JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A IMPLANTAÇÃO DAS UPPs E O AUMENTO DE DESAPARECIDOS E ASSASSINADOS

Os leitores habituais dos nossos blogs sabem há muito que a gestão da segurança pública no Rio de Janeiro concentra esforços e recursos na Capital em detrimento dos outros noventa e um municípios, sobretudo em face da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), os Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais (GPAEs) agigantados.
Em termos de efetivo isso é muito fácil comprovar, bastando perguntar à PMERJ o efetivo de PMs lotados nas OPMs da Capital (incluindo as UPPs) e o efetivo em cada um dos outros municípios do estado.
No artigo anterior comentamos que o número de desparecidos estava crescendo significamento na gestão do secretário de segurança Beltrame, enquanto o número de homicídios estava diminuindo, conforme matéria do jornal Folha de São Paulo (Leia). Hoje, o jornal O Globo trás reportagem dando conta o número de homicídios aumentou mais de 10% no estado, embora tenha diminuído 1,6% na Capital super policiada, isso comparando o período de janeiro a julho de 2012 com igual período de 2013 (Leia).
O passar do tempo está comprovando o que escrevemos incontáveis vezes sobre o projeto das UPPs (GPAEs).
Diante desse quadro, sugiro uma reflexão:
Por que o projeto das UPPs não começou na Baixada Fluminense, região historicamente mais violenta do estado do Rio de Janeiro?
Hoje, após a instalação de dezenas de UPPs, a Baixada estaria "pacificada".
Pense sobre isso, a minha opinião eu já dei em vários artigos, mas faço questão de reproduzi-la na forma de outro convite à reflexão:
Imagine como estaria a Zona Sul do Rio com a migração dos criminosos da Baixada Fluminense.
Beltrame promoveu o movimento contrário e foi aclamado pela imprensa.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 24 de abril de 2012

AS NOVAS UPPs OU OS VELHOS DPOs


O tempo é o senhor da razão, ensina o dito popular. Ditado que parece ter sido especialmente criado para desmontar o engodo midiático edificado no Rio de Janeiro para simbolizar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como sendo a obra prima de grandes artistas na gestão da segurança pública.  O tempo foi passando e a verdade foi vencendo a blindagem da imprensa chapa branca, fazendo com que a realidade vencesse a ilusão. As novas UPPs sãos os velhos Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPOs), isso com um efetivo superdimensionado. Anteriormente, alguns DPOs já tinham crescido e mudando de nome, eles tinham sido transformados nos Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAEs), com efetivo maior. A verdade é essa, a diferença entre os DPOs, os GPAEs e as UPPs é o tamanho do efetivo, além da denominação diferente que sinaliza enganosamente para o novo, embora seja o velho repaginado.
A novidade é que algumas comunidades carentes estão recebendo grandes efetivos, como ocorria no passado quando da implantação dos GPAEs, porém sem receber tal denominação. Aliás, não são chamados de GPAES para não representarem um retrocesso, mas também não podem ser chamados de UPPs, considerando que isso demandaria que a prefeitura tivesse que pagar a gratificação mensal de R$ 500,00, a cada Policial Militar. Isso está ocorrendo em Niterói, por exemplo, onde estão recebendo o nome de “Companhias Destacadas” do 12º BPM (Leiam).
E, assim segue a gestão da segurança pública no Rio de Janeiro, mudando a embalagem de velhos produtos.
Juntos Somos Fortes!