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quarta-feira, 27 de julho de 2022

QUE POLÍCIA QUEREMOS PARA NOSSA SOCIEDADE? CORONEL CLÁUDIO DOS SANTOS FEOLI



Transcrição:

"Que Polícia queremos para a nossa sociedade?

Cláudio dos Santos Feoli*

25/07/2022 | 7:00

O recente confronto ocorrido na zona norte de Porto Alegre, envolvendo integrantes da Brigada Militar e criminosos fortemente armados, pode surpreender os desavisados, mas não os profissionais da Segurança Pública. A madrugada de quinta-feira, 21 de julho, foi só mais um capítulo infelizmente escrito a sangue no cotidiano de uma sociedade que precisa, de uma vez por todas, se dar conta de sua própria realidade e tomar decisões. Criminosos com forte aparato bélico, incluindo armas de grosso calibre, cooptados por ciclos lucrativos de crime e violência, são cada vez mais comuns. Grupos rivais se organizam, se armam e se articulam a todo momento. Mesmo assim, na contramão do que poderia se esperar, os índices de crimes violentos seguem em declínio e isso só se dá graças ao trabalho contínuo, ininterrupto e incansável das Polícias.

Foi com este trabalho que, numa ação rápida e com inteligência policial, a Brigada Militar frustrou uma ação que certamente acabaria numa série de execuções na capital gaúcha. E sabemos o alto preço que pagam muitos inocentes quando batalhas entre grupos criminosos rivais acontecem. Invariavelmente, temos crianças atingidas, motoristas alvejados para que seus veículos sejam usados nas fugas, prejuízos no transporte coletivo e muito mais. Tudo isso já vimos por aqui, é realidade. É o que a Brigada Militar previne, enfrenta, e vence, todos os dias, nas ruas, numa batalha sem fim que envolve gestão, estratégia, conhecimento e muita coragem. Cabe, aqui, enaltecer a ação dos policiais militares neste episódio, sua bravura, iniciativa e preparo. Um policial tem frações de segundos para tomar a decisão acertada em confronto. Não tem ao seu lado o tempo das pesquisas em livros e reflexões em salas confortáveis que outros profissionais têm. Se vacilar, no próximo instante poderá estar morto. E que Deus proteja nosso companheiro de farda que, infelizmente, no cumprimento do seu dever, foi baleado com gravidade. Sua família biológica e sua família brigadiana têm muito orgulho da sua ação e querem-no bem, querem-no conosco e por muito tempo.

Na carona deste novo episódio, vem a necessária e urgente reflexão que a sociedade precisa fazer: que tipo de Polícia nós queremos? Que tipo de atuação policial precisamos? Os criminosos estão aí, bem armados, inescrupulosos e dispostos a matar por seus lucros ilícitos. Será que uma Polícia engessada, de mãos amarradas por interpretações pessoais das leis, sem autoridade para abordar e se antecipar, é o que pode preservar nossas vidas? Um dos criminosos envolvidos já tinha nada menos do que sete homicídios. Será que essas biografias assassinas estão sendo avaliadas com um olhar de proteção ao cidadão que pede por um mínimo de paz e segurança? Não está na hora de acabar com o triste paradigma de que a Polícia só enxuga gelo nesse “prende e solta” diário? Queremos dias de apreensão ou de tranquilidade afinal? A Brigada Militar não irá parar jamais. A Segurança Pública nunca descansa. É o mínimo que podemos fazer. É dever e ética, mesmo com o risco da própria vida. Só precisamos de mais gente ao nosso lado para defender a cidadania e a liberdade de todos. 

Coronel, comandante-geral da Brigada Militar* "

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A SEGURANÇA PÚBLICA NO ESTADO DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO RIO




Prezados leitores, não é segredo para ninguém que o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, o Delegado de Polícia Federal Beltrame, nasceu no Rio Grande do Sul, portanto, ele é gaúcho.
Recentemente, a vida fez com que eu iniciasse uma amizade com um Brigadiano, um integrante da Brigada Militar, como é conhecida a Polícia Militar do Rio Grande do Sul. Ele está visitando o Rio de Janeiro.
Temos conversado muito sobre segurança pública e tenho recebido informações sobre o funcionamento da área na terra natal do secretário de segurança do Rio de Janeiro.
Lá os salários andam tão ruins quanto aqui, nisso somos parecidos, todavia temos muitas diferenças. 
Além das que nós conversamos, as quais tratarei a seguir, em apertada síntese, eu fiz uma pesquisa e descobri uma interessante: o secretário de segurança pública do Rio Grande do Sul não nasceu no Rio de Janeiro, ele também é gaúcho. Ele nasceu no estado onde exerce a função. Ele também não é Delegado, ele é Promotor de Justiça, doutor Airton Aloísio Michels.
A segurança pública gaúcha está alguns anos na frente da fluminense, embora lá não existam Unidades de Polícia Pacificadora, as famosas UPPs, as consumidoras de efetivo policial que esvaziam as ruas de policiamento ostensivo. No Rio Grande do Sul foram implantados os "Territórios de Paz" (Leiam e conheçam).
No Rio Grande do Sul a perícia criminal (Instituto-Geral de Perícias) é independente da Polícia Civil, como ocorre na maioria dos estados brasileiros. No Rio de Janeiro a perícia continua atrelada à Polícia Civil, um atraso gigantesco.
Lá a elucidação dos homicídios alcançou 74% (Leiam e conheçam), aqui a última vez que ouvi falar não chegava nem a 10%.
A Brigada Militar lavra os Termos Circunstanciados (como ocorre também em Santa Catarina, por exemplo), um avanço para a população que não perde horas nas Delegacias da Polícia Civil, como ocorre no Rio de Janeiro. Aqui, Beltrame mandou a Polícia Militar parar de lavrar os Termos Circunstanciados, um atraso e um grande prejuízo para a população.
Lá diminuíram o número de níveis hierárquicos na Brigada Militar, aqui nada mudou.
No Rio Grande do Sul para ser ingressar no curso de formação de Oficiais, o candidato tem que ser bacharel em Direito (como ocorre também em Santa Catarina, por exemplo). Na Brigada o aprovado nos exames frequenta um curso de dois anos, sendo aprovado é Capitão da Brigada Militar. No Rio de Janeiro o candidato tem que ter o segundo grau completo, aprovado faz um curso de três anos, sendo declarado Aspirante a Oficial PM.
Devo voltar ao tema, ainda conversaremos nos dias que restam da visita, mais uma coisa já ficou clara: o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro tem muito que aprender com os gestores da segurança pública da sua terra natal, o Rio Grande do Sul.
Pelo visto, lá ele não ficava um mês no cargo...

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