JORNALISMO INVESTIGATIVO
sábado, 17 de junho de 2023
CAMPEONATO CARIOCA DE 1973 - FLUMINENSE 4 X 2 FLAMENGO
terça-feira, 6 de junho de 2023
FUTEBOL - FALTA NÃO É DO JOGO, É O ANTIJOGO
segunda-feira, 5 de junho de 2023
O BOM FUTEBOL DO FLUMINENSE CAIU OU FOI DERRUBADO?
O Fluminense venceu no sufoco por dois a um o bom time do Bragantino, mas isso serviu para aliviar a pressão e respirar no Brasileirão 2023.
Mais uma vez, o Fluminense não encantou como vinha fazendo e deve boa parte da vitória ao apoio da torcida presente no Maracanã.
Sem considerar as teorias conspiratórias da hora, passo a opinar sobre o que pode ter determinado a queda de rendimento, o que é um fato provado matematicamente pelos recentes maus resultados.
Concordo com a opinião que o Fluminense tem um elenco limitado em termos de qualidade técnica e que diante do elevado número de desfalques a queda era uma situação previsível, considerando que o banco de reservas não oferece muitas possibilidades para manter o equilíbrio do time.
Em apertada síntese, a falta de peças de reposição de qualidade técnica é um motivo da queda de produção.
Tal constatação que tenho certeza dividir com boa parte da torcida será o único motivo?
Penso que não.
Concordo também que sendo um time monossilábico em termos estratégicos, mesmo com o seu melhor "onze" em campo, o Fluminense acaba sendo previsível e com isso pode ser anulado, todavia vale lembrar que apesar dessa realidade, os adversários não estavam conseguindo, que o digam os derrotados por quatro a um no Cariocão.
Aqui volto ao título e respondo: o bom futebol do fluminense foi também derrubado através das denominadas "faltas táticas".
Aproveito para antecipar tema de um próximo artigo e lembro que falta não é do jogo. Ao contrário, falta é o antijogo. É um recurso punível usado pelo adversário para impedir que o outro time jogue, cabendo à arbitragem coibir.
Penso que não conseguindo impedir o bom desempenho do Fluminense, mesmo com um futebol de uma nota só, os adversários começaram a não deixar o tricolor jogar.
O exemplo mais concreto foram os dois jogos das oitavas de final contra o Flamengo. Nas duas partidas o Flamengo cometeu 32 (trinta e duas) e o Fluminense apenas 13 (treze).
Óbvio que isso só ocorreu em razão da omissão das arbitragens que aplicaram aos jogadores do Flamengo apenas 2 (dois) cartões amarelos e nenhum vermelho.
Por isso afirmo que derrubaram o bom futebol do Fluminense, derrubaram muito.
Antes que me acusem de perseguição, eles fazem isso muito bem, recorro às estatísticas do jogo Botafogo 1 x 0 Fluminense.
O Botafogo cometeu 24 (vinte e quatro) faltas e o Fluminense 14 (quatorze).
Por derradeiro, considerando que o tema é vasto, cito que percebi uma boa mudança na vitória de ontem. O fato do Bragantino ter cometido 12 (doze) faltas e o Fluminense 10 (dez), o que sinaliza que o Fluminense está começando a aprender a lutar com as mesmas armas dos adversários.
Certo é que não se pode só jogar contra adversários que jogam e praticam o antijogo.
Saudações tricolores!
Paulo Ricardo Paúl
sábado, 3 de junho de 2023
O FLUMINENSE SAIU DO ESPETÁCULO PARA A MEDIOCRIDADE?
Eu, meu pai e meu avô paterno não perdíamos os jogos do Fluminense Football Club nos finais de semana, isso nos diversos estádios que eram utilizados na distante década de setenta, mas com o Maracanã sempre como palco principal.
Nós chegávamos antes para assistir a preliminar.
O time de aspirantes.
As arquibancadas de cimento, a geral, a entrada em fileira das bandeiras de cada torcida tricolor, uma por vez, organizadas, a nuvem branca, o cachorro-quente lançado com uma precisão impressionante pelo vendedor e o dinheiro passando de mão em mão até o pagamento da dívida, e o mate.
No banco os reservas, o técnico, o médico, o massagista e, confesso não ter encontrado na memória a certeza, o preparador físico.
Hoje o futebol é outro, o Maracanã é outro, existem diversas divisões de base e a comissão técnica possui mais integrantes que um time de futebol.
As arbitragens? Sempre foram discutíveis, mas agora até as interpretações após o uso da tecnologia são polêmicas.
Não gosto de dirigentes de clubes e não gosto de empresários de jogadores.
