JORNALISMO INVESTIGATIVO

JORNALISMO INVESTIGATIVO
Comunique ao organizador qualquer conteúdo impróprio ou ofensivo
Mostrando postagens com marcador ministro Teori Zavascki. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ministro Teori Zavascki. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de abril de 2018

PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA É LEGAL - PLÁCIDO FERNANDES


Eu concordo!
É isso!

"Prisão em 2ª instância é legal; revertê-la é golpe na Lava-Jato
Plácido Fernandes
Correio Brasiliense
postado em 09/04/2018 10:43
atualizado em 09/04/2018 10:47

Há magistrados que desdenham da capacidade de pessoas sem formação em direito interpretarem o que está escrito na Constituição.
Pura arrogância.
Qualquer cidadão alfabetizado é capaz de entender o disposto no artigo 5º, inciso LVII, da Carta Magna. E é isso que incomoda e desnuda, aos olhos da nação, meritíssimos que fingem sapiência jurídica para tentar impor um entendimento diferente do que está no texto constitucional, que diz: "Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de ação penal condenatória".
Percebam que o trecho sublinhado não fala em "ninguém será preso". E por que não fala? Porque não é disso que se trata. A questão específica da prisão é tratada no inciso LXI, do mesmo artigo 5º, que dispõe: "Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei".
Poderá alegar, o supremo magistrado, que o inciso LVII, ao estabelecer "o trânsito em julgado" como imperativo para estabelecer a culpa de um réu, implica o juízo de que a presunção de inocência (preste atenção ao termo) só acaba após o último recurso possível passar pelo crivo do Supremo Tribunal Federal, quarta instância da Justiça brasileira. Falso. Refaça atentamente a leitura do inciso. Veja que ele versa expressamente sobre o "trânsito em julgado da ação penal condenatória". E, pelo que dispõe a Constituição, nem o STJ nem o STF "julgam" (atenção no verbo julgar) ações penais de cidadãos de segunda categoria, apenas de excelências com foro privilegiado, as quais a lei quase nunca alcança.
Logo, como bem demonstrou Teori Zavascki em fevereiro de 2016, o "trânsito em julgado de uma ação penal condenatória" se esgota na segunda instância, após garantido ao réu a ampla defesa, como ocorre em praticamente todos os países democráticos. Afinal, a partir da condenação em primeira instância, já não existe mais "presunção de inocência", mas de culpa. E, depois de concluído o devido processo legal no segundo grau de jurisdição, o que há são recursos especiais e extraordinários de outra natureza. Quase sempre, de cunho apenas protelatório. É o óbvio. Não é à toa que funciona assim em todo o mundo civilizado. Se quisesse dizer que ninguém pode ser preso até o STF dar a palavra final, o constituinte teria escrito isso, com todas as letras, na Constituição.
Não escreveu porque se trata de uma aberração jurídica.
Mas tudo isso é só para salvar Lula?
Claro que não.
Político mais popular da história recente do país, Lula entra como boi de piranha.
É a desculpa de que a elite delinquente do Brasil precisava para ampliar a impunidade sob as asas do Supremo, pondo fora do alcance da lei também criminosos ricos e poderosos. Além dessa gente, os únicos beneficiados serão os grandes escritórios de advogacia criminal. Essa manobra, se for adiante, significará um golpe de morte na Lava-Jato e no combate ao crime dos que sempre saquearam os cofres do país.
O crime de Lula? Aliar-se a essa elite e aprofundar, em escala inimaginável, o roubo de dinheiro público.
São os pobres os que mais sofrem quando se rouba dinheiro que tanta falta faz à educação, à saúde e à segurança pública. Mas só Lula vai pagar? Não. Até agora, a Lava-Jato julgou, condenou e prendeu mais de 160 réus.
Praticamente, todos os bandidos, de esquerda e de direita, sem foro privilegiado.
Falta o STF fazer a parte dele.
Para isso, basta que cumpra o que determina a Constituição e acabe com o foro especial.
Afinal, é o que manda o enunciado do artigo 5º da Carta Magna?
"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza."
Certamente, a cláusula mais importante da Lei Maior do país.
Pena que seres supremos a tratem como letra morta e tentem nos enfiar goela abaixo um entendimento que, felizmente, não está na legislação".

