JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sábado, 17 de dezembro de 2016

POLÍCIA NÃO É ASSISTÊNCIA - É CONTENÇÃO -



Prezados leitores, algumas verdades sobre a vida do Policial Militar no Bradil.

"Polícia não é assistência – é contenção. 
Ela é chamada justamente quando as normas da cultura e os mandamentos da lei já não são suficientes para manter o indivíduo no bom caminho e alguém precisa contê-lo. Por isso, a polícia tem de ser viril. A testosterona que faz o bandido violento é a mesma que faz o policial corajoso. Daí a importância de se separar ontologicamente o policial do criminoso. Ao contrário do que acreditam os acadêmicos, o policial tem que tratar o bandido como inimigo, sim. O soldo sozinho – por maior que seja – não é capaz de separar o policial do criminoso, pois a natureza mais profunda de ambos e o ambiente em que vivem se alimentam da mesma virilidade masculina, responsável por mais de 90% dos crimes violentos em qualquer cultura humana em todos os tempos.
O policial de rua, obrigado a enfrentar o crime de arma em punho e não de uma sala refrigerada da USP, é como um médico num campo de refugiados ou em meio a uma epidemia letal: se trabalhar só pelo dinheiro, ele voltará para casa na hora, pois não há salário que pague sua própria vida, permanentemente em risco. Para compensar os riscos da profissão, o policial precisa ser tratado como herói. Especialmente num País como o Brasil em que a criminalidade soma cerca de 63 mil homicídios por ano (de acordo com estudos do Ipea). O policial precisa ter a certeza de que, ao tombar no campo de batalha, sua morte não será em vão: a sociedade irá cultuá-lo como herói diante de sua família enlutada e o bandido que o matou será severamente punido.
No Brasil, ocorre justamente o contrário: enquanto a morte de bandidos é cercada de atenção pelas ONGs dos direitos humanos e gera violentos protestos de rua em São Paulo e Rio, a morte de um policial não passa de uma efêmera nota de rodapé no noticiário e, em muitos casos, sua família não recebe nem mesmo a visita das autoridades da própria segurança pública, temerosas do que possam pensar os formadores de opinião. Já em países como os Estados Unidos, um bandido reluta em matar um policial, pois sabe que o assassinato será motivo de comoção pública e a pena que o aguarda será à altura dessa indignação cívica com a morte de um agente da lei." 
José Maria e Silva - Sociólogo 

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

RIO: O SECRETÁRIO DE SEGURANÇA BELTRAME ESTÁ CERTO



Prezados leitores, nos últimos sete anos o secretário de segurança Beltrame tem sido muito criticado no nosso espaço, em face do que consideramos erros na gestão da segurança pública.
Na verdade fomos os primeiros a criticá-lo. 
Criticamos  o secretário quando ele era aplaudido por todos, isso no auge das UPPs.
Basta uma pesquisa no nosso blog inicial para constatar.
Ontem, ele concedeu uma entrevista e, dessa vez, temos que concordar com ele:

"SITE G1
(...) O secretário defendeu medidas de controle nas fronteiras para evitar entrada de armas. "As pessoas hoje no Brasil reduziram segurança pública à polícia e isso é uma miopia. Isso é um erro muito grande porque as polícias estão esgotando em si próprias as suas ações. Segurança pública começa nas fronteiras, segurança pública começa com políticas de segurança primárias, secundárias e terciárias para os jovens (Leiam mais)".

Ele tem razão.
Na Polícia Militar nos temos estudado os temas que ele citou sobre prevenção primária, secundária e terciária na área da segurança pública, desde o comando geral do Coronel PM Carlos Magno N. Cerqueira, isso no governo Leonel Brizola.

Juntos Somos Fortes!