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sábado, 27 de janeiro de 2018

SEGURANÇLA PÚBLICA - SOLUÇÃO É A FEDERALIZAÇÃO?



Transcrevo mensagem que recebi através das redes sociais de um amigo da Polícia Civil, esclarecendo que não revelo a autoria por ter não ter solicitado autorização, embora saiba previamente que ele autorizaria.
Em poucas linhas ele aborda um tema que defendo há algum tempo para solucionar a maioria dos problemas que afeta a segurança pública no Brasil, sobretudo em estados da federação dominados pelo crime organizado como é o caso do Rio de Janeiro.
Inclusive essa foi a minha principal bandeira quando me candidatei para a Câmara dos Deputados em 2010, ocasião na qual obtive uma votação pífia, pouco superior a 3.000 votos.
Eu fui Corregedor Interno da Polícia Militar de maio de 2005 até janeiro de 2008, sendo o que mais tempo ficou no exercício da função desde a criação do órgão correcional, sendo esse o motivo que muitos consideram como justificativa para explicar o fato de que após ter lutado tanto pela PMERJ e pelos PMS, nem deles obtive o apoio.
Defendo a federalização da segurança pública.
Eis a mensagem:

"Uma solução premente e plausível seria a federalização da segurança pública.
Os Estados estão falidos.
Não tem mais condições financeiras para arcar com os custos de combate à uma criminalidade crescente e cruel.
É notório a falta de meios das policiais estaduais em contraste com os recursos da PF e da PRF.
Basta observar o disparate entre as viaturas, os armamentos, as instalações físicas e os salários".

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

MEU AMIGO, NOS VEREMOS (OU NÃO) NA GRANDE REVOLTA POPULAR


2008

Prezados leitores, diante dos últimos fatos noticiados com relação ao " sistema criminoso brasileiro", confesso que as dúvidas sobre o que escrever ou dizer (pensei em publicar um vídeo) foram as maiores que enfrentei nos meus mais de dez anos de blogueiro.
Optei por escrever, um vídeo seria muito longo.
Eu enfrentei "sistemas criminosos" desde os meus vinte e um anos, hoje tenho sessenta, o que significa que foram quase quarenta anos de resistência e enfrentamento.
Enfrentar "sistemas criminosos" é um desafio que, via de regra, você já começa sabendo que deve perder, portanto, é um posicionamento pouco inteligente, reconheço, mas herdei da minha família essa obstinação pela legalidade. Tanto que sempre lutei dentro da lei, embora o outro lado sempre a tenha desrespeitado.
As regras sempre foram diferentes, eu na legalidade, os "sistemas" criando as suas ou violando as existentes.
Óbvio que sofri inúmeras ilegalidades, inclusive duas prisões ilegais e uma tentativa de "expulsão", todas explicadas neste espaço, nos livros que publiquei e comunicadas aos órgãos que deveriam fiscalizar o cumprimento da lei, mas estes optaram pelo engavetamento.
Os arquivamentos são fáceis de explicar: o "sistema criminoso" busca a capilaridade, isso para se proteger, invadindo todas as instituições e organizações. Eles têm como objetivo atrair membros e crescem continuamente.
Ao longo dessa luta perdi a conta das vezes que tentaram me cooptar, assim como, das ameaças de morte que chegaram aos meus ouvidos.
Os "sistemas" são muito poderosos.
Nem os militares que nos governaram por mais de vinte anos conseguiram derrotar os "sistemas criminosos brasileiros", talvez por estarem mais preocupados em vencer os comunistas.
Ontem, conclui que só uma grande revolta  popular poderá mudar o Brasil e desmontar tais "organizações criminosas".
Não se pode vencer "sistemas criminosos" tendo só a legalidade como arma, como eu e outros tentaram e tentam fazer.
Diante disso, não sei se por sorte ou por azar, como não sei iniciar uma luta de forma ilegal, isso determina que seja forçado a parar temporariamente de lutar.
Sim, parei, após quase quarenta anos de mais perdas do que ganhos.
Apesar da inércia na qual mergulho a contragosto neste momento, deixo claro que não morreu a minha vontade de lutar contra os "sistemas criminosos", ela continuará existindo mesmo após meu desencarne, pois ela integra o meu espírito.
Basta que eu ouça os primeiros sons vindos das ruas que estarei pronto para voltar.
Devo confessar que apesar dessa vontade (desse sonho), sinto que não ouvirei nesta existência o povo organizado nas ruas lutando pelos seus direitos, tendo em vista que ele foi apartado por completo da cidadania.
Se eu estiver errado e ocorrer o despertar do povo, quem sabe nos encontraremos nas ruas lutando pelo nosso país e por nossa descendência contra a CLEPTOCRACIA que os "sistemas" instalaram, mas dessa vez usando as mesmas armas que eles usaram e usam contra nós.
Por derradeiro, ratifico o que tenho escrito no sentido de que não existe qualquer político que possa ser o salvador da pátria.
Crer nisso é crer no impossível.
Cabe a nós, o povo, salvá-la.

