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terça-feira, 5 de setembro de 2017

RIO - POLICIAIS CIVIS INVESTIGADOS PELA PRÁTICA DE SEQUESTROS E CORRUPÇÃO




Prezados leitores, os policiais brasileiros, como não poderia deixar de ser, são recrutados na nossa população, ela que em grande parte está ética e moralmente contaminada por péssimos valores.
Portanto, a prática de crimes por policiais é algo previsível diante da realidade que vivemos no país.
Apesar dessa realidade, as punições em caso de condenação devem ser agravadas pelo fato de serem policiais, isso para servir de exemplo.

"Jornal Extra
05/09/17 07:53 Atualizado em 05/09/17 08:08 
Operação busca prender policiais civis denunciados por corrupção e sequestros 
Uma operação desencadeada na manhã desta terça-feira tem o objetivo de prender policiais civis por envolvimento em crimes, como sequestros e corrupção. Com o nome de “Quarto Elemento”, a operação está sendo realizada pela subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ). O objetivo é cumprir seis mandados de prisão, quatro deles contra policiais civis e outros dois contra suspeitos que atuavam como informantes dos agentes. 
A ação cumpre outros 19 mandados de busca e apreensão, sendo dois em unidades policiais, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria Estadual de Segurança e da Corregedoria Interna da Polícia Civil.
Os seis foram denunciados pelo Ministério Público por organização para atividade criminosa, extorsão mediante sequestro, usurpação de função pública e corrupção. Segundo as investigações, o grupo levantava informações de pessoas envolvidas com atividades ilícitas e passava a exigir quantias em dinheiro para que estas não fossem presas em flagrante (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

AMANHÃ NOVA REUNIÃO DE CORONÉIS PM NA AOMAI



Prezados leitores, dando continuidade ao objetivo maior de defender a Polícia Militar e os Policiais Militares, amanhã, a partir das 11:00 horas, Coronéis PM se reunirão novamente na AOMAI (Rua Camerino, 114, 2o andar, Centro).
Ratificamos que faz parte do planejamento a realização de reuniões com a participação de Oficiais e Praças, pois todos devem estar unidos e participar da luta institucional.

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

DIA 9 NOVA REUNIÃO DE CORONÉIS PM NA AOMAI




Prezados leitos, o Coronel PM Rabelo, Presidente da AOMAI, convida os Coronéis da Polícia Militar para a nova reunião que será realizada no dia 9 de setembro, a partir das 09:00 horas, na AOMAI (Rua Camerino, 114, Centro) para tratarmos do grave quadro da insegurança pública e dos problemas institucionais.
Ratificamos que nas futuras reuniões serão convidados também os Oficiais e os Praças, considerando que o objetivo é integrar toda a corporação, criando um esforço conjunto para recuperar os valores institucionais.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES! - 05 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - O CONTROLE EXTERNO DA SEGURANÇA PÚBLICA

Prezados leitores, o Coronel PM aconselha a criação de uma Corregedoria Externa da Segurança Pública que possa investigar inclusive as condutas do secretário de segurança e de seus assessores.




Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

RIO: SUBSECRETÁRIO DE INTELIGÊNCIA DEVE DESCULPAS À POLÍCIA MILITAR E AOS POLICIAIS MILITARES



Prezados leitores, a seguir transcrevemos correspondência encaminhada pelo Tenente Coronel PM RR Fontes, onde cita uma possível ofensa à Polícia Militar que teria sido proferida pelo subsecretário de inteligência da Secretaria de Segurança Pública. 
Nós concordamos inteiramente com o Ten Cel PM RR Fontes e acrescentamos que o próprio Secretário de Segurança, o delegado de Polícia Federal Beltrame, foi recentemente denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa e superfaturamento de contratos
Os bons velhos tempos precisam voltar.
A AME/RJ precisa agir como fazia o antigo Clube de Oficiais. 
Uma associação (ou clube) de Oficiais ou de Praças que não reúne seus associados quando a instituição atravessa uma grave crise, sinceramente, deixa de cumprir a sua principal função.

"EXCELENTÍSSIMO Sr PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES ESTADUAIS 
CORONEL PMERJ CARLOS FERNANDO FERREIRA BELLO 
Diante dos fatos narrados pela imprensa a respeito da Operação Amigos S/A levada a efeito pelo Ministério Público Estadual e que infelizmente maculou a nossa mais do que bicentenária corporação e resultou na prisão do Coronel PM Alexandre Fontenelle acusado de ser o Chefe da quadrilha composta por mais 26 Policiais Militares, gostaria de chamar a atenção para alguns fatos que foram divulgados pelos órgãos da mídia e que podem ou não serem verdadeiros. 
O JORNAL O GLOBO LINE ON LINE de 23 DE SETEMBRO DE 2014 publicou a seguinte matéria: 
“O comandante da operação, que é o subsecretário de inteligência da Secretaria de Segurança, Fábio Galvão, considera a ação dos PMs uma "corrupção institucionalizada", já que os oficiais integrantes do Estado Maior do 14º BPM, na época, eram oriundos do 41º BPM (Irajá) - unidade onde durante as investigações os agentes também constataram a existência da irregularidade”. 
Se de fato o Subsecretário de Inteligência Fábio Galvão declarou o que consta na matéria do periódico, a análise dos fatos nos leva a concluir que aquela autoridade também acusou a INSTITUIÇÃO PMERJ de ser corrupta, ao invés de considerá-la setorizada, por envolver uma ínfima parcela de servidores que de forma alguma representam todo o corpo institucional. 
Diante das declarações do Subsecretário será que poderíamos considerar outras instituições também corruptas pelo fato de servidores integrantes dos seus quadros estarem envolvidos, acusados, denunciados, condenados, exonerados e demitidos pelo crime de Concussão, Peculato, Prevaricação,Corrupção passiva, Formação de Quadrilha, Extorsão, etc? 
Para melhor ilustrar o “case” em questão será que poderíamos considerar a instituição Receita Federal de ser corrupta pelo fato de auditores fiscais e outros servidores serem acusados do desvio de 3 bilhões de Reais, crime ocorrido na Delegacia da Receita em Osasco em 2011 e investigado na Operação Paraíso Fiscal, pela Polícia Federal? 
Mesmo diante dos altos valores desviados dos cofres públicos, 3 bilhões de reais, entendo que não devemos acusar toda a instituição pelo crime cometido por uma ínfima parcela de servidores do órgão. 
Continuando a mesma lógica de raciocínio, será que poderíamos acusar a instituição Polícia Federal de ser uma corporação corrupta pelo fato de quatro Delegados Superintendentes do órgão no Rio de Janeiro, além de outros servidores menos graduados, terem sido investigados na Operação CEROL, acusados, processados e exonerados do maior posto organizacional no Estado: 
Creio que a mesma lógica se a aplica aqui também e a respeitável Polícia Federal não poder ser maculada como um todo em virtude do desvio de conduta de servidores do órgão. 
Então se estas argumentações estão corretas o Subsecretário de Inteligência da SESP. deve se retratar ou retificar suas declarações dadas à imprensa, no sentido de restabelecer a verdade dos fatos para que a dignidade, o pundonor, a honra e a ética da família Policial , composta por mais de 80 mil pessoas, não seja atingida por crimes cometidos por alguns maus servidores que aqui estão infiltrados mas que serão expurgados com todo o rigor permitido pela legislação constitucional e infra constitucional. 
Sugiro remessa de expediente ao ilustre Subsecretáruio de Inteligência da SESP Fábio Galvão para tomar conhecimento e se manifestar a respeito.
PAULO FONTES TENENTE CORONEL PMERJ RR"