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

MINISTRO TEORI ZAVASCKI - A DESCONSTRUÇÃO DO NOVO HERÓI NACIONAL

Prezados leitores, a morte sempre serviu como uma das causas para o engrandecimento dos homens ao longo da história.
A trágica morte do ministro Teori Zavascki  do Supremo Tribunal Federal acompanhou essa tendência, tendo sido citado por alguns como "herói nacional".
Longe de nós discordar das opiniões favoráveis, mas estão surgindo no noticiário novos fatos que estão contribuindo para a desconstrução do herói.
Eis uma delas:


Ex-presidente do BTG Pactual, André Esteves - Pablo Jacob/Agência O Globo
"Jornal O Globo 
Dono de avião era sócio de empresário André Esteves, solto por Teori 
Carlos Alberto Filgueiras tem sociedade com BTG desde 2012 
por Cleide Carvalho / Thiago Herdy 
21/01/2017 4:30 / Atualizado 21/01/2017 9:54
SÃO PAULO — O empresário Carlos Alberto Ferreira Filgueiras, dono do avião que carregava o ministro Teori Zavascki e também morto no acidente de quinta-feira, era sócio do BTG Pactual na empresa Forte Mar Empreendimentos e Participações, dona do prédio ocupado pelo Hotel Emiliano na Praia de Copacabana, no Rio. Filgueiras tem 10% da empresa; os 90% restantes pertencem ao Development Fund Warehouse, um fundo de investimentos do BTG. O empresário, fundador do Grupo Emiliano, era amigo do ministro. 
Filgueiras era membro do Conselho de Administração da Forte Mar ao lado de Carlos Daniel Rizzo da Fonseca, um dos sócios do BTG. A assessoria do BTG confirmou a sociedade, mas disse que o banco não se pronunciaria. 
Na condição de relator da Lava-Jato, Teori Zavascki tomou pelo menos uma decisão envolvendo o BTG. Em 25 de novembro de 2015, um dos sócios do BTG, o empresário André Esteves, foi preso pela Lava-Jato, acusado de participar de uma negociação que envolvia pagamentos à família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não assinasse acordo de delação premiada. Na mesma operação policial o ex-senador Delcídio do Amaral foi preso. 
Em 17 de dezembro, Teori libertou o banqueiro e determinou prisão domiciliar, depois que a defesa argumentou que a prisão havia sido decretada com base apenas nas declarações de Delcídio, que havia falado sobre a participação de Esteves. Em abril de 2016, Teori revogou a prisão domiciliar e permitiu que ele voltasse a trabalhar (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes! 

domingo, 22 de janeiro de 2017

BLOG DO PEDLOWSKI - TODOS OS CAMINHOS LEVAM À JOALHERIA ANTONIO BERNARDO....

Prezados leitores, as joias parecem ter uma relação enorme com a Operação Lava-Jato. 




"Blog do Pedlowski
JANEIRO 21, 2017
Todos os caminhos levam à joalheria Antonio Bernardo 
Uma das maiores revelações de todo os escândalos que cercam a crise (seletiva) financeira que se abateu sobre o Rio de Janeiro foi a revelação de que um dos caminhos preferenciais para a lavagem de dinheiro arrecadado por propinas era o das joalherias de alto luxo, algumas beneficiárias da farra fiscal comandado por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão (Aqui!). 
Dentre as joalherias identificadas como participante de um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro foi a Joalheria Antonio Bernardo que teria criado até um esquema de contabilidade paralelo para dificultar a identificação de clientes como Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo (Aqui!). 
Mas não é que com a trágica morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, descobrimos que a Joalheria Antonio Bernardo também tinha uma conexão com o caminho do coração pela figura de Liliana Schneider que seria gerente da loja existente na Barra da Tijuca, mais precisamente no Barra Shopping (Aqui!). 
Agora, me digam, não é mesmo muito estranho que tenhamos esta revelação apenas depois da morte da Zavascki? Para mim, no entanto, é interessante notar que o ministro Zavascki estivesse ligado pela amizade e pelo coração a pessoas com ligação direta com a operação Lava Jato qual ele era o relator no âmbito do STF, como já era o caso do empresário Carlos Alberto Fernandes Figueira (Aqui!). 
Alguns poderão dizer que não se escolhe quem se ama a partir do local onde a pessoa trabalhas, mas como Liliana Schneider trabalha na Antonio Bernardo há 17 anos, não haveria como ela não saber do esquema implantado na empresa para fazer a lavagem de dinheiro pelo menos para Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, mas sabe-se-lá mais quem. Daí que em nome da insuspeição de suas decisões, Zavascki deveria ter aconselhado a namorada a procurar outro emprego após as conexões entre a empresa e o casal Cabral apareceram na imprensa. 
E não me venham dizer que o que acontece na intimidade das pessoas não é importante para o que elas fazem profissionalmente. É que diante do quadro político e econômico criado pela operação Lava Jato, essa opção simplesmente não serve como escusa para garantir a isenção de Teori Zavascki. E, repito, o mais lamentável é que só saibamos das conexões pessoais dele após sua morte, pois ele não está mais aqui para oferecer as devidas explicações (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!