JORNALISMO INVESTIGATIVO

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

SÉRGIO CABRAL ACUSADO DE APADRINHAR ESQUEMA DE CORRUPÇÃO GIGANTESCO



Prezados leitores, nós fomos para as ruas do Rio de Janeiro gritar "Fora Cabral", isso desde 2008. 

"Jornal O Estado de São Paulo 
‘Gigantesco esquema de corrupção’ no Rio teve ‘apadrinhamento’ de Sérgio Cabral, diz Procuradoria 
Ministério Público Federal cita ex-governador do Rio em manifestação na Operação Saqueador, que pegou seu ex-aliado e potencial delator, Fernando Cavendish, da Delta Engenharia 
A Procuradoria da República afirmou em manifestação na Operação Saqueador que o ‘gigantesco esquema de corrupção de verbas públicas’ instalado no Rio teve o ‘apadrinhamento’ do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) que chefiou o Estado entre 2007 e 2014. A Saqueador investiga desvios de recursos públicos pela construtora Delta Engenharia, do empresário Fernando Cavendish, antigo aliado de Cabral. 
O documento anexado na ação penal da Saqueador é subscrito pelos procuradores da República Rodrigo Timóteo C e Silva, Eduardo Ribeiro El Hage, Lauro Coelho Júnior, Renato Silva de Oliveira, Leonardo Cardoso de Freitas e pelo procurador regional da República José Augusto Vagos. 
São réus no processo, além de Cavendish, o contraventor Carlinhos Cachoeira, o lobista Adir Assad e outros 20 investigados. “Tal esquema delituoso, como descreve a denúncia, envolveu desvio de verbas destinadas a importantes obras públicas a exemplo da construção do Parque Aquático Maria Lenk, para os Jogos Panamericanos de 2007 e a reforma e construção de Estádios para a Copa do Mundo de 2014 (Maracanã)”, assinalam os procuradores. 
“As investigações produziram fortes elementos que apontam para a existência de gigantesco esquema de corrupção de verbas públicas no Rio de Janeiro, que contou, inclusive, com o apadrinhamento do então governador de Estado Sérgio Cabral, conforme se extrai das declarações de colaboradores”, destacam.
Segundo a Saqueador, entre 2007 e 2012, a Delta teve 96,3% do seu faturamento oriundo de verbas públicas em um montante de quase R$ 11 bilhões (Fonte)".

Juntos Somos Fortes!

sábado, 11 de agosto de 2012

NOSSOS POLÍTICOS ESTÃO MAIS INTERESSADOS NA BUNDA

CPMI do Cachoeira

A CPMI do Cachoeira vai acabar em pizza ...
O interesse não parece ser o esclarecimento dos fatos.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

26 JUL 2012 - ATO DE PROTESTO CONTRA O GOVERNO SÉRGIO CABRAL


Eu recebi um comentário dando conta que no dia 26 JUL 2012 acontecerá um ato cívico de protesto contra o governo Sérgio Cabral (PMDB).
O ato será no bairro do Leblon (Av. Delfim Moreira com Rua Rainha Guilhermina), às 12:00 horas.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 17 de julho de 2012

SÉRGIO CABRAL (PMDB) PERTO DE SER OUVIDO NA CPMI DO CACHOEIRA

Sérgio Cabral e Eduardo Paes, ambos do PMDB
A festa pode acabar...

O GLOBO:
POLÍTICA 
Garotinho entrega 68 quilos de documentos à CPI do Cachoeira 
Ele afirma que o material comprova o envolvimento de Sérgio Cabral com a Delta 
Ailton de Freita e Adriana Mendes, 
O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) levou ao plenário da Câmara nesta terça-feira 68 quilos de documentos que, segundo ele, comprovam o suposto envolvimento do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com a construtora Delta. A pilha de papéis de quase um metro e meio foi repassada ao deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) para ser disponibilizada à CPI do Cachoeira. Garotinho afirmou que o envolvimento de Cabral com a construtora Delta é ainda maior do que a do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). 
Segundo investigações da Polícia Federal, a Delta repassou dinheiro para empresas fantasmas que abasteciam o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. - O governo do Rio de Janeiro favoreceu a Delta em pagamentos superfaturados, em licitações fraudulentas, em obras que foram pagas e não foram realizadas – disse Garotinho, em vídeo postado em seu blog. O deputado Miro Teixeira informou que o material foi encaminhado para a sala cofre da CPI. Ele ainda não tem conhecimento sobre o teor da documentação, que ainda será colocada à disposição de todos os membros da comissão. 
- O puro e simples recebimento implicaria reconhecer que ali estão de fatos documentos comprometedores.
Neste caso, é conveniente que se mande os funcionários encarregados proceder como os termos da lei, relatando o que eles contém, digitalizando e colocando à disposição de todos os membros – disse Miro. 
O deputado explicou que a documentação é restrita aos integrantes da comissão, sendo que o presidente da CPI é quem deverá decidir o que será mantido em sigilo. 
- Será uma decisão da presidência da comissão. 
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