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

COMPRA DE BLINDADOS PARA BOPE E CORE - COMUNIÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO



O governo do estado do Rio de Janeiro comprou oito veículos blindados para transporte de tropa para serem distribuídos para o BOPE e a CORE.
Na semana passada nós protocolamos no Ministério Público, tal qual fizemos com relação aos contratos de terceirização da compra e da manutenção de parte da frota operacional da Polícia Militar, uma comunicação sobre possíveis irregularidades no processo licitatório.


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sábado, 21 de junho de 2014

COPA 2014: MÁ GESTÃO DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA ATRAPALHA EMPREGO DE PMs

Prezados leitores, temos ao longo dos anos destacado a má gestão dos recursos humanos e materiais da Polícia Militar pela Secretaria de Segurança Pública.
Os exemplos da gestão equivocada são incontáveis e instruíram centenas de artigos desse espaço democrático.
Um desses exemplos é o "BICHOFORME".
Como explicamos várias vezes os alunos do Curso de Formação de Soldados têm direito por lei de receberem todos os uniformes, só que a Secretaria de Segurança não compra esses uniformes, o que obriga os alunos a usarem durante os seis meses de curso o "BICHOFORME", constituído por tênis, calça jeans e camisa de malha branca, tudo comprado com o dinheiro dos alunos.
Uma autêntica ilegalidade.
Pois é...
A Secretaria de Segurança está precisando empregar os alunos do CFAP para reforçar o policiamento da Copa do Mundo.
Como empregá-los com o "BICHOFORME"?
Imaginem o "PADRÃO FIFA" com os PMs vestindo calça jeans e camisa de malha?
A solução foi mais uma compra emergencial...
O fato foi denunciado por um jornal de São Paulo.






(Fonte: Folha de São Paulo)

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sábado, 7 de dezembro de 2013

APÓS MORTE DE SOLDADO NO CFAP, SECRETÁRIO BELTRAME CRIA NORMAS

Foto: Alexandro Auler / Extra


SITE G1
Em enterro, família de recruta morto após treino da PM-RJ cobra punição (assista reportagem).

Eis a resolução: 

