JORNALISMO INVESTIGATIVO

JORNALISMO INVESTIGATIVO
Comunique ao organizador qualquer conteúdo impróprio ou ofensivo
Mostrando postagens com marcador baixa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador baixa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de julho de 2017

RIO - VIOLÊNCIA FAZ POLICIAIS MILITARES ABANDONAREM CARREIRA POR SE SENTIREM "ALVOS"



Prezados leitores, confesso que com a atual situação de violência descontrolada que vivenciamos no estado do Rio de Janeiro, pensaria mil vezes antes de optar pela carreira policial.
Hoje o Policial Militar é um "alvo ambulante".
Negar essa situação é se afastar da verdade.
Portanto, nada mais normal que o aumento de pedidos de afastamento.

"Jornal O Globo 
PMs pedem para sair da corporação por se acharem alvos 
Entre 2015 e 2016, houve um aumento de 69,5% no número de baixas voluntárias 
VERA ARAÚJO / CARINA BACELAR 27/07/2017 4:30 / atualizado 27/07/2017 11:01 
RIO - Enquanto estavam na Polícia Militar, os ex-soldados X. e Y. só pensavam em sair da fila. A cada notícia de um colega de farda morto, ambos tinham a sensação de que a posição deles estava cada vez mais próxima do que chamam de “fila invisível”. Os dois abandonaram a corporação com cinco anos de serviços. X. largou a carreira e o país. Este ano, foi morar nos Estados Unidos. Y. resolveu ficar no Rio, mas fez faculdade e foi atuar na área médica. 
Sair da PM tem sido uma alternativa cada vez mais comum para policiais. Violência, má remuneração e desvalorização profissional são citados pelos agentes como motivos que levaram a um aumento de 69,5% nas baixas da Polícia Militar entre 2015 e 2016, segundo dados fornecidos ao GLOBO pela própria corporação. Em 2015, foram 59 pedidos de baixa. No ano passado, o número pulou para cem. Nesses dois anos, de acordo com a Secretaria de Planejamento, 2.919 servidores da PM se aposentaram. Desde 2012, nunca houve biênio com tantas aposentadorias (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

AOS DEFENSORES DO "NÃO DIREITO DE GREVE" DOS POLICIAIS MILITARES



Prezados leitores, nós já publicamos diversos artigos nesse espaço democrático que a nossa legislação não concede aos Policiais Militares e aos Bombeiros Militares o direito greve, algo que também não possuem os integrantes das Forças Armadas.
Portanto, esse artigo não é um questionamento ao previsto na legislação, mas sim aos argumentos usados por muitos que defendem que a greve não pode ser desencadeada tendo por base valores subjetivos.
A seguir transcrevemos um trecho de artigo de Felipe Moura Brasil (Veja), os destaques são nossos:

"Agradeço muito, porém, a todos que vêm comprovar o que eu disse no programa: que policiais militares que deixam a população refém de bandidos porque querem aumento salarial colocam a sua insatisfação profissional acima da preocupação com a vida dos cidadãos. Em vez de pedirem demissão ou exoneração, e aguardarem TRABALHANDO a aceitação delas ou o prazo do contrato, como é o correto em qualquer área de atuação pública ou privada em caso de insatisfação com o salário recebido, eles colocam vidas em risco com a recusa em prestar à sociedade o serviço de PM. (Fonte)".

Ele está certo?
No tocante ao sacrifício de vidas humanas para tentar obter melhores salários, nem vale a pena argumentar, isso é óbvio.
Agora, analisemos a alternativa que ele coloca:

"Em vez de pedirem demissão ou exoneração, e aguardarem TRABALHANDO a aceitação delas ou o prazo do contrato, como é o correto em qualquer área de atuação pública ou privada em caso de insatisfação com o salário recebido(...)"


