JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

RIO DE JANEIRO: FALTA ÁGUA E SOBRAM BALAS PERDIDAS

Prezados leitores, a violência segue sem controle no Rio de Janeiro.
A Ong Rio de Paz e familiares de vítimas da violência realizaram protesto em Copacabana.


Daniela Hallack Dacorso / Agência O Globo

"JORNAL O GLOBO 
Em dez dias, Grande Rio teve doze casos de balas perdidas 
No fim de semana, mulher e menina foram atingidas na Zona Norte; jovem em Niterói; dois homens em São Gonçalo; e mulher na Rocinha 
POR RENAN FRANÇA / BRUNO AMORIM
25/01/2015 17:00 / ATUALIZADO 26/01/2015 9:16 
RIO - RIO - Adriene Solan do Nascimento, de 21 anos, foi baleada durante um tiroteio entre traficante e policiais da UPP, na Rocinha, na Zona Sul, na noite deste domingo. Segundo informações do 23º BPM (Leblon), a mulher foi encaminhada para o Hospital municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo os policiais, os tiros que atingiram Adriene partiram de traficantes. O caso foi registrado 11ª DP (Rocinha) (Leia mais)". 

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domingo, 25 de janeiro de 2015

VIOLÊNCIA NO RIO: QUEM SÃO OS CULPADOS?



Prezados leitores, a seguir transcrevemos matéria publicada no jornal O Dia sobre a violência no Rio de Janeiro.
A realidade vivenciada pela população é gravíssima, pois a violência está em todo lugar.
A sensação é de que existe uma guerra no Rio de Janeiro.
Uma guerra que é travada pela polícia contra os criminosos e travada entre os próprios criminosos.
Importante destacar que não se chega a um estágio tão grave da noite para o dia.
A guerra foi se instalando dia após dia.
É hora de identificar os culpados pelos desacertos do governo, que provocam, por exemplo:

"O destrambelhamento da polícia também contribui para a chuva de projéteis: no lugar da inteligência e da ação cirúrgica, saraivada de balas ...".

Não podemos esquecer o atual governo e seus gestores da segurança pública são os responsáveis pela condução do processo há mais de oito anos, portanto, nada justifica que a polícia não use a inteligência e não faça ações cirúrgicas.
Discordando em parte do contido na matéria, consideramos que uma polícia cidadã também precisa de armas, isso para serem usadas nos momentos imprescindíveis e em conformidade com a legislação.
É hora de identificar os culpados.
É hora de trocar gestores.
Insistir no que não dá certo é um erro grosseiro.

"JORNAL O DIA 
25/01/2015 00:00:34
Editorial: A praga das armas perdidas
Balas que entram com inaceitável facilidade no estado e são disparadas com frequência absurda e sem critério são um perigo numa cidade lotada e espremida como o Rio
Rio - Balas perdidas não são fatalidades. São sintomas, quer do recrudescimento da atividade criminosa, quer do despreparo policial, que levam a um grave problema: o derrame de armas e munição. Balas que entram com inaceitável facilidade no estado e são disparadas com frequência absurda e sem critério são um perigo numa cidade lotada e espremida como o Rio. 
Até a meia-noite de sexta-feira, contavam-se sete vítimas de bala perdida em uma semana, sendo três delas crianças. Duas morreram: Larissa e Asafe. Brincavam quando foram atingidas. O caso mais recente, até a conclusão desta página, foi do jovem alvejado enquanto assistia a um torneio de skate no Parque Madureira. Fechava-se a sinistra média de um caso de vítima do ‘acaso’ por dia. 
A movimentação de bandidos, sejam traficantes ou milicianos, é uma das fontes de balas perdidas. Arma-se fortemente o bando independentemente da ação: uma invasão a um morro, um arrastão, um assalto a pedestre, uma saidinha de banco. 
O destrambelhamento da polícia também contribui para a chuva de projéteis: no lugar da inteligência e da ação cirúrgica, saraivada de balas, como foi no caso da jovem Haíssa. Recrutas, não sem razão, reclamam do treinamento de tiro. Em entrevista ao DIA domingo passado, o comandante da PM, Alberto Pinheiro Neto, afirmou rever os procedimentos de formação e cogitou desarmar parte da tropa, após uma “reavaliação”. 
É verdade que uma polícia cidadã não precisa de armas. O Estado se impõe muito mais pela cidadania e pelas oportunidades que proporciona do que pela força. Mas que não se acredite reduzir as estatísticas de bala perdida cortando a letalidade das forças de segurança. É preciso, sim, estancar o vazadouro de fuzis, metralhadoras e pistolas, consequência do livre comércio de drogas. Cedo ou tarde, o país terá de enfrentar essas questões, pois até agora só se vê um enxugamento de gelo e sangue (Fonte)". 