"POLÍCIA MILITAR
Bol PM nº. 085 - 06 Dez 2013
Secretaria de Estado de Segurança
ATO DO SECRETÁRIO RESOLUÇÃO SESEG Nº 729 DE 04 DE DEZEMBRO DE 2013
ESTABELECE DIRETRIZES PARA A RECEPÇÃO DE ALUNOS DOS ÓRGÃOS DE FORMAÇÃO POLICIAL E PRÁTICAS DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO POLICIAL DURANTE OS CURSOS DE FORMAÇÃO, FORMAÇÃO CONTINUADA E ESPECIALIZAÇÃO, RELACIONADAS ÀS CONDIÇÕES DE BEM ESTAR BIOPSICOSSOCIAL, PARA OS FINS QUE MENCIONA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O SECRETÁRIO DE ESTADO DE SEGURANÇA - SESEG, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, e com base no disposto no processo nº E-09/0009/57/2013, CONSIDERANDO:
-que a concepção do direito à segurança pública com cidadania demanda a sedimentação de Políticas Públicas de Segurança pautadas no respeito aos Direitos Humanos;
-que a recepção aos alunos que ingressam em órgãos de formação policiais deva traduzir os direitos e garantias constitucionais, promovendo a solidariedade, os Direitos Humanos e a cultura de paz; -a necessidade de orientação e padronização dos procedimentos dos órgãos de formação policial que envolvam a recepção aos novos alunos;
-que a recepção aos alunos que ingressam em órgãos de formação policial deva se fazer num clima de congraçamento, urbanidade e respeito, onde a forma de acolhimento aos novos integrantes das corporações policiais, reproduzida ao longo do curso de formação, possa representar um momento de afirmação da promoção dos Direitos Humanos como base para a missão, valores e princípios institucionais; e
-que os órgãos de formação policial devam promover a mudança de cultura em que o uso de práticas pautadas por esforço físico superior ao suportado pelo aluno, atividades realizadas em locais inadequados para instrução ou sob condições climáticas incompatíveis, que não permitam condições de bem estar biopsicossocial, bem como, a imposição de exercícios físicos como forma de punição, sejam banidas, juntamente com toda espécie de ato que possa provocar constrangimentos, danos físicos e morais aos novos alunos;
RESOLVE:
Art. 1º-Os processos educacionais deverão contemplar o bem estar biopsicossocial do aluno, desde seu ingresso e durante toda sua permanência no órgão de ensino policial, considerando o currículo em sua dimensão mais ampla, em que todas as atividades desenvolvidas e todo contato com os profissionais do corpo docente, corpo de alunos e administrativo, concorram para a formação do aluno como um promotor de cidadania e dos direitos humanos, e não apenas a aprendizagem em sala de aula.
§ 1º-As instruções deverão ser realizadas em locais adequados a cada tipo de conteúdo a ser apreendido, em condições de permitir e promover o bem estar biopsicossocial dos alunos.
§ 2º-As instruções práticas deverão contemplar condições de segurança para que o aluno tenha acesso a pronto atendimento realizado por profissionais de saúde habilitados.
§ 3º-Os deslocamentos a pé e esperas para início de atividades ou realização de refeições, deverão considerar as condições climáticas e o tempo de espera para início da alimentação conforme o rodízio de turmas.
Art. 2º-Os princípios e valores basilares de cada instituição policial não deverão ser construídos e preservados a partir da imposição de exercícios físicos como forma de punição, de atividades não previstas no currículo ou sem a supervisão de profissional habilitado para condução de treinamento físico militar, ou de qualquer outra espécie de ato que possa provocar constrangimentos, danos físicos e morais aos novos alunos, sob pena de ser considerada transgressão disciplinar de acordo com os regulamentos de cada corporação policial, independente das demais sanções penais e cíveis cabíveis.
Parágrafo Único - As Instituições Policiais deverão envidar esforços no sentido de banir as seguintes condutas:
I -utilizar ascendência funcional ou hierárquica para prática das condutas previstas no caput, ou não coibir a prática que observar ou tiver conhecimento;
II -ameaçar, usar de violência, restringir ou impedir a defesa;
II -usar qualquer meio ou produto que possa causar danos pessoais;
III -causar danos materiais, morais, psicológicos, lesões corporais ou concorrer para óbito.
Art. 3º-O Chefe de Polícia Civil e o Comandante Geral da Polícia Militar adotarão as medidas necessárias para o fiel e estrito cumprimento das disposições desta Resolução.
Art. 4º-Os órgãos da Secretaria de Estado de Segurança – SESEG terão 30 (trinta) dias para se adaptar às disposições desta Resolução.
Art. 5º-Os casos omissos serão decididos pelo Secretário de Estado de Segurança
Art. 6º-Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições encontradas.
Rio de Janeiro, 04 de dezembro de 2013
Secretário de Estado de Segurança"

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

UPP: BALANÇO EXPÕE O MODELO FALIDO DO POLICIAMENTO

 Jornal Extra
Berenice Seara



JORNAL DO BRASIL 
UPP: balanço expõe o modelo falido do policiamento 
Mônica Francisco 
Na última semana, uma maratona de seminários e matérias de jornais e revistas buscaram analisar os cinco anos da UPP. Cinco anos com muitos saldos. Dentre eles, o mais positivo foi a exposição do modelo falido de policiamento que é direcionado às margens da cidade. Muito mais controle do que segurança de fato. O que vem abalizar o que digo é o fato da grande queixa ouvida ao conversarmos com os moradores e moradoras, tanto aqui no Borel quanto em outras favelas controladas militarmente. 
 A regulação cotidiana da vida diária pela qual as áreas ocupadas militarmente sofrem, da festa particular às ações de instituições, tudo tem que ter a aprovação do comando local, que varia de acordo com o humor do seu comandante em chefe, sendo mais rígidos ou mais flexíveis dependendo da situação. O que nos faz suspeitar de uma experimentação de modelo ao invés de política pública de segurança de fato, com diretrizes de atuação lineares para todas as unidades, e não um processo civilizatório e de contenção da população que vive nas favelas (Leia mais).

COMENTO:
A substituição do secretário de segurança do Rio de Janeiro é uma necessidade, cada dia maior.
A demora nessa ação só agravará o quadro.
Apesar do seu conhecimento na área investigativa, sobretudo no gerenciamento das escutas telefônicas, não teve sucesso na gestão da Polícia Militar e da Polícia Civil, além de municipalizar a segurança pública cuja gestão deve atender a todo estado e não privilegiar determinadas áreas da Capital.
A troca é necessária e urgente.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

RIO: CORONEL PM SE CANDIDATA PARA SER SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

Ontem, eu recebi o jornal do COR, órgão oficial da Associação dos Oficiais Militares Ativos e Inativos da PM e do CBM (AOMAI).
Folheando o jornal, li o artigo "Pigmeus na Ordem Pública - Desrespeito Ancestral" de autoria do Coronel PM Ref Paulo Afonso Cunha (páginas 9 e 10).
Eu tive o prazer de servir com ele no 3o BPM (Méier), eu Aspirante à Oficial PM, ele 1o Tenente PM.
Infelizmente, não encontrei o artigo disponível na internet, aliás, não encontrei nem o site da AOMAI, onde poderia estar publicado.
No intuito de apresentar o Oficial para os que ainda não o conhecem, publico a seguir um vídeo que encontrei na grande rede, sobre uma entrevista concedida pelo Oficial no "Programa CDL Entrevista" do dia 19 de setembro de 2013, onde ele comenta um pouco da sua experiência na PM:


O artigo publicado faz duras críticas ao estágio atual da PMERJ e aos gestores da Polícia Militar, porém o que chamou mais a minha atenção no texto foi a "candidatura" do autor à função política de Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, isso após enumerar sua experiência profissional:
"(...) razão pela qual quero me candidatar ao cargo de Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, para salvar minha Corporação e, consequentemente, a população do Estado do já duradouro demais, jugo dos bandidos de todas as espécies (...)".
Longe de questionar o posicionamento do Coronel Paulo Afonso, o qual causou-me surpresa, sem dúvida, mas que é um direito legítimo de um operador da segurança pública com a experiência que ele possui, gostaria apenas de comentar o contraste estabelecido.
Ele quer ser secretário, enquanto isso, eu quero acabar com as Secretarias de Segurança.
Tenho certeza que a consecução do objetivo dele e bem mais fácil do que do meu.
As minhas razões foram expostas em vários artigos e em diferentes momentos, mas em apertada síntese cito que são órgãos caríssimos e ineficientes na sua única função: coordenar as Polícias Civil e Militar.
Boa sorte ao Coronel Paulo Afonso.
Juntos Somos Fortes!