Não ligo para a opinião dos especialistas que não conseguem esconder suas predileções.
Gosto do jogo, do jogo real, não do jogo interpretado por terceiros, gosto do jogo que eu vejo e que analiso com a minha experiência de mais de cinquenta anos.
Baseado nessa vivência pessoal concluo que o amado Fluminense não está descendo a ladeira, não está abandonando o futebol encantador, apenas está vivenciando fatos circunstanciais que já afetaram, que afetam e que afetarão times de futebol de todo planeta.
É fato que temos um elenco limitado, a conta do chá, mas que nos permite montar um onze muito competitivo, como aconteceu recentemente, porém as peças de reposição (reservas) na sua maioria estão muito abaixo dos titulares, eis outro fato.
Não gosto de dirigentes e não gosto de empresários.
Gosto de técnicos que não sejam o centro das atenções, aqueles que dominam diferentes estratégias e que as aplicam com a flexibilidade que a surpresa exige, afinal ela é uma vantagem decisiva.
O Fernando Diniz, por exemplo, começou assim, mas a mídia o colocou como o renovador e passamos a ouvir: o Fluminense do Fernando Diniz joga o futebol mais bonito do Brasil!
Isso foi ruim para o Fluminense e para ele que ficou engessado aplicando sempre a mesma estratégia, o que tornou a alegada renovação em algo previsível e anulável.
Ao longo desse período de encantamento o time foi perdendo titulares e tendo que buscar no banco as soluções, só que elas não estavam disponíveis.
Isso tudo é circunstancial.
Diniz deve estar fazendo uma autoanálise com o apoio da numerosa comissão técnica e os titulares irão retornar, enquanto não voltam que a tal comissão tenha a capacidade de entender quem tem condições de jogar ou não no Fluminense, abandonando a insistência com jogadores que estatisticamente não dão retorno e que sempre aparecem nas quatro linhas, uma teimosia burra.
Não gosto de dirigentes e não gosto de empresários.
O Fluminense vive.
É eterno!
Saudações tricolores!
Paulo Ricardo Paúl
sexta-feira, 15 de julho de 2022
FUTEBOL - O TORCEDOR VIROU UM GLADIADOR?
Internet
Lembro os clássicos no antigo Maracanã lotado com mais de 100 mil torcedores mal acomodados nas suas arquibancadas de cimento, nas suas cadeiras de ferro e, no espaço mais democrático, nas sua geral onde os espectadores ficavam em pé.
As arquibancadas eram nosso lugar escolhido.
Não foram raras as vezes que tivemos que evitar levantar, isso para não perder o lugar, sendo a exceção a vibração a cada gol.
Íamos em três: meu avô, meu pai e eu.
Três tricolores de coração.
Tal rotina agradável se repetia toda semana até o falecimento do meu avô, que chegou a ir conosco ao Maracanã praticamente só enxergando vultos. Ele levava o seu rádio de pilha e ficava ao nosso lado ouvindo as transmissões.
Optamos na época por não vestirmos as camisas do clube e não também não levarmos bandeiras, a violência já se fazia presente, sempre foi melhor prevenir do que remediar.
Morávamos longe do Maracanã, isso justificava nossa prevenção.
Sim, a violência entre torcedores não é coisa nova, tanto que cada torcida entrava por uma rampa do estádio, mas saíam pela mesma rampa após cada jogo.
Hoje grupos violentos integram todas as torcidas dos grandes clubes do Brasil, grupos que se enfrentam fora e dentro dos estádios, em verdadeiras batalhas, sendo que muitas mortes aconteceram nesses confrontos.
A violência se instalou de tal forma que grupos diferentes da mesma torcida, brigam entre si, talvez em busca da hegemonia na prática desses crimes.
Como escrevi anteriormente, tal violência não é uma exclusividade brasileira, assistimos ela em diversos países, isso é fato, mas no Brasil a situação está completamente fora de controle.
As autoridades até tentam evitar esse flagelo que afasta o futebol da qualificação de esporte, mas não conseguem obter sucesso.
Se determinam que apenas a torcida de um clube possa entrar no estádio, as brigas ocorrem no entorno ou no caminho, não conseguem evitar as brigas.
Apedrejar ônibus do clube adversário, por exemplo, virou rotina.
Isso sem falar nos encontros marcados através da internet para confrontos em locais combinados, o que beira o surreal.
Até os jogadores ficaram mais violentos...
Se vivos fossem meu avô e meu pai, nós três só iríamos para os estádios em um veículo blindado e com armadura, mas isso dificultaria muito comemorarmos os gols do nosso amado Fluminense.
