JORNALISMO INVESTIGATIVO

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A VIDA DO POLICIAL IMPORTA SIM




Compartilho:

"Meu nome é Juliane, sou soldado da polícia militar. Eu sei porque eu estou aqui neste porta-malas escuro e frio, porque sou uma policial. Aguardo a cada segundo que meus parceiros me encontrem e avisem a minha família. Já se passaram cinco dias desde a minha morte, os tiros que me atingiram já não me causam dor. Sinto que estou em paz, mas minha mãe precisa saber de mim. Daqui tento imaginar o rosto da minha sobrinha que nasceu no sábado e eu não pude vê-la. Eu prometi ser uma tia e tanto para ela. Também prometi para a minha mãe que seria uma ótima filha e que daria muito orgulho para a família e com o pouco dinheiro que recebo na polícia militar eu iria ajudar a pagar a conta de luz e de água, e quem sabe fazer um churrasco com a família nos finais de semana. Aqui neste lugar apertado, também penso em como sonhei entrar na polícia. Eu jurei a bandeira para combater a violência, mas hoje sou uma vítima dela. Daqui de dentro não consigo mais ter sonhos...sinto uma angústia muito grande. Me pergunto: e os meus sonhos? E a minha família? A minha vontade de viver? Porque me mataram? Eu sou mais uma entre tantos parceiros que se foram nessa guerra sem fim. O que mais dói é saber que minha morte e minha família não terão o amparo que costumamos ver em alguns casos. Minha mãe não saberá o que é o direito humano. Minha sobrinha só vai ouvir falar de mim. Será que essas pessoas de terno e gravata que dizem cuidar do País conseguem me enxergar aqui dentro desse porta-malas? Só peço que cuidem de quem ficou. Minha vida acabou por aqui, mas torço que meus parceiros não tenham o mesmo destino infeliz. Eu sei quem fez isso comigo. Eles estão tranquilos, sabem que minha morte vai sair de graça perante a Lei fraca do nosso País, e mais do que isso, serão novamente considerados “vítimas da sociedade”. E eu sou o que então? Calma...ouço um barulho! Finalmente me encontraram! Minha mãe vai se despedir de mim, enquanto eu me despeço da farda. 

A VIDA DO POLICIAL IMPORTA SIM! NÃO VAMOS DESISTIR DA LUTA! HERÓIS, VOCÊS NÃO ESTÃO SOZINHOS!

TEXTO ESCRITO PELA JORNALISTA: 
LILLIANY NASCIMENTO 07/08/2018!"

sexta-feira, 23 de março de 2018

ATENTADO À DEMOCRACIA É O ASSASSINATO DE PMs - CORONEL REF HERRERA



"Nelson HERRERA Ribeiro, Cel PM Ref, advogado e professor
22 de março de 2018 07:54
Essa a triste realidade do policial militar! Principalmente no nosso Estado, que se tornou a alcova da quadrilha de políticos da pior espécie, sob a batuta do criminoso-mor Sérgio Cabral. 
O deputado Marcelo Freixo, arrivista, logo cunhou a palavra de ordem: "O assassinato de Marielle é um atentado contra a Democracia". 
E a frase, como mantra, vem sendo repetida por um bando de inocentes úteis esquerdopatas e o esperto grupo de políticos populistas que deles se valem, para manter suas polpudas remunerações, inúmeras mordomias e interesses não-republicanos. É o retrato do Brasil, esse pobre país sem memória. 
ATENTADO À DEMOCRACIA, verdadeiramente, está sendo o permanente assassinato de policias militares, os quais -- com viaturas imprestáveis, armamentos sucateados, escalas de serviço que ofendem os direitos do trabalhador, assistência social precária, remuneração não digna, e amplo desprezo da mídia e da opinião pública --, contra tudo e contra todos, ainda se mantêm na missão diuturna de manutenção da ordem pública. E que podem ser acusados do que mais aprouver o momento político, menos de falta de coragem. Bravos e abnegados, infelizmente infiltrados de piores criminosos, que são os policiais que delinquem, envergonhando nosso berço de heróis. 
Contudo convém destacar que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, à semelhança de toda organização militar, são as ÚNICAS instituições estaduais que dispõem dos mais eficazes meios para a repressão dos chamados "desvios de comportamento", pois munidas do rigor draconiano de leis e regulamentos militares. São as que mais "cortam na própria carne". 
Mas, de modo deplorável, instituições sempre desrespeitadas pelos próprios governantes de plantão. É público e notório. 
Continuemos, então, com nossas famílias enlutadas, iludidas com efêmeras homenagens oficiais, mas, de fato, sem a efetiva assistência do Estado -- e pior --, abandonadas pela Sociedade que esses heróis juraram defender, "com o sacrifício da própria vida". Vergonha! Vergonha! Vergonha!"

domingo, 9 de julho de 2017