É MELHOR ACABAR COM A POLÍCIA MILITAR? - ALESSANDRO LYRA BRAGA

Enterro de Policial Militar
Site G1


SITE POLICIAL BR 
É MELHOR ACABAR COM A POLÍCIA MILITAR? 
ALESSANDRO LYRA BRAGA 
Tenho ouvido de várias pessoas que é imprescindível a pronta desmilitarização da instituição "polícia militar", que a polícia militar tinha que acabar. Argumenta-se que hoje a PM (não importando o estado da federação) serve apenas como um agressivo e despreparado órgão de repressão às manifestações políticas legítimas e um corrupto órgão de uma pseudo repressão ao crime. 
Este entendimento se acentuou com as violentíssimas práticas repressivas utilizadas nas manifestações políticas dos últimos meses. Mas, será que esta é a solução mais acertada? 
O fato é que temos sim uma estrutura de policiamento ostensivo, logo de combate ao crime, seja ele qual for, deteriorada face às necessidades do dia-a-dia. Temos uma polícia civil, que teria funções investigativas, sucateada em praticamente todos os estados brasileiros, não conseguindo realizar nem medianamente suas atividades. Já a Polícia Federal, que exerce funções de polícia judiciária e investigativa de âmbito federal, encontra-se atuando muito além de suas atuais possibilidades e também carece de inúmeros recursos humanos e materiais, embora possua um corpo de policiais com inegável qualificação e remuneração mais adequada. 
Assim, a polícia mais próxima aos cidadãos é, sem a menor dúvida, a polícia militar. Não podemos entender a polícia militar apenas como uma instituição destinada a agredir manifestantes, embora saibamos que ela tem desempenhado esta função de forma bárbara. Devemos lembrar que o soldado repressor e absurdamente agressivo está recebendo ordens, absurdas ou não, de alguém superior na cadeia de comando. Logo, não seria apenas o soldado, o cabo, o sargento ou até o coronel o agressor, mas sim o secretário de segurança ou o governador que autoriza e/ou exigi o uso de força extrema na repressão às manifestações. 
É óbvio que falta discernimento ao soldado que está na linha de frente quanto à forma de agir e isto só prova o despreparo de quem o comanda. Não há como existir uma boa tropa se for comandada por alguém incapaz. 
Também faz parte do senso comum que em qualquer encrenca com a polícia militar é só "liberar uma graninha" que tudo se resolve. Ledo engano! Em alguns estados como o Rio de Grande do Sul ou o Distrito Federal quem ousar propor tal coisa conseguirá mais problemas do que está imaginando. Se isto se deve à uma melhor política salarial ou de preparo do policial não sei afirmar. 
O que sei é que em alguns estados da federação, a política salarial dos policiais militares é lastimável, obrigando-os a fazer "bicos" como segurança particular para poder sobreviver, e, o que é pior, a ter que se disfarçar em seus horários de folga, para não correr risco, ironicamente, diante da própria violência urbana que combate. 
O que temos que questionar é o papel de nossa estratégia de combate ao crime e à ordem pública. Sou a favor de duplas de policiais patrulhando à pé ou de bicicleta as ruas de nossas cidades, tendo o apoio de policiais em viaturas (quem tenham combustível e andem de verdade) para o caso de emergências. Sou a favor de um verdadeiro treinamento qualificado aos policiais, onde até mesmo bons modos e respeito à cidadania seja ensinado. 
Não é a questão de nossa polícia de patrulhamento ostensivo ser militar ou não que deveria estar na discussão. O que deve ser questionado é a qualidade de nossa política de segurança pública. Tenho a mais absoluta certeza que policiais bem treinados para toda e qualquer situação não praticaria os absurdos que a PMERJ fez durante a repressão às legítimas manifestações de professores, por exemplo. Policiais, e principalmente, comandantes bem treinados saberiam distinguir agitadores de manifestantes e nunca teriam surrado, vergonhosamente, os professores. São atitudes como estas que fazem com que tanta gente esteja pleiteando a desmilitarização das polícias militares. 
Uma das formas mais inteligentes de atuação de uma força policial é sua plena interação com a comunidade a que serve. No estado do Rio de Janeiro, os conselhos comunitários de segurança pública realizam satisfatoriamente esta ponte, embora pudesse ser bem melhor. A comunidade ainda se intimida em se aproximar de um policial ou até mesmo de adentrar num batalhão de polícia militar, como se fosse território proibido ao cidadão comum. 
Cito o exemplo da PMERJ, pois percebo a instituição apoiando e incentivando esta interação de forma contínua através dos últimos anos. Hoje, é comum encontramos comandantes de batalhões do Rio de Janeiro, oficialmente representando a instituição, em eventos e atividades de suas comunidades. É o entendimento que deveria ser para todos os momentos: a polícia militar com e para o povo. E não como vemos no caso das manifestações políticas, quando a polícia militar se torna algoz do povo. Mesmo que o policial esteja recebendo ordens de superiores, tem a obrigação como cidadão de não extrapolá-las. Sabemos que em certas ocasiões atitudes mais enérgicas e contundentes se fazem necessárias, mas deverão ser aplicadas com métodos próprios, que respeite o direito de manifestação e a verdade. 
Seria interessante se pudéssemos sentir o policial militar não apenas como um agente repressor na maioria das vezes, mas sim como um agente educador de cidadania. Não digo que caiba ao policial militar virar professor, mas servir de exemplo positivo à população, posicionando-se como um aliado de fato de suas comunidades. 
Pergunto então aos meus leitores, quantos de vocês conhecem os policiais que fazem a ronda em sua região? 
Sei que em muitas regiões nem ronda policial há, mas mesmo nas regiões em que isto ocorre, quantas pessoas interagem com os policiais, mesmo que apenas cumprimentando-os? 
A resposta é triste: pouquíssimas pessoas.
Muita gente já me respondeu que não quer assunto com "polícia", que são todos bandidos! 
Eu mesmo tenho um hábito que já foi recriminado por muita gente: quando me perco num trajeto de trânsito, peço ajuda à policiais. Acho óbvio fazer isto, mas já me disseram que eu dei sorte até então, que um dia, quando for pedir orientação, os policias darão um jeito de me extorquir dinheiro. 
Diante do entendimento (afirmo que errôneo!) de que todos os policiais militares são bandidos, mudar o nome ou a estrutura da instituição de nada adiantará. Não adianta acabar com a polícia militar ou torná-la civil e não mudar a forma do brasileiro de enxergar seu papel na sociedade. 
Logicamente, teremos que ter políticas de conscientização popular, desmitificando a famosa "Lei de Gerson", por exemplo. 
A reformulação deverá ser de toda a sociedade e de sua forma de agir, mas será que todos querem pagar o preço de se tornar cidadãos? 
*Alessandro Lyra Braga é carioca, por engano. De formação é historiador e publicitário, radialista por acidente e jornalista por necessidade de informação. Vive vários dilemas religiosos, filosóficos e sociológicos. Ama o questionamento. 
http://www.debatesculturais.com.br/e-melhor-acabar-com-a-policia-militar/ 
Fonte: http://policialbr.ning.com/?xg_source=msg_mes_network#ixzz2m0Mlqdsj
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A PACIFICAÇÃO E OS TIROTEIOS AVANÇAM NA ROCINHA



