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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Vídeo >> PODCAST A MATANÇA NO RIO DE JANEIRO - COMENTÁRIOS

 

VÍDEO

As Polícias precisam adotar estratégias proativas para não serem responsabilizadas pela imprensa como se fossem a grande mazela enfrentada pelos moradores das comunidades carentes.

Isso é urgente!

#foraclaudiocastro

#veteranospensionistasunidos

Juntos Somos Fortes!

sábado, 3 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

CIDADANIA PARA O POVO: FIM DAS FAVELAS NO BRASIL

A mensagem a seguir está circulando pelas redes sociais e revela alguns passos que os governos podem seguir para acabar com esse flagelo nacional que são as "FAVELAS". 
É preciso dar cidadania para o povo, algo irrealizável nas favelas, onde o Estado não manda.
A favela do Jacarezinho situada no município do Rio de Janeiro é usada como exemplo.
Leia e opine:

"A Comunidade do Jacarezinho fica a menos de 50 metros das mais importantes estruturas operacionais da Policia Civil, e em menos de um ano, dois nobres policiais, um inspetor e um delegado foram ASSASSINADOS FRIAMENTE por narcoterroristas instalados na dita comunidade. Pois bem, o que deveria ser feito é uma INTERVENÇÃO ESTATAL no Jacarezinho.
É muito simples. 
1 ) Verificação da procedência de TODOS os produtos vendidos nas biroscas e minimercados existentes no local, evitando-se assim, o comércio de produtos roubados. ( DRFC ) 
2) Verificação de TODAS as ligações elétricas das residências do local, desligando-se imediatamente os "gatos" e autuando em flagrante todos os consumidores de energia furtada. ( DDSD ) 
3) Verificação das condições de segurança dos locais de realização de eventos, fatores tais como : extintores de incêndio, saídas de emergência, alvará de funcionamento, contratação de empresa de segurança legalizada junto à Policia Federal, contrato de trabalho temporário dos funcionários dos bares e demais locais, instalação de câmeras de segurança no local e local apropriado de cautela de armas para policias; ou seja, tratamento igual como de qualquer outro evento no Estado do Rio de Janeiro. 
4) Verificação de TODOS os veículos no local, e TODOS os condutores de veículos, todos devem estar com CNH em dia, de capacetes e cintos afivelados e todos os IPVAs devem estar pagos, como acontece com QUALQUER cidadão do Estado do Rio de Janeiro, principalmente da Zona Sul. ( DRFA,DETRAN e GM).
5) Convocação dos representantes dos DH para acompanharem os trabalhos. ( ASSEJUR ) 
6) Todos os menores em idade escolar encontrados SOZINHOS no local, encaminhados ao juizado de menores para apresentação dos seus responsáveis. ( DCAV e DPCA ). 
7) Verificação de todos os comerciantes informais ( camelôs ), checando suas permissões de trabalho e a procedência dos seus produtos. ( DRCPIM ).
8) Verificação da procedência de todo o sinal de TV a Cabo e de Internet distribuídos no local, tanto nas residências, quanto nas LAN HOUSE. ( DRCI ).
9) Verificação de todos os membros das associações de moradores, seus antecedentes criminais e a situação jurídica de todos seus empregados. 
10) Verificação da iluminação pública do local e ligações hidráulicas clandestinas ( CEDAE e LIGHT).
Não há a menor necessidade do disparo de NENHUM tiro nem de NENHUMA morte de inocentes ou não.
Essas 10 medidas sugeridas aqui, tornariam a Comunidade do Jacarezinho um BAIRRO e todos os seus moradores, cidadãos comuns, pagadores de impostos e taxas, como qualquer um de nós.Lembro que o município é gestor do solo e precisa definitivamente impedir a ocupação irregular e a proliferação destas favelas. Primeiro faz a urbanização com loteamento regular. Também deve estabelecer cota máxima pra ocupação de encostas. Do jeito que tá vira esconderijo pra bandido e curral eleitoral de político pilantra".

terça-feira, 19 de setembro de 2017

VÍDEO - RIO - AUTORIDADES NÃO INFORMAM QUE NÃO CONSEGUEM CONTROLAR VIOLÊNCIA

Prezados leitores, comento o fato das autoridades ligadas aos governos federal e estadual não estarem comunicando a população o fato evidente de que não estão conseguindo controlar a violência no estado do Rio de Janeiro, algo que deveria ser feito para que o cidadão pudesse adotar maiores precauções para sua defesa e para a defesa de seus familiares, diante da criminalidade que atua fortemente armada nas comunidades e nas ruas.


 


Juntos Somos Fortes!

"CIBORGUES DE PAPELÃO" - TENENTE-CORONEL DE POLÍCIA RR ENÉAS QUINTAL

Prezados leitores, transcrevo texto da lavra do Tenente-Coronel de Polícia RR Enéas Quintal. 



"CIBORGUES DE PAPELÃO 
Os Ciborgues atacam novamente. Que se cuidem os incautos cidadãos desse arrasado Estado e País. 
Esses Ciborgues não perdoam, exterminam. Que digam os profissionais da área de segurança pública. 
Mentirosos Ciborgues que desenrolam suas línguas, falam asneiras e disparam suas metralhadoras giratórias fazendo promessas para todos os lados.
Retornando ao Rio de Janeiro, os Ciborgues disseram possuir um magnífico e imbatível Plano Nacional de Segurança Pública. 
Que a essência do Plano era a inteligência para golpear “o crime organizado”. Partiriam de ações muito bem planejadas, longe das pirotecnias, com o principal objetivo de apreender armas longas em poder dos criminosos e combater sistematicamente o roubo de cargas.
A presença permanente das Forcas Federais através de operações e ataques surpresas estava respaldada e garantido estava todo apoio. Não faltariam verbas até o final do ano e já havia previsão orçamentária para 2018. 
Sendo um humilde cara-pálida, eu afirmei numa entrevista concedida numa rádio que; as Forças Armadas eram incompetentes no campo da segurança pública como já ficara demonstrado em outras ocasiões.
Afirmei e volto a afirmar, pois as Forças Federais ficaram de joelhos aos pés desses Ciborgues que gostam de pagar mico e fazer papelão na área de segurança pública. 
O mal desses Ciborgues ou sonhadores como queiram é que, eles vivem no mundo da lua e nem percebem o que ocorre à sua volta.
As Polícias do Estado do Rio de Janeiro estão desarmadas há bastante tempo e, foram totalmente sucateadas a partir do Governo Brizola. Os demais Órgãos de Segurança Nacional também assim o foram a partir do Governo Federal Colorido. 
Esses Ciborgues parecem que não sabem fazer ou fazem de conta que não, que foram eles que ao longo do tempo desaparelharam o paiol da segurança pública e nacional minando o moral da tropa, permitindo grupo de marginais atravessar todas as fronteiras, pois sabiam que o chão era de barro e o domínio do asfalto era líquido e certo. E uma vez dominado pelas facções criminosas, em especial as favelas, esses Ciborgues escolhidos e não eleitos como profissionais da segurança pública são incapazes de cumprir seus discursos. E como tal, tornam-se Profetas de profecias que nada revelam... na realidade, são trombeteiros do caos, sonhadores de sonhos congelados, putrefatos. 
Em suma, esses Ciborgues são estelionatários oníricos que, vivem fraudando os sonhos de inocentes brasileiros, sem ter o estofo moral de um Antônio Conselheiro, Bento Pereira ou Anita Garibaldi e de tantos outros heróis brasileiros, que caminharam sempre a frente de seus sonhos. 
Esses Ciborgues vêm de há muito, engendrando o diabólico plano de exterminar as Policias Militares e consequentemente o Estado democrático. Separando a cabeça do restante do corpo, quando, mexe com a cobiça e a vaidade dos homens acabam transformando os operadores do Plano Nacional de Segurança Publica em fantoches. 
E assim desmoralizam as Forças Estaduais e Federais, fortalecem e encorajam os criminosos, transformam policiais militares em peças de reposição. Entregam os guerreiros da paz e da ordem pública a sanha de mãos assassinas, protegidas por certos integrantes das políticas de direitos humanos, da mídia, das Ongs, dos caçadores de votos que não se sensibilizam em nada com perdas de vidas humanas. 
Sem comando, sem filosofia de trabalho, sem princípio e sem fim, o Imbatível Plano de Segurança Nacional, até os próximos governos, garantirá a aos policiais empurrarem os camburões pelas ruas. Deslocam as forças armadas das fronteiras para fazer pirotecnias no asfalto, pois nem mesmo no reduto de criminosos comparecem para apoiar os valorosos e corajosos policiais. 
Enquanto policiais vêem seu companheiro morrer ao seu lado, os Ciborgues são aplaudidos por uma sociedade enganada, pois eles próprios não têm coragem de olhar nos espelhos que refletirão seus fracassos e a própria falta de vergonha na cara lavada e cínica!
Enéas Quintal"

