JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sábado, 3 de junho de 2017

SEIS ANOS DA OCUPAÇÃO DO QG DO CBMERJ E NADA DE DIVULGAÇÃO DOS IPMs

Prezados leitores, hoje completam seis anos de ocupação do Quartel Central (QC) do Corpo de Bombeiros Militar (CBMERJ) por Bombeiros Militares e familiares.
Na época os 439 (quatrocentos e trinta e nove) Bombeiros Militares foram presos e autuados.
O Coronel PM Ref Paúl também foi preso (disciplinarmente) naquele dia com flagrante violação da legalidade, ele que não participou de qualquer ato relacionado com a ocupação, apenas filmou os Bombeiros Militares quando caminharam da ALERJ até o QC.
Inúmeras denúncias de excessos foram feitas pelos Bombeiros Militares, inclusive sobre a tropa da Polícia Militar ter efetuado disparos de arma de fogo (ouçam na reportagem).
Dois Inquéritos Policiais Militares  foram instaurados para que a verdade fosse esclarecida, um no CBMERJ e outro na PMERJ.
O Centro de Criminalística da PMERJ realizou perícia no QC, inclusive nas viaturas que apresentavam perfurações por projétil de arma de fogo, isso para instruir o IPM.
O resultado dos laudos nunca foi noticiado.
Seis anos se passaram e até hoje não foi divulgado pela imprensa o resultado das investigações sobre as denúncias apresentadas pelos Bombeiros Militares.
Nem sobre as denúncias dos Bombeiros, nem sobre as denúncias feitas formalmente pelo Coronel PM Paúl contra a prisão ilegal e contra o fato de existirem robustos indícios de que o governo estadual facilitou a alegada invasão, algo que demonstrou em vídeos publicados no youtube.
O silêncio tem sido total.
Nem o Ministério Público, nem a Corregedoria Geral Unificada, nem a Corregedoria Interna da PMERJ, entre outros órgãos que receberam as denúncias, deram publicidade ao que foi apurado.
Sérgio Cabral mandava em tudo.
Hoje ele está preso e acusado de vários crimes.
Será que ainda não é possível dar publicidade ao resultado das investigações?
A imprensa poderia se interessar pela verdade e cobrar os resultados, "desenterrando" as respostas.
A seguir uma reportagem sobre a ocupação.




Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

ATUAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR - OPINIÃO DO TENENTE-CORONEL PM REF EMIR CAMPOS LARANGEIRA



Prezados leitores, circula nas redes sociais o texto de autoria do Ten Cel PM Ref Larangeira sobre a atuação da PMERJ contra o tráfico de drogas que transcrevemos nesse artigo. 
Autor de vários livros, o Ten Cel PM Ref Larangeira  é reconhecido pelo seu conhecimento na área operacional.
Recomendamos a leitura e a avaliação.

"A PMERJ avança, insiste em combater traficantes em favelas e disputar troféu de apreensão de mais um fuzil dentre milhares que se renovam e não fazem falta ao tráfico os que são apreendidos em disputa interna por mais um laurel de madeira e metal. Eta PMERJ teimosa como mula! Sim, teimosa, e perde feio esta "guerra particular" contra o tráfico há muitos anos. Se há tanta coragem e tanta teimosia em avançar, por que não recuar? Recuar é uma tática de combate tal como avançar. No caso, recuar não significa se omitir, se acovardar, a PMERJ continuará nas ruas e logradouros do asfalto atuando com maior frequência do seu efetivo retirado das favelas e redistribuído no asfalto, deste modo evitando mortes estúpidas dos seus integrantes e matando menos. Será que os gestores da PMERJ não compreendem que essa política de "guerra às drogas" diariamente praticada em estupidez, sempre em inferioridade de forças, só traz prejuízos à corporação? E que a única experiência operacional que lhe resta é o recuo? Insisto: recuo é tática de combate, não é covardia nem teimosia cega. Mas não. O combate continua, as mortes não param, e quando as pequenas guarnições agem, exageram e vem o caos; e quando apanham dos bandidos vem o BOPE para vingar; e agora o BPChoque, que abandonou a sua índole de controle de distúrbios para guerrear, soma-se à estupidez do combate inútil e prejudicial à corporação. Tal fracasso operacional poderá ser ainda a pá de cal que sepultará a PMERJ em cova rasa.
Tenente-Coronel PM Ref Emir Campos Larangeira" 

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domingo, 12 de fevereiro de 2017

PROTESTO DOS FAMILIARES DOS POLICIAIS MILITARES - PMs DO BCHOQUE DEMONSTRARAM APOIO

Prezados leitores, o vídeo mostra Policiais Militares em ato que seria de apoio à mobilização dos familiares dos Policiais Militares.





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sábado, 11 de fevereiro de 2017

VÍDEO - EMPREGO DE AERONAVE DA POLÍCIA MILITAR - DENÚNCIA

Prezados leitores, em tempo de falta de dinheiro nos cofres públicos, essa denúncia merece ser investigada, considerando o elevado custo do emprego de uma aeronave.
O fato foi noticiado no site R7 (Fonte).




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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PROTESTO NA ALERJ - NOVO FRACASSO E "TIRO, PORRADA E BOMBA"

Fonte: Whats App


Prezados leitores, nós temos avisados a todos que atendem às convocações para participarem dos protestos na ALERJ para que tenham a máxima cautela, considerando que os atos foram politizados (o carro de som virou palanque) e que vândalos estão se infiltrando entre os manifestantes, provocando o enfrentamento com os Policiais Militares, revivendo o "tiro, porrada e bomba".
Hoje, infelizmente, tudo se repetiu e estamos assistindo através da cobertura das redes de televisão os atos de vandalismo e o confronto com a Polícia Militar.
Os mobilizados precisam cobrar um minimo de responsabilidade e de esclarecimentos por parte de quem faz az as convocações, caso contrário, enfrentarão sempre os "gases" e as "balas de borracha".

