JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 15 de julho de 2022

FUTEBOL - O TORCEDOR VIROU UM GLADIADOR?


Internet


Lembro os clássicos no antigo Maracanã lotado com mais de 100 mil torcedores mal acomodados nas suas arquibancadas de cimento, nas suas cadeiras de ferro e, no espaço mais democrático, nas sua geral onde os espectadores ficavam em pé.

As arquibancadas eram nosso lugar escolhido.

Não foram raras as vezes que tivemos que evitar levantar, isso para não perder o lugar, sendo a exceção a vibração a cada gol.

Íamos em três: meu avô, meu pai e eu.

Três tricolores de coração.

Tal rotina agradável se repetia toda semana até o falecimento do meu avô, que chegou a ir conosco ao Maracanã praticamente só enxergando vultos. Ele levava o seu rádio de pilha e ficava ao nosso lado ouvindo as transmissões.

Optamos na época por não vestirmos as camisas do clube e não também não levarmos bandeiras, a violência já se fazia presente, sempre foi melhor prevenir do que remediar.

Morávamos longe do Maracanã, isso justificava nossa prevenção.

Sim, a violência entre torcedores não é coisa nova, tanto que cada torcida entrava por uma rampa do estádio, mas saíam pela mesma rampa após cada jogo.

Hoje grupos violentos integram todas as torcidas dos grandes clubes do Brasil, grupos que se enfrentam fora e dentro dos estádios, em verdadeiras batalhas, sendo que muitas mortes aconteceram nesses confrontos.

A violência se instalou de tal forma que grupos diferentes da  mesma torcida, brigam entre si, talvez em busca da hegemonia na prática desses crimes.

Como escrevi anteriormente, tal violência não é uma exclusividade brasileira, assistimos ela em diversos países, isso é fato, mas no Brasil a situação está completamente fora de controle.

As autoridades até tentam evitar esse flagelo que afasta o futebol da qualificação de esporte, mas não conseguem obter sucesso.

Se determinam que apenas a torcida de um clube possa entrar no estádio, as brigas ocorrem no entorno ou no caminho, não conseguem evitar as brigas.

Apedrejar ônibus do clube adversário, por exemplo, virou rotina.

Isso sem falar nos encontros marcados através da internet para confrontos em locais combinados, o que beira o surreal.

Até os jogadores ficaram mais violentos...

Se vivos fossem meu avô e meu pai, nós três só iríamos para os estádios em um veículo blindado e com armadura, mas isso dificultaria muito comemorarmos os gols do nosso amado Fluminense.

Não tenho dúvida, optaríamos por assistir através da televisão, postura que penso que milhões (ou milhares) de torcedores de cada time de futebol já estão adotando.

Juntos Somos Fortes!

domingo, 3 de julho de 2022

02 JUL 22 - DIA ANTOLÓGICO NO MARACANÃ


 

Ontem, a história do futebol mundial ganhou um capítulo especial dividido em quatro atos:

- o jogador Fred puxando os cânticos da torcida do Fluminense, enquanto caminhava ao lado do gramado do Maracanã e quando o placar exibia 3 a 0 para o tricolor;

- a explosão de euforia da torcida quando  foi anunciada a entrada de Fred;

- o gol que ele marcou, o quarto, que encerrou o placar; e 

- a emoção que se apoderou de milhões de torcedores tricolores e não tricolores, catalisada pelo amor que Fred demonstrou pelo Fluminense enquanto corria para comemorar com seus companheiros e com a torcida.

A conjunção desses fatores é rara, talvez demoremos décadas para que fato semelhante se repita. 

Ontem, mais uma vez, o Fluminense se eternizou. 

Eterno como as frases que o simbolizam como essa da qual desconheço a autoria: 

"O Fluminense não ganha, o Fluminense não empata e o Fluminense não perde. O Fluminense faz história".

Saudações tricolores!




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

CHAPECOENSE, A MAIOR TORCIDA DO PLANETA

Prezados leitores, a solidariedade fez o mundo passar a torcer pela Chapecoense.





Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 3 de março de 2014

O PULO DO GATO (06): SAIBA COMO O FLAMENGO GANHOU O TÍTULO DE "O MAIS QUERIDO"



Prezados leitores, dando sequência a série que tem por objetivo dar conhecimento aos rubro-negros de fatos que a FLAPRESS não divulga, postamos um interessante artigo sobre a conquista do título de "o mais querido".