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

NÃO EXISTE GUERRA NO RIO! ISSO PARA O EXÉRCITO BRASILEIRO...



Prezados leitores, inúmeras vezes expressei minha opinião sobre a responsabilidade das Forças Armadas na retomada e na ocupação das comunidades carentes que hoje estão em poder de criminosos que usam essas partes do território nacional como homizio e base de operações.
Tenho frisado que a retomada e a ocupação não são missões de polícia ostensiva, conforme o texto constitucional.
Hoje o Jornal Extra publica matéria onde consta que o Exército não considera que exista uma guerra no Rio de Janeiro.
Salvo engano, o discurso sobre a inexistência de um "inimigo" não merece prosperar diante da realidade, onde esses grupos dominam as comunidades e exercem monopólios estatais que devem ser recuperados pelo governo federal. 
A Polícia Militar cabem o policiamento ostensivo e a preservação da ordem e não incursionar nestes territórios inimigos. 
Leiam e opinem.

"Jornal Extra
31/08/17 06:00 Atualizado em 31/08/17 07:56 
Para Exército, não há guerra no Rio, mas vídeo do governo mostra tanques em favelas 
Um mês após o início da atuação das Forças Armadas no Rio, o porta-voz da operação, coronel Roberto Itamar Cardoso Plump, diz que há um “estado de normalidade democrática e jurídica” no Rio de Janeiro e não uma guerra, termo usado por moradores que vivem em situações de risco para definir o clima de medo. O discurso de normalidade e paz contradiz um vídeo institucional divulgado pela Presidência da República para promover a atuação dos militares no Rio. 
O filme tem um minuto e trata a cidade de forma desigual. Vinte e quatro segundos são gastos para mostrar uma cidade maravilhosa, exaltar as belezas de pontos turísticos e mostrar um balneário seguro e pacífico. As áreas mais pobres da cidade ocupam seis segundos da produção, com cenas de militares entrando em favelas com armas e tanques de guerra, reforçando o preconceito contra as comunidades carentes e sugerindo que a solução ali é o combate da guerra. 
No vídeo, aparecem quatro pontos turísticos — Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Arcos da Lapa e orlas de Ipanema e Leblon — e em nenhum deles homens das Forças Armadas aparecem fazendo patrulhamento. Os militares estão, exclusivamente, dentro das comunidades — apesar de, na prática, atuarem apenas no entorno. O vídeo é uma peça publicitária que foi transmitida em aeroportos para ser assistida por turistas a caminho do Rio. 
Para Itamar, a situação do Rio não se encaixa no que chama de “guerra militar” porque não há lados opostos se enfrentando, “com mortes indiscriminadas”. 
- Numa guerra, dois lados inimigos se enfrentam com mortes indiscriminadas. Na guerra, existe a figura do inimigo. Aqui não há esse inimigo. Nem os criminosos são inimigos. São pessoas que estão fora da lei e que os órgãos de segurança têm dever constitucional de prender para que sejam julgados. As polícias Civil e Militar, quando vão cumprir mandados, vão cumprir a lei. Na guerra, aconteceria uma devastação - diz Itamar (Leiam mais)". 

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sábado, 19 de agosto de 2017

JACAREZINHO - ONDE ESTÃO AS PESSOAS DE BEM QUE RESIDEM NA COMUNIDADE? - COMENTÁRIO

Prezados leitores, transcrevo comentário postado no artigo "JACAREZINHO - ONDE ESTÃO AS PESSOAS DE BEM QUE RESIDEM NA COMUNIDADE? (Link)": 



"18 de agosto de 2017 15:27 
O morador de bem não vai contra a lógica e cultura da favela. É mais fácil calar porque "os meninos" são os filhos, netos, irmãos ou maridos de suas vizinhas ou parentes. Tem jeito mais não. Mesmo que fosse possível remover os moradores de bem desses covis, nova favela seria formada no novo endereço e tudo seria reiniciado. A ÚNICA ESPERANÇA CONSISTE EM UM DIA ACORDARMOS PARA O FATO DE QUE ALGUÉM SÓ LUCRA COM A VENDA DE PAÇOCA PORQUE EXISTEM PESSOAS QUE GOSTAM E COMPRAM PAÇOCA E/OU SE CORROMPEM AO PERMITIR A SUA VENDA ONDE NÃO É PERMITIDA. Penas duras para traficantes, viciados e agentes públicos corruptos sequer é cogitado por aqueles que querem a paz. Cidadãos e autoridades são culpados pelo gelo enxugado de cada dia. São covarde politicamente corretos. Então aguentem! 
O que intelectualoides insistem em chamar de "falida política de guerra ao tráfico" não passa de desonestidade intelectual, pois sabem e admitem o engodo politicamente correto, quando na verdade sabem que é preciso radicalizar pata que tenhamos futuro. Hipócritas. Se o usuário fosse combatido como criminoso que é, fosse ele enquadrado na associação ao tráfico, o comércio de drogas ilícitas cairia drasticamente e a violência urbana também. Se o traficante começasse a pena com 30 anos, que poderia ser dobrada caso estivesse portanto arma de calibre de uso restrito e triplicada no caso de atirar contra a polícia (nem falo em morte), o comercio de drogas ilícitas cairia drasticamente, a violência urbana, o roubo de carros, a receptação de peças, os homocidos e a quantidade de operações policiais desastrosas, caras ou inócuas, idem. Se agentes púbicos começassem a pena com 30 anos de cadeia quando pegos em corrupção, todo tipo de crime cairia drasticamente. Só que não... Jornalistas, deputados, senadores,promotores, juízes, policiais, médicos, engenheiros, artistas, professores, operários, domésticas, crianças, jovens, adultos e velhos alimentam a violência e são tratados como doentes usuários que necessitam de um tratamento previsto na lei utópica e também criminosa (no papel é bonito, na prática é inexistente). Autoridades e traficantes formam verdadeira aliança e ninguém fica preso muito tempo, claro, o legislador não iria elaborar uma lei que seria usada contra ele próprio (vide colaboração premiada usada pela lava jato). 
Portanto, não há solução. Esqueça. Policiais e moradores continuarão pagando com o próprio sangue pela covardia de todo o povo brasileiro que não exige dos legisladores o endurecimento contra a violência que sabemos nascer no vício dos coitadinhos, nos crimes de traficantes e policiais, políticos, Juízes, desembargadores, etc. 
Vida que segue. 
Quem é o próximo a morrer e está com a senha invisível? Pode avançar! 
Sgt Foxtrot" 

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

JACAREZINHO - ONDE ESTÃO AS PESSOAS DE BEM QUE RESIDEM NA COMUNIDADE?

