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segunda-feira, 23 de setembro de 2024

A CBF PRECISA COM URGÊNCIA RECUPERAR A CREDIBILIDADE DA ARBITRAGEM



A Confederação Brasileira de Futebol precisa adotar medidas urgentes e eficazes para melhorar a qualidade da arbitragem (campo e VAR) no futebol brasileiro. A quantidade de erros nas decisões tem influenciado resultados de várias partidas, prejudicando diferentes clubes de futebol, podendo ser determinante para a disputa do título, das vagas para a Libertadores e para o rebaixamento.

Apenas como exemplo, em razão de ser uma partida jogada na última rodada da competição, cito o clássico vovô (Fluminense x Botafogo) ocorrido no dia 21 de setembro de 2,024.

Um show de erros nas decisões da arbitragem influenciou diretamente na vitória do Botafogo, um dos postulantes ao título, além de prejudicar o Fluminense que luta contra o rebaixamento.

Os erros grosseiros influenciaram a classificação nos dois extremos da tabela.

Jogadores dos dois times deixaram de ser expulsos, um pênalti de clareza solar não foi marcado e um gol irregular foi validado, apesar da evidente falta que pode ser vista em diferentes ângulos das filmagens.

O pior de tudo é que essa partida não constitui uma exceção em termos de erros de arbitragens.

As reclamações são constantes e emanam de todos os lados: dirigentes, técnicos, jogadores, jornalistas e como não poderia deixar de ser dos torcedores dos times envolvidos no brasileirão.

A péssima qualidade das arbitragens é uma rara unanimidade no futebol brasileiro.

Cabe a CBF agir e rápido, antes que voltem a falar em favorecimento a esse ou a aquele clube, como foi berrado no campeonato passado.


terça-feira, 2 de junho de 2015

O FANTÁSTICO MUNDO DA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA - JOÃO LEONARDO MEDEIROS

Prezados leitores, transcrevemos artigo do site Panorama Tricolor indicado por um leitor.

"O fantástico mundo… (por João Leonardo Medeiros) 
02/06/2015 



…da grande mídia brasileira: ainda sobre a Copa União de 1987 

Antes de ler a coluna abaixo, acredite: nada tenho contra o Flamengo. Os que me conhecem sabem que considero o Flamengo meu segundo time. Justifico a estranha preferência de maneira simples: enquanto não fizerem DNA, o Flamengo é filho legítimo do Fluminense. Não posso odiar um filho, por mais viciada que seja a vida que tenha escolhido. A coluna, na verdade, sequer trata do Flamengo. Seu tema é a capacidade de a grande mídia criar, sustentar e difundir uma inverdade. Esse tema interessa aos tricolores porque temos sido vítimas de tentativas semelhantes de construção de consensos, da produção de “verdades”, desde meados da década de 1970, pelo menos. O último caso, vivo ainda, é o de 2013, o famoso caso Lusamengo que certamente todos conhecem. 
***** 
Quem tem cerca de 40 anos possivelmente acredita piamente que o Flamengo, e não o Sport Recife, é campeão brasileiro legítimo de 1987. Antes da existência das redes sociais, não havia como opor a versão oficial sobre a esquisita Copa União de 1987. Nesta versão, o Flamengo estaria pleno de razão em recusar-se a cumprir o acordo que determinava o cruzamento do campeão da segunda divisão (chamado de Módulo Amarelo, segundo o regulamento do torneio) – no caso, o Sport – com o da primeira divisão (o chamado Módulo Verde) – o próprio Flamengo. Afinal de contas, que sentido faria o campeão da primeira divisão disputar o título brasileiro com o campeão de uma divisão inferior? 
Como disse, durante pelo menos uma década era praticamente impossível opor esta versão oficial. Hoje, mesmo a página da Wikipedia sobre o tema é suficiente para descaracterizá-la e são muitas as fontes de informação para aqueles que pretendem buscar a verdade e não a verdade-da-grande-mídia. Eu poderia aqui explorar os detalhes da descaracterização da versão oficial, mas vou me limitar ao ponto decisivo: nem o Módulo Verde abrigava times da primeira divisão nem o Módulo Amarelo abrigava equipes da segunda divisão. 
Isso é que importa para desnudar a fraude. Seguindo o regulamento do campeonato brasileiro de 1986, ficariam na primeira divisão praticamente todos os times DOS DOIS Módulos. Havia exceções nos dois grupos, aliás. Uma delas é digna de nota: o arauto da moralidade, o Botafogo, fora rebaixado em 1986, mas recorreu à justiça e à força política para assegurar sua participação no Módulo supostamente mais forte, prejudicando o Joinville. Isso mesmo tendo terminado o torneio de 1986 na fantástica 32ª posição. Sim, você não leu errado: o Botafogo foi o 32º de 44 times. O 44º foi o Coritiba, que também jogou o Módulo Verde de 1987, a autoproclamada primeira divisão. Por outro lado, no outro Módulo, além da equipe fortíssima do Sport, estava ninguém menos do que o vice-campeão de 1986, o Guarani. 




