JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

BRASILEIRO É ESSE PAÍS QUE VOCÊ QUER DEIXAR PARA SEUS NETOS

SITE G1: 
Gilmar Mendes confirma que conversou com Lula sobre mensalão. 
Ministro diz que Lula disse a ele que governo tinha 'domínio' sobre a CPI. 
Ex-presidente negou pressão para tentar adiar julgamento do mensalão. 
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou nesta segunda-feira (28), em entrevista à TV Globo, que conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de abril sobre a possibilidade de adiar o julgamento do processo do mensalão, suposto esquema de compra de apoio político no Congresso descoberto em 2005, início do governo Lula.
"Claro que houve a conversa sobre o mensalão e o ministro [Nelson] Jobim sabe disso", disse. Segundo reportagem deste final de semana da revista "Veja", o encontro ocorreu no dia 26 de abril no escritório do ex-ministro do STF Nelson Jobim. Na ocasião, segundo a revista, Lula teria feito pressão (Leia) sobre Mendes, lhe oferecendo "blindagem" na CPI que investiga as relações políticas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, em troca do adiamento do julgamento do mensalão.
Ele teria então mencionado uma viagem do ministro Gilmar Mendes a Berlim em que teria se encontrado com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), supostamente paga pelo bicheiro - o que foi negado por Mendes.
"O presidente disse da importância do julgamento do mensalão de que, se possível, não se julgasse esse ano, que não haveria objetividade. Eu objetei então que não me parecia possível adiar esse julgamento, dada a repercussão, dada a possibilidade de dois colegas não mais participassem, colegas que participaram do recebimento da denúncia", afirmou, em referência aos ministros Cesar Peluzo e Ayres Britto, que devem se aposentar neste ano (Leia mais). 
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 22 de maio de 2012

IMPRENSA (DE SÃO PAULO) COMEÇA A QUESTIONAR SE SÉRGIO CABRAL (PMDB) AINDA TERÁ FUTURO NA POLÍTICA

1a Marcha Democrática de PMs e BMs no Rio
27 JAN 2008
 
O ESTADO DE SÃO PAULO. 
Crise põe em dúvida futuro político de Cabral.
A dificuldade do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), em reagir ao caso Carlinhos Cachoeira com algo além de notas oficiais, respostas curtas ou simplesmente o silêncio gera dúvidas sobre o futuro político do governador. Políticos se questionam sobre a capacidade de Cabral influir nas eleições de outubro e mesmo de fazer de seu vice, Luiz Fernando Pezão, seu sucessor em 2014.
Por WILSON TOSTA / RIO, estadao.com.br, Atualizado: 21/5/2012 3:05 hs.
Há cerca de 10 dias, em sua primeira declaração após a divulgação de imagens de suas viagens aos exterior com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta - acusada de ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira -, Cabral respondera a poucas perguntas de forma vaga e saíra com rapidez. Até então, se manifestara por escrito.
Dirigentes do PMDB ouvidos pelo Estado reconhecem que Cabral sofreu desgaste pessoal com o episódio. Segundo os peemedebistas, o caso gerou, apenas na capital, uma perda de avaliação positiva entre 300 mil a 400 mil eleitores. O estrago, porém, teria sido maior na classe média da capital. 'Na classe média mais informada, certamente teve um impacto, hoje somos um País de classe média', avalia o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social.
Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um aliado e amigo a quem Cabral deve o pacote de obras de seus governos, parece convencido do enfraquecimento político do governador - e o demonstrou em conversa recente com o prefeito Eduardo Paes (PMDB).
Segundo testemunhas, na entrega de títulos de doutor honoris causa ao ex-presidente, Paes e Lula conversavam quando o senador Lindbergh Farias (PT), potencial candidato ao governo do Rio, passou pelos dois. 'Vai dar trabalho em 2014', disse Paes, apontando para o senador. Lula concordou e acrescentou: 'É, mas o Pezão está superado'.
O PMDB, contudo, aposta na boa avaliação de Paes na capital (estável em cerca de 50%) e na proximidade de inaugurações de obras para tentar obter um bom resultado na eleição de outubro. Já a capacidade de Cabral de eleger seu sucessor, avaliam os peemedebistas, dependerá muito mais desse resultado que da repercussão do caso Cachoeira.
Decepção. 
O governador foi arrastado para o escândalo por sua amizade com Cavendish. Até agora, não apareceu nenhuma evidência de um possível envolvimento seu com Cachoeira, mas a empresa do amigo empresário somou contratos de R$ 1,49 bilhão em obras com o Estado.
Pessoas próximas ao governador dizem que ele se mostra decepcionado com Cavendish. Essas pessoas descrevem um Cabral acabrunhado e contrariado com ataques que considera pessoais. É o caso das críticas do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), em seu blog, onde as imagens de Cabral com Cavendish foram divulgadas primeiro.
Na semana passada, a CPI do Cachoeira evitou convocar Cabral e outros governadores para depor. Mas uma mensagem enviada pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) para Cabral, garantindo que ele não seria chamado, revelada pelo SBT, gerou mais exposição e desgaste. 'A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe você é nosso e nós somos teu (sic)', escreveu o parlamentar, no torpedo enviado pelo celular e que foi parar na mídia (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