Prezados leitores, a verdade precisa ser exposta, só ela tema a capacidade de produzir mudanças positivas, apesar da verdade ser politicamente incorreta em muitos momentos, como no caso em questão.
A continuidade dos confrontos armados na comunidade do Jacarezinho tem como uma das causas mais relevantes a omissão dos moradores de bem que não denunciam onde os criminosos e as armas estão escondidos, usando para denuncia os diversos serviços de denúncias anônimas com total segurança.
Se as denúncias fossem feitas, os policiais poderiam atuar de forma pontual contra os criminosos e os confrontos não estariam mais acontecendo.
Não tem qualquer efeito as reclamações contra a ação das polícias, isso não resolve os problemas.
É hora das pessoas de bem assumirem a sua parcela de responsabilidade para a solução do problema, basta dessa convivência pacífica com criminosos.
Eu me solidarizo aos moradores que são vítimas dessa guerra urbana, mas é preciso que façam a sua parte.
As pessoas de bem que moram nas comunidades carentes podem se defender das balas perdidas de forma eficiente denunciando quem são e onde estão os criminosos que infestam as "favelas".
Sem a participação deles, eles continuarão entre as maiores vítimas.


Enterro de Policial Militar

Enterro de morador


"Jornal O Dia
Traficantes usam técnicas militares em confrontos com PMs no Jacarezinho 
Bandidos também deram armas até para usuários de crack 
18/08/17 08:00:00 
BRUNA FANTTI 
Rio - Agentes relataram ao DIA que houve mudança nos confrontos no Jacarezinho, na Zona Norte. Os traficantes passaram a utilizar diferentes técnicas militares, além de armar até usuários de crack com pistolas glock com kit rajadas. 
“Isso foi visto pela primeira vez na sexta-feira. Fomos apoiar a UPP, que já estava sem armas e munições. Chegamos ao local e fomos recebidos até por ‘cracudos’, que disparavam rajadas, inclusive em direção a moradores”, detalhou um agente da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), que preferiu não se identificar (Leiam mais)". 

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VÍDEO - TRAFICANTES SE EXIBEM EM COMUNIDADE COM SEUS FUZIS

Prezados leitores, traficantes se exibem em comunidade portando fuzis e usando motocicletas para deslocamentos.



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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

COMUNIDADES OU FAVELAS - QUEM ESTÁ NO LUGAR ERRADO, OS MORADORES, OS POLICIAIS OU OS TRAFICANTES?



Prezados leitores, os confrontos armados que ocorrem diariamente nas "comunidades carentes" ou "favelas" com frequência resultam em feridos e/ou mortos.
Vale destacar que os confrontos são provocados pelos criminosos que começam a atirar contra os Policiais Militares ou Policiais Civis, ao invés de fugirem (os traficantes optam pelo enfrentamento), logo que esses ingressam nas comunidades. Sem alternativa, os policiais revidam, nascendo os "tiroteios" e as "balas perdidas".
As vítimas são policiais, criminosos e moradores.
É uma rotina macabra que se repete há décadas no estado do Rio de Janeiro, sem que uma solução apareça.
A expressão "bala perdida" é empregada pela imprensa quando a vítima é um morador.
Diante desse cenário emerge uma pergunta:
- Quem está no lugar errado, os moradores ou os criminosos ou os policiais?
Tenho certeza que a resposta imediata da maioria dos leitores será que os criminosos estão no lugar errado.
Isso parece óbvio.
Como sempre ouvimos os moradores só residem nestas comunidades por não terem condições de morar em outros lugares.
Os policiais estão atuando fora das suas funções constitucionais, portanto, estão no lugar errado, isso é evidente.
Por sua vez, os criminosos se aproveitam da topografia e das construções desordenadas que produziram vielas e becos que impedem a adequada movimentação das forças policiais.
Nesse ponto faço um convite para reflexão:
- Onde os criminosos se homiziariam caso não ocupassem essas "favelas" ou "comunidades"?
Deixarem o crime, está fora de cogitação, claro.
Basta pensar um pouco para concluir que os criminosos não tem alternativa que não seja agir como fazem atualmente dominando essas "partes do território nacional".
Então, conclui-se que os policiais deveriam estar nas ruas realizando o policiamento ostensivo e não combatendo nestes locais, que os moradores são "obrigados" a residirem nestes locais e que os criminosos têm nesses territórios os locais ideais para se encastelarem.
Qual a solução?
Eu arrisco uma sequência que me parece lógica de ações, em apertada síntese:
- As Forças Armadas entrariam nesses territórios, um por vez, após exaustivo planejamento, enquanto o projeto da Força Nacional de Segurança apoiaria e faria o cerco para evitar a fuga de criminosos (algo que não ocorreu na implantação das UPPs), enquanto isso a inteligência monitoria a movimentação de criminosos da mesma facção que ocupam outros territórios para minimizar possíveis protestos.
- A Polícia Militar realizaria o policiamento ostensivo nas ruas garantindo a segurança da população.
- Ocupado o território e presos os criminosos, os governos federal, estadual e municipal urbanizariam o território, acabando com os locais que facilitam o esconderijo de criminosos e criariam vias para permitir a execução futura do policiamento ostensivo por parte da Polícia Militar.
- Saem os militares federais e entram os militares estaduais.
Sem dúvida, o governo demorará anos (décadas) para reurbanizar as "favelas" e "comunidades carentes" dominadas pelos criminosos, mas pelo menos teremos um norte para solucionar o problema, o que não existe hoje. Hoje os governantes estão perdidos como "cegos em um tiroteio"
O que ninguém gosta de escrever ou de dizer, isso por ser politicamente incorreto, é que as denominadas "favelas" ou "comunidades carentes" não podem existir, elas facilitam o comércio de drogas ilícitas, todas devem ser transformadas em "bairros populares", onde a Polícia Militar possa cumprir suas missões preventivas de servir e proteger as pessoas de bem que residem nestas localidades.

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RIO - COMPROVADO QUE SÓ AS FORÇAS ARMADAS PODEM RETOMAR E OCUPAR TERRITÓRIOS DOMINADOS POR CRIMINOSOS



Prezados leitores, tenho destacado que a missão de retomada e de ocupação das "partes do território brasileiro" (comunidades carentes ou favelas) PRECISA SER das Forças Armadas e não da Polícia Militar ou da Polícia Civil.
É impossível para as forças policiais estaduais retomar e ocupar quase 900 "partes do território brasileiro" dominadas por criminosos e onde o Estado não exerce os monopólios da força e da justiça, entre outros.
O número dessas comunidades foi revelado em estudo revelado pelo Jornal Extra e reforma o ERRO GROSSEIRO que foi a tentativa de implantação do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Enquanto o governo federal não assumir a sua responsabilidade, o controle da violência não acontecerá no estado do Rio de Janeiro.



"Jornal Extra
6/08/17 06:00 Atualizado em 16/08/17 07:09 
Documento sigiloso da Secretaria de Segurança revela que Rio tem 843 áreas dominadas por bandos armados 
Rafael Soares 
O EXTRA teve acesso ao teor de um documento classificado como sigiloso pela Secretaria de Segurança do Rio, que só poderá ser tornado público, no mínimo, em 2021. A preocupação em esconder a informação tem explicação: é a primeira vez que o estado quantifica e mapeia as áreas que estão sob o controle de grupos armados. E o número de territórios onde a Constituição brasileira não vale nada é alarmante: 843. 
Para se ter uma ideia do tamanho do problema, só as dez regiões mais violentas somam uma área de 23km quadrados. Maior do que o município de Nilópolis, que tem 19km quadrados (Leiam mais)". 

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

OS MORADORES DE BEM E A TROPA DO EXÉRCITO BRASILEIRO ACUADA (?)