Mas, a imprensa martelou, desde que se deu a confusão com o Flamengo, que o Módulo Verde era a primeira divisão e o Módulo Amarelo a segunda. Na ausência de mídias populares, a “informação” logo foi transformada em versão oficial. Não era nem é verdade, claro, mas as tentativas de desmascará-las eram logo ridicularizadas, passando a imagem de seus autores como velhacos, palhaços, mentirosos. Nós vimos muitos jornalistas tentarem fazer isso conosco, tricolores, no episódio Lusamengo. Não conseguiram porque, hoje, temos meios para opor, com custos, a fábrica de produção de consensos. Mas e em 1987? E em 1997? 
O caso foi parar na justiça. O Flamengo perdeu em todas as instâncias, da primeira ao STJ. Em tese, pararia por aí, porque ninguém em sã consciência poderia imaginar que, num país com os problemas do Brasil, a corte suprema – no caso, o STF –, atolado de processos da mais alta relevância, interromperia sua atividade-fim (julgar afrontas à Constituição do país) para lidar com um tema absolutamente irrelevante para os rumos da nação: um jogo, nada mais do que um jogo. Mas a ministra do STJ Laurita Vaz parece gostar de futebol e viu no tema relevância suficiente para ser encaminhado à mais alta corte do país. 
Pare para pensar: a tragicomédia da farsa montada pela grande mídia mobilizou a principal corte do país. E pior, não resta a menor dúvida de que o STF vai legitimar a versão da mídia. Vejam o perfil do juiz, Marco Aurelio Mello, que vai decidir o caso, divulgada no próprio site do Flamengo: 
Juiz Marco Aurélio 
Vejam a notícia de que ele vai decidir o caso, e que vai fazê-lo sozinho, sem direito a recurso (a não ser ao papa): 
Juiz Marco Aurélio II 
O pior vai ser aturar a comemoração do título de 1987, sem contar os jornalistas todos dizendo que a justiça declarou o que todo mundo já sabia. Disso tudo, entretanto, penso apenas o seguinte: se eles fazem isso no campo esportivo, imagine o que não fazem no campo da política. 
***** 
Essa coluna é uma homenagem ao America Football Club, a verdadeira vítima da farsa de 1987. Se tivesse algum resquício de lisura, a grande mídia teria pelo menos contribuído para redimir o único time que, abertamente, recusou-se a fazer parte da palhaçada de 1987, pagando com isso um custo caríssimo (que deveria ser, na verdade cobrado do Flamengo e do Internacional): o rebaixamento ao inferno, quando o inferno era quente demais para ser suportado. Caso venha a sofrer uma crise terminal – o que espero não assistir em meus dias de vida –, que seja o America eternamente lembrado como mártir do futebol brasileiro. 
Panorama Tricolor 
@PanoramaTri 
Imagem: globo/youtube

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