JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

POLICIAIS FEDERAIS NÃO DEVEM USAR COLETE VENCIDO. POLICIAIS MILITARES E CIVIS TAMBÉM NÃO



Prezados leitores, o Poder Judiciário deve determinar também que todos os coletes balísticos que estejam vencidos da Polícia Militar e da Polícia Civil sejam substituídos.
Não custa lembrar que a exposição ao risco de morte é muito maior por parte dos Policiais Militares, sobretudo os que trabalham no estado do Rio de Janeiro.

"Site G1
Justiça determina que União substitua todos os coletes a prova de bala vencidos da PF no Rio 
Liminar diz que material vencido deve ser substituído em 20 dias. 
Por Marcelo Gomes, GloboNews 
24/08/2017 20h30 Atualizado há 10 horas 
A Justiça Federal concedeu uma liminar que obriga a união a recolher e substituir todos os coletes da Polícia Federal do Rio de Janeiro com prazo de validade vencido. A decisão foi veiculada com exclusividade pela GloboNews. 
A decisão destaca que missões policiais, "em tempos sombrios" como os de hoje, expoem os policiais a um risco, um risco criado porque os coletes não estão aptos para o fim destinado. 
Também diz que há direitos fundamentais em risco, que devem ser garantidos aos policiais e determina que a União providencie - em 20 dias - a substituição dos coletes vencidos e que os policiais que não tiverem coletes não poderão sofrer qualquer procedimento administrativo, caso se neguem a trabalhar. 
O sindicatos dos Policiais Federais no Rio de Janeiro disse que hoje não há coletes para todo o efetivo (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

SEGURANÇA PÚBLICA: QUANDO A VÍTIMA É O POLICIAL



Prezados leitores, transcrevemos um artigo do Jornal Brasil no qual são retratadas algumas das inúmeras dificuldades que os Policiais Militares do Brasil enfrentam diariamente.

"Jornal do Brasil
Segurança Pública: quando a vítima é o policial
Baixos salários, más condições de trabalho, pressão e abuso de autoridade fazem parte da rotina
Rebeca Letieri *
Hoje às 00h08
Más condições de trabalho, salário atrasado, desvalorização da carreira, baixa auto-estima, alto nível de mortalidade e estresse: essa é a realidade da Polícia Militar do Rio de Janeiro, para não deixar de citar a PM em todo Brasil. O debate é antigo, mas pauta é atual e urgente. Após uma greve de policiais que se instaurou no estado do Espírito Santo no último mês por mais de uma semana, e os protestos que se estenderam pelo Rio, o assunto voltou à tona. Especialistas e policiais relataram para o Jornal do Brasil quais os verdadeiros nós dessa discussão. 
“As condições de trabalho são difíceis em todo Brasil. Os salários são baixos, os códigos disciplinares são arbitrários. Tem deficiências no equipamento e na atenção psicológica. A instituição tem limitações e isso repercute no trabalho”, disse Ignácio Cano, professor de ciências sociais da Uerj, para quem a agressividade da PM é uma das conseqüências dessas condições, somada à doutrina de guerra e a demanda social por uma polícia truculenta. 
“As raízes são muitas”, acrescentou. “Alem disso, em termos gerais, a conjuntura econômica é ruim. Isso faz com que, em vários estados, os policias sejam atingidos”. 
A greve da PM do Espírito Santo provocou uma onda de violência na região metropolitana do estado como nunca vista antes. O comércio fechou as portas, shoppings center e supermercados reduziram o horário de funcionamento, e ruas ficaram desertas. O sindicato dos policiais registrou mais de 100 mortes. O governo federal enviou agentes das Forças Armadas para fazer o policiamento ostensivo na região por 20 dias (até o dia 4 de março), podendo ter o prazo prorrogado. 
O secretário de Segurança Pública do ES, André Garcia, informou que 703 policiais militares foram indiciados pelo crime militar de revolta por estarem armados e aquartelados nos batalhões. Eles tiveram o ponto cortado desde sábado (4) e não vão receber salário. Se condenados, a pena é de 8 a 20 anos de detenção em um presídio militar e a expulsão da corporação. 
A Constituição veda greves da categoria e as mobilizações de mulheres em frente aos batalhões impedindo a saída dos agentes tinham o objetivo de forçar uma suspensão das atividades policiais sem ilegalidades. 
Sobre a greve, o professor Ignácio Cano explica que existe um problema estrutural e conjuntural. O primeiro diz respeito à falta de canais de comunicação interna para a categoria reivindicar seus direitos. E o segundo são os riscos que a greve de uma categoria armada pode acarretar. 
“É preciso ter uma mudança. Além deles não terem direito de sindicalização, são submetidos a uma disciplina que não favorece a participação deles na política. Se a polícia não fosse militar, eles poderiam sindicalizar e reivindicar seus direitos”, disse. 
“O problema conjuntural é mais preocupante, porque eles usam o fato de serem corporações armadas para fazer com que seus direitos sejam atendidos, um privilégio que outros funcionários públicos, por exemplo, não têm. Além do que, é inaceitável que eles usem essa situação para deixar a sociedade como refém”, acrescentou. 
“Eu sou contra a greve”, disse ao JB um sargento da Polícia Militar que não quis ser identificado. “Quem foi o mais prejudicado no Espírito Santo? O povo. Eu tenho família, se eu não estiver rodando na rua, é a minha família que vai sofrer. A PM tem que brigar pelo que ela tem direito, lógico, mas sem colocar a vida do outro em risco”, disse (Leiam mais)". 

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