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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"DESMILITARIZAÇÃO DA PM: A QUEM INTERESSA ? - FLAVIO GORDON



Prezados leitores, hoje nós publicamos um vídeo de trinta minutos onde se pode constatar a presença de grupos hostis ao policiamento, os quais usam até fogos de artifício atirados na direção dos policiais.
Quem não assistiu ainda, não deixe de fazê-lo.
São vândalos e saqueadores que querem enfrentar o Estado e a própria população que acaba também sendo vitimada.
Na realidade que vivenciamos no país, pensar em desmilitarizar as polícias é algo sem qualquer sentido.
Além disso, vale lembrar que por definição constitucional os PMs são militares de polícia, militares dos estados, sendo impensável desfigurá-los de sua natureza organizacional.
O tema já esteve presente em mais de cem artigos no nosso blog e em nenhum momento, apesar das nossas solicitações, alguém favorável à desmilitarização, apresentou o produto final, ou seja, como na prática passaria a ser o sistema de segurança pública.
Eis um novo artigo.

"Site Senso Incomum
Desmilitarização da PM: a quem interessa?
Flavio Gordon 
09/02/2017
Refletir sobre a desmilitarização significa ir além da aura mágica da palavra, penetrando na substância concreta do fenômeno. 
Nenhuma palavra ou ideia — sobretudo ao se tratar de uma proposta política de mudança radical — deve ser analisada como se pairasse num vácuo. Em termos puramente ideais e abstratos, a noção de desmilitarização das polícias talvez até fizesse algum sentido. Afinal de contas, não é estritamente necessário (e, sob certas circunstâncias, talvez nem mesmo desejável) que um corpo profissional responsável por manter a ordem pública e o cumprimento da lei esteja organizado nos moldes de um exército, ou seja, para a guerra. 
Mas é preciso ir além do significante “des-mi-li-ta-ri-za-ção” — cuja sonoridade, para muitos, parece trazer à mente a canção Imagine, de John Lennon, e as imagens idílicas de um mundo sem armas, sem violência, sem hierarquias; um mundo de paz, amor e campinas verdejantes — em busca do significado concreto assumido pela referida proposta na nossa presente situação (que, a propósito, não é das melhores). 
É preciso lembrar, antes de mais nada, que estamos no Brasil, país campeão mundial em número absoluto de homicídios. País no qual os criminosos são mais “militarizados” que a maior parte dos exércitos do planeta. Vivemos, de fato, em estado de guerra, com estatísticas de guerra, e dramas humanos típicos de situações de guerra. Num tal contexto, nada mais normal que nossas forças policiais sejam regidas por uma lógica militar. 
Em segundo lugar, e sobretudo, é preciso refletir profundamente sobre quem defende a desmilitarização no país, ou seja, sobre quais são exatamente os seus principais entusiastas. 
Basta fazer a pergunta para constatar tratar-se da mesma turminha, tão nossa conhecida, que chama arrastão de “reação dos desfavorecidos contra a elite”. Que defende o psicopata Champinha contra a “loirinha de classe média alta com nome estrangeirado” (sic), sua vítima. Que acusa a polícia de ser racista e genocida. Que é contra o policiamento ostensivo e o encarceramento de marginais. Que pede “menos polícia e mais cultura”, como se uma coisa pudesse substituir a outra. Que acusa a vítima de assalto de ter cometido “crime de ostentação”. Que mobiliza mundos e fundos para defender black blocs. Que “é do Levante” e “está com Maduro”. Que sonha em meter uma bala na cabeça dos “conservadores”. Que invade e destrói a sala de um professor de que discordam, rabiscando na parede a frase “Stálin matou foi pouco”. Que cassa a palavra de um debatedor e em seguida o agride covardemente na base do 30 contra 1. Que xinga a dissidente cubana Yoani Sanchez de vendida e agente da CIA, esfregando-lhe notas de dólares no rosto. Que deseja abertamente o estupro da jornalista Rachel Sheherazade. Que mata cinegrafista com disparos de rojão. Que enfia crucifixos no ânus e quebra imagens sacras. Que vomita, berra e se debate quando contrariada. Que faz troça da expressão “gente de bem”, como se a diferença substantiva entre um trabalhador e um criminoso fosse mera criação ideológica da direita. E que conta com centenas de representantes na política, na academia, no jornalismo e no show business. São esses os defensores da desmilitarização (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

