JORNALISMO INVESTIGATIVO
sábado, 26 de agosto de 2023
CARTA ABERTA AO TÉCNICO DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB
terça-feira, 11 de julho de 2023
O FLUMINENSE ESTÁ VIVO NA LIBERTADORES E NO BRASILEIRÃO
segunda-feira, 10 de julho de 2023
FLUMINENSE 2 X 0 INTERNACIONAL - QUAL O JOGO QUE VOCÊ ASSISTIU?
Qual jogo você assistiu?
Eis uma pergunta recorrente nas conversas sobre os jogos de futebol sempre que não existe concordância sobre as opiniões a respeito do jogo como um todo ou sobre o desempenho de jogadores.
É normal que alguns considerem que o time jogou bem, enquanto outros discordam.
Igual situação se repete sobre a atuação dos jogadores.
Após o término do jogo Fluminense 2 x 0 Internacional isso voltou a acontecer nas redes sociais.
Isso é o fruto lógico do fato de que cada um de nós avalia o desempenho segundo seus parâmetros, logo as conclusões não podem ser idênticas.
Eu, por exemplo, nas minhas avaliações não faço uso do interesse político, tendo em vista que não os tenho no futebol, portanto, não integram os meus parâmetros.
Salvo melhor juízo, as oscilações mais significativas foram a respeito do desempenho do jogador Lele.
Sua avaliação variou do jogou muito bem, tanto sem bola, quanto por servir de opção para os lançamentos, até o não jogou nada e errou tudo quando se envolveu com a bola.
Considero a contratação de Lele um acerto, mas percebo nele uma falta de adaptação, não o vejo à vontade no campo de jogo. Ele está muito longe do jogador que foi no Campeonato Carioca. Um problema que pode ser resolvido com a rede de apoio psicológico que existe no clube.
Ontem, no jogo que eu assisti, o Fluminense melhorou significativamente, inclusive no aspecto estratégico.
No tocante ao Lele, engrosso o coro de que ele não jogou nada, mas sei que isso é corrigível e que ele poderá dar muitas alegrias aos tricolores de coração.
Saudações tricolores!
segunda-feira, 3 de julho de 2023
O FLUMINENSE INCORPOROU O ERRADO, MAS PODE FAZER O CONTRÁRIO
O Fluminense atravessa um período muito ruim, isso é fato.
As razões que levaram o time a esse estágio passam pelo elenco limitado, pelas contusões e pela incorporação de erros estratégicos.
Salvo engano, defeitos solucionáveis, sobretudo o aspecto estratégico.
Vale lembrar que apesar de tudo isso, estamos nas oitavas da Libertadores e, ainda, estamos no G6 do Brasileirão, lembra o meu lado otimista, próprio do torcedor.
Não podemos nos apartar dessa realidade, ou seja, no nosso pior momento, ainda estamos vivos.
A tática de sair jogando a partir do goleiro é algo realizável, desde que o time adversário não marque a saída de bola, nesse caso, não existe alternativa, a saída tem que ser através do tiro de meta.
Tal verdade é de clareza solar.
É a excludente da possibilidade de sair jogando da defesa, a marcação do adversário.
Ao insistir nesse erro o Fluminense encolhe o campo de jogo, considerando que os jogadores do meio e do ataque precisam voltar para a intermediária defensiva para auxiliar na troca de passes para tentar sair jogando.
É comum vermos 5 (cinco) jogadores do Fluminense agrupados em cerca de 50 (cinquenta) metros quadrados, um tocando para o outro, enquanto os adversários seguem pressionando.
Lembro que um campo de futebol tem 10.800 (dez mil e oitocentos) metros quadrados.
Tal tendência ao encolhimento piora quando o Fluminense se defende, quando voltam todos os jogadores e se agrupam, como já comentei em artigos, entre a linha de fundo e a entrada da nossa área.
Ficamos encurralados, sem jogadores para disputar as rebatidas e para construir os contra-ataques.
É uma tática suicida (sparring).
Só o adversário ataca e faz isso o tempo todo, a tendência é fazer o gol.
Como ocorreu contra o São Paulo na última rodada aos quarenta e dois minutos do segundo tempo.
Considero esse inacreditável erro tático de fácil solução, basta treinar para consertar, isso mesmo com o nosso limitado elenco.
Por derradeiro, é hora de lembrar que um time deve defender e atacar.