Prezados leitores, o vídeo que publico circulou ontem nas redes sociais sem que fossem fornecidos detalhes sobre o local e a data que os fatos reproduzidos ocorreram.
Quem tiver informações a respeito, por favor, encaminhe na forma de comentário.



A pergunta que surge em decorrência das imagens é onde estão as pessoas de bem que residem nesta comunidade?
Todas elas foram silenciadas pelos criminosos?
Se isso é verdade, por que continuam morando neste local de homizio de criminosos?
A seguir publico imagem da comunidade Dona Marta que circulou ontem nas redes sociais.




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terça-feira, 1 de agosto de 2017

JUDICIÁRIO E MP NÃO PODEM IGNORAR QUE MORADORES DE COMUNIDADES COLABORAM COM CRIMINOSOS

Comunidade do Chapadão

Prezados leitores, o cumprimento da legislação é uma obrigação de todo cidadão, portanto, não estou defendendo a ação dos Policiais Militares que por ventura tenham ultrapassado o limite da legalidade, mas não podemos ignorar que parte dos moradores das comunidades carentes colabora com os criminosos que ficam homiziados nelas.
É falacioso o discurso político de que só pessoas de bem residem nas "favelas", nas comunidades existem grupos que colaboram com o crime, auferindo os mais variados benefícios.
Também é de domínio público que seus domicílios são utilizados como esconderijo desses meliantes.
As imagens que são exibidas de maneira recorrente pelas redes de televisão sobre o saque em veículos de transporte de carga que ocorrem em comunidades, constitui um exemplo dessa parceria.
Ignorar tais fatos significa apartar-se da realidade enfrentada por Oficiais e Praças da Polícia Militar que são feridos e mortos combatendo a criminalidade nas "favelas" fluminenses.

"Jornal O Dia
MP denuncia oficiais da PM por invasão a imóveis na favela Nova Brasília
Entre os denunciados está o comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora 
31/07/2017 19:00:32 - ATUALIZADA ÀS 31/07/2017 19:03:34
ADRIANA CRUZ
Rio - Dois oficiais, entre eles o comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), coronel André Luiz Belloni Gomes, foram denunciados pelos crimes de constrangimento ilegal e invasão de domicílio por entrar em imóveis na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, em fevereiro. 
Segundo denúncia Ministério Público que atua junto à Auditoria de Justiça Militar, a qual o blog teve acesso, Belloni tinha o dever de impedir que o major Leonardo Gomes Zuma, comandante da UPP Nova Brasília, usasse casas e até uma loja como ponto estratégico militar (Leiam mais)". 

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

RIO - MORADORES DAS COMUNIDADES DEVEM APOIAR AÇÕES DAS FORÇAS ARMADAS



Prezados leitores, o noticiário do final de semana deu conta que as Forças Armadas enfrentarão os traficantes de drogas que dominam partes do território brasileiro, impondo terror nas comunidades e utilizando armas de guerra. 
Eu tenho defendido essa ação faz tempo, considero que não existe alternativa e que a missão é de competência dos militares federais e não aos militares estaduais, a quem cabe o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública. 
Tudo leva a crer que a ação gerará perdas de vidas humanas (militares, criminosos e moradores), o que é inevitável em ações de guerra, aliás, como tem ocorrido durante décadas no estado do Rio de Janeiro, só que entre os mortos estão Policiais Militares.
Diante dessa realidade, os moradores das comunidades onde as ações serão desenvolvidas deverão apoiar a iniciativa e colaborar com as Forças Armadas, algo que raramente ocorre com relação à Polícia Militar. 
O apoio será fundamental para diminuir as perdas humanas, tendo em vista que quanto mais rápida for a retomada e a ocupação das comunidades pelas tropas federais, menor será o número de confrontos armados.
Tenho certeza do sucesso das Forças Armadas na retomada e na ocupação dessas partes do território nacional que estão dominadas por criminosos.

 "Jornal O Globo 
Próxima fase da atuação das Forças Armadas terá foco no combate às armas 
Arsenais do crime estão na mira dos militares. Segundo ministro da Defesa, presença nas ruas será menos ostensiva 
BRUNO ALFANO / VERA ARAÚJO / RENAN RODRIGUES 30/07/2017 7:13 / atualizado 30/07/2017 9:57 
RIO - A segunda etapa da atuação das Forças Armadas no Rio terá como foco os arsenais de guerra das facções criminosas. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a primeira fase da operação das tropas federais no Rio será curta. Durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), ontem, ele afirmou que a presença ostensiva dos militares nas ruas vai diminuir nos próximos dias para dar lugar a novas ações que ainda estão em fase de planejamento. Não haverá intervalo entre uma fase e outra. Dez mil homens das Forças Armadas chegaram ao Rio na última sexta-feira e ficarão até 2018. 
— Essa primeira fase é de curta duração. O fundamental são os trabalhos que atualmente estão sendo feitos de reconhecimento — afirmou Jungmann, que descartou ocupações permanentes de comunidades e defendeu não dar prazos para cada etapa: — Nossos objetivos estão sendo alcançados. Estamos fazendo esse reconhecimento das áreas que são fundamentais para a próxima fase. Só a inteligência permite golpear o crime organizado. Nosso objetivo continua sendo chegar ao centro de comando, aos arsenais e aos fluxos de drogas. Isso é o que importa para reduzir a criminalidade e dar uma sensação de segurança que não seja passageira, mas real (Leiam mais)". 

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

A VIDA É MUITO CURTA PARA MORAR NO RIO - MARILIZ PEREIRA JORGE



Prezados leitores, publicamos texto que traduz muito bem a realidade de viver no perigoso estado do Rio de Janeiro.

