JORNALISMO INVESTIGATIVO

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

O BURNOUT E OS INDICADORES PSICOPATOLÓGICOS EM POLICIAIS



Prezados leitores, sugiro a leitura do artigo publicado em Portugal e uma reflexão sobre qual deve ser a situação dos Policiais Militares do estado do Rio de Janeiro sobre o Bornout..

"AGÊNCIA LUSA
Investigação alerta para burnout dos polícias 
Quando chegam à profissão estão bem, mas estudo mostra que progressão do mal-estar psicológico, cansaço emocional e stress crónico no trabalho aumentam à medida que os polícias vão sendo colocados no terreno. Burnout é típico em pessoas altruístas que se dedicam muito ao emprego. 
6 de setembro de 2015, 19:11 
Os polícias portugueses apresentam bom estado psicológico no primeiro ano de serviço, mas à medida que vão para o terreno registam mais problemas psicológicos, que no limite podem levar ao suicídio, alerta uma investigadora da Universidade do Porto. 
A agência Lusa teve acesso a estudos realizados pela investigadora Cristina Queirós, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, em conjunto com psicólogos da Divisão de Psicologia da PSP, sobre o Burnout e indicadores psicopatológicos em polícias, que revelam que os jovens agentes da PSP, colocados em Lisboa, apresentam no seu primeiro ano de serviço efectivo “valores baixos de burnout”, “bom estado psicológico” e “realização profissional boa”. 
O Burnout e indicadores psicopatológicos em polícias e outros estudos científicos vão ser apresentados no III Congresso Internacional sobre Condições de Trabalho, que vai decorrer na quinta e na sexta-feira, no Porto. 
A investigadora diz que a progressão do mal-estar psicológico, cansaço emocional e stress crónico no trabalho aumentam à medida que os polícias vão sendo colocados no terreno, principalmente no actual momento de crise, em que são confrontados com “mais exigências emocionais” e “cada vez menos recursos”. 
Os polícias enfrentam pessoas que também lidam com mais dificuldades e se tornam mais exigentes, explica, e, também por isso, vão “piorando do ponto de vista psicológico”, pois diminui a realização profissional e a motivação para as tarefas, aumentando a exaustão emocional, proporcionando o aparecimento da síndrome de burnout, uma reacção ao stress crónico no trabalho que se caracteriza por três grandes dimensões. A primeira é a exaustão ou cansaço emocional do sujeito que se levanta já cansado para o trabalho, está cada vez mais desmotivado, mais triste e que no limite pode conduzir ao suicídio (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

POLICIAL MILITAR EFETUOU DISPAROS CONTRA GABINETE DO COMANDANTE DO BATALHÃO

Prezados leitores, nós recebemos mensagens dando conta que um Policial Militar teria ¨surtado" e efetuado disparos contra o gabinete do Comandante do 27o BPM e no pátio do batalhão.
Vamos aguardar a confirmação ou não.
A seguir a foto encaminhada.




Juntos Somos Fortes!

 PS: Fato foi confirmado conforme matéria do jornal O Dia (Link).

segunda-feira, 3 de abril de 2017

VÍDEO - AÇÃO DOS POLICIAIS MILITARES DO 41o BPM - TIRE SUAS CONCLUSÕES

Prezados leitores, a ação dos Policias Militares do 41o BPM na comunidade de Acari está gerando uma série de interpretações.
Temos observado opiniões diametralmente opostas até de Coronéis PM.
Diante de tantas discordâncias, nada melhor que assisterem o vídeo e tirarem suas próprias conclusões:


   


Juntos Somos Fortes!

domingo, 2 de abril de 2017

RIO - TRAFICANTES - VOCÊ RECONHECE ALGUM DESSES "ANJINHOS"

Prezados leitores, assista o vídeo e verifique se reconhece alguém.






Juntos Somos Fortes!

CONFRONTO EM ACARI: "HUMANAMENTE COMPREENSÍVEL", AFIRMOU COMANDANTE GERAL DA PMERJ



Prezados leitores, o Comandante Geral da PMERJ, Coronel PM Wolney Dias, concedeu entrevista sobre o confronto que ocorreu em Acari.