domingo, 20 de maio de 2012

CAMPANHA PATRIÓTICA - CONTA TUDO, CAVENDISH - REINALDO AZEVEDO

Prezados leitores, bom dia!
REVISTA VEJA: 
Blog do Reinaldo Azevedo. 
19/05/2012 às 16:48 hs.
CAMPANHA PATRIÓTICA: 
“Conta tudo, Cavendish”. Ou: Os recados que o empresário mandou a políticos e a outras empreiteiras.  Temos de dar início a uma campanha de natureza patriótica. Ela pode ser assim sintetizada: “Conta tudo, Cavendish!”. 
Estou me referindo, claro!, a Fernando Cavendish, o dono da construtora Delta. O que parecia ser, inicialmente, um caso grave de associação de um político — Demóstenes Torres — com um contraventor — Carlinhos Cachoeira — está se revelando uma das mais fabulosas arquiteturas jamais descobertas de: a) financiamento ilegal de campanha: b) superfaturamento de obra; c) compra — pura e simples — de parlamentares; d) pagamento de propina. 
A teia é extensa, intricada e cobre praticamente todo o território nacional, nas três esferas de administração: municipal, estadual e federal — nesta, em particular, há contratos de R$ 4 bilhões. Depois que José Dirceu — apontado pela Procuradoria Geral da República como o “chefe da quadrilha do mensalão” — prestou consultoria à Delta, a empresa teve um crescimento espetacular. Em parceria com Cachoeira (ainda não se conhecem detalhes dessa associação), tem-se uma certeza: o esquema é ecumênico, suprapartidário. 
Lula e a ala mensaleira (ou a seu serviço) do PT imaginaram, inicialmente, que uma “CPI do Cachoeira” — E ELA É NECESSÁRIA, SIM, SE TRABALHAR DIREITO — reunia elementos para destruir a oposição, macular figuras do Supremo, pôr sob suspeita a Procuradoria Geral da República e intimidar a imprensa. Jornalistas que faziam o seu trabalho de apuração dos fatos ou tiveram conversas grampeadas ou seus nomes citados pelo contraventor e auxiliares. Foi o bastante para criar o mito, a farsa, a escandalosa falácia, de que o jornalismo estaria envolvido com o crime. 
A VERDADE E OS RECADOS.
Não! 
O jornalismo, felizmente, estava e está limpo nessa história! Mas o establishment político se mostra gravemente comprometido com o esquema Delta-Cachoeira. E está ocorrendo o óbvio: manobras, das mais escancaradas às mais sutis, estão em curso para limitar o poder explosivo que, descobriu-se, tem a CPI. 
Cavendish não é do tipo dado a rompantes, mas mandou seus recados por intermédio de interlocutores. Reportagem de VEJA desta semana, de Otávio Cabral e Daniel Pereira, trata do assunto. Leiam um trecho. Volto em seguida. 
(…) 
Nos bastidores, Cavendish tem falado. E muito. Ele usou interlocutores de sua confiança para divulgar suas mensagens. Uma delas foi endereçada aos políticos. Seus soldados espalharam a versão de que a empreiteira destinou cerca de 100 milhões de reais nos últimos anos para o financiamento de campanhas eleitorais — e que o dinheiro, obviamente, percorreu o bom e velho escaninho dos “recursos não contabilizados”. Uma informação preciosa dessas deveria excitar o ânimo investigativo da CPI do Cachoeira. Os mensageiros de Cavendish também procuraram solidariedade na iniciativa privada. A arma foi ressaltar que o caixa dois da Delta, que serviu para financiar campanhas, segue um modelo idêntico ao de outras empreiteiras, inclusive usando os mesmos parceiros para forjar serviços e notas fiscais frias. A mensagem é: se atingida de morte, a Delta reagiria alvejando gente graúda. Como o navio nazista Bismarck, a Delta afundaria atirando. Faria, assim, um bem enorme ao interesse coletivo, mas seria mortal aos interesses privados. Os mensageiros de Cavendish têm espalhado que a mesma empresa fornecedora de notas frias da qual sua construtora se servia abastecia outras duas grandes empreiteiras. 
(…)
Lula patrocinou a criação da CPI do Cachoeira ao considerá-la uma oportunidade de desqualificar instituições que descobriram, divulgaram e investigaram o esquema do mensalão, como a imprensa, o Ministério Público, o Judiciário e a oposição. Logo após a abertura da CPI, Fernando Cavendish passou a negociar a empresa com o grupo J&F, cujos donos eram parceiros preferenciais do governo Lula. A venda foi orquestrada pelo ex-presidente. O papel de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central nos oito anos de mandato do petista e atual CEO do J&F, na manobra ainda não está claro. Meirelles não comenta, mas sabe-se que ele, desde os tempos de BC, não assina nada que não tenha a chancela de seus advogados particulares. 
O J&F tem 35% de suas ações nas mãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mais que isso. Tomou emprestados mais de 6 bilhões de reais no banco. É, portanto, uma empresa semiestatal. Por meio de assessores, a presidente Dilma Rousseff deixou claro que seu governo não apoia a encampação da Delta pelo grupo J&F. A contrariedade de Dilma foi explicitada pela decisão das estatais de tirar a Delta de obras do Dnit e da Petrobras. Dilma determinou à Controladoria-Geral da União (CGU) que declare a empreiteira inidônea e, portanto, proibida de fechar contratos com a União. “O governo fará tudo o que estiver a seu alcance para esse negócio não sair”, diz um auxiliar da presidente.
(…)
Leia a íntegra na revista e veja quadro com os negócios da Delta Brasil afora. 
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

SÉRGIO CABRAL É DELES!


Prezados leitores, bom dia!
O Brasil se desmoraliza por completo na CPMI do Cachoeira.
Ontem, o SBT flagrou uma troca de mensagens entre Vacarezza (PT) e Sérgio Cabral (PMDB) que revela algo que todos já sabiam: Cabral é deles!
REVISTA VEJA:
Blog do Reinaldo Azevedo. 
18/05/2012 às 6:31 hs.
Vaccarezza para Cabral: “A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso, e nós somos teu” E a reportagem do SBT, vejam só, flagrou o que parece ser o mais significativo evento, até agora, da CPI do Cachoeira. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na Câmara, envia uma mensagem de texto pelo celular para o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). O petista tranquiliza o peemedebista: “A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso, e nós somos teu [sic]“. Segue o vídeo da reportagem.

