JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

NÓS E OS OUTROS

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terça-feira, 28 de agosto de 2018

COMUNICADO - AUSÊNCIA DAS REDES SOCIAIS



Em razão do falecimento da irmã da minha mãe, nesta data, aos noventa anos e da necessidade de imperiosa de dispensar maiores cuidados à minha mãe (83 anos) em face do ocorrido, considerando que sou filho único, ficarei ausente das redes sociais período que não posso antecipar.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

BRASIL: A TRANSMISSÃO GENÉTICA DO CRIME



Republicação de artigo postado em 19 de setembro de 2013.
Quase cinco anos se passaram e algo parece que está mudando.

"BRASIL: A TRANSMISSÃO GENÉTICA DO CRIME
SELEÇÃO NATURAL
No século XIX o criminologista italiano Cesare Lombroso lançou a ideia do “criminoso nato” no seu livro “O Homem Delinquente”. Em apertadíssima síntese, Lombroso acreditava que o mal era hereditário, alguns seres humanos nasciam com o mal na sua carga genética. Uma espécie de degeneração. Além disso, acreditava que certas características físicas indicavam o indivíduo propenso a ser criminoso.
O tempo passou e Lombroso ficou no passado. Ele e sua teoria sobre a presença do instinto criminoso no genótipo e exteriorizada no fenótipo dos seus criminosos em potencial.
O Brasil do século XXI me faz lembrar de Lombroso, com o qual tive contato nos bancos escolares da Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar, nas aulas de criminologia, e da Faculdade Celso Lisboa, onde conclui a licenciatura plena em Ciências.
Será que Lombroso não tinha razão?
Faço esse questionamento em razão do fato de que nós, brasileiros, não estamos conseguindo evitar a proliferação da denominada “Lei de Gérson”, a que ensina que o importante é levar vantagem em tudo.
Prezado leitor, eu me sinto cercado pelo crime, considerando não só os crimes praticados pelos descamisados nas ruas, mas sobretudo os incontáveis escândalos políticos que parecem surgir através de “geração espontânea” , outra teoria ultrapassada, tamanha a quantidade que surgem no noticiário, sendo certa a existência de um número bem maior que não é divulgado.
Será que parte da nossa população tem na sua carga genética essa propensão para o crime?
Será esse o motivo de não conseguirmos controlar a criminalidade das ruas e a de colarinho branco?
Sim, as cadeias estão lotadas, mas só de pobres, pois só a eles conseguimos trancafiar. Mas isso não tem sido suficiente, temos que prender também os ricos, homens e mulheres.
Hora de agir"



domingo, 26 de agosto de 2018

sábado, 25 de agosto de 2018

ARTIGO: A CURA QUE MATA (NA SEGURANÇA PÚBLICA)



Republico artigo que postei anos atrás com adaptação no titulo.


A CURA QUE MATA
O presente artigo é uma obra de ficção. Baseado em fatos reais, faço nele vertiginosas ficções.
Fora do nosso sistema solar existe um pequeno planeta habitado por um povo que guarda semelhança conosco, os seres humanos. Lá o povo padecia, morrendo aos milhares por ano, em razão de uma doença muito grave, contra a qual os cientistas não conseguiam descobrir o remédio adequado, insistindo em drogas que não debelavam a doença mortal, isso ano após ano, dirigente após dirigente. A doença era conhecida pela sigla FUZIL.
Certo dia, um doutor vindo de uma região distante, assumiu a direção do departamento de saúde de uma importante área do planeta. Nascia novamente a esperança de cura.
No início da sua gestão ele deu prosseguimento às ações dos seus antecessores e a doença continuou existindo e matando, sobretudo em algumas  regiões montanhosas, onde a epidemia se instalou.
No meio do fracasso o destino colocou no seu caminho um novo remédio que estava sendo testado em algumas montanhas com relativo sucesso. O doutor não teve dúvida, assumiu a posse do remédio e saiu espalhando o medicamento, dando prioridade às classes economicamente mais privilegiadas do povo.  Ali estava a salvação, pelo menos, a sua salvação no departamento de saúde.
Criou para o remédio uma sigla para facilitar a divulgação: SDPM.
Doses maciças de SDPM eram jogadas nas montanhas.
O sucesso foi retumbante e o doutor passou a ser o salvador da pátria. A imprensa do pequeno país passou a publicar reportagens diárias sobre a cura e sobre o doutor, ambos atingindo popularidade nunca vista. Ele ganhou prêmios em abundância.
Populações das montanhas pareciam curadas e novas montanhas eram conquistadas, enquanto a fábrica do medicamento se desdobrava na fabricação, dia e noite, sem parar, descuidando do controle de qualidade.
No meio da festa, a imprensa que apoiava incondicionalmente os dirigentes, não deu ouvido às poucas vozes que alertavam que além das populações das montanhas não estarem curadas, pois a doença continuava presente, muitos doentes estavam saindo sem serem hospitalizados e estavam levando a doença para outras regiões, algumas que eram anteriormente sadias, regiões onde não ocorria FUZIL, passaram a conviver com a doença e seus efeitos mortais.
Não a bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.
Hoje, lá no pequeno planeta, o doutor começa a perder prestígio. A própria imprensa que tanto o elogiou, passou a divulgar que a doença FUZIL estava se espalhando por todo planeta e que o remédio SDPM, fabricando em escala gigantesca, não estava curando a doença FUZIL, além de apresentar efeitos colaterais.
O doutor poderá ficar conhecido no planeta como sendo o inventor da cura que mata.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