Quem não ataca, não faz gol. Quem só se defende, leva gol.
Nos últimos 10 (dez) jogos o Fluminense fez 8 (oito) gols e sofreu 14 (quatorze).
Os números comprovam que a estratégia está errada.
Saudações tricolores!
domingo, 2 de julho de 2023
FLUMINENSE - UM TIME COM CARÊNCIAS TÉCNICAS E ESTRATÉGICAS, MAS EXISTEM SOLUÇÕES
Eu não sou um torcedor que acompanha e a vida interna do clube, faço questão de destacar esse fato, pois considero isso um forte limitador para a formação de opinião sobre o time que vemos em campo.
As minhas opiniões são restritas ao que observo do Fluminense em campo, apenas isso.
O primeiro ponto que percebo com clareza é a limitação técnica de boa parte dos jogadores, algo que confesso não entender, considerando que as passagens pelas divisões de base dos clubes deveriam lapidar pelo menos a qualidade técnica, mas isso não ocorre com eficiência. Vejo no Fluminense e em outros clubes jogadores atuando no time principal que não dominam fundamentos técnicos. Não sabem dominar a bola, driblar, dar passes, chutar, entre outros. Isso considero inexplicável.
Sim, o elenco limitado é um fato, mas isso pode ser solucionado por uma boa gestão por parte da presidência e da diretoria através de negociações, como pode ser melhorada a qualidade técnica de alguns jogadores com os treinamentos específicos.
No tocante ao aspecto estratégico, os erros também podem ser corrigidos, sobretudo a respeito do Fluminense ter uma única estratégia quando sai com a bola a partir do goleiro. Destaco que é válido, sempre foi, diga-se de passagem, sair jogando trocando passes a partir da defesa, desde que o adversário não esteja marcando por pressão. Tal postura do adversário obriga a alternância estratégica afastando a bola da nossa área, através da execução do tiro de meta.
Inexplicavelmente, o Fluminense não altera a sua estratégia e tenta sair tocando da defesa mesmo com todos os seus defensores sendo apertados pelos atacantes adversários, isso é uma postura suicida.
Isso é de fácil correção.
Outro aspecto estratégico questionável ocorre quando o Fluminense é atacado e todos voltam para marcar. O time todo fica acuado entre a linha de fundo e a entrada da área, isso é absurdo, pois impede qualquer disputa pelas bolas rebatidas e inviabiliza o contra-ataque.
Outro equívoco de fácil solução, acabando com o "voltam todos" e mantendo pelo menos dois jogadores nas proximidades da linha do meio de campo para disputarem as rebatidas e criarem a possibilidade de contra-ataques.
Ver Cano na nossa pequena área beira o surrealismo, por exemplo.
Observem que essa postura tática tem respaldo até na matemática. No instante que sendo atacados, mantemos dois jogadores pelo menos, nas proximidades do meio campo, isso obriga que o adversário mantenha quatro no seu campo de defesa. O goleiro e três marcadores. Logo sobram seis para nos atacar, enquanto temos oito para defender. Hoje, frequentemente, somos atacados por dez adversários.
É hora de qualificar o elenco, não apenas aumentá-lo.
É hora de sanar as deficiências técnicas, antes tarde do que nunca.
É hora de mudar estratégias, basta de ser "sparring" e suicida.
Tudo isso é factível.
Saudações tricolores!
sexta-feira, 30 de junho de 2023
LIBERTADORES - FLUMINENSE SEGUE EM BUSCA DA CONQUISTA
O Fluminense ocupará o pote 1 no sorteio das oitavas de final da Libertadores 2.023, o destinado aos vencedores dos seus grupos e que jogarão a partida de volta em suas cidades, composto também por Racing, Internacional, Palmeiras, Independiente del Valle, Boca Juniors, Athletico-PR e Olimpia.
No pote 2 estarão: Flamengo, Nacional, Bolívar, River Plate, Argentinos Juniors, Deportivo Pereira, Atlético-MG e Atlético Nacional.
O sorteio apontará os jogos das oitavas, das quartas e das semifinais e como não poderia deixar de ser nessa condição, a sorte ou a falta dela será um fator decisivo para a conquista do título.
Jogos como Palmeiras x Flamengo; Boca x River Plate e Internacional x Atlético Mineiro, são possibilidades que deixarão pelo caminho três fortes concorrentes nas oitavas.
