1) CARTA AOS CIDADÃOS DE BEM DO RIO DE JANEIRO.
Queremos policiais com a filosofia do policiamento comunitário, mas formamos policiais desrespeitados e mercenários! Todos nós - estado e sociedade -, queremos uma polícia melhor; sobretudo, uma Polícia Militar melhor. Queremos uma polícia comunitária, uma polícia inteligente, educada, civilizada e sensível às mazelas do cidadão comum; queremos uma polícia que respeite os limites da legalidade e seja capaz de entender as teorias de Earle (1980), "teorias baseadas nos princípios de Douglas Mcgregor", onde o estilo tradicional e autoritário de administração (teoria X) e o estilo democrático e participativo (teoria Y) são comparados para chegar à conclusão de que a INTERAÇÃO COM O PÚBLICO E OUTRAS ORGANIZAÇÕES deve nascer das convicções da teoria Y em que o policial é um cidadão livre, respeitador dos direitos e funcionário público a serviço do cidadão livre para que a polícia possa materializar uma participação polícia-povo viável.
Assim é que o chamado policial "Z" (policial da teoria Z concebida em 1969 por Abraham Maslow), é aquele que ultrapassou as qualidades dos profissionais da teoria "Y", o chamado policial do futuro (muito mais evoluído do que o que se esperava com a teoria Y) sempre aclamado nos discursos dos cientistas sociais...
Então eu pergunto: como teremos um policial excelente se permitimos o estado e a própria administração tratá-lo como "subcidadão" desrespeitado nos mais elementares direitos?
Não lhes parece contraditório gostar de ver os policiais de UPP jogando futebol com os meninos de comunidades carente e, ao mesmo tempo, sendo tratados, intramuros de quartel, pela força dos textos dos AI-5 atuais (restrito aos PM e BM)?
Temos uma sociedade que evoluiu bastante, da ditadura militar para cá; mas ainda permitimos uma polícia antiquada, autoritária, militar e descumpridora do respeito e do direito... principalmente o respeito e o direito do seu público interno. Então vivemos mergulhados na dualidade: o mau policial bom e necessário(forjado com maldades) e o bom policial mau e desnecessário(forjado com maldades e adornado pelas utopias e hipocrisias das respectivas academias e das mentes doentias e com o aval do poder estatal).
Salvem-nos, quem puder!
Sgt PM Foxtrot.
2) Quando a ordem pública estiver gravemente ameaçada, lá eu estarei- independente de gratificação - cumprindo com o meu dever mesmo que o serviço se alongue: prontidão, "n" horas além da escala prévia e etc.; mas é inadmissível usar as horas do sagrado descanso de um trabalhador para fazer propaganda de governo.
Coronel Paul,
O senhor tem o meu respeito desde que eu era recruta, e continuará tendo; mas não posso deixar de falar que o nosso oficialato ativo não levanta único dedo para defender a própria tropa... Então é preciso voltar ao texto "A Polícia Militar Ajoelhada..." para ver que todas as sacanagens que as Praças têm sofrido possuem origem: a falta honra.
Analisando o Decreto que instituiu o RAS, Dec. nº 43,538 de 03 de abril de 2012, publicado também no Bol PM nº 064 do dia seguinte, nota-se a redação do texto ter deixado clarividente a "convocação" de policiais para a parte do programa citada no Art 1º, nos incisos I (necessidades temporárias de pessoal subordinado às respectivas secretarias)e II (grandes eventos até 2016 e outros de acordo com a vontade do governador); contudo, para emprego dos agentes pelos incisos III e IV do mesmo artigo daquele diploma, há necessidade de voluntariado para o trabalho adicional.
Ora, deixaram o texto dos incisos fortalecendo o emprego dos homens (praças) de maneira vulgar, bastando, somente, que o "político" os queira trabalhando como os oficiais sempre quiseram fazer com as praças, mas não havia respaldo jurídico para tal: trabalho excessivo em detrimento da vida pessoal. Em polícia ostensiva, sempre haverá necessidade de efetivo, isto é indiscutível: parte pede baixa, parte é aprovada em outros concursos, parte é baixada nos hospitais, parte morre em serviço ou de folga, parte é reclusa pela justiça ou pela administração e outra parte é excluída a bem da disciplina (ou licenciada). Portanto, considerando as peculiaridades da violência no estado/RJ, nunca teremos o número de pessoal pronto para o serviço em proporcionalidade com a população.
