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terça-feira, 22 de maio de 2018

JOSÉ DIRCEU, A CABEÇA DA SERPENTE - COMENTÁRIO

Comentário postado apoiando artigo do Coronel PM Pereira (Link):




"CARO AMIGO E COMPANHEIRO DE ARMAS CORONEL PMERJ RR GILBERTO PEREIRA DE ARAÚJO (NOSSO ESTIMADÍSSIMO CONHECIDO POR PEREIRINHA)

QUERO PRESTAR A MINHA CONTINÊNCIA E MANIFESTAR O MEU RESPEITO E ADMIRAÇÃO PELO BELÍSSIMO ARTIGO TRANSCRITO NO BLOG DO CORONEL PMERJ PAUL.
TUDO QUE SE PODE DIZER DESSE AGORA CONDENADO TERA CRIMINOSO
JOSÉ DIRCEU, ESTUDANTE PROFISSIONAL E ATIVISTA COMUNISTA DESDE OS TEMPOS DA UNE DE SÃO PAULO, FOI DITO NO SEU ARTIGO PRIMOROSO E IRRETOCÁVEL.
SIM, ELE É O MENTOR INTELECTUAL DE TODO ESSE PROJETO DE PODER DESENFREADO, SEM LIMITES MORAIS, ÉTICOS, LEGAIS, DESSE DELETÉRIO PARTIDO DOS TRABALHADORES, OUTRA MEGA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA,
SIM, FOI ELE O PERPETRADOR DO FORO DE SÃO PAULO, DO MENSALÃO,DO PETROLÃO, DE TODO ESSE ESQUEMA QUE RESULTOU NUM ROMBO DE 700 BILHÕES DE REAIS, EM 14 ANOS DO PT NO PODER, ASSIM DECLARADO PELA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA, QUE INVESTIGA OS CRIMES DESSES FACÍNORAS!!
PORTANTO MEU CARO AMIGO E COMPANHEIRO MAIS ANTIGO, CAVALARIANO E ADMIRADO POR VÁRIAS GERAÇÕES DE OFICIAIS MAIS MODERNOS DA NOSSA GLORIOSA PMERJ.
EU TE PARABENIZO!!
SAUDAÇÕES
PAULO FONTES TENENTE CORONEL PMERJ RR"

segunda-feira, 21 de maio de 2018

JOSÉ DIRCEU, A CABEÇA DA SERPENTE


A cabeça da serpente. 
Inteligente, frio, calculista, meticuloso, disciplinado, culto, treinado, discreto, articulado, organizado, vaidoso, ambicioso. O mais importante, lúcido e preparado líder do PT vai preso definitivamente. 30 anos. Ele, mais do que qualquer outro, é o mentor intelectual e executor do plano detalhadamente planejado de aparelhar o Estado brasileiro e usurpá-lo para construir uma fina e capilarizada estrutura de poder para implantar uma doutrina radical de esquerda na América Latina a partir do Brasil. Foi pego e derrubado no último degrau da escada que construiu milímetro a milímetro. Nunca omitiu seus ideais ideológicos. É um guerreiro que não transige nas suas ideias e não tem limites para alcançar seus objetivos. Não teve escrúpulos para tentar implantar a revolução na qual acredita, pelo meio mais torpe e vil que lhe sobrou: o aparelhamento do Estado para roubar. Muitos dos seus seguidores, e outros ingênuos e bobos alegres, seguiram-lhe os passos para encher as burras. Dirceu não roubou só para si. Roubou para corromper outros. É o eixo de todo o mal que está aí e que movimenta muitas engrenagens marginais que ainda vão aparecer. Coisas muito sérias ainda precisam vir e virão à tona. Armas...Drogas...
Sua prisão definitiva é muito mais significativa e importante que a prisão de Lula. José Dirceu é o “capo”. Ele é o verdadeiro líder. O comandante em chefe. Sua saída de cena desestrutura a pior esquerda que existe: aquela que não mede esforços, nem consequências para tentar dominar. Não há - e nunca houve - outra inteligência sequer comparável à de Dirceu na esquerda brasileira. Zé Dirceu representa o que há de mais sofisticado na esquerda e o que há de pior para o país. Por mais duro que - humanamente isso possa parecer - foi mandado para o lugar certo. Não por ser comunista radical. Eu tenho respeito pela sua clareza ideológica! Mas por ser um ladrão perigoso, atrevido e reincidente. E isso eu não posso respeitar! E, por mais doloroso que seja admitir, o Roberto Jeferson tinha razão...

Gilberto Pereira de Araújo
Cel PM RR
“Pereirinha”

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

DESEJO A VOCÊ O CONTRÁRIO DO QUE ELES FAZEM - FELIPE MOURA BRASIL

Prezados leitores, nós concordamos!