Nós, torcedores do Fluminense, precisamos torcer para a recuperação física do elenco e para que a sorte nos acompanhe até o final da competição.
Torcer, torcer e torcer!
Saudações tricolores!
quarta-feira, 28 de junho de 2023
LIBERTADORES - FLUMINENSE SE CLASSIFICA EM PRIMEIRO LUGAR NO GRUPO DA MORTE
O Fluminense se classificou em primeiro lugar no seu grupo para as oitavas de final da Libertadores.
Não foi uma classificação fácil, ocorreu na última rodada através de um empate no Maracanã, diante de dezenas de milhares de tricolores.
Sim, não foi fácil, mas não podemos esquecer que após o sorteio dos grupos, o do Fluminense foi apelidado de "grupo da morte", ou seja, o mais difícil.
Além dessa dificuldade oriunda do sorteio, tivemos o gravíssimo problema do afastamento de titulares. Perdemos todo o lado esquerdo, por exemplo, o que impactou diretamente na defesa, no meio e no ataque, como não poderia deixar de ser.
Hoje estufamos o peito e gritamos: vencemos o "grupo da morte"!
E, fizemos isso sem nos afastarmos das primeiras colocações do campeonato brasileiro.
Temos que ter a nossa humildade característica, mas temos motivos para olhar para a frente sem medo.
Basta observarmos que em 2.023 concluímos a nossa participação em dois campeonatos, ganhamos um e fomos eliminados em outro.
Estamos nas oitavas de final da libertadores e em quinto lugar no Brasileirão.
Quam pode considerar o nosso saldo anual como negativo até o momento?
Saudações tricolores!
sexta-feira, 23 de junho de 2023
O FLUMINENSE ESTÁ MUITO VIVO NA LIBERTADORES E NO BRASILEIRÃO
Vergonha, time sem vergonha!
Qual torcida de futebol no Brasil ainda não entoou esse cântico.
Basta o mal desempenho em uma competição ou até em uma partida para surgirem cânticos dessa natureza.
O torcedor nasceu para as vitórias, como o Fluminense.
Apesar dessa verdade, nós, torcedores, devemos focar também na realidade.
O Fluminense Football Club é líder do seu grupo e joga por dois resultados para se classificar na fase de grupos da Libertadores e pode ser o primeiro colocado.
Na combinação de resultados pode até se classificar com uma derrota.
Logo a posição é confortável. Poderia ser melhor? Sim! Mas está longe de ser desesperadora.
No Brasileirão, basta olhar a classificação após a décima-primeira rodada para perceber que existem OITO times separados pelo resultado de um jogo. Isso do terceiro colocado com 20 pontos até o décimo colocado com 17 dezessete pontos.
Basta uma vitória para pegar o elevador e subir algumas ou muitas posições, dependendo da combinação de resultados.
Vencer o Bahia no sábado pode ser um salto para cima, tirando o Fluminense da sétima posição.
Hoje estamos há quatro pontos do segundo e a nove do primeiro, faltando VINTE E SETE rodadas, ou seja, faltam mais do que o dobro de partidas do que o número de partidas jogadas.
É hora de reorganizar o time, técnica e taticamente, para estarmos no jogo, uma tarefa plenamente realizável, afinal já exibimos futebol de campeão, como ocorreu contra o River e o Flamengo, por exemplo.
O retorno pode começar no sábado.
Saudações tricolores!
terça-feira, 20 de junho de 2023
FLUMINENSE X ATLÉTICO MINEIRO - OTIMISMO, VAMOS PARA CIMA!
O Fluminense Football Club enfrentará o Atlético Mineiro, amanhã, às 21:30 horas, em Volta Redonda.
O noticiário esportivo sinaliza para a seguinte escalação: Fábio, Samuel Xavier, Nino (David Braz), Felipe Melo e Marcelo; Thiago Santos (André), Martinelli, Ganso e Lima; Keno (Lelê) e Cano.
Um jogo difícil considerando que os dois clubes são adversários diretos na luta para integrar o G4, estando separados por apenas um ponto, após as dez primeiras rodadas.
Em caso de vitória o Fluminense garante o quarto lugar e pode até terminar a rodada em terceiro.
Diante desse quadro não existe razão para não ser otimista, aliás, torcedor pessimista é algo difícil de entender.
Vamos para cima deles!
