JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sábado, 11 de agosto de 2012

NOSSOS POLÍTICOS ESTÃO MAIS INTERESSADOS NA BUNDA

CPMI do Cachoeira

A CPMI do Cachoeira vai acabar em pizza ...
O interesse não parece ser o esclarecimento dos fatos.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O MENSALÃO, A CPMI DO CACHOEIRA E O FUTURO DO BRASIL


Prezados leitores, bom dia!
Hoje começa no Supremo Tribunal Federal o julgamento do mensalão, o maior escândalo de corrupção política da história do Brasil.
Ao lado da investigação que está em curso na CPMI do Cachoeira (Delta), o mensalão precisa ser um divisor de águas no Brasil, responsabilizando os considerados culpados. Caso isso não aconteça, o descrédito será total com relação aos poderes da república, o que comprometerá a nossa incipiente democracia.
É nosso dever cobrar resultados.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A MÁFIA ITALIANA E A POLÍTICA BRASILEIRA


Prezados leitores, bom dia!
Ontem, eu ganhei meu terceiro livro sobre a máfia italiana:
"Coisas da Cosa Nostra - A máfia vista por seu pior inimigo".
O livro de autoria de Marcelle Padovani, contém entrevistas do juiz Giovani Falcone, assasssinado pela máfia.
Atualmente, estou lendo "História da Máfia" de Salvatore Lupo, tendo lido primeiro "Gomorra" de Roberto Saviano.
A cada linha que avanço na leitura sobre as organizações mafiosas, mas identifico nelas os cleptocratas brasileiros, sobretudo os maus políticos que se organizam com empresários para roubar o dinheiro público, o nosso dinheiro.
No Brasil atravessamos um momento especial para aplicarmos sanções nos maus políticos e maus empresários. O julgamento do Mensalão no STF e a CPMI do Cachoeira no Congresso podem ser marcos na luta pela boa política, mas podem também ser marcos da consolidação da força dessas organizações mafiosas, uma força inteiramente fora de controle que gera impunidade ampla, geral e irrestrita.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

POR QUE A ALERJ NÃO INSTAUROU A CPI DA DELTA?


Prezados leitores, bom dia!
Por que a ALERJ não instautou a CPI da Delta?
Não existe mais qualquer justificativa, aliás, alguns consideram que existe uma, a qual me recuso a aceitar, ou seja, que a ALERJ só faz o que o governador quer, sendo inteiramente submissa.
Não existe democracia onde o executivo manda no legislativo, isso é inconcebível.
A CPI da Delta deve ser instaurada de imediato. 
REVISTA ÉPOCA:
Na trilha dos milhões da Delta ÉPOCA identifica no Rio de Janeiro uma rede de empresas sonegadoras de impostos. Uma delas recebeu dinheiro do esquema Cachoeira-Delta, seguindo o mesmo padrão adotado. pelo grupo no Distrito Federal HUDSON CORRÊA, MARCELO ROCHA E MURILO RAMOS. 
Desde que descobriu que R$ 40 milhões saíram das contas da construtora Delta, sediada no Rio de Janeiro, para empresas de fachada, a CPI do Cachoeira patina na investigação da lavagem de dinheiro. A apuração pode esbarrar até em caixa dois de campanhas eleitorais, possibilidade que tira o sono de muitos políticos. A Delta tinha contratos milionários com órgãos públicos. Em troca, pode ter desviado recursos do Erário para a corrupção. Enquanto a CPI não sai do lugar, ÉPOCA descobriu no Rio de Janeiro uma teia que sonegou R$ 300 milhões em Imposto de Renda e contribuições para a Previdência entre os anos de 2000 e 2004. Essa nova rede, até agora desconhecida dos parlamentares, está ligada a uma empresa fantasma já investigada pela CPI. A movimentação ilegal ocorreu dentro do período que a CPI se propôs a apurar: os últimos dez anos (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PROBLEMA BRASILEIRO: O BOM HUMOR


