JORNALISMO INVESTIGATIVO

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

SÉRGIO CABRAL E PEZÃO ENROLADOS NAS OBRAS DO PAC, SUSPEITA DE SUPERFATURAMENTO

Prezados leitores, tudo indica que os governos Sérgio Cabral e Pezão entrarão para a história como  os "GOVERNOS DOS SUPERFATURAMENTOS".




"Jornal O Dia 
TCE aponta superfaturamento em obras do PAC na Rocinha, Manguinhos e Alemão 
Órgão determinou à Fazenda a retenção imediata de créditos que as construtoras contratadas tenham a receber por parte do estado até que seja atingido o valor apurado pelo tribunal 
24/01/2017 21:37:13
AGÊNCIA BRASIL
Rio - O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCERJ) aprovou nesta terça-feira voto do conselheiro José Gomes Graciosa que aponta superfaturamento e sobrepreço de R$ 219.887.713 em contratos das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio, e nos complexos de Manguinhos e do Alemão, na zona norte da cidade, iniciadas em 2008.
Para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, o TCE determinou à Secretaria de Estado de Fazenda a retenção imediata de créditos que as construtoras contratadas tenham a receber por parte do estado até que seja atingido o valor apurado pelo tribunal. Caso os créditos sejam inferiores a este montante, o estado pode acionar as empresas na Justiça. 
José Gomes Graciosa se baseou em relatórios apresentados pela antiga Controladoria-Geral da União (CGU), órgão que era responsável pela fiscalização dos recursos federais aplicados nas obras. O superfaturamento e sobrepreço encontrados são resultado do somatório de R$ 12.247.096,79 na urbanização da Rocinha, cujo contrato licitado foi de R$ R$ 175.610.405,23; de R$ 41.535.149,59, nas obras no Complexo de Manguinhos, inicialmente licitadas em R$ 232.009.048,29; e R$ 166.105.466,621 nas intervenções do Complexo do Alemão, cujo contrato licitado era de R$ 493.333.505,49 (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ESCÂNDALO NO RIO COM DINHEIRO PÚBLICO


O RJTV acabou de fazer uma grave denúncia ao exibir reportagem sobre a venda de apartamentos no Complexo do Alemão. Os apartamentos foram feitos com o dinheiro público e doados para famílias que moravam em áreas de risco, com impedimento de venda e aluguel. Apesar da proibição, beneficiados estão vendendo os apartamentos por R$ 60 mil.
Falta fiscalização do governo, sobra má fé nos beneficiados.
Brasil, um país de TOLOS.
Nós, homens e mulheres de bem, somos os TOLOS.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 20 de maio de 2012