19 comentários:

  1. Desmilitarização : má intensão do Governo federal de Centalizar o Poder, e aumentar o Controle. Sem dúvida a intensão é, como sempre, mais Poder e Controle do estado sobre o indivíduo! Tentam nos enganar, nos apresentando a desmilitarização como vantagens, no combate ao crime, mas na verdade não tem nada a haver com combate ao crime mas com controle da população e da própria polícia que será reabsorvida como polícia política! Será uma vitória comunista. Vale dizer quem é falácia quando eles comparam Brasil com EUA, pous lá cada estado tem verdadeira autonomia, mas aqui não

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  2. Desmilitarização : má intensão do Governo federal de Centalizar o Poder, e aumentar o Controle. Sem dúvida a intensão é, como sempre, mais Poder e Controle do estado sobre o indivíduo! Tentam nos enganar, nos apresentando a desmilitarização como vantagens, no combate ao crime, mas na verdade não tem nada a haver com combate ao crime mas com controle da população e da própria polícia que será reabsorvida como polícia política! Será uma vitória comunista. Vale dizer quem é falácia quando eles comparam Brasil com EUA, pous lá cada estado tem verdadeira autonomia, mas aqui não

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  3. Boa Noite
    Cel, me espanta a quantidade de pessoas sem a menor qualificação que vêm opinando acerca da desmilitarização das PMs. Pessoas que não sabem diferenciar uma instituição vertical de uma horizontal, não sabem para quê cada modelo é mais eficaz.
    Tenho visto "especialistas" dizendo que uma polícia militarizada vê o cidadão como inimigo; pergunto: O militar do CBMERJ ao tentar salvar uma vítima, leva-a ao óbito, por conta de sua natureza militar?
    Outro ponto que me chama a atenção é quanto a qual o ponto da militarização que tanto incomoda esses intelectuais: A farda e ordem unida ? A guarda municipal também os tem. A hierarquia e a disciplina? Não acredito.
    Por último sobra a prisão disciplinar; este a meu ver o ÚNICO e derradeiro item que na prática nos diferencia dos civis e quem tem sido colocado como moeda de troca em alguns acordos Brasil afora.
    Pergunto ao Senhor, Oficial muito respeitado: existe alguma vantagem prática de se continuar militar sem ter como aplicar a pena restritiva de liberdade nas transgressões disciplinares???A meu ver sobraria-nos só o Código Penal Militar, mais nada !!!

    Respeito e admiração
    Abraços

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  4. Jamais algo que preste nas Policias Militares acontecerá, que seja rasoável para todos, se não mudar a qualidade da fonte que fornece o material humano, que a compōe, não adianta trocar o rótudo do produto, se a matéria prima é que precisa ser trocada. Uma sociedade desumana fornece gente desumana para as polícias, para a política, para justiça e tudo mais.
    Não existe leis e nem regime que preste para uma sociedade desumana, sempre vai prevalecer a lei do mais forte.
    Quem quiser discordar de mim que discorde, mas me dê um Brasil, onde todos sejam iguais perante a lei, que garanta a minha dignidade, a minha cidadania, sem corruptos, sem salário de fome, com escola, saúde e segurança pública de qualidade, que eu retiro tudo que disse.
    Mude o nome do Rio de Janeiro para Riachinho de Dezembro para ver se muda alguma coisa.

    100% BRASIL !

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  5. Que desmilitareze. Um monte de coronel full incompetente.