"Revista Veja 
Desejo a você o contrário do que eles fazem
Por: Felipe Moura Brasil 24/12/2015 às 14:08
Neste Natal de 2015, nas festas de fim de ano e em 2016, o blog de Felipe Moura Brasil, da VEJA, deseja que você:
1) Tenha muita saúde, ao contrário do Rio de Janeiro de Luiz Fernando Pezão, que declarou estado de emergência nesta área para receber R$ 297 milhões do governo federal como recompensa pelo fiel apoio do governador contra o impeachment de Dilma Rousseff, em descarada barganha política com a saúde da população fluminense;
2) Lembre-se bem dos amigos, ao contrário de Lula e José Carlos Bumlai, que diziam que não tinham amizade, até surgirem fotos da intimidade dos dois, quando passaram a dizer que eram amigos, mas não tratavam de negócios, até surgirem mensagens entre Bumlai e um secretário do embaixador do Qatar provando que o pecuarista foi acionado para cuidar da “agenda” de Lula em intermediação comercial junto a Dilma Rousseff;
3) Leia os cartões (e os bons livros) até o final, ao contrário do ministro Luís Roberto Barroso, que, em sessão plenária do STF sobre o rito do impeachment, interrompeu a leitura do artigo 188, inciso III, do regimento interno da Câmara dos Deputados imediatamente antes do trecho “e as demais eleições”, que desmontaria sua tese de que a votação secreta não estava prevista para a eleição da comissão especial que analisa e dá o parecer sobre o pedido;
4) Reconheça o que você podia ter feito melhor, ao contrário do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que disse que a decisão da Corte sobre o rito de impeachment “não deixa margem para dúvidas”, embora nem ele nem ninguém saibam explicar, com base nos votos dos ministros, o que acontecerá se os deputados não aprovarem em votação aberta os nomes da chapa única, definida pelas lideranças partidárias;
5) Seja tolerante com seus críticos, especialmente se você é uma figura pública, ao contrário do militante petista Chico Buarque, que, cobrado por pagadores de impostos no Leblon por emprestar sua credibilidade artística à defesa do partido que mais meteu a mão nos cofres públicos na história brasileira, xingou um deles dizendo “Você é um merda!” (a 1min07seg), antes de ter sido xingado de volta, embora os blogs sujos do PT o façam de vítima do próprio xingamento.
6) Pague suas contas em dia, ao contrário de Dilma Rousseff, que forçou os bancos públicos a pagarem as despesas obrigatórias do governo em pleno ano eleitoral, transgredindo o artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal que proíbe operação de crédito entre um banco estatal e o governo;
7) Peça autorização para usar o que não é seu, ao contrário da mesma Dilma Rousseff, que autorizou o governo a fazer despesas extras sem ter a devida e específica autorização legal do Congresso para tanto.
8) Não se apresse em perdoar (“a misericórdia também corrompe”, dizia Nelson Rodrigues), ao contrário da mesma Dilma Rousseff, que, repetindo a dose de 2014, quando beneficiou José Genoino, assinou o decreto chamado de indulto natalino para beneficiar condenados pelo STF no mensalão, como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), os ex-deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), o delator do esquema Roberto Jefferson e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
9) Agradeça, por fim, a todas as pessoas que o(a) aturaram em 2015, apesar de todos os seus erros, defeitos, promessas não cumpridas e eventualmente crimes, ao contrário, claro, da mesma Dilma Rousseff, que rebaixou o Brasil em duas agências de classificação de risco, fez a inflação chegar a dois dígitos, o desemprego subir e o PIB rolar ladeira abaixo, mas cujo governo diz estar num “momento melhor”, porque a perspectiva de permanência no poder aumentou.
Muito obrigado, meus leitores e editores. A despeito de todas as teorias conspiratórias tanto de esquerda quanto de direita, este blog continua ativo no ar, inclusive neste fim de ano, com a liberdade que sempre teve para colocar o dedo irreverente nas feridas.
Feliz Natal, boas festas e um 2016 que lave a jato a alma de cada um de nós. 
Amém!
Felipe Moura Brasil 
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil (Link)" 

Juntos Somos Fortes!

domingo, 9 de agosto de 2015

A SAÍDA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

Prezados leitores,  a seguir transcrevemos um novo texto da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa:


"AUTORIDADE LEGAL E AUTORIDADE LEGÍTIMA 
Maria Lucia Victor Barbosa 
08/08/2015 
A corrupção no Brasil tem uma longa trajetória, que aliada à impunidade nos infelicitou ao longo dos séculos. Sem me alongar sobre o tema recordo que o Estado brasileiro teve desde seu início ação centralizadora e tuteladora da Nação. Tudo dependia do governo e, assim, o comércio e a indústria estavam atados às autorizações, às tarifas protecionistas, às concessões, o que facilitava o suborno. Em essência nada mudou. 
Em 2002, o PT chega à presidência da República jactando-se de ser único partido ético que vinha para acabar com as mazelas da política brasileira. E melhor: à frente do partido havia um “pobre operário” capaz de salvar a pátria, um padroeiro dos pobres e oprimidos. 
Contudo, pode-se dizer que nunca antes nesse país houve um partido tão corrupto quanto o PT. Os petistas institucionalizaram a corrupção e convidaram aliados políticos e a inciativa privada para abrir franquias de roubalheira. 
A força e a impunidade do PT se deveram basicamente a três fatores: a ilusão gerada pela propaganda, através da qual Lula da Silva foi endeusado. A inexistência de oposições, tanto partidárias quanto institucionais. A falta de cultura cívica do povo sempre dependente do Estado paternalista e indiferente aos escândalos de corrupção dos poderosos. 
Além da corrupção o governo petista expandiu os males do Estado Brasileiro: o patrimonialismo, o nepotismo, a burocratização e, sobretudo a incompetência. Tudo sob a imagem da perfeição, das maravilhas que o magnânimo pai Lula prodigalizava aos desvalidos salvando-os da miséria. 
Nos porões do poder, porém, muito mais lucravam os que Lula, para efeitos externos, chama de elites, várias das quais se associaram em contubérnios com a companheirada de modo nunca visto. E, assim, roubou-se em milhões, em bilhões, em avantajadas cifras no país do dá-se-um-jeito. 
Primeiro, articulou-se o mensalão ou compra de congressistas como forma de sustentar o projeto de poder do PT. Inabalável, mesmo sob o efeito das condenações do STF onde se notabilizou o ministro Joaquim Barbosa que logrou enviar para a cadeia maiorais do PT como José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, além dos auxiliares dos criminosos, Lula logrou eleger uma mulher que não consegue sequer proferir um pensamento coerente. 
Com ela deu-se o terceiro mandato de Lula da Silva. Foi o tempo do descalabro com todos os possíveis erros que se pode cometer em economia. Mesmo assim, Rousseff, com pouca margem de votação se reelegeu montada nas mentiras e no terrorismo politico do marqueteiro João Santana, que atribuiu ao adversário o apocalipse brasileiro que se vê agora é da autoria da criatura de Lula e dele próprio. 
O presidente de fato seguiu inimputável, sempre a repetir que não viu nada, não sabia de nada, não ouvia nada, enquanto a inflação, o desemprego, a inadimplência vão infelicitando eleitores e não eleitores do PT. 
O megaescândalo do petrolão estilhaçou a Petrobrás, orgulho nacional, tomada de assalto pelo aqui citado contubérnio. Mas, assim como o ex-ministro Joaquim Barbosa surgiu alguém que fez a diferença, o juiz Sérgio Moro, destacando-se também o trabalho da Polícia Federal e de procuradores na 0peração Lava Jato. Nesta ação inédita no Brasil estão indo para cadeia não só doleiros e auxiliares da rapina chamados de operadores, mas também presidentes das maiores empreiteiras, seus diretores e ocupantes de altos cargos na Petrobras. 
Possivelmente, o povo tomaria conhecimento desses fatos com indiferença se não fosse o esboroar da economia, pois é certo que não há governo que resista quando a economia vai mal. Junte-se a isso a inconformidade popular que não aceita pagar pela incompetência governamental e temos o resultado da última pesquisa Datafolha, na qual Rousseff aparece como a pior presidente que o Brasil já teve, com 71% de reprovação e só 8% de aprovação. 
É dito, falseando a questão, que um impeachment da inoperante presidente levaria ao caos institucional. Quando Collor, com grande participação do PT, sofreu o impeachment por muito menos do que hoje ocorre, as instituições ficaram intactas. 
Falso também a presidente dizer-se intocável porque foi eleita pelo voto. Uma coisa é autoridade legal, outra é autoridade legítima. No momento ela não é mais legitimada pela população e o que se chama de crise política pode ser traduzida por crise de representatividade. Ela não representa mais o povo cansado de seu estelionato eleitoral e de sua incompetência. 
O PT legou ao Brasil uma crise política de representatividade, uma crise econômica e uma crise de valores. A saída de Rousseff da presidência, dentro dos trâmites legais não é golpe. Golpe é sua permanência. Afinal, a emblemática segunda prisão de Jose Dirceu demonstrou que o PT nunca agiu em nome da causa, mas em causa própria. Não dá para suportar mais um governo assim. A causa caiu. 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. 
mlucia@sercomtel.com.br 
www.maluvibar.blogspot.com.br"

