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sábado, 10 de janeiro de 2015

PM - APOLOGIA AO NAZISMO - IMPRENSA NÃO DIVULGOU TODOS OS CRIMES CONTIDOS NAS MENSAGENS



Prezados leitores, as mensagens trocadas por Oficiais e Praças da Polícia Militar pelo WhatsApp contendo incitamento à violência e apologia ao nazismo escandalizaram o país, após terem sido divulgadas pela Revista Veja e pelo Jornal Extra.
Fontes dão conta que outros crimes graves contidos nas mensagens ainda não foram divulgados pelos órgãos de imprensa, portanto, não se surpreendam se novas revelações forem feitas.
A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar e deverá instaurar Processos Administrativos Disciplinares, o que pode ocorrer a qualquer momento, pois os envolvidos foram acusados da prática de atos ofensivos ao decoro e à dignidade policial militar através de notícias publicadas pela imprensa.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

CORONEL QUE CUIDAVA DA SEGURANÇA DE BELTRAME É ACUSADO DE NOVO CRIME

Prezados leitores, o caso das trocas de mensagens entre Oficiais e Praças através do WhatsApp, nas quais estão sendo identificados indícios da prática de vários crimes, parece um poço sem fundo, novos indícios de crime foram noticiados pelo jornal Extra.


(Jornal Extra)

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RIO - CRISE NA SEGURANÇA: QUEM É O "CHANCELER" CITADO NA APOLOGIA AO NAZISMO?



Prezados leitores, a crise se aprofunda na área da segurança pública do Rio de Janeiro.
O Ministério Público irá investigar as mensagens trocadas por Oficiais e Praças da PMERJ através do WhatsApp onde constam apologia à violência e ao nazismo.
No final acessem o link para conhecerem algumas das mensagens e tentem responder a pergunta:
- Quem é a pessoa denominada como "CHANCELER" citado em uma mensagem e que assumiria o poder na PM em abril de 2015?

"REVISTA VEJA 
Rio de Janeiro
MP vai instaurar inquérito para apurar crime de apologia ao nazismo contra oficiais da PM do Rio
Leslie Leitão, do Rio de Janeiro
O coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público, Marcio Mothé, declarou-se estarrecido com o conteúdo das mensagens de incitação à violência e referências nazistas que circularam em um grupo de WhatsApp de oficiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O promotor afirmou que vai pedir a instauração de um inquérito (na esfera civil) para apurar o caso. As conversas foram reveladas na edição de VEJA desta semana e mostram o coronel Fabio de Souza e vários oficiais subordinados confessando ter atacado manifestantes pelas costas, incitando a violência nos protestos, tramando contra desafetos da corporação e com teor de apoio a práticas nazistas. 
Segundo Mothé, as mensagens e os atos que elas revelam ferem A Lei Federal 9459, que prevê pena de um a três anos de reclusão para quem ‘praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional’. A pena aumenta caso qualquer desses crimes seja ‘cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza. “Quando a gente acha que viu tudo, se surpreende. No século XXI testemunhar um comportamento desse é inaceitável. São mensagens que evidenciam o total despreparo da PM em lidar com as situações cotidianas”, afirma Mothé. 
Mothé criticou o fato de o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, ter ‘abrigado’ o coronel Fábio de Souza em sua escolta imediatamente após ele ter sido afastado pelo comando da PM, em março do ano passado: “Isso só mostra que o secretário bancou o oficial. Como ele também não defendia o Edson (major Edson Santos, acusado de participar da tortura e morte do pedreiro Amarildo, na Rocinha, em 2013), e agora estão tentando expulsá-lo. Os fatos falam por si”. 
Confira os trechos dos diálogos de oficiais da PM pelo WhatsApp obtidos por VEJA (Link). 

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PM INVESTIGA ATAQUE A CASA DE EX-COMANDANTE DO BATALHÃO DE POLÍCIA DE CHOQUE



Prezados leitores, a reportagem do jornal O Globo que transcrevemos a seguir noticia que a Polícia Militar está investigando no IPM que apura as mensagens de WhatsApp contendo apologia à violência e ao nazismo, o ataque contra a residência do Tenente Coronel Mário Rocha citando que o Coronel PM Fábio (integrante do grupo de WhatsApp) teria rixa com ele.