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  6. Só ouço falar de hierarquia e disciplia, de esquerdista/comunistas que querem enfraquecer os poderes constituidos, da importância da Polícia Militar, dos expert em segurança pública, que têm o domínio complete sobre o tema – como Cel. PM José Vicente da Silva Filho que foi policial militar em São Paulo durante 30 anos, respondeu pelo planejamento da Secretaria de Segurança paulista de 1995 a 1997, ocupou o cargo de secretário Nacional de Segurança Pública em 2002 e é hoje um dos mais conceituados pesquisadores da área e muitos outros do mesmo jaez. Eu só queria saber, entender, que algum deles me esclarecesse por que não puseram ou por que não pōem seus conhecimentos em prática em favor da população? Estes “pseudos entendidos” não passam de placebos da segurança pública.
    Como disse um internauta: “Existe sujeito mais idiota do que aquele que quer brincar de General com suas medalhas e espadas em um estado onde o crime está a cada esquina? PRECISAMOS DE POLÍCIA NAS RUAS, VÁ BRINCAR DE GENERAL ESTRATEGISTA COM OS SEUS NETOS!”

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  7. A pergunta é: por que os oficiais, sobretudo os coronéis, têm tanto medo de uma desmilitarização das PMs e por isso criam tantos monstros em torno do assunto? Será que esse modelo militar que está vigente há tantos anos foi eficiente? Creio que a PM como foi pensada é um produto obsoleto. Coronéis PM alteraram o DNA da corporação por vaidade e interesses impublicáveis, o que a tornou cada vez menos polícia ostensiva. Com a mesma intensidade, permitiram o uso político e midiático do aparato para garantirem boquinhas em outros órgãos . Não tem volta, cada integrante da polícia precisa ser útil á sociedade. Chega de teatro. Esquerdista e comunistas pedem o fim da PM por questões políticas. PRAÇAS E A SOCIEDADE CIVIL CLAMAM POR UMA POLÍCIA EFICAZ E EFICIENTE.

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    1. A pergunta é: a Polícia Civil é eficiente? Menos de 10% dos homicídios elucidados. Será que tem algum Oficial atrapalhando na Polícia Civil? Devem ter inúmeros Coronéis por lá...

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    2. A Guarda Municipal deve ser outro exemplo de uma policia eficiente....Apenas para ilustrar a "eficiência" de uma corporação civil, vários serviços que eram feitos de forma desleixada pela polícia civil passaram para os Bombeiros e hoje são realizados de forma eficiente. Vejo os praças que querem a desmilitarização como oportunistas que não têm competência para se tornar Oficiais e também não conseguem ir para a Policia Civil.
      Querem a desmilitarização como forma de resolver suas frustrações pessoais e acreditam,tolamente, que obterão ganhos salariais consideráveis. NENHUM DELES ESTÁ PREOCUPADO COM EFICIÊNCIA.
      Entrar em uma instituição militar e querer a desmilitarização é como o clérigo que entra pra igreja e quer acabar com o celibato.
      Caro, Coronel, o problema não é a militarização, o que está faltando é exatamente o contrário: Um militarismo mais forte, totalmente impessoal, sem covardias, e sem ingerência desses politiqueiros que só querem votos.
      Respeito e admiração
      Abraços

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  8. Um militarismo mais forte, totalmente impessoal, sem covardias, e sem ingerência desses politiqueiros que só querem votos.
    Se fosse assim os praças não estariam pedindo a desmilitarização, porque as atitudes dos oficiais são covardes e pessoais contra os praças e 100% sob ingerência dos polítiqueiros que só querem votos.

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  9. Não estamos tratando de polícia judiciária, caro coronel Paúl. O problema da outra polícia, cuja atribuição de seus funcionários é reprimir o crime através da investigação, também merece discussão para melhorá-lá. O nosso assunto é polícia ostensiva, que é aquela que deveria estar presente nas ruas com seus funcionários uniformizados para dissuadir a ação do criminoso. Parece que o senhor e seus pares querem tentar misturar as coisas para confundir. O senhor, um oficial que conheço bem e sei que sempre foi honesto, não pode se trancar em dogmas e paradigmas apenas por gostar de ser militar e quer ser leal ao que é tradicional. Vou usar um argumento dos oficiais em relação à exigência do bacharelado em direito para ingresso na academia: "o que interessa não é o que é melhor para o policial militar (no caso, oficial PM), mas sim o que é melhor para a sociedade".
    Seu militarismo está com os dias contados. Não adianta espernear, uma polícia militar só é interessante para sustentar oficiais que, na verdade, não somam nada na atividade policial. Aceite que dói menos.

