Prezados leitores, são gravíssimas as acusações feitas pelo jornal O Globo contra Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares, os quais estão enfrentando incontáveis dificuldades financeiras em função da péssima gestão do dinheiro público no estado do Rio de Janeiro.
A situação vivenciada pelos mobilizados é uma calamidade de imensas proporções, o jornal O Globo conhece os fatos.
Será que desconhece as dificuldades que as pensionistas estão enfrentando para sobreviverem?
Temos certeza que não.
As acusações estão contidas no Editorial que transcrevemos nesse artigo.
Por terem sido feitas na forma de Editorial as ofensas ganham maior dimensão considerando que o Editorial representa a opinião do jornal e não a opinião de um ou dois jornalistas.
É a opinião da organização, não é uma opinião pessoal.
Indo em frente!
"Chantagem" todos nós conhecemos bem o significado, mas o que seria "quase terrorismo"?
Um "quase crime"?
O Globo deveria definir o significado, tendo em vista que "terrorismo" é um crime contra a humanidade.
Um ato de "quase terrorismo" deve ser considerado algo de extrema gravidade.
Erra o jornal O Globo.
O certo é que os mobilizados manifestaram o seu direito de livre expressão e o fizeram em conformidade com o que vive a população do Rio de Janeiro, em razão da também péssima gestão da segurança pública pelo governo fluminense.
Irresponsabilidade não é jogar contra as Olimpíadas, isso é ser responsável.
Irresponsáveis foram os que trouxeram a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 para o Brasil.
Esses sim devem ser investigados, julgados e condenados, não os policiais e os bombeiros que estão sem receberem seus pagamento e realizaram um ato pacífico e ordeiro, como a lei determina.
Os que trouxeram esses grandes eventos foram os que praticaram o "quase terrorismo" contra todos aqueles desavisados que nos visitarão e poderão morrer vítimas de uma bala perdida ou nas filas dos hospitais públicos, sem socorro, como morremos nós, os brasileiros, diariamente.
Tudo indica que não são apenas os mobilizados que tiveram motivações além do esporte, parece que os interesses comerciais também estão falando mais alto que o esporte.
Pior, os interesses comerciais estão acima do risco de morte a que estarão submetidos todos os atletas, turistas e jornalistas que vierem para o "inferno" que o governo transformou o Rio de Janeiro, isso com uma mãozinha de boa parte da imprensa, não custa lembrar.
Nós não participamos dessa mobilização, mas participaremos das próximas, como de costume.
"Jornal O Globo
A irresponsabilidade de jogar contra a Rio-2016
Movimento de policiais e bombeiros não disfarça o viés político por trás de chantagens e atos de quase terrorismo cujos alvos são turistas que chegam ao Rio para os Jogos
por EDITORIAL
29/06/2016 0:00
A mistura de esporte e política (e manifestações, sindicais ou corporativistas, dela derivadas) é, invariavelmente, indigesta. Tomar atividades voltadas em última instância para o entretenimento como refém de pautas a elas estranhas é sintoma, e grave, da doença do oportunismo, o sempre condenável, por definição, aproveitamento das circunstâncias para alcançar, pelo caminho mais curto, não raro eticamente condenável, algum resultado de interesse pontual. O país já experimentou, por exemplo, trocar apoio de partidos pela construção de estádios para satisfazer interesses de caciques, condicionar votos à participação de times de futebol em torneios etc. Os resultados costumam, sem exceção, ser ruinosos para os dois lados do balcão.
Não é outro, senão a motivação política, e em sua mais deletéria abordagem, o propósito do movimento que, a pouco mais de um mês do início dos Jogos Olímpicos, junta bombeiros a policiais civis e militares em ações que beiram o terrorismo. Alegadamente, eles cruzam os braços, em serviços essenciais no âmbito da segurança pública, e atemorizam turistas, cercando-os com faixas nos portões de entrada do Rio, contra o atraso de pagamentos que generalizadamente atinge o funcionalismo fluminense. Fazem da Rio-2016 instrumento de uma chantagem cujos objetivos passam ao largo dos interesses do esporte.
A irresponsabilidade dos policiais, agentes públicos que têm o dever, acima de quaisquer circunstâncias, de prover a segurança da sociedade revela um perigoso descompromisso com as atribuições que lhes são próprias — até por dever constitucional. Este é um dos ângulos das condenáveis ações, em curso ou por serem adotadas, que resultam no desamparo da população. Como tal, precisa ser enfrentado pelas autoridades com o rigor que a situação exige.
Por sua vez, a manipulação política visível no movimento de protesto que, anteontem, levou agentes públicos ao desembarque do Galeão — a mais ampla e movimentada porta de entrada da cidade que abrigará a Olimpíada — também precisa ser enquadrada no manual de comportamento e deveres dessa especial categoria de servidores estaduais. A faixa que eles abriram à vista de quem chegava ao Rio (“Bem-vindo ao inferno. A polícia e os bombeiros não recebem pagamento. Quem vier para o Rio de Janeiro não estará seguro”, com dizeres em inglês) dá a medida de o quanto as organizações sindicais patrocinadoras extrapolaram os limites da civilidade.
Atraso dos salários é efeito direto da crise financeira do estado (de resto, do país). De fato, compromete o orçamento familiar de todos os servidores. A economia fluminense aderna, e, por certo, é preciso buscar responsabilidades. Mas isso deve ser feito no âmbito doméstico, dentro da esfera apropriada — nunca por meio de chantagens contra um evento que trará benefícios às próprias finanças estaduais. Jogar contra a Rio-2016 é opção irresponsável e contraproducente (FONTE)."
Juntos Somos Fortes!