"A vida é muito curta para morar no Rio 
30/06/2016 09h04 
Eu era a paulista mais carioca que meus amigos conheciam. Tinha a tal alma, roupas coloridas, conta na barraca do Leandro, no Posto 12, mesa cativa no Jobi, chamava os garçons pelo nome, tomava cerveja na calçada, banho de mar à noite no verão. Estava com uma mala sempre pronta, e a poltrona 8F no avião religiosamente reservada para ver lá de cima a cidade chegando. 
A vida é muito curta para não morar no Rio, diziam. Eu ria, mas voltava feliz para o meu caos organizado em São Paulo, às segundas pela manhã. Até que uma proposta de trabalho me trouxe de mala e mudança. Depois do primeiro mês, a lua de mel com a cidade acabou e eu me perguntava: como as pessoas moram aqui? 
Demorou, mas não sou mais solitária nesse questionamento. Vejo amigos e conhecidos compartilhando em redes sociais uma pesquisa feita pela ONG Rio Como Vamos, que mostra que 56% da população tem vontade de ir embora da cidade. Em 2011 esse percentual era de 27%. 
O que faz os moradores quererem fazer as malas é o aumento da violência. Roubos na rua assustam mais as classes mais altas, enquanto as balas perdidas são o terror na vida da população menos favorecida. Mas os problemas do Rio vão muito além disso, e é um espanto que apenas tiro, porrada e bomba tenham acendido o alerta de que a Cidade Maravilhosa é uma farsa. Uma paisagem espetacular, recheada de problemas escandalosos. 
Essa visão de que o Rio é o melhor lugar do mundo para se viver é um tanto provinciana e romântica, além de cega, de uma maioria que mora e trabalha na zona sul –e parte da zona oeste– e só de vez em quando tem o doce cotidiano chacoalhado pela violência que atravessa o túnel Rebouças. Gente que vive numa bolha, que eventualmente estoura num assalto com morte. 
Vida que segue. A gente se deslumbra com a belezura da geografia e aprende a conviver com malandragem generalizada, falta de pontualidade, incompetência disfarçada de informalidade, hostilidade travestida de espontaneidade, infâncias miseráveis, pobreza, falta de tudo. 
O Rio é só uma cidade decadente que vive de um glamour passado, num presente melancólico. E parte da sua população sempre foi conivente com tudo que nos fez descambar para essa triste realidade. Como fechar os olhos para uma parte gigante da cidade que apenas sobrevive? 
Praias, lagoas e baía não ficaram poluídas da noite para o dia. Ainda assim, as areias estão sempre cheias, mesmo nos dias em que o mar não está nem para peixe nem para gente. O negócio é mergulhar no cocô para se refrescar, tomar uma cervejinha e tirar foto do pôr do sol. Com sorte, daqui uns anos ainda reste o pôr do sol. 
Chamar favela de comunidade não muda o fato de que centenas de milhares de pessoas continuam vivendo sem saneamento, sem saúde, sem educação, reféns ora do tráfico ora da milícia. Mas é bonito subir o morro, ir ao sambinha, postar foto na "comunidade" e fazer de conta que ela está integrada. Não está. Fica bonito na letra de música, na poesia, mas é apenas gente esquecida –e tolerada– em troca de status de cartão postal. 
Mas tudo bem, a gente dá uma maquiada, ergue muros nas linhas Amarela e Vermelha para que os turistas não vejam o lado mais feio, miserável e perigoso da cidade –além de evitar que balas atravessem a pista e matem os desavisados. De quebra, nós mesmo esquecemos que existe o lado mais feio, miserável e perigoso por onde só passamos a caminho do aeroporto. 
O coro de "nunca pensei que diria isso, mas penso em ir embora do Rio", tomou o lugar de posts babaovistas com legenda "Rio, eu amo eu cuido", "Eu moro onde as pessoas passam as férias". Férias é somente o que uma pessoa com juízo faria aqui. Vem, passa o dia na praia, torce para não ser vítima de um arrastão, passeia pelos pontos turísticos, toma um chopp aguado, come um bolinho no Braca, vai no ensaio da escola de samba, se o tráfico não estiver em pé de guerra, pega o avião a vai embora. 
Para quem mora aqui, o jeito é torcer. O que nem sempre é suficiente. Para muita gente a vida tem sido muito curta para morar no Rio. Juan, um ano e dois meses. Giselle, 34. José Josenildo, 31. Foram mortos nas últimas semanas. Bala perdida. Tentativa de assalto. Emboscada. Não há paisagem que valha a pena morrer tão cedo. 
Obviamente, criminalidade, pobreza, corrupção e falta de toda a sorte de serviços básicos são problemas em maior ou menor grau em todas as capitais brasileiras, mas nenhuma se vende como Cidade Maravilhosa. E antes que algum ofendido venha me mandar embora, só tenho uma coisa a dizer: é o que eu mais quero. Eu e os 56% dos moradores do Rio. 
Mariliz Pereira Jorge 
É jornalista e roteirista. Apresenta o programa "Sem Mimimi com Mariliz", no YouTube". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A MELHOR POLÍCIA PARA UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA


Prezados leitores, a revelação dos resultados de um inquérito policial sobre a morte de uma criança em uma comunidade carente, fato ocorrido durante um confronto entre criminosos e policiais no Complexo do Alemão, causou revolta em algumas pessoas pelo fato de nenhum Policial Militar ter sido indiciado, efeito reproduzido pela grande mídia.
O posicionamento contrário às investigações oriundo dos familiares deve ser entendido como natural, pois é uma dor sem igual perder um filho, sobretudo em virtude da violência.
Excetuando a família, salvo melhor juízo, os contrários aos resultados estão a um passo da hipocrisia.
É de domínio público a situação vivenciada nas comunidades carentes do Rio de Janeiro, ou seja, que elas são dominadas por milicianos ou traficantes, inclusive as ocupadas por Unidades de Polícia Pacificadora.
Quem sendo morador do Rio de Janeiro pode alegar que desconhece essa realidade?
Ninguém pode negar.
Quem sendo morador do Rio de Janeiro desconhece que os Policiais Militares e Civis quando ingressam nessas comunidades carentes são confrontados pelos criminosos?
Quem sendo morador do Rio de Janeiro desconhece os resultados desses confrontos?
Todos sabem que resultam em mortos e feridos.
Policiais Militares e Policiais Civis feridos e mortos.
Criminosos feridos e mortos.
Moradores feridos e mortos.
Isso ocorre todo dia em várias comunidades, episódios próprios de uma guerra que são noticiados pela mídia (rádio, televisão, jornais e revistas).
Eis a nossa realidade nas comunidades carentes, ninguém pode negar.
Só hipócritas negam que isso seja o cotidiano das comunidades.
Quem deixou que os criminosos se estabelecessem nas comunidades carentes?
Os governos eleitos pela população.
Quem permitiu que os criminosos tivessem acesso ao armamento usado em guerras (fuzis, granadas, ...)?
Os governos eleitos pela população.
Quem determina que se realize operações policiais nas comunidades carentes sabendo que ocorrerão confrontos e que resultarão em feridos e mortos?
Os governos eleitos pela população.
Quem são os culpados?
Os governantes e nós (população) que os elegemos,
Colocar a culpa no policial que cumprindo ordens, arrisca a própria vida, pela morte da criança ocorrida no Complexo do Alemão é pura covardia.
Uma sórdida covardia.
Nenhum policial do mundo está preparado para participar das operações que são realizadas nas comunidades carentes do Rio de Janeiro, sendo que a maioria dos policiais do mundo civilizado se negaria a adentrar em tais comunidades, isso nas condições atuais.
Não enganem a população alegando que falta um melhor preparo para os policiais.
O que ocorre nos morros do Rio de Janeiro são ações de guerra e não ações de polícia.
Aprendam,
Esse é o parâmetro correto.
Em uma guerra a morte de civis não é desejada, mas é inevitável, como a realidade que vivemos no Rio de Janeiro comprova.
Enquanto nós (população) continuarmos elegendo os governantes que temos eleito, a realidade não mudará no Rio de Janeiro.
Não foi o primeiro morador de uma comunidade carente que foi morto durante um confronto entre criminosos e policiais.
Infelizmente, vários outros serão mortos.
A culpa pela morte não é do Policial Militar que atirou, nem da Polícia Militar e muito menos do Policial Civil (Delegado) que conduziu as investigações.
A culpa é nossa (população) que permitimos tudo isso sem mover um dedo para mudar a realidade.
Nós, fingindo não saber de nada, culpamos o PM para tirar a culpa dos nossos ombros.
Hipócritas, fingimos, que não existe uma guerra em curso no Rio de Janeiro.
Nós sabemos que hoje outra criança pode morrer durante um novo confronto, mas nos calamos e, hipócritas, fingimos que nada disso está acontecendo até que a nova morte ocorra, momento que saímos em busca de culpados.
Somos uma sociedade hipócrita.
Prezados leitores, se o destino nos colocasse nesse momento na cadeira do Secretário de Segurança , nosso primeiro ato seria proibir as operações nas comunidades carentes e, para ser coerente, extinguiríamos todas as Unidades de Polícia Pacificadora, usando todo o efetivo para policiar as ruas do Rio de Janeiro.
Nós seríamos tão hipócritas quanto a população e fingiríamos que as comunidades carentes não estão dominadas por traficantes e por milicianos, todos portando armas de guerra.
Ignoraríamos a guerra.
Isso não seria o certo, muito pelo contrário, mas atenderia o mundo real.
Policiais Militares e Civis não seriam mais feridos e mortos nessas comunidades.
E, quando morresse alguém, adulto ou criança, durante um confronto entre traficantes de facções diferentes ou entre traficantes e milicianos, pelo menos a culpa não seria do Policial Militar ou Policial Civil, que hoje cumpre ordens e participa de operações de guerra nessas comunidades carentes, matando e morrendo.
A Anistia Internacional (AI) só poderia reclamar que as comunidades estão infestadas de criminosos e que o governo não faz nada, o que diante da relação custo-benefício é quase nada diante do que acontece atualmente, quando a AI só levanta a voz para acusar policiais. 
A mesma Anistia Internacional que que teve ciência que Policiais Militares foram presos ilegalmente em Bangu 1, em razão da luta por melhores salários e por melhores condições de trabalho (inclusive melhor formação) e nada fez em defesa deles. 
Calou-se.
Hipocrisia é a regra.
A melhor polícia para uma sociedade hipócrita é uma polícia hipócrita, uma que finge que a guerra não existe.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

UPPs: DECLARAÇÃO DE BELTRAME SOBRE REMOÇÕES REVOLTA MORADORES

Prezados leitores, nós avisamos: as declarações do secretário Beltrame sobre remoção de moradores de comunidades carentes provocarão problemas para o governo.
Isso é só o início.
Melhor correr e desmentir.