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

ARTIGO "A CRISE DA VERGONHA NA CARA (CONCLUSÃO)" - CORONEL PM REF NELSON HERRERA RIBEIRO

Prezados leitores, publicamos a conclusão do artigo "A Crise da Vergonha na Cara" de autoria do Coronel PM Ref Nelson HERRERA Ribeiro.
Acessem o link para a leitura da primeira parte:
https://blogcoronelpaul.blogspot.com.br/2016/12/artigo-crise-da-vergonha-na-cara.html





A  CRISE  DA  VERGONHA  NA  CARA   (Conclusão)

A crise aí está acentuada, com tendência a piorar. Atrasos sucessivos e parcelamento de vencimentos e proventos, ameaça de adiamento do 13º salário, revogação de reajustes, aumento da contribuição previdenciária. Na prática, ocorrerá a redução de vencimentos e proventos. Por natural consequência uma previsível supressão de direitos e prerrogativas. Quem viver verá.
E o mais grave: tratamento desigual no calendário de pagamento entre os servidores  ativos e inativos, entre militares e civis, ocorrendo total menosprezo à situação das pensionistas. A proposta do Governo visa apenas ao sacrifício do funcionalismo, a quem caberá “pagar o pato”.
O discurso tendencioso parece levar à interpretação rasteira de que inativos e pensionistas são a causa primeira do desequilíbrio financeiro do Estado.
Nada se diz em razão do mar de lama advindo da corrupção praticada pelos corruptos inquilinos do Poder. Nem sequer se notam críticas ao desastroso desempenho do Secretário BELTRAME, que, na desatinada política de UPP, inchou os quadros com mais de 10.000 novos policiais militares, os quais, além de sua formação em condições precárias, vieram agravar os já combalidos serviços de assistência médica e a crônica situação de remuneração. Fatos sempre denunciados pelo Coronel PAUL e mais, em minudente análise, explicitados em seu citado livro sobre o tema. Ninguém mais apareceu para falar das mazelas herdadas pela Polícia Militar, o nosso maldito “Legado Beltrame” que amargaremos por longo período.
É público e notório que a continuada gestão irresponsável de CABRAL, permeada por sofisticado esquema de corrupção, desaguou na grave crise financeira que todos padecemos, agora sob a temerária gestão PEZÃO-DORNELLES.
Por declarações do atual Secretário de Fazenda, GUSTAVO BARBOSA, o défice acumulado até 2018 será de 52 bilhões de reais. Entretanto, as isenções fiscais concedidas chegam a 167 bilhões de reais. Pasmem! Segundo a mídia, isenções concedidas inclusive à H. STERN e à SARA JOIAS, fornecedoras das caríssimas joias da Drª ADRIANA  ANCELMO, estilosa esposa do corrupto ex-governador CABRAL.
A mídia divulga que, além de fazer novas nomeações de apaniguados, foram concedidas 76 isenções fiscais mesmo após o próprio Governo ter decretado “estado de calamidade administrativa”. 
Obviamente, eis o cerne da crise: a redução de receitas conjugada ao incremento de despesas, tendo a deslavada corrupção por cenário.
Ademais, procura-se fazer uma cortina de fumaça, em continuados “releases”, deturpando a opinião pública, batendo-se na tecla de que as categorias de bombeiros e policiais militares respondem pela metade do défice previdenciário. Só se esquecem de expor que os militares estaduais inativos permanecem com a contribuição previdenciária de 11% de seus soldos, vitaliciamente, ainda que disso  não obtenham qualquer outro benefício adicional. Absurdo flagrante. E ninguém fala em gestão temerária do RIO PREVIDÊNCIA, com desastrosa aplicação de fundos. Nem em fraudes, muito menos em auditoria. A quem pode interessar tudo isso?
Nossos desavisados Comandantes parecem não perceber que, por trás de tudo, correndo por fora, está o lobby do movimento de extinção da Polícia Militar.