"Jornal O Dia
'Humanamente compreensível', diz Wolney Dias sobre execução em Acari 
Comandante-geral da PM afirmou ainda que não afastará o comandante do batalhão de Irajá e que vai intensificar cursos de reciclagem de PMs 
01/04/2017 16:04:18 
Rio - Após dois policiais militares do 41º BPM (Irajá) serem presos por executar dois homens, em Acari, na Zona Norte do Rio, o comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias, disse que não irá afastar o comandante do batalhão e que vai intensificar os cursos de reciclagem de policiais militares para que situações assim não se repitam. “Não avalio como erro do comando. O comandante não irá ser afastado por isso. O que vamos fazer é intensificar as nossas abordagens de tiros e melhorar o treinamento baseado no relatório de vitimização policial, estudo que estamos fazendo.” 
Wolney afirmou que o vídeo da execução de suspeitos em frente à escola onde Maria Eduarda foi morta o “chocou”, mas disse compreender. “Claro que não concordo. Mas é humanamente compreensível baseado no estresse que esses policiais vivem. Esse ano foram 46 policiais mortos. O PM já atua sob fortíssimo estresse. Estamos em uma guerra, em que o policial atua sob risco de morrer. O vídeo que circulou de um policial agonizando no chão, sem ser socorrido, criou um abalo e grande impacto nos policiais que estão na linha frente”, disse (Leiam mais)". 

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

IMAGINEM O NÍVEL DE CORTISOL NOS POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO...



Prezados leitores, o artigo que publicamos teve como público alvo policiais americanos.
Leiam o artigo e imaginem como deve estar nível do hormônio do estresse (cortisol) da maioria dos Policiais Militares do estado do Rio de Janeiro.

"Superinteressante 
Saúde
Policiais desenvolvem resposta hormonal bizarra ao estresse
Estudo relacionou a rotina traumática a um desequilíbrio hormonal - e elencou as 5 situações mais estressantes no dia a dia de um policial 
Por Ana Carolina Leonardi 
7 fev 2017, 19h29 - Atualizado em 7 fev 2017, 20h31 
Trabalhar na linha de frente da segurança pública tem efeitos diretos na forma como o corpo responde ao estresse, segundo um estudo da Universidade de Buffalo. A pesquisa avaliou os níveis de cortisol na saliva de policiais estressados – e notaram um padrão bem diferente (e mais prejudicial) que o normal. 
Primeiro, eles dividiram os policiais entre muito estressados e pouco estressados. Para isso, tiveram que criar um “Índice de Estresse Policial” que também revelou um ranking dos eventos que policiais consideram mais perturbadores no dia a dia. 
Eleita como a pior situação no trabalho foi ver uma criança seriamente agredida ou morta. Ficou na frente de tirar a vida de alguém e perder um colega em serviço. 
Ranking de trauma 
1. Criança agredida ou sem vida 
2. Matar em serviço
3. Ver colega ser morto em serviço
4. Ter que usar a força contra alguém
5. Ser atacado por alguém
A pesquisa, feita com 366 oficiais, também mostrou que policiais de Buffalo enfrentam umas dessas 5 situações mais de 2 vezes ao mês. (Imaginem com a frequência que enfrentam os PMs do Rio de Janeiro)
De acordo com a frequência com que viviam estas situações perturbadoras, eles foram divididos em três grupos, de baixa, média e alta exposição a estressores (Leiam mais)". 

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

VIDA DE PM NO RIO: DESPREZADOS, DOENTES E COM MEDO - REVISTA ÉPOCA - 04 FEV 2016



Prezados leitores, a reportagem é de 2016, hoje nós a republicamos considerando que a triste realidade dos Policiais Militares no Rio de Janeiro piorou mais ainda nesse período de um ano da publicação da matéria.