POR QUE A ALERJ NÃO INSTAUROU A CPI DA DELTA?


Prezados leitores, bom dia!
Por que a ALERJ não instautou a CPI da Delta?
Não existe mais qualquer justificativa, aliás, alguns consideram que existe uma, a qual me recuso a aceitar, ou seja, que a ALERJ só faz o que o governador quer, sendo inteiramente submissa.
Não existe democracia onde o executivo manda no legislativo, isso é inconcebível.
A CPI da Delta deve ser instaurada de imediato. 
REVISTA ÉPOCA:
Na trilha dos milhões da Delta ÉPOCA identifica no Rio de Janeiro uma rede de empresas sonegadoras de impostos. Uma delas recebeu dinheiro do esquema Cachoeira-Delta, seguindo o mesmo padrão adotado. pelo grupo no Distrito Federal HUDSON CORRÊA, MARCELO ROCHA E MURILO RAMOS. 
Desde que descobriu que R$ 40 milhões saíram das contas da construtora Delta, sediada no Rio de Janeiro, para empresas de fachada, a CPI do Cachoeira patina na investigação da lavagem de dinheiro. A apuração pode esbarrar até em caixa dois de campanhas eleitorais, possibilidade que tira o sono de muitos políticos. A Delta tinha contratos milionários com órgãos públicos. Em troca, pode ter desviado recursos do Erário para a corrupção. Enquanto a CPI não sai do lugar, ÉPOCA descobriu no Rio de Janeiro uma teia que sonegou R$ 300 milhões em Imposto de Renda e contribuições para a Previdência entre os anos de 2000 e 2004. Essa nova rede, até agora desconhecida dos parlamentares, está ligada a uma empresa fantasma já investigada pela CPI. A movimentação ilegal ocorreu dentro do período que a CPI se propôs a apurar: os últimos dez anos (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 19 de junho de 2012

BRASIL: A CLEPTOCRACIA DESENVOLVE AÇÕES MAFIOSAS E AMEAÇA JUIZ


ESTADÃO.COM 
Juiz responsável pela Monte Carlo relata ameaças de morte e pede afastamento. 
Magistrado diz ter sido alertado sobre possibilidade de sofrer represálias nos próximos meses. 
Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo.
BRASÍLIA - O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava a Operação Monte Carlo, relata ser alvo de ameaças de morte, revela que homicídios podem ter sido cometidos por integrantes do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira e pede para ser tirado do caso (Leiam). 
Juntos Somos Fortes!

sábado, 16 de junho de 2012

CAVENDISH: O HOMEM QUE PODE DERRUBAR A REPÚBLICA

Paris
Sérgio Cabral, Fernando Cavendish
e outros

O desespero dos políticos da base governista em blindar políticos e empresários parceiros demonstra de forma inequívoca que a CPMI pode encher as cadeias brasileiras de ternos e tiers finamente recortados.
O catalisador desse furacão, que ainda está no estágio de ventinho, é o empresário Fernando Cavendish (Delta), amigo do governador Sérgio Cabral (PMDB).
Estima-se que se Cavendish, um arquivo vivo, falar tudo que sabe a república desaba.
A Revista Veja publicou uma "ameaça" do furacão Cavendish:
Corrupção.
Cavendish ameaça levar outras empreiteiras à CPI.
No mesmo dia em que a Delta foi punida pela CGU, empresário mandou recado a um parlamentar: a maioria das grandes empreiteiras paga propina a servidores públicos e políticos – e usa os mesmos laranjas. (Leiam). 
Juntos Somos Fortes!