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

NOTA DO IAB SOBRE OS TUMULTOS NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, transcrevemos nota do Instituto dos Advogados do Brasil (IAB) sobre os tumultos ocorridos no Centro do Rio de Janeiro ao longo do protesto realizado pelo MUSPE em frente à ALERJ.
O nosso espaço que completa dez anos de existência sempre primou por retratar os fatos com a independência que todo veículo de jornalismo deveria ter e sem tentar formar a opinião dos leitores, mas sempre tentando trazer o maior número de subsídios para que os leitores concluam com seu ferramental de conhecimento.
É de domínio público que o organizador do Blog é o Coronel PM Paulo Ricardo Paúl, mas isso nunca fez com que as mossas publicação (artigos, vídeos e imagens) tivessem o corporativismo como referência.
Defendemos a Polícia Militar e os Policiais Militares quando os fatos evidenciam que eles estão certos e criticamos duramente quando estão errados.
O mau corporativismo (pois existe o bom) de defender os companheiros mesmo quando estão claramente errados, nunca encontrou espaço no blog.
Não entendemos, por exemplo, a tentativa de defesa que alguns Policiais Civis tentam fazer do PC que agiu completamente errado neste dia de protesto, atirando em Policiais Militares e fugindo do local, por exemplo.
A nota do IAB traduz a realidade.
As ressalvas que fazemos  são na insistência na expressão "ditadura militar"; que o primeiro ato de vandalismo foi praticado pelos manifestantes ao partirem contra o policiamento que estava disposto na ALERJ e a infeliz comparação de PMs com meliantes, algo que merece nosso completo repúdio.


Pezão e Temer, eles têm culpa?


"Quinta, 02 Fevereiro 2017 
Nota do IAB sobre os tumultos no Centro do Rio 
O Centro do Rio foi palco, nesta quarta-feira (1º/2), de uma manifestação legítima organizada por funcionários públicos e reprimida de forma abusiva pelas forças de segurança, que deveriam se limitar a proteger o prédio da Assembleia Legislativa do Estado e os membros do parlamento, eleitos pelo povo, contra os quais o protesto pacífico era dirigido. 
Contudo, assim como nos tempos sombrios da ditadura militar, os agentes da segurança pública, de forma inaceitável, recorreram ao uso desproporcional da força para dispersar os manifestantes com gás de pimenta, persegui-los pelas ruas do Centro com balas de borracha e desfazer o movimento com bombas de gás lacrimogêneo, fulminando o direito constitucional à liberdade de expressão. 
A cidade se viu conflagrada. As forças policiais, em atitude inteiramente desarrazoada e desproporcional, a transformaram numa praça de guerra. Não havia nada que justificasse a ação desordeira e violenta dos policiais, que agiram como meliantes, jogando bombas na Avenida Rio Branco, prejudicando o comércio, atingindo um número incalculável de pessoas. Muitas delas nem estavam protestando e só queriam liberdade para caminhar nas ruas e cumprir os seus afazeres de trabalho. 
Não havia nada que justificasse essa ação desordeira e violenta da polícia, que deu uma verdadeira demonstração de como não se deve agir na segurança pública. Parece que falta comando e que os policiais não estão até hoje acostumados a conviver com o legítimo protesto contra os atos praticados pelo governo. 
O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) considera que a ação desmedida das forças de segurança, que incitou reações violentas igualmente inadmissíveis por parte dos manifestantes, decorreu da falta de governo, de autoridade e de respeito à lei e à ordem que impera no Estado do Rio de Janeiro. 
Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2017.
TÉCIO LINS E SILVA
Presidente nacional do IAB (Fonte)"

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

PROTESTO NO RIO DE JANEIRO - O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O EFETIVO DO BPCHOQUE ?

Imagem que circula pelas redes sociais


Prezados leitores, dias atrás conversamos com um ex-integrante do Batalhão de Polícia de Choque e para nossa surpresa ele nos informou que 90% do efetivo da OPM possui o Curso de Controle de Distúrbios Civis (CDC) e que os 10% restantes não atuam nessas missões.
Confessamos que a notícia (não tivemos como confirmar) nos espantou pois a tropa do BPChoque não está demonstrando tal qualificação na repressão dos protestos, como comentamos em vários artigos anteriores, desde 2013.
Não custa lembrar que o efetivo do BPChoque, hoje tão criticado, se recusou a reprimir os Bombeiros Militares quando eles ocuparam o Quartel Central em 20111, tarefa que coube ao BOPE, comandado pelo então CG da PMERJ. Aliás, os resultados dos IPMs instaurados sobre os fatos nunca ganharam a publicidade que a gravidade dos fatos ocorridos merece.
Quem sabe agora que estão criticando o BPChoque um Promotor de Justiça ou a imprensa resolva cobrar esses resultados que devem estar guardados em alguma gaveta.
Nós gostaríamos de ouvir os integrantes do BPChoque sobre essa desqualificação.
As opiniões poderão ser encaminhadas na forma de comentário ou como artigo para o e-mail pauloricardopaul@gmail.com,

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CUIDADO ! PROTESTOS NA ALERJ - RECOMENDAÇÕES



Prezados leitores, como comentamos nesse espaço democrático há anos, só acreditamos em mudanças para o Brasil com o povo nas ruas reivindicando os seus direitos, isso de forma ordeira e pacífica. 
Sempre destacamos que a violência e o vandalismo só servem para os políticos, considerando que colocam a população contra os mobilizados e diminuem a presença dos participantes nos próximos protestos.
Nós temos publicado alguns comentários críticos construtivos sobre os erros praticados pelos mobilizados e pelo policiamento durante os recentes protestos, somos suficientemente independentes para não nos preocuparmos com possíveis críticas aos nossos comentários.
Como foram convocadas pelo MUSPE novas manifestações para essa semana, resolvemos tecer algumas considerações.
O policiamento que será empregado para resguardar as instalações da ALERJ deve se limitar a essa ação, evitando "caçar" manifestantes por todo o Centro do Rio de Janeiro, fazendo uso excessivo dos recursos próprios para o controle do distúrbios civis, como tem ocorrido sistematicamente. O entorno da ALERJ deve ser policiado para evitar os atos de vandalismo, mas com o emprego de outros efetivos.
Os mobilizados devem cobrar dos organizações as etapas do protesto.
O que será feito do início ao fim do protesto.
Isso precisa ficar bem claro para a proteção de todos. 
Inúmeros áudios de convocação e mensagens circulam pelas redes sociais postados por organizadores, portanto, não existe qualquer dificuldade para divulgar as ETAPAS DO PROTESTO.
Caso persista a intenção insana de "invadir" a ALERJ promovendo enfrentamento com o policiamento, isso deve ser esclarecido.
Se tal ação estiver prevista, RECOMENDAMOS A TODOS QUE NÃO COMPAREÇAM.
Basta de servir de pano de fundo para os "artistas principais"e e de servir de alvo para gases e balas de borracha lançados pelo policiamento.
A entrada na ALERJ é um direito que deve ser negociado junto ao comando do policiamento e à presidência que deve disponibilizar a ocupação das galerias por representantes de cada categoria mobilizada.
Caso o comando do policiamento e/ou o presidente da ALERJ se neguem a atender esse direito, os inúmeros bacharéis em direito presentes ao protesto (sindicatos, associais, policiais, ...) sabem como proceder contra essa violação, sem que seja necessária qualquer violência.
Nós torcemos para que tudo dê certo nos protestos e que os objetivos das categorias sejam alcançados.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

