JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

A TENDÊNCIA DA VIOLÊNCIA É AUMENTAR NO RIO DE JANEIRO



Prezados leitores, o policiamento ostensivo realizado pela Polícia Militar, a base do sistema de segurança pública, está cada dia mais prejudicado.
Além da grande diminuição do número de Policiais Militares nas ruas, a péssima conservação da frota da instituição é outro grave problema.
As soma dessas deficiências poderá resultar no aumento da violência.

"Site G1
Crise reduz efetivo e deixa mais da metade da frota de viaturas da PM parada no RJ 
Sem dinheiro, governo deixou de investir na manutenção. De 6.756 carros, 3.458 (51,2%) estão parados, sendo que 1.836 (27,2%) não têm a menor condição de rodar, mostra RJTV. 
Por RJTV 
06/07/2017 12h56 Atualizado há 5 horas 
Mais da metade da frota de veículos da Polícia Militar do Rio de Janeiro está fora de circulação nas ruas. A informação foi obtida pelo repórter Edmilson Ávila e divulgada no RJTV desta quinta-feira (6). 
Atualmente, a PMERJ conta com 6.756 carros. Destes, 3.458 estão parados, sendo que 1.836 deles não têm a menor condição de rodar pelas ruas. 
A reportagem do RJTV mostrou que enquanto a criminalidade cresce no Rio, a PM tem cada vez menos recursos e encolhe de tamanho. Os agentes sofrem com condições precárias de trabalho, incertezas sobre a previdência e salários atrasados. 
Desde o ano passado, a corporação perdeu 1,3 mil homens. O último concurso aconteceu em 2014. O objetivo era reforçar a tropa com seis mil profissionais, mas apenas 1,175 mil foram incorporados (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PREFEITOS VENCEM BELTRAME. PMs PARA BAIXADA, NITERÓI E SÃO GONÇALO

Charge: Aroeira

Os prefeitos da Baixada Fluminense colocaram o secretário de segurança Beltrame contra a parede (Leia uma das matérias), como a imprensa noticiou, tudo em face da instalação das UPPs no município do Rio de Janeiro, o que ocasionou a transferência de traficantes e o sucateamento dos batalhões operacionais que padecem com a falta de efetivo.
A pressão também veio de Niterói e de São Gonçalo.
O secretário ficou sem opção e teve que ceder, fazendo uma adaptação na denominação (UPPs > Companhias Destacadas).
Eis a matéria que trata do assunto:

O GLOBO 
Sérgio Ramalho
Beltrame anuncia reforço no policiamento no Grande Rio 
Baixada receberá quatro Companhias Destacadas da PM, além de 450 policiais civis 
Niterói e São Gonçalo também serão contempladas 
No Rio, foco será em áreas onde ocorrem disputas territoriais
RIO - O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, anunciou durante encontro com prefeitos da Baixada Fluminense no Comando Geral da Polícia Militar, na tarde desta quarta-feira, a implantação de 10 Companhias Destacadas da PM em áreas onde foram constatados aumentos nos índices de criminalidade. Além da Baixada, que receberá quatro unidades, cada uma com 60 homens, a PM vai implantar o programa também em Niterói, São Gonçalo e em comunidades do Rio que enfrentam problemas relacionados a disputas territoriais entre traficantes e milícias. É o caso da Praça Seca (Leia mais). 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ENQUETE - UPPs - RESULTADO FINAL




ENQUETE: 

- Você é favorável a colocação de 8.500 PMs nas UPPs, como governo fez, enquanto os efetivos dos batalhões operacionais são deficitários? 

NÃO = 89%. 

SIM = 11%. 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

UPPs: EFEITOS COLATERAIS. IMPRENSA NÃO SABE, NÃO QUER SABER OU SABE TUDO

Os nossos leitores sabem que a população do estado do Rio de Janeiro desconhece a realidade sobre as UPPs, em virtude do silêncio de dois componentes fundamentais para a formação da opinião pública: imprensa e especialistas.
Tal silêncio que foi absoluto por muito tempo, quando era praticamente proibido falar mal das UPPs na imprensa, uma restrição tácita é verdade, ninguém admite a sua existência. Um silêncio que começou a ser quebrado após as eleições de 2010 e que vem perdendo terreno dia após dia. Tal mudança de postura fez com que nos últimos meses o projeto de implantação de UPPs sofresse um grande desgaste, sendo inclusive anunciada a interrupção por meses do projeto de implantação, uma sábia decisão, mas que será revogada ao que parece por vontade do governador.
Tem sido assim na área da segurança pública, abandona-se as decisões técnica e adota-se decisões políticas.
Tudo indica que para o governo só importam as eleições.
O governo tem que se manter no poder.
Não é relevante os efeitos terríveis dos erros na gestão do projeto das UPPs para a população como um todo. O medo que passou a ser companheiro de todos nós que vivemos no Rio de Janeiro, não importa para os governantes, como tudo indicae
Em artigo anterior escrevemos que imprensa e especialistas não apoiaram as UPPs, na verdade apoiaram o governo, isso com o silêncio sobre os erros e a gigantesca divulgação do projeto, uma cobertura nunca antes vista na imprensa.
No auge da crise, maior a cada dia, o jornal O Globo publicou nessa terça-feira, dia 12 de novembro de 2013, um editorial com o seguinte título: "É necessária forte reafirmação das UPPs".
Penso que nada mais natural, as Organizações Globo sempre foram as principais apoiadoras do projeto e todos sabem a força do grupo na formação da opinião pública no Brasil. Portanto, o socorro era mais que esperado e veio na forma e com a força de um editorial, matéria que significa a opinião do jornal.
Infelizmente, nem sempre a opinião das organizações refletem a verdade, o que chega a ser cruel pois deforma a opinião pública, pois como pregamos na educação: só existe algo pior do que não ensinar, ensinar errado. Traçando um paralelo: Pior que não noticiar, só noticiar errado.
Peço especial atenção para o primeiro parágrafo, o mais importante, pois apresenta o tema com suas premissas.