O Rio de Janeiro vive a pacificação mais recheada de tiroteios que se tem notícia na história da segurança publica.

"O GLOBO 
Moradores reclamaram de tiros disparados na noite desta quarta-feira 
Bruno Amorim (Email · Facebook · Twitter) 
Matheus Carrera (Email) 
RIO — Agentes da 15ª DP (Gávea) realizam uma operação na Favela da Rocinha, na Zona Sul da cidade, com o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), para checar a presença de traficantes armados na comunidade. Na noite desta quarta-feira, moradores reclamaram de tiros disparados durante a final da Copa do Brasil entre Flamengo e Atlético-PR na localidade conhecida como Roupa Suja. Na manhã desta quinta-feira, o clima é de aparente tranquilidade na região. 
Segundo informações do site do “Extra”, vários moradores que estavam na rua assistindo ao jogo entraram em pânico na noite de quarta-feira. — Havia muita gente na rua. Todo mundo se deitou no chão com medo. Os becos ficaram vazios. Depois de cerca de meia hora, parou. Mas o medo continuou — contou um dos moradores ao “Extra”. 
Com medo de se identificar, o morador contou que os bandidos circulam armados de pistolas, fuzis, metralhadoras e granadas na parte alta da Rocinha, sem que haja intervenção de policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP): 
— A polícia mal sobe (o morro). Já faz tempo que isso acontece e ninguém faz nada. A Rocinha está uma terra sem lei, um terror. 
Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que a comandante da unidade da Rocinha, major Pricilla Oliveira, não confirma a informação sobre tiroteio na noite desta quarta-feira na comunidade. Na manhã desta quinta-feira, também não houve registro de confronto".
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

POR QUE O SECRETÁRIO BELTRAME AINDA NÃO FOI SUBSTITUÍDO?



O senhor Sérgio Cabral está por completar sete anos de governo do estado do Rio de Janeiro. 
Nesse período enfrentou várias acusações: as severas críticas que recebeu dos organismos internacionais pelo "tiro, porrada e bomba" que empregou como tática única nas favelas, isso nos dois primeiros anos de governo (e que continua a usar em favelas sem UPPs até hoje); a tragédia das chuvas na região serrana com centenas de mortos; as viagens pelo mundo (turma dos guardanapos); a amizade com empresários; a ligação de concessionárias de serviço público com escritório onde atua sua esposa;  o uso indevido por mais de seis anos dos helicópteros do governo; os insumos hospitalares superfaturados; o superfaturamento da terceirização de parte da frota da Polícia Militar;  a precariedade dos serviços públicos (segurança, saúde, educação, transportes, ...), esses entre outros escândalos.
Não se tem notícia se esses fatos foram devidamente investigados ou não, o certo é que o governo tem sobrevivido a todos eles. Quem sabe isso tudo não passa de intriga da oposição?
Embora seu governo seja o pior avaliado do país e o seu índice de rejeição popular tenha atingido níveis assustadores, podemos considerar que o governador tem até se saído muito bem diante de tantos problemas, chegando a ser cotado para assumir um ministério no governo Dilma, em caso de reeleição da presidente.
Sérgio Cabral é um sobrevivente em um mar tormentoso, ninguém pode negar a sua capacidade de "nadar".
A área da segurança pública o reelegeu com o projeto das UPPs (GPAEs rebatizados), o qual teve um apoio da grande imprensa nunca antes visto no Brasil, isso é fato. Imprensa e especialistas colaboraram muito com seu sucesso, tendo em vista que não noticiaram os inúmeros e facilmente identificáveis efeitos colaterais negativos do projeto. Mas também foi nessa área que enfrentou o maior número de crises, tanto que em pouco mais de seis anos, nomeou CINCO Comandantes Gerais para a Polícia Militar e TRÊS Chefes da Polícia Civil, substituições sempre determinadas por graves problemas.
Atualmente, vive a maior crise da área de segurança do seu governo: as ações de segurança se concentraram na Capital (municipalizou a segurança estadual) causando a  revolta de prefeitos; o projeto das UPPs desandou por completo (Cas Amarildo); o agigantamento e a desqualificação a tropa da Polícia Militar para formar cada vez mais Soldados para UPPs; a insegurança se espalhou com a transferência dos traficantes com suas armas para implantar as UPPs sem enfrentá-los;  o aumentos dos índices de criminalidade; a prisão ilegal de Bombeiros e PMs em Bangu 1 rasgando a legislação; a atuação da secretaria de segurança nos protestos foi um completo fiasco, agindo de forma diferenciada em cada protesto e transformando a PM na instituição mais odiada do Rio de Janeiro e, ultimamente, até os arrastões voltaram para as praias.
Todos os nossos leitores sabem que eu sou a favor da extinção das secretarias de segurança, escrevi sobre isso algumas vezes e apresentei razões mais que suficientes para o seu desaparecimento. Porém, considerando que ela ainda existe no Rio de Janeiro e diante do que está acontecendo na área da segurança pública, do que já aconteceu e, pior, do que poderá acontecer diante da falta de policiamento nas ruas em face da imobilização de quase 10.000 PMs nas UPPs,  disciplinadamente e no exercício da nossa cidadania, perguntamos:
Por que o secretário Beltrame ainda não foi substituído? 
Por mais que nos esforcemos, não conseguimos encontrar uma resposta satisfatória que justifique a sua manutenção na função.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

