JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PROTESTO DE FAMILIARES DE PMs - CORREGEDORIA INSTAURA INQUÉRITO POLICIAL MILITAR



Prezados leitores, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar responsabilidades sobre o fato do protesto dos familiares de Policiais Militares ter impedido a entrada e a saída dos Policiais Militares dos quartéis.

"Jornal O Dia 
Corregedoria da PM abre inquérito para investigar motim no Rio 
Pelo menos três policiais estão sendo investigados por supostamente terem coordenado piquetes na porta dos batalhões 
23/02/2017 21:27:51
ESTADÃO CONTEÚDO
Rio - A Corregedoria da Polícia Militar abriu inquérito para investigar policiais militares pelo movimento de famílias que atrapalhou o policiamento no Rio entre os dias 10 e 16 de fevereiro. Pelo menos três policiais estão sendo investigados por supostamente terem coordenado piquetes na porta dos batalhões. Eles podem responder pelo crime de motim, cuja pena é de 4 a 8 anos de prisão. 
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça, que atua junto com a Auditoria Militar, a juíza Ana Paula Monte Figueiredo Penna Barros autorizou o mandado de busca e apreensão de telefones celulares e documentos que comprovem a organização do movimento. E também a quebra do sigilo dos dados dos aparelhos - agenda telefônica, conversas de aplicativos como WhatsApp e Telegram. Os mandados foram cumpridos nesta quinta-feira, 23. A princípio, nenhuma mulher de policial está sob investigação (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

terça-feira, 8 de maio de 2012

HOJE: EXPULSÃO DE POLICIAIS MILITARES SERÁ TEMA DE AUDIÊNCIA NA ALERJ

As Comissões de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania e de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presididas, respectivamente, pelos deputados Marcelo Freixo (PSOl) e Zaqueu Teixeira (PT), vão realizar, nesta terça-feira (08/05), às 10h, na sala 316 do Palácio Tiradentes, uma audiência pública, que terá como tema a busca de esclarecimentos para a exclusão de policiais militares que participaram de manifestações. 
"Queremos que expliquem o motivo das expulsões. Existem diversas outras punições no regulamento disciplinar, como advertência e detenção. Cada militar agiu de uma forma durante as manifestações e todos foram expulsos. Vamos buscar um motivo para isso, pois está totalmente desproporcional todos terem a punição máxima da corporação”, explicou o petista. 
O corregedor da PM, coronel Waldir Soares Filho, foi convidado para a reunião.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

CORONEL PAÚL, INIMIGO POLÍTICO (E VÍTIMA) DO GOVERNO DO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, em 2005, quando eu e o Coronel de Polícia Esteves começamos a imaginar uma maneira de impedir o crescimento da interferência política na Polícia Militar, assim como, de lutar por melhores salários e por adequadas condições de trabalho para os Policiais Militares, não tínhamos dúvidas que acabaríamos ficando em posição antagônica ao governo fluminense, embora esse não fosse o nosso objetivo. Isso é um fato, mas nunca poderia imaginar que seria tratado como um inimigo político, alguém que fosse alvo de várias represálias, algumas contrárias à legislação e que tivesse tantos direitos violados.
O tempo passou desde as minhas primeiras conversas com o Esteves, cerca de sete anos, com ele as lutas dos 40 da Evaristo, dos Coronéis Barbonos, da PEC 300/2008, dos Bombeiros Militares e recentemente, a denominada luta unificada dos profissionais de segurança pública. Eu nunca desisti da luta e penso que essa minha determinação seja uma das causas de ser tratado como inimigo pelo governo, que consegue dobrar tantos e com extrema facilidade.
Ao longo dessas mobilizações, quase uma centena, eu tive papéis diferentes, sendo no início um dos protagonistas e no último ano, tendo adotado um papel meramente jornalístico, por assim dizer. A linha divisória dessa mudança comportamental é fácil de ser localizada, começou na mobilização dos Bombeiros Militares, quando os organizadores resolveram se afastar dos atos "pacíficos e ordeiros", faltando ao serviço e invadindo o QG, tendo eu criticado essas ações e sendo muito criticado por ter tal postura. Na mobilização unificada, mantive o comportamento, atuando como se um repórter fosse, pois nunca fui favorável ao movimento de paralisação, como deixei claro no blog.
Apesar da minha mudança, certamente identificada pelos órgãos de inteligência que sempre estiveram presentes nos atos, o governo fluminense continuou destilando seu ódio contra mim, culminando por duas prisões ilegais. A primeira no dia 03 JUN 2011 e a segunda no dia 10 FEV 2012, quando fui encarcerado em uma solitária da Penitenciaria Bangu I e mantido incomunicável por três dias, algo inacreditável diante da violação clara dos meus direitos, mas que ocorreu comigo e com outros Policiais Militares e Bombeiros Militares.
Por que eu mudei e o governo não mudou?
Simples, a minha postura jornalística é pior para o governo, pois fora do olho do furacão, tenho tempo livre no curso dos atos e consigo ver o que a grande maioria não vislumbra. Pior, vejo e comento no blog, apresentando provas, como no caso da invasão dos Bombeiros Militares ao QG, quando filmei todas as fases (concentração até a invasão) e comprovei que o governo, embora sabendo da invasão, nada fez para impedi-la, ao contrário, criou facilidades.
O governo hoje me odeia pelo que escrevo no blog, o seu sonho é cercear a minha liberdade de expressão, não tenho qualquer dúvida. Alías, quando fui preso no dia 03 JUN 2011, uma das primeiras preocupações foi recolher meu notebook, meu rádio, meu celular e minha internet móvel. O objetivo é me calar, não existe qualquer dúvida. Na prisão do dia 10 FEV 2012, não tendo qualquer razão para me prender, fui preso para que não pudesse estar do lado de fora denunciando tudo no nosso espaço democrático.
Obviamente, representei contra todas as ilegalidades que já foram praticadas contra mim, isso desde 2008, mas como sou inimigo do governo, acabo sendo inimigo dos subordinados ao governo e dos amigos do governo, o que torna a minha luta pelo respeito aos meus direitos quase inócua.
Diante dessas verdades, decidi voltar a postar alguns desses fatos, para que os nossos leitores mais novos possam entender como um Coronel de Polícia que trabalhou na PMERJ por mais de 30 anos, tendo uma carreira sem qualquer mácula, sem nunca ter levado para sua casa um centavo que não fizesse parte do seu salário, acabou sendo preso, jogado nos porões de Bangu I, mantido incomunicável, indiciado em um Inquérito Policial Militar e submetido a um Conselho de Justificação, correndo o risco de ser expulso da corporação, por decisões unicamente políticas.
O que mais me entristece nisso tudo é que apesar da luta de tantos e de tantas represálias, os salários pagos aos Policiais Militares continuam sendo miseráveis, as condições de trabalho continuam ruins e a PMERJ está mais de joelhos do que nunca diante do poder político.
Ontem, o IPM no qual eu estava sendo investigado foi solucionado. O comandante geral discordou das investigações do Encarregado, o qual concluiu que eu não tinha praticado qualquer crime. Para o comandante geral eu pratiquei crime, portanto, fui indiciado.
Coronel Paúl, um inimigo político (e vítima) do governo do Rio de Janeiro, que não desiste de lutar.
Juntos Somos Fortes!