As fotos e os vídeos publicado originalmente no blog do deputado federal Garotinho (PR) se espalharam por toda a imprensa do Brasil e estão provocando um desgaste gigantesco na imagem do governo do Rio de Janeiro, isso é um fato consumado. Repito: na imagem do governo e não apenas na imagem do governador, pois alguns secretários estaduais estão também expostos à execração pública.
Apesar da gravidade da situação, sobretudo no concernente às relações do governo com Fernando Cavendish (Delta), penso que ainda existe uma saída para o governo, simples de ser implementada, partindo da premissa de que seja verdadeira a notícia publicada hoje no jornal O Globo, dando conta que o governador teria pago as suas despesas pessoais. Se o governador pagou, todos e todas também devem ter arcado com suas despesas, isso é lógico.
Antes de externar a minha opinião, devo deixar claro que não ando avaliando bem os fatos em termos de legalidade e ilegalidade. Recentemente, eu não avaliei que a legislação poderia ser rasgada contra mim e fui parar em uma cela solitária de 6 metros quadrados, sem vaso sanitário ("boi"), onde permaneci por quinze horas a cada dia de encarceramento.
Eu sou Coronel PM Reformado, me posicionei claramente nesse blog de maneira contrária à greve unificada da segurança pública no Rio de Janeiro, mas acabei preso preventivamente no dia 10 FEV 2012, acusado de incitamento (crime militar) e fui jogado em um dos porões da Penitenciaria Bangu 1, situações que violaram o ordenamento jurídico, as quais nunca poderia imaginar que acontecessem comigo.
Faço questão de fazer esse esclarecimento, antes de dar minhas sugestões, pois no Rio de Janeiro vivemos tempos de "legalidade relativa" ou "ilegalidade relativa", como preferirem. O legal pode ser ignorado e o ilegal ficar impune.
Penso que a saída seja simples. Como as viagens ocorreram em 2009, todos os comprovantes ainda existem, pelo menos tendo como base os cinco anos de guarda que são aconselhados em termos fiscais. Basta a exibição desses comprovantes, isso por parte de todos e de todas que aparecem nas imagens. O governador e esposa, Cavendish e noiva, o secretário Sérgio Cortes e esposa, o secretário Régis Fichtner, o secretário Wilson Carlos, Júlio Lopes e os outros.
Transparência, eis a saída.
Comprovar as importâncias levadas para as viagens e os saques feitos nos locais, caso isso tenha ocorrido.
Comprovar quem pagou as viagens, as estadias, as refeições, etc?
O processo oficial (balancete) das despesas oficiais também existe e poderá ser confrontado com as despesas pagas pelos viajantes, esclarecendo se ocorreu ou não o uso ilegal do dinheiro público.
Penso que tudo seja muito fácil de ser comprovado.
Superada a fase (obrigatória) da prestação de contas para o povo do Rio de Janeiro, permanecerá apenas a ostentação dos viajantes, o que não causará maiores danos na imagem do governo fluminense.
Salvo melhor juízo, deixando do jeito que está, o estrago atingirá a tentativa de reeleição de Eduardo Paes (PMDB), isso é fácil de concluir.
Transparência, eis a saída.
Isso vale para também para o conteúdo das próximas denúncias que o deputado federal Garotinho postar em seu blog, como tem prometido.
Por derradeiro, vale lembrar que um sapato que custa 10 mil reiais, equivale a mais de 8 salários mensais de um Soldado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Juntos Somos Fortes!