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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

RÉVEILLON - POLICIAIS MILITARES TERÃO FOLGAS DIMINUÍDAS

"Jornal O Globo 
PM cancela férias para aumentar efetivo no réveillon 
Corporação suspendeu folgas e pode mandar policiais da área burocrática paras as ruas 
ANTÔNIO WERNECK 
25/12/2017 4:30 / atualizado 25/12/2017 8:25 
RIO - Sem dinheiro para pagar o Regime Adicional de Serviço (RAS), programa do estado que remunera policiais que trabalham em seus dias de folga, a Polícia Militar decidiu suspender as férias de cerca de 2 mil PMs, para garantir a segurança dos cerca de 2 milhões de cariocas e turistas que vão esperar a chegada de 2018 em Copacabana (Fonte)".

sábado, 21 de junho de 2014

COPA 2014: PMs DO RIO FIZERAM GRAVÍSSIMAS DENÚNCIAS EM VÍDEOS




Prezados leitores, PMs do Rio de Janeiro que estão trabalhando na Copa do Mundo de Futebol fizeram gravíssimas denúncias contidas em 4 (quatro) vídeos.
Não deixem de assistir, as denúncias são muito graves e demonstram como os PMs são tratados pelo governo Pezão.
A reportagem é da UOL.
Acesse o link e assista os vídeos (clique e assista), o texto está reproduzido a seguir.

"Policial denuncia: falta água no chuveiro e sobra água no feijão na PMERJ 
Vinícius Segalla 
Do UOL, em São Paulo 20/06/201420h50 
Um agente da Polícia Militar do Rio de Janeiro está revoltado. Segundo ele, falta café da manhã e até água em alguns batalhões da PMERJ, mas sobra água no feijão servido aos policiais nos refeitórios onde são alimentadas as tropas. 
Em uma série de quatro vídeos publicados em sequência no site Youtube, o policial - sem mostrar o rosto - exibe a comida que é servida aos policiais do Rio de Janeiro nesses dias de Copa. E reclama: "Só tem água no feijão da Polícia Militar. Tá difícil, tá difícil. Se é numa casa de custódia, meu irmão, (defensores dos) direitos humanos aparecem lá... é brincadeira! E suco? Não tem suco para a gente beber? Nada?" Na sequência, senta para comer seu arroz, feijão e farinha. 
O policial também filma uma janela do refeitório policial, onde ele afirma que existem pombos: "Olha a condição de higiene aqui. Policial que vai trabalhar na Copa, tem que atender bem a população, e olha ali, tem pombo dentro do estabelecimento". 
Em outro vídeo, o mesmo policial filma áreas internas de um batalhão da PMERJ, e narra: "Policiais, hoje de manhã, não tinham água para tomar banho, não tinham água para escovar os dentes e a água que deveria ir para caixa está toda no pátio". Enquanto pode-se ouvir o policial, o vídeo exibe imagens do pátio do batalhão, cheio de água no chão. Para terminar, o policial contrariado reclama do esquema de plantão durante a Copa, que vai impedi-lo de assistir aos jogos do Brasil ao lado de sua família. 
Nesta sexta-feira, o UOL Esporte procurou a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro para que a pasta pudesse se posicionar a respeito do assunto. No site do órgão estadual, há cinco números de telefone para os quais os jornalistas devem ligar em busca de informações. O horário de atendimento informado é de segunda a sexta, das 9h às 19h30. 
Das 18h50 às 19h30, a reportagem efetuou nove tentativas de ligação, para os cinco números de telefone. Ninguém atendeu".

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

RAS - PMs DENUNCIAM EXCESSO DE TRABALHO À ALERJ

O Globo

Os problemas envolvendo os serviços extras relacionados com o RAS e o PROEIS têm sido noticiados com frequência nesse espaço democrático. Não são poucos.
A nossa preocupação se estende ao fato do PM necessitar da folga para a sua recuperação física e emocional. O PM que rotineiramente é escalado em serviços (escala normal + serviço extra) sem folgar, adoece, eis a verdade.
A folga é mais que um direito, a folga é uma necessidade.
Policiais Militares reclamaram na ALERJ sobre esse excesso de serviços.

