JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

"REAGE RIO" - PROPOSTA DO CORONEL PM EX-COORDENADOR DAS UPPs

Coronéis Barbonos
Coronéis PM que criticaram o governo Cabral quando estavam na ativa


Prezados leitores, além de estranhar a proposta do exmo Ministro da Justiça sobre a institucionalização do projeto da Força Nacional de Segurança Pública, outra que causou estranheza foi a apresentada como sendo do Coronel PM RR Robson Rodrigues, ex-coordenador das UPPs.
O texto é pouco esclarecedor e causa surpresa pelo fato do Oficial ter exercido no serviço ativo (recentemente) a função de Chefe do Estado Maior da PMERJ, quando poderia tê-las implementado, sobretudo com relação as ações de inteligência e de melhor gestão dos recursos humanos e materiais.
Salvo melhor Juízo, tudo indica que fora da PMERJ o Oficial passou a enxergar o que não conseguia ver quando estava dentro da instituição.

"Jornal O Globo 
Cinquenta propostas feitas no 'Reage, Rio!' para virar o jogo
Segurança Pública

(...)

Robson Rodrigues, coronel da PM e ex-coordenador das UPPs: 
5) Proposta: Investir em inteligência para investigar o tráfico de drogas. Eficiência e criatividade para recuperar e otimizar recursos, além de ter prioridades e plano de ação. 
Execução: Depende da ação dos governos federal e estadual, e da realocação de recursos para áreas de inteligência (Fonte)".

Juntos Somos Fortes! 

"REAGE RIO" - PROPOSTA DE INSTITUCIONALIZAR A FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA



Prezados leitores, pensei que essa ideia estivesse sendo sepultada para o bem do país e da população brasileira, mas no seminário "Reage Rio" levou ressurgiu das cinzas e logo como proposta do atual Ministro da Justiça.
Antecipando minhas desculpas ao exmo ministro, institucionalizar a Força Nacional de Segurança Pública não faz qualquer sentido.
O projeto é muito caro e não gera os benefícios que justifiquem o consumo de milhões ou bilhões de reais para sua manutenção.
O que não precisamos na área da segurança pública é a criação de uma nova instituição.
Torço para que o bom senso prevaleça e que a proposta do ministro tenha o destino adequado: o arquivamento sumário.

"Jornal O Globo 
Cinquenta propostas feitas no 'Reage, Rio!' para virar o jogo
Segurança Pública

Torquato Jardim, ministro da Justiça: 
(...)

4) Proposta: Institucionalizar a Força Nacional de Segurança Pública. 
Execução: Depende da aprovação de emenda à Constituição no Congresso. Até agora pelo menos duas propostas não avançaram (Fonte)".

Juntos Somos Fortes! 

FRUSTAÇÃO - PROPOSTAS DO "REAGE RIO" QUE "IRIAM VIRAR O JOGO" NA ÁREA DA SEGURANÇA PÚBLICA



Prezados leitores, transcrevo as propostas do seminário "Reage Rio" promovido pelas Organizações Globo para "virar o jogo" na área da segurança pública do estado do Rio de Janeiro.
Não posso deixar de registrar a minha frustração como profissional da segurança pública e como cidadão, diante das propostas resultantes.
Recomendo a leitura e a análise para que formem opinião sobre as propostas para "virar o jogo" na área da segurança pública.

"Jornal O Globo 
Cinquenta propostas feitas no 'Reage, Rio!' para virar o jogo
Segurança Pública

Torquato Jardim, ministro da Justiça: 
1) Proposta: Repactuar a federação para o combate seguro aos crimes em geral, com ênfase em dar mais espaço à participação municipal e reequipar a Polícia Militar. 
Execução: Depende de emenda à Constituição para alterar competências na área de segurança pública. Há uma PEC nesse sentido em tramitação na Câmara. 

2) Proposta: Integração também operacional, com tecnologia (mais drones, satélites e computadores), começando pela fronteira. 
Execução: Depende de investimentos previstos no Orçamento elaborado pelo governo federal e aprovado pelo Congresso. 

3) Proposta: Criar um sistema único de segurança pública, nos moldes do SUS, com divisão de tarefas e sem contingenciamentos. 
Execução: Depende da aprovação de emenda à Constituição ou de lei ordinária no Congresso. 

4) Proposta: Institucionalizar a Força Nacional de Segurança Pública. 
Execução: Depende da aprovação de emenda à Constituição no Congresso. Até agora pelo menos duas propostas não avançaram. 

Robson Rodrigues, coronel da PM e ex-coordenador das UPPs: 
5) Proposta: Investir em inteligência para investigar o tráfico de drogas. Eficiência e criatividade para recuperar e otimizar recursos, além de ter prioridades e plano de ação. 
Execução: Depende da ação dos governos federal e estadual, e da realocação de recursos para áreas de inteligência. 

Michele dos Ramos, do Instituto Igarapé: 
6) Proposta: Priorizar a prevenção e a investigação dos crimes contra a vida, com estratégias focadas em grupos, locais e comportamentos mais vulneráveis à violência. Priorizar políticas baseadas em evidências e orientadas por resultados. 
Execução: Ação do governo estadual para priorizar o setor de investigação da Polícia Civil e a prevenção por meio da Polícia Militar. 

7) Proposta: Repressão qualificada e modernização da política criminal e penitenciária. 
Execução: A repressão qualificada depende dos setores de inteligência. E a modernização da política criminal e penitenciária, de mudança no Plano Nacional de Política Nacional e Penitenciária, feita por um conselho de mesmo nome do Ministério da Justiça. 