ARTIGO "A CRISE DA VERGONHA NA CARA (CONCLUSÃO)" - CORONEL PM REF NELSON HERRERA RIBEIRO

Prezados leitores, publicamos a conclusão do artigo "A Crise da Vergonha na Cara" de autoria do Coronel PM Ref Nelson HERRERA Ribeiro.
Acessem o link para a leitura da primeira parte:
https://blogcoronelpaul.blogspot.com.br/2016/12/artigo-crise-da-vergonha-na-cara.html





A  CRISE  DA  VERGONHA  NA  CARA   (Conclusão)

A crise aí está acentuada, com tendência a piorar. Atrasos sucessivos e parcelamento de vencimentos e proventos, ameaça de adiamento do 13º salário, revogação de reajustes, aumento da contribuição previdenciária. Na prática, ocorrerá a redução de vencimentos e proventos. Por natural consequência uma previsível supressão de direitos e prerrogativas. Quem viver verá.
E o mais grave: tratamento desigual no calendário de pagamento entre os servidores  ativos e inativos, entre militares e civis, ocorrendo total menosprezo à situação das pensionistas. A proposta do Governo visa apenas ao sacrifício do funcionalismo, a quem caberá “pagar o pato”.
O discurso tendencioso parece levar à interpretação rasteira de que inativos e pensionistas são a causa primeira do desequilíbrio financeiro do Estado.
Nada se diz em razão do mar de lama advindo da corrupção praticada pelos corruptos inquilinos do Poder. Nem sequer se notam críticas ao desastroso desempenho do Secretário BELTRAME, que, na desatinada política de UPP, inchou os quadros com mais de 10.000 novos policiais militares, os quais, além de sua formação em condições precárias, vieram agravar os já combalidos serviços de assistência médica e a crônica situação de remuneração. Fatos sempre denunciados pelo Coronel PAUL e mais, em minudente análise, explicitados em seu citado livro sobre o tema. Ninguém mais apareceu para falar das mazelas herdadas pela Polícia Militar, o nosso maldito “Legado Beltrame” que amargaremos por longo período.
É público e notório que a continuada gestão irresponsável de CABRAL, permeada por sofisticado esquema de corrupção, desaguou na grave crise financeira que todos padecemos, agora sob a temerária gestão PEZÃO-DORNELLES.
Por declarações do atual Secretário de Fazenda, GUSTAVO BARBOSA, o défice acumulado até 2018 será de 52 bilhões de reais. Entretanto, as isenções fiscais concedidas chegam a 167 bilhões de reais. Pasmem! Segundo a mídia, isenções concedidas inclusive à H. STERN e à SARA JOIAS, fornecedoras das caríssimas joias da Drª ADRIANA  ANCELMO, estilosa esposa do corrupto ex-governador CABRAL.
A mídia divulga que, além de fazer novas nomeações de apaniguados, foram concedidas 76 isenções fiscais mesmo após o próprio Governo ter decretado “estado de calamidade administrativa”. 
Obviamente, eis o cerne da crise: a redução de receitas conjugada ao incremento de despesas, tendo a deslavada corrupção por cenário.
Ademais, procura-se fazer uma cortina de fumaça, em continuados “releases”, deturpando a opinião pública, batendo-se na tecla de que as categorias de bombeiros e policiais militares respondem pela metade do défice previdenciário. Só se esquecem de expor que os militares estaduais inativos permanecem com a contribuição previdenciária de 11% de seus soldos, vitaliciamente, ainda que disso  não obtenham qualquer outro benefício adicional. Absurdo flagrante. E ninguém fala em gestão temerária do RIO PREVIDÊNCIA, com desastrosa aplicação de fundos. Nem em fraudes, muito menos em auditoria. A quem pode interessar tudo isso?
Nossos desavisados Comandantes parecem não perceber que, por trás de tudo, correndo por fora, está o lobby do movimento de extinção da Polícia Militar.
O governador PEZÃO, quando formulou seu alcunhado “Pacote das maldades”, veiculou pela mídia (transparecendo até certa ironia) estar aberto a sugestões para a solução da crise. Crise esta –  fique bem claro –  causada pelo próprio Governo, do qual PEZÃO é colaborador há mais de 10 anos. Então ouso dar uma sugestão:
Penso que uma só medida bastaria para solucionar a crise financeira: projeto de lei para reduzir as isenções fiscais em 50%, em razão da grave crise financeira do Estado. Isto geraria nova receita da ordem de 84 bilhões de reais, mais do que suficiente para fazer frente ao défice previsto, sem violar direitos de servidores públicos. E sem maiores riscos, pois, na crise disseminada pelo país, não seria economicamente viável a saída de empresas aqui já estabelecidas. Simples assim.
Historicamente, o jogo sujo dos governantes alimenta-se na máxima “Dividir para conquistar”. Não fizeram outra coisa os “desgovernos” CABRAL e PEZÃO, sempre estimulando o confronto entre pares. Basta citar, por exemplo, o tratamento desigual no calendário de pagamento de servidores civis e militares, e, ainda, na PM, a adoção de vencimentos diversificados por função (ganham mais os policiais do BPChq e do BOPE), criando-se também RAS e outros penduricalhos para submeter a tropa pela necessidade financeira, reduzindo-a, na prática, à condição análoga de escravo.
Com isso, estimularam-se os atos de corrupção. Passa a ser a luta desigual pela sobrevivência. Parece ser melhor aos governantes uma Polícia toda fracionada e a mais corrupta possível. É fácil admitir esta realidade: basta não sermos hipócritas.
Porém restam derradeiras perguntas:
Que estudos estratégicos desempenhará o nosso Estado-Maior? E por que não nos espelhamos nas heroicas PM de Minas Gerais e Brigada Militar do Rio Grande do Sul  – exemplos de amor corporativo, as únicas a desobedecerem ao regime militar de 64, mantendo Comando Geral próprio de coronel PM? Lembram-se?
Onde estarão nossos deputados, capazes de “comprar a briga”, partindo para essa luta (visando ao esclarecimento do povo e defesa dos direitos dos bombeiros e policiais militares, como de resto dos servidores públicos), abstendo-se de conchavos, manobras partidárias, vantagens pessoais e interesses não-republicanos, ou continuarão com as cenas de vaga oratória, até com sentidas loas a Fidel Castro (como discursou o nosso Deputado PAULO RAMOS pateticamente, em meio à grave crise, com bombas estourando no exterior)?
Como agirão nossos comandantes, atendo-se aos princípios de chefia e liderança, prioritariamente zelando pela preservação da nossa histórica instituição, ou, de modo pragmático, agarrarem-se aos cargos, com suas atrativas vantagens e mordomias?
Como atuarão nossas entidades de classe, no empenho para a reunião de forças, visando a democráticos movimentos de repúdio e para nossas verdadeiras conquistas sociais, ou apenas se limitarão a eventuais notas de desagravo?
O que pretendem, afinal, os atores desse preocupante processo institucional?
Será que vai restar apenas um ou outro coronel reformado a protestar, a bater-se em luta inglória, como andorinha solitária que não faz verão?
Se, no momento atual, nem o guarda da esquina tem mais dúvida de que se implantou no nosso país a Cleptocracia – o governo de ladrões, até quando abusarão da nossa paciência?
Porém se deve considerar que, pairando sobre tudo isso, resta o mal maior: a crise da vergonha na cara. Atrevo-me a repetir. Ainda como metralhadora giratória.
Nelson HERRERA Ribeiro Cel PM Ref, advogado, professor.