O GLOBO:
10/12/2013
PMs denunciam excesso de trabalho à Alerj
Extra
O presidente da Comissão Especial da Alerj para elaborar os novos regulamentos disciplinares da a Polícia Militar, Flavio Bolsonaro (PP) criticou a escala de horários estabelecida para os policiais militares durante as festas de fim de ano. De acordo com o parlamentar, o excesso de serviço estaria produzindo “zumbis fardados”, incapazes de garantir até a própria segurança.
- Em Magé, por exemplo, recebi denúncias de que policiais estão saindo de uma jornada de 24 horas de serviço, às 9 da manhã, e sendo escalados no RAS, obrigatoriamente, às 10 da manhã do mesmo dia para trabalhar mais 8 horas. É uma irresponsabilidade colocar zumbis fardados nas ruas, que depois podem vir a ser acusados de trabalhar mal e até serem presos por isso. Trata-se de um descaso com o policial e com a população - afirmou o deputado, em plenário.
A comissão fará audiência pública sobre o assunto na próxima quinta-feira, dia 12 de dezembro, às 14 horas, na Alerj. Estarão presentes o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel José Luís Castro Menezes, e representante do Ministério Público (Fonte).

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O RAS, A KRYPTONITA, OS PMs E O SUPER HOMEM

O governo tirando a folga do PM


Prezados leitores, eu comecei a semana enfraquecido física e emocionalmente, situação vivenciada por todos nós, seres humanos, várias vezes em nossas vidas, diante dos problemas que são inevitáveis. Nenhum de nós consegue ser uma fortaleza inabalável, cada um tem a sua capacidade de resistir aos infortúnios, uns mais, outros menos. 
O meu estado me transportou no tempo e me fez lembrar do Super Homem. Um herói que frequentou a minha infância nas revistas e na televisão. Naquela época era comum ver crianças com tecidos simulando a capa do herói, correndo com os braços abertos, como se estivessem voando. Sonhando que estavam cruzando os céus e que eram invencíveis.
Ele era quase indestrutível, uqse, pois até o homem de aço tinha um fraqueza: o mineral krytonita, oriundo do seu planeta Krypton.
O Super Homem sobreviveu ao tempo é foi revivido nas telas dos cinemas, ele continua invencível e kryptonita continua sendo um problema.
Saindo do mundo da ficção e entrando na realidade, penso que o governo e a população acreditem que existam Super Homens no mundo real, personificados nos Policiais Militares de todo Brasil.
A população quer que o PM seja invencível, capaz protegê-la em cada situação de risco que a vida apresentar, como se o PM tivesse a força, a velocidade e a invulnerabilidade do herói. Por sua vez, o governo quer que ele resista ao acúmulo de estresse físico e emocional, dia após dia, quando impede que o PM tenha as indispensáveis folgas.
Se o PM é um Super Homem, a falta de folgas é a sua kryptonita. 
No Rio de Janeiro, apesar de incorporar milhares de novos PMs nos últimos anos, o secretário de segurança, Delegado PF Beltrame, acabou aumentando as deficiências dos efetivos dos Batalhões de Polícia Militar, ao direcionar todos os recém formados para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Hoje temos mais de 8.500 PMs nas UPPs e temos efetivos de batalhões sucateados, o que fez com que o policiamento ostensivo ficasse enfraquecido, facilitando a ação da criminalidade.
Qual a solução encontrada?
Comprar a folga dos Super Homens, digo, Policiais Militares.
Programas conhecidos como PROEIS e RAS passaram a remunerar serviços extras dos Policiais Militares, os quais se ofereciam para tirar o serviço (uma forma de complementar os salários miseráveis) ou eram compulsoriamente escalados.
A primeira vista remunerar serviços extras é bom, considerando que sempre existiram serviços extras não remunerados, algo que ainda acontece, apesar do surgimento do PROEIS e do RAS, o que deveria por um ponto final em extras não remunerados.
Só a primeira vista, considerando que ao sacrificar a folga, voluntaria ou compulsoriamente, o Super Homem fica exposto à kryptonita, ela o enfraquece ao perder o repouso e o lazer indispensáveis para a manutenção da saúde física e emocional. O afasta do convívio com seus familiares, algo irrecuperável.
A repetição serviço, serviço extra e serviço vai cada vez mais debilitando o Policial Militar, o ser humano que o governo e a população pretendem que seja um Super Homem.
O estresse físico e emocional vai desequilibrando o PM, lenta e continuamente, o tornando cada vez mais suscetível ao cometimento de falhas, inclusive quando faz uso de armas de fogo, o que constitui um grave risco para o PM e para a população.
É por isso que temos muitos Super Homens sentados no banco dos réus no Rio de Janeiro.
A falta de folga é a kryptonita dos PMs do Rio de Janeiro.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PM - RAS e PROEIS - SERVIÇO EXTRA - REMUNERAÇÃO OBRIGATÓRIA