"Como o Flamengo se Tornou o Mais Querido do Brasil
Por: Arthur Muhlember, em 19/10/2010 
Apesar de sabidamente possuir, desde 10 mil anos antes do nada, a maior torcida do universo, o Flamengo só conquistou o reconhecimento oficial de sua superioridade nos corações brasileiros em 1927, quando o Jornal do Brasil e a Água Mineral Salutaris promoveram um concurso para eleger através dos votos de seus torcedores o time mais querido do Brasil. Ao clube vencedor, que conquistaria o direito de ostentar o apodo – O Mais Querido do Brasil, caberia ainda uma belíssima taça de prata lavrada que ficou exposta durante meses na vitrine da La Royale, uma das joalherias mais elegantes da Avenida Central. 
Espantoso como naquela época as coisas eram diferentes. A Mui Heróica e Leal Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro ainda não tinha um milhão de habitantes, o Jornal do Brasil era tido como o jornal das donas de casa graças aos minúsculos anúncios classificados que orlavam sua primeira página e a água mineral Salutaris vendia mais que a Coca e a Pepsi juntas. As coisas eram tão diferentes naquele tempo que os cabeças-duras que torciam pro time da colônia imperialista ainda tinham culhões pra enfrentar o Flamengo. 
Movidos pela cobiça, os estrátegos do serviço de inteligência vascaína imaginaram então uma maneira considerada infalível de vencer o Flamengo: comprariam os exemplares do Jornal do Brasil que traziam os cupons para a votação diretamente da mão dos jornaleiros que os vendiam pelas ruas naqueles tempos de pouquíssimas bancas de jornal. Além disso, o bacalhau contava com os votos que seriam provavelmente acumulados pela plêiade de carroceiros, garrafeiros e burros-sem-rabo vascaínos que monopolizavam o mercado de jornal velho e outros materiais recicláveis da então Capital Federal.
Mas o Flamengo dessa época já era o Mengão Cósmico que arrastava pequenas (comparativamente aos dias de hoje) multidões onde quer que se apresentasse. Com um timaço liderado pelo infernal Leônidas da Silva, o Homem de Borracha da Copa da França e Diamante Negro do Brasil, os visionários torcedores do então quarentão Flamengo já tinham consciência de que faziam parte de uma elite futebolística destinada a triunfar como os maiores do mundo. 
Enquanto o nosso bacalhoesco rival apostou tudo no abuso do poder econômico e no traço poupador tão presente na personalidade do povo luso para vencer a disputa, os jovens entusiastas do Flamengo contaram apenas com a coragem e a inteligência para vencer a batalha do tostão contra o milhão. Durante meses as torcidas se mobilizaram para aquele civilizado duelo. Cada clube fazendo tudo que estivesse ao seu alcance para conseguir mais votos. 
O Vasco organizou festas, rifas e quermesses e angariou fundos para comprar edições inteiras do Jornal do Brasil. No Flamengo não foi diferente, listas de subscrição foram organizadas por toda cidade e era difícil para um rubro-negro em 1938 tomar um cafezinho sem que alguém lhe pedisse uma contribuição para ajudar o Flamengo a vencer o Vasco. Ao fim de cada dia, sócios, diretores e torcedores faziam a conferência de sacos e mais sacos com nossos votos que se amontoavam na garagem de barcos em nossa sede no antigo 22 da Praia do Flamengo. Mas por mais que o Flamengo fizesse restava sempre a impressão de que não havia como o Flamengo vencer aquela briga. O Flamengo juntou 200 mil votos mas o Vasco deveria ter juntado mais ainda. 
Mário Filho, em seu magnífico Histórias do Flamengo destacava: “Todo português aprendeu a guardar desde menino, a fazer seu pezinho de meia. Se alguém tivesse dúvida sobre a vantagem que o Vasco levava, deixaria de duvidar logo que abrisse o Jornal do Brasil, um dia depois de uma apuração. O Vasco estava na frente, longe. Se o pessoal do Flamengo passava pela La Royale para ver a Taça Salutaris ao lado das jóias mais caras, também o pessoal do Vasco passava por lá. O Flamengo namorava a taça, o Vasco não namorava mais a taça, noivava com ela. Valia uns quinze contos, só de prata. E era uma obra de arte, de gosto português. Por isso mesmo é que o Vasco fazia tanta questão de ficar com ela. Em Santa Luzia ela estaria em casa, na garage do Flamengo daria a impressão de uma coisa fora do lugar.” 
No dia da apuração final o Vasco liderava a disputa com uma vantagem de mais de 60 mil votos. Conforme o regulamento, os votos deveriam ser entregues na própria sede do Jornal do Brasil, na Avenida Central. Usando a mais pura picardia carioca os líderes do Flamengo ocuparam a porta da sede do jornal. Convenientemente disfarçados com botões do Vasco na lapela e aportuguesando a voz recebiam os sacos de votos que a torcida do Vasco entregava confiante em uma vitória que seria consagradora. Chegavam votos do Vasco que não acabavam mais e ali mesmo na porta do JB eram entregues inocentemente nas mãos de um rubro-negro de bigodes e botão do Vasco na lapela que os passava rapidamente para outro rubro-negro que entrava com os votos no prédio do jornal. 
Se os votos já estivessem preenchidos para o Vasco iam diretamente para as latrinas do Jornal do Brasil, se estivessem em branco eram carimbados para o Flamengo e se somavam ao nosso bolo. Em pouco tempo todas as privadas do Jornal do Brasil estavam entupidas e os votos pro bascu que continuavam a chegar começaram a ir pro fundo do poço do elevador.As torcidas se reuniram na frente do JB e no fim da tarde foi colocado um cartaz na porta do jornal: Não se recebem mais votos. A apuração começou contando os votos do Vasco. Quando o Flamengo passou na frente a torcida explodiu como se estivesse no field da Rua Paysandu comemorando um goal de Nônô. Os vascaínos começaram a sair de cabeça baixa, sem compreender como fora possível perder pro Flamengo. A Taça Salutaris foi levada em triunfo pelos rubro-negros até a sede do Flamengo e está até hoje na nossa sala de troféus na Gávea. 
No dia seguinte, o presidente do Vasco recebeu uma encomenda expressa enviada por alguns torcedores rubro-negros. Um lindo penico embrulhado para presente onde se lia Taça Salutairis. Dentro do penico vários votos do concurso carimbados para o bascu e os botões de lapela.Foi assim que o Flamengo tornou-se O Mais Querido do Brasil."

Juntos Somos Fortes!