"JORNAL DO BRASIL 
15 de dezembro de 2013.
População rejeita medida e questiona melhorias propostas pelo poder público 
A declaração que o secretário de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, deu esta semana a um jornal de grande circulação defendendo as políticas de remoções nas comunidades cariocas como parte integrante do projeto de pacificação do governo do estado caiu como uma bomba nas favelas, especialmente para os moradores que estão com os seus imóveis ameaçados. Beltrame afirmou na entrevista que as "intervenções de verdade" envolvem a discussão das remoções. No entanto, nos becos das comunidades a população garante que as desapropriações são desnecessárias para a realização das obras de melhoria e estão sendo executadas de forma "cruel", "desumana" e "imprópria".
- Pesquisa alerta para impacto das remoções na saúde 
- Cientistas sociais criticam política de remoção 
O processo de transferência dos moradores das comunidades do Rio para conjuntos habitacionais construídos pelo governo para esta finalidade, em áreas afastadas do Centro, teve início no ano de 2009, acompanhando as políticas de implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nestas regiões. Por ficarem afastados das favelas localizadas no Centro e zonas Sul e Norte, os conjuntos habitacionais não agradaram aos moradores que tiveram as suas propriedades desapropriadas. Eles alegam que tiveram as suas famílias desagregadas, além das unidades habitacionais possuírem uma infraestrutura muito inferior às suas antigas casas.
Nascida no Morro da Providência, na Zona Portuária do Rio, a doméstica Iraci dos Santos, de 72 anos, faz uma análise crítica das remoções e acredita que o maior problema está na ausência de um planejamento do governo, definindo as áreas para onde os moradores desapropriados serão levados antes da sua casa ser interditada. "Se o morador tem que sair para entrar a melhoria, isso é até admissível, mas tem que haver uma estrutura governamental para oferecer às pessoas o suporte necessário para esta mudança ser feita. O governo tem que dar ao morador uma outra alternativa decente de moradia antes de tirá-lo da sua casa. Somos contra a forma como as remoções estão sendo feitas nas comunidades", disse Iraci, que assumiu o posto de primeira presidente da Associação dos Moradores da Providência entre os anos de 82 e 88. A advogada Heloísa Ferreira, de 53 anos, compartilha do mesmo pensamento de Iraci e acrescenta que a falta de infraestrutura urbana nas favelas é um dos resultados do afastamento das autoridades dessas regiões, durante muitos anos. "A impressão que eu tenho sobre estas remoções e medidas urgentes anunciadas pelo governo estadual e prefeitura é de que existe um interesse pessoal enorme por detrás disso tudo. Porque as obras a que eles estão dando prioridade não favorecem à população da comunidade, somente ao Porto Maravilha, aqui no nosso caso da Providência. Por que não usar esta verba para urbanizar de verdade? Por que não usar esta verba para a educação infantil? É de ensino que as nossas crianças estão precisando. Será que eles [governantes] acham que nós servimos apenas para limpar vidraças?", argumentou Heloísa, que também nasceu na Providência. 
O morador e líder comunitário da Providência, Maurício Hora, é contra as remoções e tem ouvido relatos revoltados da população do lugar. "Eles acham que os investimentos são empregados de forma inadequado na comunidade, que tem na questão da água uma prioridade. A água que temos hoje aqui foi canalizada pelos próprios moradores, porque o governo nunca realizou uma obra para resolver este problema grave. O saneamento até melhorou com o programa 'Pró Sanear', mas não está 100% resolvido, tem muita coisa ainda pra ser feita. Em contrapartida, o governo gasta cerca de R$ 110 milhões com um teleférico que não atende às necessidades da população. O que, sobre do orçamento destinado às melhorias, foi algo mísero, que abalou o ânimo das pessoas, que ficaram mais afetadas ainda com as remoções. É um processo complicado que estamos vivendo", contou Maurício. 
Na comunidade do São Carlos, Zona Norte, uma praça com três bancos de cimento tomou o lugar de três casas, que foram derrubadas e as famílias levadas para um conjunto habitacional no bairro da Triagem. "Não há bom senso. Como destruir residências e separar famílias para abrir espaço de diversão em local impróprio? O melhor lugar para se construir uma praça aqui no São Carlos é onde está a UPP, na entrada da comunidade, longe do aglomerado das casas. Assim as crianças podem jogar bola e brincar sem o risco de quebrar uma janela. Se a Secretaria de Habitação tivesse feito uma pesquisa com os moradores antes de derrubar as casas, a gente teria alertado para este problema, até porque nós também perdemos a privacidade. As pessoas sentam na praça e têm uma visão perfeita do interior das nossas casas", disse a cabeleireira Luci dos Santos, de 54 anos. A construção da mesma praça tornou a vida da agente de saúde Marli Martins, de 54 anos, um verdadeiro "transtorno". Marli está resistindo às ordens de desocupação da Secretaria Municipal de Habitação (SMH), mas sofrendo graves consequências das obras que estão acontecendo ao redor do seu imóvel. "Quando os funcionários da obra desta praça ligavam as máquinas, tudo tremia dentro da minha casa, uma trepidação enorme. Com o tempo, foram aparecendo as infiltrações no teto, nos bocais das lâmpadas e até em cima da minha cama cai água quando chove. Os agentes do governo estiveram aqui e avaliaram a minha casa por um valor bem menor do que ela tem no mercado. Sei disso porque pedi a consultoria de dois avaliadores particulares. A prefeitura me ofereceu R$ 60 mil, a casa vale R$ 90 mil e eu não consigo nenhum outro imóvel no São Carlos por menos de R$ 100 mil. E se eu sair daqui da região, perco o meu emprego de agente comunitária. Olha o meu dilema", contou Marli. 
Ao lado da casa de Marli, mais uma resistente ao processo de remoção luta há três anos para manter a sua casa longe das marretas. A aposentada Cirley Duarte, de 76 anos, chama o projeto social do governo de "manjado" e garante que a indenização oferecida pela sua casa não é justa. "Os agentes do governo estiveram aqui e me levaram até Triagem para conhecer o tal conjunto habitacional. As casas são de uma qualidade muito inferior à minha, muito inferior, dá medo a estrutura dessas casas, nem pensar. Além disso, eu estou doente, sou hipertensa, e não posso ficar longe da minha filha que mora aqui pertinho. Então, vou continuar resistindo até o fim", disse a aposentada. Cirley lembra que há dois anos os agentes da SMH fizeram muitas promessas aos moradores, como urbanização da comunidade, drenagem do valão que atravessa o lugar e academias para a terceira idade em espaços abertos. "Só ficou na promessa até agora, nada disso foi realizado. Só remoções", reclamou a moradora.