 
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

MANOBRA POLÍTICA PODE NEGAR AO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL (PMDB) O DIREITO DE SE EXPLICAR

Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB)
Carnaval

REVISTA VEJA: 
Blog do Reinaldo Azevedo. 
17/05/2012 às 14:49 hs.
CPI do Cachoeira poupa Delta, governadores e políticos de investigação xxxxx Por José Ernento Credendio e Andreza Matais, na Folha Online: A CPI do Cachoeira livrou, nesta quinta-feira, governadores e parlamentares da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico e de serem convocados a explicar suas relações com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A empreiteira Delta, apontada pela Polícia Federal como braço financeiro do esquema, também não terá seus sigilos quebrados nacionalmente, “por falta de indícios”, no entendimento da maioria da comissão. A CPI livrou ainda da investigação o presidente licenciado da empreiteira, Fernando Cavendish. 
Os deputados e senadores aprovaram apenas a quebra do sigilo da empresa Delta na região Centro Oeste, além dos sigilos de pessoas sem foro privilegiado que assessoravam Cachoeira e já foram investigadas pela Polícia Federal, conforme antecipou a Folha na edição de hoje. 
A votação foi orquestrada pelo PT e PMDB, que comandam a CPI. O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), sequer colocou em votação os requerimentos acerca dos governadores e da Delta nacionalmente. Esses requerimentos só devem na pauta da CPI no dia 5 de junho. “Nós não vamos fazer devassa”, afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). “A generalização cheira a devassa”, complementou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). 
PIZZA. 
Conforme a Folha antecipou na edição de hoje, foi feito um acordão entre caciques do PT, PMDB e PSDB para poupar os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). No pacote dos governistas entrou ainda a preservação da Delta nacionalmente, que tem obras com o governo federal. 
“Reuniu-se um grupo numa sala e decidiram quem vai morrer. O Rio de Janeiro está enterrado até a alma. O que vamos dizer?”, afirmou a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). “Na minha opinião, estamos convocando os bagrinhos da história. Os importantes estão de fora”, complementou. xxxxx “Dá impressão de estarem selecionando alvos por orientação política partidária”, criticou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). “É um mal começo desta CPI”, disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos poucos a insistir na convocação dos governadores. “Estamos amarelando”, afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT). (…) 
Por Reinaldo Azevedo. 
Comento: 
A manobra política poderá manter o governador Sérgio Cabral (PMDB) na condição incômoda de não conseguir esclarecer plenamente as suas relações com Fernando Cavendish, o "dono" da Delta. Isso é péssimo para a sua carreira política, considerando que as denúncias do deputado federal Garotinho (PR) serão usadas nas campanhas eleitorais de 2012 e 2014.
Não podemos esquecer que o depoimento é uma prova de defensa para quem está sob qualquer suspeição.
Eu reclamei muito quando estive preso em Bangu 1 em razão de não ter sido ouvido, pois como não tinha qualquer culpa, as minhas declarações serviriam para a minha defesa. Eu só fui ouvido após deixar Bangu 1 e ser colocado em uma cela no BPChoque. Eu fiquei preso por seis dias sem ser ouvido.
Desejo que não prospere tal "blindagem", nada melhor para o governador do que ter a chance de explicar tudo. 
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 15 de maio de 2012

MENSALÃO - RELATÓRIO

Prezados leitores, conheçam o relatório do "mensalão" (Link).
O julgamento do "mensalaão", as investigações desenvolvidas na CPMI do Cachoeira e na CPI da Delta (quando for instaurada) poderão ser um marco na luta contra a cleptocracia no Brasil.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 12 de maio de 2012

O PT E OS GOVERNADORES NAS ÁGUAS DO CACHOEIRA

UOL NOTÍCIAS: 
BLOG DO JOSIAS. 
12/05/2012 - 6:10 hs. 
PT desiste de convocar Gurgel e já fala em adiar decisão sobre presença de governadores na CPI.
O PT realiza nesta segunda-feira (14) uma reunião para definir a estratégia que vai adotar na CPI do Cachoeira após a inquirição dos delegados da Polícia Federal que conduziram as operações Vegas e Monte Carlo. Participarão os representantes do partido na comissão e seus líderes no Congresso.
Uma das deliberações que o PT tomará nesse encontro diz respeito ao procurador-geral da República Roberto Gurgel. Pretende-se reiterar a cobrança para que o chefe do Ministério Público Federal explique o fato de ter paralisado o inquérito da Operação Vegas, que lhe chegou às mãos em 15 de setembro de 2009. Porém…
O PT já não faz questão de aprovar o requerimento de convocação para que Gurgel se explique na CPI. Líder do partido no Senado, Walter Pinheiro (BA) disse ao blog: “Nós tínhamos definido que a primeira fase, até o dia 17 de maio, seria de coleta de informações. Agora é a hora de cruzar os dados.”
Pinheiro prosseguiu: “De posse das informações, temos condições de responder às perguntas. Os dados foram coletados? Chegaram à Procuradoria? Quem recebeu deu prosseguimento à investigação? Se os elementos forem tão fortes que evidenciem um caso de negligência, nem precisamos ouvir o procurador-geral.”
Nessa hipótese, disse Pinheiro, “não cabe à CPI fazer um julgamento político” de Gurgel. A comissão tampouco está credenciada para “fazer um julgamento jurídico”. A providência a ser adotada, na opinião do líder petista, é submeter o caso à apreciação do Conselho Nacional do Ministério Público.”
(...)
E quanto aos governadores? Consolida-se na bancada do PT a tendência de protelar a votação dos requerimentos de convocação do tucano Marconi Perillo (GO), do petê Agnelo Queiroz (DF) e do pemedebê Sérgio Cabral (RJ) - (Leiam na íntegra).
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 8 de maio de 2012

CPI: ENTRE MORTOS E FERIDOS ... - CARLOS CHAGAS

CPI: entre mortos e feridos... 
Carlos Chagas. 
Vamos dar asas ao cavalo branco da imaginação. Suponhamos que a CPI do Cachoeira funcione a contento, comprovando a corrupção praticada por parlamentares, governantes, altos funcionários de governos variados, policiais e empresários, sob a coordenação do bicheiro. Depois de meses de trabalho, esses resultados constarão do relatório final da CPI, divulgado e encaminhado ao Ministério Público, para providências.
Haverá a hipótese de os parlamentares envolvidos, com o senador Demóstenes Torres à frente, perderem seus mandatos, por ação dos Conselhos de Ética do Senado e da Câmara e decisão dos respectivos plenários. Quem sabe até o exemplo se repetisse numa ou outra Assembléia Legislativa, porque as cassações independem de pronunciamentos da Justiça. São políticas. Cadeia, no entanto, nem pensar. Antes dela falarão as prescrições, caso venham a responder a processos.
Governadores como Marconi Perillo, Agnelo Queiroz e Sergio Cabral também podem, na teoria, ser cassados, se evidenciada sua participação ativa nas lambanças. Agora, na dependência do voto da maioria dos deputados estaduais. Nessa hora, funcionarão os esquemas político-partidários armados no começo de cada administração.
Fidelidade em troca de secretarias e da direção de empresas estatais, ou da celebração de contratos entre o poder público e empresas recomendadas pelos partidos e as lideranças. Ficará quase impossível o impeachment político dos governadores, vale repetir, se evidenciada sua culpabilidade. Só o Poder Judiciário, através de demorados processos, teria condições de afasta-los, mas quando se caracterizassem as sentenças, seus mandatos teriam terminado faz muito.
Quanto a secretários e altos funcionários, se os governadores não os sacrificarem em nome de sua própria sobrevivência, a Justiça será capaz de atingi-los, mas igualmente em processos bem mais longos do que seus períodos nos governos.
Policiais sempre poderão ser demitidos a bem do serviço público, em processos administrativos, mas o corporativismo funciona nessas horas, pelo menos protelando a ação da Justiça, se tiverem sido abertos processos contra eles pelo Ministério Público. Sobram os empresários, na quadrilha do Cachoeira e em inúmeras outras quadrilhas semelhantes, até mais poderosas. Neles, a CPI não chegará senão retoricamente, podendo apontar um ou outro como agente corruptor e beneficiário da corrupção. Estarão todos, porém, muito bem blindados, até na teoria desligados de suas empresas. Até hoje, faltam exemplos de punição efetiva para os empresários corruptos.
Não se dirá que entre mortos e feridos salvar-se-ão todos, mas é quase isso. A exceção talvez venha a ser o próprio Carlinhos Cachoeira, como satisfação para a opinião pública. A CPI não deverá poupá-lo, nem o Ministério Público, muito menos os tribunais. Isso caso não venha a encontrar-se gozando de sua fortuna fora do país.
Juntos Somos Fortes!

