JORNALISMO INVESTIGATIVO

JORNALISMO INVESTIGATIVO
Comunique ao organizador qualquer conteúdo impróprio ou ofensivo
Mostrando postagens com marcador Argentina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Argentina. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de junho de 2023

RIVER 2 X 0 FLUMINENSE - TRICOLOR ADOTA ESTRATÉGIA SUICIDA E SAI DA ZONA DE CONFORTO



Ontem dia 07/06/23, quarta-feira, aconteceram os dois piores resultados para o tricolor, isso na penúltima rodada do seu grupo na Libertadores 2.023. Apesar de ter saído da zona de conforto, o Fluminense continua dependendo apenas dele para se classificar, indo para a última rodada com dois resultados favoráveis: vitória ou empate.

O Fluminense chegou para o jogo contra o River Plate em uma posição muito confortável em termos de classificação. Jogava por dois resultados para se classificar (vitória ou empate) e caso acontecesse a derrota, ainda poderia se classificar com dois resultados no outro jogo. O empate ou a vitória do The Strongest, mas ocorreu o pior, a vitória do Sporting Cristal.

Na última rodada o Fluminense receberá o Sporting Cristal na disputa de uma das vagas, dependo apenas de si. No caso de uma trágica derrota, o Fluminense só avançará caso a partida entre o River Plate e o The Strongest, quando estará sendo disputada a outra vaga, termine empatada.

Jogamos mal, o River mereceu ganhar.

Abro um parêntese para aconselhar a leitura do meu artigo anterior (Link) onde opino sobre a estratégia a ser adotada ontem.

Salvo melhor juízo, nossa derrota começou na escolha da estratégia suicida, expressão que uso quando um time que tem uma vantagem (empate) resolve jogar com todo o seu time na defesa, tentando sair jogando e passando a sofrer pressão o tempo todo, ficando sem contra-ataque porque nenhum jogador permanece próximo a linha do meio de campo para disputar as rebatidas e tentar armar um contra-ataque.

Ontem, ao assistir o Fluminense atuando dessa forma suicida eu voltei no tempo, quando o Campeonato Carioca era valorizado e muito disputado. Na época sabíamos previamente que os times de menor investimento implantariam uma retranca feroz com dez jogadores atrás, mas mantendo um no meio do campo, isso para ter a possibilidade de realizar alguma ação ofensiva. 

O Fluminense não teve esse jogador durante todo o primeiro tempo e o River pressionava e ficava sempre com as rebatidas. O zero a zero foi um prêmio...

Isso é suicídio estratégico.

Apesar disso o Fluminense teve chances de marcar na frente, mas a péssima qualidade das nossas finalizações voltou a responder presente.

No segundo tempo, após fazer o primeiro gol, logo no começo, o River tirou o pé, mas sem desistir do ataque. Tal postura revelou o ponto mais fraco dos argentinos, a sua defesa, mas os erros no último passe e os erros nas finalizações impediram que o tricolor se classificasse.

O segundo deles gol nem precisava ter acontecido...

Após a derrota, ainda tivemos outra má notícia, a improvável vitória de virada do Sporting Cristal.

Hoje tudo isso é passado, agora é lotar o Maracanã e festejar a esperada classificação.

Saudações tricolores!

Paulo Ricardo Paúl

quarta-feira, 7 de junho de 2023

LIBERTADORES - RIVER X FLUMINENSE - UM JOGO DIFÍCIL - QUAL ESTRATÉGIA ADOTAR?



Hoje publiquei um vídeo (reels) no Facebook e no Instagram solicitando uma reflexão sobre qual a estratégia que deve ser adotada pelo Fluminense, considerando a vantagem de jogar por dois resultados (vitória e empate) para obter a classificação e considerando as dificuldades de jogar contra o River no maior estádio de futebol da América do Sul e precisando vencer.

Convido o leitor a expressar sua opinião comentando nos reels ou nesse artigo.

Penso que a estratégia para hoje não deve ser a adotada quase sempre que constitui em sair com a bola da defesa trocando passes para ultrapassar as linhas de pressão do adversário e com isso atacar com mais eficiência.

O esperado é que o River pressione muito logo após o apito inicial, por isso acredito que a citada estratégia poderá aumentar as chances de sucesso do adversário.

O tic-tac pode ser usado mais quando o Fluminense estiver com a bola no campo adversário, mas nunca na defesa.

É dia de chutão!