RIO: COMO APLICAR 10.000 POLICIAIS MILITARES NA SEGURANÇA ESTADUAL?


FIM DAS SECRETARIAS DE SEGURANÇA


Prezados leitores, em meio à crise instalada no projeto das UPPs, diante do sucateamento dos efetivos dos batalhões e o enfraquecimento do policiamento ostensivo nas ruas, o secretário de segurança Beltrame anunciou que mais 1.500 Policiais Militares passarão a integrar o efetivo do projeto, elevando para mais de 10.000 Policiais Militares empregados no projeto.
O anúncio de novas UPPs em ano eleitoral (2014) era algo absolutamente previsível, esperado na verdade, o que me causaria surpresa seria alguém afirmar que o projeto das UPPs do modo como está sendo gerido é sustentável, ou seja, que poderá ser mantido ao longo do tempo.
Ao ler a matéria do jornal O Globo sobre o assunto, a qual transcrevo em parte nesse artigo, ocorreu-me um questionamento: 
O que um morador da Baixada Fluminense responderia se fosse perguntado a ele como aplicaria um efetivo de 10.000 PMs?
Se ele fosse interessado no tema segurança pública e acompanhasse o noticiário diário sobre o tema com relação ao Rio de Janeiro, penso que responderia:
- Eu dividiria esse efetivo entre todos os batalhões para aumentar a presença de PMs nas ruas, aumentando o policiamento ostensivo, investindo na prevenção.
Isso é lógico.
Se nós estimarmos em 700 PMs (o efetivo da UPP da Rocinha) o número razoável para ser o efetivo de um batalhão, 10.000 PMs significam o efetivo de 14 (quatorze) batalhões.
A quantidade de batalhões será maior ainda se o número citado pelo prefeito de São João de Meriti como sendo o efetivo do único batalhão do município (menos de 500 PMs), os 10.000 PMs significam o efetivo de 20 (vinte) batalhões.
Como você aplicaria o efetivo de 20 (vinte) batalhões para melhorar a insegurança pública que vivemos no estado do Rio de Janeiro?
Para facilitar seu raciocínio informamos que o único município do estado que tem mais de um batalhão é a Capital, o município do Rio de Janeiro. Entre os outros 91 (noventa e um) municípios, alguns não possuem batalhão, o policiamento é desenvolvido por batalhão situado em outro municípios. Em outras palavras, alguns batalhões são responsáveis pelo policiamento em mais de um município.
O que você faria com 20 (vinte) batalhões?
Eis a matéria: 
O GLOBO 
Complexo da Maré ganhará quatro Unidades de Polícia Pacificadora, revela Beltrame 
Secretário afirmou que o governo quer cumprir a meta de implantar 40 UPPs até 2014 
No total, 1.500 homens devem reforçar as unidades na região 
RIO - O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou nesta quarta-feira, durante entrevista no Quartel General da Polícia Militar, que o Complexo da Maré vai ganhar quatro Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O secretário afirmou que o governo quer cumprir a meta de implantar 40 UPPs até 2014, já que a 35ª (Méier) e a 36ª (Lins) serão instaladas até o fim deste mês. 
— A Maré não é trivial, a questão de segurança no Rio de Janeiro não é trivial. Vamos dividi-la em quatro. Isso por conta do tamanho dela e porque temos ali todas as facções criminosas muito bem divididas geograficamente — ressaltou Beltrame. 
A declaração foi feita após reunião no local com o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, para detalhar novo plano de segurança para o município da Região Metropolitana. Beltrame adiantou que 1.500 homens devem reforçar as unidades na Maré, por se tratar de um território bastante complexo. Ele disse ainda que há um estudo sobre as ocupações em andamento. 
O secretário relatou que, após a implantação de uma delegacia na Rocinha, na Zona Sul, a próxima comunidade pacificada a receber uma unidade policial será o Complexo do Alemão, na Zona Norte (Leia mais)".
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

OS DESAFIOS DA SECRETARIA DE SEGURANÇA

Prezados leitores, recebi de um amigo esse interessante artigo da lavra do colunista do jornal O Globo, Gilberto Scofield. Ele traça um retrato real do que temos vivenciado nos protestos de rua, sobretudo das dificuldades da Polícia Militar e da Polícia Civil, no que dizem respeito à atuação nessas manifestações populares, infiltradas de criminosos. Os problemas são referentes tanto à Polícia Militar, os que ele mais destaca, mas também alcançam a ineficiência da Polícia Civil, tanto que preferi colocar como título desses breves comentários: Os Desafios da Secretaria de Segurança. Os desafios recaem sobre o secretário Beltrame, ele é o gestor das duas polícias estaduais. Cabe a ele dar o norte. Os problemas alcançam a PM, mas ultrapassam seus limites, isso é fato.
Obviamente, não sendo um especialista, existe um equívoco aqui, outro ali, nada mais natural. Como o fato de relacionar o processo de pacificação com a retomada de territórios dominados por milicianos, o que só ocorreu no Batam, isso se ocorreu efetivamente. Outro quando considera o programa (não é uma instituição) da Força Nacional de Segurança preparado, em tese, preparadíssimo para o controle de multidões.
Um artigo muito interessante, recomendo a leitura.