CABRAL TENTA EVITAR DEPOIMENTO NA CPI DO CACHOEIRA

FOLHA DE SÃO PAULO:
Cabral tenta evitar depoimento na CPI do Cachoeira.
07/05/2012 - 08h59.
Brasília.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), procurou a cúpula do seu partido em busca de apoio para evitar que seja convocado a prestar esclarecimento à CPI do Cachoeira sobre suas relações com a construtora Delta, um dos alvos da comissão.
Dois requerimentos foram apresentados à CPI pedindo a convocação de Cabral depois da divulgação de fotos e vídeos em que ele aparece ao lado do dono da empresa, Fernando Cavendish, em Paris e Monte Carlo.
A Delta entrou na mira da CPI porque investigações da Polícia Federal mostraram ligações entre ela e o empresário Carlinhos Cachoeira, preso sob a acusação de explorar jogos ilegais e comandar um esquema de corrupção. 
Os requerimentos que pedem a convocação de Cabral devem ser votados no dia 17 e podem ganhar força se a Procuradoria-Geral da República abrir investigação sobre o governador e a Delta. 
O blog do jornalista Josias de Souza informou ontem que o procurador Roberto Gurgel fará uma análise preliminar dos negócios do governo com a construtora. Segundo o blog, Gurgel também decidiu pedir ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que investigue o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que também manteve relações com Cachoeira nos últimos anos, segundo a PF. 
A Folha apurou que o governador do Rio procurou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), além de membros do PSDB, partido ao qual foi filiado anteriormente. 
A assessoria de imprensa de Cabral afirmou à Folha que o governador "mantém diálogo com lideranças nacionais e regionais do PMDB", mas não quis fazer comentários sobre o teor de suas conversas mais recentes. 
O movimento de Cabral surtiu efeitos ontem. "Não é uma CPI social para investigar jantar de governador", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN). 
"Você acha que deve se convocar um governador só porque foi a Paris? Tem gravações dele com Cachoeira? Também não há nada contra o Cavendish", afirmou o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), que dita a posição do PT na CPI. 
Nesta semana a CPI vai ouvir em sessões fechadas dois procuradores e dois delegados que participaram das investigações sobre o grupo de Cachoeira. 
Juntos Somos Fortes!

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO COBRA EXPLICAÇÕES DE SÉRGIO CABRAL (PMDB).

Prezados leitores, bom dia!
'Estadão' entra com requerimento sobre viagens de Sérgio Cabral ao exterior. 
Ofício ao secretário da Casa Civil do Rio busca esclarecer visitas do governador a outros países. 
07 de maio de 2012 | 18h 50h. 
Wilson Tosta, da Agência Estado. 
RIO - O Estado de S. Paulo protocolou nesta segunda-feira, 7, junto ao governo do Estado do Rio de Janeiro um pedido de informações sobre as viagens do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) ao exterior. O objetivo do requerimento, dirigido ao secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, é obter esclarecimentos sobre visitas do governador a outros países e sobre dúvidas que as envolvem. Elas surgiram após a divulgação de fotos e vídeos nos quais Cabral aparece se divertindo e até jantando em um restaurante de luxo em Mônaco com o amigo e empresário Fernando Cavendish, controlador da empresa Delta, investigada pela CPI do Cachoeira. 
As imagens foram divulgadas primeiro pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ), um adversário de Cabral, mas depois foram reproduzidas pela imprensa. O governador diz que, nas viagens, pagou despesas privadas do seu bolso e afirma que nunca misturou os interesses do Rio - que contratou com a Delta obras de R$ 1,49 bilhão - com amizade, mas não dá entrevistas sobre o assunto. Limitou-se, até esta segunda, a se manifestar por notas preparadas por sua assessoria de imprensa. Em dois eventos na semana passada, no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Teatro João Caetano, o governador saiu por portas laterais, evitando contato com jornalistas. 
No requerimento, de cinco páginas, o Estadão encaminha oficialmente 14 perguntas ao governo do Rio de Janeiro. O jornal pede, entre outras coisas, a relação completa das viagens do governador fluminense ao exterior desde sua primeira posse em 2007 até 30 de abril de 2012, e informações sobre seus objetivos e agendas, meios de transporte utilizados, custos, convidados, pagamentos, hotéis. O documento foi elaborado com base na Constituição de 1988, que fixa o princípio da publicidade nos assuntos públicos e estabelece o direito dos cidadãos de requerer aos Três Poderes informações de seu interesse particular ou coletivo. O requerimento também se refere à legislação ordinária de acesso a informações públicas, que também dá direito a recorrer ao Judiciário para obtê-los. 
Até o início da noite desta segunda, o governo do Rio de Janeiro não se manifestara sobre o pedido. 
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

ERREI. PERDÃO! ACREDITEI EM CABRAL, POR RICARDO NOBLAT.