Saudações tricolores!
quarta-feira, 14 de junho de 2023
O FLUMINENSE NÃO CONTRATOU O SUPER-HOMEM, NÃO ESQUEÇAMOS DISSO
O Fluminense Football Club terminou a sua partida com o Goiás pela décima rodada do Brasileirão 2.023 com a seguinte escalação:
- Fábio; Guga, David Braz, Manoel e Alexandre Jesus; André, Keno e Lima; Arias, John Kennedy e Thiago Santos (fonte).
Esclareço que ao inserir os reservas que entraram em campo não respeitei o posicionamento, colocando cada um deles no local do substituído.
Fato é que foi com esse ONZE que o time terminou o jogo.
Penso que esse fato demonstra a tão alardeada limitação do nosso elenco.
Na memória da tenra idade busco o Super-Homem que conseguia submeter carvão à toneladas de pressão apertando a mão e o transformava em diamante.
Não contratamos o Super-Homem.
Não temos como transformar jogadores comuns em craques, os que o Fluminense merece ter compondo seu elenco.
Respeitando as opiniões contrárias, reafirmando que tenho minhas restrições ao planejamento estratégico do time, mas não posso atribuir o peso da responsabilidade ao nosso técnico Fernando Diniz, ao qual também devemos creditar os momentos de bom desempenho que o Fluminense demonstrou em vários jogos.
Os fatos que me saltam aos olhos são referentes ao Fluminense contratar mal e não manter o melhor da base.
Não gosto de empresários e de dirigentes, reafirmo.
Apesar de tudo, o ONZE TITULAR do Fluminense já demonstrou com clareza solar que podemos enfrentar e vencer qualquer outro time do Brasil.
Também penso que ficou evidente que um ou dois desfalques não impedem o nosso bom futebol, mas perder todo o LADO ESQUERDO foi um desastre, como seria se fosse o lado oposto, pois interfere diretamente nos três setores: defesa, meio e ataque.
Salvo melhor juízo, sem ter bons reservas, qualquer time seria muito afetado por uma perda dessa magnitude, que desarranja todo o time e diminui as possibilidades de alternâncias estratégicas e táticas.
A prudência recomenda que aguardemos o retorno do futebol com a esperança da recuperação de todos para voltarmos a contar com o nosso ONZE TITULAR, isso antes de pedir cabeças.
Saudações tricolores!
Paulo Ricardo Paúl
sexta-feira, 9 de junho de 2023
FLUMINENSE - TIME GRANDE NÃO É SPARRING. UM OLHAR COM FOCO NAS QUATRO LINHAS
Eu confesso as minhas limitações para comentar os jogos do Fluminense Football Club.
Só conheço o que vejo, o desempenho dos atletas dentro de campo.
Não frequento a sede, não assisto os treinamentos, não conheço nada sobre a política interna e muito menos o vestiário.
Sou um torcedor que vê o Fluminense apenas dentro do campo de jogo e que prefere acreditar que a comissão técnica tenha total liberdade para trabalhar, inclusive na indicação e na aprovação ou reprovação de novas contratações, bem como, no tocante às dispensas.
Diante dessa realidade, o que escrevo deve ser interpretado como uma visão limitada, sem qualquer aporte de informação extracampo.
Tal contexto faz com que naturalmente direcione a responsabilidade pelos bons ou maus resultados aos jogadores do elenco que são escalados e à comissão técnica.
Na minha ótica o ano de 2.023 tem sido positivo.
Ganhamos o Campeonato Estadual, fomos eliminados da Copa do Brasil e continuamos lutando na Libertadores e no Brasileiro.
Não estamos em um bom momento, os resultados demonstram, mas vejo isso como circunstancial, algo que pode ser revertido.
Cito um fato como exemplo.
Basta acessar as estatísticas do time (Link) para constatar que o nosso artilheiro Cano marcou 24 vezes, enquanto o restante do elenco marcou 35 vezes.
O segundo a marcar mais foi o zagueiro Nino com 5 gols.
Matematicamente, penso restar comprovado que dependemos dos gols de Cano.
Ele não marcando por cinco partidas não poderia deixar de afetar os resultados do time.
Toda dependência é ruim, mas ela existe.
Cabe a comissão técnica solucionar essa questão, caso contrário teremos que ficar na torcida pela volta de uma boa fase do artilheiro.