O servente Marcus Vinícius Caetano, de 36 anos, conhece bem a sensação de ter o seu imóvel desvalorizado em um processo de desapropriação. Ele mora em um imóvel de dois andares em uma das ruelas do Morro do São Carlos e se sente pressionado pelo governo para entregar a sua propriedade. "Eu moro com o meu filho, nora, neto e ainda tem a minha mãe que mora no primeiro andar. Não posso sair assim de uma hora para outra. Tenho que planejar esta mudança radical na minha vida. A prefeitura me ofereceu uma casa em Triagem, mas fica muito distante do meu trabalho, dos meus compromissos, iria desestruturar a minha vida completamente. Outra razão para eu não aceitar a proposta é a qualidade do imóvel que eles me apresentaram, muito inferior à minha atual residência. O problema da compra assistida é que o valor disponibilizado pelo governo é muito menor daquele que seu imóvel vale no mercado. A gente precisa de tempo para encontrar algo um pouco melhor e dentro das condições financeiras que eles querem. Eu já expliquei isso aos agentes da prefeitura e estou tentando conduzir a situação sem estresse, apesar da pressão que estou recebendo", relatou Marcus. A mãe do servente, Anita Caetano, de 63 anos, considera "triste" as circunstâncias causadas pelas remoções, além de nocivas à saúde. "A minha tia de 90 anos está muito doente desde que ficou sabendo que corre o risco de perder a casa que ela sempre morou. Só de imaginar que vai para longe das amizades de uma vida inteira e até de familiares, ela entrou em depressão e estamos temendo pela saúde dela, especialmente por causa da idade", contou a dona de casa.
A principal preocupação do marceneiro Luis da Silva, de 51 anos, é com a ocupação dos espaços abertos pelas obras e remoções. "Como ninguém informa nada e nem apresenta projeto nenhum, a gente fica pensando na estrutura que deve ser erguida perto das nossas casas. Gera uma ansiedade grande e que interfere no nosso cotidiano, é claro", afirmou o morador do São Carlos. Mais observador, o porteiro Nivaldo Arruda, de 40 anos, chama a atenção para o acabamento das obras já realizadas, como a praça localizada perto da casa de Marli e Cirley. Nivaldo mostra diversas pontas de ferro no chão, deixadas pelos operários sem qualquer proteção após a construção da praça. "Não fizeram um acabamento adequado, não se preocuparam com as crianças e, a qualquer momento, alguém pode se machucar seriamente aqui. São armadilhas para quem ainda não foi desapropriado", disse ele. O líder comunitário do Morro São Carlos, Paulo Sérgio, não se conforma com a maneira com que as remoções são praticadas na comunidade. "É um absurdo porque não existe planejamento e muito menos respeito pelos moradores. A prefeitura entra na nossa área e vai retirando as pessoas sem apresentar uma alternativa decente de moradia ou uma proposta financeira compatível com a propriedade delas. Isso está adoecendo os moradores, destruindo famílias que são levadas para bem longe daqui e deixando muita gente sem emprego. O impacto social e econômico é enorme", avalia Paulo. 
Alberto da Silva, de 23 anos, tem um pequeno comércio na comunidade do São Carlos e passou pelo drama da desapropriação. "Pra nada. Derrubaram dois imóveis da minha família pra nada. Agora, onde as casas estavam construídas tem um estacionamento de moradores. E nós saímos extremamente prejudicados financeiramente, porque com o dinheiro que a prefeitura nos pagou, só conseguimos comprar um imóvel apenas e em outra área não tão valorizada", contou o comerciante. Uma situação semelhante aconteceu com a família da agente de saúde Elaine de Melo Barbosa, de 32 anos. Ela conta que saiu da sua casa obrigada e agora está morando num ponto mais alto do morro, o que implica em andar mais tempo, maior esforço físico e cansaço. "É revoltante. Estou muito desgastada e preocupada com a distância da minha mãe, que é diabética e teve três infartos. Ela ficou numa casa na parte mais baixa do morro, perto do local onde a gente morava, e eu lá em cima. Fica mais difícil controlar os medicamentos dela. E outro problema é a estrutura da nova casa que ela comprou com a indenização. Uma parte do imóvel afundou e nós tivemos que entrar na Justiça para não sair completamente prejudicados financeiramente", contou Elaine.
Na favela Indiana, na Zona Norte, o processo de remoção promovido pelo governo Eduardo Paes foi interrompido por uma ação civil acolhida pela Defensoria Pública do Rio, movida pela Comissão Contra a Remoção, composta por moradores da comunidade. O conteúdo da liminar argumenta que há indícios de ilegalidade na intervenção do município, que não utilizou de gestão participativa e democrática e nem informou aos moradores sobre projeto urbanístico. Segundo uma das líderes da comissão, Inês Ferreira Abreu, o poder público entrou na favela aplicando o que ela chama de "política da intriga". "É importante entender que a Indiana é composta por uma parte de moradores que realmente precisa da remoção, por estarem localizados às margens do valão. Mas a maioria da população mora bem, tem casas com boa estrutura e estas pessoas não querem sair daqui. E o governo incutiu na cabeça daquelas pessoas que precisam da remoção, que elas só receberão a indenização do seu imóvel, o aluguel social ou outro imóvel como troca, se a comunidade na sua integridade acatar às ordens de remoção e também deixar as suas casas. Isso provocou um racha na favela, um conflito que estamos vendo que não vai acabar bem. É uma situação perigosa", revelou Inês. O marido da líder comunitária, Marcelo Abreu, está doente em consequência das constantes brigas provocadas pelo processo de remoção. "Ele não está aguentando a política coercitiva implantada pelo governo municipal e das pessoas que acreditam nas histórias dos agentes da prefeitura", disse ela. 
A cozinheira Cláudia Regina, de 38 anos, não vê coerência nas ações de remoção na comunidade. Cláudia questiona o fato da sua casa ter sido demarcada pelos agentes da prefeitura para ser demolida e o mesmo não ter acontecido com o prédio da Fundação Leão XIII, que abriga a UPP da comunidade, mesmo o imóvel dividindo uma parede com a sua residência. "Se a minha casa for destruída, tem que colocar abaixo a fundação também, porque estamos no mesmo local, dividimos uma parede e o valão passa mais perto da fundação do que da minha casa", esclareceu ela. A idosa Clarisse Porto, de 79 anos, viu a favela crescer e substituir o mato e os barracos de madeira pelo complexo de cimento. O seu sonho é ver as melhorias chegarem ao lugar, mas sem prejudicar os moradores ou através de "uma política de terror", como ela classifica a ação do governo na favela. "A prefeitura não vai conseguir me tirar daqui, vou resistir sempre e sempre. Eu fui uma das primeiras a chegar aqui e serei a última a sair", afirma Clarisse.
A comissão de resistência às remoções tem como um dos maiores defensores o aposentado Antônio Carlos Hipólito, de 58 anos. Com a esposa doente e pressionado a deixar a sua residência, Antônio não pensou duas vezes em procurar a ajuda da Pastoral das Favelas, que o incentivou a criar um grupo de moradores para entrar com a liminar na Justiça do Rio. E foi essa iniciativa judicial que salvou muitas famílias das desapropriações. Para o aposentado, o processo de remoção tem muitos objetivos que vão além das obras de melhorias justificadas pelo governo, especialmente no momento em que a cidade deve receber grandes eventos mundiais. "A Indiana está situada numa área valorizada da Tijuca, onde os condomínios são valorizados e vendidos por um valor acima de R$ 500 mil. Então, precisamos levantar o debate da especulação imobiliária e cobrar do governo mais transparência nas suas ações nas comunidades", finalizou Antônio.

