JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

A CARREIRA POLÍTICA DE SÉRGIO CABRAL (PMDB) CHEGOU AO FIM?

Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB)
A festa acabou?

O ESTADO DE SÃO PAULO:
ABATIDO, CABRAL DEFENDE VIAGENS AO EXTERIOR.
Quinze segundos bastaram para governador do Rio sumir, após discurso no palácio do governo. 
24 de maio de 2012.
Abatido, mais magro, ombros arqueados, olhos pesados. Na primeira aparição pública desde a troca de mensagens de celular com o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), falou pouco, mas revelou muito.
Sua fisionomia durante a solenidade de outorga de financiamento a pesquisadores, na manhã de ontem, demonstrava todo o desgaste pelo qual o peemedebista vem passando desde que se tornaram públicas fotos e vídeos em que aparece confraternizando com o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, em festas e jantares em Paris e Montecarlo.
Cabral permaneceu no salão nobre do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, por pouco mais de uma hora. Discursou durante 15 minutos e desapareceu em 15 segundos, quando a solenidade foi declarada encerrada.
Saiu para as dependências internas do palácio driblando até os políticos do interior, que queriam bajulá-lo. O governador evitou a imprensa. Não falou, nem sequer dirigiu o olhar às câmeras e máquinas fotográficas que se posicionaram bem à sua frente.
Antes dele, o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, fizeram uma espécie de desagravo a Cabral, chamando-o de "governador da segurança, da educação, da saúde, do desenvolvimento", entre outros elogios.
Em seu discurso, Cabral esboçou um resumo das conquistas de sua administração. De maneira discreta e sem fazer citações nominais, comparou sua gestão com as dos ex-aliados e atuais inimigos Rosinha e Anthony Garotinho (PR) - este responsável por divulgar as constrangedoras imagens dos colóquios europeus do peemedebista e do dono da Delta.
O governador usou parte de seu discurso para defender suas viagens ao exterior. Citou três exemplos de investimentos estrangeiros que, segundo ele, vieram para o Rio depois que ele foi se encontrar com empresários em Londres, na Inglaterra, Boston e Nova York, nos Estados Unidos.
Apesar de também citar empresas francesas que ampliaram suas instalações no Rio, Cabral não fez nenhuma referência a suas viagens a Paris. Crise política, convocação à CPI, Cavendish, "você é nosso e nós somos teu (sic)" também foram temas que passaram em branco na solenidade do abatido Cabral. / A.J.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