No dia 4 de julho de 2012, postamos um artigo que tratava do serviço extra remunerado implantado na PMERJ por meio do RAS  e do PROEIS, artigo que transcrevemos no presente.
Hoje o nosso objetivo é trazer para reflexão um aspecto que também já comentamos no nosso espaço democrático, uma opinião: a criação dos serviços extra remunerados, forçosamente deve por fim ao serviço extra não remunerado, isso é lógico e justo.
Nada justifica que um PM receba para tirar serviços extra (RAS e PROEIS) em algumas situações e seja escalado para tirar serviços extras em outros momentos gratuitamente.
Tal realidade causa uma diferenciação bizarra que fere mortalmente a boa gestão de pessoal, algo que deve ser uma preocupação constante. 
Isso é injusto e, salvo melhor juízo, pode até ser questionado junto ao Poder Judiciário, pois a natureza do serviço é a mesma: exercer o policiamento. E, nos dois momentos, o PM está sacrificando a sua folga.
Penso que seja a hora do governo determinar que todo serviço extra, inclusive horas extras, seja objeto de pagamento nos valores previstos pelos dois programas oficiais.
Eis o artigo: 
quarta-feira, 4 de julho de 2012 
"POLÍCIA MILITAR - PROEIS e RAS - VENDA DE FOLGAS - SERVIÇO EXTRA 




O governo do Estado do Rio de Janeiro estabeleceu dois programas que em apertada síntese promovem a compra de folgas de Policiais Militares: o PROEIS e o RAS, na verdade o governo importou essa ideia de São Paulo. A leitura das regulamentações evidencia diferenças e semelhanças entre os programas. Eu aconselho que todos e todas leiam os decretos: PROEIS e RAS.
O ponto em comum é que se tratam de maneiras encontradas pelo governo para aplicar mais policiamento, o que é feito através da venda de folgas, ou seja, através do sacrífico dos participantes. Os programas se aproveitam de uma fragilidade dos participantes: a necessidade imperiosa de ter um segundo emprego. Obviamente, o ideal seria que os Policiais Militares e as outras categorias alcançadas no RAS, ganhassem uma remuneração justa e que pudessem usufruir de suas folgas e não vendê-las. Um ponto apresentado como positivo apresentados pelos defensores é o fato de que nos "bicos oficiais" os participantes estão protegidos pela legislação, o que não ocorre no "bicos clandestinos" e isso é uma verdade.
Tenho recebido reclamações sobre os programas, algumas no sentido de que o pagamento das atividades no PROEIS tem atrasado, outras no sentido de que os Policiais Militares estão sendo escalados coercitivamente no RAS. Neste aspecto tenho que reiterar a solicitação de que leiam a regulamentação, pois enquanto a participação no PROEIS é voluntária, a participação no RAS pode ser coercitiva (Artigo 1o). Portanto, o Policial Militar, o Policial Civil, o Bombeiro Militar e o Agente Penitenciário podem ser escalados contra vontade no RAS, desde que sejam respeitados a carga horária e os intervalos entre os serviços. Os defensores do RAS alegam que antes o extra também era obrigatório e não era remunerado, o que também é uma verdade.
Penso que tanto o PROEIS, quanto o RAS, apresentam suas virtudes e seus defeitos, sendo que o principal defeito deles os antecede: o salário miserável que os profissionais de segurança pública do Rio de Janeiro recebem. Caso o salário fosse justo, a existência de um programa de serviço extra, voluntário e remunerado, seria muito bem-vindo e os interessados poderiam participar diante de uma necessidade temporária de auferir ganhos superiores ao salário, isso por algum tempo, pois sacrificar a folga indefinidamente é CRIMINOSO.
Cabe avaliar ainda se o emprego dos profissionais nas escalas normais (24 x 48 horas, por exemplo) já não determina um excesso na carga horária, demandando o pagamento do extra. Além disso, precisam ser avaliadas outras questões trabalhistas favoráveis aos participantes e que possam ser aplicadas em razão do recebimento regular das gratificações.
Por derradeiro, tenho certeza que as associações de classe estão acompanhando o desenrolar da participação dos PMs, BMs, PCs e APs nos programas, fiscalizando o respeito aos direitos de todos. Afinal, esse é um dever de todas elas.
Juntos Somos Fortes!"
É hora de acabar de uma vez por todas com o serviço extra não remunerado na Polícia Militar.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