É importante destacar que Cano não tem culpa, poucas bolas estão chegando e ele é obrigado a voltar para marcar regularmente, ficando o Fluminense sem qualquer jogador além da linha intermediária defensiva, o que não consigo entender.
Na minha cabeça de torcedor, todo time que é atacado deve manter pelo menos dois jogadores nas proximidades do meio campo, não ter nenhum significa ser pressionado o tempo todo e sem ter o contra-ataque.
Time grande não pode ser sparring.
É o que penso.
Saudações tricolores!
quinta-feira, 8 de junho de 2023
RIVER 2 X 0 FLUMINENSE - TRICOLOR ADOTA ESTRATÉGIA SUICIDA E SAI DA ZONA DE CONFORTO
Ontem dia 07/06/23, quarta-feira, aconteceram os dois piores resultados para o tricolor, isso na penúltima rodada do seu grupo na Libertadores 2.023. Apesar de ter saído da zona de conforto, o Fluminense continua dependendo apenas dele para se classificar, indo para a última rodada com dois resultados favoráveis: vitória ou empate.
O Fluminense chegou para o jogo contra o River Plate em uma posição muito confortável em termos de classificação. Jogava por dois resultados para se classificar (vitória ou empate) e caso acontecesse a derrota, ainda poderia se classificar com dois resultados no outro jogo. O empate ou a vitória do The Strongest, mas ocorreu o pior, a vitória do Sporting Cristal.
Na última rodada o Fluminense receberá o Sporting Cristal na disputa de uma das vagas, dependo apenas de si. No caso de uma trágica derrota, o Fluminense só avançará caso a partida entre o River Plate e o The Strongest, quando estará sendo disputada a outra vaga, termine empatada.
Jogamos mal, o River mereceu ganhar.
Abro um parêntese para aconselhar a leitura do meu artigo anterior (Link) onde opino sobre a estratégia a ser adotada ontem.
Salvo melhor juízo, nossa derrota começou na escolha da estratégia suicida, expressão que uso quando um time que tem uma vantagem (empate) resolve jogar com todo o seu time na defesa, tentando sair jogando e passando a sofrer pressão o tempo todo, ficando sem contra-ataque porque nenhum jogador permanece próximo a linha do meio de campo para disputar as rebatidas e tentar armar um contra-ataque.
Ontem, ao assistir o Fluminense atuando dessa forma suicida eu voltei no tempo, quando o Campeonato Carioca era valorizado e muito disputado. Na época sabíamos previamente que os times de menor investimento implantariam uma retranca feroz com dez jogadores atrás, mas mantendo um no meio do campo, isso para ter a possibilidade de realizar alguma ação ofensiva.
O Fluminense não teve esse jogador durante todo o primeiro tempo e o River pressionava e ficava sempre com as rebatidas. O zero a zero foi um prêmio...
Isso é suicídio estratégico.
Apesar disso o Fluminense teve chances de marcar na frente, mas a péssima qualidade das nossas finalizações voltou a responder presente.
No segundo tempo, após fazer o primeiro gol, logo no começo, o River tirou o pé, mas sem desistir do ataque. Tal postura revelou o ponto mais fraco dos argentinos, a sua defesa, mas os erros no último passe e os erros nas finalizações impediram que o tricolor se classificasse.
O segundo deles gol nem precisava ter acontecido...
Após a derrota, ainda tivemos outra má notícia, a improvável vitória de virada do Sporting Cristal.
Hoje tudo isso é passado, agora é lotar o Maracanã e festejar a esperada classificação.
Saudações tricolores!
Paulo Ricardo Paúl
quarta-feira, 7 de junho de 2023
LIBERTADORES - RIVER X FLUMINENSE - UM JOGO DIFÍCIL - QUAL ESTRATÉGIA ADOTAR?
terça-feira, 6 de junho de 2023
FUTEBOL - FALTA NÃO É DO JOGO, É O ANTIJOGO
segunda-feira, 5 de junho de 2023
O BOM FUTEBOL DO FLUMINENSE CAIU OU FOI DERRUBADO?
O Fluminense venceu no sufoco por dois a um o bom time do Bragantino, mas isso serviu para aliviar a pressão e respirar no Brasileirão 2023.
Mais uma vez, o Fluminense não encantou como vinha fazendo e deve boa parte da vitória ao apoio da torcida presente no Maracanã.
Sem considerar as teorias conspiratórias da hora, passo a opinar sobre o que pode ter determinado a queda de rendimento, o que é um fato provado matematicamente pelos recentes maus resultados.