Não estou com isso questionando a máxima de que enquanto a bola está com o nosso time, menor a chance do adversário marcar, pois isso é um fato, apenas me baseio em outra máxima, aquela que prega que quanto mais longe da nossa área a bola estiver, menor a chance do adversário marcar.

Respeitando as opiniões contrárias, creio que o contra-ataque seja a melhor tática para obtermos a classificação, mas para isso o time não pode voltar todo, um ou dois jogadores devem permanecer nas proximidades do meio campo, o que é indispensável para contra atacar com possibilidade de sucesso.

Acrescento que a presença desse jogador (ou desses jogadores) naturalmente forçará o River a manter alguns jogadores no seu campo de jogo, diminuindo o contingente para atacar.

Fechado na defesa, armado para o contra-ataque e chutão (lançamento).

Eles que corram atrás do Arias, por exemplo.

É apenas a minha opinião.

Saudações tricolores!

Paulo Ricardo Paúl

sábado, 12 de julho de 2014

A "COPA DAS COPAS" FOI A COPA DO NOSSO PIOR PESADELO


Prezados leitores, a Copa 2014 anunciada pelos governantes como sendo a "Copa das Copas" acabou se transformando para os brasileiros na Copa do nosso pior pesadelo.
Senão vejamos:
- Os governantes gastaram bilhões nas reformas e na reconstrução de estádio de futebol.
- A seleção brasileira não foi campeã, na melhor das hipóteses terminará  em terceiro (no momento que escrevemos a seleção holandesa ganha por 2 x 0).
- A seleção sofreu uma goleada humilhante de 7 x 1 no jogo contra a seleção alemã.
Pior, a seleção argentina pode se sagrar campeã.

Juntos Somos Fortes!
PS - O jogo terminou 3 x 0 e a seleção brasileira ficou em quarto lugar.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

GREVE DE POLICIAIS: CAOS INSTALADO NA ARGENTINA

Prezados leitores, constatem o que pode acontecer em caso de greve de policiais. 

"FOLHA DE SÃO PAULO 
Protesto policial atinge 15 de 23 Províncias da Argentina 
LÍGIA MESQUITA 
DE BUENOS AIRES 
Os protestos e greves de policiais na Argentina acontecem em 15 das 23 Províncias do país na manhã desta terça-feira. Pela reivindicação de aumento salarial, os policiais saíram às ruas para protestar e deixaram de fazer a segurança em diversas cidades. Como consequência, comércios foram saqueados e houve brigas e assassinatos. 




No total, 17 Províncias já enfrentaram a paralisação da polícia desde que os protestos começaram, na quarta-feira da semana passada, em Córdoba. No fim de semana, foi a vez de Rio Negro enfrentar o problema. Nessas duas províncias, a paralisação já foi encerrada. Depois, os protestos se estenderam a Buenos Aires, Catamarca, Chaco, Chubut, Corrientes, Entre Rios, Jujuy, La Pampa, La Rioja, Mendoza, Neuquén, Santa Fé, San Luís, Terra do Fogo e Tucumán. 
Dez pessoas morreram na última semana. 
Em Salta, capital do Estado de mesmo nome, não houve protesto policial, mas aconteceram saques. Até o início da manhã, 130 pessoas tinham sido presas. 
No início desta tarde, oito governadores já haviam concedidos reajustes salariais para os policiais retornarem ao trabalho. 
Em Tucumán, onde três pessoas morreram durante a onda de saques na madrugada, o governador José Alperovich afirmou que o povo não "merece isso" e pediu "por favor" para que os policiais voltem logo ao trabalho. 
Na segunda-feira (9), a Casa Rosada afirmou que "há um complô desestabilizador" e que algumas forças políticas estariam por trás das convocações de saques pelas redes sociais. 
O ministro da Justiça, Julio Alak, chegou a dizer que os saques eram organizados".