POLÍCIA MILITAR: TROPA DO 28o BPM RECLAMA DA ESCALA DE SERVIÇO



COMENTÁRIO ANÔNIMO:
"Coronel, sou do 28º mas acredito que toda a OPM sofra com essa escala de 24 X 48. Tem um roteiro a seguir o qual tenho 1h de almoço, 30 minutos de jantar e 4h de sono, contrariando publicação em Bol PM que nos dá 6h de descanso,  estamos todos muito esgotados".
Grato pelo comentário, tenho certeza que o comando adotará as medidas para solucionar o problema.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

POLÍCIA MILITAR – SERVIÇO EXTRA OBRIGATÓRIO – RECLAMAÇÃO


Dias atrás eu postei um artigo sobre o Regime Adicional de Serviços (RAS), que trata da atuação dos Policiais Militares em serviços extras remunerados, atendendo solicitação de um leitor que desejava maiores detalhes sobre o projeto. 
Ontem, recebi a seguinte reclamação: 
"Cel. Paúl, mas uma propaganda enganosa, o RAS não é voluntário, foi imposto a todos os policiais que se cadastrassem no site do PROEIS para que se voluntariasse ou não no RAS através desse site, ela tinha tanto a escolha de ser ou não voluntário, mas mesmo os que escolheram não ser voluntários estão sendo escalados para esse serviço extra remunerado. Então mesmo aqueles que escolhem não tirar o "bico" para ter uma vida mais saudável, para curtir a família ou várias outras justificativas, serão obrigados a trabalhar, mesmo que sendo remunerados não é justo deixar de viver para trabalhar obrigatoriamente! 
Anônimo"
Eu concordo que a folga é uma necessidade, não é algo que possa ser suprimido. Infelizmente, o RAS permite a convocação (o não voluntariado), como podemos constatar no artigo 2º (Leiam). 
Diante dessa verdade, surge uma pergunta: 
- O que ocorrerá com o Policial Militar que cometer um erro em serviço, por exemplo, um erro na execução de um disparo de arma de fogo, quando ele alegar cansaço físico e mental em virtude da supressão das folgas? 
Juntos Somos Fortes!

sábado, 23 de junho de 2012

POLÍCIA MILITAR: SALÁRIOS JUSTOS E VENDA DAS FOLGAS


 
O governo estadual implantou dois programas na PMERJ (PROEIS e RAS) os quais em síntese têm como objetivo reforçar o policiamento nas ruas através do emprego de Policiais Militares que estão de folga, pagando uma gratificação por cada folga que os militares vendem. Assim o governo oficializou o “bico”, o segundo emprego. Sem dúvida, se comparamos a informalidade do “bico” por meio da prestação de serviço de segurança (via de regra) para particulares, com o “bico oficial” no qual o Policial Militar trabalha no segundo emprego atuando no policiamento ostensivo, a nova modalidade é vantajosa para todos: população, PMERJ e Policial Militar. A crítica que se faz é que o caminho correto seria pagar salários justos aos PMs para que eles pudessem usar as suas folgas para o descanso, o lazer e a convivência com seus familiares.
Diante dessa realidade, proponho uma reflexão.
Certamente, antes de implantar esse trabalho nas folgas, o governo fez um estudo para avaliar se os PMs suportariam essa sobrecarga de serviço, considerando o desgaste físico e emocional da atividade. O resultado só pode ter sido na direção de que os PMs suportarão, tanto que os programas foram implantados, existindo um limite máximo de doze serviços de oito horas por mês.
Pergunto:
Por que não reestruturar as escalas de maneira que os PMs tirassem por mês a soma dos serviços normais e das folgas vendidas, incorporando a gratificação no salário?
Segundo a mídia a SESEG informou que um Soldado PM ganha por mês cerca de R$ 1.600,00 e que vendendo doze folgas ele ganharia mais R$ 1.800,00. Portanto, alterando a escala ele trabalharia dentro do limite considerado adequado pelo governo e o salário dos Soldados da PMERJ passaria para R$ 3.400,00.
Parece um raciocínio simplório, mas esconde uma dura verdade.
Por que o governo não faz isso?
Qual seria o problema?
Fácil, o governo não quer pagar esse salário para todos os ativos e nem para os inativos.
O atual governo estadual a cada dia estabelece novos meios de pagar mais para poucos, relegando a maioria dos ativos e a totalidade dos inativos aos salários miseráveis.
Tropa dividida, tropa fraca.
Se você ainda tem alguma dúvida, procure um Coronel PM da ativa que reclame do governo estadual. Adianto que não vai achar um, tendo em vista que as gratificações recebidas são espetaculares.
Tropa dividida, tropa fraca.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