Concordo com a opinião que o Fluminense tem um elenco limitado em termos de qualidade técnica e que diante do elevado número de desfalques a queda era uma situação previsível, considerando que o banco de reservas não oferece muitas possibilidades para manter o equilíbrio do time.
Em apertada síntese, a falta de peças de reposição de qualidade técnica é um motivo da queda de produção.
Tal constatação que tenho certeza dividir com boa parte da torcida será o único motivo?
Penso que não.
Concordo também que sendo um time monossilábico em termos estratégicos, mesmo com o seu melhor "onze" em campo, o Fluminense acaba sendo previsível e com isso pode ser anulado, todavia vale lembrar que apesar dessa realidade, os adversários não estavam conseguindo, que o digam os derrotados por quatro a um no Cariocão.
Aqui volto ao título e respondo: o bom futebol do fluminense foi também derrubado através das denominadas "faltas táticas".
Aproveito para antecipar tema de um próximo artigo e lembro que falta não é do jogo. Ao contrário, falta é o antijogo. É um recurso punível usado pelo adversário para impedir que o outro time jogue, cabendo à arbitragem coibir.
Penso que não conseguindo impedir o bom desempenho do Fluminense, mesmo com um futebol de uma nota só, os adversários começaram a não deixar o tricolor jogar.
O exemplo mais concreto foram os dois jogos das oitavas de final contra o Flamengo. Nas duas partidas o Flamengo cometeu 32 (trinta e duas) e o Fluminense apenas 13 (treze).
Óbvio que isso só ocorreu em razão da omissão das arbitragens que aplicaram aos jogadores do Flamengo apenas 2 (dois) cartões amarelos e nenhum vermelho.
Por isso afirmo que derrubaram o bom futebol do Fluminense, derrubaram muito.
Antes que me acusem de perseguição, eles fazem isso muito bem, recorro às estatísticas do jogo Botafogo 1 x 0 Fluminense.
O Botafogo cometeu 24 (vinte e quatro) faltas e o Fluminense 14 (quatorze).
Por derradeiro, considerando que o tema é vasto, cito que percebi uma boa mudança na vitória de ontem. O fato do Bragantino ter cometido 12 (doze) faltas e o Fluminense 10 (dez), o que sinaliza que o Fluminense está começando a aprender a lutar com as mesmas armas dos adversários.
Certo é que não se pode só jogar contra adversários que jogam e praticam o antijogo.
Saudações tricolores!
Paulo Ricardo Paúl
sábado, 3 de junho de 2023
O FLUMINENSE SAIU DO ESPETÁCULO PARA A MEDIOCRIDADE?
Eu, meu pai e meu avô paterno não perdíamos os jogos do Fluminense Football Club nos finais de semana, isso nos diversos estádios que eram utilizados na distante década de setenta, mas com o Maracanã sempre como palco principal.
Nós chegávamos antes para assistir a preliminar.
O time de aspirantes.
As arquibancadas de cimento, a geral, a entrada em fileira das bandeiras de cada torcida tricolor, uma por vez, organizadas, a nuvem branca, o cachorro-quente lançado com uma precisão impressionante pelo vendedor e o dinheiro passando de mão em mão até o pagamento da dívida, e o mate.
No banco os reservas, o técnico, o médico, o massagista e, confesso não ter encontrado na memória a certeza, o preparador físico.
Hoje o futebol é outro, o Maracanã é outro, existem diversas divisões de base e a comissão técnica possui mais integrantes que um time de futebol.
As arbitragens? Sempre foram discutíveis, mas agora até as interpretações após o uso da tecnologia são polêmicas.
Não gosto de dirigentes de clubes e não gosto de empresários de jogadores.
Não ligo para a opinião dos especialistas que não conseguem esconder suas predileções.
Gosto do jogo, do jogo real, não do jogo interpretado por terceiros, gosto do jogo que eu vejo e que analiso com a minha experiência de mais de cinquenta anos.
Baseado nessa vivência pessoal concluo que o amado Fluminense não está descendo a ladeira, não está abandonando o futebol encantador, apenas está vivenciando fatos circunstanciais que já afetaram, que afetam e que afetarão times de futebol de todo planeta.
É fato que temos um elenco limitado, a conta do chá, mas que nos permite montar um onze muito competitivo, como aconteceu recentemente, porém as peças de reposição (reservas) na sua maioria estão muito abaixo dos titulares, eis outro fato.