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

FOLHA DE SÃO PAULO: TRECHOS DA SABATINA COM A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

Prezados leitores, a seguir publicamos um vídeo que circula na internet contendo trechos de uma sabatina da Folha de São Paulo com a presidente Dilma Rousseff:




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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A SANTA MÁFIA - MARIA LUCIA VITOR BARBOSA



A SANTA MÁFIA 
Maria Lucia Victor Barbosa 
 28/11/2013 
Dia após dia a história se desenrola. Nestes quase doze anos de governo petista me vem à mente uma definição de Raymond Queneau: “a história é a ciência da infelicidade dos homens”. Não que tenhamos tido uma história edificante, mas me refiro à sordidez, à imoralidade, à corrupção galopante, ao teatro de mentiras e, especialmente ao escândalo descortinado pela máfia do mensalão, considerada santa pelos próprios mafiosos. Entretanto, contra tudo e contra todos, numa luta insana para fazer justiça, pela primeira vez em nossa história a cúpula do mais poderoso partido foi parar na cadeia. Esse feito inédito se deveu à tenacidade, à coragem e à competência de um cidadão de origem humilde, negro que nunca recorreu a cotas, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. Insultado por petistas hidrófobos, que têm como tática desqualificar e intimidar quem não reza por sua cartilha, o ministro Barbosa já entrou para a história com honra e gloria, ao contrário dos péssimos exemplos que se veem, a começar pelo ex-presidente Lula da Silva que melhor seria ser chamado de presidente, pois é quem manda e desmanda na sua grei mafiosa como poderoso chefão beneficiário de todos os vícios detectados pelo STF.
Infelizmente, o ministro Barroso recém-chegado ao STF abriu caminho para os embargos infringentes, chicanas protelatórias ao infinito com intuito de livrar a máfia de suas penas. E o ministro Celso Mello votou a favor dos tais embargos possibilitando a José Dirceu que já foi chamado de chefe da quadrilha, a José Genoíno o moribundo do ano e a Delúbio Soares autor de famosa piada de salão, o regime semiaberto em vez do fechado. Ano que vem a situação do trio pode melhorar bastante, uma vez que o próximo presidente do STF será o ministro Lewandowski. 
Quanto aos auxiliares de Dirceu, da base aliada ou ligados ao seu gerente do mensalão, Marcos Valério, deverão mofar na cadeia. Escapou em fuga rocambolesca, escafedendo-se para a Itália, Henrique Pizzolato, também pertencente à “família”. Homem forte de Lula da Silva no Banco do Brasil e exímio autor de dossiês falsos contra inimigos, função comum a petistas aloprados, deve estar seguro junto à Berlusconi como aqui está o inimputável Cesare Battisti, assassino e terrorista italiano protegido de Lula da Silva. 
Como aparecerão nos futuros livros de história as fotos de Dirceu e Genoíno de punho erguido, simbolizando o comunismo? 
Serão considerados heróis ou cínicos a rir debochadamente dos eleitores que não se cansam de eleger bandidos para representá-los? 
Se a história for escrita por intelectuais petistas prostituídos à causa a dupla vai ficar bem na foto. Privilégios na prisão, revoada de parlamentares companheiros à Papuda para prestar solidariedade aos seus iguais, apoio total do PT aos pobrezinhos dos condenados, presos políticos do seu próprio partido e julgados injustamente por juízes indicados por seus presidentes, lamúrias sem fim e a surrada tese da vitimização e da culpa das elites e da mídia, no momento é bastante para santificar a máfia do mensalão. Destaque-se José Dirceu que já arrumou emprego num hotel da elite em Brasília, o St. Peter, graças à amizade com o dono, companheiro que já foi devidamente beneficiado pelo governo em agradecimento ao favor prestado à “família”. Assim, no luxo e no conforto o chefe da quadrilha vai ser “gerente administrativo” com salário de R$ 22.000,00 e poderá continuar a fazer lobby, quem sabe na suíte presidencial. 
À exemplo dos paraguaios que boicotaram a entrada de senadores em shoppings, restaurantes, postos de gasolina e táxis por não terem suspenso a imunidade de um de seus pares, Victor Bocato, acusado de falcatruas, ninguém deveria mais se hospedar no tal hotel. Mas no Brasil isso seria querer muito. 
Menos afortunado Genoíno não obteve o que queria com a encenação mambembe de infarto, os constantes chiliques, a nauseante choradeira. Médicos da Universidade de Brasília e da Câmara atestaram que ele não sofre de cardiopatia grave. Mas, enquanto Genoíno choraminga deputados solidários se articulam para evitar sua cassação. De fato, a bancada da Papuda tende a aumentar. 
Enquanto a história vai acontecendo Dilma Rousseff segue em vertiginosa campanha fazendo o diabo, como disse que faria. Pesquisa do Ibope mostra que se a eleição fosse hoje ela ganharia em primeiro turno. Talvez, ganhe mesmo em 2014. Os eleitores estão otimistas, contentes com a inadimplência, realizados com a inflação alta, maravilhados com os juros que voltaram aos dois dígitos. 
Lula da Silva dirá que mesmo depois de quase 12 anos de governo petista tudo é culpa do Fernando Henrique. Como não existe oposição todos acreditarão piamente e os homens farão história buscando alegremente no voto sua infelicidade. 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. 
 mlucia@sercomtel.com.br 
 www.maluvibar.blogspot.com.br
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