"Revista Época
Vida de PM no Rio: desprezados, doentes e com medo
Malvistos pela população e caçados pelos criminosos, os policiais militares do Rio de Janeiro estão abalados como soldados em guerras e mais suscetíveis a cometer erros fatais
HUDSON CORREA E RAPHAEL GOMIDE
04/02/2016 - 08h05 - Atualizado 04/02/2016 08h51 
Todos os dias, na hora de sair de casa para o trabalho, Bianca Silva ouve o apelo da filha, de 9 anos. “Mamãe, você vai morrer?”, diz Maria, que, invariavelmente, chora e abraça forte a mãe. “Por que você não escolhe outra profissão?” Bianca é capitã da Polícia Militar do Rio de Janeiro e, desde setembro de 2014, é toda a família que Maria tem. O pai, o capitão da PM Uanderson Silva, foi morto aos 34 anos durante um confronto com traficantes no Complexo do Alemão. Comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, a mais violenta entre as favelas incluídas no programa, Uanderson foi morto pela bala de um de seus soldados ao ficar no meio do fogo cruzado. Bianca passeava em um shopping quando recebeu a notícia de que o marido havia sido baleado. Antes de ir ao hospital, passou no batalhão para trocar o vestido pela farda, temendo que o ciumento Uanderson reprovasse o traje de passeio. Uanderson morreu antes que ela pudesse vê-lo. “Os danos psicológicos são inevitáveis”, diz Bianca. “O tempo inteiro nós convivemos com o medo de morrer.” Bianca não cogita desistir da profissão, apesar da tristeza da filha, que toma tranquilizantes e é acompanhada por psiquiatras da Polícia Militar. 
Bianca e Uanderson se conheceram na academia de formação de oficiais da PM do Rio de Janeiro e trabalhavam na mesma região. Só no primeiro semestre do ano passado, policiais das UPPs do Complexo do Alemão e da Penha estiveram envolvidos em 260 tiroteios, mais de um por dia. Na favela Nova Brasília, o clima entre policiais e moradores é de animosidade. A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado. Para amainar a situação, no passado Bianca considerou criar um programa de distribuição de presentes no Dia das Crianças. Mas o projeto minguou, segundo ela, pela resistência da população local. “Sentia o medo das crianças em falar comigo”, diz. “Elas crescem com a visão de que o policial é violento.” 
É comum entre os PMs a percepção de que a população sente medo, repulsa e até certo desprezo por eles, como mostra a pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita recentemente pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. Para a maioria dos policiais entrevistados, os sentimentos dos moradores em relação a eles são de ódio, raiva, aversão, desconfiança, resistência e medo. O cabo Rodrigo Cunha sentiu isso nas vielas do Morro São Carlos, onde uma UPP foi instalada em 2011. “Existem lugares em que o Estado está lá de intruso”, diz. “Você dá bom-dia à criança e a mãe vem correndo levá-la embora. ‘Não fala com polícia.’ Acham que seria melhor se nós não estivéssemos lá.” Comerciantes se recusavam a vender garrafas de água a Rodrigo e moradores cuspiam no chão quando ele e os colegas passavam. 
Barbaridades cometidas por alguns PMs ao longo dos anos, como tortura, agressões, execuções de inocentes e fraudes para camuflar assassinatos a sangue-frio, criaram essa rejeição em parte da população. Para ficar em um exemplo rumoroso, desde julho de 2013 não se sabe o que aconteceu ao pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser levado para a sede da UPP da Rocinha. Vinte e cinco policiais da unidade são acusados de participar da tortura, morte e do sumiço do corpo. Nesta semana, oito PMs foram condenados. Chagas como essa não apenas não cicatrizam, como contaminam a rotina dos policiais que trabalham direito. ÉPOCA entrevistou militares, levantou estatísticas e teve acesso a pesquisas inéditas sobre a situação-limite em que vivem os policiais do Rio de Janeiro, como mostram os quadros desta reportagem. Os policiais têm índices piores que a média da população de doenças causadas por sedentarismo, sentem-se desanimados, com medo, e usam álcool, remédios e drogas. Os policiais sabem que são malvistos, sentem-se ameaçados e têm muito, muito medo de morrer – justamente por serem policiais. 
O curso de formação de praças da Polícia Militar do Rio de Janeiro ensina os aspirantes a policial a agir, em todos os sentidos. Há algum tempo, entre as orientações eles aprendem a ocultar a profissão e sobreviver em uma cidade violenta, refratária a eles. Os policiais ouvem que devem usar o carro, em vez do ônibus, para ir trabalhar. Mais: devem esconder a farda no porta-malas ou no banco traseiro, sempre pelo avesso e dentro de um saco escuro. Todos os dias, o soldado Antônio Matsumoto, de 34 anos, passa cerca de três horas no trânsito para chegar ao quartel na Tijuca, na Zona Norte da cidade. Chegaria mais rápido se fosse de trem ou metrô, mas tem medo de assaltos: a farda na mochila pode ser uma sentença de morte, como foi em outubro para o sargento Fernando Monteiro, assassinado a tiros de fuzil quando assaltantes encontraram seu uniforme. Parceiro de Matsumoto no patrulhamento diário, Fábio Terto, de 33 anos, é obrigado a ir de trem para o trabalho. Depois de fardada e armada, a dupla vai de ônibus para o patrulhamento, uma novidade para aproximar os agentes da população. Matsumoto fica de pé na porta perto da catraca, com a mão na pistola, enquanto Terto se posta na porta traseira. A aflição é total. Ninguém olha para ninguém. Como eles, 81% dos policiais acham que vivem “em risco constante (Leiam a reportagem completa)”. 

