Integrantes da minha turma do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar (1976-1978) se reuniram no dia 20 JUL 2012, no Riviera Country Club, como comentei nesse espaço democrático. Ao longo das conversações ouvi, mais uma vez, uma verdade que explica as represálias que tenho sido alvo ao longo dos últimos anos (2008-2012), em razão da minha luta em diferentes frentes, principalmente na defesa dos militares estaduais, os Policiais Militares e os Bombeiros Militares, assim como, na defesa do interesse público, consubstanciado inclusive na preservação da PMERJ e do CBMERJ.
Meu amigo foi enfático: Paúl você optou pelo enfrentamento com relação ao governo estadual, sofre as consequências.
A afirmativa corretíssima foi feita na defesa de uma outra linha de ação para a consecução dos objetivos, essa na direção de que só conseguimos implementar mudanças estando no poder e para que isso aconteça não podemos confrontar. Uma verdade.
Os Coronéis Barbonos, embora tenham iniciado a luta corporativa (2007) na direção de somar forças com o governo para obter conquistas para a PMERJ e para os Policiais Militares, em face da inércia governamental, acabaram seguindo para o enfrentamento público, isso ao lado dos 40 da Evaristo, realizando uma grande marcha na orla da Zona Sul, no dia 27 JAN 2008, caminhada que encerrou-se na esquina da rua onde está situado o prédio no qual reside o governador do Rio de Janeiro. Eu era Corregedor Interno na época.
O governo foi rápido e exonerou não só os Barbonos, mas também o Coronel PM Ubiratan, comandante geral da PMERJ. Além disso, nos aposentou compulsoriamente e precocemente, alterando lei e violando direito adquirido. Perdemos muito dinheiro (gratificações). Perdemos o poder, quase nada conseguimos mudar. Isso é fato.
A alegação do meu amigo é lógica, tendo em vista que apesar das represálias, não desisti e segui enfrentando o governo com as armas que tenho em meu poder, começando pelos meus blogs e pelas minhas incursões nas redes sociais. Ao longodesses anos de luta aprendi que a melhor arma para o enfrentamento dos poderosos políticos é a realização de atos públicos nas ruas, expondo os erros governamentais pubicamente. Isso os incomoda profundamente, atinge a vaidade e o eleitorado.
Fiz dezenas de atos públicos nesses cinco anos nas ruas. Fiz sozinho. Fiz com poucos. Fiz com milhares. Panfletei. Caminhei. Corri. Segurei faixas e cartazes. Sol e chuva. Dia e noite. Subi em carros de som e usei megafones. Fui alvo de inúmeras represálias. Fui até atirado em uma cela solitária da penitenciária Bangu 1, torturado física e mentalmente, com violação de leis. Não parei.
Penso que sofrerei ainda novas represálias nessa luta de Davi contra
Golias, mas tenho certeza que tenho produzido alguns arranhões.
Enfrentar é preciso!
Não posso aceitar que uma corporação com quase 100 mil homens e mulheres, ativos e inativos, fique de joelhos diante de um político, como ocorre em nossos tristes dias.
Nesse ponto, caro leitor, você deve estar perguntando:
- Coronel Paúl, tudo isso é de domínio público. O senhor já escreveu isso incontáveis vezes. Porque voltar ao tema?
Simples, a minha candidatura atual ao cargo de vereador e os comentários decorrentes dela nos quartéis e na internet.
Caro leitor, os poderosos políticos não querem conviver com políticos que não tenham receio de enfrentá-los. A minha eleição não interessa em nada a eles. Isso é fato.
Quem acompanhou a nossa candidatura em 2010, conviveu com as críticas em meu desfavor que circulavam nos quartéis e na internet. Não votem no Coronel Paúl, pois ele é Oficial (Coronel) e foi Corregedor.
Não sabiam os detratores que ao apresentarem unicamente esses dois motivos para não votarem em mim, acabaram reforçando a minha candidatura, pois os motivos alegados não me denegriam, ao contrário, considerando que o fato de ser Coronel e ter sido Corregedor, reafirmavam a minha honestidade e a minha competência profissional.
A campanha 2012 mal começou (a minha ainda nem começou) e os mesmos comentários estão surgindo aqui e ali, conforme tenho sido informado. Peço aos que ouvirem tais comentários que não se aborreçam com eles, apesar da inconsistência, apenas peçam a esses comentaristas que apresentem outro Policial Militar candidato (Oficial ou Praça) que tenha lutado tanto pela PMERJ nos últimos seis anos, quanto esse Coronel, ex-Corregedor Interno. Caso eles consigam, aconselho a todos e a todas que votem nesse(a) candidato indicado por eles, a Polícia Militar estará muito bem representada.
Juntos Somos Fortes!