TÓFFOLI NA BERLINDA, JULGAMENTO DO MENSALÃO E DIGNIDADE DA JUSTIÇA EM XEQUE

"Juristas - Seu Portal Jurídico
24 de novembro de 2013
Por Leonardo Sarmento
Perfez-se uma cobertura jurídico-política aprofundada e exaustiva de todos os atos do julgamento do mensalão que restaram entendidos como representativos, artigos que encontram-se em minha obra: "A Judicialização da Política e o Estado Democrático de Direito" dentre outras tantas temática abordadas.
Em muitos dos artigos que lá estão demonstrou-se uma substancial preocupação com a questão da imparcialidade que deve plasmar cada um dos que optaram pela escolha do ofício de julgar.
Alguns posicionamentos dos nobres ministros revelavam-se absolutamente discrepantes com relação às provas carreadas aos autos, e quando corroborado pela persuasão de seus passados comprometidos com causas de interesse passava-se a iluminar sobremaneira o caminho obscuro dos desvios de função.
A Revista Época publicou matéria onde o Banco Rural junta documento aos autos do processo da AP 470 em que o ministro Dias Tóffoli é citado como "delegado do mensalão". Uma certidão da comissão executiva do PT se destaca entre os documentos apresentados ao Banco Rural para compor o cadastro que o partido fez para obter o empréstimo de R$ 3 milhões, agora sob análise do STF. Consta na ata, nomes de dirigentes do Partido dos Trabalhadores que se tornaram réus no mensalão como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. As mencionadas certidões serão agora analisadas pelos senhores ministros, estando Dias Tófolli não na condição de réu, mas de juiz, uma impropriedade jurídica inqualificável.
Evitar-se-ão no presente críticas e opiniões passíveis de censura, ainda que plasmadas por fatos que minimamente se mostram com máxima verossimilhança, suficiente entende-se, para restarem expostas e tornadas públicas.
A imparcialidade de um magistrado é condição inafastável, indefenestrável, indissorciável de sua condição de julgador. É parte do julgamento materialmente isonômico que merecem os jurisdicionados. Não se espera do magistrado neutralidade, indiferença. Espera-se um juiz ativo, ciente do reflexo potencial de decisões, atento À função social de seus julgados, mas jamais parcial.
O CNJ não pode olvidar uma detida apuração dos fatos que se apresentam de luminosidade solar. Não pode pretender blindar fatos que começam a ganhar notoriedade sob pena de promover o descrédito social da justiça. Um fato desta estirpe, se comprovado, rompe com a dignidade da justiça e põe em cheque inapelavelmente todo um judiciário aos olhas da sociedade.
Chegou-se, quando do inicio do julgamento do mensalão, a se defender nos artigos tratantes da temática, que deveria o ministro Dias Tóffoli declarar-se impedido de nele participar por sua história encontrar-se umbilicalmente ligada ao Partido dos Trabalhadores do qual figurou por largo espaço temporal como advogado ideológico institucional. Seus votos denotaram desde o princípio restarem revestidos de um comprometimento político-ideológico que o afastava de uma exegese jurídica desejável.
Os riscos de uma apuração fática detida, como é devida, é algo que não se pode separar da busca pela mantença da legitimidade da justiça. Comprovada a parcialidade, em tese, poder-se-ia cogitar da anulação do "julgamento do século", algo que se denota inimaginável por, entre outros motivos, beneficiar exatamente quem "em tese" se procurou beneficiar com a parcialidade.
Em um caso como este, defende o presente que sejam desentranhados todos os votos e atos decisivos do magistrado comprovadamente parcial, e a partir desta medida, sejam praticados os atos processuais substitutos em lugar dos declarados viciados.
Comprovada a parcialidade, vale lembrar, cabível pedido de "impeachment" contra o ministro que, como se disse, teria comprometido a dignidade, a credibilidade da justiça.
Não custa lembrar que, caso se venha a apurar os fatos, não se deve proferir prejulgamentos tendentes a condenar ninguém sem o respeito ao "due process of law", sem que seja ofertado as fundamentais garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. 
Leonardo Sarmento 
Advogado, professor, escritor, cronista e articulista". 
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domingo, 24 de novembro de 2013

O "JUNTOS SOMOS FORTES!" É A RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA AO "ESTAMOS JUNTOS"


Eu não sei quem transformou primeiro em lema a frase: juntos somos fortes!
Prezado leitor, se você souber, por favor, informe.
Vivenciei o fato, a frase transformada em lema, no movimento ocorrido no Rio de Janeiro, no ano de 2007, envolvendo Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O grupo foi apelidado pelo jornalista Gustavo de Almeida, na época no Jornal do Brasil, como os "40 da Evaristo".  Uma referência ao fato de que quarenta representantes do grupo tinham participado de uma reunião com o Comandante Geral da PMERJ, o Coronel PM Ubiratan de Oliveira Angelo, no Salão Nobre do Quartel General, que fica situado na Rua Evaristo da Veiga. 
O movimento dos "Coronéis Barbonos" (2007-2008) adotou também o lema.
Os Bombeiros também chegaram a citá-lo no seu movimento de 2011, bem como, ele foi empregado no movimento unificado (PM, PC e CBM) de 2012.
Volta e meia eu vejo a frase em faixas e cartazes de diferentes mobilizações.
Adotei o lema, penso que ele seja ideal para aglutinar pessoas em torno de ideais.  Uso desde 2007, quando criei meu primeiro blog (www.celprpaul.blogspot.com).
Dias atrás um amigo do Exército Brasileiro escreveu que o lema estava circulando entre seus pares, como uma referência que é necessária uma maior aproximação entre os militares federais e estaduais. Eu concordei, considero isso imprescindível e urgente, nesse triste momento que vivenciamos no Brasil. Tenho feito o possível para que isso ocorra.
É claro que existem outras frases que guardam o mesmo significado, como "a união faz a força", por exemplo.
No artigo que transcrevo a seguir está contida uma frase que tem o mesmo sentido: "estamos juntos".
Convido que leiam o artigo e antecipo que embora os sentidos sejam semelhantes, nesse caso são  os objetivos dos envolvidos são totalmente opostos.
Cidadão brasileiro, não tenha dúvida, o "Juntos Somos Fortes!" será sempre uma resistência, talvez a derradeira resistência democrática, ao "Estamos Juntos".

