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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

FORÇAS DE SEGURANÇA DO RIO VIRARAM POLÍCIA POLÍTICA

Agência Brasil

Forças de segurança do Rio viraram polícia política, diz pesquisador da FGV

16/10/2013 - 22h18
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – As forças de segurança do estado do Rio se transformaram em uma polícia política, atuando de forma desproporcional nas manifestações. A avaliação é do professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rafael Alcadipani, que analisou os enfrentamentos e as prisões em massa ocorridas ontem (15), durante protestos no centro da capital fluminense.
“Ela já se transformou em uma polícia política. Se você vê o que aconteceu ontem em São Paulo, mais de 50 pessoas foram presas, mas a Polícia Civil mostrou que não havia ligação entre elas e liberou a todas. O que está acontecendo no Rio é que a polícia está prendendo indiscriminadamente, sem muita inteligência e criando relações inexistentes entre essas pessoas. Estão agindo, infelizmente, ao arrepio da lei”, disse Alcadipani, que vem estudando o fenômeno das manifestações, principalmente relacionado ao Black Bloc.
O pesquisador chegou a comparar o que vem acontecendo no Rio com os tempos ditatoriais do Estado Novo de Getúlio Vargas e da ditadura militar (1964-1985). “Da forma como a polícia do Rio tem agido, com bastante truculência, e a prisão ontem de repórteres da rede independente Zona de Conflito, infelizmente parece que o Rio está entrando em um estado de exceção, o que é muito sério e já aconteceu na época da ditadura. Isto é preocupante, porque os governos não estão chamando para o diálogo”, destacou Alcadipani.
A chefe de Polícia do Rio, delegada Martha Rocha, contestou a avaliação do professor da FGV. Ela disse, em entrevista à imprensa, que a Polícia Civil é a defensora da sociedade. “Embora eu respeite a opinião dos estudiosos, a nossa decisão não passa pelo crivo deles. A nossa decisão passa pelo crivo do Poder Judiciário. A Polícia Civil é a defesa da sociedade. Vamos falar a verdade. Ninguém mais aguenta essa situação. Se esses estudiosos não entenderem que a Polícia Civil atua na defesa da sociedade, eu lamento muito. Mas o fato é que não estamos falando de manifestação. Estamos falando de atos de vandalismo. De pessoas que saem de casa com o compromisso da prática de delito, armadas de diversos instrumentos”, ressaltou.
Edição: Aécio Amado
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domingo, 15 de setembro de 2013

POLÍCIA CIVIL CONSEGUE INGRESSAR NAS UPPs

A Chefe da Polícia Civil, Delegada Martha Rocha, acabou de marcar um gol de placa, ao conseguir o ingresso da instituição no projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Um desejo antigo dos que integraram a cúpula da Polícia Civil desde o início do sucesso midiático das UPPs, finalmente alcançado na sua gestão.
Em junho ela já sinalizava, conforme matéria do G1:
"Durante a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora do Cerro-Corá, a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, disse que vai trazer projetos para serem desenvolvidos na comunidade. "Eu quero instalar aqui o Programa de Integração de Metas com o objetivo de integrar a PM e a Polícia Civil. As ações em conjunto fazem com que nós consigamos os resultados", afirmou a delegada" (Leia).
Bem antes disso, no dia 21 de fevereiro, o jornal O Globo publicou matéria apoiando a entrada da instituição no projeto, na qual especialistas defendiam a presença da Polícia Civil nas UPPs: 
"Ataques na Mangueira expõem necessidade de Polícia Civil atuar nas UPPs, dizem especialistas" (Leia).
Ao anunciar o ingresso através da entrevista publicada nesse domingo no Jornal O Globo, o secretário Beltrame declarou entre outras coisa que: 
"É certo que essas delegacias não funcionarão em contêineres, como aconteceu com a PM" (Leia). 
A afirmação deixa claro a valorização dos Policiais Civis, considerando que até hoje, cinco anos após a implantação do projeto das UPPs, Policiais Militares continuam "acondicionados" em contêineres".
Uma conquista da Polícia Civil, sem dúvida. 
Além disso, o anúncio criou um fato jornalístico, será tema de várias reportagens e servirá para tentar oxigenar a parte midiática do projeto das UPPs que se achava em queda livre após os problemas apresentados em algumas comunidades. Aliás, a nomeação da Major PM Priscila para comandar a UPP da Rocinha, foi o primeiro passo para tentar colocar novamente as UPPs no lado bom das manchetes da mídia, como na reportagem da Revista Veja (Leia).
Na política a regra é clara: Quando as coisas vão mal, crie um fato novo para desviar a atenção.
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