Prezados leitores, bom dia!
O brasileiro é muito bem humorado, isso é um fato. 
O brasileiro gosta de festa, isso é outro fato.
As brincadeiras fazem parte do nosso cotidiano, sendo um fator de agregação nos ambientes sociais, sempre que elas não descabam para o mau gosto. Um bom contador de piadas é um indivíduo de sucesso no seu grupo, um agente catalisador da amizade. Em contrapartida, os que se afastam desse comportamento jocoso acabam meio que discriminados. Somos brincalhões por natureza e isso acabou se transformando em um grande problema nacional, o hábito de fazer piada de tudo, não tratanto alguns temas com a seriedade que eles merecem.
O nosso bom humor faz com que transformemos o mundo do futebol, por exemplo, em uma fonte inesgotável de piadas. Vez por outra parece que vibramos mais com a derrota dos times adversários do que com a vitória do nosso time, isso em virtude da possibilidade de fazermos uma gozação. No Rio, flamenguistas parecem vibrar mais com as derrotas do Vasco do que com as vitórias do Flamengo e a recíproca é verdadeira.
O problema é que levamos esse comportamento alegre para os problemas mais sérios do Brasil e acabamos fazendo piadas.
Apelidamos o político mentiroso de Pinóquio, escrevemos artigos, fazemos charges, cartazes e faixas com a imagem do boneco, mas o político continua lá, mentindo.
Anunciamos que a CPMI do Cachoeira vai acabar em pizza, escrevemos artigos, fazemos charges, cartazes e faixas, enquanto isso a chance dos envolvidos saírem ilesos cresce diariamente, alimentando a impunidade.
No Rio vestimos ternos, colocamos guardanapos na cabeça e fomos para as ruas, andamos de bicicleta simulando passeios por Paris, mas tudo continua igual.
Hoje termina a Rio +20 sem qualquer resultado digno de elogio, gastamos quase 200 milhões de dinheio público para esse espetáculo inócuo e amanhã estaremos fazendo piada, como a elegante que O Globo publica hoje na sua capa com o título "joalheria", onde aparece uma foto com a senhora Marcela Temmer, mulher do vice Michel Temer, recebedo primeiras-damas durante um desfile de joias no Palácio Itamaraty, no Centro do Rio. 
Tudo acaba em gozação, infelizmente.
Vivendo nesse mundo circense, sofremos com toda sorte de problemas e não reagimos, pior, rimos.
No Rio de Janeiro a segurança, a educação e a saúde públicas são péssimas, mas não adotamos qualquer medida séria para revertermos o quadro.
Dizem que não existe mal dure pare sempre e bem que nunca se acabe, quem sabe nós comecemos a rir menos e a agir com a seriedade que os problemas determinam.
Brincamos com o mensalão, Lula não sofreu um processo de impeachment e o conjunto PT+PMDB continuou no poder.
Brincamos com as viagens de Sérgio Cabral (PMDB) para a Europa e a CPMI da Delta não foi instalada na ALERJ.
Quem sabe o impeachment no país vizinho não nos anime para tratar os problemas com a seriedade que eles merecem.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 19 de junho de 2012

BRASIL: A CLEPTOCRACIA DESENVOLVE AÇÕES MAFIOSAS E AMEAÇA JUIZ


ESTADÃO.COM 
Juiz responsável pela Monte Carlo relata ameaças de morte e pede afastamento. 
Magistrado diz ter sido alertado sobre possibilidade de sofrer represálias nos próximos meses. 
Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo.
BRASÍLIA - O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava a Operação Monte Carlo, relata ser alvo de ameaças de morte, revela que homicídios podem ter sido cometidos por integrantes do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira e pede para ser tirado do caso (Leiam). 
Juntos Somos Fortes!

sábado, 16 de junho de 2012

CAVENDISH: O HOMEM QUE PODE DERRUBAR A REPÚBLICA

Paris
Sérgio Cabral, Fernando Cavendish
e outros

O desespero dos políticos da base governista em blindar políticos e empresários parceiros demonstra de forma inequívoca que a CPMI pode encher as cadeias brasileiras de ternos e tiers finamente recortados.
O catalisador desse furacão, que ainda está no estágio de ventinho, é o empresário Fernando Cavendish (Delta), amigo do governador Sérgio Cabral (PMDB).
Estima-se que se Cavendish, um arquivo vivo, falar tudo que sabe a república desaba.
A Revista Veja publicou uma "ameaça" do furacão Cavendish:
Corrupção.
Cavendish ameaça levar outras empreiteiras à CPI.
No mesmo dia em que a Delta foi punida pela CGU, empresário mandou recado a um parlamentar: a maioria das grandes empreiteiras paga propina a servidores públicos e políticos – e usa os mesmos laranjas. (Leiam). 
Juntos Somos Fortes!