Sendo pragmático, imaginemos que a PMES possua um efetivo ativo de Oficiais e Praças em torno de 5.000 PMs.
Todos insatisfeitos com os salários.
Para Felipe o certo seria pedirem exoneração, vamos supor que eles sigam a orientação
Dependendo dos regulamentos internos de cada instituição militar, após 30 ou 45 dias eles não podem mais ser escalados nas ruas.
Como o governador irá recrutar, selecionar e  formar os seus substitutos em 45 dias?
Praças demoram em média no Brasil seis meses para serem formados e Oficiais três anos.
Seguindo a ideia de Felipe, após 45 dias no máximo, as ruas ficarão sem policiamento (não existirão mais PMS) e os crimes ocorrerão em número muito maior do que os atuais.
No Rio de Janeiro são mais de 50.000 PMs  em São Paulo mais de 100.000 PMs, imaginem o caos se todos pedissem a exoneração proposta por Felipe?
Não é simples resolver esse NÃO direito de greve dos Policiais Militares, sobretudo quando os governos se aproveitam disso para pagar salários miseráveis aos Policiais Militares.
Na verdade quem CHANTAGEIA são os governantes, que aproveitam desse impedimento para pagarem salários famélicos.
Quais seriam os outros mecanismos de pressão na luta salarial?
Faltarem aos serviços obtendo dispensas médicas, a falta do policiamento persistirá e a criminalidade imperará nas ruas.
Saírem para as ruas e fingirem que trabalham, a criminalidade continuará fazendo a festa.
Portanto, urge que se regule o DIREITO DE GREVE dos profissionais de segurança pública, alterando a legislação.
E, por favor, não me falem como alguns sobre o voluntariado, pois não existe trabalhador que não seja voluntário, portanto, tal argumento é uma falácia.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

RIO: QUANTOS PMs PEDIRAM PARA SAIR DA CORPORAÇÃO NOS ÚLTIMOS ANOS?



Prezados leitores, a seguir transcrevemos um comentário de uma Policial Militar.
Infelizmente, não temos dados para responder a pergunta pertinente que ela formulou diante da crise experimentada na corporação. 
Alguém pode nos ajudar a responder? 

COMENTÁRIO: 
"Todos querem saber quantos policiais pediram baixas nestes últimos anos, uma vez que não há divulgação ou informação disto em lugar nenhum! 
Outra coisa, os policiais estão em total stress desde o último julho do ano de 2013, quando começaram as movimentações. Todos falam que as escalas seriam adequadas, mas não se vê nada em lugar algum. Os batalhões do interior continuam sobrecarregando os seus velhos policiais, que por não agüentarem mais, estão pedindo reserva remunerada! Como dizia a Cel. Kátia: a tropa velha, esta mesma tropa velha trabalha cinco meses a mais por ano do que trabalha o Corpo de Bombeiros, nesta escala de 24X48 horas! Basta fazer as contas, a escala de quem trabalha 24X72 horas e quem trabalha 24X48 horas, o que por si deduz que se ganha menos na PM do que no BM.
Estão querendo criar um Regulamento 356/2014, do Dep. Bolsonaro, que faz com que o Policial Militar numa transgressão, seja obrigado a trabalhar de graça por até 10 dias! Estão de brincadeira. Não há respeito pelos Direitos Humanos dos Militares Estaduais. Qual é a punição para os Policiais Civis? E para os Guardas Civis? Por que para a PM tem que ser tudo diferente? Falaram em mudanças, mas neste Regulamento não prevê direitos a greve, não prevê direitos a sindicalização, enfim só aumenta deveres e responsabilidades, as quais não serão mudadas nem tão cedo! 
Então, como saber, quantos policiais pediram baixa da corporação, para saber o termômetro da PM, pois esta mesma juventude que cobra, que faz baderna, até os que são escória da sociedade, também poderão ser PMs amanhã, e infelizmente, sendo, não ficarão, e não ficam, pois são situações muito diferentes em estados democráticos totalmente distorcidos! Onde o militarismo continua o mesmo e a vida social outra. Como se para ser policial seria em marte e ser cidadão a terra! 
Antigamente os que queriam ser policiais eram os filhos e netos de policiais, hoje, quem quer ser policial é aquele que nem tem noção do que é a policia. 
Então qual o número de pedidos de baixa nestes últimos anos?
Gostaria que não houvesse divulgação do meu nome! Sabe o porquê, para evitar retaliação, sendo assim, pode até publicar o meu comentário e, por favor, responder a pergunta, mas omitindo o meu nome. 

Juntos Somos Fortes!