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

RIO - A POLÍCIA MILITAR ESTÁ DOENTE

Prezados leitores, ontem foi revelado o número de Policiais Militares afastados do serviço por licença médica pela clínica de psiquiatria. 
O número deve ter causado surpresa em quem não é Policial Militar, tendo em vista que os integrantes da instituição sabem que esse número deveria ser muito maior, existindo uma cifra negra composta pelos que estão doentes e que não procuram o atendimento médico para não serem afastados do serviço
O estresse físico e emocional atinge significativa parcela dos Policiais Militares que trabalham no policiamento ostensivo. 
Um quadro que está se agravando com os problemas da falta de pagamento. 
São esses Policiais Militares que estão nas ruas para servir e proteger a população. 




"Jornal O Globo 
Em apenas um ano, PM concedeu 1.398 licenças psiquiátricas 
Estresse e a depressão estão entre as principais causas de afastamento do serviço nos quartéis do estado 
POR CAIO BARRETTO BRISO, ELENILCE BOTTARI E JÚLIA AMIN 31/01/2017 4:30 / atualizado 31/01/2017 8:19 
RIO — Tudo começou com um mal-estar. Depois, a batida acelerada do coração se tornou algo frequente na vida do policial militar José (nome fictício). Veio ainda uma dor de cabeça crônica. Uma sensação de desespero o atormentava, “uma vontade de desistir de tudo”. E o medo de morrer nunca mais o abandonou. José viveu um drama silencioso durante anos. Com uma década de vida militar, não tinha coragem para pedir ajuda. Aprendeu, no curso de formação de praças, que um policial deve suportar tudo. Contra sua vontade, foi encaminhado por um médico do Hospital Central da PM para o setor de psiquiatria. Resistiu até o dia em que seu próprio comandante atendeu ao pedido da equipe médica. Foram sete meses em tratamento, com consultas frequentes a um psicólogo militar, tomando remédios para depressão e controle de agressividade, como Rivotril e Donarem. Há um ano, José voltou ao trabalho, mas em funções administrativas. Foi proibido de portar arma e, por isso, perdeu sua segunda renda, os “bicos” que fazia como segurança (Leiam mais)". 

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

EM TEMPOS DE CRISE, CUIDE DO SEU CORAÇÃO

Prezados leitores, vivenciando essa crise criada pelos governos Cabral e Pezão é enorme o estresse físico e emocional dos servidores públicos, dos militares (Bombeiros e Policiais Militares), inativos (aposentados) e pensionistas.
Nesses momentos é muito importante se preocupar com a saúde física e mental.
Aconselhamos que assistam a esse breve vídeo que contém informações importantes.




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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CORONEL PM PAÚL - ENTREVISTA PARA A REDE RECORD - ESCLARECIMENTOS



Prezados leitores, agradecemos, mais uma vez, a oportunidade de prestarmos esclarecimentos à população através de entrevista concedida à Rede Record.
A entrevista realizada na tarde dessa quinta-feira e exibida no Jornal da Record, sendo que sofreu muitos cortes, mas isso é normal.
Na entrevista tratamos do problema salarial e o reflexo no aspecto emocional do Policial Militar (os dois pequenos trechos exibidos trataram dessa parte); da situação das viaturas (depanagem); do desvio de dinheiro público e da incompetência na gestão da segurança pública.
A Record costuma repetir a entrevista em outros jornais, apresentando trechos não exibidos na primeira exibição e/ou trechos maiores.
Logo que for disponibilizado o vídeo no site R7 nós o publicaremos.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

COI: OLIMPÍADA DO RIO DE JANEIRO É UM TESTE DE ESTRESSE




Prezados leitores, o Comitê Olímpico Internacional torce para não se repetir os problemas da Olimpíada do Rio de Janeiro.

"Jornal do Brasil 
04/08 às 17h12 - Atualizada em 04/08 às 18h35
COI diz que Olimpíada no Rio é "teste de estresse"
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou nesta quinta-feira (4) que espera que "nunca mais" o movimento olímpico passe por um "teste de estresse como ocorreu no Rio de Janeiro". 
"Se o modelo financeiro passou por esse teste de estresse aqui, isso significa que ele é mais que robusto. A crise no Brasil é talvez a pior da história. É uma crise de estado, social, econômica. Existem desafios na saúde, no meio ambiente. Em todos os lugares que você olha, existe uma crise profunda", afirmou, acrescentando: "Apesar disso tudo, esse comitê e a cidade transformaram a cidade e vão realizar os Jogos. O COI sempre se mostrou solidário. Nem sempre foi fácil e não está sendo fácil agora que falamos." 
Bach concluiu: "Podemos dizer que o modelo financeiro dos Jogos sobreviveu a esse teste de estresse e espero que jamais tenhamos de enfrentar isso de novo no futuro", declarou (Fonte)." 

