40 da Evaristo - 2007 - Cinelândia
Prezados leitores, nós temos por regra tentarmos ao máximo evitar a posição extremamente confortável de “engenheiro de obra pronta”, comum sobretudo aos críticos.
É certo que nem sempre conseguimos, reconhecemos.
Até o crítico mais ácido do atual Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel PM DIAS, deve reconhecer que ele tem procurado lutar contra o “pacote de maldades” do governador Pezão.
Ele tem se reunido com o governador, com secretários estaduais, com parlamentares, com associações de classes e com outros grupos.X
Teve a preocupação de realizar reuniões com Coronéis PM, ativos e inativos, na Fazenda Marambaia, onde foi constituído um grupo de onze Coronéis PM para assessorá-lo, todos voluntários e sem receberem nada.
O referido grupo tem participado das reuniões citadas anteriormente acompanhando o Comandante Geral.
Nós chegamos a ser convidados por um dos participantes em duas oportunidades e explicamos a nossa opção de não participarmos das reuniões na Fazenda Marambaia.
Ao longo desse processo temos atuado na reconstrução AOMAI ao lado de alguns Coronéis PM inativos e temos participado dos atos de protesto em frente à ALERJ, ao lado dos mobilizados servidores públicos e militares do estado do Rio de Janeiro.
Neste espaço democrático cobramos algumas vezes a publicidade sobre os temas tratados nas reuniões e sobre a proposta que estava sendo construída, afinal todos os Policiais Militares, participantes ou não das reuniões, têm o direito de saber o que seria proposto, tendo em vista que afetará diretamente na vida de cada um.
Ontem, o Corpo de Bombeiros Militar publicou no site da instituição a proposta como sendo da SEDEC/CBMERJ, PMERJ, PCERJ e SEAP.
Acabamos conhecendo por Bombeiros Militares a proposta construída por Policiais Militares, conforme mensagens que estão sendo postadas nos grupos de Whats App por integrantes do grupo.
Neste caso, os Bombeiros Militares signatários são o que consideramos “engenheiros de obra pronta”, mas isso não tem maior importância.
O que consideramos relevante é destacar a diferença entre GANHAR e PERDER.
Lendo a proposta e respeitando o trabalho de todos os envolvidos, caso ela seja aprovada, somos forçados a deixar claro que não ganhamos nada, ao contrário, perdemos.
Nós continuaremos pagando a conta do almoço que não comemos.
O que teremos conseguido foi um desconto com o dono do restaurante, isso tendo boa vontade, mas continuamos pagando pelos outros.
Um pagamento no CRÉDITO e não no DÉBITO, além disso.
Nós agradecemos o grande esforço despendido por todos e lamentamos o fracasso nas negociações com o governo.
Amanhã, estaremos na ALERJ, mais uma vez, lutando para não PERDERMOS nada dos nossos salários, proventos e pensões.
Na expectativa que o ato seja pacífico e ordeiro, e, que a Polícia Militar consiga identificar os possíveis baderneiros com a devida antecedência (como era feito na nossa época) e que direcione apenas para eles as suas medidas repressivas.
Juntos Somos Fortes!