JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

BOMBEIROS E POLICIAIS MILITARES PRESOS EM BANGU 1



Prezados leitores, a ilegalidade da prisão dos Bombeiros e dos Policiais Militares que lutavam por melhores salários e por adequadas condições de trabalho na penitenciária de segurança máxima conhecida como Bangu 1, mais cedo ou mais tarde, será investigada e os responsáveis serão responsabilizados, tenho certeza e isso produz certamente algum conforto nos vinte militares estaduais que passaram por aquela tortura física e mental, isso é fato.
Recentemente, tive acesso à informação prestada pelo então Comandante Geral da PMERJ para justificar tamanha ilegalidade e, confesso, com satisfação constatei que ela não tem qualquer sustentação, muito pelo contrário, mas parece uma confissão.
Tal realidade, apesar do tempo decorrido sem que nada aconteça aos nossos algozes, trás alguma tranquilidade no sentido de que a hora vai chegar para todos se sentarem perante os tribunais para darem as suas explicações pelo atos ditatoriais.
Particularmente, a demora não me incomoda, o que me aborrece, vez por outra, são dois aspectos:
- A passividade de muitos que sofreram a ilegalidade e que não movem um músculo para a promoção dos atos que são necessários para que os culpados sejam responsabilizados.
- A falta de uma postura interna corporis de condenação da ação ilegal do governo estadual praticada contra Bombeiros e Policiais Militares.
Creio que a passividade seja fruto da combinação da acomodação que o passar do tempo provoca com a sensação de que o atual governo está "blindado" no Ministério Público e no Poder Judiciário. 
Volta e meia eu escuto a desculpa de que temos que esperar a mudança de governo, algo que deverá ocorrer em 2015, após a derrota do grupo de Sérgio Cabral (PMDB) nas próximas eleições.
Eu não concordo com nada disso e tenho feito a minha parte na tentativa de responsabilizá-los.
Além disso, ninguém pode garantir que o governo mudará em 2015. Todos e todas esperam que isso aconteça, mas isso é uma possibilidade, não uma certeza.
No tocante ao silêncio interna corporis, tanto na Polícia Militar, quanto no Corpo de Bombeiros, a respeito da ilegalidade, considero isso condenável, mas sei que cada um tem seus interesses pessoais e há muito tempo os interesses institucionais deixaram de ser uma preocupação.
Apesar dessa verdade, ou seja, o meu umbigo é o centro do universo, vez por outra uma voz se levanta para lembrar do que sofremos ilegalmente.
O meu agradecimento ao Coronel PM Reformado Wilson de Freitas Chaves que fez menção à covardia que fizeram contra Oficiais e Praças da PMERJ e do CBMERJ ao nos jogarem nas solitárias de Bangu 1, no artigo que escreveu com o título "Pobre Polícia Mia - II", publicado no Jornal do COR de dezembro de 2013.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

RIO: CORONEL PM SE CANDIDATA PARA SER SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

Ontem, eu recebi o jornal do COR, órgão oficial da Associação dos Oficiais Militares Ativos e Inativos da PM e do CBM (AOMAI).
Folheando o jornal, li o artigo "Pigmeus na Ordem Pública - Desrespeito Ancestral" de autoria do Coronel PM Ref Paulo Afonso Cunha (páginas 9 e 10).
Eu tive o prazer de servir com ele no 3o BPM (Méier), eu Aspirante à Oficial PM, ele 1o Tenente PM.
Infelizmente, não encontrei o artigo disponível na internet, aliás, não encontrei nem o site da AOMAI, onde poderia estar publicado.
No intuito de apresentar o Oficial para os que ainda não o conhecem, publico a seguir um vídeo que encontrei na grande rede, sobre uma entrevista concedida pelo Oficial no "Programa CDL Entrevista" do dia 19 de setembro de 2013, onde ele comenta um pouco da sua experiência na PM:


O artigo publicado faz duras críticas ao estágio atual da PMERJ e aos gestores da Polícia Militar, porém o que chamou mais a minha atenção no texto foi a "candidatura" do autor à função política de Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, isso após enumerar sua experiência profissional:
"(...) razão pela qual quero me candidatar ao cargo de Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, para salvar minha Corporação e, consequentemente, a população do Estado do já duradouro demais, jugo dos bandidos de todas as espécies (...)".
Longe de questionar o posicionamento do Coronel Paulo Afonso, o qual causou-me surpresa, sem dúvida, mas que é um direito legítimo de um operador da segurança pública com a experiência que ele possui, gostaria apenas de comentar o contraste estabelecido.
Ele quer ser secretário, enquanto isso, eu quero acabar com as Secretarias de Segurança.
Tenho certeza que a consecução do objetivo dele e bem mais fácil do que do meu.
As minhas razões foram expostas em vários artigos e em diferentes momentos, mas em apertada síntese cito que são órgãos caríssimos e ineficientes na sua única função: coordenar as Polícias Civil e Militar.
Boa sorte ao Coronel Paulo Afonso.
Juntos Somos Fortes!