"JORNAL O GLOBO 
PM investiga ataque com 14 tiros à casa de ex-comandante do Choque 
No inquérito, foram ouvidos outros policiais e o atual titular da unidade 
03/01/2015 19:44 / ATUALIZADO 03/01/2015 19:49 
RIO - A Polícia Militar investiga um ataque à casa do ex-comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel Márcio Rocha, cuja fachada foi atingida por 14 tiros em janeiro de 2014. A informação foi revelada pela revista “Veja”. No Inquérito Policial Militar (IPM), já foram ouvidos PMs que fariam parte de um grupo de WhatsApp, em que faziam críticas ao oficial. Também foi ouvido na condição de testemunha o atual comandante do Choque, coronel Fábio Souza, que teria uma rixa com o antecessor. Por nota, a Secretaria de Segurança destacou que o coronel Fábio Souza não foi indiciado em nenhum IPM. 
De acordo com a Polícia Militar, o IPM que apura o ataque à casa do ex-comandante do Choque está em andamento, cumprindo exigências feitas pelo Ministério Público. 
O tenente-coronel Marcio Rocha não quis comentar o caso. Já o coronel Fabio Souza não foi localizado. As mensagens de WhatsApp mostrariam que o coronel Fábio, além de uma desavença com o antecessor, também teria incitado policiais a usarem de violência contra manifestantes durante os protestos ocorridos em 2013. Na época, o coronel Fábio estava à frente do Bope (Batalhão de Operações Especiais) (Leia mais)" 

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

CORONEL PM, EX-COMANDANTE GERAL, FAZ GRAVES ACUSAÇÕES CONTRA O SECRETÁRIO BELTRAME

(Charge O Globo)

Prezados leitores, o caso da apologia à violência e ao nazismo na Polícia Milita está longe de ser totalmente esclarecido.
O Coronel PM Luís Castro, ex-Comandante Geral da PMERJ, fez graves acusações contra o secretário de segurança pública Beltrame.
Reportagem envolve grupo do atual Comandante Geral na promoção do Coronel PM Fábio, acusado de apologia à violência e ao nazismo. 

"JORNAL EXTRA
Casos de Polícia 
Coronel que defendeu violência contra manifestantes pulou 81 colocações na lista de promoção após novo comando assumir 
Carolina Heringer e Fabiana Paiva 
A ascensão do então tenente-coronel Fábio Almeida de Souza para coronel foi precedida de outro salto ainda maior do que a mudança de patente. O oficial ocupava a 89ª posição no quadro de promoções da corporação, mas pulou para a 8ª, após o grupo do coronel Alberto Pinheiro Neto ter assumido o comando da PM, no fim do ano passado. No último dia 25, Fábio foi promovido a coronel por merecimento. E, nesta segunda-feira, exonerado do comando do Batalhão de Choque, após comentários polêmicos feitos por ele num grupo de WhatsApp - inclusive com alusões ao nazismo - terem sido divulgados. 
Para dar o salto, Fábio recorreu de sua avaliação anterior, de abril de 2014, feita na época em que o coronel Luís Castro de Menezes era comandante. Antes, em dezembro de 2013, estava em 28º. A queda na colocação do coronel Fábio na lista se deu pela descoberta das conversas no WhatsApp. Na época, ele ainda foi afastado do comando do Bope.
Segundo um oficial que fazia parte da cúpula da PM, para subir 81 posições o oficial teria de conseguir nota máxima em todos os quesitos, avaliados por uma comissão presidida pelo comandante da PM. É ele quem vai escolher da lista os promovidos. A relação precisa ser aprovada pelo secretário de Segurança Pública.
Beltrame diz que não sabia
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse ontem estar “horrorizado” com as mensagens trocadas pelo coronel Fábio. Ele negou que já soubesse dos diálogos, e afirmou ter pedido a abertura de uma investigação sobre a conduta do coronel. Ex-comandante da PM, o coronel Luís Castro, que disse à “Veja” que já havia avisado ao secretário sobre as conversas, no início de 2014, foi irônico ao ser questionado pelo EXTRA sobre as declarações de Beltrame.
- Você não acha estranho o comandante do Bope ser exonerado e mandado para O DGP, a geladeira da PM, sem que o secretário de Segurança saiba o porquê? Meio difícil, né? - disparou.
De acordo com Castro, em março de 2014, ao saber dos diálogos, procurou Beltrame pessoalmente, e avisou que exoneraria o oficial, que comandava o Bope. Segundo Castro, o secretário teria pedido que Fábio fosse para sua escolta pessoal. Lá, ele ficou até novembro de 2014, quando voltou a comandar o Choque (Leia mais)". 

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

EX-COMANDANTE GERAL DA PM DIZ QUE BELTRAME SABIA DA APOLOGIA AO NAZISMO E À VIOLÊNCIA

Prezados leitores, o ex-Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel PM José Luís Castro, foi categórico ao afirmar que o secretário Beltrame conhecia os motivos que determinaram o afastamento do Coronel PM Fábio do comando do BOPE, ou seja, as mensagens trocadas no WhatsApp com apologia à violência e ao nazismo.
O jornal Folha de São Paulo repercutiu a acusação grave na matéria que publicamos a seguir.
O secretário Beltrame nega.
Resta a pergunta:
- Quem vai investigar a acusação feita pelo ex-comandante geral contra o secretário de segurança?
Salvo melhor juízo, o Ministério Público terá que proceder a investigação.