sábado, 9 de junho de 2012

DELTA TINHA FICHA SUJA DESDE 2010, MAS BNDES EMPRESTOU DINHEIRO PÚBLICO COM JUROS SUBSIDIADOS

REVISTA VEJA:
Blog do Reinaldo Azevedo.
08/06/2012 às 16:49 hs.
Delta tinha a ficha suja desde 2010 segundo o próprio governo federal; no entanto, BNDES continuou a emprestar dinheiro à empresa com juros subsidiados. Luciano Coutinho tem de ir à CPI.
Que país! 
Há coisas realmente notáveis em Banânia quando a gente junta lé com lé, cré com cré. Reportagem de hoje do Estadão indica que a Delta — sim, a Delta! — recebeu R$ 139 milhões em financiamento do BNDES entre 2010 e 2011 — R$ 75,1 milhões só no ano passado. Aí o leitor exigente, que deve ser sempre severo com o analista ou o colunista, tem de perguntar: “E daí, Reinaldo? O que isso tem de errado? Ninguém sabia ainda que a empresa estava envolvida nessa sujeirada!”. Então vamos ver. 
Há uma questão de fundo, claro!, nessa história toda: “Pra que serve, afinal de contas, o BNDES?, a Mamãe Gansa do capitalismo de estado no Brasil?”. Mas isso deixo para daqui a pouco. Quero me fixar em outro aspecto, que é um escândalo por si mesmo e deveria chamar, por óbvio, a atenção do Ministério Público. 
Em 2010, a Operação Mão Dupla, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, constatou que a Delta estava envolvida em um monte de falcatruas: fraudes em licitações, superfaturamento, desvio de verbas, pagamentos de propina, pagamentos indevidos e uso de material de qualidade inferior ao contratado em obras de infraestrutura rodoviária sob o comando do Dnit. Havia outras 11 empresas no rolo. 
É uma coisa fabulosa! Mesmo com a Controladoria-Geral da União tendo em mãos o currículo da Delta — e a CGU é um órgão diretamente ligado à Presidência da República —, a empreiteira assinou com o governo 31 novos contratos, no valor de R$ 758 milhões. E agora ficamos sabendo que isso ainda era pouco. O BNDES concedia generosos empréstimos a uma empresa pega fazendo pilantragem. 
Vocês certamente sabem o que quer dizer o “S” em “Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social”! Por que um banco de fomento precisaria financiar uma construtora que não realiza investimentos de longo prazo, não busca inovação tecnológica, não está envolvida numa atividade de infraestrutura com prazo longo de retorno? Há muito o BNDES virou a caixa-preta do capitalismo de estado no Brasil, que vai elegendo, segundo os ventos da política, seus ganhadores e perdedores. 
O Tesouro capta dinheiro no mercado com os juros da taxa Selic, injeta no BNDES, que o empresta a alguns eleitos com taxa subsidiada. O conjunto dos brasileiros arca com a diferença. A Delta, com a sua ficha suja desde 2010, não só continuou a celebrar contratos com o governo federal como estava na lista dos aquinhoados pelo bolsa-juro do BNDES. Parte da dinheirama servia para financiar uma impressionante rede de corrupção. 
Tem de chamar.
Com a ficha que tinha, constatada pela Operação Mão Dupla, a Delta jamais poderia ter continuado a celebrar contratos com o governo; receber financiamento do BNDES, então, é um escárnio. 
Há muito o ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, deveria ter sido convocado pela CPI. Ele precisa dizer quais providências foram tomadas na sua esfera de competência para advertir a máquina pública de que uma das empresas contratadas por órgãos federais estava roubando o dinheiro dos brasileiros. Também Luciano Coutinho, presidente do BNDES, tem de ser chamado. Eu sou quase tentado a propor uma CPI só para o banco: quais são os critérios que a instituição leva em conta ao conceder um empréstimo? Os órgãos de investigação do governo são ao menos chamados a dizer se existe alguma pendência que diga respeito ao beneficiário da mamata — digo, do “financiamento”? 
Todos os contratos celebrados por órgãos de estado com a Delta depois da Operação Mão Dupla são essencialmente imorais e suspeitos por sua própria natureza. 
PS — Pergunta: as outras 11 empresas flagradas na “Operação Mão Dupla” continuam a fazer negócios normalmente com o governo federal? Algo a se verificar. 
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A FRAGIL DEMOCRACIA BRASILEIRA NAS MÃOS DO SUPREMO E DO CONGRESSO