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

ARTIGO "A CRISE DA VERGONHA NA CARA (PRIMEIRA PARTE) - CORONEL PM REF NELSON HERRERA RIBEIRO

Prezados leitores, transcrevemos texto de autoria do Coronel PM Ref Nelson HERRERA Ribeiro:

Capistrano de Abreu

"A  CRISE  DA  VERGONHA  NA  CARA   (Primeira parte)

Eu proporia que se substituíssem todos os capítulos da Constituição por um artigo único: todo brasileiro fica obrigado a ter vergonha na cara.”
Sinto-me frustrado, porque minha limitação intelectual não me permitiu forjar tão brilhante citação. Seu autor foi CAPISTRANO DE ABREU (1853-1927), notável historiador brasileiro.
Nos idos de 1984, no então Governo Brizola, ainda major da ativa, motivado por essa frase e com incontida revolta ante o deprimente quadro que então vivia a PMERJ, fiz publicar artigo de página inteira na Tribuna da Imprensa, no qual discorria meu ponto de vista sobre as nossas intrínsecas mazelas e o jogo sujo dos governantes. A seguir, incrementei a “carreira jornalística”, voltando a artigos semelhantes no Jornal do Brasil e O Globo, transformando-me, sem querer, em pioneiro na luta pública em defesa dos policiais militares no Rio de Janeiro. Ilustre pioneiro desconhecido.
Criticava, sobretudo, as péssimas condições de trabalho: armamentos e equipamentos deficientes, desumanas escalas de serviço, caótica assistência médico-social, precário sistema de previdência, baixa remuneração. Ou seja, muitos deveres e poucos direitos. Curiosamente, decorridos mais de 30 anos, nada mudou; ao contrário, os problemas agravaram-se.
Recordo-me ter afirmado no primeiro texto: Pairando sobre tudo isso, resta o mal maior: a crise da vergonha na cara. A crítica mais branda foi que se tratava de “uma metralhadora giratória”. Claro que, além da decorrente prisão disciplinar, fiquei em disponibilidade por cerca de 3 anos, tendo ainda suportado 10 anos no mesmo posto, apenas sendo promovido a tenente-coronel, por antiguidade, em 1991.
Recentemente, em 2012, a crise interna corporis reacendeu-se, levada aos ventos do movimento dos bravos bombeiros militares. Contudo havia novo e temerário componente: o açodamento de um “estado de greve”, incompatível com os pilares de toda instituição militar no mundo – disciplina e hierarquia.
Já coronel reformado, vendo a luta muito digna, mas solitária, do Coronel PAUL, preocupei-me com a efervescente crise, e resolvi quebrar o silêncio que eu mesmo me havia imposto. Além de comparecer a reuniões de classe, tentei contribuir, já com certa experiência de vida, redigindo o artigo “Mensagem”, que foi publicado neste blog, por especial deferência. Recebi, entretanto, dezenas de comentários em reprovação, tendo sido aconselhado a “não tirar o pijama”, criticado porque “queria aparecer”, e outras aleivosias. Até fui acusado de “agente infiltrado do Cabral”, sendo esta a ofensa maior. Mas houve também poucos comentários elogiosos.
Então decidi impor-me novo silêncio: o tempo é o senhor da razão. Entretanto peço vênia para aqui transcrever importante trecho do referido artigo:
Somos históricas corporações, dotadas de brava gente, instituições permanentes, que não podem ser aviltadas por aventureiros inquilinos do Poder. E mais especificamente: em ambas as nossas reuniões, diretriz alguma foi fixada para ser posta em prática após a reação governamental; vale dizer, traçar o nosso Plano B. O quadro dessa reação já foi desmascarado na Bahia: repelir o movimento grevista (não permitir que “um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem para assustar nossa população”); prover a substituição imediata do policiamento pelo Exército e pela Força Nacional (no intuito de restaurar a sensação de segurança, mas poderão combater fogo?); prender seus líderes (escolhidos pelo próprio governo); obter o imediato apoio da Justiça estadual (decretação da ilegalidade da greve, entabulando-se expulsões de praças e violando prerrogativas estatutárias inclusive de oficiais, com ameaça de recolhimento dos presos PM a presídios federais); e conceder mais outro ridículo reajuste (apregoado pela mídia como substancial e segundo a capacidade financeira do Estado). A crise, dessa forma, será desviada em função “desses vândalos”, alegando-se que a PM, “centenária milícia de bravos e defensora da paz, não pode permitir se transformar num instrumento de intimidação e desordem” etc., etc. Basta ver o discurso do governador petista da Bahia. Soa bem aos ouvidos da população e legitima a violenta repressão. O cidadão comum, contribuinte e eleitor, não vai apaixonar-se por nosso movimento. A ele só interessa a segurança pública provida. Então claro está que o movimento grevista só favorecerá o governo. Será mais outro componente para seu jogo sujo. Os mais antigos já viram esse filme em preto e branco, agora já masterizado em novas cores por computador.
As expressões transcritas entre aspas foram ditas por JACQUES WAGNER, então governador petista da Bahia, que, depois, como Ministro-Chefe da Casa Civil, foi defenestrado do governo, junto à “organização criminosa” denunciada no governo lulopetista, sob a batuta de JOSÉ DIRCEU e o “desconhecimento” de LULA. Quem viveu acompanhou os acontecimentos, mas parece até que eu era adivinho.
Errei apenas por não ter considerado a incontida sanha do desequilibrado governador SÉRGIO CABRAL, satisfeita por seus sabujos de plantão (entre os quais coronéis BM e PM), para praticar cruel, suja e desmedida vingança contra os bravos bombeiros e policiais militares. Ocorreram meros protestos da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ e da OAB/RJ e houve algumas notas de desagravo por associações de classe. No entanto, nada foi cobrado contra as autoridades algozes, nada foi feito pelos Comandos, surgindo adiante uma ridícula “anistia”. Ficaram anistiados por crimes que não cometeram. Aqueles heróis de Bangu 1 deveriam ter sido promovidos e ganhado medalhas por bravura, além de público e formal pedido de desculpas. Preferiu-se varrer a crise para debaixo do tapete. Deu no que deu.