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    1. Se você me conhece sabe que quero o melhor para a população. Se provarem que é a desmilitarização, eu compro a briga. Por enquanto, faltam: alguém que apresente como será a nova polícia desmilitarizada, isso em termos práticos. Isso é imprescindível considerando que as atuais polícias NÃO militarizadas são menos eficientes que as PMs. Adotar o modelo organizacional delas seria piorar o que já é ruim. Escreva um artigo explicando como seria após a desmilitarização. Agradeço.

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  10. Citarei a principal diferença entre um SD PM e um SD EB para resumir o quão serve o militarismo em uma polícia: um soldado da PM precisa decidir, por si só, sobre o que vai fazer diante de sua guerra diária; o soldado do EB, que nunca foi à guerra alguma, sempre terá o cabo, o sargento, o subtenente, o tenente, o capitão e o major à distância de um aperto de mão para lhe dizer o que fazer. Preciso desenhar os cenários? Uma polícia não é infantaria e jamais poderia ser militar. POLIS. POLIS. POLIS. POLIS.

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    1. Você acaba de afirmar que algumas das melhores polícias ostensivas do mundo não deveriam existir.

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  11. As pessoas querem combater dogmas com outros dogmas. Não sei como tirar o caráter militar de um policial o faria ser um melhor tomador de decisão na ponta...Talvez ao contrário de desmilitarizar o que deveria ser feito é selecionar e treinar melhor aquele que vai ter que decidir na linha de frente. Quando você coloca a mão dentro de um barril de areia, você só tira areia. Hoje o soldado PM em Brasília e, acho que Santa Catarina
    também, possui nível superior e recebe um salário condigno com a importância de sua atividade para a sociedade e continua sendo militar. Hierarquia, disciplina e prisão disciplinar não impedem ninguém de pensar e tampouco transformam os agentes públicos em inimigos da sociedade.
    Respeito e admiração
    Abraços

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  12. Amanhã publicaremos no blog dois artigos sobre desmilitarização das PMs. No primeiro nos manteremos fiéis ao pragmatismo que procuramos usar em todos os temas, isso para facilitar o entendimento de todos. No outro usaremos como base os fundamentos legais, eles que são ignorados pela maioria dos que defendem a desmilitarização. Até amanhã.

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  13. Se selecionar e treinar melhor aquele que vai ter que decidir na linha de frente, aí é que o militarismo fica mais vunerável a críticas, os menos tapados, são os que mais se questionam.
    Citar a Polícia Militar do DF, como exemplo de polícia militarizada bem sucedida . . ., quer praças que mais questionam o sistema de polícia militarizada, que os praças da PM do DF?

    Realmente, hierarquia, disciplina e prisão disciplinar não impedem ninguém de pensar e tampouco transformam os agentes públicos em inimigos da sociedade, mas prisão arbitrária e desvio finalidade do poder hierárquico, sim.

    Eu concordo que a desmilitarização não é a solução, mas ninguém quer compreender que os praças estão mais preocupados em se desviar das arbitrariedades dos oficiais, do que em prestar segurança à sociedade, e que para se desviar das arbitrariedades dos oficiais, é preciso ficar mais na moita do que em evidência, ou seja, quanto menos fizer, menos cobranças, menos cobrança, mais prestígio junto aos oficiais e menos segurança para o cidadão.
    Os praças que mais se expõem, são os que mais respondem processo na justiça comum e militar, os que mais se afastam do serviço por problemas psiquiátricos, são os mais lembrados nas escalas extras, os que mais têm o seu trabalho prestado à sociedade questionado, são os que mais são punidos disciplinarmente e os que mais são expulsos.

    Meu respeito a todos, exceto aos que querem se dar bem com ou sem a desmilitarização.

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  14. Eu acharia melhor fazer uma enquete com os próprios policiais a respeito. Seria bom criar uma pesquisa em que 100% possa exprimir sua opinião

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    1. Neste caso perderia a graça, pois os oficiais não teriam como argumentar que esse falso militarismo das PMs só serve para servi-los e protegê-los dos perigos da atividade de polícia ostensiva. Eles são inúteis em uma polícia.

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