A democracia no Brasil ainda é embrionária, isso é um fato. O seu crescimento está nesse momento nas mãos do Supremo Tribunal Federal, que marcou o julgamento do mensalão e do Congresso Nacional, onde está em curso a CPMI do Cachoeira (CPMI da Delta). As condenações e as punições são vitais para fortalecer o país e para dar o primeiro passo para deter as quadrilhas formadas por empresários e políticos que desviam o dinheiro público.
Não custa lembrar que quem desvia o nosso dinheiro, condena gerações ao analfabetismo funcional e mata pessoas nas ruas nos hospitais públicos, em razão dos péssimos serviços de educação, segurança e saúde públicas.
Penitenciária de segurança máxima neles!
RDD neles!
Juntos Somos Fortes!

domingo, 3 de junho de 2012

A CPMI DEVE SER DA DELTA, NÃO RESTA DÚVIDA


REVISTA VEJA: 
Blog do Reinaldo Azevedo. 
02/06/2012 às 18:00 hs.
VEJA 3 - A CPI do Cachoeira tem de ser, na verdade, a CPI da Delta. Ou: A cachoeira virou tsunami. Ou: VEJA tem acesso a relatório do Coaf e identifica um laranjal.
Caros leitores, tenho insistido aqui desde o começo que o rolo envolvendo Carlinhos Cachoeira e a Delta tem duas frentes: a) uma é a ação do contraventor e seu envolvimento com a jogatina. O caso tem de ser investigado, e os responsáveis, devidamente punidos; b) outra, muito mais importante e ampla, diz respeito à Delta — esta sim, tudo indica, uma rede que se espalha Brasil afora. O bicheiro era apenas um dos operadores do esquema. Os sábios do PT tentaram limitar a investigação ao Centro-Oeste porque se deram conta do tamanho do imbróglio e porque perceberam, como estampa a capa da VEJA desta semana, que uma investigação ampla exporá o “laranjal” da empreiteira e será um tiro no pé do próprio PT. Leiam trechos da reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques na VEJA desta semana. A íntegra está na edição impressa da revista (Leiam mais). 
Juntos Somos Fortes!