"O GLOBO
Guilherme Fiúza.
Quando saiu seu mandado de prisão, José Dirceu recebeu um telefonema de Lula: “Estamos juntos”, lhe disse o ex-presidente. É uma afirmação enigmática. “Estamos juntos” onde? Considerando-se que Lula não está preso também, só resta uma conclusão possível: Lula e Dirceu estão juntos na sociedade que governa o Brasil há dez anos. 
O sócio José Dirceu está condenado e preso por corrupção ativa. Ele não cometeu esse crime quando estava de férias ou numa desventura particular qualquer. O sócio Dirceu cometeu o crime de corrupção ativa quando era ministro do sócio Lula. 
O ex-presidente está solidário com um homem que usou o seu governo para desviar dinheiro público para o seu partido. E manifesta essa solidariedade exatamente no momento em que seu sócio criminoso é preso. 
Lula não sabia de nada. Agora sabe, mas não se importa. E estende a mão aos homens do seu partido que o traíram para roubar o país. Das duas, uma: ou Lula foi traído e repudia o crime dos mensaleiros, ou se solidariza com eles. 
Como a opção escolhida pelo ex-presidente foi a segunda, não restam mais dúvidas: Lula não foi traído por ninguém, está e sempre esteve no mesmo barco dos companheiros que assaltaram os cofres da nação. 
Nesse mesmo barco, quando o escândalo estourou e Dirceu foi atirado ao mar, Lula colocou Dilma em seu lugar. E em 2010 passou o leme para ela. Logo no primeiro ano de governo da grande gestora, a imprensa burguesa e golpista descobriu uma floresta de fraudes em seu ministério. 
Dilma teve que demitir de cara nada menos que seis ministros — mas de público, para quem quisesse ver e ouvir, se solidarizou com cada um dos demitidos por fraude: estamos juntos. Da mesma forma que Lula está junto com Dirceu. Eles estão todos juntos. 
Assim como no valerioduto, a tecnologia dos contratos piratas para sangrar os cofres públicos está na origem de quase todos os escândalos do governo Dilma. Nos ministérios dos Esportes, das Cidades, do Turismo, dos Transportes e da Agricultura foi a mesma coisa. 
E todos os demitidos foram apoiados publicamente pela presidente — a senha para a manutenção dos donatários. O inesquecível Carlos Lupi, por exemplo, acusado de desvio de dinheiro do contribuinte através de ONGs, perdeu o cargo de ministro do Trabalho, mas foi mantido por Dilma como gerente da boca. 
Não deu outra: dois anos depois, novo escândalo no Ministério do Trabalho, com suspeita de desvio de R$ 50 milhões, envolvendo as mesmas ONGs. O Brasil é uma mãe. E o filho do Brasil sabe disso. 
Qual é a diferença desse tipo de assalto para o mensalão? Nenhuma. Em vez de um só valerioduto, com o dinheiro concentrado no caixa do PT para todas as compras de apoio político, o esquema foi pulverizado. O governo popular entrega a boca para o cliente e abençoa seu esquema. Se a imprensa golpista descobrir, faz-se o teatrinho da faxina e muda-se o zelador. 
Dinheiro para distribuir não falta. O Brasil tem batido sucessivos recordes de arrecadação, ao mesmo tempo em que acaba de bater o recorde de déficit primário (R$ 9 bilhões em setembro), com as menores taxas de investimento do continente. Ou seja: a dinheirama está indo toda para a formidável máquina petista instalada no seio do Estado brasileiro. 
Claro que, com essa gestão criteriosa, a inflação já saiu da meta há muito tempo, os serviços vão de mal a pior e a população já sentiu. Mas não tem o menor problema, porque os revoltados saem às ruas para pedir ônibus de graça, cidadania e bater em jornalista burguês. Enquanto isso, Dilma dispara no Ibope e hoje seria eleita tranquilamente em primeiro turno. Não há dúvida, o esquema deu certo. 
Tanto deu certo que, depois de aguentar um Marcos Valério, o Brasil teve estômago para uma Rosemary Noronha. Segundo a Polícia Federal, a protegida de Lula e Dilma na representação da Presidência da República em São Paulo deitou e rolou na máquina petista, regendo um balcão de cargos e negociatas nas agências reguladoras. 
O cidadão que sofre na favela Antonio Carlos Jobim, no Galeão, à procura de um banheiro, de um elevador, de uma vaga no estacionamento em ruínas ou de uma escada rolante, não se lembra de Rosemary. Nem que ela privatizou a Agência Nacional de Aviação Civil, fiscalizadora dos aeroportos. Rosemary Noronha está livre e passa bem. 
O Brasil aprovou os arquitetos do mensalão, e já indicou que vai renovar a concessão deles em 2014. Lula tem razão: não há o que temer. Estamos juntos, companheiros. E, quando o mensaleiro Delúbio se declara um preso político, só há uma coisa a dizer aos brasileiros, submetidos a esse escárnio: bem feito (Link). 
Guilherme Fiuza é jornalista"
Juntos Somos Fortes!

EDITORIAL DO ESTADÃO - O QUE TRAMA O PT ?