(Fonte: Folha de São Paulo)

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CRISE NA SEGURANÇA - GRANDE REPERCUSSÃO DA APOLOGIA AO NAZISMO

Prezados leitores, publicamos a seguir algumas matérias sobre a repercussão da crise na segurança pública gerada pela apologia à violência e ao nazismo.

(Fonte: Jornal O Dia)

(Fonte: Destak)

(Fonte: Publi Netro RJ)

(Fonte: O Estado de São Paulo)

(Fonte: Folha de São Paulo)

(Fonte: O Globo)

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CRISE NA SEGURANÇA - REPERCUSSÃO INTERNACIONAL DA APOLOGIA AO NAZISMO

Prezados leitores, a seguir publicamos uma das matérias publicadas no exterior que repercutiu a grave crise na segurança pública do Rio de Janeiro.




"THE GUARDIAN 
Rio de Janeiro elite police chief sacked as 'pro-Nazi chats' revealed
Local magazine published inflammatory messages said to have been posted by head of a paramilitary battalion to fellow officers 
Jonathan Watts in Rio de Janeiro
theguardian.com, Monday 5 January 2015 21.45 GMT 
The already thuggish reputation of Rio de Janeiro’s police force dropped a notch lower after the commander of an elite unit was dismissed on Monday for allegedly endorsing Nazism, plotting against a superior and inciting violence against anti-World Cup protesters. 
Colonel Fábio Almeida de Souza was replaced as head of the Choque Battalion of paramilitary police after Veja magazine published inflammatory messages that he is said to have posted to fellow officers using the WhatsApp chat service. 
The text conversations are reportedly taken from an internal investigation into an assassination attempt on a rival officer, whose home was peppered with bullets in January 2014. 
Although De Souza was cleared of that wrongdoing, the messages appear to suggest he and other members of the battalion plotted to create what they called a “Reich” inside the organisation. Referred to by his fellows as a “Fuhrer”, De Souza described his group as “pure race and flawless”. 
In one chat, De Souza predicted he would take leadership of the paramilitary police in Rio and then said he would inflict a “nuclear winter” on his enemies: “You will see what revenge is.” When his colleagues outlined plans for a coup, De Souza responded by writing “Germany 1930 standard”. 
During the street protests that racked Rio in June 2013, De Souza was asked about baton techniques for restraining protesters. He responded: “Kill them. That will immobilise them permanently.” 
Nobody was fatally shot during the demonstrations, but De Souza boasted to his fellow officers when he hit a protester with a teargas pellet from a pump-action rifle. “What pride!” he exclaimed. 
The messages call into question the judgment of Rio state’s top security official, José Mariano Beltrame, who promoted de Souza in November. 
Beltrame has denied reports that he had been previously warned about the messages. He said he was “horrified” by the chat between officers and is seeking a police investigation into De Souza (Fonte)".

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APOLOGIA AO NAZISMO E À VIOLÊNCIA: BELTRAME EXONERA CORONEL E DIZ NÃO TER CULPA



Prezados leitores, o secretário de segurança pública Beltrame continua não tendo culpa de nada de ruim que ocorre na área pela qual é responsável há mais de oito anos.
O secretário é perfeito, nunca erra.

"JORNAL O GLOBO
05/01/2015 11h33 - Atualizado em 05/01/2015 20h53 
Beltrame anuncia exoneração de comandante de Batalhão de Choque
Anuncio foi feito na manhã desta segunda pelo secretário de Segurança.
Segundo jornal, MP investiga se oficial incitou a violência e o nazismo.
O secretário de Segurança do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou na manhã desta segunda-feira (5) a exoneração do coronel Fábio Souza de Almeida, comandante do Batalhão de Choque. 
O secretário anunciou o afastamento de Fábio após a posse do secretariado do governo Luiz Fernando Pezão, no Palácio Laranjeiras, Zona Sul do Rio. saiba mais
De acordo com o jornal Extra, o procurador de Justiça Marcio Mothé, coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, vai solicitar à Central de Inquéritos do órgão que investigue se o oficial e outros policiais cometeram o crime de incitação a violência — contra manifestantes de prostestos ocorridos em 2013— e o nazismo.
Em conversas num grupo na rede social WhatsApp, os agentes teriam feito referências e mostrado simpatia ao nazismo. Nas mensagens, eles defendem a “caça” aos chamados peito de ladrilho — policiais que não possuem cursos especiais — e dizem que vão primar por uma raça "pura e sem defeitos" na PM. Conversas mostram ainda citações ao Führer, título pelo qual era chamado Adolf Hitler, ditador da Alemanha Nazista entre 1933 e 1945. A denúncia sobre as mensagens foi feita pela revista "Veja" (Leia mais). 