ELEIÇÃO - ALIANÇA PT E PSDB


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"Sócios ou amigos para sempre? Assisti, estarrecido, a convocação feita hoje pelo ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso para a construção de uma aliança eleitoreira entre PSDB (centrão) e PT, para "barrar Bolsonaro". É por gestos como estes, que estamos onde estamos. Foram estes tipos de movimentos, que levaram a classe política brasileira ao descrédito e a quase repulsa junto da população. Aos poucos a irresponsabilidade desse homem vai nos revelando como chegamos até aqui e quem ele realmente foi e é. Foi Fernando Henrique Cardoso quem pavimentou o cenário de tragédia que o sucedeu. Vaidoso, não mede consequências nos seus gestos e ao apego ao poder, sempre portando-se como um dissimulado estadista e um intelectual de escol. Pode até ser - e é, muito culto. Mas não é inteligente. O velho imodesto e soberbo não quer apear do poder. Se preciso for, vende a alma para o diabo.Não percebe a inconsequência do seu gesto. Ou seja: quanto mais a escória marginalizada da classe política se unir contra uma "ideia nova" (por pior que seja essa "ideia nova"), mais crescimento ela terá. A "união" pregada por FHC entre o "centrão" e o PT é anti-natural. E o só gesto de propô-la, já tornam os seus líderes figuras abjetas e rejeitadas pelo eleitor. O eleitorado vai agir de forma inversamente proporcional ao obsceno aceno feito. A leitura será: quem não presta se unindo a quem não presta. Então não sobra nenhuma outra via, que não seja a aventura do "Bolsonaro", dentro do conceito de que "pior que está, não fica" (embora possa ficar). Aí que reside, mais uma vez, a irresponsabilidade burra e egoísta deste(s) protagonista(s) neste momento da vida do país. Por apego ao poder, nos colocaram e querem nos manter num caminho imprevisível. O PSDB, PT, (e quase todos os outros) estão com as mãos sujas. São partidos que criaram este Estado monstro, centralizador e gigantesco que nos engole a todos (imposto progressivo, zona de interesse social, função social da propriedade, agências reguladoras que não regulam nada, fisiologismo, endeusamento do funcionalismo, máquina inchada, aparelhamento do Estado, o e-social, cultura de divisão de classes, de segregação da família, esfacelamento dos Municípios e Estados membros, manipulação econômica da mídia,controle do Legislativo, ingerência no Judiciário, corrupção). Está cada dia mais claro: PSDB e PT são entidades socialista ideológicas que se completam. Fazem jogo, onde um se mostra como o radical e outro como o bonzinho. Simulam que se agridem em público de dia. Dividem a mesma cama à noite. Nos bastidores buscam somente a perpetuação da própria espécie e a proteção recíproca. Estão descontextualizados. Hoje tenho um palpite (só um palpite - e não uma declaração de voto ou de apoio) que Jair Bolsonaro pode comprar o terno da posse. Cheiro de pólvora no ar...
LCNemetz"

domingo, 19 de agosto de 2018

DELAÇÃO IMPLODE POLÍTICA NO RIO

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Operador de Cabral delata 40 políticos do estado; deputado de Campos entre os delatados
18 de agosto de 2018
Ralfe Reis

