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terça-feira, 1 de agosto de 2017

JUDICIÁRIO E MP NÃO PODEM IGNORAR QUE MORADORES DE COMUNIDADES COLABORAM COM CRIMINOSOS

Comunidade do Chapadão

Prezados leitores, o cumprimento da legislação é uma obrigação de todo cidadão, portanto, não estou defendendo a ação dos Policiais Militares que por ventura tenham ultrapassado o limite da legalidade, mas não podemos ignorar que parte dos moradores das comunidades carentes colabora com os criminosos que ficam homiziados nelas.
É falacioso o discurso político de que só pessoas de bem residem nas "favelas", nas comunidades existem grupos que colaboram com o crime, auferindo os mais variados benefícios.
Também é de domínio público que seus domicílios são utilizados como esconderijo desses meliantes.
As imagens que são exibidas de maneira recorrente pelas redes de televisão sobre o saque em veículos de transporte de carga que ocorrem em comunidades, constitui um exemplo dessa parceria.
Ignorar tais fatos significa apartar-se da realidade enfrentada por Oficiais e Praças da Polícia Militar que são feridos e mortos combatendo a criminalidade nas "favelas" fluminenses.

"Jornal O Dia
MP denuncia oficiais da PM por invasão a imóveis na favela Nova Brasília
Entre os denunciados está o comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora 
31/07/2017 19:00:32 - ATUALIZADA ÀS 31/07/2017 19:03:34
ADRIANA CRUZ
Rio - Dois oficiais, entre eles o comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), coronel André Luiz Belloni Gomes, foram denunciados pelos crimes de constrangimento ilegal e invasão de domicílio por entrar em imóveis na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, em fevereiro. 
Segundo denúncia Ministério Público que atua junto à Auditoria de Justiça Militar, a qual o blog teve acesso, Belloni tinha o dever de impedir que o major Leonardo Gomes Zuma, comandante da UPP Nova Brasília, usasse casas e até uma loja como ponto estratégico militar (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O DEVER DE UM VERDADEIRO CORONEL POLICIAL MILITAR



Prezados leitores, a seguir transcrevemos um comentário publicado que faz referência ao Coronel PM Paúl e a devida resposta:
COMENTÁRIO POSTADO:
"Anônimo
12 de agosto de 2014 12:06
Coronel, a imprensa sempre soube da verdade, contudo, só mostra o que está mostrando porque é a visão que mais vende e a mais cinematográfica. Um verdadeiro enredo hollywoodiano, além de, claro, ser a versão que vai de acordo com seus interesses escusos e proteger seus aliados no poder publico e da iniciativa privada.
Coronel, com o passar do tempo, mais precisamente depois da tentativa de organizar um movimento, por parte dos policiais e bombeiros, para reivindicar melhorias salarias e condições de trabalho, o senhor vem ganhando minha singela admiração. Penso que o policial militar de hoje tem que ser um verdadeiro profissional, educado, capaz, gentil e blindado contra a corrupção. Além de, claro, altamente técnico quando a situação assim exigir.
Muitos insistem na "tecla" de que o senhor foi corregedor e tem que ser demonizado e estigmatizado por isso. Penso, até genericamente pelo fato que não conheço os autos dos processos pelos quais o senhor pediu a exclusão de vários policiais, que a sua intenção sempre foi a melhor para a corporação, de livrá-la da "erva daninha" que a usa para praticar toda sorte de crimes, investido pela autoridade conseguida envergando a mais bonita farda de todas as PMs do Brasil. Acho que se o senhor tivesse tirado algum proveito financeiro e tivesse ficado rico através da PMERJ não teria motivo para fazer o que faz, desfiar poderosos e organizações poderosíssimas que controlam o país através da formação de opiniões manipuladas, o que não é tarefa das mais difíceis em se falando de povo brasileiro. Minha opinião é a de que o senhor vai pelo ideal, por amor à PMERJ, que é o que verdadeiramente sente. Que é o que eu sinto.
Coronel, fica aqui uma pergunta:
"O senhor não sente medo? Não teme por sua vida?
Um grande abraço de um Sgt PM que vê na honestidade uma base para uma PMERJ melhor.
RESPOSTA:
Meu bravo Sargento, obrigado pelo comentário.
Eu tenho muito que agradecer à Deus por ter sido escolhido para ser Corregedor Interno da gloriosa Polícia Militar e ter a oportunidade de ser o Oficial que por mais tempo exerceu a ingrata missão de cuidar do controle interno.
Por quase três anos comandei Oficiais e Praças honrados e competentes na Corregedoria Interna e nas quatro Delegacias de Polícia Judiciária Militar que existiam na época.
O desgaste físico e emocional foi gigantesco, pois antes de assumir a Corregedoria tinha exercido as funções de Subchefe e de Chefe da 1a DPJM, uma sequência que durou sete anos ou um pouco mais e que culminou com uma fortíssima depressão ocorrida em 2008.
Eu sei o que sofri.
Não vou perder o meu, nem o seu tempo, para explicar o que faz com que parte da tropa odeie todos (Soldados a Coronéis) que trabalham na área correcional, isso salta aos olhos.
Você tem toda razão: a base de uma nova PMERJ passa pela honestidade.
Um PM que envereda pelo crime ele trai toda a instituição e toda população.
Infelizmente, a PMERJ tinha sérios problemas de desvios de conduta quando assumi em 2005, problemas que só cresceram no governo Sérgio Cabral e na gestão Beltrame.
O efeito não foi diferente na Polícia Civil.
Por que eu luto?
Luto por dever.
Sou Coronel PM tenho a obrigação de lutar pela PMERJ e pelos verdadeiros Policiais Militares, pois não basta passar no concurso, frequentar um curso de formação e vestir nossa farda para ser um Policial Militar.
Isso qualquer um pode fazer, sobretudo considerando a facilidade atual das provas e dos cursos.
Concordo que "ser policial é algo que nem todos podem entender..."
Somos seres especiais da criação que arriscamos a nossa vida em defesa da vida do próximo.
Tal qual os Bombeiros, somos heróis.
Eu almejo apenas o respeito dos heróis, a opinião dos que usam as nossas fardas, não tem qualquer valor.
Medo?
Tenho muito medo.
Nenhum outro Policial Militar, Oficial ou Praça, sofreu tantas represálias por parte do poder político quanto eu, esse antigo Coronel PM que escreve essas linhas, emocionado, não escondo.
Atualmente, enfrento entre outras lutas, os erros da Polícia Civil, do Ministério Público e do Poder Judiciário, isso nas investigações e nos julgamentos do caso Patrícia Acioli.
Isso é muito perigoso.
Apesar de todo esse contexto, continuarei avançando e controlando o medo, pois alguém tem que enfrentar o sistema que demoniza a PMERJ e os Policiais Militares.
Eu sou Coronel PM, um Coronel PM de verdade, esse é meu dever.
Juntos Somos Fortes!