O governador PEZÃO, quando formulou seu alcunhado “Pacote das maldades”, veiculou pela mídia (transparecendo até certa ironia) estar aberto a sugestões para a solução da crise. Crise esta –  fique bem claro –  causada pelo próprio Governo, do qual PEZÃO é colaborador há mais de 10 anos. Então ouso dar uma sugestão:
Penso que uma só medida bastaria para solucionar a crise financeira: projeto de lei para reduzir as isenções fiscais em 50%, em razão da grave crise financeira do Estado. Isto geraria nova receita da ordem de 84 bilhões de reais, mais do que suficiente para fazer frente ao défice previsto, sem violar direitos de servidores públicos. E sem maiores riscos, pois, na crise disseminada pelo país, não seria economicamente viável a saída de empresas aqui já estabelecidas. Simples assim.
Historicamente, o jogo sujo dos governantes alimenta-se na máxima “Dividir para conquistar”. Não fizeram outra coisa os “desgovernos” CABRAL e PEZÃO, sempre estimulando o confronto entre pares. Basta citar, por exemplo, o tratamento desigual no calendário de pagamento de servidores civis e militares, e, ainda, na PM, a adoção de vencimentos diversificados por função (ganham mais os policiais do BPChq e do BOPE), criando-se também RAS e outros penduricalhos para submeter a tropa pela necessidade financeira, reduzindo-a, na prática, à condição análoga de escravo.
Com isso, estimularam-se os atos de corrupção. Passa a ser a luta desigual pela sobrevivência. Parece ser melhor aos governantes uma Polícia toda fracionada e a mais corrupta possível. É fácil admitir esta realidade: basta não sermos hipócritas.
Porém restam derradeiras perguntas:
Que estudos estratégicos desempenhará o nosso Estado-Maior? E por que não nos espelhamos nas heroicas PM de Minas Gerais e Brigada Militar do Rio Grande do Sul  – exemplos de amor corporativo, as únicas a desobedecerem ao regime militar de 64, mantendo Comando Geral próprio de coronel PM? Lembram-se?
Onde estarão nossos deputados, capazes de “comprar a briga”, partindo para essa luta (visando ao esclarecimento do povo e defesa dos direitos dos bombeiros e policiais militares, como de resto dos servidores públicos), abstendo-se de conchavos, manobras partidárias, vantagens pessoais e interesses não-republicanos, ou continuarão com as cenas de vaga oratória, até com sentidas loas a Fidel Castro (como discursou o nosso Deputado PAULO RAMOS pateticamente, em meio à grave crise, com bombas estourando no exterior)?
Como agirão nossos comandantes, atendo-se aos princípios de chefia e liderança, prioritariamente zelando pela preservação da nossa histórica instituição, ou, de modo pragmático, agarrarem-se aos cargos, com suas atrativas vantagens e mordomias?
Como atuarão nossas entidades de classe, no empenho para a reunião de forças, visando a democráticos movimentos de repúdio e para nossas verdadeiras conquistas sociais, ou apenas se limitarão a eventuais notas de desagravo?
O que pretendem, afinal, os atores desse preocupante processo institucional?
Será que vai restar apenas um ou outro coronel reformado a protestar, a bater-se em luta inglória, como andorinha solitária que não faz verão?
Se, no momento atual, nem o guarda da esquina tem mais dúvida de que se implantou no nosso país a Cleptocracia – o governo de ladrões, até quando abusarão da nossa paciência?
Porém se deve considerar que, pairando sobre tudo isso, resta o mal maior: a crise da vergonha na cara. Atrevo-me a repetir. Ainda como metralhadora giratória.
Nelson HERRERA Ribeiro Cel PM Ref, advogado, professor.


Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

ARTIGO "A CRISE DA VERGONHA NA CARA (PRIMEIRA PARTE) - CORONEL PM REF NELSON HERRERA RIBEIRO

Prezados leitores, transcrevemos texto de autoria do Coronel PM Ref Nelson HERRERA Ribeiro:

Capistrano de Abreu

"A  CRISE  DA  VERGONHA  NA  CARA   (Primeira parte)

Eu proporia que se substituíssem todos os capítulos da Constituição por um artigo único: todo brasileiro fica obrigado a ter vergonha na cara.”
Sinto-me frustrado, porque minha limitação intelectual não me permitiu forjar tão brilhante citação. Seu autor foi CAPISTRANO DE ABREU (1853-1927), notável historiador brasileiro.
Nos idos de 1984, no então Governo Brizola, ainda major da ativa, motivado por essa frase e com incontida revolta ante o deprimente quadro que então vivia a PMERJ, fiz publicar artigo de página inteira na Tribuna da Imprensa, no qual discorria meu ponto de vista sobre as nossas intrínsecas mazelas e o jogo sujo dos governantes. A seguir, incrementei a “carreira jornalística”, voltando a artigos semelhantes no Jornal do Brasil e O Globo, transformando-me, sem querer, em pioneiro na luta pública em defesa dos policiais militares no Rio de Janeiro. Ilustre pioneiro desconhecido.
Criticava, sobretudo, as péssimas condições de trabalho: armamentos e equipamentos deficientes, desumanas escalas de serviço, caótica assistência médico-social, precário sistema de previdência, baixa remuneração. Ou seja, muitos deveres e poucos direitos. Curiosamente, decorridos mais de 30 anos, nada mudou; ao contrário, os problemas agravaram-se.
Recordo-me ter afirmado no primeiro texto: Pairando sobre tudo isso, resta o mal maior: a crise da vergonha na cara. A crítica mais branda foi que se tratava de “uma metralhadora giratória”. Claro que, além da decorrente prisão disciplinar, fiquei em disponibilidade por cerca de 3 anos, tendo ainda suportado 10 anos no mesmo posto, apenas sendo promovido a tenente-coronel, por antiguidade, em 1991.
Recentemente, em 2012, a crise interna corporis reacendeu-se, levada aos ventos do movimento dos bravos bombeiros militares. Contudo havia novo e temerário componente: o açodamento de um “estado de greve”, incompatível com os pilares de toda instituição militar no mundo – disciplina e hierarquia.
Já coronel reformado, vendo a luta muito digna, mas solitária, do Coronel PAUL, preocupei-me com a efervescente crise, e resolvi quebrar o silêncio que eu mesmo me havia imposto. Além de comparecer a reuniões de classe, tentei contribuir, já com certa experiência de vida, redigindo o artigo “Mensagem”, que foi publicado neste blog, por especial deferência. Recebi, entretanto, dezenas de comentários em reprovação, tendo sido aconselhado a “não tirar o pijama”, criticado porque “queria aparecer”, e outras aleivosias. Até fui acusado de “agente infiltrado do Cabral”, sendo esta a ofensa maior. Mas houve também poucos comentários elogiosos.
Então decidi impor-me novo silêncio: o tempo é o senhor da razão. Entretanto peço vênia para aqui transcrever importante trecho do referido artigo:
Somos históricas corporações, dotadas de brava gente, instituições permanentes, que não podem ser aviltadas por aventureiros inquilinos do Poder. E mais especificamente: em ambas as nossas reuniões, diretriz alguma foi fixada para ser posta em prática após a reação governamental; vale dizer, traçar o nosso Plano B. O quadro dessa reação já foi desmascarado na Bahia: repelir o movimento grevista (não permitir que “um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem para assustar nossa população”); prover a substituição imediata do policiamento pelo Exército e pela Força Nacional (no intuito de restaurar a sensação de segurança, mas poderão