Um novo trecho da delação de Carlos Miranda, o operador financeiro do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), revela uma lista de 40 políticos do Rio de Janeiro que tiveram suas campanhas financiadas por caixa dois. Dentre eles, está o atual governador Luiz Fernando Pezão e o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), apontado pelo delator por pedir dinheiro a empreiteiras para Cabral e campanhas do MDB no estado.
Entre os delatados também aparece o presidente estadual do PSDC, deputado João Peixoto, de Campos dos Goytacazes, que teria recebido R$ 1 milhão, segundo Miranda.
Atual candidato ao governo do estado, Eduardo Paes negou as acusações, disse que nunca conversou com o delator. O atual governador Luiz Fernando Pezão afirmou que todas as doações para sua campanha foram feitas dentro da legalidade.
A delação de Carlos Miranda foi homologada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em 6 de março deste ano. A Globo teve acesso exclusivo ao resumo do anexo de número 73, que contém a relação dos políticos citados pelo delator.
Miranda contou que executava a parte administrativa e financeira das campanhas do MDB no Rio de Janeiro e que havia combinações com os fornecedores para que eles subfaturassem as notas apresentadas. Assim, havia nas notas pagamento parte dos valores de forma oficial e a outra parte por fora, em dinheiro, ou por meio de pagamentos das empresas doadoras diretamente aos fornecedores. Os pagamentos eram feitos principalmente por empreiteiras, como é o caso da OAS, Delta, Carioca e Andrade Gutierrez.
O delator afirmou que Sérgio Cabral, que governou o estado de 2007 a 2014 também ajudava outros candidatos, seja com ajuda em dinheiro, seja com pagamento de despesas de campanha. Miranda apresentou uma relação dos beneficiados, entre eles Paulo Melo, Jorge Picciani, Graça Matos, Edson Albertassi, Wagner Montes, Marcos Figueiredo, Édino Fonseca, Roberto Dinamite, Coronel Jairo e Cidinha Campos.
Carlos Miranda contou também que na eleição para prefeito em 2008, Sérgio Cabral atuou como arrecadador para Eduardo Paes, utilizando-se do cargo de governador para obter o valor de praticamente toda a campanha, assim como atuou para viabilizar a campanha de Rodrigo Neves para a prefeitura de Niterói. Ele disse ainda que o ex-governador atuou na campanha de Nelson Burnier em 2008 e 2012 para a prefeitura de Nova Iguaçu, e para a campanha de Graça Matos à prefeitura de São Gonçalo.
Miranda afirmou que Wilson Carlos apoiou a campanha do vereador eleito Eduardão em 2012, destinando dinheiro para tanto. Em 2010, Miranda disse que o deputado estadual Wagner Montes recebeu recursos para despesas de campanha no valor de R$ 1,5 milhão para não se candidatar como governador. Disse ainda que, também em 2010, Chiquinho da Mangueira, Edson Albertassi, Paulo Melo e Nelson Gonçalves receberam dinheiro.
O dinheiro arrecadado para a campanha vinha, segundo o delator, de empresas como empreiteiras e fornecedores do governo do estado. Ele citou a Fetransport, prestadores de serviços e também hotéis. Muitas empresas contribuíram para a campanha visando manter a relação com o governo do Rio.
Em 2014, Miranda disse que Cabral lançou seu filho Marco Antônio Cabral como candidato e tinha interesse na reeleição de Pezão como governador. Para tanto, atuou na arrecadação de recursos e e para viabilizar a campanha de ambos, além de candidatos que apoiassem seu filho.
Ainda em 2014, segundo Miranda, Cabral também apoiou Aécio Neves (PSDB) no Rio de Janeiro durante a campanha presidencial e, juntamente com Wilson Carlos, planejou como seria feita a contribuição às campanhas de Pezão e do filho, definindo a estrutura, o material, o apoio, assim como buscando fornecedores. Destacou ainda que candidatos vinculados à campanha de Marco Antônio receberam apoio financeiro, tanto em dinheiro em espécie...
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sábado, 18 de agosto de 2018