"ESTADÃO 
Coluna do Augusto Nunes 
23/11/2013 às 15:12 \ Opinião 
"O QUE TRAMA O PT"
Editorial do Estadão 
O manifesto petista divulgado na terça-feira, que classifica de “ilegal” a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, de mandar recolher à prisão 12 dos condenados no processo do mensalão, afirma que “uma parcela significativa da sociedade” teme “pelo futuro do Estado Democrático de Direito no Brasil”. Têm razão os signatários do documento. 
O Estado de Direito está real e gravemente ameaçado no Brasil, mas pelos sectários, pelos oportunistas fisiológicos e pelos inocentes úteis do PT que, por razões diversas, se empenham numa campanha nacional de desmoralização do Poder Judiciário, ferindo fundo a estabilidade institucional e colocando em risco, em benefício da hegemonia política do partido, o futuro da democracia no País. 
O tal manifesto não é um documento oficial do PT. Mero detalhe. As posições “oficiais” do partido, ditadas pelo pragmatismo eleitoral, são traduzidas pela linguagem melíflua das notas oficiais, hábeis em camuflar o verdadeiro pensamento da elite petista. Mas esse pensamento está explicitado no manifesto de terça-feira, que tenta em vão dissimular seu caráter eminentemente político-partidário com a adesão de “companheiros” intelectuais e juristas. Mas assinam a nota o presidente Rui Falcão e todos os demais integrantes do Diretório Nacional do partido. Está ali, portanto, o que pensa o PT. 
Da mesma forma como ataca sistematicamente a imprensa, ao investir contra o Poder Judiciário, lançando mão do recurso de demonizar a figura do ministro Joaquim Barbosa, o PT deixa claro o modelo de “democracia” que almeja : aquele em que ninguém ousa contrariar suas convicções e seus interesses nos meios de comunicação, na aplicação da Justiça, na atividade econômico-financeira. Em todas as atividades, enfim, em que entendem que o Estado deve dar sempre a primeira e a última palavra, para promover e proteger os interesses “do povo”. 
Para visualizar esse modelo dos sonhos dos petistas radicais sem ir muito longe, basta olhar para a Venezuela e demais regimes “bolivarianos” da América Latina, sem falar no clássico exemplo da ilha dos Castros. Esses países, em que vigora o “socialismo do século 21″, são comandados pelos verdadeiros amigos do peito e de fé de Lula, Dilma e companheirada. 
Mas nem todo mundo no PT está preocupado com dogmatismo ideológico. Ao longo de 10 anos, boa parte da militância petista aprendeu a desfrutar das benesses do poder e hoje reage ferozmente a qualquer ameaça de ter que largar o osso. São os oportunistas que tomaram conta do aparelho estatal em todos os níveis e a ele dedicam todo seu despreparo e incompetência gerencial. 
E existem ainda os inocentes úteis, em geral mal informados e despolitizados, que engrossam as fileiras de uma militância que comprou a ideia-força lulopetista de que o mundo está dividido entre o Bem e o Mal e quem está “do outro lado” é um “inimigo” a ser ferozmente dizimado. As redes sociais na internet são o ambiente em que melhor prospera esse maniqueísmo de esgoto. 
O que pretende esse amplo e variado arco de dirigentes e militantes petistas que, a pretexto de se solidarizarem com os condenados do mensalão, se mostram cada vez mais ousados em suas investidas contra o Poder Judiciário? O País tem estabilidade institucional suficiente para impedir que, num golpe de mão ou num passe de mágica, a condenação dos mensaleiros seja anulada. Mas os radicais sabem que para alcançar seus objetivos precisam criar e explorar vulnerabilidades na estrutura institucional de nossa democracia. Os oportunistas sabem que precisam ficar bem com os donos do poder a que aderiram. E os inocentes úteis não sabem nada. Agem por impulso, movidos por apelos emocionais. Acreditam até no argumento falacioso de que é preciso ser tolerante com a corrupção e os corruptos porque sem eles é impossível governar. 
A quem não entra nessa lista resta comemorar, enquanto pode, uma singela obviedade : feliz é o país em que a Justiça pode contrariar os interesses dos poderosos de turno".
Jutos Somos Fortes!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

OS MENSALEIROS, O VASO, OS PMs, O BOI E OS BOMBEIROS




Prezados leitores, finalmente, alguns mensaleiros estão presos e outros serão presos, mais cedo ou mais tarde. Um sentimento de alívio começa a brotar entre nós, tendo em vista que a impunidade sofreu um duro golpe.
Quem no Brasil poderia imaginar que o poderoso José Dirceu, homem forte do governo Lula, acabaria atrás das grades?
Ele está preso, condenado, seus advogados correm para garantir os seus direitos quanto ao regime de cumprimento da pena, algo que devemos respeitar e preservar. 
Nem o pior dos criminosos pode ter os seus direitos violados.
Ao ser violado um direito, automaticamente morre o estado democrático de direito.
No Brasil, as violações de direitos ocorrem continuamente, algo que nos faz concluir, sem medo de errar, que não vivenciamos um verdadeiro estado democrático de direito, isso em face das ininterruptas violações.
Ontem, ouvi uma matéria na qual foi descrita a cela na qual foram encarcerados alguns mensaleiros e confesso que fiquei incomodado ao saber que na referida cela existe um vaso sanitário. Isso, um vaso sanitário.
Por que isso me incomodou?
Nada mais natural do que um vaso sanitário para a manutenção da saúde dos detentos.
O desagrado nasceu do fato de nós, Bombeiros e Policiais Militares do Rio de Janeiro, que lutávamos por salários dignos e por adequadas condições de trabalho fomos enjaulados na penitenciaria Bangu 1, estabelecimento de segurança máxima e que não tem vaso sanitário nas suas celas.
Em Bangu 1, cada cela individual tem um "boi" que substitui o vaso sanitário. O "boi" nada mais é do que um buraco no chão da cela que serve de receptáculo para a urina e as fezes do detento. Um buraco que precisava ser tapado com uma garrafa plástica de dois litros, inserida a partir do gargalho, isso para evitar que ratos e baratas saíssem do "boi" durante a madrugada e invadissem a cela.
Usar o "boi" é muito constrangedor.
Eu fiquei alguns dias em Bangu 1, encarcerado naquela solitária de aço e concreto.
Sofri esse horror várias vezes por dia. 
Pior ficava quando eu não acertava o buraco e tinha que limpar o que não caía exatamente no "boi".
Todo esse sofrimento ainda foi agravado pelo fato de sendo Professor e Policial Militar, meu encarceramento em Bangu 1 foi ilegal, assim como, ilegal e injusta foi também a minha prisão.
O "boi" é degradante.
Felizes os mensaleiros que podem fazer uso do vaso sanitário.
Eu, os outros PMs e os Bombeiros, que o governo Cabral jogou em Bangu 1, nem esse direito tivemos, nem o direito de urinar e defecar em um vaso sanitário.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 9 de novembro de 2013