RIO - ELEIÇÕES 2012 - ENTENDA COMO SÉRGIO CABRAL (PMDB) ESCAPOU DE SER CONVOCADO PARA DEPOR NA CPMI DO CACHOEIRA


O GLOBO:
CRISE PODE TIRAR CABRAL DOS PALANQUES ELEITORAIS.
Redução da agenda pública sinaliza que o governador será discreto em campanha.
RIO - Dias atrás, um político da Baixada Fluminense ligou para o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o convidou para a inauguração de uma unidade de ensino profissionalizante na região. Pelo alcance social do projeto, seria um discurso fácil, mas Cabral refutou.
— Por enquanto, quero ficar quietinho — agradeceu.
A 10 dias do início das convenções que definirão os candidatos a prefeito dos municípios fluminenses, o gesto do governador fortaleceu uma convicção que prospera entre aliados: Cabral, cuja agenda pública minguou com a crise envolvendo a empreiteira Delta, será um eleitor discreto em outubro e praticamente não subirá em palanques.
Em lugares como Duque de Caxias e Nova Iguaçu, onde haverá disputa entre partidos da base governista, a ausência de Cabral era esperada antes mesmo da crise. Porém, até nos municípios onde os aliados marcharão juntos, como na capital, o governador deverá manter distância. Antecipando-se, o prefeito Eduardo Paes, candidato à reeleição, começou discretamente a mudar o eixo da campanha, que abandonou a bandeira da parceria município-estado-União para destacar obras de sua administração.
A inauguração de uma UPP no Complexo do Alemão evidenciou o ânimo do governador à exposição pública. Confrontado com uma pergunta sobre a CPI do Cachoeira, reagiu rispidamente, acusando o repórter de faltar com o respeito. Os aliados, que apostavam na força de Cabral para alavancar candidaturas, hoje estão inseguros de levá-lo aos palanques.
Provável candidato à sucessão estadual em 2014, o vice-governador Pezão perderá, com o recolhimento de Cabral, a oportunidade de ganhar mais visibilidade. Seus potenciais adversários não ficarão parados. Enquanto o senador Lindberg Farias (PT) turbina uma agenda de cabo eleitoral de luxo nos quase 40 municípios onde os partido terá candidatos próprios, o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR) promete lançar candidatos próprios em 70 municípios. Na capital, a filha, deputada estadual Clarissa Garotinho, será vice na chapa de Rodrigo Maia (DEM).
Cabral, procurado, não quis se manifestar.
Para escapar da CPI, Cabral recorre a Aécio
No recolhimento forçado, Cabral causou pelo menos duas surpresas aos aliados. A primeira foi a iniciativa de reaproximar-se do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem mantinha relação conflituosa. Durante a crise, os dois se encontraram. Foi a Polícia Civil de Cabral que, há três anos, colheu a voz de Cunha em gravações telefônicas durante a Operação Alquila, lançada para investigar um esquema de fraude fiscal envolvendo a Refinaria de Manguinhos. O grampo custou a Cunha a dor de cabeça de enfrentar um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o mesmo Cunha se movimenta para tentar blindar o governador nos desdobramentos da CPI do Cachoeira.
A segunda surpresa foi uma inesperada visita à deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ), que recuperava-se em casa de uma cirurgia. Quem conhece a rotina do governador, sabe que nunca sobra tempo na agenda para receber parlamentares. Paulo Duque, que o substituiu no Senado Federal quando Cabral concorreu ao governo, em 2006, reclamava na época de só ter recebido um único telefonema do governador, embora tivesse sido leal e não mudado um único funcionário do gabinete.
Cabral também usou o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB) para acompanhar de perto todos os movimentos da CPI. O parlamentar é filho de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, de quem Cabral até então mantinha divergências quanto ao rumo do PMDB nas eleições do Rio. O governador também recorreu ao senador Aécio Neves (PSDB). O tucano convenceu três dos cinco integrantes do partido a votar contra a convocação de Cabral para depor na comissão. O peemedebista foi dispensado da CPI por 17 votos a favor e 11 contra.
— O Aécio foi fundamental neste processo — disse um aliado de Cabral.
Na capital, os adversários do prefeito Eduardo Paes estão divididos sobre usarem ou não na campanha eleitoral fotos e vídeos divulgados em abril por Garotinho onde aparecem Cabral e secretários estaduais — alguns deles flagrados dançando com guardanapos na cabeça — em passeios e jantares em restaurantes de luxo em Paris, em 2009.
— Não adianta agora o Paes dizer que não tem nada a ver com Cabral. Eles têm o mesmo projeto de poder. As imagens (de Paris) serão mostradas no meu programa, mas sem baixarias — disse o deputado estadual Marcelo Freixo, pré-candidato a prefeito pelo PSOL.
Já Rodrigo Maia, do DEM, afirma não querer a “política do confronto”, apesar de ter Garotinho como aliado:
— Este material de Paris já foi fartamente divulgado. Não será necessário usar (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A CPMI DO CACHOEIRA E A ( O ) CAIXA PRETA


Aprender a juntar partes é essencial para quem pretende conhecer o todo.
O fato do governador Sérgio Cabral (PMDB), após ter ficado calando por vários dias, ter resolvido quebrar o silêncio sobre a CPMI do Cachoeira logo hoje, dia no qual os integrantes da comissão votariam sobre a sua convocação ou não para depor,  somado ao resultado da votação pela sua blindagem temporária, são episódios que devem ser analisados em conjunto. 
Certamente, os aliados de Sérgio Cabral (PMDB) devem estar comemorando os efeitos imediatos dos remédios ministrados, mas não podem deixar de ler a bula toda, sobretudo a parte das contra-indicações.
Salvo melhor juízo, Sérgio Cabral (PMDB) pode ter sido transformado na caixa preta da CPMI do Cachoeira.
Juntos Somos Fortes!

CPMI DO CACHOEIRA: POR QUE AGNELLO E CABRAL NÃO FAZEM O MESMO?