RIO: POLICIAIS MILITARES RECEBEM SALÁRIOS MISERÁVEIS MAS PODEM VENDER SUAS FOLGAS


O Rio de Janeiro tem inovado em termos de segurança pública, isso ninguém pode duvidar.
Na área administrativa criamos a avaliação seletiva sobre a inservibilidade dos novos imóveis. Descobrimos que os próprios utilizados pela Polícia Militar que estão situados em áreas nobres, onde os imóveis e os terrenos são muito valorizados (Centro e Zona Sul do Rio de Janeiro) são obsoletos e devem ser vendidos. Interessante destacar que só descobrimos tal aspecto nas áreas nobres, vendendo o Quartel General (Centro) e estando em vias de vender batalhões da Zona Sul. Os próprios utilizados pela corporação e situados em áreas menos valorizados (Baixada Fluminense, por exemplo), esses não são obsoletos, penso que sejam tidos como modernos e eficientes. 
Além disso, vez por outra, ouvimos que a intenção é diminuir a atividade administrativa para priorizar a operacionalidade, mas continuamos aumentando as estruturas administrativas criando um comando intermediário para gerenciar as UPPs, por exemplo. As UPPs poderiam (deveriam) ser comandadas pelos comandantes dos batalhões operacionais, onde elas estão situadas, integrando o policiamento, isso sem aumento de estruturas e de custos. Seguimos na mesma direção ao acabar com o BPFMA e criando outro comando intermediário. Lembro que esses comandos intermediários distribuem uma série de gratificações para os Oficiais, aumentando sobremaneira os custos para os cofres públicos e de forma desnecessária.
Na gestão da área operacional as novidades mais recentes são muito interessantes no que diz respeito ao efetivo. Primeiro, para compensar os salários miseráveis pagos aos Policiais Militares, as escalas melhoraram, aumentando as folgas. O tempo foi passando, as UPPs viraram o principal "cabo eleitoral" do governo estadual, todos os novos Soldados formados no CFAP - 31 de Voluntários foram destinados para elas e os batalhões operacionais - cada um responsável por policiar vários bairros -, foram ficando cada vez com menos efetivo. Nessa realidade, veio a ideia brilhante no sentido de copiar um programa usado em São Paulo, no qual o PM vende a sua folga e participa do "bico oficial" trabalhando nas ruas, nascendo o PROEIS. Nos últimos dias diante ainda da falta de efetivo nos batalhões, criaram um novo programa o RAS, onde o PM também vende as suas folgas participando do "bico oficial". Sem dúvida, ideia brilhante, vender as folgas para "aumentar" o efetivo nas ruas.
Interessante destacar que apesar do efetivo da PMERJ estar sendo aumentado aos milhares, através da facilitação das provas do concurso, esses PMs não aparecem nas ruas, todos estão nas UPPs.
Vivemos a gestão da modernidade, na qual as folgas não servem para a recuperação física/mental do Policial Militar e para o seu convívio no seio familiar, elas servem para serem trocadas por dinheiro e para aumentar o efetivo nas ruas, não importando em que condições de desgaste o homem estará submetido.
Por derradeiro, não posso deixar de registrar o novo conceito de remuneração implantando no qual o Policial Militar recebe mais de gratificação (venda das folgas) do que de salário mensal.
É a PMERJ rumando para o futuro!
Só não nos perguntem onde iremos chegar...
Juntos Somos Fortes!