"A mais bem-sucedida política de segurança pública executada no Rio de Janeiro em décadas, a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), não pode ser entendida como solução única e definitiva para o problema da violência e criminalidade. Mas, sim, o início de um projeto mais amplo de resgate pelo Estado de amplos territórios subjugados pelo crime, para, a partir daí, haver a efetiva integração destas comunidades ao mundo formal da cidade, com o acesso a todos os serviços públicos, etc. A começar pelo Rio até se estender pela Baixada Fluminense e o restante do estado".

Imagino as cólicas que estão incomodando os que estão acompanhando essa série de artigos após a leitura dessas linhas.
Após ler isso eu escolhi o tema para esse artigo:
"UPPs: Efeitos Colaterais. Imprensa não sabe, não quer saber ou sabe tudo".
Não posso crer que quem escreveu o editorial não saiba o significado da expressão "política de segurança pública (estadual)".
Não posso crer que desconheça que a segurança foi municipalizada com o projeto das UPPs, onde está sendo empregado quase 25% do efetivo da Polícia Militar.
O autor não sabe que os efetivos dos batalhões foram sucateados para empregar os novos Soldados PMs apenas nas UPPs, prejudicando a segurança pública no âmbito estadual.
Não posso crer que quem escreveu não saiba que as UPPs são a reprodução de um projeto pré-existente na Polícia Militar, os Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais (GPAEs), projeto que foi rebatizado, ou seja, não é uma criação do governo Cabral.
Não posso crer que desconheça que é impossível estender o projeto para todo o estado. Impossível! Jamais existirá efetivo para isso na PMERJ.
Não posso aceitar que um editorial sobre as UPPs não cite um único efeito colateral negativo da forma de implantação do projeto, quando eles são inúmeros e facilmente identificáveis.
Quem ler o editorial identificará essa ausência. Os defeitos não existem.
O editorial é uma ferramenta de apoio ao governo e não um meio de informar a população, muito pelo contrário, vale destacar.
Quer o editorialista que o governo dê uma resposta firme contra os representantes do tráfico de drogas que ainda ocupam as comunidades, como fica claro nos dois últimos parágrafos:

"No momento, importa menos discutir as possíveis causas desta pressão sobre as unidades de pacificação - até mesmo previsíveis - do que o poder público organizar uma resposta à criminalidade, firme como deve ser. 
Não seria possível imaginar que quadrilhas há tanto tempo incrustadas nessas comunidades desistiriam de seus negócios . Cabe, então, aos governos estadual e federal repetirem as forças-tarefas que, com absoluto êxito, libertaram o Alemão, a Rocinha e outras comunidades, para retomar as áreas reocupadas por bandidos. A resposta do Estado precisa ser rápida e dura, para desestimular novas ações".

O que querem as Organizações Globo?
O confronto com os traficantes de drogas que ficaram na comunidade para a retomada dos territórios?
É o que parece, mas se for isso, estão na contramão do seu apoio irrestrito à tática condenável e usada pelo governo de avisar aos traficantes antes de ocupar cada comunidade carente. Na época isso era aplaudido e citado como algo extremamente positivo com manchetes do tipo "ocupação feita sem o disparo de nenhum tiro". 
Esqueceram o que escreveram tantas vezes?
Não creio.
Nas ocupações sem confronto, as organizações esqueceram de avisar que com a transferência dos traficantes, pois foi isso que evitou os confrontos, na verdade o governo estava transferindo os locais de confronto, que atualmente assustam os moradores de Jacarepaguá (Praça Seca), por exemplo.
Será que eu estou errado, elas não querem o confronto, nesse caso devem querer que o governo avise novamente aos traficantes, uma nova intimação ou algo parecido. Transferindo novamente traficantes e suas armas para outros bairros e municípios.
Sinceramente, não sei o que as organizações querem com relação à área de segurança pública no estado do Rio de Janeiro, mas sei que querem apoiar o governo, isso salta aos olhos.

(artigo extraído do blog "Biografia não autorizada das UPPs" (Acesse)
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