"JORNAL O GLOBO

PANORAMA CARIOCA - GILBERTO SCOFIELD

OS DESAFIOS DA PM

Um integrante da cúpula da PM me contou que a polícia está tendo dificuldade em conciliar as exigências do processo de ocupação e pacificação, as ações quase diárias de monitoramento das manifestações — e repressão ao vandalismo — e o policiamento costumeiro da cidade. O comando geral trabalha com a corda esticada, e até policiais de fora do Rio são convocados para que se dê conta de tudo.

O policiamento sofre. Apesar da queda nos índices de violência na cidade, há uma sensação de insegurança em quase todos os bairros, provocada por furtos, arrastões e roubos de veículos em áreas insuspeitas há algum tempo. O ponto fora da curva, claramente, são as manifestações, que não constavam, pelo menos na perturbadora frequência e virulência atuais, do planejamento anual do trabalho da PM. Os reforços da tropa estavam basicamente vinculados ao aprofundamento do processo de pacificação, do qual as autoridades de segurança no Rio não abrem mão. E nem podem abrir. Trata-se de território constantemente sitiado pelo tráfico ou pela milícia, o que exige das tropas, nessas comunidades, presença grande, permanente e alerta.
A PM já vinha sendo alvo de críticas desde o início das manifestações, mas principalmente a partir de junho, quando os movimentos passaram a descambar, em seus finais, para um quebra-quebra generalizado de gente que gosta de posar de defensor da liberdade de expressão, mas que não pensa duas vezes antes de agredir e impedir com violência o trabalho da imprensa. Tudo isso enquanto sai destruindo aquilo que vê pela frente em sua bandeira em defesa do... em defesa do que mesmo?
Desacostumada a lidar com manifestações — pacíficas ou não — em tempos democráticos, a PM agiu e ainda age erraticamente. Ora responde com uma violência muitos graus acima do necessário, batendo e reprimindo qualquer coisa que se mova. Ora parece apática: por birra, permitindo o descontrole como que para “dar uma lição” em quem reclamava de excessos. Ou por falta de uma estratégia menos bruta e mais inteligente. Um instrumento legal — sancionado pela presidente — foi encontrado para tirar de circulação os vândalos, mas há dificuldades para comprovar a materialidade dos crimes, o que exige uma investigação poderosa por parte da polícia civil sobre esses grupos para que eles continuem presos.
Mas os desafios do comandante-geral da PM, coronel José Luís Castro Menezes, não terminam em como lidar com a violência cada vez maior — e corriqueira — a cada protesto. Nem em como agir com a devida rapidez e vigor sem se deixar contaminar pela ira e pelo nervosismo que impedem a PM de diferenciar um black bloc de um trabalhador. Não é mesmo tarefa fácil, e todos vimos as mesmas dificuldades no trabalho que a Força Nacional de Segurança (em tese preparadíssima para o trabalho de conter multidões furiosas) teve para conter o quebra-quebra na Barra antes do leilão do campo de Libra. As condições físicas e mentais do efetivo tendem a piorar se os policiais — para dar conta de ocupação, policiamento e controle de multidões — estão amarrando um plantão no outro e uma hora extra na outra.
Enfim, o caso Amarildo está aí para mostrar que policiais violentos e corruptos — rejeitados pela imensa maioria dos cariocas — não cabem mais na nova ordem policial que se pretende construir no Rio pacificado e das UPPs. Em muitas comunidades, e há bastante tempo, reclama-se do estado militar da ocupação. Reclama-se ali uma polícia menos militarizada e mais comunitária. Menos temida e mais respeitada. Com o apoio de investimentos sociais e judiciais, de governos, de ONGs e dos próprios cariocas, não é um futuro impossível de se enxergar".

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PROTESTOS NO RIO: UMA UPP NA CINELÂNDIA

Ontem, mais uma vez, a Secretaria de Segurança Pública (SESEG) não conseguiu garantir o direito de manifestação nas ruas e não conseguiu garantir a manutenção da ordem pública, situação que virou rotina nas ruas do Rio de Janeiro, a cada protesto.
A realidade do fracasso da SESEG está estampado na capa dos jornais fluminenses:
- O GLOBO:
BATALHA NAS RUAS
Vândalos sufocam protesto, de novo
- JORNAL EXTRA
VIROU ROTINA
Protesto legítimo acaba, de novo, em quebra-queba
- JORNAL O DIA
NOITE DE VANDALISMO
A imagem de um coletivo incendiado é estampada nas três capas.
A recorrência dos insucessos da SESEG no cumprimento de suas missões no concernente à atuação nos protestos é algo extremamente preocupante, sobretudo porque não tem sido discutido como devia nos meios de comunicação, diante da também rotineira opção por responsabilizar exclusivamente a Polícia Militar, quer seja pela violência contra os manifestantes, quer seja pela incapacidade de impedir a desordem. A falta do debate sobre a atuação da SESEG nos impede de conhecer os problemas e de encontrar as soluções.
Não custa lembrar que segurança pública não se faz só com a Polícia Militar.
Não custa lembrar que a SESEG dirige a Polícia Militar e a Polícia Civil.
Não custa lembrar que a SESEG pode solicitar o apoio das Forças Armadas, como faz nas ocupações das comunidades.
Não custa lembrar que a SESEG pode solicitar o apoio da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, a qual dispõe de grupamento especialmente treinado para atuar em controle de distúrbios civis.
Por que a SESEG não consegue garantir a manifestação e manter a ordem?
É imperioso que isso entre na pauta de debates da sociedade fluminense. Não podemos continuar assistindo protesto após protesto, o Centro do Rio de Janeiro se transformar em uma praça de guerra, com danos ao patrimônio público e privado, bem como, com Policiais Militares e civis feridos após os confrontos.
Por que a SESEG não consegue implantar um esquema preventivo que permita a manifestação e que impeça a desordem?
Efetivo não falta.
Recursos materiais não faltam.
Possibilidade de apoio não falta.
O que falta?
Será que falta instalar uma UPP na Cinelândia?
Talvez falte o rompimento da blindagem que parte da imprensa implantou em torno do prédio da Central do Brasil, local onde funciona a SESEG.
É hora de perguntar ao Secretário de Segurança o que está faltando para que as missões sejam cumpridas, permitindo os protestos e garantindo a ordem.
É urgente que se faça algo, antes que a solução seja, mais uma vez, exonerar o Comandante Geral da Polícia Militar, algo que também já virou rotina.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A MILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS CIVIS DO BRASIL