8) Proposta: Discutir o problema do consumo de drogas como questão de saúde pública, rever a política de drogas e consolidar a regulação responsável de armas e munição. 
Execução: A descriminalização das drogas, ou apenas da maconha, pode ser feita pelo Congresso ou pelo Supremo Tribunal Federal. A consolidação da regulação de armas, prevista no Estatuto do Desarmamento, depende do Congresso. 

9) Proposta: Disseminar dados e informações sobre políticas públicas e programas que funcionam. 
Execução: Depende de ação conjunta entre estados e governo federal. 

Hugo Acero, especialista em segurança e sociólogo: 
10)  Proposta: Maior cooperação entre países na luta contra as principais máfias, não apenas do tráfico de drogas, mas de pessoas, contrabando, comércio ilegal de armas e terrorismo. Execução: A cooperação entre países pode ser promulgada por decreto do presidente da República, após a política ser elaborada pelo Ministério das Relações Exteriores (Leiam mais)". 

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

COMANDO DA PM ANUNCIA PROJETO DE DÉCADA ATRÁS E APRESENTA COMO NOVO

Prezados leitores, a Polícia Militar está voltando no tempo.
Um projeto implementado décadas atrás está de volta e sendo apresentado como novidade.
Em 1982, a PM criou o COLPI (Comando Operacional Local de Policiamento Integrado), que acabou sendo encerrado apesar de ter sido considerado um sucesso.
Resta torcer para que o comando da PMERJ consiga repetir o sucesso do passado implantando o "novo COLPI".

(Jornal O Globo)

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

UPPs: A ENTREVISTA TARDIA QUE VEIO DO FRIO

 
 
Prezados leitores, aconselhamos a leitura da excelente entrevista concedida pelo Coronel PM Robson Rodrigues ao jornal O Globo sobre as UPPs e outros temas.
Só lamentamos que ela tenha sido concedida quando o Oficial se encontra sem função da DGP ("geladeira"), pois se fosse concedida quando ele comandava todas as UPPs ou quando atuava no Estado Maior Geral, o impacto seria muito maior e as chances de produzir mudanças também.
 
"O GLOBO
‘A secretaria ficou refém do discurso político de ter 40 UPPs’, diz ex-comandante
Coronel Robson Rodrigues, ex-chefe do Estado-Maior Administrativo da PM, conta ao GLOBO como tentou reformular estrutura da corporação para superar mazelas internas
por Alexandre Rodrigues 26/08/2014 6:00 / Atualizado 26/08/2014 17:19
RIO — Criado em Nilópolis, na Baixada Fluminense, o coronel Robson Rodrigues, ex-comandante da Coordenadoria de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e do Estado Maior Administrativo da Polícia Militar do Rio, frustrou o pai duas vezes na juventude. Na primeira, não confirmou o talento para o futebol virando jogador profissional. a segunda foi quando fez de tudo para escapar do serviço militar obrigatório. O pai queria que ele fosse oficial do Exército, mas, em plena ditadura, nos anos 1970, o jovem tinha aversão total ao militarismo. Pouco tempo depois, ironicamente, trocou a faculdade de estatística pela academia da Polícia Militar, atraído pela promessa de uma carreira estável que viu num anúncio de jornal. Acabou “viciado” na profissão, mas, confessa, nunca se sentiu à vontade na condição de militar. Um ano depois de deixar a cúpula da PM em meio à crise provocada pela reação da polícia às manifestações de rua, Rodrigues revela em entrevista ao GLOBO que chegou perto de promover uma reforma profunda na estrutura da PM. Depois de dirigir as UPPs por um ano, entre 2010 e 2011, Rodrigues foi transferido para o Estado Maior para liderar um projeto de unificação da carreira dos policiais militares. Soldados passariam a ter um caminho aos postos de comando por meio de um curso realizado em paralelo com o trabalho, sem a obrigação de passar pelos três anos da academia de oficiais. Era o passo principal do projeto de instaurar o que ele chama de “militarismo mitigado”, uma forma de modernizar a gestão da PM sem abrir mão da hierarquia militar, imposição da Constituição. Para Rodrigues, seria um passo importante para incorporar a meritocracia e os princípios do policiamento de proximidade das UPPs na ação de toda a Polícia Militar. Mas o projeto não resistiu à troca de comando e às resistências corporativas dos oficiais.
As UPPs são o tema mais importante da disputa eleitoral pelo governo do Estado este ano, mas, para o coronel Rodrigues, ainda não é possível dizer se elas são um sucesso ou um fracasso. Ele alerta que, sem mecanismos de avaliação e uma reforma profunda da PM como um todo, as UPPs não passarão de mais uma expectativa política frustrada. E fala isso não apenas como um policial com 30 anos de experiência, mas como pesquisador e antropólogo. Rodrigues foi um dos primeiros (e ainda poucos) policiais militares a fazer o caminho dos quartéis para a academia, justamente onde se encontram alguns dos maiores críticos da atividade policial. Formado em direito pela Uerj, ele fez mestrado em Antropologia na UFF e dá aulas na Universidade Candido Mendes. Enquanto aguarda, “na geladeira”, o início do processo que o levará para a reserva da PM, Rodrigues trabalha como consultor para o Instituto Igarapé, um centro de estudos dedicado à segurança no Rio. Com os cabelos crescidos e roupas informais no lugar da farda, ele participa de um grupo de especialistas de vários estados que elaborou um documento com propostas para a segurança pública que foi entregue a presidenciáveis. “Fui descartado pela minha instituição, mas quero continuar a contribuir para a mudança na gestão da segurança por uma obrigação cívica, não corporativista”, diz (Leiam mais)".
 
Juntos Somos Fortes!