Atualmente, porém, constatamos algo muito pior: a crônica complacência dos coronéis ativos e inativos, salvo honrosas exceções, como se todos alheios à dura realidade do entorno, parecendo ora aparvalhados e inoperantes, ora agarrados a suas vantagens de comando, tornando-se cúmplices dos abusos dos governantes.
Hoje se vê nosso alegre ex-governador CABRAL e sua deslumbrada esposa sob prisão preventiva, acusados de corrupção. Ainda assim, deixou eleito seu candidato PEZÃO, o que, em suma, nada mais significa que a continuidade do seu “desgoverno”.
Hoje se vê o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) empregado de forma fracionada, atuando em missões específicas de policiamento ostensivo, incluindo   esporádicos apoios em socorro a esse patético Projeto UPP, nascido da mente confusa de JOSÉ MARIANO BELTRAME, Delegado (?) de Polícia Federal, todo-poderoso Secretário de Segurança, com claro propósito de vitrine eleitoreira para CABRAL, mediante ostensivo apoio da mídia comprometida. Aliás, quem pretender analisar o tema, leia o livro “UPP – Uma farsa eleitoral”, de autoria do Coronel PAUL, o qual tive a honra de prefaciar. Mais parece bem elaborado Estudo de Estado-Maior.
Nos idos de 1968, no então Estado da Guanabara, num período tomado por continuadas manifestações nas ruas, precedentes da decretação do famigerado AI-5, quando havia embates sangrentos (haja vista os equipamentos inadequados da PM: leve uniforme de brim, capacete de fibra, frágeis escudo e cassetete), e ainda, por ordens militares superiores, com a tropa desarmada (!), tive a honra de servir, jovem 2º tenente, no então BM (Batalhão Motorizado). Depois denominado BPChq, ali também serviria já major, sendo a tropa treinada e empregada sob técnicas adequadas ao controle de distúrbios, missão precípua de toda Polícia de Choque em qualquer país. Penso que esse experimento profissional me assegura habilitação bastante para criticar o emprego de tropas de choque.
Essa deformação do BPChq também se deve a outra obscura iniciativa do não menos obscuro Delegado BELTRAME, reforçada por sua trágica administração e por seu completo despreparo de chefia e liderança. Mas referendada por nossa anuência.
Diante de tamanho caos, surgem-me vários questionamentos. Acho que não só a mim.
Como é possível, durante tanto tempo, o abissal silêncio dos coronéis da ativa, e sobretudo dos reformados, nós todos que, por dever de ofício, temos sobre os ombros a permanente obrigação de defesa da Polícia Militar?
Como é possível que nós, os policiais militares fluminenses, ameaçados até de mutilação de nossos direitos previdenciários, sem eficaz posicionamento público do Comando, termos sido salvos por obra e graça de valorosas atuações alheias, como a do Coronel Marco Antônio Badaró BIANCHINI, Comandante-geral da PM de Minas Gerais e integrante do CNCG-PM/CBM (Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares) ?
Como é possível nossa Polícia de Choque, desestruturada, atuando desfigurada a esse ponto, para reprimir com atrabiliária violência as legítimas manifestações de servidores públicos, incluídos nossos irmãos bombeiros militares, policiais civis e agentes penitenciários?
Como é possível não termos força política necessária e suficiente –  com lídimos representantes de classe, destemidos, competentes, sem “rabo preso”, eleitos pela nossa união em torno de nomes previamente referendados –, para que se possa atuar politicamente, pelo bem comum, consoante os anseios das entidades de classe de oficiais e praças?
Como foi possível os autodenominados “Coronéis Barbonos” não terem sido apoiados, de forma monolítica, quando do histórico episódio de sua traumática  repressão, tendo o corrupto governador CABRAL, em tempo rapidíssimo, alterado até direitos estatutários, para abreviar-lhes a inatividade, mas já contando com o apoio dos demais oficiais, movidos ao sabor de interesses e cobiças pessoais?
Como foi possível que praças bombeiros e policiais militares da ativa, junto a oficiais superiores inativos, terem sido jogados nas masmorras de Bangu 1, incomunicáveis (inclusive sem acesso a advogados), rasgando-se as Constituições federal e estadual, o Código Penal Militar, os Estatutos dos Bombeiros Militares e dos Policiais Militares, mediante a alarmante cumplicidade da Justiça e a leniência do Ministério Público, mas, sobretudo, com o nosso silêncio?
Como é possível a estranha complacência de nossas associações de classe (a pouca representatividade que ainda temos, por força da vedação de nossos sindicatos), as quais deveriam estar unidas, oficiais e praças reformados discutindo, em paralelo ao Comando, os problemas comuns, exteriorizando anseios, encaminhando propostas e soluções, sob o direito constitucional de livre manifestação de pensamento?
Como é possível que, nem mesmo ante o insofismável quadro caótico, nossos coronéis, como chefes maiores, ainda não se interessem para iniciar a desconstrução dessa “cultura de autofagismo”, com base em mínimo amor corporativo, para exercitar suas obrigações de chefia e liderança?
São indagações que carecem de convincentes respostas.

Nelson HERRERA Ribeiro Cel PM Ref, advogado, professor."

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

POLICIAIS MILITARES DO BPCHOQUE SOFRERAM "LAVAGEM CEREBRAL" ?