combater fogo?); prender seus líderes (escolhidos pelo próprio governo); obter o imediato apoio da Justiça estadual (decretação da ilegalidade da greve, entabulando-se expulsões de praças e violando prerrogativas estatutárias inclusive de oficiais, com ameaça de recolhimento dos presos PM a presídios federais); e conceder mais outro ridículo reajuste (apregoado pela mídia como substancial e segundo a capacidade financeira do Estado). A crise, dessa forma, será desviada em função “desses vândalos”, alegando-se que a PM, “centenária milícia de bravos e defensora da paz, não pode permitir se transformar num instrumento de intimidação e desordem” etc., etc. Basta ver o discurso do governador petista da Bahia. Soa bem aos ouvidos da população e legitima a violenta repressão. O cidadão comum, contribuinte e eleitor, não vai apaixonar-se por nosso movimento. A ele só interessa a segurança pública provida. Então claro está que o movimento grevista só favorecerá o governo. Será mais outro componente para seu jogo sujo. Os mais antigos já viram esse filme em preto e branco, agora já masterizado em novas cores por computador.
As expressões transcritas entre aspas foram ditas por JACQUES WAGNER, então governador petista da Bahia, que, depois, como Ministro-Chefe da Casa Civil, foi defenestrado do governo, junto à “organização criminosa” denunciada no governo lulopetista, sob a batuta de JOSÉ DIRCEU e o “desconhecimento” de LULA. Quem viveu acompanhou os acontecimentos, mas parece até que eu era adivinho.
Errei apenas por não ter considerado a incontida sanha do desequilibrado governador SÉRGIO CABRAL, satisfeita por seus sabujos de plantão (entre os quais coronéis BM e PM), para praticar cruel, suja e desmedida vingança contra os bravos bombeiros e policiais militares. Ocorreram meros protestos da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ e da OAB/RJ e houve algumas notas de desagravo por associações de classe. No entanto, nada foi cobrado contra as autoridades algozes, nada foi feito pelos Comandos, surgindo adiante uma ridícula “anistia”. Ficaram anistiados por crimes que não cometeram. Aqueles heróis de Bangu 1 deveriam ter sido promovidos e ganhado medalhas por bravura, além de público e formal pedido de desculpas. Preferiu-se varrer a crise para debaixo do tapete. Deu no que deu.
Atualmente, porém, constatamos algo muito pior: a crônica complacência dos coronéis ativos e inativos, salvo honrosas exceções, como se todos alheios à dura realidade do entorno, parecendo ora aparvalhados e inoperantes, ora agarrados a suas vantagens de comando, tornando-se cúmplices dos abusos dos governantes.
Hoje se vê nosso alegre ex-governador CABRAL e sua deslumbrada esposa sob prisão preventiva, acusados de corrupção. Ainda assim, deixou eleito seu candidato PEZÃO, o que, em suma, nada mais significa que a continuidade do seu “desgoverno”.
Hoje se vê o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) empregado de forma fracionada, atuando em missões específicas de policiamento ostensivo, incluindo   esporádicos apoios em socorro a esse patético Projeto UPP, nascido da mente confusa de JOSÉ MARIANO BELTRAME, Delegado (?) de Polícia Federal, todo-poderoso Secretário de Segurança, com claro propósito de vitrine eleitoreira para CABRAL, mediante ostensivo apoio da mídia comprometida. Aliás, quem pretender analisar o tema, leia o livro “UPP – Uma farsa eleitoral”, de autoria do Coronel PAUL, o qual tive a honra de prefaciar. Mais parece bem elaborado Estudo de Estado-Maior.