Prezados leitores, bom dia!
Eu planejava escrever um artigo sobre o fato do governador Marconi Perillo (PSDB) estar se voluntariando para depor da CPMI do Cachoeira e os decorrentes incômodos que tal posição estaria causando aos governadores Sérgio Cabral (PMDB) e Agnello Queiroz (PT), que aparentemente buscam blindagem para não serem convocados através de seus partidos, os atuais donos do Brasil. Felizmente, como faço habitualmente, encontrei um artigo do jornalista Reinaldo de Azevedo sobre o tema, que certamente tratou o assunto muito melhor que eu faria. Transcrevo o artigo no final.
Para não passar em branco, comento uma experiência que vivi ontem.
Não sei o desgaste que Agnello Queiroz (PT) está sofrendo no Distrito Federal, mas sei que no Rio de Janeiro o desgaste de Sérgio Cabral (PMDB) tem sido enorme. Pior, Cabral com as suas fintas na imprensa e o seu silêncio, está levando consigo para a vala comum da desmoralização política, a reeleição de Eduardo Paes (PMDB) e o próprio futuro do PMDB no estado. Calar-se, não apresentar qualquer prova a seu favor e acreditar que a tática de esperar esfriar os escândalos, confiando que o povo tem memória curta, parece uma estratégia suicida em termos políticos.
Ontem, eu estive em um evento em Niterói, cidade de um povo assustado com a violência crescente, fruto de uma das contra-indicações das UPPs, como já escrevi. Lá constatei e escrevi ontem mesmo no twitter que a reprovação de Sérgio Cabral (PMDB) é de 100%. E olha que não era um evento político, mas sim uma festa particular. Ao longo do encontro eu conversei com várias pessoas e ninguém disse qualquer palavra positiva em relação ao governador, muito pelo contrário.
Penso que Sérgio Cabral (PMDB) deva falar, apresentar os comprovantes dos pagamentos das despesas das viagens para a Europa e desvendar a sua relação com Fernando Cavendish, o homem da Delta. Caso contrário, o PMDB perderá a eleição na capital fluminense (2012) e ele não elegerá seu substituto (2014), isso no mínimo, isso no melhor dos cenários para o governador e seu partido.
Para derrotar Eduardo Paes (PMDB) atualmente no Rio de Janeiro basta dizer:
Votar em Paes é igual a votar em Cabral!
REVISTA VEJA:
Blog do Reinaldo Azevedo.
29/05/2012. 
Perillo se apresenta à comissão e, na prática, pergunta: "Por que Agnello e Cabral não fazem o mesmo?"
O governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, fez a coisa certa. Foi ao Congresso e entregou um requerimento ao presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rego, oferecendo-se para falar à comissão. Em entrevista coletiva, disse não ter nada a temer, negou que tenha alguma relação indevida com Carlinhos Cachoeira ou que o contraventor tenha interferido em seu governo.
“Pura estratégia! Puro despiste!”, podem dizer muitos. Digamos que sim… Mas então cabe uma pergunta: por que Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal, e Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio, não fazem o mesmo? Assim, todos demonstrariam não temer as indagações dos membros da comissão. E olhem que Perillo teria um verdadeiro exército da base aliada pela frente, não é? Cabral e Agnelo, ao contrário, enfrentariam uns poucos aguerridos da oposição — todos parlamentares experientes, sem dúvida, mas poucos.
Ao se apresentar à CPI, Perillo tenta furar uma bolha no noticiário criada pelo PT, inflada hoje em vídeo gravado por Rui Falcão, segundo a qual ele temeria ser convocado. Ao ir ao Congresso e se apresentar, concedendo entrevistas, perguntou na prática: “Por que Agnelo e Cabral não fazem o mesmo?”.
Taí: por que eles não fazem o mesmo?
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 29 de maio de 2012

CPMI DO CACHOEIRA: OS GOVERNADORES SERÃO CONVOCADOS?

Prezados leitores, bom dia!
Hoje os integrantes da CPMI decidem se convocam para depor os três governadores: Sérgio Cabral, Agnelo Queiroz e Marconi Perillo.
A base governista tem feito um esforço enorme para blindar os "seus".
Marconi Perillo diz que deseja ser ouvido, mas a tendência é que nenhum dos três preste esclarecimentos.
Ao final do dia saberemos se os políticos resolveram melhorar a imagem da classe ou afundaram mais ainda a classe política na lama.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

BRASILEIRO É ESSE PAÍS QUE VOCÊ QUER DEIXAR PARA SEUS NETOS

SITE G1: 
Gilmar Mendes confirma que conversou com Lula sobre mensalão. 
Ministro diz que Lula disse a ele que governo tinha 'domínio' sobre a CPI. 
Ex-presidente negou pressão para tentar adiar julgamento do mensalão. 
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou nesta segunda-feira (28), em entrevista à TV Globo, que conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de abril sobre a possibilidade de adiar o julgamento do processo do mensalão, suposto esquema de compra de apoio político no Congresso descoberto em 2005, início do governo Lula.
"Claro que houve a conversa sobre o mensalão e o ministro [Nelson] Jobim sabe disso", disse. Segundo reportagem deste final de semana da revista "Veja", o encontro ocorreu no dia 26 de abril no escritório do ex-ministro do STF Nelson Jobim. Na ocasião, segundo a revista, Lula teria feito pressão (Leia) sobre Mendes, lhe oferecendo "blindagem" na CPI que investiga as relações políticas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, em troca do adiamento do julgamento do mensalão.
Ele teria então mencionado uma viagem do ministro Gilmar Mendes a Berlim em que teria se encontrado com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), supostamente paga pelo bicheiro - o que foi negado por Mendes.
"O presidente disse da importância do julgamento do mensalão de que, se possível, não se julgasse esse ano, que não haveria objetividade. Eu objetei então que não me parecia possível adiar esse julgamento, dada a repercussão, dada a possibilidade de dois colegas não mais participassem, colegas que participaram do recebimento da denúncia", afirmou, em referência aos ministros Cesar Peluzo e Ayres Britto, que devem se aposentar neste ano (Leia mais). 
Juntos Somos Fortes!