sábado, 9 de junho de 2012

DELTA TINHA FICHA SUJA DESDE 2010, MAS BNDES EMPRESTOU DINHEIRO PÚBLICO COM JUROS SUBSIDIADOS

REVISTA VEJA:
Blog do Reinaldo Azevedo.
08/06/2012 às 16:49 hs.
Delta tinha a ficha suja desde 2010 segundo o próprio governo federal; no entanto, BNDES continuou a emprestar dinheiro à empresa com juros subsidiados. Luciano Coutinho tem de ir à CPI.
Que país! 
Há coisas realmente notáveis em Banânia quando a gente junta lé com lé, cré com cré. Reportagem de hoje do Estadão indica que a Delta — sim, a Delta! — recebeu R$ 139 milhões em financiamento do BNDES entre 2010 e 2011 — R$ 75,1 milhões só no ano passado. Aí o leitor exigente, que deve ser sempre severo com o analista ou o colunista, tem de perguntar: “E daí, Reinaldo? O que isso tem de errado? Ninguém sabia ainda que a empresa estava envolvida nessa sujeirada!”. Então vamos ver. 
Há uma questão de fundo, claro!, nessa história toda: “Pra que serve, afinal de contas, o BNDES?, a Mamãe Gansa do capitalismo de estado no Brasil?”. Mas isso deixo para daqui a pouco. Quero me fixar em outro aspecto, que é um escândalo por si mesmo e deveria chamar, por óbvio, a atenção do Ministério Público. 
Em 2010, a Operação Mão Dupla, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, constatou que a Delta estava envolvida em um monte de falcatruas: fraudes em licitações, superfaturamento, desvio de verbas, pagamentos de propina, pagamentos indevidos e uso de material de qualidade inferior ao contratado em obras de infraestrutura rodoviária sob o comando do Dnit. Havia outras 11 empresas no rolo. 
É uma coisa fabulosa! Mesmo com a Controladoria-Geral da União tendo em mãos o currículo da Delta — e a CGU é um órgão diretamente ligado à Presidência da República —, a empreiteira assinou com o governo 31 novos contratos, no valor de R$ 758 milhões. E agora ficamos sabendo que isso ainda era pouco. O BNDES concedia generosos empréstimos a uma empresa pega fazendo pilantragem. 
Vocês certamente sabem o que quer dizer o “S” em “Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social”! Por que um banco de fomento precisaria financiar uma construtora que não realiza investimentos de longo prazo, não busca inovação tecnológica, não está envolvida numa atividade de infraestrutura com prazo longo de retorno? Há muito o BNDES virou a caixa-preta do capitalismo de estado no Brasil, que vai elegendo, segundo os ventos da política, seus ganhadores e perdedores. 
O Tesouro capta dinheiro no mercado com os juros da taxa Selic, injeta no BNDES, que o empresta a alguns eleitos com taxa subsidiada. O conjunto dos brasileiros arca com a diferença. A Delta, com a sua ficha suja desde 2010, não só continuou a celebrar contratos com o governo federal como estava na lista dos aquinhoados pelo bolsa-juro do BNDES. Parte da dinheirama servia para financiar uma impressionante rede de corrupção. 
Tem de chamar.
Com a ficha que tinha, constatada pela Operação Mão Dupla, a Delta jamais poderia ter continuado a celebrar contratos com o governo; receber financiamento do BNDES, então, é um escárnio. 
Há muito o ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, deveria ter sido convocado pela CPI. Ele precisa dizer quais providências foram tomadas na sua esfera de competência para advertir a máquina pública de que uma das empresas contratadas por órgãos federais estava roubando o dinheiro dos brasileiros. Também Luciano Coutinho, presidente do BNDES, tem de ser chamado. Eu sou quase tentado a propor uma CPI só para o banco: quais são os critérios que a instituição leva em conta ao conceder um empréstimo? Os órgãos de investigação do governo são ao menos chamados a dizer se existe alguma pendência que diga respeito ao beneficiário da mamata — digo, do “financiamento”? 
Todos os contratos celebrados por órgãos de estado com a Delta depois da Operação Mão Dupla são essencialmente imorais e suspeitos por sua própria natureza. 
PS — Pergunta: as outras 11 empresas flagradas na “Operação Mão Dupla” continuam a fazer negócios normalmente com o governo federal? Algo a se verificar. 
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

RIO +20% - A MARCA REGISTRADA DO RIO DE JANEIRO


Juntos Somos Fortes!