Nos idos de 1968, no então Estado da Guanabara, num período tomado por continuadas manifestações nas ruas, precedentes da decretação do famigerado AI-5, quando havia embates sangrentos (haja vista os equipamentos inadequados da PM: leve uniforme de brim, capacete de fibra, frágeis escudo e cassetete), e ainda, por ordens militares superiores, com a tropa desarmada (!), tive a honra de servir, jovem 2º tenente, no então BM (Batalhão Motorizado). Depois denominado BPChq, ali também serviria já major, sendo a tropa treinada e empregada sob técnicas adequadas ao controle de distúrbios, missão precípua de toda Polícia de Choque em qualquer país. Penso que esse experimento profissional me assegura habilitação bastante para criticar o emprego de tropas de choque.
Essa deformação do BPChq também se deve a outra obscura iniciativa do não menos obscuro Delegado BELTRAME, reforçada por sua trágica administração e por seu completo despreparo de chefia e liderança. Mas referendada por nossa anuência.
Diante de tamanho caos, surgem-me vários questionamentos. Acho que não só a mim.
Como é possível, durante tanto tempo, o abissal silêncio dos coronéis da ativa, e sobretudo dos reformados, nós todos que, por dever de ofício, temos sobre os ombros a permanente obrigação de defesa da Polícia Militar?
Como é possível que nós, os policiais militares fluminenses, ameaçados até de mutilação de nossos direitos previdenciários, sem eficaz posicionamento público do Comando, termos sido salvos por obra e graça de valorosas atuações alheias, como a do Coronel Marco Antônio Badaró BIANCHINI, Comandante-geral da PM de Minas Gerais e integrante do CNCG-PM/CBM (Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares) ?
Como é possível nossa Polícia de Choque, desestruturada, atuando desfigurada a esse ponto, para reprimir com atrabiliária violência as legítimas manifestações de servidores públicos, incluídos nossos irmãos bombeiros militares, policiais civis e agentes penitenciários?
Como é possível não termos força política necessária e suficiente –  com lídimos representantes de classe, destemidos, competentes, sem “rabo preso”, eleitos pela nossa união em torno de nomes previamente referendados –, para que se possa atuar politicamente, pelo bem comum, consoante os anseios das entidades de classe de oficiais e praças?
Como foi possível os autodenominados “Coronéis Barbonos” não terem sido apoiados, de forma monolítica, quando do histórico episódio de sua traumática  repressão, tendo o corrupto governador CABRAL, em tempo rapidíssimo, alterado até direitos estatutários, para abreviar-lhes a inatividade, mas já contando com o apoio dos demais oficiais, movidos ao sabor de interesses e cobiças pessoais?
Como foi possível que praças bombeiros e policiais militares da ativa, junto a oficiais superiores inativos, terem sido jogados nas masmorras de Bangu 1, incomunicáveis (inclusive sem acesso a advogados), rasgando-se as Constituições federal e estadual, o Código Penal Militar, os Estatutos dos Bombeiros Militares e dos Policiais Militares, mediante a alarmante cumplicidade da Justiça e a leniência do Ministério Público, mas, sobretudo, com o nosso silêncio?
Como é possível a estranha complacência de nossas associações de classe (a pouca representatividade que ainda temos, por força da vedação de nossos sindicatos), as quais deveriam estar unidas, oficiais e praças reformados discutindo, em paralelo ao Comando, os problemas comuns, exteriorizando anseios, encaminhando propostas e soluções, sob o direito constitucional de livre manifestação de pensamento?
Como é possível que, nem mesmo ante o insofismável quadro caótico, nossos coronéis, como chefes maiores, ainda não se interessem para iniciar a desconstrução dessa “cultura de autofagismo”, com base em mínimo amor corporativo, para exercitar suas obrigações de chefia e liderança?
São indagações que carecem de convincentes respostas.