JORNAL O GLOBO: 
BLOG DO RICARDO NOBLAT. 
Comentário:
É no que dá ser generoso com Sérgio Cabral, Fernando Cavendish, dono da Delta, e o “bando dos homens de guardanapo”.
Escrevi aqui que só farrearam juntos em Paris há três anos porque não existia o Código de Ética que desde 2011 rege a conduta de Cabral e dos demais servidores públicos do Rio. Acertei no acessório, errei feio no principal.
O acessório: de fato até 2009 não havia código que orientasse Cabral a governar preservando a ética. E sem um código ficava muito difícil para ele ter certeza se a ética corria perigo ou não.
Cabral é simpático, porém simplório. Só no ano passado sentiu a necessidade de um código. Para ser exato: depois de 17 de junho do ano passado.
Naquele dia, Cabral voou a Porto Seguro, na Bahia, em jatinho do empresário Eike Batista. Foi comemorar o aniversário de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta e de quase R$ 1,5 bilhão em contratos com o governo do Rio.
À noite, um helicóptero caiu ao transportar sete convidados do aniversariante. Todos morreram.
Cavendish perdeu a mulher, Jordana, e o filho de três anos do primeiro casamento dela. Cabral perdeu a amiga Fernanda Kfuri, acompanhada do filho e de uma babá. Marco Antônio, filho de Cabral, perdeu Mariana Noleto, sua namorada.
Quem pilotava o helicóptero era Marcelo Mattoso de Almeida, ex-doleiro. Na ocasião chovia forte.
Primeiro a assessoria de Cabral informou que ele não estava em Porto Seguro quando o helicóptero caiu. Estava.
Depois informou que ele viajara às pressas para lá ao saber do acidente. Negou, contudo, que Cabral tivesse viajado em jato de Eike – viajou.
E negou que tivesse retornado ao Rio em jato de Eike. O retorno ainda é um mistério.
Criticado por ter comparecido ao aniversário de um fornecedor do Estado em jato cedido por outro fornecedor, Cabral disse: “Sempre procurei separar minha vida privada da minha vida pública”.
Apesar disso, prometeu mudar de comportamento – não sei por quê. E anunciou a criação de um código de ética ao qual se submeteriam todos os servidores do Estado.
O decreto com o Código de Conduta da Administração, “que limita as relações entre agentes públicos e privados”, só foi publicado no Diário Oficial no dia cinco de julho passado. Na véspera, Cabral fora atingido por mais uma denúncia: no dia 2 de dezembro de 2010, viajara em jato de Eike para as Bahamas, onde encontrou Cavendish.
Além do código, o decreto criou duas comissões de ética: uma formada por membros do governo para fiscalizar o procedimento dos funcionários do primeiro escalão do governo; a outra por gente de fora para dirimir eventuais dúvidas quanto ao código e garantir sua aplicação aos funcionários dos demais escalões.
Segundo o código, empregados do Estado são proibidos de “receber presente, transporte, hospedagem, compensação ou quaisquer favores, assim como aceitar convites para almoços, jantares, festas e outros eventos sociais” – quer seja obrigatório ou não o uso de guardanapos na cabeça.
E agora, o principal, onde errei.
Dez meses depois da publicação do decreto que criou o código e as duas comissões de ética, supus (jornalista deveria ser proibido de supor) que o código estivesse em vigor e as comissões funcionando.
Nem o código nem as comissões saíram do papel. Como em 2009, Cabral segue livre podendo atropelar a ética.
Cabral levou oito meses para nomear os integrantes das duas comissões. Uma delas reuniu-se uma só vez. A outra, algumas vezes, mas não há registros das reuniões.
Sem que tenha sido aplicado até aqui, em breve o código será reformado para se tornar mais rigoroso.
Pois é. Zombaria! Deboche! Escárnio com a nossa cara!
Peço desculpas por tê-los enganado acreditando no que disseram Cabral e seu bando. Doravante serei mais cuidadoso.
Cabe a vocês cobrarem respostas de Cabral para dezenas de perguntas que teimam em não calar. É espantoso que podendo liquidar o assunto de uma vez por todas ele prefira alimentá-lo com o seu silêncio.
Por que Cabral não exibe a relação completa das viagens oficiais e particulares que fez a Estados e ao exterior desde que assumiu o governo? Com data, destino, meio de transporte, duração e a identidade da fonte pagadora de cada despesa?
Por que não revela quantas vezes voou com Cavendish? Ou o encontrou no lugar para onde voou?
Seria tão simples! Não é verdade?
Comento:
Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo estão dando um show na cobertura do envolvimento do governador Sérgio Cabral (PMDB) com o empresário Fernando Cavendish, ex-dono ou ex-sócio da Delta.
Noblat toca novamente no cerne da questão, repetindo o que temos postado nesse espaço democrático, ou seja, como seria fácil para o governador Sérgio Cabral (PMDB) por um fim no escândalo, bastando apresentar os comprovantes dos pagamentos das despesas de todas as suas viagens ao exterior.
Ao invés de apresentar os comprovantes o governador busca blindagens, ataca o denunciante e se esconde da imprensa.
Sinceramente, essas não são posturas de um inocente.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

OPOSIÇÃO DO RIO TRABALHA PARA DESGASTAR CABRAL.

REVISTA ISTO É Online.
POLÍTICA. 
02.Mai.12 - 19:33.
Oposição do RJ trabalha para desgastar Cabral.
Luciana Nunes Leal.
Os pré-candidatos da oposição à Prefeitura do Rio começaram a trabalhar para prolongar o desgaste do governador Sérgio Cabral (PMDB), causado pela divulgação de fotos e vídeos de viagens luxuosas ao lado do empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta. Aliado e companheiro de partido de Cabral, o prefeito Eduardo Paes disputará a reeleição em aliança com pelo menos 15 partidos. 
Desde esta quarta o futuro candidato do PSOL a prefeito, deputado estadual Marcelo Freixo, colhe assinaturas para a criação da CPI da Delta na Assembleia Legislativa. No início da noite, tinha 14 das 24 adesões necessárias. Freixo também apresentou requerimento com pedido de informações sobre as viagens do governador entre julho e setembro de 2009. 
Em outra frente, o deputado do PSOL protocolou projeto de resolução para abertura da CPI, o que obrigaria os deputados fiéis a Cabral, ampla maioria na Assembleia, a votarem em plenário e tornarem pública a posição contrária à investigação. Os governistas, no entanto, vão tentar evitar a votação do projeto. 
Freixo dissociou as iniciativas da pré-candidatura a prefeito. 
"Estou cumprindo minha obrigação. Se não tivesse eleição, eu faria exatamente a mesma coisa. Está claro que há fortes indícios de quebra de decoro, de improbidade, de corrupção", afirmou.
Desde a última sexta-feira, o deputado e ex-governador Anthony Garotinho (PR) divulga imagens de jantares e passeios de Cabral e Cavendish na França, em 2009, acompanhado de suas mulheres e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. O deputado do PR é pai de Clarissa Garotinho, pré-candidata a vice-prefeita na chapa do deputado Rodrigo Maia (DEM). Garotinho tem dito que o material divulgado no blog é "aperitivo" perto do que pretende levar à CPI do Cachoeira, em Brasília. 
Cavendish deixou o comando da Delta depois da revelação de que a Polícia Federal investiga as relações da construtora com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo. O dono da Delta e o governador têm dito que nunca esconderam a amizade e que não misturam interesses públicos e privados. 
Por meio da assessoria de imprensa, Cabral informa que arcou com todos os gastos da viagem a Paris que fez com a mulher, Adriana Ancelmo, em julho de 2009, quando teve a companhia constante de Cavendish. O governador diz que a viagem foi a passeio. Outro concorrente de Eduardo Paes nas eleições deste ano, o deputado tucano Otávio Leite trabalha para que o PSDB apresente requerimento de convocação de Cabral à CPI do Cachoeira. Embora PMDB, PT e outros partidos governistas tenham maioria para derrubar a convocação do governador, a oposição insiste que a Delta está no centro das investigações e a relação do governador com Cavendish não pode ser ignorada. 
Juntos Somos Fortes!