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

SECRETÁRIO BELTRAME APADRINHOU OFICIAL ACUSADO DE APOLOGIA AO NAZISMO E À VIOLÊNCIA

Prezados leitores, o caso é gravíssimo.
O mais grave envolvendo Oficiais da Polícia Militar nos oito anos de governo Cabral-Pezão, sem qualquer dúvida.
O jornal Extra deixa claro o apadrinhamento do secretário de segurança Beltrame ao Oficial acusado de apologia à violência e ao nazismo.
Em condições normais, Beltrame solicitaria exoneração ou seria exonerado pelo governador.
Não acreditamos que ocorra o pedido ou a exoneração.
Ele não pedirá e Pezão não pode exonerá-lo, como a realidade comprova.
Só uma enorme pressão dos órgãos de direitos humanos poderá tirar Beltrame da cadeira.
Leiam a matéria da revista Veja publicada no artigo anterior e a matéria do jornal Extra que publicamos a seguir:




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ACUSAÇÕES GRAVÍSSIMAS CONTRA OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR

Prezados leitores, são gravíssimas as acusações contidas na reportagem da Revista Veja contra Oficiais da Polícia Militar, a qual transcrevemos sem tecermos maiores comentários, apenas esclarecemos que caso sejam comprovadas as acusações os Oficiais, o comandante geral por dever de ofício indicará os Oficiais para serem submetidos a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), o que poderá determinar até a demissão da corporação.



"REVISTA VEJA 
Oficiais da PM do Rio incitaram pancadaria contra black blocs 
Documentos exclusivos obtidos por VEJA mostram mensagens de cunho nazista enviadas por policiais pelo WhatsApp 
Leslie Leitão 
Os protestos que surpreenderam o Brasil em 2013 ainda estavam começando quando Itália e México jogaram no Estádio do Maracanã, em 16 de junho, pela Copa das Confederações. Um pouco antes da partida, cerca de 500 manifestantes tentavam se aproximar com faixas contra a Copa do Mundo e o aumento da tarifa de ônibus. Não avançaram. Em minutos, o Batalhão de Choque da Polícia Militar os empurrou para longe com uma saraivada de bombas de efeito moral e os encurralou na vizinha Quinta da Boa Vista, o maior parque da cidade, provocando pavor e correria na multidão que passava o domingo em família. A ação foi um prólogo do que viveria o Rio, com protestos violentos e muitos feridos como saldo. No comando da tropa estava o tenen­te­-coronel Fábio Almeida de Souza, hoje com 45 anos — que recebeu do então governador Sérgio Cabral, por e-mail, os cumprimentos pelo “belo trabalho”. Nos meses seguintes, ele seria o líder do intenso combate entre a polícia e os black blocs, a face anônima e mais violenta da agitação. Um conjunto de documentos obtidos por VEJA mostra, porém, que os criminosos mascarados não eram os únicos radicais nas ruas. Do outro lado, na polícia, o grupo do tenente-coronel também acirrava os ânimos, defendendo e praticando a pancadaria indiscriminada. 
O coronel Fábio, como é chamado, é o protagonista de milhares de mensagens trocadas entre oficiais da PM num grupo que se comunicava via WhatsApp entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014. Reunidas em 230 páginas de um inquérito da Corregedoria-Geral da PM, elas mostram o tenente-coronel revelando clara admiração pela filosofia do nazismo e deixando nítido que, para ele, o caminho era a agressão pura e simples. Numa das mensagens, quando um major sugere aos colegas o uso de uma técnica de imobilização com um bastão chamado Tonfa, ele reage: “Mata! Assim imobiliza para sempre”. E continua: “Tonfa é o c....! 7.62 (um tipo de fuzil) mata eles tudo”. Em outro trecho, confessa: “Na última manifestação que fui dei de AM640 inferno azul nas costas de um black bobo, no máximo 30 metros!!! Que orgulho!”. O AM640 é um lançador de bomba de gás não letal que, acionado a curta distância, pode até matar. Quando um colega observa “Coronel Fábio pela instauração do Reich”, ele retruca: “Isso”. 
No período em que as mensagens foram trocadas, a ação dos black blocs estava no auge, com ataques a prédios públicos e estabelecimentos comerciais, além de incêndios de ônibus. Muito pouco, no entanto, se sabia sobre os baderneiros, e nenhum membro relevante do grupo havia sido preso. Por isso, a PM vivia um forte dilema. Parte da corporação defendia a ideia de que se fosse mais fundo na prisão de arruaceiros e na investigação dos crimes. O coronel Fábio pregava o confronto direto e liberava a seus homens o acesso ao arsenal de armas não letais da PM. Como em 20 de junho de 2013, quando milhares de pessoas foram dispersadas com balas de borracha e bombas de gás ao chegar à sede da prefeitura do Rio. Naquele dia, segundo um oficial de alta patente, uma quantidade avaliada em mais de 1 milhão de reais em equipamentos foi gasta contra os manifestantes. “Era uma chuva de gás indiscriminada. Não tinha controle, e nem era para ter.” 
Como a tropa não continha os baderneiros e produzia ainda mais radicalização, o coronel Fábio foi substituído no comando do Batalhão de Choque por outro oficial, o coronel Márcio Rocha, que mandou controlar o uso das armas e intensificar os serviços de inteligência e as prisões. Deslocado para o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o coronel Fábio passou a tramar a derrubada do desafeto. Nas mensagens, diz que seu pessoal vai tomar conta da PM em 2015 e instituir um “padrão Alemanha de 1930”. Após uma noite em que levaram cinquenta minutos para atender ao pedido de socorro de uma guarnição atingida por tiros em conflito com traficantes, três de seus apoiadores foram afastados. Dias depois, a portaria do condomínio onde o novo comandante morava sofreu um atentado a tiros. As mensagens a que VEJA teve acesso constam justamente do inquérito que investiga esse ataque. Apesar de conter revelações gravíssimas, o único efeito foi seu afastamento do comando do Bope, em março passado. O que não chegou a ser uma punição, já que o oficial passou a integrar a escolta do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Em novembro, quando Beltrame decidiu trocar toda a cúpula da PM, o coronel Fábio foi reconduzido ao Batalhão de Choque. Enquanto isso, o inquérito com suas mensagens estúpidas hiberna em alguma gaveta da Corregedoria da corporação. 
Por outro lado, Fábio de Souza acabou promovido por merecimento, no último dia 25 de dezembro, ao posto de coronel, o maior da Polícia Militar. A Secretaria de Segurança informou que ele substituiu o chefe da segurança do secretário no período em que este saiu para fazer curso de major. E informou que "o coronel Fábio não é indiciado em nenhum Inquérito Policial Militar". Já a PM diz que o Inquérito Policial Militar (IPM) ainda está em fase de cumprimento de exigências feitas pelo Ministério Público. O encarregado é o coronel Gilson Chagas, comandante do 12º BPM (Niterói). "Como não foi concluído, não é possível falar em indiciamento por enquanto", diz a corporação através de sua assessoria de comunicação (Leia mais)". 