domingo, 17 de junho de 2012

BELTRAME PROMOVE UM GIRO DE 360 GRAUS NA POLÍCIA MILITAR


Prezados leitores, bom dia!
Dias atrás publicamos o artigo "Polícia Militar; Trocamos salários por escalas, promoções e gratificações". Nele comentamos que ao longo dos últimos anos os governos ao invés de conceder salários justos para os Policiais Militares, trocaram esse direito pela concessão de escalas com maior intervalo entre os serviços, promoções por tempo de serviço e gratificações para alguns grupos (Leiam).
Hoje, o jornal O Dia publica uma entrevista com o secretário de segurança pública Beltrame, onde ele destaca um projeto copiado do estado de São Paulo, o "bico oficial". Nele o PM vende a sua folga para o governo e trabalha nas ruas, o que se resulta em algo positivo para o bolso, certamente significa em algo negativo para a saúde física e mental desse PM (Leiam).
Beltrame, promove um giro de 360 graus na segurança pública, ou seja, volta ao ponto inicial.
Primeiro, o governo trocou dinheiro (salário digno) por folga, agora troca a folga concedida por dinheiro (gratificação).
O resultado final é que os salários justos continuam não sendo pagos, mas um pequeno grupo de ativos acaba sendo compensado pela venda das folgas. Nessa realidade, os inativos e a maioria dos ativos (a maioria não poderá participar do programa)  são os penalizados.
Um giro de 360 graus, piorando a folga novamente e só gratificando alguns.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 10 de junho de 2012

POLÍCIA MILITAR: TROCAMOS SALÁRIOS POR ESCALAS, PROMOÇÕES E GRATIFICAÇÕES


Eu sou um crítico ácido do governo Sérgio Cabral (PMDB), sobretudo na área da segurança pública, mas nunca deixei de reconhecer que o atual governo não é o único responsável pela grave situação experimentada pela Polícia Militar, considerando que a maioria dos problemas se iniciaram em governos anteriores. As minhas críticas são direcionadas a não solução dos problemas já existentes e à criação de novas e graves mazelas pelo governo em exercício.
Feita a ressalva, passo a tratar de alguns problemas que estão se agravando a cada dia na bicentenária PMERJ, tendo o salário como fato gerador.
Nós, Policiais Militares, Oficiais e Praças, adquirimos um hábito devastador com relação ao futuro institucional. Nós aceitamos trocar salários justos e dignos por outros benefícios, por assim dizer.
Primeiro, trocamos salários justos por melhorias nas escalas.
O governo ao invés de conceder salários adequados, aumentou o intervalo entre os serviços, permitindo assim que os Policiais Militares pudessem ter mais tempo para trabalhar no "bico". Trocamos salários justos para podermos trabalhar mais no "bico", isso para dar dignidade aos nossos familiares. Um erro. A luta deveria ser por salários dignos, isso sem desistir de melhorar as escalas, mas para podermos usufruir das folgas.
A segunda troca foi a de salários justos por promoções.
Novamente, o governo não concedeu salários justos, mas criou um plano de carreira baseado em promoções unicamente por tempo de serviço. Novo erro. É fato que a promoção acaba significando um pequeno aumento de vencimentos, mas nem de longe o acréscimo é significativo. Na verdade, o plano de carreira desqualificou e segue desqualificando cada dia mais a tropa da PMERJ, pois continua a pleno vapor e não representou o aumento desejado de salário. Tal desqualificação está sendo agravada com a formação aos milhares de novos Soldados, para atender interesse governamental.
A troca mais recente é a de salários dignos por gratificações.
Mais uma vez, o governo usou uma tática para não conceder salários justos para ativos e inativos, ele passou a gratificar grupos de ativos, variando as gratificações em função da atividade desenvolvida pelo grupo. Aos inativos restaram apenas pequenos reajustes, criando um abismo entre os vencimentos dos ativos e inativos, pondo fim à paridade. Isso sem falar nas discrepâncias que cria entre os próprios ativos, considerando que dependendo da Organização Policial Militar onde servem, um Soldado PM pode receber mais que um Terceiro Sargento PM. Nós erramos novamente, ao aceitarmos tal situação.
A conjunção desses problemas resulta uma verdadeira catástrofe institucional: Efetivo agigantado, desqualificado e desvalorizado.
A gravidade é geometricamente aumentada em face da completa subserviência da corporação ao poder político, que não encontra qualquer resistência para impor as suas vontades, por mais que elas sejam prejudiciais à Polícia Militar.
Diante desse quadro, o futuro da PMERJ não é promissor, muito pelo contrário.
A venda do Quartel General poderá ser um marco: o início do fim.
Juntos Somos Fortes!