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O RAS, A KRYPTONITA, OS PMs E O SUPER HOMEM

O governo tirando a folga do PM


Prezados leitores, eu comecei a semana enfraquecido física e emocionalmente, situação vivenciada por todos nós, seres humanos, várias vezes em nossas vidas, diante dos problemas que são inevitáveis. Nenhum de nós consegue ser uma fortaleza inabalável, cada um tem a sua capacidade de resistir aos infortúnios, uns mais, outros menos. 
O meu estado me transportou no tempo e me fez lembrar do Super Homem. Um herói que frequentou a minha infância nas revistas e na televisão. Naquela época era comum ver crianças com tecidos simulando a capa do herói, correndo com os braços abertos, como se estivessem voando. Sonhando que estavam cruzando os céus e que eram invencíveis.
Ele era quase indestrutível, uqse, pois até o homem de aço tinha um fraqueza: o mineral krytonita, oriundo do seu planeta Krypton.
O Super Homem sobreviveu ao tempo é foi revivido nas telas dos cinemas, ele continua invencível e kryptonita continua sendo um problema.
Saindo do mundo da ficção e entrando na realidade, penso que o governo e a população acreditem que existam Super Homens no mundo real, personificados nos Policiais Militares de todo Brasil.
A população quer que o PM seja invencível, capaz protegê-la em cada situação de risco que a vida apresentar, como se o PM tivesse a força, a velocidade e a invulnerabilidade do herói. Por sua vez, o governo quer que ele resista ao acúmulo de estresse físico e emocional, dia após dia, quando impede que o PM tenha as indispensáveis folgas.
Se o PM é um Super Homem, a falta de folgas é a sua kryptonita. 
No Rio de Janeiro, apesar de incorporar milhares de novos PMs nos últimos anos, o secretário de segurança, Delegado PF Beltrame, acabou aumentando as deficiências dos efetivos dos Batalhões de Polícia Militar, ao direcionar todos os recém formados para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Hoje temos mais de 8.500 PMs nas UPPs e temos efetivos de batalhões sucateados, o que fez com que o policiamento ostensivo ficasse enfraquecido, facilitando a ação da criminalidade.
Qual a solução encontrada?
Comprar a folga dos Super Homens, digo, Policiais Militares.
Programas conhecidos como PROEIS e RAS passaram a remunerar serviços extras dos Policiais Militares, os quais se ofereciam para tirar o serviço (uma forma de complementar os salários miseráveis) ou eram compulsoriamente escalados.
A primeira vista remunerar serviços extras é bom, considerando que sempre existiram serviços extras não remunerados, algo que ainda acontece, apesar do surgimento do PROEIS e do RAS, o que deveria por um ponto final em extras não remunerados.
Só a primeira vista, considerando que ao sacrificar a folga, voluntaria ou compulsoriamente, o Super Homem fica exposto à kryptonita, ela o enfraquece ao perder o repouso e o lazer indispensáveis para a manutenção da saúde física e emocional. O afasta do convívio com seus familiares, algo irrecuperável.
A repetição serviço, serviço extra e serviço vai cada vez mais debilitando o Policial Militar, o ser humano que o governo e a população pretendem que seja um Super Homem.
O estresse físico e emocional vai desequilibrando o PM, lenta e continuamente, o tornando cada vez mais suscetível ao cometimento de falhas, inclusive quando faz uso de armas de fogo, o que constitui um grave risco para o PM e para a população.
É por isso que temos muitos Super Homens sentados no banco dos réus no Rio de Janeiro.
A falta de folga é a kryptonita dos PMs do Rio de Janeiro.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PROTESTO: POLICIAL ATIRA SUA ARMA NO FOGO E DESABAFA CONTRA GOVERNO

Eu recebi esse vídeo com a informação que as imagens exibiriam um Policial Militar atirando a sua arma em um barricada incendiada, isso no curso dos protestos no Rio de Janeiro.
A pouca luz não permite identificar a farda, mas permite que se veja perfeitamente um homem desmuniciando uma pistola, alguns carregadores estão no chão, jogando depois a pistola em direção à fogueira. Ao final ela desabafa, inclusive com palavras de calão.
Se realmente o homem é um PM, as imagens demonstram o estresse físico e emocional ao quais estão submetidos os PMs no Rio de Janeiro.
Peço aos leitores que encaminhem maiores subsídios sobre o fato.
Antecipadamente, agradeço.


Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PM CLAMOU POR SOCORRO, MAS NÃO ENTENDERAM...

Eu tenho escrito seguidas vezes que o Policial Militar que está nas ruas atuando nos protestos enfrenta um estresse físico e emocional enorme. O trabalho policial é extremamente desgastante no aspecto físico, algo que se agrava pelos baixos salários, fato que obriga o PM a ter um segundo emprego, sacrificando as suas horas de folga, os seus indispensáveis momentos de descanso físico e mental, de lazer e de interação com seus familiares e amigos. Atualmente, o próprio governo estadual proporciona esse desgaste suplementar através do serviço extra voluntário e remunerado (RAS). O governo precisa do PM para atenuar a falta de efetivo nos batalhões em razão do emprego maciço de PMs nas UPPs. O PM precisa do dinheiro para completar o salário. Trabalhando nessas condições, não só o físico se desgasta, o emocional se destrói. Agregue a tal situação de desgaste o risco de morte, uma possibilidade real nas ruas e nas comunidades do Rio de Janeiro, para entender em que condições o nosso PM vai para as ruas. O PM está massacrado, eis a verdade. Quem tiver ainda dúvidas, basta uma pesquisa junto aos órgãos de saúde da Polícia Militar para se assustar com o número de PMs que são pacientes das clínicas de psiquiatria e de psicologia, em virtude das condições de trabalho descritas. 
Em tese, os Policiais Militares deveriam estar preparados para esse esforço físico e emocional, argumentarão muitos leitores, mas essa não é a realidade, assim como, em tese, todos os manifestantes deveriam atuar de forma organizada, ordeira e pacífica, mas isso também não é o que ocorre nas ruas. Um rápido olhar nos vídeos que circulam pela internet constata que a situação é muito diferente da ideal.
Hoje o jornal O Dia publica uma matéria com o título "Eu gosto de vagabundo", o que no primeiro momento causa extrema indignação, pois a frase foi dita por um PM, no dia 15 de outubro, durante uma discussão com um manifestante (Leia e assista o vídeo).
Cansado e tenso, em um evidente momento de desabafo, salvo melhor juízo, o Policial Militar faz tal declaração para explicar que atua em desvantagem, o que não ocorre na luta contra os criminosos, na qual ele atua em igualdade de condições no que diz respeito à repressão, revidando disparos de armas de fogo com disparos de armas de fogo. Nas ruas os PMs são afrontados, ofendidos e atingidos por paus e pedras que provocam ferimentos físicos, mas nem podem utilizar em sua totalidade os armamentos não letais para sua defesa e de seus companheiros.
Vídeos produzidos nas ruas exibem PMs em clara situação de desvantagem, sobretudo em razão de estarem em menor número que os vândalos. Quem ainda não viu vídeo com essas imagens? PMs fugindo, PMs acuados e PMs sendo agredidos?
Sim, existem inúmeros vídeos onde estão retratados excessos policiais, isso é verdade, mas o descrito no parágrafo anterior também é verdade.
Quem ainda não ouviu nos vídeos cânticos contra os Policiais Militares quando a manifestação cruza com frações de tropa que estão garantindo o ato, PMs que não estão fazendo absolutamente nada, mas são agredidos verbalmente e gratuitamente, como se todos os PMs fossem os responsáveis pelos erros de alguns PMs. Igual situação passa o manifestante que não sendo vândalo, acaba sendo atingido pelos gases lançados pelos PMs. Ele não gosta, reclama da generalização na repressão, mas pratica ação idêntica contra os PMs ao ofendê-los indiscriminadamente.
Demonizar o PM e a Polícia Militar por uma frase de desabafo é uma grande injustiça.
É hora de entender tal frase como um pedido, melhor, como um grito, um grito de socorro que parte de alguém que certamente já arriscou a sua vida incontáveis vezes para defender a população fluminense dos criminosos que ele citou e de seus comparsas.
Em apertada síntese, o PM que está nas ruas trabalha longe das condições ideais, logo, não podemos esperar que ele seja o policial que a população precisa e merece. Insistir em querer isso dele, sem dar a ele as condições adequadas, é uma tremenda covardia.
Juntos Somos Fortes!