Prezados leitores, as mensagens escritas e os áudios que estão circulando nas redes sociais são extremamente preocupantes e devem ser avaliados pela Secretaria de Segurança Pública e pelo Comando Geral da Polícia Militar para adoção de medidas preventivas, considerando que está se criando uma ambiência onde os Policiais Militares do BPChoque estão sendo taxados como traidores, isso em razão da repressão violenta que estão desenvolvendo contra os manifestantes que participam dos protestos na ALERJ contra o "pacote de maldades" do governo Pezão.
Salvo melhor juízo, respeitando as opiniões contrárias, os Policiais Militares do BPChoque não são traidores, eles estão tentando cumprir as missões determinadas, porém estão demonstrando absoluta falta do treinamento adequado para o cumprimento delas e errando pelo exagero.
Lembramos que o BPChoque foi o primeiro efetivo da Polícia Militar a ser considerado como "tropa de elite", isso em razão da sua excelência no treinamento.
O BPChoque foi desfigurado anos atrás, como escrevemos em alguns artigos anteriores, sendo aplicado no policiamento ostensivo normal , o que sacrificou a qualificação de sua tropa para o controle de distúrbios civis, sua principal missão.
Além disso, a mística construída ao longo de anos por Oficiais e Praças acabou sendo também sacrificada ou pior, pode ter sido desconstruída por meio de um tipo de "lavagem cerebral"
A nossa opinião nesse sentido está baseada no fato de que no início de 2015 estourou um  escândalo no BPChoque sobre conversas no Whats App entre Oficiais e Praças do batalhão, como o jornal Extra noticiou.
As conversas tratavam, entre outros temas, da superioridade dos integrantes do BPChoque sobre os outros Policiais Militares e até do culto ao nazismo, como foi citado na reportagem.

O que foi apurado sobre esses fatos gravíssimos?

Será que a apologia a esses temas nefastos interferiram na formação dos jovens integrantes do BPChoque?

Será que estamos enfrentando os resultados dessa "doutrinação"?

O Comando Geral da PMERJ deve avaliar essas possibilidades e deve dar publicidade ao resultado do Inquérito Policial Militar que deve ter sido instalado para apurar fatos tão graves.

Leiam a reportagem e avaliem.

"05/01/15 06:00 Atualizado em 05/01/15 08:35
MP vai apurar se comandante do Choque cometeu crime de incitação ao nazismo
Carolina Heringer
O procurador de Justiça Marcio Mothé, coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, vai solicitar à Central de Inquéritos do órgão que investigue se o coronel Fábio Souza de Almeida, comandante do Batalhão de Choque, e outros policiais - entre eles oficiais - cometeram o crime de incitação ao nazismo.
Em conversas num grupo do WhatsApp, os agentes fazem referências e mostram simpatia ao regime autoritário alemão. Nas mensagens, eles defendem a “caça” aos chamados peito de ladrilho - policiais que não possuem cursos especiais e classificam-se como uma “raça pura e sem defeitos”.
- É lamentável, em pleno século 21, se deparar com tamanha violação ao estado democrático de direito. É preciso impor limites à PM - comentou Mothé.
Ex-presidente da Federação Israelita do Rio e ex-vice-presidente da Confederação Israelita do Brasil, Osias Wurman, diz que independente de quem seja, alguém que pregue o nazismo está cometendo um crime:
- As referências ao nazismo destoam de toda a comunidade do Rio e do Brasil. Venha de quem vier a declaração, práticas, exemplos, símbolos, referências, tudo isso é crime federal, inafiançável e imprescritível.
Nas conversas, o coronel Fábio ainda defende o uso da violência contra manifestantes, durante os protestos no Rio, além de ironizar e criticar a gestão do coronel Márcio Rocha, que o sucedeu após sua primeira passagem pelo Choque, em agosto de 2013. Os diálogos foram anexados ao Inquérito Policial Militar que investiga um atentado no qual 14 tiros foram disparados contra o prédio de Rocha, em janeiro de 2014, cinco meses após ele ter assumido a unidade. Os diálogos que estão no inquérito ocorreram entre dezembro de 2013 e janeiro do ano seguinte (Leiam mais)".

Os Policiais Militares do BPChoque devem cumprir as missões que receberem com relação ao policiamento na ALERJ, desde que não sejam ordens ilegais ou absurdas (como a invasão da Igreja de São José), mas devem também fazer uma reflexão sobre o contido na reportagem do jornal Extra e a relação que pode existir (ou não) com a violência que estão empregando.

Juntos Somos Fortes!

CORONEL PM FAZ CRÍTICAS À ATUAÇÃO DO BATALHÃO DE POLÍCIA DE CHOQUE



Prezados leitores, a atuação da Polícia Militar no controle de distúrbios civis tem sido muito criticada na maioria das vezes que ocorrem manifestações populares nas ruas do Rio de Janeiro.
Não está sendo diferente com relação à prevenção e à repressão com relação a ação policial nos atos de protesto contra o "pacote de maldades" que estão sendo realizados em frente à ALERJ.
Nos cabe destacar que criticar a ação do policiamento não significa defender aqueles que realizam atos de agressão contra os Policiais Militares e de vandalismo, uma interpretação equivocada que alguns fazem.
Ninguém defende agressores e vândalos.
As críticas que se generalizam nas redes sociais, sobretudo por parte dos Oficiais PM mais antigos, têm o objetivo de estimular a promoção de correções no planejamento e na execução, considerando que os erros estão sendo uma constante e as consequências poderão ser piores que as que foram vivenciadas até o momento.
Nenhum Policial Militar se sente feliz ao criticar a Polícia Militar.
Nesse diapasão de gerar progressos, transcrevemos três textos que circulam nas redes sociais como sendo da autoria do Coronel PM RR Lopes, fato que não tivemos como confirmar.

1) Cel RR Lopes, aspirante PM do Choque,1976, onde serviu por 5 anos, tendo sido instrutor de CDC, e subcomandante em 2003/4. 

2) Simplesmente vergonhosa a atuação desses PM,que não reconheço como integrantes do meu BPChoque. Atuam como guerrilheiros, não como integrantes de uma unidade de CDC. O emprego tático do choque na atualidade é totalmente equivocado. Isso não é uma tropa,é um bando! O protocolo de atuação de uma uma unidade de choque, seja no nível batalhão, companhia, pelotão, ou até mesmo força de choque deve observar os seguintes pressupostos: atuação dissuasória, demostração de força consubstanciada no princípio da coesão e dispersão dos manifestantes devendo ser previstas vias de escoamento. A falta de ponderação e racionalidade são gritantes. Ignoram que as forças adversas que ora enfrentam na ALERJ estão pleiteando algo que lhes é favorável. Sendo assim, é absolutamente irrazoável o uso da calibre 12 contra servidor público, até porque tal arma não obstante utilizando balim de borracha, pode ser letal se atingir região do corpo vulnerável. O ideal é o uso apenas de material químico visando a dispersão. Cel RR Lopes. 