CAMPANHA PATRIÓTICA - CONTA TUDO, CAVENDISH - REINALDO AZEVEDO

Prezados leitores, bom dia!
REVISTA VEJA: 
Blog do Reinaldo Azevedo. 
19/05/2012 às 16:48 hs.
CAMPANHA PATRIÓTICA: 
“Conta tudo, Cavendish”. Ou: Os recados que o empresário mandou a políticos e a outras empreiteiras.  Temos de dar início a uma campanha de natureza patriótica. Ela pode ser assim sintetizada: “Conta tudo, Cavendish!”. 
Estou me referindo, claro!, a Fernando Cavendish, o dono da construtora Delta. O que parecia ser, inicialmente, um caso grave de associação de um político — Demóstenes Torres — com um contraventor — Carlinhos Cachoeira — está se revelando uma das mais fabulosas arquiteturas jamais descobertas de: a) financiamento ilegal de campanha: b) superfaturamento de obra; c) compra — pura e simples — de parlamentares; d) pagamento de propina. 
A teia é extensa, intricada e cobre praticamente todo o território nacional, nas três esferas de administração: municipal, estadual e federal — nesta, em particular, há contratos de R$ 4 bilhões. Depois que José Dirceu — apontado pela Procuradoria Geral da República como o “chefe da quadrilha do mensalão” — prestou consultoria à Delta, a empresa teve um crescimento espetacular. Em parceria com Cachoeira (ainda não se conhecem detalhes dessa associação), tem-se uma certeza: o esquema é ecumênico, suprapartidário. 
Lula e a ala mensaleira (ou a seu serviço) do PT imaginaram, inicialmente, que uma “CPI do Cachoeira” — E ELA É NECESSÁRIA, SIM, SE TRABALHAR DIREITO — reunia elementos para destruir a oposição, macular figuras do Supremo, pôr sob suspeita a Procuradoria Geral da República e intimidar a imprensa. Jornalistas que faziam o seu trabalho de apuração dos fatos ou tiveram conversas grampeadas ou seus nomes citados pelo contraventor e auxiliares. Foi o bastante para criar o mito, a farsa, a escandalosa falácia, de que o jornalismo estaria envolvido com o crime. 
A VERDADE E OS RECADOS.
Não! 
O jornalismo, felizmente, estava e está limpo nessa história! Mas o establishment político se mostra gravemente comprometido com o esquema Delta-Cachoeira. E está ocorrendo o óbvio: manobras, das mais escancaradas às mais sutis, estão em curso para limitar o poder explosivo que, descobriu-se, tem a CPI. 
Cavendish não é do tipo dado a rompantes, mas mandou seus recados por intermédio de interlocutores. Reportagem de VEJA desta semana, de Otávio Cabral e Daniel Pereira, trata do assunto. Leiam um trecho. Volto em seguida. 
(…) 
Nos bastidores, Cavendish tem falado. E muito. Ele usou interlocutores de sua confiança para divulgar suas mensagens. Uma delas foi endereçada aos políticos. Seus soldados espalharam a versão de que a empreiteira destinou cerca de 100 milhões de reais nos últimos anos para o financiamento de campanhas eleitorais — e que o dinheiro, obviamente, percorreu o bom e velho escaninho dos “recursos não contabilizados”. Uma informação preciosa dessas deveria excitar o ânimo investigativo da CPI do Cachoeira. Os mensageiros de Cavendish também procuraram solidariedade na iniciativa privada. A arma foi ressaltar que o caixa dois da Delta, que serviu para financiar campanhas, segue um modelo idêntico ao de outras empreiteiras, inclusive usando os mesmos parceiros para forjar serviços e notas fiscais frias. A mensagem é: se atingida de morte, a Delta reagiria alvejando gente graúda. Como o navio nazista Bismarck, a Delta afundaria atirando. Faria, assim, um bem enorme ao interesse coletivo, mas seria mortal aos interesses privados. Os mensageiros de Cavendish têm espalhado que a mesma empresa fornecedora de notas frias da qual sua construtora se servia abastecia outras duas grandes empreiteiras. 
(…)
Lula patrocinou a criação da CPI do Cachoeira ao considerá-la uma oportunidade de desqualificar instituições que descobriram, divulgaram e investigaram o esquema do mensalão, como a imprensa, o Ministério Público, o Judiciário e a oposição. Logo após a abertura da CPI, Fernando Cavendish passou a negociar a empresa com o grupo J&F, cujos donos eram parceiros preferenciais do governo Lula. A venda foi orquestrada pelo ex-presidente. O papel de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central nos oito anos de mandato do petista e atual CEO do J&F, na manobra ainda não está claro. Meirelles não comenta, mas sabe-se que ele, desde os tempos de BC, não assina nada que não tenha a chancela de seus advogados particulares. 
O J&F tem 35% de suas ações nas mãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mais que isso. Tomou emprestados mais de 6 bilhões de reais no banco. É, portanto, uma empresa semiestatal. Por meio de assessores, a presidente Dilma Rousseff deixou claro que seu governo não apoia a encampação da Delta pelo grupo J&F. A contrariedade de Dilma foi explicitada pela decisão das estatais de tirar a Delta de obras do Dnit e da Petrobras. Dilma determinou à Controladoria-Geral da União (CGU) que declare a empreiteira inidônea e, portanto, proibida de fechar contratos com a União. “O governo fará tudo o que estiver a seu alcance para esse negócio não sair”, diz um auxiliar da presidente.
(…)
Leia a íntegra na revista e veja quadro com os negócios da Delta Brasil afora. 
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

CPMI DO CACHOEIRA: OBRAS DA DELTA SERÃO INVESTIGADAS EM TODO BRASIL.