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

LIBERDADE DE EXPRESSÃO, A INIMIGA DO AUTORITARISMO

Caminhada de PMs e Bombeiros
27 de janeiro de 2008

Historicamente, os ditadores sempre limitaram a liberdade de expressão, uma triste realidade que vivenciamos ainda no terceiro milênio, quer seja nas ditaduras assumidas, quer seja nas falsas democracias, onde o povo é obrigado a votar, isso unicamente para emprestar uma similaridade com a autêntica forma de governo, mas não passa disso, os valores reais da democracia o povo não estão disponíveis para o povo.
No Brasil, felizmente, a Constituição Federal garante a liberdade de expressão,  mas ela não é absoluta, aliás nenhum direito é amplo, geral e irrestrito, tendo em vista que no caso dos direitos individuais, o nosso termina, quando começa o do outro. Nem todos conseguem entender essa verdade, sendo o exemplo mais recente as críticas que as Polícias Militares sofrem quando interditam vias públicas para impedir que manifestações alcancem sedes de governo, como o Palácio Guanabara (Rio de Janeiro), por exemplo. Eu assisti durante transmissões ao vivo grupos de manifestantes alegando que a PM estava cerceando o direito de locomoção deles ao interditar as ruas, o direito de ir e vir, quando na verdade a PM estava fazendo uso do poder de polícia para garantir a ordem pública. Interessante destacar que esses grupos ao reclamarem acabaram esquecendo que eles estavam cerceando o direito de locomoção de milhares, fechando as ruas enquanto se deslocavam por elas.
De volta à liberdade de expressão, quem conhece o histórico de todos os fatos que envolveram as duas prisões em meu desfavor, sabe que o governo tinha um objetivo claro, ou seja, cercear a minha liberdade de expressão nas ruas e através da internet. As alegações para fundamentar as prisões são facilmente derrubadas logo na primeira análise. 
No dia 5 de junho de 2011, logo após a invasão do Quartel General do CBMERJ por 2.000 Bombeiros Militares, eu fui preso administrativamente por ordem do Comando Geral, sem ter praticado qualquer crime ou transgressão disciplinar, sem que fosse esclarecido o motivo da prisão e nem cumpridas as formalidades legais. A ilegalidade foi tão grande que nos dias que se seguiram o comando da PM apresentou diferentes versões para o motivo do meu encarceramento no Batalhão de Polícia de Choque, onde tiveram o cuidado de retirar de minhas mãos meu computador, meu modem, meu rádio e meu celular. Eis o motivo real, impedir que eu protestasse nas ruas, como fiz dezenas e dezenas de vezes, bem como, impedir que eu publicasse no meu blog da época ( www.celprpaul.blogspot.com ) as notícias sobre a omissão do governo, que facilitou de todas as formas a invasão do QG (assista o vídeo explicativo). Meu blog, criado em 2007, alcançava naqueles dias milhares de visitas por dia, sendo um dos mais visitados no Brasil na área da segurança pública. Calaram a minha voz, isso por alguns dias.
No dia 10 de fevereiro de 2012, fui preso quando estava em minha residência, dessa vez uma prisão decretada pelo juízo de plantão no Tribunal de Justiça, acusado da prática de incitamento à greve e de críticas aos superiores. Sou Coronel PM Reformado, no âmbito estadual não pratico tais crimes militares. Além disso, sempre me posicionei nesse blog atual contra a greve. Fui ilegalmente encarcerado em Bangu1, a penitenciaria feita para punir os bandidos mais perigosos do Rio de Janeiro. O governo jogou no lixo meus direitos e minhas prerrogativas, pois sou PM e Professor. Mais uma vez, quem analisar os fatos constatará que o governo só queria impedir meus protestos e calar a minha voz,  para isso violentaram também a minha liberdade nos dois episódios.
Denunciei todas as violações, nada foi apurado. 
Prezados leitores, essa é outra característica do autoritarismo, o governo pode tudo. 
Se a lei interessa ao governo: cumpra-se! Se a lei não interessa ao governo: descumpra-se! Se o governo quer limitar algo que o afete, se não existir lei: crie-se!
O autoritarismo tem a liberdade de expressão como inimiga mortal.
Se é gravíssimo cercear o direito individual da liberdade de expressão, isso ganha dimensões gigantescas quando a ação tem como alvo os órgãos de imprensa, como andaram ensaiando no Brasil e, salvo melhor juízo, conseguiram na Argentina (Leia).
Todos e todas devemos erguer a nossa voz contra as ações que tenham por objetivo cercear direitos constitucionais do cidadão, das instituições e da população.
Por derradeiro, não esqueçam que permitindo a violência e o vandalismo, os governos federais, estaduais e municipais estão restringindo o direito de manifestação (organizada, ordeira e pacífica) do povo brasileiro. Não podemos continuar confundindo isso com incompetência, isso é autoritarismo puro.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

