Prezados leitores, tenho defendido que o governo federal deve fazer a sua parte para reverter o quadro de violência crescente que está vitimando a população do estado do Rio de Janeiro.
Defendo que as Forças Armadas deveriam ser utilizadas para a retomada e ocupação das partes do território nacional (comunidades carentes) que se encontram dominadas por grupos armados que usam armas de guerra.
Salvo melhor juízo, a retomada e a ocupação não faz parte das missões constitucionais da Polícia Militar, instituição que há décadas vem sendo usada com essas missões sem obter êxito, sofrendo severas baixas.
É hora de repensar o enfrentamento desses grupos armados.
A revista The Economist publicou artigo onde questiona o tamanho do Exército Brasileiro, considerando que o país não participa de guerras.
Tal justificativa não é válida, considerando que as Forças Armadas devem estar preparadas para defender a pátria, algo que não se consegue diante de uma guerra iminente.
No artigo o emprego dos integrantes dos militares federais em missões policiais também é questionado.
Sugiro a leitura e a avaliação, mantendo a opinião de que a população do Rio de Janeiro está precisando das Forças Armadas, isso com brevidade.
"The Economist: para que serve o exército brasileiro?
Revista britânica investiga para que o Brasil tem o 15º maior exército do mundo se não participa de guerras
Por Luiza Calegari
9 jul 2017, 17h43 - Atualizado em 9 jul 2017, 18h05
São Paulo – O Brasil tem o 15º maior exército do mundo e gasta mais com defesa do que o estado de Israel. No entanto, o país não tem inimigos militares há séculos.
Na edição de 6 de julho, a revista britânica The Economist decidiu investigar esse aparente paradoxo do aparelho militar brasileiro.
E descobriu que as forças armadas têm se tornado, cada vez mais, forças policiais comuns. E a crise econômica tem um papel central nesse fenômeno: com os estados sem dinheiro, os governantes têm precisado de mais e mais socorro federal.
Embora apenas 20% dos pedidos de patrulhamento extra sejam atendidos, segundo a reportagem, os soldados do exército passaram em média 100 dias em operações nas cidades, mais do que a média dos nove anos anteriores juntos.
Esse desvio de função, de acordo com a revista, não parece desagradar os brasileiros: os militares foram eleitos como a instituição mais confiável do país, e os soldados são vistos como honestos, gentis e competentes.
Os soldados, por sua vez, tentam se adaptar às novas funções: em um centro de treinamento em Campinas (SP), eles testam bombas de gás lacrimogêneo, por exemplo, para poder usá-las em protestos.
No entanto, usar militares em treinamento de funções policiais tem seus riscos, segundo a publicação. Para começar: soldados custam mais caro que policiais. O uso de alguns milhares de militares pode sair por mais de um milhão de reais, segundo a revista.
Além disso, a Economist alerta que a confiança irrestrita nas forças armadas é antidemocrática. “As tropas são treinadas para emergências, não para manter a ordem no dia-a-dia. E transformar um recurso emergencial em presença cotidiana pode minar a confiança da população nas instituições civis”, diz a reportagem.
O próprio exército tem outras aspirações. Um rascunho do próximo relatório de defesa fala pouco em “ameaças”, mas muito em “capacidades desejáveis”, diz a Economist.
Um dos focos principais do documento é a proteção das riquezas naturais do Brasil, o que pode se tornar crucial se as previsões pessimistas sobre o aquecimento global se mostrarem corretas (Fonte)".
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