CABRAL VÊ "ZERO RISCO" DE TER CAÍDO EM GRAMPO. E A VAIA

REVISTA VEJA: 
BLOG DO REINALDO AZEVEDO. 
04/05/2012 às 6:59 
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO. 
Cabral vê “zero risco” de ter caído em grampo. E a vaia… 
Por Wilson Tosta, no Estadão: 
Diante das suspeitas sobre sua relação com Fernando Cavendish, controlador da Delta, um dos focos da CPI do Cachoeira, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), traçou uma estratégia baseada na inexistência - pelo menos por ora - de indícios que o envolvam no escândalo. 
“Zero, zero risco de haver uma conversa minha tratando de assuntos públicos com o Fernando”, disse o governador a interlocutores do PMDB, no fim de semana. Dois pontos sustentam a tática de Cabral: não foram encontrados grampos da Operação Monte Carlo nos quais o peemedebista apareça beneficiando Cavendish; e, segundo a versão do governador, eles só costumam abordar assuntos privados, sem tocar em interesses públicos. A Delta tem, com o Estado do Rio, contratos de obras que somam R$ 1,49 bilhão. 
(…) 
Cabral tem se manifestado sobre o caso apenas por notas. Ontem, o governador chegou a evento no Rio ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e evitou um vexame público - Lula foi aplaudido de pé, o que abafou os apupos a Cabral. Sisudo, o governador fez um discurso curto e manteve-se sério, demonstrando abatimento. Depois da solenidade, não falou com os repórteres. 
(…) 
Por Reinaldo Azevedo. 
Juntos Somos Fortes!

CPI NÃO VAI BLINDAR NINGUÉM. NÃO HÁ TEMA PROIBIDO.

REVISTA VEJA. 
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
04/05/2012 
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO.
“CPI não vai blindar ninguém. Não há tema proibido” 
 Por Eugênia Lopes, no Estadão: 
Relator da CPI do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG) só terá acesso aos documentos das Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, a partir de segunda-feira. Daí a demora na convocação de autoridades supostamente envolvidas com o esquema de Carlinhos Cachoeira. Mas o petista garante que a CPI não vai blindar ninguém. 
O sr. é favorável à convocação dos governadores Marconi Perillo (GO), Agnelo Queiroz (DF) e Sérgio Cabral (RJ)? 
Não há nenhuma preocupação em convocá-los ou não. Nós vamos tomar a decisão com base nas informações que nós tivermos dos inquéritos da Polícia Federal. Não vou fazer juízo sobre os governadores a partir de matérias jornalísticas. Quero deixar uma coisa clara: não há blindagem a ninguém. Não há tema proibido na CPMI. Nós vamos investigar a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira e quem se relacionou com ela. Todos os tentáculos dessa organização devem ser por nós investigados. 
Por que o sr. não convocou o dono da Delta, Fernando Cavendish, nessa primeira fase da CPI? Coloquei na primeira leva de convocados gente da Delta. A partir deste depoimento, das quebras de sigilo e da leitura dos inquéritos da Polícia Federal, ele e outros poderão ser convocados. 
Mesmo depois de o procurador-geral, Roberto Gurgel, ter levantado a suspeita de que Cachoeira seria sócio oculto de Cavendish? 
Na hora em que o procurador-geral da República nos encaminhar os documentos que motivaram a denúncia dele e eu tiver acesso aos documentos, eu farei juízo de valor. Estamos aguardando esse documento chegar à CPI. 
 O sr. pretende requisitar os documentos e relatórios de outras CPIs, como a dos Bingos? 
As outras CPIs já cumpriram o seu papel. (…) 
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

GEORGE SADALA TEM CONTRATO COM ESTADO E VIAJOU COM CABRAL - REINALDO AZEVEDO.