A FRAGIL DEMOCRACIA BRASILEIRA NAS MÃOS DO SUPREMO E DO CONGRESSO


A democracia no Brasil ainda é embrionária, isso é um fato. O seu crescimento está nesse momento nas mãos do Supremo Tribunal Federal, que marcou o julgamento do mensalão e do Congresso Nacional, onde está em curso a CPMI do Cachoeira (CPMI da Delta). As condenações e as punições são vitais para fortalecer o país e para dar o primeiro passo para deter as quadrilhas formadas por empresários e políticos que desviam o dinheiro público.
Não custa lembrar que quem desvia o nosso dinheiro, condena gerações ao analfabetismo funcional e mata pessoas nas ruas nos hospitais públicos, em razão dos péssimos serviços de educação, segurança e saúde públicas.
Penitenciária de segurança máxima neles!
RDD neles!
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A POLÍTICA NOS QUARTÉIS - MAUD CHIRIO

Prezados leitores, bom dia!
Na semana passada eu estive em Icaraí para festejar o aniversário de uma amiga. Como ainda não perdi todos os hábitos castrenses, cheguei muito cedo e resolvi visitar a livraria da Universidade Federal Fluminense que funciona no local. Entre um café e outro, olhei as estantes e encontrei um livro interessante: 
"A Política nos Quartéis - Revoltas e Protestosde Oficiais na Ditatura Militar Brasileira", de autoria da historiadora Maud Chirio (R$ 45,00).
O livro trata do comportamento dos Oficiais no período no que diz respeito a vida política nos quartéis.
Confesso que nunca tinha lido nada tão abrangente sobre o tema, o que tem sido muito útil para formar minhas opiniões, ouvindo as diferentes opiniões, como procuro fazer sempre que possível.
Eu recomendo. Atualmente, tenho dividido o meu prazer de ler entre ele e o livro "História da Máfia - Das Origens aos Nossos Dias", de Salvatore Lupo. Esse último muito importante para quem pretende conhecer o funcionamento das organizações criminosas, algo fundamental para compreender, por exemplo, o "mensalão" e as relações entre políticos e empresários brasileiros, que enqriquecem desviando o dinheiro público.
Quem não conhece as máfias internacionais, fica capenga para analisar a política no Brasil.
J

domingo, 3 de junho de 2012

A CPMI DEVE SER DA DELTA, NÃO RESTA DÚVIDA


REVISTA VEJA: 
Blog do Reinaldo Azevedo. 
02/06/2012 às 18:00 hs.
VEJA 3 - A CPI do Cachoeira tem de ser, na verdade, a CPI da Delta. Ou: A cachoeira virou tsunami. Ou: VEJA tem acesso a relatório do Coaf e identifica um laranjal.
Caros leitores, tenho insistido aqui desde o começo que o rolo envolvendo Carlinhos Cachoeira e a Delta tem duas frentes: a) uma é a ação do contraventor e seu envolvimento com a jogatina. O caso tem de ser investigado, e os responsáveis, devidamente punidos; b) outra, muito mais importante e ampla, diz respeito à Delta — esta sim, tudo indica, uma rede que se espalha Brasil afora. O bicheiro era apenas um dos operadores do esquema. Os sábios do PT tentaram limitar a investigação ao Centro-Oeste porque se deram conta do tamanho do imbróglio e porque perceberam, como estampa a capa da VEJA desta semana, que uma investigação ampla exporá o “laranjal” da empreiteira e será um tiro no pé do próprio PT. Leiam trechos da reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques na VEJA desta semana. A íntegra está na edição impressa da revista (Leiam mais). 
Juntos Somos Fortes!