VIEJOS TEMPOS - SOCIÓLOGA MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

VIEJOS TIEMPOS.
Maria Lucia Victor Barbosa.
 22/04/2012.
 Em que pese os sinais de modernização havidos em alguns países da América Latina, especialmente a partir dos anos 90, as marcas da colonização que plasmaram a mentalidade dos seus povos nunca deixaram de existir. São mantidos ou emergem como nos viejos tiempos: instabilidade política, crises econômicas, incompetência governamental, corrupção, populismo, nepotismo, patrimonialismo, autoritarismo, impunidade, hipertrofia do Poder Executivo, ausência de cultura cívica.
Além disto, como afirmei em um dos meus livros, América Latina, em busca do paraíso perdido, latino-americanos possuem uma estranha mescla de altivez e sentimento de inferioridade. Para se livrarem da síndrome do fracasso, das mazelas, das fraquezas, cujas raízes se prendem ao passado colonial, descarregam sua frustração em possíveis culpados, especialmente, nos Estados Unidos por conta do insuportável progresso daquele país. Latino-americanos só se esquecem de perguntar o que fizeram a si mesmos.
O recente ato de populismo desvairado e nacionalismo irracional da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ao expropriar a YPF, maior empresa petrolífera do país adquirida pela Repsol espanhola em 1999, relembra viejos tiempos da era Perón.
Adorado até hoje por muitos argentinos, cultuado como uma espécie de deus, admirado como herói, Juan Domingo Perón tem também os que o relembram como déspota odiado, causa de todos os males da Argentina. De todo modo, cabe acentuar alguns elementos marcantes do governo peronista, os quais contribuíram de forma decisiva para o declínio do país que chegou a ser chamado de “Colosso do Sul”. Derivados de toda uma evolução histórica, social e politica esses elementos encontraram em Perón as condições ideais de expansão e foram justamente eles que Cristina Kirchner ressuscitou: a falsa democracia, o nacionalismo xenófobo, a demagogia exacerbada. Um filme que a Argentina já viu várias vezes e que nunca teve um final feliz. 
Recentemente, com o mesmo intuito de desviar as atenções dos argentinos da situação econômica, na qual avulta uma inflação da ordem de 25% e a fuga de bilhões, sendo que neste ano já deixaram o país US$ 22,5 bilhões, a presidente Kirchner voltou aos viejos tiempos do General Leopoldo Galtieri e simulou desencadear outra guerra das Malvinas. 
Naquela aventura ao mesmo tempo grotesca e trágica, o General Galtieri chegou a afirmar: “Não cremos que a Grã-Bretanha se mobilize pelas Malvinas”. Ao contrário, na Inglaterra houve imediato sentimento de defesa dos kelpers que, segundo os britânicos tinham o direito de decidir seu futuro e se livrar de um despotismo estrangeiro arbitrário e brutal. 
Na guerra que durou setenta e dois dias, levaram a pior os mal preparados recrutas argentinos diante de um pequeno grupo de tropas de elite enviado pelos britânicos às ilhas Falklands que incluía marines, paraquedistas e mercenários ghurkas. O fracasso fez a frustração popular se voltar contra o governo Galtieri e, ao contrário, deu ao governo de Margaret Thatcher estrondosa vitória eleitoral. Possivelmente essas recordações fizeram Kirchner desistir da estapafúrdia ideia de invadir as Falklands passando, então, a fabricar algo que contivesse também forte apelo nacionalista: a expropriação que só faltou ter o mote: “o petróleo é nosso”. 
Enquanto nos Estados Unidos e na Europa, a expropriação da YPF foi duramente criticada, a presidente Dilma e o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, seguindo a arenga do ex-presidente Lula da Silva, correram para acudir o governo argentino dizendo que o ato do país vizinho é uma questão de soberania. Esqueceram que romper tratados não é próprio da soberania, mas da selvageria, pois não é civilizado romper acordos internacionais. 
O ministro Lobão, disse crer que a Petrobrás não será expropriada na Argentina. Já o foi, na província de Neuquén, em princípio de abril. Também esqueceu ou ignora que a presidente Kirchner tem mantidos congelados os preços dos combustíveis nos postos da Petrobrás, apesar da inflação, talvez, um detalhe menor porque o Brasil está fazendo o mesmo. 
Como era de se esperar, na medida em que o governo argentino não tem condição de bancar os investimentos que a Repsol fazia, a presidente Kirchner enviou o ministro de Planejamento da Argentina, Julio de Vido, para conversar com nosso ministro de Minas e Energia. O primeiro propôs o aumento da participação da Petrobrás de 8% para 15% do mercado de produção, processamento de petróleo e distribuição. Lobão respondeu que fará de tudo para ajudar o país vizinho. Já vimos um filme parecido na Bolívia. São viejos tiempos que sempre voltam, aqui e em toda América Latina. 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. 
mlucia@sercomtel.com.br
Juntos Somos Fortes!