TORPEDO ATINGE CARAVELA QUE PERDE O RUMO

O ESTADO DE SÃO PAULO:
TORPEDEADO.
Dora Kramer.
Torpedeado
É generalizado no Congresso o desconforto com o flagrante do torpedo enviado pelo deputado petista Cândido Vaccarezza ao governador do Rio, Sérgio Cabral, durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito mais famosa do País.
O PT trabalha para reduzir os danos, mas propaga-se em voz baixa na bancada a interpretação de que o deputado fragilizou o partido e deu aval a suspeitas sobre a função de seus representantes na comissão.
O PMDB considera que ele acabou levando Cabral para dentro da CPMI, abrindo espaço para a aprovação de eventual pedido de convocação apresentado pela oposição, como uma espécie de "prova" de conduta isenta a ser apresentada ao público.
Entre os demais parlamentares há divergências quanto à necessidade de afastamento, mas existe um ponto de convergência: a atitude foi ruim para o conjunto da comissão que, perante a sociedade, começa a assumir fortemente a feição de uma ação entre amigos e inimigos políticos sem compromisso com as investigações em si.
Já o deputado Cândido Vaccarezza não vê problema mais sério no episódio. Assegura que não pedirá para sair da CPMI, garante que o PT não o fará e aposta que seus pares de outros partidos também não.
Por uma razão simples: "Não tenho nada a esconder, nenhuma relação com a bandidagem e zero compromisso com proteções ou condenações por antecipação".
Tirando o "imperdoável" erro de português da já notória frase "você é nosso e nós somos teu", dirigida ao governador Cabral, Vaccarezza tem convicção de que não cometeu pecado algum.
Recusou orientação de assessores para alegar invasão de privacidade - "o profissional no caso estava no exercício justo de sua função jornalística" -, mas afirma que a mensagem foi exposta fora do contexto geral de uma conversa em que ele transmitia ao governador a avaliação de que nada teria a temer, pois não fora citado em nenhuma das gravações da Polícia Federal.
"Não há blindagem porque não há até agora nada que ligue Sérgio Cabral ou mesmo Fernando Cavendish à organização criminosa comandada por Carlos Cachoeira. Se aparecer, ninguém terá proteção de minha parte."
Diferentes, diz, são os casos dos governadores Marconi Perillo, de Goiás - "atolado até o pescoço" -, e Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, cujo ex-chefe de gabinete aparece nas gravações. Mesmo esses dois casos são distintos entre si na visão de Vaccarezza.
"Querer tratar do assunto como uma ação de governadores dando o mesmo peso a situações diversas é que me parece a preparação de uma base para a massa da chamada pizza."
Portanto, mesmo estando na berlinda, o petista diz que entra hoje na primeira reunião da CPMI na semana tranquilo quanto a possíveis desdobramentos. "Já expliquei, ficou tudo esclarecido."
Não é a opinião de alguns colegas. O deputado Miro Teixeira tinha na sexta-feira a expectativa de que ele se declarasse impedido de continuar e o senador Pedro Taques preparava-se ontem para embarcar para Brasília já com questionamentos engatilhados para ele.
"Não faço juízo, mas a mensagem dá a ideia de que está havendo acobertamento, assim a opinião pública entendeu, foi o que me perguntou minha filha de 14 anos. Então, não está nada explicado, assim como não está esclarecida qual a natureza daquela conversa, se pessoal ou, digamos, profissional", dizia.
Mais embaixo. Não é só a questão de convocação ou não do diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Júnior, que "azeda" a relação do PMDB com o PT na comissão de inquérito.
É a desconfiança por parte dos petistas de que os pemedebistas estejam aliados ao PSDB na montagem de uma operação conjunta de proteção ao governador Marconi Perillo para também "blindar" os seus.
O PMDB governou Goiás e administrou Goiânia algumas vezes, tem presença forte no Estado onde nasceu a "rede Cachoeira", cujas origens, é de se pressupor, remontam a gestões anteriores.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 19 de maio de 2012

SÉRGIO CABRAL (PMDB), O JOSÉ SARNEY (PMDB) DO RIO DE JANEIRO.

 Eduardo Paes, Sérgio Cabral e José Sarney
Todos do PMDB
O GLOBO:
Na CPI, torpedo expõe crise entre PT e PMDB e fragiliza Vaccarezza (Leiam).
O torpedo gerou um enorme escândalo, uma verdade ainda está meio que amortecida pela imprensa. A mensagem não revelou apenas a tentativa clara e incontestável de blindar o governador Sérgio Cabral (PMDB), aliado visceral do governo federal (PT), mas a consequente blindagem à construtora Delta e ao empresário Fernando Cavendish. A blindagem quer evitar que as relações bilionárias da Delta com o governo federal e com os governos estaduais  seja alvo das apurações. Um escândalo que joga na lama todos os integrantes da CPMI, não apenas o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT), caso essa situação não seja revertida e logo. O torpedo atingiu a essência da CPMI, o seu poder de investigar. Sem ele, na sua forma ampla, geral e irrestrita a CPMI passa a ser um grande acordo de compadres e reforça o surgimento na história política do Brasil de mais um inatingível: o governador Sérgio Cabral (PMDB).
Prezados leitores, ouso prever que Sérgio Cabral (PMDB) será o José Sarney (PMDB) do Rio de Janeiro.
Juntos Somos Fortes!