Não gosto de dirigentes e não gosto de empresários.
Gosto de técnicos que não sejam o centro das atenções, aqueles que dominam diferentes estratégias e que as aplicam com a flexibilidade que a surpresa exige, afinal ela é uma vantagem decisiva.
O Fernando Diniz, por exemplo, começou assim, mas a mídia o colocou como o renovador e passamos a ouvir: o Fluminense do Fernando Diniz joga o futebol mais bonito do Brasil!
Isso foi ruim para o Fluminense e para ele que ficou engessado aplicando sempre a mesma estratégia, o que tornou a alegada renovação em algo previsível e anulável.
Ao longo desse período de encantamento o time foi perdendo titulares e tendo que buscar no banco as soluções, só que elas não estavam disponíveis.
Isso tudo é circunstancial.
Diniz deve estar fazendo uma autoanálise com o apoio da numerosa comissão técnica e os titulares irão retornar, enquanto não voltam que a tal comissão tenha a capacidade de entender quem tem condições de jogar ou não no Fluminense, abandonando a insistência com jogadores que estatisticamente não dão retorno e que sempre aparecem nas quatro linhas, uma teimosia burra.
Não gosto de dirigentes e não gosto de empresários.
O Fluminense vive.
É eterno!
Saudações tricolores!
Paulo Ricardo Paúl
sexta-feira, 2 de junho de 2023
FLAMENGO 2 x 0 FLUMINENSE - UM FLA-FLU SEMPRE TENDE A SER ESPETACULAR
A boa educação indica que como torcedor do Fluminense Football Club devo felicitar os torcedores rubro-negros, isso logo no primeiro parágrafo: parabéns!
O Flamengo mereceu a vitória, isso é inquestionável, venceu menos pelos seus méritos, venceu sobretudo pelas fraquezas do Fluminense.
O Fla-Flu sempre tende a ser espetacular, mesmo quando os times não estão nos seus melhores momentos, como ocorreu nesse do dia 1 de junho de 2023, momento em que o Flamengo não vinha em uma boa fase, inclusive com jogadores importantes lesionados, enquanto o Fluminense, também em mal momento, tem se apresentado nos últimos jogos com um verdadeiro time misto, fato também motivado por lesões em vários titulares. No jogo tal pseudo igualdade foi superada pela diferença de qualidade técnica entre os elencos. O Fluminense não possui reservas que possam manter a qualidade do jogo dos titulares, isso é fato.
Sem vencer e sem marcar gol nos últimos cinco jogos ontem ficou muito claro o grave problema de ter todo o seu lado esquerdo lesionado.
As estatísticas de ontem demonstraram que o tricolor só jogou pelo lado direito, algo impensável em um time que vinha se destacando pela alternância de jogadas por todo o ataque: direita, esquerda e centro.
Em síntese, o Fluminense "gastou" a grama da faixa lateral direita no primeiro tempo e no segundo foi "gastar" o outro lado da faixa lateral.
Desequilibrado o Fluminense ficou previsível, como tem sido nos últimos jogos e passou a ter a lateralidade direita como única tática de ataque.
Além disso, a quase totalidade dos titulares em campo jogou bem abaixo do seu normal.
Ontem, logo após o jogo, fiz uma publicação no Facebook poupando apenas o Fábio e o André, outros foram apenas voluntariosos e alguns foram nulos, situação que é recorrente em parte do elenco.
Com os dois times em fases ruins, o jogo de ontem trazia consigo a impressão de que quem fizesse o primeiro gol teria muita chance de sair vencedor e foi o que ocorreu. Nessa linha, nós, tricolores, devemos lamentar o gol perdido por Cano, mas ele tem muito crédito conquistado.
O Fla-Flu sempre tende a ser espetacular, ontem foi apenas animado por parte do Flamengo e o Fluminense escapou de sofrer a devolução dos quatro gols recentemente aplicados.
Nas Laranjeiras não pode nascer a ideia de terra arrasada com essa eliminação, temos sim que recuperar o nosso time titular e olhar com cuidado para o elenco, que carece de jogadores com condições técnicas de vestir a nossa camisa, mas continuam usando, sabe-se lá por qual razão.
Saudações tricolores.
Paulo Ricardo Paúl
