Os espasmos cívicos que brotaram em dezenas de cidades brasileiras no mês de junho, levando o povo a se manifestar nas ruas, revelaram que o gigante pode acordar, embora prefira o sono, bem como, demonstraram pela enésima vez como são ineficientes as nossas organizações policiais.
As Polícias Militares demonstraram enorme dificuldade em garantir o direito de livre manifestação popular e maior dificuldade ainda em evitar os atos de vandalismo. Ostensivas, visíveis nas ruas, as Polícias Militares são a parte facilmente identificável da ineficiência dos gestores da segurança pública, esses quase nunca responsabilizados. Paga a polícia presente nas ruas um preço muito alto, sendo acusada de excessos quando age e acusada de omissão quando não reprime e o vandalismo acontece. Os fardados foram ineficientes, isso é verdade.
Tal realidade fez crescer geometricamente os discursos sobre a desmilitarização das Polícias Militares, como se a forma de organização fosse a causa determinante dos erros. O tema desmilitarização é antigo e deve ser discutido, mas não de forma isolada e muito menos oportunista. Não podemos permitir que visões monoculares repercutidas pela imprensa escondam do grande público que a ineficiência das Polícias Militares nos protestos possui tamanho idêntico à ineficiência das polícias não organizadas militarmente: as Polícias Civis. Sim, as Polícias Civis, responsáveis pela investigação dos crimes praticados durante os protestos e pela apresentação dos seus autores ao poder judiciário. As Polícias Civis foram tão ou mais ineficientes que as Polícias Militares. Eis outra verdade.
Em apertada síntese, não concordando que a ineficiência policial seja fruto da organização militar, um modelo eficiente por natureza, ouso propor a imediata militarização das Polícias Civis como forma de melhorar seu desempenho, sendo propositalmente tão irresponsável quanto os que querem melhorar o caótico sistema policial brasileiro, tremulando apenas a bandeira da desmilitarização das Polícias Militares.
Juntos Somos Fortes!


quarta-feira, 18 de julho de 2012

POR QUE A "POLÍTICA" DE SEGURANÇA PÚBLICA DO GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) FRACASSOU ( 03 )?



Beltrame - 2008

Nos artigos anteriores da série, tratamos da inexistência de um esboço de política para a área de segurança pública no plano de governo do candidato Sérgio Cabral (PMDB), isso em 2006; tratamos das dificuldades enfrentadas pelos governadores no Brasil diante do erro de projeto existente na Constituição Federal de 1988, as polícias pelas metade, as quais não realizam o ciclo completo de polícia, a polícia ostensiva e de preservação da ordem pública (Polícia Militar) e a polícia investigativa (Polícia Civil); e comentamos a injustificada existência da caríssima e inócua secretaria de segurança pública nos estados brasileiros.
Hoje, trataremos da nomeação do secretário de segurança, tarefa do governador eleito.
Na escolha do secretário de segurança os governadores enfrentam um dilema: escolher um Delegado (Policial Federal ou Civil), um Coronel (Policial Militar) ou um leigo, alguém que não seja profissional da área de segurança pública.
A opção por um leigo coloca na cadeira alguém que não conhece a área que irá gerenciar, a opção pelo Delegado ou pelo Coronel coloca alguém que conhece metade do problema e ainda, causa desconforto na corporação preterida. Não existe saída boa para o governador.
Eleito Sergio Cabral (PMDB) nomeou o Policial Federal José Mariano Benicá Beltrame, um gaúcho que recentemente tinha atuado em operações da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Ouvi muitos boatos sobre a nomeação, o principal no sentido de que não teria sido uma escolha de Cabral, mas sim uma cota política do PT, mas isso não é importante para as nossas análises.
Por sua vez Beltrame teve que escolher o comandante geral da Polícia Militar e o Chefe da Polícia Civil. O Delegado Gilberto foi o escolhido para chefiar a PCERJ, pouco sei sobre ele, portanto, não avançarei nos comentários. No caso da Polícia Militar, o escolhido foi o Coronel PM Ubiratan de Oliveira Angelo, sem dúvida, o Coronel mais qualificado na época para comandar a PMERJ. Ubiratan se preparou muito bem ao longo da vida para ser comandante geral, além disso, tinha ótimo trânsito com a imprensa, com o mundo acadêmico e com os movimentos sociais. Infelizmente, Ubiratan não pode trabalhar na direção que todos esperavam dele, integrantes da secretaria de segurança pública não permitiram, o que fez com que a PMERJ perdesse a melhor oportunidade nas últimas décadas de evoluir, como trataremos no futuro.
Ao longo do governo Beltrame se mostrou imexível, fortemente blindado, apesar dos diversos problemas na área que gerencia. Ele não caiu e ocupa a cadeira até hoje, mas bateu todos os recordes na nomeação dos assessores diretos. Em pouco mais de 5 anos, Beltrame já tinha nomeado 4 comandantes gerais da PMERJ e 3 chefes da PCERJ, um recorde nacional, além de nomear um falso Tenente Coronel do Exército Brasileiro para assessorá-lo.
Beltrame assume e sem uma política para a segurança pública, investe na antiga prática do "tiro, porrada e bomba", violenta Ubiratan e sai invadindo comunidades carentes no Rio de Janeiro, espalhando balas perdidas por todos os lados e recebendo críticas inclusive de organismos internacionais, mas isso será tema dos próximos artigos da série.
Juntos Somos Fortes!