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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

RIO - O ESTRANHO COMPORTAMENTO DO EFETIVO DA POLÍCIA MILITAR



Prezados leitores, vale lembrar que nos posicionamos algumas vezes sobre a impossibilidade de greve dos militares, portanto, no presente artigo não voltaremos ao tema, o nosso objetivo é unicamente destacar um comportamento "estranho".
Há décadas os Policiais Militares (Oficiais e Praças) padecem com salários miseráveis e com péssimas condições de trabalho. Os Bombeiros Militares também.
Apesar dessa verdade, não podemos esquecer para uma melhor avaliação, que a questão salarial sempre foi atenuada para aqueles que receberam (recebem) gratificações, sejam Oficiais ou Praças. 
Apesar de todo esse sofrimento, o comportamento do efetivo merece uma avaliação aprofundada, o que não poderemos fazer apenas nesse artigo.
Vamos nos concentrar apenas nas últimas mobilizações por salários dignos, condições de trabalho e os recentes sobre o "pacote de maldades", tendo como parâmetro para avaliação da participação o grande efetivo de ativos e de inativos (Oficiais e Praças) da instituição, que ultrapassa 60.000 PMs.

1) Movimento dos 40 da Evaristo e dos Coronéis Barbonos - Iniciados em 2007, apesar da participação de mais de 40 (quarenta) Coronéis do serviço ativo, a adesão foi muito pequena e no maior ato apenas 2.000 mobilizados compareceram. O Comandante Geral e os Coronéis Barbonos foram exonerados e inativados precocemente.
2) Mobilização pela aprovação da PEC 300 - Ela foi iniciada em 2008 no Rio de Janeiro, durou anos e a participação dos PMs foi sempre pífia.
3) Mobilização SOS Bombeiros - Iniciada em 2011, até hoje é a maior mobilização de militares ocorrida no Brasil, mas também teve uma participação tímida dos PMs. Os Praças do Corpo de Bombeiros sofreram gravíssimas represálias. Os Bombeiros Militares jogaram por terra a alegação (desculpa) de que os militares não se manifestavam em razão dos regulamentos draconianos.
4) Greve unificada da Segurança Pública - Um movimento irracional ocorrido em 2012 e, novamente, a participação dos PMs foi reduzida (a quase totalidade dos PMs presentes era das UPPs), como também foi pífia a participação dos Policiais Civis e dos Agentes Penitenciários. Sendo um movimento grevista, temos que compreender a não adesão. Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros sofreram gravíssimas represálias, mais uma vez.
5) Protestos contra o "pacote de maldades" - Iniciado em 2015, os PMs aderiram em pequeno número, novamente, apesar dos pagamentos atrasados.
6) Mobilização dos Familiares dos Policiais Militares - Iniciado dias atrás, tendo como inspiração o movimento ocorrido no Espírito Santo, temos que compreender que os PMs não podem aderir como ocorreu naquele estado, mas a forma como alguns Oficiais estão tratando Praças e familiares, bem como, o modo como alguns Praças estão tratando os familiares é inaceitável e todos os fatos relatados devem ser apurados com todo o rigor, tendo os vídeos e as provas testemunhais como referências.

Analisando a participação inexpressiva dos PMs (Oficiais e Praças) nas mobilizações, excetuando as de cunho grevista, somos forçados a interpretar que existe algo de muito estranho entranhado no seio do efetivo da PMERJ.
Quem analisa de fora para dentro também não consegue entender como os Oficiais e os Praças da PMERJ não se mobilizam para obterem melhores salários e adequadas condições de trabalho.
Nós convidamos os nossos leitores para comentarem essa situação esdrúxula.
Aqueles que desejarem podem encaminhar textos para pauloricardopaul@gmail.com
Nas redes sociais de forma jocosa culpam o amigo do Peixoto que através de um áudio fez contato com o referido PM fictício, mas temos que tratar o fato com a seriedade que ele merece, considerando que não é um comportamento normal.

Juntos Somos Fortes!

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