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ARTIGO HISTÓRICO: SÓ BELTRAME NÃO TEM CULPA POR INSEGURANÇA? - FELIPE MOURA BRASIL

Policiais militares compareceram ao sepultamento de Anderson Sena
usando camisas brancas com a palavra ‘basta’. Foto: Severino Silva / Ag. O Dia 

Prezados leitores, o jornalista Felipe Moura Brasil da Revista Veja escreveu um artigo que qualificamos como histórico para a imprensa brasileira.
O artigo demonstra uma ruptura ao externar a verdade, uma ruptura de uma relação entre a imprensa e o governo fluminense, onde a blindagem do secretário de segurança Beltrame sempre foi o objetivo.
Beltrame nunca teve a culpa pelos erros sobre seus ombros, ela sempre foi repassada e ele foi poupado.
Só atribuíram ao secretário os pouquíssimos acertos.
Sempre que deu errado e deu errado quase sempre, a culpa nunca foi de Beltrame.
Felipe culpa Beltrame pela insegurança, isso é quase inédito.
Raros jornalistas ousaram escrever ou falar essa verdade: a culpa de Beltrame.
Nós temos denunciado isso durante os últimos sete anos, mas raramente encontramos eco.
Parabéns ao jornalista Felipe Moura Brasil.

"REVISTA VEJA
Blog Felipe Moura Brasil
30/11/2014 às 23:49
Só Beltrame não tem culpa por insegurança? É ruim, hein! Rio de Janeiro tem cinco PMs e um cabo mortos em uma semana; um assalto de rua a cada seis minutos! Das dez áreas com maiores aumentos do número de assaltos, seis são de favelas com UPP! Que “pacificação” é essa? Boletim põe oficiais músicos de sobreaviso para funerais em fins de semana! A realidade é uma piada macabra! (Leiam mais)".

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segunda-feira, 10 de março de 2014

BELTRAME, EM 2008: "VAMOS EXTINGUIR O FUZIL"



Prezados leitores, uma volta ao passado para sua reflexão.

"JORNAL EXTRA
Beltrame 'Vamos extingüir o fuzil'
29 de julho de 2008
Casos de Polícia
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou no debate promovido pelo jornal Extra que vai tirar o fuzil de circulação (você é a favor da mudança?).
- Ia fazer isso em outubro, mas decidi antecipar. Esse bandido chamado fuzil, quero aposentá-lo. Vamos extingüir o fuzil. As vítimas das chamadas balas perdidas, 80% das vezes são atingidas por estilhaços de fuzil - disse o secretário (clique aqui e assista ao vídeo com o que mais ele disse).
Segundo ele, a idéia é substituir o armamento por carabinas, menos letais. Beltrame disse ainda que a violência no Rio também atinge os policiais.
- Meu segurança que foi alvejado por 52 tiros, quando estava de terno e gravata, indo para o trabalho, isso não existe - disse o secretário, completando:
- Tenho 12 ameaças de morte e não ligo a mínima para elas. Estamos fazendo melhorias na política de segurança, mas sabemos que temos muito a fazer.
Rebatendo as críticas da socióloga Julita Lemgruber, de que a polícia de São Paulo é menos letal do que a do Rio, Beltrame respondeu:
- A criminalidade do Rio é totalmente diferente da de São Paulo e isso eu digo com propriedade porque morei em São Paulo. Aqui o bandido trabalha com a política do "Aqui é Nóis". Eles manejam um fuzil como nós manejamos um celular. São Paulo não tem facção, tem o PCC, mas nós temos três facções. Lá não tem a geografia e nem o histórico de violência que nós temos - disse o secretário, que finalizou:
- No Rio de Janeiro há uma legião de excluídos, que não sabem os seus direitos e não sabem o que é lei (Fonte)".

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