Nelson HERRERA Ribeiro Cel PM Ref, advogado, professor."

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

CORONEL PM PAÚL - AGRADECIMENTOS

2008 - Coronéis Barbonos


Prezados leitores, o ano de 2016 foi o menos produtivo da nossa história de lutas.
Participamos de poucos atos públicos nas ruas do Rio de Janeiro e o foi o que menos escrevemos.
Uma diminuição forçada pelos problemas de saúde que nos fizeram ter uma rotina de emergências hospitalares consultórios, exames, cirurgias e períodos de convalescênça.
Um ciclo que parece estar chegando ao final de forma exitosa.
Logo estaremos em condições de voltar à rotina de lutas em prol da cidadania.
É nosso dever agradecer a todos que estiveram ao nosso lado nesse período de limitações físicas, sobretudo com as orações que tanto nos fortaleceram.
A luta continua!

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 26 de maio de 2015

BOM DIA, VERDADE! UM NOVO BLOG



Prezados leitores, o nosso espaço democrático nasceu em 2007, sendo que em 2012 transferimos o blog para o endereço atual.
Os nossos temas prioritários eram segurança pública e política, mas em 2013 ingressamos no tema futebol em razão dos fatos insólitos que ocorreram na última rodada do Brasileirão 2013.
Isso acabou gerando certa discordância entre os nossos leitores habituais
Além disso, esse ano, resolvemos interromper temporariamente a nossa luta (quase que solitária) em defesa de uma segurança pública de boa qualidade, da Polícia Militar e dos Policiais Militares do Rio de Janeiro.
Lutar indefinidamente em defesa de quem não luta por si mesmo é uma tarefa sobre humana, algo muito maior que a nossa capacidade.
Diante desses fatos, como nunca desistiremos do exercício da nossa cidadania plena, optamos por criar um novo blog, no qual postaremos vídeos abordando os mais variados temas, inclusive política, segurança pública e futebol.
Uma nova fase com maior amplitude de temas.
O novo espaço nos dará maior liberdade para expressarmos as nossas opiniões, sendo ainda uma tentativa no sentido de que os frequentadores mais antigos do blog possam nos perceber mais distantes do passado de Coronel de Polícia Militar.
Como sempre buscamos a verdade dos fatos, resolvemos colocar como título: "Bom dia, verdade!"
Obviamente, nele divulgaremos os detalhes sobre o lançamento do nosso próximo livro "O escândalo do Brasileirão 2013 - Como o Flamengo foi salvo do rebaixamento".
O primeiro vídeo será postado nos próximos dias.
Nós esperamos que os nossos leitores aprovem a nova forma de interação e que continuem nos prestigiando com os seus comentários sempre bem-vindos, elogiosos ou críticos.

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

AS GRANDES "VANTAGENS" DO ANONIMATO


Prezados leitores, nós trabalhamos com blogs desde 2007, quando exercíamos a função de Corregedor Interno da Polícia Militar.
Ao longo desses quase oito anos, administramos alguns blogs e em todos eles convivemos com os comentários anônimos (e e-mails anônimos também), os quais sempre procuramos considerar, publicando a maioria deles, pois entendemos que vivendo sob o foco dos regulamentos próprios do militarismo, nem todos tinham a coragem de assinar as suas opiniões.
Nós sofremos inúmeras represálias exatamente por não sermos anônimos e termos iniciado as nossas lutas quando estávamos no serviço ativo.
Não esperamos a inatividade para lutar, a história comprova e isso deve ficar claro. 
A Constituição Federal garante a liberdade de expressão e veda o anonimato, mas nós sempre procuramos respeitar essa postura de omitir a identidade.
Nós sempre soubemos que o anonimato não era apenas uma maneira do Praça ou do Oficial se defender de futuras punições, tendo em vista que civis também faziam uso desse expediente, pois preferiam não correr o risco de serem identificados, isso por diferentes motivos.
Apesar da nossa postura liberal, pois publicamos incontáveis comentários contrários aos nossos posicionamentos, algo não muito comum, nunca desconhecemos que o anonimato sempre teve também outros motivos.
O anonimato permite a ofensa covarde, por exemplo.
Ele permite a mentira.
O anônimo pode ofender e mentir à vontade, pois não será confrontado (eles acham).
O anônimo escreve um absurdo como a acusação de que nós não lutamos quando estávamos na ativa, uma mentira, pois inciamos em 2007 e só fomos exonerados do cargo de Corregedor Interno em janeiro de 2008.
O anônimo com a sua covardia natural, não consegue aceitar que um Coronel de Polícia, no topo funcional da carreira, ergueu a voz contra o governo em defesa da instituição, pois ele não ergue a voz contra ninguém, em defesa de nada, ele só se esconde.
Para tentar esquecer a sua covardia,  ele mente e diz que outros não fizeram, o que ele nunca teve coragem de fazer.
O anônimo chega a escrever que nunca lutamos, quando organizamos e participamos de centenas de atos nas ruas, escrevemos milhares de artigos, produzimos centenas de vídeos, escrevemos três livros e fomos presos ilegalmente duas vezes.
Quem lutou mais do que nós no Rio de Janeiro?
O anônimo é um idiota, nega a realidade.
Não todo anônimo, pois reconhecemos os que usam "justificadamente" o anonimato, ratificamos.
A esses anônimos, nós continuaremos a aceitar.
Aos anônimos covardes e mentirosos nós deixamos a sua própria frustração.
A pior coisa para um covarde é ter que conviver com a própria covardia.
Tentar esconder de seus familiares e amigos essa covardia, todo dia.
O mentiroso é um fraco que pensa que ao escrever algumas palavras em um comentário anônimo está demonstrando coragem, um grande tolo.
Aos anônimos covardes e mentirosos avisamos, mais uma vez, que só estão perdendo seu tempo.

Juntos Somos Fortes!