3) Forçoso reconhecer que a continuar esse tipo de atuação equivocada, sem privilegiar a dissuasão, baseada na demonstração de força, formações táticas, tais como linha, cunha escalão, com apoio cerrado, central ou lateral,conforme a situação recomendar, tendo como objetivo a dispersão dos manifestantes, não a causação de baixas, certamente em breve teremos vítimas fatais pelo uso imoderado da força. E o que é pior, quando a multidão se transformar numa turba aquele efetivo de um pelotão será massacrado. Nunca vi tanto absurdo e tanta incompetência numa ação antimultitudinária. Cel RR Lopes. 

Os grifos são nossos.
O Coronel PM RR Lopes é reconhecido como especialista em controle de distúrbios civis.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O DESABAFO DE UM POLICIAL MILITAR DO BATALHÃO DE POLÍCIA DE CHOQUE (?)



Prezados leitores, o texto anônimo que transcrevemos está circulando pelo Whats App como sendo uma "nota de repúdio" de um integrante do Batalhão de Polícia de Choque.
O seu conteúdo deve ser avaliado com cuidado, mas o Comando Geral da Polícia Militar precisa avaliar a sua veracidade ou não sobre a alegada divisão existente no batalhão.

"Nota de Repúdio 
 Um dia me inscrevi em um curso operacional onde haviam apenas 60 vagas entre mais de 500 candidatos, eu sabia que para fazer parte desse nobre Batalhao eu teria que lutar para ficar entre os 60, e assim sendo, ingressei talvez, no maior desafio da minha vida, onde durante o período de 50 dias, eu superei todas as dificuldades dentro dos limites que um ser humano possa suportar, ficando quase uma semana por inteira sem dormir, dias sem tomar banho, fome, desespero, dias intermináveis onde as lesões doíam tanto que eu chegava a ficar quase que inconsciente perante a tanta dificuldade, onde pagar flexão de punho cerrado era normal quando os ferimentos ja colocavam a mostra a parte óssea da minha mão, e quando eu achava que iria morrer intoxicado de tanto inalar gás lacrimogêneo, sendo assim sobrevivi entre os poucos que restaram, e conquistei esse breve que ostento em minha farda com muito orgulho, me tornei um cursado do Batalhão de Polícia de Choque do Rio de Janeiro, mas passei por tudo isso nao foi para atirar contra colegas policias bombeiros policiais civis entre outros servidores, por isso senhores, hoje estou envergonhado sim, mas nao por ser do Batalhão choque, mas sim pelo meu comando pelos oficiais do meu batalhão e pela companhia chamada UCD (unidade de controle de disturbios civis) que nao tiveram a honra de se negar a cumprir essa ordem absurda de proteger esses deputados que estão destruindo nossos direitos, nao tiveram a honra de lutar por si próprio, pelos direitos e garantias do nosso futuro e de nossos familiares, por tanto senhores eu falo em alto e em bom tom que? hj o Batalhão de choque está dividido pois a companhia do GTAR e a companhia do GTM nao fazem parte dessa vergonha (SIC)".

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

POLÍCIA MILITAR - WHATSAAP - (04) POR QUE A REVISTA VEJA NÃO REVELOU ESSAS MENSAGENS?



Prezados leitores, hoje publicamos (provavelmente) nosso último artigo sobre as mensagens de WhatsApp que a revista Veja não publicou. 
As outras mensagens que publicamos poderão ser lidas nos três artigos anteriores (Link). 

"07/01/14 12:52:21: +55 21 98596-8069 Faltou agradecer ao grão mestre....
07/01/14 12:52:49: +55 21 7756-0570 E enquanto eu tiver nessa PORRA aqui, serei sempre uma areia, incomodando sempre o pé do REpolho!!!
07/01/14 12:53:14: +55 21 98596-8069 Areia????
07/01/14 12:53:24: +55 21 98596-8069 Vc tem q ser uma pedra!!!
07/01/14 12:53:41: +55 21 7756-0570 Pedra ele transfere!!!!
07/01/14 12:53:45: +55 21 98596-8069 Adriano, vc é o cel pinheiro em 199/2000
07/01/14 12:53:52: +55 21 98596-8069 1999
07/01/14 12:53:55: +55 21 7756-0570 Tem que ser no talento!!!
07/01/14 12:54:14: +55 21 98596-8069 O cabelinho detestava ele
07/01/14 12:54:18: +55 21 7756-0570 Vou empurrando nele... Sem ele perceber!!!
07/01/14 12:54:26: +55 21 98596-8069 Mas precisava dele ao mesmo tempo
07/01/14 12:54:34: +55 21 7756-0570 Talentoooo!!!" (sic). 

A imprensa divulgou que a PMERJ instaurou um IPM para apurar os fatos. 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

POLÍCIA MILITAR - WHATSAAP - (03) POR QUE A REVISTA VEJA NÃO REVELOU ESSAS MENSAGENS?



Prezados leitores, baseados em dados recebidos temos publicado mensagens de WhatsApp trocadas entre Oficiais e Praças da PMERJ, que não foram noticiadas na matéria da revista Veja que tratou da apologia à violência e ao nazismo contida em algumas mensagens.
Ratificamos que não temos como saber se a revista Veja não recebeu as mensagens que estamos publicando ou se as recebeu e optou por não divulgar, apesar da gravidade.
Nós já publicamos dois artigos sobre as mensagens não publicadas pela Veja:
- Primeiro artigo (Link).
- Segundo artigo (Link).
Hoje publicamos um novo trecho: 

"26/12/13 20:30:08: +55 21 7756-0570 Comando... Deixa comigo... Lembra dos 1.500??? Eu disse, nao disse??? Uma ja foi... Faltam dois!!! 
26/12/13 20:30:28: +55 21 7756-0570 Tramoia e Ludi!!! 
26/12/13 20:30:51: +55 21 97205-8175Olhos 
26/12/13 20:31:14: +55 21 97205-8175 Sou a favor do Lud ir a obtido no cdc 
26/12/13 20:31:28: +55 21 96408-4300 Obito
26/12/13 20:31:36: +55 21 97205-8175 Isso 
26/12/13 20:31:43: +55 21 97205-8175 Foi mal 
26/12/13 20:31:58: +55 21 97205-8175 Morte ao Anakin 
26/12/13 20:32:44: +55 21 97205-8175 Tipo, instrução de paraquedismo sem paraquedas e com mochila de chumbo logo no primeiro dia" (sic).

