JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O BRASIL, A FELICIDADE, A ESTUPIDEZ E A SABEDORIA


Imaginando que a estupidez fosse um ponto de partida na busca do conhecimento humano e que a sabedoria fosse um ponto de chegada, confesso que aos sessenta e um anos acho que ainda estou mais perto do ponto inicial da caminhada, considerando o pouco que sei e o muito sobre o que nada sei a respeito.
Apesar de certa tristeza com a minha condição, entendo que estou me aproximando de cruzar a linha (ou pular o muro), tendo em vista que a consciência do meu estágio evolutivo seja o primeiro sinal de tênue sabedoria.
Outra constatação que fiz é que no Brasil, esse país surreal, a felicidade é mais fácil de ser vivenciada pelos que estão mais afastados da sabedoria.
Neste país conhecer os fatos dificulta a felicidade.
Os alienados, por sua vez, parecem estar em estado de felicidade plena.
Apesar disso eu não farei meia-volta para retornar ao estado de estupidez completa, mas sei que tal decisão irá manter-me nesta zona incômoda de considerar que está tudo errado no Brasil e que estamos muito distantes de achar o caminho para consertar.
Triste viver em um país onde a felicidade é mais fácil de ser encontrada por quem não percebe a importância do voto e que vota em qualquer um, sem nada conhecer do candidato.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

EX-PRESIDENTE LULA E A IMUNIZAÇÃO COGNITIVA



Compartilho texto que circula nas redes sem registro de autoria.

"IMUNIZAÇÃO COGNITIVA

Por que mesmo com tantas provas contra o Lula e tantos outros Petistas, eles não caem na real, como acontece, por exemplo, com os eleitores do Aécio Neves que nunca mais votarão nele, por que com o líder preso as pessoas que são eleitores petistas continuam apoiando ladrões comprovadamente condenados em duas instâncias?
Entenda cientificamente como a neurociência explica isso!

Os estudiosos explicam com a imunização cognitiva.

Cognitiva vem de cognição, que é o processo de aquisição do conhecimento, incluindo o pensar, a reflexão, a imaginação, a atenção, raciocínio, memória, juízo, o discurso, a percepção visual e auditiva, a aprendizagem, a consciência, as emoções. Envolve os processos mentais que influenciam o comportamento de cada indivíduo.

A imunização cognitiva é um escudo que permite que as pessoas se agarrem a valores e credos, mesmo que fatos objetivos demonstrem que eles não correspondem à verdade. A pessoa cognitivamente imunizada está no terreno da fé, que dispensa o raciocínio lógico. Para ela, argumentos lógicos não têm relevância.

E então assistimos gente com estudo, inteligente, articulada, que sabemos que não está tirando nenhum proveito material, defendendo em público o indefensável. Como é que essas pessoas chegam a esse ponto?

Bem, existem ao menos cinco fases no processo de imunização cognitiva.

Primeira fase: isolamento de quem tem opiniões contrárias, protegendo suas ideias. A pessoa vai eliminando de seu convívio ou mesmo de sua atenção, quem pensa diferente.

Segunda fase: redução da exposição às ideias contrárias. Passa a ler e ouvir apenas as opiniões em linha com seus credos. Nos estados totalitários, é quando a liberdade de expressão passa a ser ameaçada, quando a imprensa perde a liberdade, quando vozes dissidentes são caladas. É quando os processos educacionais adotam opiniões selecionadas, com autores e textos cuidadosamente escolhidos para seguir apenas uma visão de mundo.

Terceira fase: conexão dos credos a emoções poderosas. Se você não seguir aquelas ideias, algo de ruim vai acontecer. Lembra do "se você pecar, vai para o inferno"? Se você não votar naquele candidato, sua vida, suas economias, seus benefícios estarão em perigo...

Quarta fase: associação a grupos que trabalham para combater as ideias dos grupos contrários. Isso acontece não só em política, mas até mesmo na ciência, quando métodos de investigação científica focam nas fraquezas das teorias adversárias, ignorando os pontos fortes.

Quinta fase: a repetição. Repetição, repetição, repetição. Cria-se um tema, um slogan que materializa um determinado credo ou visão, que passa a ser repetido como um mantra, numa técnica de aprendizado. O grito "não vai ter golpe", por exemplo, não é uma criação espontânea, obra do acaso. É pensado, calculado. Sua repetição imuniza cognitivamente as pessoas contra os argumentos a favor do impeachment.

Os especialistas em psicologia das massas sabem que nossas mentes evoluíram muito mais para proteger nossos credos que para avaliar o que é verdade e o que é mentira. E os especialistas em comunicação constroem retóricas fantásticas, com intenção de desviar o tema principal e, especialmente, imunizar cognitivamente os soldados da causa.