RIO - ELEIÇÕES 2012 - ENTENDA COMO SÉRGIO CABRAL (PMDB) ESCAPOU DE SER CONVOCADO PARA DEPOR NA CPMI DO CACHOEIRA


O GLOBO:
CRISE PODE TIRAR CABRAL DOS PALANQUES ELEITORAIS.
Redução da agenda pública sinaliza que o governador será discreto em campanha.
RIO - Dias atrás, um político da Baixada Fluminense ligou para o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o convidou para a inauguração de uma unidade de ensino profissionalizante na região. Pelo alcance social do projeto, seria um discurso fácil, mas Cabral refutou.
— Por enquanto, quero ficar quietinho — agradeceu.
A 10 dias do início das convenções que definirão os candidatos a prefeito dos municípios fluminenses, o gesto do governador fortaleceu uma convicção que prospera entre aliados: Cabral, cuja agenda pública minguou com a crise envolvendo a empreiteira Delta, será um eleitor discreto em outubro e praticamente não subirá em palanques.
Em lugares como Duque de Caxias e Nova Iguaçu, onde haverá disputa entre partidos da base governista, a ausência de Cabral era esperada antes mesmo da crise. Porém, até nos municípios onde os aliados marcharão juntos, como na capital, o governador deverá manter distância. Antecipando-se, o prefeito Eduardo Paes, candidato à reeleição, começou discretamente a mudar o eixo da campanha, que abandonou a bandeira da parceria município-estado-União para destacar obras de sua administração.
A inauguração de uma UPP no Complexo do Alemão evidenciou o ânimo do governador à exposição pública. Confrontado com uma pergunta sobre a CPI do Cachoeira, reagiu rispidamente, acusando o repórter de faltar com o respeito. Os aliados, que apostavam na força de Cabral para alavancar candidaturas, hoje estão inseguros de levá-lo aos palanques.
Provável candidato à sucessão estadual em 2014, o vice-governador Pezão perderá, com o recolhimento de Cabral, a oportunidade de ganhar mais visibilidade. Seus potenciais adversários não ficarão parados. Enquanto o senador Lindberg Farias (PT) turbina uma agenda de cabo eleitoral de luxo nos quase 40 municípios onde os partido terá candidatos próprios, o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR) promete lançar candidatos próprios em 70 municípios. Na capital, a filha, deputada estadual Clarissa Garotinho, será vice na chapa de Rodrigo Maia (DEM).
Cabral, procurado, não quis se manifestar.
Para escapar da CPI, Cabral recorre a Aécio
No recolhimento forçado, Cabral causou pelo menos duas surpresas aos aliados. A primeira foi a iniciativa de reaproximar-se do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem mantinha relação conflituosa. Durante a crise, os dois se encontraram. Foi a Polícia Civil de Cabral que, há três anos, colheu a voz de Cunha em gravações telefônicas durante a Operação Alquila, lançada para investigar um esquema de fraude fiscal envolvendo a Refinaria de Manguinhos. O grampo custou a Cunha a dor de cabeça de enfrentar um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o mesmo Cunha se movimenta para tentar blindar o governador nos desdobramentos da CPI do Cachoeira.
A segunda surpresa foi uma inesperada visita à deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ), que recuperava-se em casa de uma cirurgia. Quem conhece a rotina do governador, sabe que nunca sobra tempo na agenda para receber parlamentares. Paulo Duque, que o substituiu no Senado Federal quando Cabral concorreu ao governo, em 2006, reclamava na época de só ter recebido um único telefonema do governador, embora tivesse sido leal e não mudado um único funcionário do gabinete.
Cabral também usou o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB) para acompanhar de perto todos os movimentos da CPI. O parlamentar é filho de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, de quem Cabral até então mantinha divergências quanto ao rumo do PMDB nas eleições do Rio. O governador também recorreu ao senador Aécio Neves (PSDB). O tucano convenceu três dos cinco integrantes do partido a votar contra a convocação de Cabral para depor na comissão. O peemedebista foi dispensado da CPI por 17 votos a favor e 11 contra.
— O Aécio foi fundamental neste processo — disse um aliado de Cabral.
Na capital, os adversários do prefeito Eduardo Paes estão divididos sobre usarem ou não na campanha eleitoral fotos e vídeos divulgados em abril por Garotinho onde aparecem Cabral e secretários estaduais — alguns deles flagrados dançando com guardanapos na cabeça — em passeios e jantares em restaurantes de luxo em Paris, em 2009.
— Não adianta agora o Paes dizer que não tem nada a ver com Cabral. Eles têm o mesmo projeto de poder. As imagens (de Paris) serão mostradas no meu programa, mas sem baixarias — disse o deputado estadual Marcelo Freixo, pré-candidato a prefeito pelo PSOL.
Já Rodrigo Maia, do DEM, afirma não querer a “política do confronto”, apesar de ter Garotinho como aliado:
— Este material de Paris já foi fartamente divulgado. Não será necessário usar (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