Segundo a revista Veja a Polícia Militar instaurou um IPM para apurar os fatos.

Juntos Somos Fortes!

domingo, 18 de janeiro de 2015

POLÍCIA MILITAR - WHATSAAP - (02) POR QUE A REVISTA VEJA NÃO REVELOU ESSAS MENSAGENS?



Prezados leitores, hoje damos sequência à série de artigos relacionados com a reportagem da Revista Veja sobre a Polícia Militar, baseada em mensagens de WhatsApp trocadas entre Oficiais e Praças da Polícia Militar, que obteve com exclusividade. 
Na reportagem foram publicadas mensagens que fariam apologia à violência no controle dos protestos de rua no Rio de Janeiro e ao nazismo.
A revista Veja informou que são milhares de mensagens trocadas entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, as quais estão reunidas em 230 páginas de um inquérito da Corregedoria-Geral da PM.
A revista não poderia publicar todas as mensagens, logo deve ter feito uma seleção das que considerou mais importantes.
Nós começamos a publicar algumas  que tivemos conhecimento, como as publicadas no primeiro artigo (Link), que não foram publicadas pela Revista Veja.
Hoje publicaremos uma mensagem, fazendo novamente a ressalva de que como são dados não confirmados, não podemos garantir que a mensagem seja real e que conste no IPM da Corregedoria Interna, mas se constar é muito grave, merecendo uma investigação muito rigorosa para o seu esclarecimento.

"01/01/14 19:43:01: +55 21 7756-0570 Morte ao Porco, Morte ao Ambiguo," (sic).

Será que a Revista Veja não recebeu essa mensagem tão séria ou recebeu e não selecionou para publicação?
Uma ameaça ou uma brincadeira de péssimo gosto?
Quem seria o "Porco"?
Quem seria o "Ambíguo"?
Eles estão vivos? 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 17 de janeiro de 2015

POLÍCIA MILITAR - WHATSAAP - (01) POR QUE A REVISTA VEJA NÃO REVELOU ESSAS MENSAGENS?



Prezados leitores, usando as palavras da Revista Veja, "documentos exclusivos obtidos por VEJA mostram mensagens de cunho nazista enviadas por policiais pelo WhatsApp", serviram de base para a publicação da matéria com o título "Oficiais da PM do Rio incitaram pancadaria contra black blocs" (Link). 
Segundo a Revista Veja "O coronel Fábio, como é chamado, é o protagonista de milhares de mensagens trocadas entre oficiais da PM num grupo que se comunicava via WhatsApp entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014. Reunidas em 230 páginas de um inquérito da Corregedoria-Geral da PM, (...)". 
Então, são milhares de mensagens contidas em 230 páginas, mas se lermos a matéria encontraremos um pequeno número de mensagens.
Como afirmamos em artigo publicado ontem:

"O que nos causa estranheza é que dados dão conta que as mensagens tratam de outros indícios de crimes que envolvem outras pessoas, além das citadas na reportagem, mas essas mensagens não foram divulgadas pela Revista Veja. 
Qual a explicação? 
A Revista Veja só obteve parte das mensagens? 
A Revista Veja recebeu todas as mensagens, mas resolveu dar publicidade apenas a algumas delas? (Link)

Só quem pode responder a esses questionamentos é a Revista Veja.
Isso é fato.
Dados dão conta que entre as mensagens estariam as seguintes, por exemplo: 

"03/01/14 17:28:14: +55 21 99461-5026 Esse seria o fim 
03/01/14 17:29:26: +55 21 98596-8069 A core nas nossas hd 
03/01/14 17:29:39: +55 21 98596-8069 Simbiose perfeita 
03/01/14 17:29:47: +55 21 98596-8069 São bons... 
03/01/14 17:29:55: +55 21 98596-8069 Vão conseguir 
03/01/14 17:30:27: +55 21 98596-8069 Parece que o beltrami já deu o aval 
03/01/14 17:30:41: +55 21 98596-8069 Vão pintar elas de preto 
03/01/14 17:31:17: +55 21 98596-8069 Escoltar vários astros de rock 
03/01/14 17:31:24: +55 21 98596-8069 Artistas.... 
03/01/14 17:32:11: +55 21 99461-5026 Que isso Cel...nao acredito nisso 
03/01/14 17:32:33: +55 21 98596-8069 Kkkkkkkkkkkkk (sic)"

A Veja não recebeu esse trecho ou resolveu não divulgar?
Caso as mensagens em referência realmente integre o IPM, caberá à Corregedoria Interna esclarecer o contexto, que teria o aval do secretário de segurança Beltrame.
Devemos publicar outros trechos que a Revista Veja não publicou, alguns com assuntos graves.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

MISTÉRIO - POLÍCIA MILITAR - WHATSAPP - APOLOGIA À VIOLÊNCIA E AO NAZISMO

(Foto: Revista Veja)

Prezados leitores, a Revista Veja publicou trechos de conversas entre Oficiais e Praças através do WhatsApp, as quais fazem apologia à violência e ao nazismo.
As mensagens foram replicadas pelos órgãos de imprensa e escandalizaram a todos.
Oficiais foram expostos à execração pública.
Um Inquérito Policial Militar (IPM) está em andamento na Polícia Militar para apurar os indícios de crimes e as transgressões disciplinares.
Salvo melhor juízo, as mensagens publicadas pela Revista Veja integram o IPM.
O que nos causa estranheza é que dados dão conta que as mensagens tratam de outros indícios de crimes que envolvem outras pessoas, além das citadas na reportagem, mas essas mensagens não foram divulgadas pela Revista Veja.
Qual a explicação?
A Revista Veja só obteve parte das mensagens?
A Revista Veja recebeu todas as mensagens, mas resolveu dar publicidade apenas a algumas delas?
O nosso blog desenvolve um jornalismo investigativo e caso todas as mensagens relevantes não surjam na imprensa nos próximos dias, nós diligenciaremos para dar publicidade ao conteúdo das outras mensagens que contenham indícios de crimes atuais e passados.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

UM CORONEL PERIGOSO

Prezados leitores, imaginem as repercussões após a divulgação de todo conteúdo das mensagens de WhatsApp.
Por enquanto, apenas uma parte das mensagens foi publicada pela imprensa.


(Revista Carta Capital)


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