E aí, meu caro, minha cara, não adianta mostrar o vídeo, o recibo, o cheque, o testemunho do caseiro, a ordem da transportadora, o grampo telefônico... O imunizado cognitivo está vacinado contra fatos objetivos.
Naturalmente esse "torpor cognitivo" não se restringe ao campo politico, social, econômico ou religioso. Ele perpassa todas as áreas da vida humana e faz, por exemplo, que uma pessoa acredite, mesmo contra a razão, que o Brasil é o melhor lugar do mundo, que o palmeiras é campeão mundial, que o capitalismo é o responsável por todos os males do mundo, que chá de boldo cura o câncer e por aí vai.

Tá explicado então? Se você está se sentindo entorpecido das ideias, incapaz de descer do muro, provavelmente alguém está lhe ministrando umas doses de imunizante cognitivo.

E você nem percebeu que está."

quinta-feira, 1 de junho de 2017

VÍDEO - UMA INVENÇÃO EXTRAORDINÁRIA

Prezados leitores, um vídeo brilhante feito sobre uma ferramenta que impulsionou (e continua impulsionando) o desenvolvimento humano.




Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 3 de março de 2014

NOSSAS PALAVRAS NÃO SÃO NOSSAS...



Prezados leitores, nossas palavras não são nossas, essa lição aprendemos há muito tempo.
As nossas palavras são de quem as lê ou as ouve, eis a verdade.
O tema é recorrente no nosso espaço democrático, algumas vezes voltamos a ele, principalmente quando os debates ficam mais acalorados no espaço destinado aos comentários.
A assertiva parece óbvia, ninguém duvida que após faladas ou escritas as nossas palavras deixam de nos pertencer e passam a pertencer a quem vai decodificá-las (interpretá-las) através da audição e da leitura, mas na vida prática isso não funciona assim, o que acaba trazendo ruídos na comunicação, algo indesejável no curso de argumentações sadias.
A pessoa emprega as palavras através da escrita ou da fala tendo por base para a elaboração da mensagem a sua bagagem de conhecimento, o seu aprendizado ao longo da vida, isso é uma verdade. Assim como, constitui também uma verdade o fato de que quem lê ou ouve, por sua vez, interpreta tais palavras em conformidade com o seu aprendizado. Por isso é tão difícil convencer o outro sobre qualquer tema.
A vida é um constante processo de ensino-aprendizagem, uma interação que produz mudanças em cada um de nós, dia após dia. Tal interação é sempre mais fácil quando quem vivencia o processo possui uma bagagem parecida, tornando-se proporcionalmente mais difícil quanto maior for a diferença.
Por favor, não interpretem que estamos falando em ser mais ou menos inteligente, estamos apenas tratando de conhecimento acumulado ao longo da vida.
Cada um de nós percorre caminhos ao longo da vida e neles vai adquirindo aprendizagens relacionadas com as vivências que teve, isso faz com que na hora de interpretarmos as conversas e os textos encontremos resultados diferentes.
Portanto, vamos misturar nossos conhecimentos através do diálogo.
Ninguém é o dono da verdade.
Não vivemos mais o tempo onde o que o mestre dizia era lei (magister dixit).
Façamos da dialética nossa companheira de viagem, respeitando as opiniões contrárias as nossas.
Prezados leitores, especificamente os que frequentam o nosso espaço destinado aos comentários contribuindo para o melhor esclarecimento dos fatos, aceitem essa realidade, temos bagagens diferentes, embora estejamos fazendo, em tese, a mesma viagem (tratando do mesmo tema).
Os nossos comentaristas precisam exercitar a paciência.
O confronto de opiniões diferentes tem tudo para resultar no melhor entendimento, isso é plenamente saudável para o processo ensino-aprendizagem experimentado por cada um.
Obviamente, tudo tem limite, ninguém pode exigir que se tenha paciência com alguém que fica de gracejos e que só apresenta mensagens para contradizer sem qualquer fundamentação, esses nada acrescentam.
Usem e abusem desse espaço democrático, exponham suas opiniões à vontade, procurando sempre fundamentá-las, pois isso é essencial para gerar conhecimento.
Animem-se, escrevam artigos para que possamos publicá-los no blog, o que dará muito mais visibilidade às suas opiniões, tendo em vista que o alcance é muito maior do que o relativo ao espaço dos comentários.
O e-mail para remessa é:
pauloricardopaul@gmail.com
Não esqueçam: nossas palavras não são nossas...
Como não são mais nossas todas as que usamos para escrever esse artigo, elas serão de quem ler.

Juntos Somos Fortes!