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domingo, 10 de agosto de 2014

CRISE NA SEGURANÇA: AS ORGANIZAÇÕES GLOBO FICARAM ENXUGANDO GELO

(O Globo - 08/08/2014)

Prezados leitores, o editorial que ilustra esse artigo foi publicado pelo jornal O Globo na sexta-feira.
O editorialista, sem saber, destacou aspectos que o Coronel PM Paúl trata em profundidade no livro "UPP: uma farsa eleitoral", que será lançado no início do próximo mês.
O editorial contém verdades, ninguém pode negar.
Pena que as Organizações Globo, as quais pertence o jornal O Globo, não lembraram que a Polícia Militar deveria se preocupar com seus critérios de seleção e de formação, quando apoiaram integralmente a implantação de UPPs, realizadas exatamente com a facilitação do ingresso na Polícia Militar e com graves prejuízos para a formação.
Infelizmente, as Organizações Globo esperaram que quase 10.000 Policiais Militares fossem selecionados e formados em condições precárias para criticar a situação, criada pelo atual governo Cabral-Pezão-Beltrame.
Caso as Organizações Globo tivessem combatido essa prática destruidora no início do processo de implantação das UPPs, considerando a força que possuem na formação da opinião pública, hoje não existiriam tantas UPPs implantadas, talvez Cabral não se reelegesse, mas teríamos uma tropa muito melhor selecionada e formada.
Eis a verdade.
Igual caminho seguiu o jornal O Dia, apoiando os prejuízos ao processo de seleção e de formação de Policiais Militares e, hoje, ainda comete erro grosseiro publicando editorial enaltecendo Beltrame, o MULTIPLICADOR do caos:



(O Dia)


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domingo, 3 de agosto de 2014

