Prezados leitores, inúmeras vezes expressei minha opinião sobre a responsabilidade das Forças Armadas na retomada e na ocupação das comunidades carentes que hoje estão em poder de criminosos que usam essas partes do território nacional como homizio e base de operações.
Tenho frisado que a retomada e a ocupação não são missões de polícia ostensiva, conforme o texto constitucional.
Hoje o Jornal Extra publica matéria onde consta que o Exército não considera que exista uma guerra no Rio de Janeiro.
Salvo engano, o discurso sobre a inexistência de um "inimigo" não merece prosperar diante da realidade, onde esses grupos dominam as comunidades e exercem monopólios estatais que devem ser recuperados pelo governo federal.
A Polícia Militar cabem o policiamento ostensivo e a preservação da ordem e não incursionar nestes territórios inimigos.
Leiam e opinem.
"Jornal Extra
31/08/17 06:00 Atualizado em 31/08/17 07:56
Para Exército, não há guerra no Rio, mas vídeo do governo mostra tanques em favelas
Um mês após o início da atuação das Forças Armadas no Rio, o porta-voz da operação, coronel Roberto Itamar Cardoso Plump, diz que há um “estado de normalidade democrática e jurídica” no Rio de Janeiro e não uma guerra, termo usado por moradores que vivem em situações de risco para definir o clima de medo. O discurso de normalidade e paz contradiz um vídeo institucional divulgado pela Presidência da República para promover a atuação dos militares no Rio.
O filme tem um minuto e trata a cidade de forma desigual. Vinte e quatro segundos são gastos para mostrar uma cidade maravilhosa, exaltar as belezas de pontos turísticos e mostrar um balneário seguro e pacífico. As áreas mais pobres da cidade ocupam seis segundos da produção, com cenas de militares entrando em favelas com armas e tanques de guerra, reforçando o preconceito contra as comunidades carentes e sugerindo que a solução ali é o combate da guerra.
No vídeo, aparecem quatro pontos turísticos — Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Arcos da Lapa e orlas de Ipanema e Leblon — e em nenhum deles homens das Forças Armadas aparecem fazendo patrulhamento. Os militares estão, exclusivamente, dentro das comunidades — apesar de, na prática, atuarem apenas no entorno. O vídeo é uma peça publicitária que foi transmitida em aeroportos para ser assistida por turistas a caminho do Rio.
Para Itamar, a situação do Rio não se encaixa no que chama de “guerra militar” porque não há lados opostos se enfrentando, “com mortes indiscriminadas”.
- Numa guerra, dois lados inimigos se enfrentam com mortes indiscriminadas. Na guerra, existe a figura do inimigo. Aqui não há esse inimigo. Nem os criminosos são inimigos. São pessoas que estão fora da lei e que os órgãos de segurança têm dever constitucional de prender para que sejam julgados. As polícias Civil e Militar, quando vão cumprir mandados, vão cumprir a lei. Na guerra, aconteceria uma devastação - diz Itamar (Leiam mais)".
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