O ESTADO DE SÃO PAULO: 
Blindagem governista cai na CPI, e Delta será investigada em todo o País.
Relator tenta restringir foco às relações da empreiteira, mas apuração deve abranger obras federais. 
Quinta, 02 de Maio de 2012, 22h03. 
João Domingos e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo.
BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira furou nesta quarta-feira, 2, a blindagem montada pelo PT para proteger o governo federal e decidiu investigar as ligações da Delta Construções S.A. com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em todo o Brasil, e não somente na Região Centro-Oeste, como havia sido proposto pelo relator Odair Cunha (PT-MG). A CPI determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Cachoeira a partir de 1.º de janeiro de 2002.
No entanto, a posição branda do relator foi seguida quando o foco passou a ser a relação de governadores com o esquema investigado pela Polícia Federal. Nos casos de Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), a CPI nada decidiu sobre eles.
A Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou e desbaratou o esquema de Carlinhos Cachoeira, gravou conversas em que aparecem os nomes de Agnelo e Perillo. Quanto a Cabral, os parlamentares de oposição desejam convocá-lo por causa da ligação com o empresário Fernando Cavendish, ex-diretor da Delta.
Senador. Também ficou decidido nesta quarta-feira que Cachoeira vai prestar depoimento à CPI no dia 15. O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) vai depor no dia 31. Já o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu será ouvido pela CPI do Cachoeira no dia 29. Os arapongas Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e Jairo Martins, vão depor no dia 24. José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Garcêz e Lenine Araújo de Souza, integrantes do esquema de Cachoeira, vão prestar depoimento no dia 22.
Ao todo, a CPI aprovou 51 requerimentos. Um plano de trabalho apresentado por Odair Cunha prevê que a situação dos governadores só deverá ser examinada a partir de junho. Cunha e a base do governo entenderam que não têm condições técnicas para convocá-los agora. Os partidos de oposição acabaram concordando com eles.
Caso os exames dos documentos das Operações Vegas e Monte Carlo - as duas que investigaram as ligações de Cachoeira com agentes públicos e privados - mostrem o comprometimento dos governadores, serão apresentados novos requerimentos. A intenção da oposição era convocar Cabral e Agnelo. O governo, de seu lado, queria ouvir o tucano Perillo.
Delegados. Ficou decidido ainda pela CPI do Cachoeira que os delegados Raul Alexandre Marques Souza e Matheus Mello Rodrigues e os procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela operações Vegas e Monte Carlo, serão convidados a comparecer à CPI na semana que vem, para sessões reservadas nos dias 8 e 10. A princípio, eles deveriam conversar com os parlamentares da CPI numa sessão aberta.
Mas a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) e o deputado Luís Pitiman (PMDB-DF) pediram que fossem ouvidos secretamente. Argumentaram que os advogados de Cachoeira e de outros envolvidos com o esquema do contraventor ouviriam tudo e depois contariam para seus clientes, o que poderia atrapalhar os planos de investigação da CPI.
Na opinião do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a pressão dos partidos de oposição, que contaram com o apoio de partidos da base, como o PDT, o PMDB e o PCdoB, possibilitaram mudar o plano de trabalho do relator Odair Cunha, tirando o foco de investigação da Delta somente no Centro-Oeste, e levando-o para todo o País.
A Delta é a empresa que mais tem obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De 2007 até agora ela recebeu R$ 4,13 bilhões do governo federal. Pressionado, restou a Cunha admitir que não havia como manter as investigações apenas no Centro-Oeste. “Vamos ver o papel da Delta na organização criminosa. Há elementos contundentes e suspeitas de que Cavendish seria sócio oculto do Cachoeira.”
Juntos Somos Fortes!