SÃO TANTOS ESCÂNDALOS QUE SE TORNARAM TRIVIAIS - MIRANDA SÁ

"Sentei-me para escrever meu artigo das quintas-feiras para o Blog. Esta semana é o quarto que componho de memória e pesquisa; os outros três foram para os jornais que publicam meus textos. Pelo número, os temas vão se afunilando e me veio à cabeça analisar os escândalos que se sucedem no País.
Ao estudar os casos, de outubro para cá, vi – sem surpresa, porque a corrupção banalizou-se –; tantos escândalos que se tornaram triviais, e eu poderia adotar o título: “PT-governo, o escândalo dia-a-dia”.
Quando passei a vista pelos jornais de hoje, dia 7 de novembro, encontrei só nas primeiras páginas dos jornais pelo menos cinco chamadas perturbadoras: A primeira, n’O Globo, “Sob suspeita: TCU recomenda ao Congresso a paralisação de sete obras custeadas pelo governo federal nas quais viu indícios de irregularidades”.
Depois se sucederam resumos de notícias do mesmo teor e interesse, como “Auditora será exonerada após dizer que o secretário Antonio Donato (PT) recebeu dinheiro da quadrilha que fraudou o ISS”. Mais outra, uma barbaridade! “MP aponta que duas pessoas morreram e 73 ficaram feridas em acidentes nas estradas de Santa Catarina durante três dias em que a ministra Ideli Salvati ficou com o helicóptero médico da PRF”.
Não bastasse, outro diário mostra a irresponsabilidade e a inconsequência do PT-governo, informando que “Governo erra contas e subestima gasto social em R$ 20 bi em desembolsos que piora as contas públicas”. Um erro de R$ 20 bilhões não poderia ser encontrado na contabilidade de um governo. 
Mas a coisa vai assim na escalada de escândalos iniciada em 2006, quando a Polícia Federal realizou a “Operação Sanguessuga” para desarticular o esquema de fraudes em licitações na área de Saúde, revelando o comprometimento de parlamentares e ocupantes de altos cargos da administração pública, principalmente no Ministério da Saúde. A quadrilha ficou conhecida como a “máfia das ambulâncias”.
Registre-se a data. Foi no começo do Governo Lula quando, pouco tempo depois, o então deputado Roberto Jefferson dedurou o esquema de corrupção comandado pelo ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Dirceu. A denúncia (que envolveu o próprio denunciante) explodiu como uma bomba atômica apontando uma rede de corrupção com incentivos a troca de partidos, indicações para cargos e compra de apoio político no Congresso Nacional. Estava descoberto o famoso Mensalão. 
Não mais do que depressa, na mesma Casa Civil – e não foi uma coincidência –, estourou o escândalo dos cartões corporativos implicando a sucessora de José Dirceu, Erenice Guerra. Uma reportagem investigativa da revista “Veja” apontou Israel Guerra, filho de Erenice, participando de um esquema de tráfico de influência e sucessivas negociatas com base no prestígio da mãe Ministra e na autoridade da presidente Dilma, a quem Israel chamava de ‘madrinha’. 
Aliás, Erenice chamava Dilma de comadre, e dela recebeu apoio que só foi abrandado e cessou após o ex-presidente Lula da Silva mandar um recado asseverando que a situação se tornara insustentável, e sugerindo a eliminação de Erenice. 
Simultaneamente aflorou (sem trocadilho) o caso Rose na mesma Casa Civil, trazendo à cena Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe do gabinete regional da Presidência da República em São Paulo. Com grande influência no Governo Federal graças às relações íntimas com o ex-presidente Lula, Rosemary foi implicada na “Operação Porto Seguro” da Polícia Federal, que investigou trapaças na administração federal. 
Baseado no levantamento feito pela “Operação Porto Seguro”, o MPF denunciou 24 pessoas, inclusive Rosemary, por formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.
Pela blindagem e impunidade, a incúria e a corrupção dos que estão de cima, se refletem no andar de baixo… Passam a ser cópias xerocadas na rotina dos subordinados, chefes, chefinhos e chefetes do Governo e do partido. 
Miranda Sá
(E-mail: mirandasa@uol.com.br )"
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 15 de maio de 2012

MENSALÃO - RELATÓRIO

Prezados leitores, conheçam o relatório do "mensalão" (Link).
O julgamento do "mensalaão", as investigações desenvolvidas na CPMI do Cachoeira e na CPI da Delta (quando for instaurada) poderão ser um marco na luta contra a cleptocracia no Brasil.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 8 de maio de 2012

ACUSADO E ACUADO - CARLOS NEWTON

TRIBUNA DA IMPRENSA:
terça-feira, 08 de maio de 2012 | 05:10
Acusado e acuado, Cabral agora só usa sua saída preferencial - a porta dos fundos.
Carlos Newton
Todos sabem que a Justiça não é séria, o Ministério Público idem, a Polícia idem. Nada vai acontecer ao empreiteiro Fernando Cavendish ou a seu ex-concunhado Sergio Cabral. O único efeito que o escândalo está tendo é que o governador passou a trafegar pelos fundos, que desde sempre deveria ter sido sua porta gloriosa e preferencial.
Chega a ser patético e comovente seu esforço para fugir da imprensa, como se viu no BNDES e no Teatro João Caetano, onde ele mandou erguer uma barreira de tapumes em torno do prédio, vejam só quanta paranóia.
Da outra vez em que foi envolvido num escândalo, no famoso dossiê preparado pelo então governador e seu ex-aliado Marcello Alencar, Cabral escapou milagrosamente da acusação de enriquecimento ilícito, porque contou com a prestimosa colaboração de um amigo de fé, irmão camarada, o publicitário Rogério Monteiro, conhecido no meio político com o apelido de “senador”.
Na época, Monteiro justificou o enriquecimento ilícito de Cabral dizendo que agência de publicidade pagava ao então presidente da Assembléia R$ 9 mil por mês, a pretexto da prestação de serviços de “consultoria”. Ou seja, Cabral foi “consultor” muito antes de José Dirceu, Antonio Palocci ou Fernando Pimentel. Foi ele quem deu origem a essa moda.
É claro que R$ 9 mil mensais não justificariam a vida sofisticada que a família Cabral já levava naquela época, com os filhos nos mais caros colégios do Rio de Janeiro e fazendo equitação na Hípica, morando no luxuoso apartamento de Cabral no Leblon, passando o fim de semana na mansão em Mangaratiba, com o possante iate ancorado no cais particular.
Mas o escândalo do dossiê parou por aí, porque Cabral ameaçou retaliar o ex-amigo Marcello Alencar com denúncias sobre o filho dele Marco Aurélio, que também ficou rico durante a gestão do pai e há muitos anos mora nos Estados Unidos.
Marcello amarelou e não divulgou as informações contra Cabral, e ficou tudo em família. E assim caminha a humanidade, na visão míope e distorcida dos políticos brasileiros (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

2011: JOSÉ DIRCEU, DELTA, CAVENDISH E SÉRGIO CABRAL.

