JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O BRASIL, A FELICIDADE, A ESTUPIDEZ E A SABEDORIA


Imaginando que a estupidez fosse um ponto de partida na busca do conhecimento humano e que a sabedoria fosse um ponto de chegada, confesso que aos sessenta e um anos acho que ainda estou mais perto do ponto inicial da caminhada, considerando o pouco que sei e o muito sobre o que nada sei a respeito.
Apesar de certa tristeza com a minha condição, entendo que estou me aproximando de cruzar a linha (ou pular o muro), tendo em vista que a consciência do meu estágio evolutivo seja o primeiro sinal de tênue sabedoria.
Outra constatação que fiz é que no Brasil, esse país surreal, a felicidade é mais fácil de ser vivenciada pelos que estão mais afastados da sabedoria.
Neste país conhecer os fatos dificulta a felicidade.
Os alienados, por sua vez, parecem estar em estado de felicidade plena.
Apesar disso eu não farei meia-volta para retornar ao estado de estupidez completa, mas sei que tal decisão irá manter-me nesta zona incômoda de considerar que está tudo errado no Brasil e que estamos muito distantes de achar o caminho para consertar.
Triste viver em um país onde a felicidade é mais fácil de ser encontrada por quem não percebe a importância do voto e que vota em qualquer um, sem nada conhecer do candidato.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

BRASIL: DO QUERER AO SABER - DESIDÉRIO MURCHO

BLOG O CÃO QUE FUMA 


Terça-feira, 17 de dezembro de 2013 
Brasil: do querer ao saber 
Uma ânsia de progresso ainda por satisfazer 
Desidério Murcho Sabemos hoje que o desenho das instituições de um país é fator determinante para a produção ou inibição de riqueza e bem-estar. Com regras, leis e instituições adequadas, os brasileiros, como qualquer outro povo, serão capazes de construir um país mais justo, mais rico e mais realizado. A primeira dificuldade é não haver da parte das elites, que tudo têm a ganhar com as injustiças atuais, qualquer incentivo para mudar as regras.
A segunda é que não basta querer: é preciso saber.
No famoso A Viagem do Beagle, publicado originalmente em 1839 com outro título, Charles Darwin mostra-se maravilhado com a pujança da flora e da fauna que encontra no Brasil, na zona do Rio de Janeiro, mas desolado com os costumes. Numa das passagens mais significativas, sobretudo se tivermos em conta a mentalidade da época, não muito dada a ver as pessoas de outras nações como inequivocamente humanas e dignas de consideração, Darwin conta a história de uma escrava foragida que recusou entregar-se aos seus perseguidores, preferindo atirar-se do alto de uma das imensas formações graníticas típicas da região, lugar improvável no qual vários escravos tinham conseguido esconder-se e extrair uma vida miserável, cultivando o parco terreno que ali encontraram. “Numa matrona romana”, comenta Darwin, “este gesto teria sido designado nobre amor pela liberdade; numa pobre negra, é mera obstinação selvagem.” No Brasil, a escravatura só foi abolida em 1888, mais de cinquenta anos depois de ter sido abolida no Reino Unido. Poucas páginas depois, Darwin conta como ele e os seus companheiros de viagem foram muitíssimo mal recebidos numa estalagem local. Impressionou-o o desinteresse do estalajadeiro em atender adequadamente os clientes que constituíam a base do seu negócio.
Quando leio estas passagens de Darwin, pergunto-me o que mudou em mais de 150 anos no que respeita a estes três aspectos: a ecologia brasileira, o povo mais humilde e a vida económica. Que mudanças veria Darwin? Por um lado, o esplendor da fauna e da flora desapareceu dos lugares que ele visitou; Darwin teria de viajar muitas centenas de quilómetros para longe dos centros urbanos brasileiros para conseguir vislumbrar a natureza original desse continente. O Brasil dos grandes centros urbanos foi feito contra a natureza, sem atender à imensa beleza natural que, com algum custo, conseguimos descortinar no meio do desregramento urbano, da falta de sensibilidade estética, do amontoado de postes de eletricidade no meio das calçadas e ruas das cidades, paredes sujas e por pintar, lixo no chão, mau cheiro e ruas citadinas que nunca são lavadas. Porém, por outro lado, os serviços de má qualidade, a falta de profissionalismo de quem nos atende quando nos hospedamos, compramos uma refeição, um mero par de sapatos ou um café, não parece ter mudado tanto quanto seria desejável desde o tempo em que Darwin, para poder jantar, tinha de matar à pedrada as galinhas do próprio estalajadeiro (Leia mais).

Juntos Somos Fortes!

sábado, 7 de dezembro de 2013

DOIS MINUTOS...




Eu recebi esse vídeo de um amigo da minha turma do Curso de Formação de Oficiais da PMERJ (1976-1078). 
Confesso que fiquei motivado para assistir de imediato em face do aviso prévio de que o vídeo durava dois minutos.
Infelizmente, a velocidade da vida nos impele a evitar livros grossos e vídeos longos, queremos a informação instantânea.
Isso é péssimo, pois a reflexão ao longo do caminho é fundamental para o aprendizado. Portanto, quanto menor o caminho, menor o tempo para percorrê-lo e para aprender tudo que está compondo a paisagem.
O vídeo é excelente, pois apesar de rápido, nos leva por muitos caminhos e nos permite pensar sobre vários temas.
Revela a nossa grandeza e a nossa estupidez.
Aceite o convite, acesse o link: http://marcbrecy.perso.neuf.fr/history.html
É rápido...
Só não garanto que seja indolor.
Juntos Somos Fortes!