REVISTA VEJA: 
BLOG DO REINALDO AZEVEDO. 
03/05/2012 - às 6:59. 
Na Cabralândia - George Sadala tem contrato com estado e viajou com Cabral. 
Por Carla Rocha, Chico Otávio e Maiá Menezes, no Globo:
RIO - Mais um empresário com negócios com o governo do estado aparece ao lado do governador Sérgio Cabral em fotos feitas durante viagem a Paris, em 2009: Georges Sadala, dono da GelPar, que faz parte do consórcio AgilizaRio, responsável pelo programa Rio Poupa Tempo, que oferece mais de 400 serviços ao cidadão fluminense. Apontado como novo milionário desde o início dos anos 2000, Sadala tem 25% de participação no consórcio, que recebeu em quatro anos R$ 56,8 milhões do estado.
Dono de pelo menos nove empresas, a maioria com atuação no mercado financeiro, Sadala diz ser amigo e vizinho no condomínio Portobello (Mangaratiba) de Sérgio Cabral. Ambos são amigos do empreiteiro Fernando Cavendish, afastado recentemente do comando da Delta Construção depois que a empresa passou a ser investigada na CPI do Cachoeira. Cavendish é outro personagem das fotos de Paris.
Sadala disse que esteve em Paris, com outros 150 empresários, convidado pelo governo do Rio, para dois eventos oficiais: a cerimônia de entrega da medalha de honra da Legião D’Honneur, concedida pelo Senado francês ao governador, e o lançamento do Guia Michelin Rio de Janeiro. Algumas imagens mostram Cabral, Sadala, Cavendish e integrantes do primeiro escalão do governo num restaurante de luxo. O governador disse que pagou as suas despesas
Sadala já foi dono de outras seis empresas, entre comércio de roupas e vendedoras de discos, que faliram, antes de entrar para o ramo do factoring. Depois que seus negócios cresceram, ele foi morar na Avenida Vieira Souto, em apartamento que pertencia a Cavendish. Segundo o empresário, ele comprou o imóvel em 2008 por R$ 4,6 milhões. A transação foi feita um ano depois do seu casamento com Ana Paula, em festa que reuniu cerca de 800 convidados no Copacabana Palace. Um dos padrinhos do casal foi então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e um dos pajens era o filho de Sérgio Cabral.
Sadala, correspondente bancário do BMG no Rio, opera principalmente na área dos empréstimos consignados. Ele afirma que se limita a atuar no setor privado. O BMG, no entanto, é líder de empréstimos consignados a servidores do estado, ficando a frente até mesmo do Bradesco, banco oficial que tem lojas na maioria das repartições estaduais.
Em março, o BMG tinha cerca de 25% do total de empréstimos consignados feitos a servidores do estado, o equivalente a R$ 35,7 milhões dos R$ 142 milhões descontados em folha naquele mês. O banco também se destaca como um dos sete que operam em uma outra modalidade de empréstimo consignado, feito em cartão de crédito, com taxas que chegam a 6%. Ficou em primeiro lugar em março com R$ 6,7 milhões descontados em folha de pagamento de servidores. Esta operação é alvo de uma ação civil pública movida pelo defensor Fábio Schwartz, do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Rio.
Georges Sadala ou “Ge”, como é chamado, venceu em 2009 a primeira licitação para o Poupa Tempo. De 2009 até este ano, os negócios dele evoluíram no estado: recebeu R$ 3,3 milhões em 2009, R$ 22,4 milhões em 2010, R$ 24,2 milhões em 2011 e, este ano, R$ 6,9 milhões. Segundo Sadala, o consórcio administra pontos de atendimento público em shoppings de Bangu, São João de Meriti e São Gonçalo. O programa, segundo ele, é liderado pelo Shopping Cidadão, de São Paulo. Ele também é dono da GGS Empar Empreendimentos e Participações e da Lavoro Factoring. Esta última chegou a apoiar projetos do Rio Solidário, entidade presidida pela primeira-dama, Adriana Ancelmo.
Sadala disse que foi apresentado a Cabral por amigos. Ele anunciou que pretende processar o ex-governador Anthony Garotinho, que divulgou as fotos de Paris, por danos morais. Cabral disse por meio de sua assessoria que Sadala é seu amigo.
Por Reinaldo Azevedo.
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CPMI DO CACHOEIRA: OBRAS DA DELTA SERÃO INVESTIGADAS EM TODO BRASIL.

O ESTADO DE SÃO PAULO: 
Blindagem governista cai na CPI, e Delta será investigada em todo o País.
Relator tenta restringir foco às relações da empreiteira, mas apuração deve abranger obras federais. 
Quinta, 02 de Maio de 2012, 22h03. 
João Domingos e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo.
BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira furou nesta quarta-feira, 2, a blindagem montada pelo PT para proteger o governo federal e decidiu investigar as ligações da Delta Construções S.A. com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em todo o Brasil, e não somente na Região Centro-Oeste, como havia sido proposto pelo relator Odair Cunha (PT-MG). A CPI determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Cachoeira a partir de 1.º de janeiro de 2002.
No entanto, a posição branda do relator foi seguida quando o foco passou a ser a relação de governadores com o esquema investigado pela Polícia Federal. Nos casos de Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), a CPI nada decidiu sobre eles.
A Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou e desbaratou o esquema de Carlinhos Cachoeira, gravou conversas em que aparecem os nomes de Agnelo e Perillo. Quanto a Cabral, os parlamentares de oposição desejam convocá-lo por causa da ligação com o empresário Fernando Cavendish, ex-diretor da Delta.
Senador. Também ficou decidido nesta quarta-feira que Cachoeira vai prestar depoimento à CPI no dia 15. O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) vai depor no dia 31. Já o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu será ouvido pela CPI do Cachoeira no dia 29. Os arapongas Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e Jairo Martins, vão depor no dia 24. José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Garcêz e Lenine Araújo de Souza, integrantes do esquema de Cachoeira, vão prestar depoimento no dia 22.
Ao todo, a CPI aprovou 51 requerimentos. Um plano de trabalho apresentado por Odair Cunha prevê que a situação dos governadores só deverá ser examinada a partir de junho. Cunha e a base do governo entenderam que não têm condições técnicas para convocá-los agora. Os partidos de oposição acabaram concordando com eles.
Caso os exames dos documentos das Operações Vegas e Monte Carlo - as duas que investigaram as ligações de Cachoeira com agentes públicos e privados - mostrem o comprometimento dos governadores, serão apresentados novos requerimentos. A intenção da oposição era convocar Cabral e Agnelo. O governo, de seu lado, queria ouvir o tucano Perillo.
Delegados. Ficou decidido ainda pela CPI do Cachoeira que os delegados Raul Alexandre Marques Souza e Matheus Mello Rodrigues e os procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela operações Vegas e Monte Carlo, serão convidados a comparecer à CPI na semana que vem, para sessões reservadas nos dias 8 e 10. A princípio, eles deveriam conversar com os parlamentares da CPI numa sessão aberta.
Mas a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) e o deputado Luís Pitiman (PMDB-DF) pediram que fossem ouvidos secretamente. Argumentaram que os advogados de Cachoeira e de outros envolvidos com o esquema do contraventor ouviriam tudo e depois contariam para seus clientes, o que poderia atrapalhar os planos de investigação da CPI.
Na opinião do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a pressão dos partidos de oposição, que contaram com o apoio de partidos da base, como o PDT, o PMDB e o PCdoB, possibilitaram mudar o plano de trabalho do relator Odair Cunha, tirando o foco de investigação da Delta somente no Centro-Oeste, e levando-o para todo o País.
A Delta é a empresa que mais tem obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De 2007 até agora ela recebeu R$ 4,13 bilhões do governo federal. Pressionado, restou a Cunha admitir que não havia como manter as investigações apenas no Centro-Oeste. “Vamos ver o papel da Delta na organização criminosa. Há elementos contundentes e suspeitas de que Cavendish seria sócio oculto do Cachoeira.”
Juntos Somos Fortes!

RIO: QUEM PAGOU AS DESPESAS DOS 150 EMPRESÁRIOS QUE VIAJARAM PARA PARIS COM O GOVERNADOR?

