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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

"DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS" - CORONEL DE POLÍCIA REF NELSON HERRERA RIBEIRO

Prezados leitores, transcrevo novo artigo da lavra do Coronel de Polícia Reformado Nelson HERRERA Ribeiro:



"DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

A coluna de ANCELMO GOIS, no jornal O Globo (de 28/10/2017), publicou a seguinte nota:

“Castigo medieval
Marcelo Cerqueira, que foi advogado de presos políticos, acha que Sérgio Cabral agiu errado com Marcelo Bretas, mas condena a decisão do juiz de mandar o ex-governador para Campo Grande:
–  Isso não é uma pena. É um castigo medieval.
Há controvérsias.”

Acrescento eu, modestamente, a minha controvérsia.
Em primeiro, o Juiz Marcelo Bretas determinou a custódia em presídio federal de segurança máxima não do “ex-governador”, mas de um petulante criminoso, que, embora de formação superior e já condenado a mais de 72 anos de prisão, nem sequer demonstra o mínimo respeito exigido a todo tribunal. Aduza-se que de forma legal, tanto que negado o recurso pelo STJ.
Em segundo, seria importante esclarecer quem é Marcelo Cerqueira, tido como pessoa elogiavelmente corajosa, pela forma subliminar da oração relativa apositiva incluído no texto: “que foi advogado de presos políticos”. Não é bem assim. A bem da verdade.
Em 1959, aos 21 anos, já nos quadros do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Cerqueira ingressa no curso de Ciências Jurídicas e Sociais da antiga Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ), logrando ser eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), até hoje célula ativista travestida de sociedade estudantil, então sob a presidência do atual senador José Serra. Embora homens decididos “do mato ou morro”, guerreiros do povo brasileiro (como José Dirceu), sumiram de cena logo no primeiro dia do movimento de 1964, não sei se ficaram escondidos no mato ou no morro. Quando puderam, ambos fugiram do país para o autoexílio.
Depois voltaram, em 1979, já com a segurança da Lei da Anistia. E Cerqueira tratou de concluir seu bacharelato em Direito, atuando como advogado, mas sem relegar seus matizes políticos de ativista vermelho. Muitos dos chamados “presos políticos” foram de fato condenados por atos de terrorismo, fatos que nunca se comentam, haja vista a  infiltração de “esquerdopatas” na mídia.
Mas essa seria outra profunda discussão temática que não cabe neste simples comentário.
Apenas a notícia fez surgir minha dúvida cruel, que até sugiro ao jornalista Ancelmo Gois complementar em seu comentário:
Onde estava o eminente advogado Marcelo Cerqueira, em 2012, quando Sérgio Cabral, para conter uma suposta “greve”, mandou esvaziar a chamada Bangu 1, para lá jogar, de forma arbitrária e ilegal, duas dezenas de bombeiros e policiais militares da ativa e mais 3 oficiais superiores PM inativos –  que o tempo já provou serem todos mais dignos e corajosos do que esse reles criminoso “ex-governador” Cabral –, para, externando sua tamanha indignação, rememorar suas atitudes como defensor de “presos políticos” ou, ao menos, para contrapor-se à afronta ao ordenamento jurídico ?
Aduza-se que Márcio dos Santos Nepomuceno, vulgo Marcinho VP, notório narcotraficante, atualmente preso na penitenciária federal de Mossoró/RN, declarou recentemente: “Bangu 1 é o pior lugar que já passei no mundo”. Haveria castigo medieval pior?
Perguntas simples, mas cumpre acrescentar que a premeditada e vingativa atitude do então governador Cabral (mas já criminoso) foi tão imoral e tão arbitrária que não prosperou, dando azo à subsequente anistia. Aliás, também em indecoroso processo, pois anistiou militares estaduais que nem sequer haviam sido condenados, para beneficiar de fato os arbitrários delinquentes no poder.
O eminente advogado Marcelo Cerqueira também poderia comentar a respeito. Se puder.


Nelson HERRERA Ribeiro, Cel PM Ref, advogado e professor


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