Prezados leitores, recordar é compreender.
REVISTA VEJA
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
09/05/2011
às 4:59
Num dos posts abaixo, vocês lêem que os mensaleiros Delúbio Soares e José Genoino se encontram em estado de graça. O primeiro comemorou o seu retorno oficial ao PT — de onde, de fato, nunca saiu — com uma festança. O outro, assessor do ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi condecorado pelo próprio ministério. E aquele que foi apontado como o comandante deles todos — “chefe da quadrilha”, na linguagem da Procuradoria Geral da República? Pois é…
O “consultor de empresas” José Dirceu continua a dar as cartas no PT — “nomeou” recentemente o aliado Rui Falcão para a presidência do partido — e a fazer muitos negócios. Sua empresa de consultoria, a “JD” é um portento. A VEJA desta semana traz uma história cabeluda, narrada por Hugo Marques.
Em entrevista à revista, dois empresários, José Augusto Quintella Freire e Romênio Marcelino Machado, acusam o ex-ministro e chefão petista de fazer tráfico de influência em favor da empreiteira Delta Construções, uma gigante do setor. Segundo os dois, Dirceu foi contratado por Fernando Cavendish, presidente do Conselho de Administração da Delta, para facilitar seus negócios com o governo federal. E como eles sabem?
Eles eram donos da Sigma Engenharia, empresa que seria incorporada pela Delta em 2008; os três se tornariam sócios. O negócio emperrou e foi parar na Justiça. Oficialmente, a Delta contratou Dirceu como consultor para negócios junto ao Mercosul. Receberia modestos R$ 20 mil mensais pelo trabalho. De fato, dizem os denunciantes, a Sigma passou a ser usada por Cavendish para fazer transferências bancárias a Dirceu.
Um trecho da reportagem informa o desempenho da empresa de Cavendish no governo petista. Seu grande salto se dá a partir de 2009, ano da contratação de Dirceu:
“Durante o governo do ex-presidente Lula, a Delta passou de empresa de porte médio a sexta maior empreiteira do país. É, hoje, a que mais recebe dinheiro da União. Sua ascensão vertiginosa chamou a atenção dos concorrentes. Em 2008, a Delta já ocupava a quarta colocação no ranking das maiores fornecedoras oficiais. Em 2009, houve um salto ainda mais impressionante: a empresa dobrou seu faturamento junto ao governo federal. Em 2011, apesar das expectativas de redução da atividade econômica, o faturamento da Delta deve bater os 3 bilhões de reais - puxado po r obras estaduais e do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.”
Comprando senadores
Informa ainda a VEJA:
“Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”.
É isso aí. Num post abaixo, vocês lêem trechos da entrevista dos dois empresários. Dirceu não quis falar com a reportagem da VEJA porque disse que não comenta os assuntos de sua empresa privada. Em seu site, atacou a revista e disse que vai processar os dois empresários.
Por Reinaldo Azevedo
REVISTA VEJA
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
09/05/2011
às 4:55
Os engenheiros José Augusto Quintella Freire e Romênio Marcelino Machado eram donos da Sigma Engenharia, empresa adquirida pela Delta Construções, em 2008. Durante o processo de fusão, no entanto, os sócios se desentenderam — e o negócio encontra-se até hoje em litígio judicial. Foi nesse período que o empresário Fernando Cavendish contratou os serviços da JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro José Dirceu. E é do centro dessa disputa que surge a revelação sobre as verdadeiras atividades do ex-ministro.
Que tipo de consultoria o ex-ministro José Dirceu realizou para o grupo Delta?
Romênio - Tráfico de influência. Com certeza, é tráfico de influência. O trabalho era aproximar o Fernando Cavendish de pessoas influentes do governo do PT. Isso, é óbvio, com o objetivo de viabilizar a realização de negócios entre a empresa e o governo federal.
E os resultados foram satisfatórios?
Romênio - Hoje, praticamente todo o faturamento do grupo Delta se concentra em obras e serviços prestados ao governo.
A contratação de José Dirceu foi justificada internamente de que maneira?
Romênio - A contratação foi feita por debaixo do pano, através da nossa empresa, sem o nosso conhecimento. Um dia apareceram notas fiscais de prestação de serviços da JD Consultoria. Como na ocasião não sabia do que se tratava, eu me recusei a autorizar o pagamento, o que acabou sendo feito por ordem do Cavendish.
O que aconteceu depois da contratação da empresa de consultoria do ex-ministro?
Quintella - A Delta começou a receber convites de estatais para realizar obras sem ter a capacidade técnica para isso. A Petrobras é um exemplo. No Rio de Janeiro, a Delta integra um consórcio que está construindo o complexo petroquímico de Itaboraí, uma obra gigantesca. A empresa não tem histórico na área de óleo e gás, o que é uma exigência Ainda assim, conseguiu integrar o consórcio. Como? Influência política.
A Delta, por ser uma das maiores empreiteiras do país, precisa usar esse tipo de expediente?
Romênio - Usa. E usa em tudo. O caso da reforma do Maracanã é outro exemplo. A Delta está no consórcio que venceu a licitação por 705 milhões. A obra mal começou e já teve o preço elevado para mais de l bilhão de reais. Isso é uma vergonha. O TCU questionou a lisura do processo de licitação. E quem veio a público fazer a defesa da obra? O governador Sérgio Cabral. O Cavendish é amigo último do Sérgio Cabral. A promiscuidade é total.
Leiam íntegra da entrevista na revista
Por Reinaldo Azevedo
Juntos Somos Fortes!