Ontem, o jornal O Globo publicou o editorial (Ônus da Prova) que transcrevi nesse espaço (link), tratando da necessidade do governo estadual provar as despesas feitas nas viagens para a Europa.
Hoje, o Globo publica mais um editorial, que alguns podem considerar uma mudança de rumo (página 3):
"OPINIÃO.
AVANÇO DE SINAL.
As cenas em que o governador Sérgio Cabral compartilha a noite europeia com o empresário Fernando Cavendish, da Delta, por enquanto não passam de provas da proximidade entre os dois.
Para que esse relacionamento pessoal entre na pauta da CPI do Cachoeira é necessária alguma prova ou evidência de que a amizade gerou prejuízo ao contribuinte, à sociedade.
Só assim o assunto passará a ser de interesse público".
A confrontação entre os dois editoriais pode levar a conclusão que O Globo colocou o pé no freio, opinião que não compartilho, pois penso que os editoriais se completam. No primeiro O Globo deixa claro que cabe ao governo o ônus da prova, a apresentação de todos os comrprovantes de todas as despesas, isso de todas as viagens publicadas no blog do deputado federal Garotinho. No editorial transcrito nesse artigo, O Globo trata de forma implícita da necessidade imperiosa da instauração de uma investigação, que na opinião do jornal deve anteceder a inclusão do caso na CPI do Cachoeira. Investigação que deve buscar as provas sobre o pagamento de cada despesa. As que foram pagas pelos cofres públicos (verificando a legalidade dos pagamentos) e as que foram pagas pessoalmente pelos envolvidos, verificando se algum dos empresários pagou as despesas do governador, dos secretários e dos seus familiares.
Eis o cerne da questão: a comprovação das despesas.
O Globo de hoje coloca mais um ingrediente nessa fritura (página 9 - Um Investidor em Paris), quando trata da participação nos fatos de outro integrante das viagens, o empresário Georges Saldala, um dos que colocaram o guardanapo na cabeça.
"Sadala disse que esteve em Paris (2009), com outros 150 empresários, convidado pelo governo do Rio, para dois eventos oficiais: a cerimônia de entrega da medalha de honra da Legião D'Honneur , concedida pelo Senado francês ao governador, e o lançamento do Guia Michelin Rio de Janeiro".
O sentido da palavra convidado deve ser esclarecido lato sensu.
Será que os cofres públicos pagaram as despesas de viagem de 150 empresários, para eventos de tão pouca relevância para o povo fluminense?
Penso que não.
Quero acreditar que não.
Apesar da minha boa vontade, só existe uma forma de me convencer: apresentando todos os comprovantes de todas despesas.
Enquanto o governo Sérgio Cabral (PMDB) não apresentá-los, eu quero que seja instaurada uma investigação sobre o fato, pois robustos indícios não faltam. Se a investigação vai ser feita por meio de um inquérito policial, um inquérito civil público, na CPMI do Cachoeira ou em uma CPI instaurada na ALERJ, pouco importa.
Investigar é imprescindível.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

GOVERNO DO RIO DE JANEIRO: A CPMI NÃO PODE COMETER INJUSTIÇAS.

- "Não tem nenhuma prova contra ele. Por acaso é objeto da CPI falar sobre relações pessoais?"
O jornal O Globo publica hoje o artigo "PSDB quer chamar Cabral para depor na comissão". A fala acima é atribuída ao líder do PMDB na Câmara, deputado federal Henrique Alves (RN).
Penso que o parlamentar esteja equivocado, a investigação busca as provas, mas trabalha preliminarmente com os indícios. 
Correta foi a fala do deputado federal Miro Teixeira (RJ):
- "Relações íntimas não são objetos da CPI. Porém, se delas resultar qualquer tipo de benefício, aí o assunto passa a ser de interesse público e, consequentemente, da CPI".
Salvo melhor juízo, essa é a direção.
No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, ganha relevância esclarecer quem pagou as contas das viagens do governador e de alguns secretários estaduais para a Europa, na companhia de Fernando Cavendish, empresário que ganhou várias licitações no estado. Os comprovantes serão as provas de defesa ou de acusação, portanto, precisam aparecer. A verdade só será alcançada com a exibição de todos os comprovantes de pagamento, caso contrário, uma investigação terá que ser feita, tendo por base os indícios existentes.
Eu torço para que tudo seja comprovado com rapidez e transparência, nada pior que uma injustiça.
No dia 10 FEV 2012, eu fui preso baseado em indícios que não se confirmaram na investigação (IPM), fui jogado nos porões de Bangu 1 e mantido incomunicável por 3 dias. Portanto, sei como dói ser vítima de injustiças e não quero isso para ninguém.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 1 de maio de 2012

O PSBD QUER CONVOCAR SÉRGIO CABRAL (PMDB) PARA DEPOR NA CPMI DO CACHOEIRA.

O GLOBO:
Tucanos querem explicações sobre a relação do governador com o dono da Delta.
Maria Lima. 
BRASÍLIA - Diante da movimentação do PMDB para blindar o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) vai protocolar na quarta-feira, na secretaria da CPI, requerimento pedindo a convocação do governador. O deputado quer que Cabral explique suas ligações com o dono da Construtora Delta e quem pagou as despesas da viagem do grupo de secretários e esposas à Europa em 2009. 
- Eu louvei a declaração do deputado Ricardo Ferraço, representante do PMDB na CPI, de considerar inevitável a convocação de Cabral. Mas hoje vemos que houve um nítido recuo sob o argumento de que é luta política de Anthony Garotinho e Cabral. Por isso decidimos encaminhar o requerimento pelo menos para obrigar o PMDB a botar a cara lá votando contra - disse o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), que combinou com o presidente do partido, Sérgio Guerra (PSDB-PE), o requerimento via Francischini.
Além disso, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) comunicou que o partido decidiu encaminhar representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que faça uma auditoria nas obras da Transcarioca, a cargo da Delta que tem contrato com a prefeitura do Rio.
O governador do Rio é amigo pessoal de Fernando Cavendish, dono da Delta. A amizade entre os dois foi revelada após a queda de helicóptero que matou a namorada do filho de Sérgio Cabral, no sul da Bahia. Na ocasião, Cabral viajou com Cavendish no mesmo jatinho para a festa de aniversário do empresário na Bahia.
O Estado do Rio tem R$ 1,4 bilhão em contratos com a Delta. Em 2011, a construtora recebeu do governo Cabral R$ 358,5 milhões, sendo R$ 72,7 milhões (20%) sem passar por concorrência pública (Fonte).
Juntos Somos Fortes!