INDIRETAS JÁ! PARIS QUEM DESCOBRIU FOI CABRAL...


Juntos Somos Fortes!

sábado, 26 de maio de 2012

A CPI E O RISCO DA PANTONIMA AUTORITÁRIA DA BASE ALIADA - REINALDO AZEVEDO


REVISTA VEJA:
Blog do Reinandlo de Azevedo.
26/05/2012
A CPI e o risco da pantonima autoritária da base aliada. Se for o caso, oposição tem que deixar comissão e denunciar o jogo fraudulento.
É grande o risco de a CPI do Cachoeira degenerar — ou voltar às suas origens no que concerne às intenções — numa pantomima autoritária. PT e PMDB se articulam para convocar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deixando de fora os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). A justificativa vigarista, pilantra, para pegar trouxas mesmo, é que Cabral nem mesmo é citado nas gravações e que os indícios contra Agnelo seriam menos graves do que os contra Perillo. Esse é só o argumento da força contra a força do argumento; é a desculpa da maioria para intimidar a minoria.
Que fique claro: dado o que circula até agora, acho, sim, que Perillo tem de ser convocado. Mas livrar a cara de Agnelo e Cabral é um acinte, que desmoraliza a comissão. Do mesmo modo, a articulação de peemedebistas e petistas contra a quebra de sigilo da Delta nacional é uma ofensa à inteligência dos brasileiros. Reportagens do jornal O Globo já demonstraram que a empresa tem um verdadeiro laranjal no Rio e em São Paulo. O deputado Odair Cunha (PT-MG) já havia afirmado que a quebra seria inevitável, mas, diante das pressões, recuou. O relator emitiu outro péssimo sinal quando, no não depoimento de Wladimir Garcez, formulou 19 perguntas tentando implicar o governador tucano e apenas uma sobre o governador petista. Uma desnecessidade! A maioria governista na CPI já é acachapante. O relator até pode se dar ao luxo da isenção. Mas ele preferiu, nesse caso, ser um petsita típico: “Estou aqui para pegar adversários, não para o bem do país”.
Picaretagem
HÁ UMA PICARETAGEM ESSENCIAL NESSAS DESCULPAS QUE AINDA NÃO FOI DEVIDAMENTE EXPLICITADA. A CPI não está ali apenas para ler relatórios da Polícia Federal e ouvir grampos, ora essa! Que sentido faria investigar só o que já foi investigado? Uma comissão DE INQUÉRITO pode e deve, como diz o nome, avançar. Ou não tem razão de ser. Qualquer pessoa razoavelmente informada sobre o assunto já percebeu que Carlinhos Cachoeira é só um braço, uma parcela, de um corpo bem maior chamado “Delta”. E, minhas caras, meus caros, ninguém neste Brasil é tão íntimo de Fernando Cavendish, como as fotos deixaram pateticamente claro, quanto Cabral.
Não houvesse entre os dois amigos contratos que ultrapassam R$ 1 bilhão, boa parte sem licitação, ninguém estaria tentando xeretar relações privadas. E, é evidente, a venda da empresa a toque de caixa a um grupo que recebeu uma fabulosa injeção de dinheiro do BNDES é um escândalo em si. Cumpre agora só apurar a sua extensão e conhecer detalhes.
Quanto a Agnelo, dizer o quê? Um de seus braços direitos caiu logo na segunda semana do escândalo. O esforço para fazer do petista apenas uma pobre vítima de chantagistas perversos é história da carochinha. Não obstante, os petistas decidiram blindar Agnelo, os peemedebistas decidiram proteger Cabral, e ambos decidiram preservar a Delta. Juntos, formam a maioria da CPI. A rigor podem convocar e livrar a cara de quem bem entenderem.
Comissões de inquérito no Poder Legislativo, em todo o mundo democrático, são um instrumento a mais de que dispõe a minoria para vigiar e conter o governo — e o governismo. CPI da maioria contra a minoria está mais para regimes autoritários. Caso petistas e peemedebistas se juntem para proteger a Delta e seus respectivos governadores, resolvendo convocar apenas Perillo, não restará às oposições outra saída que não melar o jogo. Têm, a meu ver, de abandonar a CPI, denunciar a manipulação e acusar o ato político fraudulento. O deputado Odair Cunha reflita com cuidado. A única personagem politicamente inimputável do Brasil é Lula. Nenhum outro petista tem a mesma licença.
A sessão administrativa em que essas coisas serão decididas ocorrerá na terça. Vai dizer se essa CPI tem salvação ou se vai se perder na politicagem mais rasteira. Qualquer decisão que não passe pela convocação dos três governadores e pela quebra do sigilo nacional da Delta merece ser qualificada de vigarista e de tentativa das forças do governismo de usar uma comissão de inquérito, que é uma prerrogativa do Poder Legislativo, para fazer a política partidária da pior espécie. Que façam, mas sob o signo da ilegitimidade, sem que a oposição seja cúmplice da pantomima.
Por Reinaldo Azevedo.
Comento:
Concordo, a CPI deve considerar não apenas o que foi investigado, deve investigar.
Caso os três governadores sejam blindados pela união do PT com o PMDB, a oposição deve abandonar a CPI e denunciar, essa é a melhor opção.
Sérgio Cabral (PMDB) deve ser ouvido.
Agnelo Queiroz (PT) deve ser ouvido.
Marconi Perillo (PSDB) deve ser ouvido.
Sem a oitiva dos três, melhor todo mundo ir para casa.
Se existisse uma bolsa de aposta sobre a convocação ou não dos governadores, eu apostaria na convocação, considerando que se isso não ocorrer, a desmoralização, inclusive do governo federal, será total.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A CARREIRA POLÍTICA DE SÉRGIO CABRAL (PMDB) CHEGOU AO FIM?

Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB)
A festa acabou?

O ESTADO DE SÃO PAULO:
ABATIDO, CABRAL DEFENDE VIAGENS AO EXTERIOR.
Quinze segundos bastaram para governador do Rio sumir, após discurso no palácio do governo. 
24 de maio de 2012.
Abatido, mais magro, ombros arqueados, olhos pesados. Na primeira aparição pública desde a troca de mensagens de celular com o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), falou pouco, mas revelou muito.
Sua fisionomia durante a solenidade de outorga de financiamento a pesquisadores, na manhã de ontem, demonstrava todo o desgaste pelo qual o peemedebista vem passando desde que se tornaram públicas fotos e vídeos em que aparece confraternizando com o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, em festas e jantares em Paris e Montecarlo.
Cabral permaneceu no salão nobre do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, por pouco mais de uma hora. Discursou durante 15 minutos e desapareceu em 15 segundos, quando a solenidade foi declarada encerrada.
Saiu para as dependências internas do palácio driblando até os políticos do interior, que queriam bajulá-lo. O governador evitou a imprensa. Não falou, nem sequer dirigiu o olhar às câmeras e máquinas fotográficas que se posicionaram bem à sua frente.
Antes dele, o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, fizeram uma espécie de desagravo a Cabral, chamando-o de "governador da segurança, da educação, da saúde, do desenvolvimento", entre outros elogios.
Em seu discurso, Cabral esboçou um resumo das conquistas de sua administração. De maneira discreta e sem fazer citações nominais, comparou sua gestão com as dos ex-aliados e atuais inimigos Rosinha e Anthony Garotinho (PR) - este responsável por divulgar as constrangedoras imagens dos colóquios europeus do peemedebista e do dono da Delta.
O governador usou parte de seu discurso para defender suas viagens ao exterior. Citou três exemplos de investimentos estrangeiros que, segundo ele, vieram para o Rio depois que ele foi se encontrar com empresários em Londres, na Inglaterra, Boston e Nova York, nos Estados Unidos.
Apesar de também citar empresas francesas que ampliaram suas instalações no Rio, Cabral não fez nenhuma referência a suas viagens a Paris. Crise política, convocação à CPI, Cavendish, "você é nosso e nós somos teu (sic)" também foram temas que passaram em branco na solenidade do abatido Cabral. / A.J.
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