O QUINTO PODER - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA



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O QUINTO PODER

Maria Lucia Victor Barbosa
18/08/2018

Em 1914, aparece referência ao quarto poder na obra La République des Camarades, de Robert de Jouvenel, no sentido de demonstrar a importância do jornal para políticos. Segundo o autor:
“No Palais-Bourbon, os políticos mais em evidência de vez em quando se detêm algum tempo na sala de espera para distribuir apertos de mão aos informantes parlamentares e para lhes explicar suas atividades. E quando um parlamentar conhecido se abstém durante muito tempo de frequentar essa pequena bolsa de confidências e difamações, sua pessoa pode ser vista a perambular tristemente de grupo em grupo, à cata de jornalista que se disponha a vir solicitar confidências destinadas ao grande público.
Virá depois o rádio, com seu enorme poder de ampliar a voz. Como explicou Mac Luhan, “o rádio simplesmente permitiu a primeira experiência de massa da explosão eletrônica”. Não somente foi usado por líderes políticos, como permitiu o entretenimento, especialmente novelas, venda de produtos e, até fake news, como a transmissão nacional, em 1938, da adaptação da Guerra dos Mundos, de H. G, Wells, por Orson Welles. Os americanos entraram em pânico pensando que os marcianos tinham invadido o mundo.
Na década de 50 surge a televisão. Então, a palavra se fez imagem e habitou entre nós. Esse meio de comunicação contribuiu de forma marcante para influenciar costumes, atitudes, valores, assim como ampliou o espaço público para o poder dos políticos.
Além de fonte de lazer de entretenimento, a TV tornou-se o palanque eletrônico, termo que criei em um dos meus livros, O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – a ética da malandragem. Serviu, pois, como palco para campanhas políticas, propagandas governamentais, promoção ou destruição de personalidade políticas. Como afirmou Roger-Gérard Schwartzenberg, na sua obra O Estado Espetáculo, “Associada ao rádio, atualmente a televisão se transformou no principal esteio da mediapolítica e do star system na vida pública”. Acrescento que a mídia se tornou o quarto poder ampliado.
Mas eis que outro poder se alevanta, graças a anotável invenção do computador. Então, os meios digitais se transformam nos palanques digitais da esfera política. Chega a Internet inaugurando o quinto poder com suas mídias interativas: WhatsApp, Twitter, Instagram... Nesse meio não apenas se recebe a informação, mas se repassa informação, discute, opina, polemiza, ama ou odeia, destrói ou constrói, como é próprio da humanidade. Uma interação muito acima do quarto poder.  Nesse espaço livre não é preciso o conhecimento físico, pois o contato se faz de mentes para outras mentes e tudo se processa numa velocidade espantosa e instantânea através da Rede.
Se no início a Internet era pouco accessível, hoje grande população mundial pode navegar no mundo virtual. E quando alguém encontra um tema ou assunto que representa uma aspiração, uma ideia, algo que toque as emoções e as necessidades comuns, pode mobilizar multidões.
Um tema motivador/mobilizador pode trazer à tona outros temas mobilizadores. Por exemplo, em, 2013, a manifestação contra o aumento de vinte centavos no preço dos ônibus, encabeçado pelo grupo passe livre, culminou em um grande movimento popular baseado em insatisfações difusas, que acabaram focando no Fora Dilma, Fora Lula, fora PT. Milhões foram às ruas em todo Brasil, convocados por redes sociais e o resultado foi o impeachment de Dilma Rousseff.
Nesta eleição poderemos observar se o quinto poder se imporá ao quarto poder. Isto porquê, de um lado temos o candidato Jair Bolsonaro, filiado a um pequeno partido, sem recursos financeiros, com míseros segundos de televisão, mas apoiado pelas redes sociais a ponto de ser chamado de fenômeno.
De outro, um candidato como Geraldo Alckmin, pertencente a um grande e tradicional partido, apoiado por um grupo de partidos, com o maior tempo de televisão e de recursos financeiros partidários. Alckmin já profetizou que o segundo turno será disputado entre ele e o candidato do PT. Uma união que pode parecer de inimigos, mas que sempre teve o profundo amor do PSDB  o qual pode ser ilustrado pela devoção de Fernando Henrique Cardoso a Lula. Quem sabe até, se Alckmin vencer, seu primeiro ato será conceder indulto ao presidiário.
Em todo caso, não só o PT e o PSDB, mas todos os candidatos já se uniram para destruir Bolsonaro, o chamado mito, usando para isso especialmente o palanque eletrônico. Será o embate tradicional da velha e carcomida política contra uma espécie de novidade política e meios ainda mais modernos de comunicação. Resta aguardar para poder avaliar quando as urnas forem abertas qual é a força do palanque digital.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A SOCIEDADE, A ESTATÍSTICA E A FARDA - JUÍZA MIRIAM CASTRO