Adequado seria pagar um salário condizente com as escalas e horários para, então, aumentar o policiamento de acordo com as necessidades de cada área de policiamento (mesmo que as escalas de serviço tenham que ser diferentes do desejado 24 X 72). Agora, pagar ridiculamente e querer o milagre da multiplicação massacrando o descanso? Nunca admitiram haver verbas para aumento salarial, mas para pagar RAS e PROEIS têm, além haver dinheiro para pagar as gratificações dos cedidos a outros órgãos e unidades especiais.
Hora extra não pode ser vista como programa de governo, porque é tempo de trabalho excedido ao normal pelo trabalhador (em continuidade ao horário regulamentar). Aliás, nós, militares estaduais, sempre fizemos horas extras sem remuneração porque nossas missões já são diferenciadas das missões dos operários convencionais (CLT)... Então que diabos de Regime Adicional de Serviço é este? Um regime que obriga o homem a abrir mão, indiscriminadamente, do lazer, da saúde física e psicológica, da religião, dos estudos e, por fim, da própria família (pois todo dia é dia de incerteza sobre quando poderá se dedicar aos itens enumerados).
Salve-se quem puder.
Sgt Foxtrot.
3) Sr. Cel estão sendo escalados no RAS não voluntários, PMs de férias, PMs de licença médica, licença especial e até presos... Isso está ridículo, será que isso não vai pra mídia? O que está acontecendo que ninguém fala nisso? É escravidão!
Anônimo
4) Boa tarde! Sr.Cel.Paul, ainda bem que temos o Sr.para contar, desabafar, eu acredito que através do sr. iremos vencer essa luta contra o serviço escravo do RAS. Estou ao ponto de surtar, só vivo por conta desse RAS, com ÓDIO NO CORAÇAO, LOGO EU UM POLICIAL QUE ALEM DE CUMPRIR com os deveres, sempre tratei o próximo com respeito e amor; sempre me orgulhei de ser policial militar. Não tenho punição alguma, sempre me dediquei a PM e agora devido eu estar sem FOLGAAAAAAAAA! ao ponto de explodir com esse sv escravo, sem direito de defesa, sou tudo ao contrario daquele policial exemplar que minha família tinha orgulho e respeito, agora eles sentem medo de mim, devido a minha conduta. Sr.Cel.Paul, se ninguém tomar uma providencia, mudar essa situação, não sei onde chegarei, a PM irá perder um grande policial, onde um dia serviu de orgulho e incentivo para os meus próximos querer ingressar nessa policia militar de m... ou ainda não. Um forte abraço Cel. que Deus nos proteja.
Anônimo.
5) É caros amigos, durante três anos e meio trabalhei fazendo 36 hs de serviço , 12 hs para o português e 24 hs para a PMERJ . Sabem o que eu arrumei ? Nada , apenas a cabeça branca como neve,a natureza tratou de tingir os meus cabelos Hoje não faço mais segurança para ninguém. E me vem agora um tal de RAS planejado de forma arbitrária me obrigar a trabalhar na minha folga.Estão desrespeitando além das folgas dos policiais,a hierarquia da PMERJ. Onde já se viu SGT,s bancando POs pelas ruas da cidade ? Não que isso diminua os SGTs, mas foge da função destes graduados. Quero lembrar aos nobres colegas que, não podemos fazer greve, mas nós praças somos os Homens que fazem o trabalho do batalhão aparecer. Sendo assim,não custa nada fazer uma operação padrão. Não podemos nos omitir, mas não custa nada deixar a ocorrência bem mais longa do que de costume. Esta é uma forma de mostrar a nossa indignação.Lembrando do nosso ultrapassado regulamento,devemos folgar às 48 hs sempre que trabalhar-mos 12 hs noturnas.ignorem a escala do dia seguinte o RAS é escravidão.Ou voltamos aos tempos da ditadura? Hoje existem CORONÉIS que para não perderem o comando de seus batalhões, estão sugando o sangue da tropa com escalas e serviços massacrantes. Sempre que responderem um DRD, principalmente se for por causa da escala do RAS, tirem cópia do documento, posteriormente poderá servir para entrar na justiça ou até mesmo para exibir na televisão como forma de protesto. Desabafo de um SGT revoltado.
Anônimo.
6) Não aguento mais esse tal de RAS sem me inscrever fui escalado 3 vezes em todas as minhas folgas de 48hs...os dois dias seguidos.....não me interessa se faz oito horas ou não...o caso que NÃO quero e não sou voluntário....tenho quase 13 anos de serviço sem nenhuma falta e sequer atraso.....mais AGORA vou para minha terceira falta no RAS...não posso gastar dinheiro para ir trabalhar,ainda mais longe do batalhão em q trabalho e morro. Isso é um absurdo, vamos ver o q vai dar....já estou procurando meu advogado para mais essa briga....
Anônimo.
Juntos Somos Fortes!