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domingo, 15 de dezembro de 2013

AS UPPs SÃO UM PROJETO DE REMOÇÃO DOS “FAVELADOS”?


Prezados leitores, ontem o jornal O Globo publicou na coluna “Opinião”, um editorial com o seguinte título: O projeto em construção das UPPs.
Antes de ingressarmos na análise do referido editorial, gostaríamos de lembrar que todo editorial representa a opinião do órgão de imprensa, portanto, tem um peso muito maior que um artigo assinado por uma pessoa. Além disso, solicitamos que busquem na memória o que leram ou ouviram até a presente dada tendo como origem o grupo que considera que as UPPs representam a implantação de um “Estado Policial” nas comunidades carentes, onde a polícia (Polícia Militar) regula a vida social.
O nosso objetivo não é discutir se as UPPs são ou não a regulação da vida nas comunidades manu militare, mas é importante que essa ideia defendida por muitos faça parte do contexto para uma melhor avaliação. Primeiro queremos ratificar que existe um movimento de fortalecimento do projeto das UPPs, o que tem ficado transparente no número de matérias positivas publicadas pela grande mídia e, sobretudo, pelo reaparecimento do secretário de segurança nos noticiários, ele que andou sumido durante os protestos, quando a PM foi esmagada pela imprensa.
Leitores foquem nesse ponto, tudo leva a crer que as UPPs serão novamente a única bandeira de Cabral, como foi em 2010, mas dessa vez para fazer ser sucessor, o vice Pezão. Acompanhem com atenção os movimentos da grande mídia para verificarem se o apoio será amplo, geral e irrestrito, novamente.
O editorial trata as UPPs como algo que só tem pontos positivos, essa foi a tática em 2010: ocultar os aspectos negativos por mais evidentes que fossem.
No artigo anterior fizemos uma menção a esse tipo de abordagem:
“O editorialista cita como fator positivo das UPPs a taxa de 8,7 homicídios por 100.000 habitantes, diz que é inferior a média nacional (24,4) e de Washigton (19). Isso é verdade.
Infelizmente, esqueceu o autor de esclarecer que a relação policial por habitantes nas UPPs é a melhor do país, talvez uma das melhores do mundo e que esse fator é determinante para a diminuição dos crimes. Na prática, isso significa que não existe inteligência no fato de diminuir crimes através do emprego de grande efetivo policial, isso é a consequência natural, sendo que no Rio teve o efeito negativo de ter transferido os criminosos para outros bairros e outros municípios, ou seja, transferiu a violência e, certamente, os homicídios, tanto que estão em alta, algo também esquecido.
Pior, esqueceu que a taxa de mortalidade de PMs no Rio é maior nas UPPs do que no restante do estado.”
Nas nossas vertiginosas ficções, baseadas em fatos reais, consideramos que a entrevista e o editorial constituem apoio direto ao governo estadual.
Certos ou errados, o futuro mostrará.
Apesar de considerarmos o editorial “chapa branca”, pensamos que ele poderá trazer transtornos ao governo, como procuraremos demonstrar.
O editorial destaca um trecho da entrevista do secretário Beltrame:
“A UPP é apenas uma anestesia. As pessoas gostaram desse efeito anestésico, mas tem medo de encarar a necessária cirurgia.”
E, acrescenta:
“A “cirurgia” passa inevitavelmente pela questão das remoções, um assunto ainda tratado como tabu, mitigado em geral por ideologias ou interesses políticos menores mas que precisa ser encarado sem hipocrisias”. 
O editorialista avança:
“Algumas demandas não foram devidamente atacadas como a permanência de becos e áreas de difícil acesso que dificultam o policiamento, ou o reaparecimento de nichos residuais de violência que exigem atuação mais firme da PM. Problemas inerentes a uma obra em construção, mas sanáveis”.
Salvo melhor juízo, talvez perdidos nas nossas ficções, concluímos que a presença da Polícia Militar nas comunidades tornará sanáveis as pretendidas remoções. Afinal, como pensam alguns, elas são a implantação do “Estado Policial”.
Então, as UPPs permitirão a urbanização das “favelas”, o fim dos becos e dos locais de difícil acesso para os PMs, promovendo a remoção de dezenas de milhares de moradores da Rocinha, do Pavão-Pavãzinho, do Dona Marta, da Maré, do Complexo do Alemão, da Cidade de Deus, entre outras comunidades carentes.
Resta saber para onde serão removidos esses milhares de famílias fluminenses que moram em becos e em áreas de difícil acesso.
Se é que isso é importante para o governo e para a grande mídia.
O editorialista concluiu afirmando que as UPPs são “um patrimônio da sociedade que precisa ser tratado como política de Estado, imune às influências da baixa política”.
Resta saber patrimônio de que parte da sociedade?
Certamente, patrimônio da parte que mora na Zona Sul, tanto que as UPPs começaram a ser implantadas por lá, embora não fosse a região mais violenta do estado e foram de lá que o governo transferiu centenas (ou milhares) de traficantes com suas armas de guerra para outros bairros e outros municípios, considerando que não os prendeu quando implantou as UPPs.
Pensamos que as UPPs não são patrimônio da maior parte da sociedade fluminense, a parte que recebeu os traficantes oriundos da Zona Sul e da Tijuca, por exemplo. Essa parte da sociedade prefere que o batalhão da área tenha um efetivo suficiente para promover o policiamento ostensivo que dará a ela a segurança que tanto precisa, o que é impossível com os batalhões sucateados como estão para priorizar as UPPs.
Perdidos nas nossas vertiginosas ficções, começamos a ver no futuro próximo os PMs das UPPs, os treinados no policiamento de proximidade (novo nome do policiamento comunitário), dando segurança aos operadores das máquinas que derrubarão os casebres que formam os becos e que tornam os locais inacessíveis.
E, todos nós "anestesiados" permitindo que isso aconteça.
Por derradeiro, lembramos que o termo “remoção” empregado no editorial é politicamente incorreto, o mais suave é “relocação”, embora os efeitos sejam idênticos.

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sábado, 14 de dezembro de 2013

O GLOBO APOIA A REMOÇÃO DE "FAVELADOS" PROPOSTA POR BELTRAME



Prezados leitores, ontem publicamos o artigo "Teoria Conspiratória: O Governo Cabral e a Grande Mídia" (Leia). Nele, baseado em fatos reais, criamos vertiginosas ficções, ilações sobre um provável apoio da grande mídia ao governo Sérgio Cabral, tendo o enaltecimento das UPPs como mola propulsora.
A nossa interpretação pode estar completamente errada, mas pode ser que exista um acerto ou outro.
Leiam o artigo, formen as suas opiniões.
Hoje o jornal O Globo publica um editorial enaltecendo a entrevista que o próprio jornal publicou ontem do secretário Beltrame, com destaque para o apoio às remoções de moradores.
A leitura nos conduz de volta a teoria da conspiração que tratamos no artigo. 
O editorialista cita como fator positivo das UPPs a taxa de 8,7 homicídios por 100.000 habitantes, diz que é inferior a média nacional (24,4) e de Washigton (19). Isso é verdade.
Infelizmente, esqueceu o autor de esclarecer que a relação policial por habitantes nas UPPs é a melhor do país, talvez uma das melhores do mundo e que esse fator é determinante para a diminuição dos crimes. Na prática, isso significa que não existe inteligência no fato de diminuir crimes através do emprego de grande efetivo policial, isso é a consequência natural, sendo que no Rio teve o efeito negativo de ter transferido os criminosos para outros bairros e outros municípios, ou seja, transferiu a violência e, certamente, os homicídios, tanto que estão em alta, algo também esquecido.
Pior, esqueceu que a taxa de mortalidade de PMs no Rio é maior nas UPPs do que no restante do estado.
Nós voltaremos a comentar o editorial, ele nos deu um sinal de que a nossa teoria ficcional pode ter um fundo de realidade.

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