudo deve prestar serviço público de qualidade.
Também todo administrador sabe que qualquer planejamento só deve ser posto em execução depois de completadas as “pesquisas de campo”: examinar in loco a atuação do pessoal operacional, para, se necessárias, implementar mudanças.
Chama-se a isso vivenciar o “chão de fábrica”.
Nesse diapasão, seletivamente, podemos definir a PMERJ como uma empresa em crise. Cronicamente em crise. Situação grave. E nunca se buscou analisar a situação da tropa, seus recursos humanos. De forma omissa e irresponsável, tem-se adotado o brocardo de que “o soldado é superior ao tempo” e, assim, a barca vai navegando nesse oceano de omissões e comodismos.
Curiosamente, os militares estaduais (bombeiros e policiais militares), que  constituem tropa profissional, não têm definida jornada de trabalho. Qualquer outra profissão, mormente no serviço público, tem carga horária legalizada, que, no nosso país, não deve ultrapassar 44 horas semanais.
Estudos recentes revelam que o trabalhador que cumpra a jornada de 40 horas semanais terá desempenhado, ao longo de 30 anos, o montante de 57.600 horas. O policial militar, por suas esdrúxulas escalas de serviço, não legalizadas e ao sabor das necessidades do momento, chega a cumprir, no mesmo período de 30 anos, cerca de 82.000 horas.
Ora, como salário está diretamente proporcional à carga horária de trabalho, o policial militar estará sempre mal remunerado pelos serviços que presta. Elementar. A menos que se legalize sua jornada de trabalho, sendo impedida, nesse caso, a nefasta discricionariedade do Comando.
Verdadeiro absurdo no nosso país, que se diz democrático e defensor dos direitos humanos! Onde estão os defensores dos policiais? Serão os chefes, os governantes?
Todos parecem negar o óbvio alarmante da situação dos policiais militares em serviço. O Comando, comodamente situado na zona de conforto proporcionada pela tecnoestrutura governamental, parece desconhecer que o policial militar atua junto à sociedade e por trás dele há uma família inteira, tornando-o carente de desejos comuns a todo trabalhador: a segurança de seu trabalho e o zelo pelo futuro dos seus entes queridos.
Daí decorrem as piores mazelas que acometem nossa tropa: desilusão de futuro, descrédito na estrutura organizacional, descrença na missão, desmotivação no desempenho, desumana sobrecarga física, acentuado desgaste psicológico, permanente tensão emocional, baixa autoestima profissional, perda do amor corporativo. Enfim, um cipoal doentio que provoca verdadeira doença profissional coletiva, ameaçando a própria instituição.
Aliás, o Coronel PAÚL, em seu blog, há tempos, vem alertando que a PMERJ está “paciente terminal, internada em UTI, com falência múltipla de órgãos.”
NELSON HERRERA RIBEIRO, Cel PM Ref, advogado e professor"


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

POLÍCIA MILITAR - COMENTÁRIOS DÃO CONTA QUE OFICIAIS NÃO ATUAM NO POLICIAMENTO (?)



Prezados leitores, dois comentários anônimos nos causaram surpresa, talvez pelo longo tempo transcorrido após o governador Sérgio Cabral ter nos transferido compulsoriamente para a inatividade, isso alterando o Estatuto dos Policiais Militares diminuindo o tempo de permanência no serviço ativo, retroagindo a aplicação da nova lei.
Sendo anônimos os comentários devem ser analisados com cautela.
Devemos lembrar que como ocorre em todas as instituições (ou empresas privadas), a Polícia Militar é um sistema de papéis, sendo diferentes as atribuições entre os diferentes níveis hierárquicos, algo que começou a ser modificado quando ainda estávamos na ativa, infelizmente. 
Em apertada síntese, considerando os aspectos administrativo e operacional, no contexto histórico que vivenciamos, o Oficial Subalterno (Aspirante, 2o Tenente e 1o Tenente) tinham maior participação na atividade operacional, embora também exercia atividades administrativas. Atuava nas escalas de Oficial de Dia, de Oficial de Operações e de Supervisão. O Oficial Intermediário (Capitão) tinha menor atuação na área operacional, onde atuava como comandante de operações de médio porte e de Supervisor e aumentava a sua carga na área administrativa. Uma tendência que se mantinha com o Oficial Superior (Major, Tenente Coronel e Coronel). O Oficial Superior era empregado no comando de grandes operações e na supervisão.
A atual realidade é outra, não temos dúvida, mas os comentários dão a entender que não existem Oficiais atuando no policiamento ostensivo, algo incompreensível e indesejado.
Aguardamos maiores esclarecimentos sobre o tema.

Eis os dois comentários:

- "Anônimo 
23 de fevereiro de 2017 15:12
A missão principal da Polícia Militar é o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública. 
Por que que os oficiais fogem do policiamento ostensivo e da manutenção da ordem pública? Uma vez que esta, é missão da Policia militar, e a Polícia Militar é composta de oficiais e praças e não só de praças, para que o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública fique só a cargo dos praças. Por acaso, o serviço burocrático fica só a cargo dos oficiais? Por que que os praças podem trabalhar na burocracia e o oficiais não podem trabalhar no combate ao crime. Não foi para isto que ele foram formados? Ou juraram sacrificar a vida se preciso for, à toa? 
Os oficiais são comandantes dos praças que fazem o policiamento ostensivo, só na teoria, porque na prática os praçam trabalham sem comando, por opção dos oficiais e não porque a missão de policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública não diz respeito as suas atividades, faz sim, é missão da Polícia Militar, não diz que é missão dos praças da Polícia Militar, principalmente se levarmos em consideração que a atividade de combate ao crime é a que exige maior responsabilidade, pois são patrimônios e vidas em risco, e não papéis e ordens, para que os oficiais dê menos atenção e prioridade, não faz sentido os cargos exercidos pelos oficiais priorizem a burocracia e não a ordem pública. Estou convicto de que os oficiais são formados para assumires maiores responsabilidades, que as dos praças.
Portanto fica a pergunta: qual das duas missões é a principal – proteger vidas e patrimônios ou manter o serviço burocrático em ordem?" 

- "Anônimo 
23 de fevereiro de 2017 22:02
Sempre me fiz a pergunta que você fez. Por que os oficiais, mestres do ofício, as cabeças pensantes não cumprem a missão constitucional da polícia militar? É muito fácil exigir que outrem faça aquilo que você mesmo não tem coragem de fazer. Senhores, vamos espalhar essa ideia pelas redes sociais e blogs:uma campanha para que os oficiais exerçam a atividade fim da PM. Onde já se viu tropa sem comando de oficial? Acho que é justamente isso que está faltando na PM, oficiais conhecerem a atividade policial militar no teatro de operações. Vamos lá! Sabemos que qualquer oficial terá desempenho acima da melhor média de um praça.
Está aberta a campanha QUEREMOS OFICIAIS PM NO POLICIAMENTO OSTENSIVO. 
#vempraruafazercumpriralei "

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