PEZÃO AMEAÇA EXPULSAR OS POLICIAIS CIVIS DA CORE

Prezados leitores, mais um vídeo, mais policiais acusados.
Dessa vez os acusados são Policiais Civis que integram a CORE, eles atuam em missões especiais.
Mal comparando, a CORE seria o BOPE da Polícia Militar, considerando que as missões são diferentes.
Primeiro, temos que torcer para que a verdade apareça e que os Policiais Civis tenham os direitos à presunção de inocência, ao contraditório e a ampla defesa, direitos nem sempre respeitados com relação aos Policiais Militares.
O fato trás um série de reflexões, nós destacaremos duas que a imprensa não citou e nem citará:
1) Uma pressão tem sido feita para a desmilitarização das Polícias Militares em face do emprego da violência, sendo a violência um resquício da denominada "ditadura militar", como dizem.
A violência tem realmente relação com o modelo organizacional da polícia? 
A Polícia Civil quando age nas ruas é menos violenta que a Polícia Militar?
2) Interessante destacar que quando Policiais Militares cometem desvios de conduta (crimes ou transgressões da disciplina) a imprensa sempre identifica plenamente:
- Policiais Militares...
- PMs...
Entretanto, quando os acusados são Policiais Civis, uma parte da imprensa rotineiramente noticia:
- Policiais...
Por quê?



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quarta-feira, 16 de julho de 2014

"INFELIZMENTE", POLICIAIS MILITARES SÃO SERES HUMANOS


Prezados leitores, o aviso que ilustra esse artigo foi publicado logo que foi anunciado o corte das folgas dos Policiais Militares, antes do início da Copa do Mundo.
O nosso espaço nunca defendeu PMs que tenham praticado desvios de conduta (crimes ou transgressões disciplinares), mas lutamos desde 2007 para que os direitos e as prerrogativas dos militares estaduais sejam respeitados.
Sempre publicamos vídeos que nos são encaminhados contendo ações condenáveis praticadas por PMs e solicitamos que os leitores analisem todos os fatores que envolvem os fatos.
Ninguém pode justificar um PM que gratuitamente agride um manifestante ou um jornalista, considerando que ele só pode usar de força física e utilizar seu armamento nas situações que isso for indispensável e sem excessos.
Apesar dessas verdades, infelizmente, os Policiais Militares são seres humanos.
Não são máquinas sem sentimentos prontas para servir e proteger a população, imunes ao que acontece com eles e ao seu redor.
Não são robôs que ignoram xingamentos, empurrões, dedos em riste, celulares colocados em seus rostos, ameaças, pedradas, pauladas, entre outras formas de agressão física e moral.
Sim, eles são treinados para atuarem nos conflitos urbanos, mas não tão bem treinados como deveriam, pois o governo Pezão tem pressa, ele quer quantidade de PMs e não PMs de qualidade.
Ao cortar as folgas dos PMs e empregá-los sem o devido repouso (mais de 25.000 foram empregados só na final da Copa) o governo Pezão contribuiu para o desequilíbrio emocional e físico desses milhares de homens e por suas ações nessas condições inadequadas.
Hoje, quando fica claro que alguns erraram (e devem ser responsabilizados), o governo Pezão que os colocou nessa situação inteiramente imprópria para o exercício da função policial é a primeira voz que se levanta para condená-los.
Quem julgará e condenará Pezão por empregar os PMs em tais condições?
Quem julgará e condenará Beltrame por empregar os PMs em tais condições?
Os PMs serão punidos, não tenham dúvida, mas Pezão e Beltrame não serão responsabilizados pela péssima gestão de pessoal, uma marca registrada desse péssimo governo.

"Terra notícia
15 de julho de 2014 • 21h44 • atualizado às 21h48
PM-RJ prende 4 policiais acusados de agredir jornalistas
O comando da Polícia Militar determinou a prisão administrativa de quatro PMs suspeitos de agredir jornalistas e manifestantes durante um protesto no domingo, na Tijuca, zona norte do Rio. Os policiais devem se apresentar ao Batalhão de Grandes Eventos, onde permanecerão presos por 72 horas. As informações são do RJTV 2ª Edição.
Um dos soldados presos é (...), que agrediu o fotógrafo do Terra Mauro Pimentel. O profissional foi atingido com cacetetes no rosto e pernas, jogado no chão e teve a máscara de gás e a lente quebradas. Enquanto era agredido, Pimentel fotografou o PM. Nesta quarta-feira, o Terra vai apresentar uma queixa formal à Corregedoria da PM.
Outro policial preso é (...), apontado como agressor do cinegrafista canadense Jason Ohara. O (...) é suspeito de roubar a câmara do estrangeiro. Já o soldado (...), segundo o comando da PM, aparece chutando duas vezes uma manifestante durante o protesto.
A PM informou ainda que abriu sindicância para apurar a denúncia de que um PM teria assediado uma manifestante. O governador Luiz Fernando Pezão disse que não compactua com a violência praticada pela PM e determinou rigor nas investigações (Fonte)".