A sociedade, a estatística e a farda

Por Miriam Castro, juíza de Direito do TJ-RJ, e Fabio Costa Pereira, procurador de Justiça do MP-RS

Viver no Rio de Janeiro e continuar vivo é questão de sorte e fé em Deus. As estatísticas, os criminosos e os políticos corruptos que quebraram o Estado estão contra os cariocas. Demonstram as estatísticas que, no Rio de Janeiro, estamos em guerra, apesar de não declarada.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), órgão da ONU, a taxa média mundial de homicídios é de 6,4 por 100 mil habitantes.

No Brasil a taxa de homicídios é exponencialmente maior do que a média mundial, de 34 por 100 mil habitantes, o que nos “catapulta” para o primeiro lugar em números absolutos de homicídios em todo o mundo.

Aqui no Rio de Janeiro, por incrível que pareça, a média de homicídios extrapola a média nacional. O índice é homicídios é de 40 por 100 mil habitantes.(*)

Não fazer uma análise comparativa dessas informações é, com certeza, negar a realidade: somos um país com altos índices de criminalidade e altíssimos índices de impunidade. Nossa taxa de elucidação de crimes, onde envolvidas mortes violentas – homicídios dolosos, latrocínios e lesão corporal seguida de morte-, é pífia, apenas de 8% (se tanto).

Agora, se você for policial militar no Rio de Janeiro (que Deus te proteja), aí que a situação fica absurda mesmo. Policiais militares, no iluminado Estado do Rio de Janeiro, estatisticamente falando, correm um risco 6 vezes maior do que a população em geral de morrer de forma violenta, a razão de 249 PMs por 100 mil habitantes.(*)

É isso mesmo que você leu… não se trata, infelizmente, de um erro de grafia. Ser PM no Rio de Janeiro é apenas para os fortes, heróis ou “insanos”.

A absurdidade expressa nos números apresenta inegáveis correlações, que passam pelo baixíssimo investimento do Estado no aparelhamento da polícia, baixos salários, sempre atrasados, e na falta de treinamento continuado. Isso sem falar, é claro, nos discursos ideológicos contra a instituição policial e na falta de alteridade com os policiais militares.

Por esse motivo, a ideia de direitos humanos universais que abranjam os humanos de farda, no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil, é um distante e inatingível “sonho em uma noite de verão”.

Nenhuma associação ou organização de defesa de direitos humanos tem os policiais como destinatários de suas preocupações e ações. Parece que a vida dos policiais não importa tanto quanto a de qualquer outro habitante do Rio de Janeiro.

O negacionismo no que tange à defesa de direitos fundamentais dos policiais, direito à vida, à integridade física e psíquica é fato.

O silêncio, tão eloquente quanto emblemático sobre essa questão, diga-se de passagem, é a forma mais contundente de negação dos humanos direitos aos humanos de farda.

Argumento largamente difundido por ativistas dos direitos humanos é de que eles atuam em prol de grupos vulneráveis.

A vulnerabilidade deste grupo humano – os policiais, expressa nas taxas acima, justificaria, a priori, que a mesma paixão pulsante na defesa de outros grupos vulneráveis norteasse a intransigente defesa e respeito aos direitos humanos dos policiais.

Vítimas da violência urbana, tanto ou até mais vulneráveis do que os demais cidadãos do Rio de Janeiro, os policiais militares têm de ser vistos como os humanos que são.

A sociedade, aos policiais, deve dispensar o mesmo respeito e cuidado na proteção dos direitos fundamentais para que eles possam, como é o desejo de todos nós, VIVER em paz na Cidade Maravilhosa.

(*) Dados extraídos da palestra ministrada na Emerj pelo Cel. Cajueiro da Diretoria de Assistência Social da PMERJ