LULA E O CAPITÃO SIMONE SIMONINI - MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA

É sabido que a arte imita a vida e muitas vezes uma obra literária revela mais do que um tratado. Assim, quem ler O Cemitério de Praga, livro mais recente do notável escritor e pensador, Umberto Eco, sem dúvida fará um paralelo com o que se passa na política brasileira em termos de essência, é claro, e não de cenário histórico com costumes e personagens próprios de uma época. 
Nesta obra Umberto Eco conduz o leitor a uma vertiginosa aventura entre intrigas, calúnias, crimes, traições, conspirações. Destaca-se a sordidez própria das tramas presentes nos jogos do poder, sendo que o personagem principal, capitão Simone Simonini, que conduz o enredo é o velhaco por excelência, o ardiloso falsificador, o traidor que oscila entre facções, o cínico que justifica todos seus atos, o frio calculista, o impiedoso carrasco dos adversários. Enfim, Simonini, que tem personalidade dupla é um tremendo mau-caráter, um inescrupuloso, um corrupto que se vende e serve a quem lhe pagar mais. 
Estas características não parecem familiares aos que me leem? Não vem à mente determinados tipos que transitam com desenvoltura por nossa ribalta política? É a selva humana em ação onde prevalece como mostrou Maquiavel, “a força do leão ou a astúcia da raposa”. 
Feitas essas observações lancemos um olhar sobre o encontro de Lula e o ministro, Gilmar Mendes, do STF, promovido por Nelson Jobim. No episódio, apesar dos muitos desmentidos e versões, um todo-poderoso Lula chantageia e lança seu veneno sobre o ministro oferecendo proteção de capo para não envolvê-lo na CPI do Cachoeira, desde que ajude a protelar o temido julgamento do “mensalão”, crime cometido durante seu governo por companheiros, entre eles, José Dirceu. 
Nesse caso, o ex-presidente assume sua porção de um fabuloso Simonini. Ele faz questão de demonstrar que não só dirige a CPI como manipula o STF, pois afirma já ter conversado com outros ministros ou ter meios para convencê-los do que deseja, como seria o caso da ministra Carmem Lúcia a ser influenciada pelo o ex-ministro Sepúlveda Pertence. 
Lula é o caso típico de alguém que tendo tido origem humilde tornou-se dono de um imenso poder do qual abusa, que lhe propicia as delícias da burguesia que antes criticava e no qual se agarra com unhas e dentes. 
Naturalmente, nem todos que foram pobres e que tiveram o mérito de ascender na escala social agem desse modo. Exemplo disso, o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Lula, contudo, não subiu por mérito e sim por sorte, sendo sua escola a sindical onde aprendeu tretas e mutretas dignas do capitão da ficção de Umberto Eco. 
Matreiro, Lula é confundido com gênio da política e sua verborragia cheia de impropriedades linguísticas, gafes, palavrões, piadas de mau gosto é saudada como identificação perfeita com o povo. Ele se move pela lei da desforra do que foi e apesar da arrogância, da fanfarrice, da vaidade desmesurada, no fundo é um recalcado com complexo de inferioridade que precisa constantemente de holofotes, aplausos, premiações, títulos, para se sentir bem. Compara-se a Jesus Cristo, Tiradentes, Jk e se gaba de ser o melhor presidente que o mundo conheceu, o descobridor do Brasil que antes dele não existia, o salvador dos pobres e oprimidos. 
Uma competente propaganda e a tendência humana para acreditar na mentira compõem o mito e o PT faz de sua criação o ser inimputável, intocável, onipotente, onisciente, o pequeno deus que no fundo sabe que tem pés de barro. 
No caso do encontro com o ministro, Lula/Simonini, como é de seu feitio negará o que disse, não sabe de nada, não viu nada, nenhuma afronta ao STF foi feita, no que foi secundado pelo anfitrião, Nelson Jobim. Ao mesmo tempo, a rede de intrigas e versões entrou em ação e nisto pelo menos nisso o PT é competente. O errado é o ministro que ao se defender ficou mal visto. Pior, ficou sozinho. 
Enquanto Lula foi homenageado pela presidente Rousseff, o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, junto com seus pares declarou que o problema de Gilmar Mendes é pessoal. O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que é legitimo Lula opinar sobre o julgamento do mensalão, do qual, aliás, o ex-presidente foi avisado em 2005 por Marcondes Perillo, hoje na fogueira da CPI. E o próprio José Dirceu andou dizendo que não fazia nada sem que Lula soubesse. 
Em todo caso, as coisas vão bem para Lula, “mensaleiros” e companheiros da cúpula petista. A tal CPI é uma farsa que desmoraliza ainda mais o Legislativo. O Judiciário foi conspurcado em sua mais alta corte sem ninguém reclamar. Sobra a hipertrofia do Executivo que se prepara para a volta, em 2014, do capitão Simonini, quer dizer, de Lula e de seus companheiros. E ainda se acredita que vivemos em plena democracia. 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. 
 mlucia@sercomtel.com.br 
www.maluvibar.blogspot.com 
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quinta-feira, 31 de maio de 2012

GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL (PMDB) SE IRRITOU COM PERGUNTA SOBRE A DELTA

Jornal Extra

REVISTA VEJA:
Blog do Reinaldo Azevedo.
31/05/2012
Cabral, aquele da farra em Paris, se irrita com perguntas sobre a Delta.
Por Marcelo Gomes, no Estadão:
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ficou irritado ontem ao ser questionado por um jornalista se temia a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Construções, aprovada na terça-feira pela CPI do Cachoeira do Congresso Nacional. Foi a primeira vez que Cabral falou sobre o caso desde 27 de abril, quando vieram à tona fotos dele em festas em Paris com secretários estaduais e com o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira e seu amigo pessoal.
“Por que eu temeria? Acho até um desrespeito da sua parte me perguntar isso. Uma coisa é a relação pessoal que eu tenho com empresários ou não empresários. Outra coisa é a impessoalidade da decisão administrativa. Essas ilações são de uma irresponsabilidade completa, um desrespeito completo com a minha pessoa, com a administração que a gente vem fazendo aqui, com os meus secretários de Estado”, disse. “Porque os secretários partem sempre da premissa e reconhecem a gestão impessoal que a gente tem feito, da imparcialidade e da autonomia dos secretários. Eu duvido que algum secretário meu diga: ‘Bom, o governador um dia ligou para pedir a nomeação de A, B ou C, ou para influenciar em qualquer decisão administrativa’. Por que eu temeria?”
Contratos. A Delta já recebeu R$ 1,49 bilhão em contratos com o governo do Rio durante a gestão Cabral. As fotos das confraternizações na capital francesa, ocorridas em 2009, foram reveladas pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR), adversário de Cabral. Cabral disse ainda que não vai se oferecer para ser ouvido na CPI do Cachoeira, como fez o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na terça-feira. “O governador de Goiás tem as razões dele e eu respeito. Há 250 mil gravações e meu nome não aparece em nada. Não é o fato de uma amizade que me levaria a ir a qualquer lugar, mas eu respeito o governador e tenho certeza de que ele terá a oportunidade de se defender.”
(…)
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL DIZ NÃO TEMER QUEBRA DE SIGILO DA DELTA


Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A CPMI DO CACHOEIRA E A ( O ) CAIXA PRETA


Aprender a juntar partes é essencial para quem pretende conhecer o todo.
O fato do governador Sérgio Cabral (PMDB), após ter ficado calando por vários dias, ter resolvido quebrar o silêncio sobre a CPMI do Cachoeira logo hoje, dia no qual os integrantes da comissão votariam sobre a sua convocação ou não para depor,  somado ao resultado da votação pela sua blindagem temporária, são episódios que devem ser analisados em conjunto. 
Certamente, os aliados de Sérgio Cabral (PMDB) devem estar comemorando os efeitos imediatos dos remédios ministrados, mas não podem deixar de ler a bula toda, sobretudo a parte das contra-indicações.
Salvo melhor juízo, Sérgio Cabral (PMDB) pode ter sido transformado na caixa preta da CPMI do Cachoeira.
Juntos Somos Fortes!

CPMI DO CACHOEIRA: POR QUE AGNELLO E CABRAL NÃO FAZEM O MESMO?