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

RIO: IMAGENS DO CONFRONTO ENTRE MANIFESTANTES E POLICIAIS

Prezados leitores, assistam e comentem as imagens contidas nesse vídeo que recebemos através do twitter ( @VemPraRua_BR ):




 Juntos Somos Fortes!

A POLÍCIA BRASILEIRA É POLÍCIA DE PAÍS DE TERCEIRO MUNDO


Prezados leitores, nós recebemos essa a fotografia através do twitter ( @VemPraRua_BR ).
Nós temos insistido que a nossa opinião é apenas a nossa opinião e que o nosso objetivo é subsidiar a formação de opinião, diante desses parâmetros comentaremos.
O momento retratado indica que quatro Policiais Militares partem na direção de uma pessoa (repórter?) , sendo que dois deles com os bastões policiais posicionados para golpear o cidadão.
No caso específico, primeiro fizemos questão de destacar o que a foto efetivamente demonstra.
Se fosse um vídeo poderíamos confirmar se a agressão foi efetivada ou não.
Imaginemos que ocorreu a agressão por parte de um ou mais Policiais Militares. 
Diante de tal possibilidade o ato é de todo condenável e os autores devem ser responsabilizados após o exercício da ampla defesa e do contraditório. 
Eis a nossa opinião.
Concluindo essa breve análise, sem tentar justificar a possível agressão, lembramos que temos comentado com insistência que os Policiais Militares do Rio de Janeiro estão submetidos a uma carga de trabalho que conduz ao cansaço físico e ao estresse emocional extremos.
Embora muitos ignorem, os Policiais Militares são seres humanos com suas virtudes e seus defeitos e, ainda, possuem contra si uma formação profissional de baixa qualidade fornecida nos últimos anos pelo goverbo Cabral-Pezão-Beltrame.
O jovem PM que está nas ruas e nas UPPs foi mal formado em termos profissionais, infelizmente.
O PM fluminense está a um passo do descontrole, eis uma verdade que não pode ser esquecida.
Os estados de desqualificação e de desgaste não justificam o desrespeito aos direitos constitucionais dos manifestantes e dos profissionais de imprensa que cobrem os atos de protesto, mas não podem ser ignorados, principalmente por quem quer expressar sua liberdade de expressão nas ruas.
Hoje provocar um Policial Militar do Rio de Janeiro é um grande risco, eis a verdade.