Não tenho dúvida, optaríamos por assistir através da televisão, postura que penso que milhões (ou milhares) de torcedores de cada time de futebol já estão adotando.
Juntos Somos Fortes!
domingo, 10 de julho de 2022
A DESPEDIDA DE FRED, ÍDOLO DO FLUMINENSE, E UMA ESTRANHA REPORTAGEM NO ESPORTE ESPETACULAR
Hoje, 10 de julho de 2.022, o programa Esporte Espetacular da Rede Globo de Televisão, apresentou a carreira de Fred e a sua despedida do futebol, como seu principal assunto, o que foi anunciado ao longo da semana.
Uma linda homenagem a um jogador que deixou sua marca na história do futebol brasileiro e, em especial, na história do Fluminense Futebol Clube, ele que ontem se despediu dos campos de futebol no Maracanã, durante uma vitória contra o Ceará (2 a 1), diante de mais de 60.000 tricolores de coração que fizeram uma festa linda para seu ídolo eterno.
Óbvio que o Esporte Espetacular não podia tratar só da despedida de Fred, diante do tempo de duração do programa, outras matérias foram inseridas, como era esperado.
Estranho, no mínimo estranho, foi a exibição no programa de uma matéria sobre um torcedor que mora no Acre e que veio pedalando até o Rio de Janeiro para conhecer o Zico, o maior ídolo do Flamengo.
Zico apareceu na reportagem recebendo o torcedor e trocando presentes, inclusive entregando uma camisa do Flamengo.
Sem dúvida, o amor do torcedor e o sacrifício da viagem, constituem fatos jornalísticos e que mereciam ser tratados no Esporte Espetacular da Rede Globo, mas porque logo no programa que teve o Fred, ídolo do Fluminense, como o principal tema?
Salvo melhor juízo, respeitando as opiniões contrárias, não foi uma decisão acertada da editoria colocar as duas matérias no mesmo programa.
Cabe destacar que o torcedor esteve no Rio de Janeiro na semana do jogo do Flamengo contra o América MG, realizado no Maracanã, no dia 25 de junho de 2.022, jogo que o Clube de Regatas do Flamengo ganhou (3 a 0).
O que significa que a matéria poderia ter sido exibida, inclusive com maior destaque, no programa Globo Esporte que foi ao ar no dia 3 de junho de 2.022.
Então, porque exibir uma homenagem ao maior ídolo do Flamengo em um programa no qual um dos maiores ídolos do Fluminense seria homenageado?
Falta de sensibilidade?
Queriam lembrar o Fla-Flu?
Foi intencional para colocar o Flamengo na festa do Fluminense?
Eu não apostaria nessas alternativas.
Acho que ocorreu o mesmo que aconteceu no Brasileirão 2.013.
Eles esqueceram que o programa era principalmente para homenagear um ídolo do Fluminense e inseriram uma matéria com o maior ídolo do Flamengo.
A imprensa esportiva sofre de esquecimentos...
Em 2.013 ocorreu uma amnésia coletiva da imprensa esportiva do Brasil, quando esqueceram que o Flamengo, após escalar irregularmente o jogador André Santos, tinha entrado na luta contra o rebaixamento, o que só não ocorreu porque no dia seguinte a Portuguesa repetiu o mesmo erro...
Até onde sei tal amnésia coletiva constitui fato único na história da imprensa esportiva mundial.
Parabéns ao Fluminense, à sua torcida e ao Fred.
Juntos Somos Fortes!
domingo, 3 de julho de 2022
02 JUL 22 - DIA ANTOLÓGICO NO MARACANÃ
Ontem, a história do futebol mundial ganhou um capítulo especial dividido em quatro atos:
- o jogador Fred puxando os cânticos da torcida do Fluminense, enquanto caminhava ao lado do gramado do Maracanã e quando o placar exibia 3 a 0 para o tricolor;
- a explosão de euforia da torcida quando foi anunciada a entrada de Fred;
- o gol que ele marcou, o quarto, que encerrou o placar; e
- a emoção que se apoderou de milhões de torcedores tricolores e não tricolores, catalisada pelo amor que Fred demonstrou pelo Fluminense enquanto corria para comemorar com seus companheiros e com a torcida.
A conjunção desses fatores é rara, talvez demoremos décadas para que fato semelhante se repita.
Ontem, mais uma vez, o Fluminense se eternizou.
Eterno como as frases que o simbolizam como essa da qual desconheço a autoria:
"O Fluminense não ganha, o Fluminense não empata e o Fluminense não perde. O Fluminense faz história".
Saudações tricolores!