Prezados leitores, bom dia!
Eu planejava escrever um artigo sobre o fato do governador Marconi Perillo (PSDB) estar se voluntariando para depor da CPMI do Cachoeira e os decorrentes incômodos que tal posição estaria causando aos governadores Sérgio Cabral (PMDB) e Agnello Queiroz (PT), que aparentemente buscam blindagem para não serem convocados através de seus partidos, os atuais donos do Brasil. Felizmente, como faço habitualmente, encontrei um artigo do jornalista Reinaldo de Azevedo sobre o tema, que certamente tratou o assunto muito melhor que eu faria. Transcrevo o artigo no final.
Para não passar em branco, comento uma experiência que vivi ontem.
Não sei o desgaste que Agnello Queiroz (PT) está sofrendo no Distrito Federal, mas sei que no Rio de Janeiro o desgaste de Sérgio Cabral (PMDB) tem sido enorme. Pior, Cabral com as suas fintas na imprensa e o seu silêncio, está levando consigo para a vala comum da desmoralização política, a reeleição de Eduardo Paes (PMDB) e o próprio futuro do PMDB no estado. Calar-se, não apresentar qualquer prova a seu favor e acreditar que a tática de esperar esfriar os escândalos, confiando que o povo tem memória curta, parece uma estratégia suicida em termos políticos.
Ontem, eu estive em um evento em Niterói, cidade de um povo assustado com a violência crescente, fruto de uma das contra-indicações das UPPs, como já escrevi. Lá constatei e escrevi ontem mesmo no twitter que a reprovação de Sérgio Cabral (PMDB) é de 100%. E olha que não era um evento político, mas sim uma festa particular. Ao longo do encontro eu conversei com várias pessoas e ninguém disse qualquer palavra positiva em relação ao governador, muito pelo contrário.
Penso que Sérgio Cabral (PMDB) deva falar, apresentar os comprovantes dos pagamentos das despesas das viagens para a Europa e desvendar a sua relação com Fernando Cavendish, o homem da Delta. Caso contrário, o PMDB perderá a eleição na capital fluminense (2012) e ele não elegerá seu substituto (2014), isso no mínimo, isso no melhor dos cenários para o governador e seu partido.
Para derrotar Eduardo Paes (PMDB) atualmente no Rio de Janeiro basta dizer:
Votar em Paes é igual a votar em Cabral!
REVISTA VEJA:
Blog do Reinaldo Azevedo.
29/05/2012. 
Perillo se apresenta à comissão e, na prática, pergunta: "Por que Agnello e Cabral não fazem o mesmo?"
O governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, fez a coisa certa. Foi ao Congresso e entregou um requerimento ao presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rego, oferecendo-se para falar à comissão. Em entrevista coletiva, disse não ter nada a temer, negou que tenha alguma relação indevida com Carlinhos Cachoeira ou que o contraventor tenha interferido em seu governo.
“Pura estratégia! Puro despiste!”, podem dizer muitos. Digamos que sim… Mas então cabe uma pergunta: por que Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal, e Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio, não fazem o mesmo? Assim, todos demonstrariam não temer as indagações dos membros da comissão. E olhem que Perillo teria um verdadeiro exército da base aliada pela frente, não é? Cabral e Agnelo, ao contrário, enfrentariam uns poucos aguerridos da oposição — todos parlamentares experientes, sem dúvida, mas poucos.
Ao se apresentar à CPI, Perillo tenta furar uma bolha no noticiário criada pelo PT, inflada hoje em vídeo gravado por Rui Falcão, segundo a qual ele temeria ser convocado. Ao ir ao Congresso e se apresentar, concedendo entrevistas, perguntou na prática: “Por que Agnelo e Cabral não fazem o mesmo?”.
Taí: por que eles não fazem o mesmo?
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 29 de maio de 2012

CPMI DO CACHOEIRA: OS GOVERNADORES SERÃO CONVOCADOS?

Prezados leitores, bom dia!
Hoje os integrantes da CPMI decidem se convocam para depor os três governadores: Sérgio Cabral, Agnelo Queiroz e Marconi Perillo.
A base governista tem feito um esforço enorme para blindar os "seus".
Marconi Perillo diz que deseja ser ouvido, mas a tendência é que nenhum dos três preste esclarecimentos.
Ao final do dia saberemos se os políticos resolveram melhorar a imagem da classe ou afundaram mais ainda a classe política na lama.
Juntos Somos Fortes!