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CORONEL ADILSON PAES: A DESMILITARIZAÇÃO DA PM JÁ PASSOU DA HORA

SITE VIOMUNDO 
10 de novembro de 2013 
Lúcia Rodrigues, especial para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo 
O que leva uma pessoa que ingressa na Polícia Militar a se tornar um assassino? 
A resposta para essa pergunta foi o que motivou o tenente-coronel Adilson Paes de Souza a se tornar um estudioso do tema da violência policial. A pesquisa desenvolvida rendeu frutos. Sua dissertação de mestrado na Faculdade de Direito da USP, aprovada com louvor no ano passado, se transformou no livro O Guardião da Cidade, da editora Escrituras, que ele lança nesta segunda-feira, 11, às 18h30, na Livraria Martins Fontes, à avenida Paulista, 509. 
As inquietações do coronel sobre o assunto, no entanto, surgiram bem antes. Há mais de uma década durante o curso que frequentou na Academia do Barro Branco, para ascender ao posto de major, ele teve aulas de Direitos Humanos com o desembargador Antonio Carlos Malheiros. O contato com o mestre foi decisivo. Malheiros levava para o diálogo com os alunos em sala de aula, vídeos com denúncias de entidades de defesa dos direitos humanos sobre tortura e outros tipos de violência policial. O que causava irritação nos demais colegas, produzia nele efeito contrário. O então capitão Adilson se sentia desconfortável, sim, mas por outro motivo. A falta de respostas da corporação para enfrentar essas violações é o que o incomodava. 
“Via muitos oficiais negando as denúncias pura e simplesmente, outros diziam que era uma orquestração contra a instituição. Não via nenhuma resposta adequada aos relatórios nacionais e internacionais que denunciavam a violência policial”, enfatiza. 
Constatar se a educação em Direitos Humanos que os oficiais recebem na Academia é adequada, e em caso negativo, se isso gera aumento no quadro de violência, além de contribuir para que o policial se torne assassino, foram as hipóteses levantadas para o desenvolvimento da dissertação. Essas hipóteses se confirmariam ao longo da pesquisa. Segundo ele, existem vários temas de extrema importância que não são abordados nos cursos da corporação. 
“A violência policial não é tratada no currículo de Direitos Humanos. É um tabu, não se comenta”, revela.
“Por que eu não posso levar para a sala de aula a discussão dos casos de insucesso, para aprender com os erros? 
Por que não posso tocar na questão da violência policial nos bancos escolares?”, questiona. 
“É um equívoco muito grande não se discutir isso. As grandes empresas, no mundo todo, que buscam sucesso discutem seus erros, para que não ocorram mais.” 
O coronel destaca que após ter concluído o livro houve uma reforma no currículo da PM. O curso que era de quatro anos, foi reduzido para três. 
“A carga horária que já era baixa foi reduzida ainda mais na disciplina de Direitos Humanos, mas agora consta no currículo Violência Policial. Contudo a abordagem é para desenvolvimento de sistemas e aprimoramento de supervisão e controle. Isso é pouco. Nós temos de estudar os casos que deram errado, que resultaram em execução extrajudicial e extermínio. Entender porque isso aconteceu, para que não se repita.” 
O mesmo se aplica à questão da tortura. 
“Quando se fala sobre tortura, se fala da lei de tortura, não sobre os mecanismos que fazem com que a tortura exista. Não se fala sobre o que motiva uma pessoa a reduzir outra a um objeto. Estudar esses mecanismos é de suma importância, não é só estudar a lei.” 
Educação falha 
Para elaborar a dissertação que resultou no livro, além da pesquisa teórica, o coronel ouviu vários policiais militares que praticaram homicídios, cumpriram pena pelos crimes que cometeram e foram expulsos da corporação. 
“Nas entrevistas, eu perguntei o que os levou a praticar os homicídios. E a resposta foi de que não conheciam a realidade social onde foram trabalhar. ‘Não tive isso nos bancos escolares’. Isso evidencia que houve falha no processo de formação. A minha hipótese de que a educação em Direitos Humanos não estava cumprindo o seu papel se confirmou logo na primeira pergunta.” 
Os policiais criam por conta própria suas respostas. 
“Isso é perigoso, porque depende da capacidade de cada um em responder ao estímulo externo. Se não estou preparado, o choque pode produzir reações adversas a ponto de a pessoa achar que pode resolver o problema sozinho. Foi isso o que aconteceu com os policiais militares que entrevistei. Se sentiam dotados de superpoderes. Diziam que podiam fazer o que quisessem visando à proteção da sociedade.” 
O slogan proferido por muitos policiais: 
‘Bandido bom é bandido morto’ é rechaçado de forma veemente pelo coronel, que o classifica como um “populismo barato, com cunho político-eleitoral espúrio e perigosíssimo”. 
Ele explica que esses policiais querem conquistar status pelo medo que impõem. Há estudos que comprovam que esse tipo de policial se vê como um super-homem. 
Outra teoria revela que a frustração e a impotência diante de determinadas situações podem levar policiais a adotar atitudes extremadas. 
“Isso encontra eco na fala dos ex-policiais que entrevistei. Eles disseram que não acreditavam mais no sistema de justiça. ‘Eu não estava preparado para enfrentar a extrema carência social, tive de desenvolver ferramentas para resolver o problema. Não acreditava no sistema, passei a ser o sistema sem intermediários. Eu protegia a sociedade segundo os meus critérios’. Essa era a fala deles.” 
O descrédito nas instituições fica patente no argumento utilizado como justificativa para as execuções praticadas. 
“Eles disseram que cansaram de levar pessoas para a delegacia e ver os presos pagarem propina e serem soltos. ‘Por que eu vou arriscar a minha vida prendendo, para outra polícia soltar. Vou prender, sentenciar e matar. Assim protejo a sociedade.’ Isso é uma total incompreensão do que vem a ser a função policial. Nós representamos um Estado, não somos o Estado, e no caso um Estado ditatorial”, ressalta. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que professores em instituições de nível superior tenham curso de pós-graduação com mestrado e doutorado. 
“Mas dos seis docentes da disciplina de Direitos Humanos (da Academia), na época em que fiz a pesquisa, quatro eram policiais militares e nenhum deles tinha pós-graduação. Dos dois civis, um tinha lato sensu e outro estava cursando doutorado. A LDB não é cumprida. Há um artigo na Lei, o 83, que diz que o ensino militar se regerá por leis próprias. A Polícia Militar adotou o artigo literalmente. Para um PM ser docente, o único requisito exigido é ele ter cursado a disciplina de Direitos Humanos.” 
O coronel defende a tese de que as disciplinas lecionadas na Academia, semelhantes às desenvolvidas nas universidades públicas ou privadas devem seguir as mesmas regras e, portanto, exigir que os professores tenham pós-graduação. Ele também questiona a interpretação do termo militar pela corporação. 
“Policial militar é militar? 
A Constituição Federal diz que não é. O artigo 83 deveria ser interpretado, levando-se em conta a Constituição e não uma interpretação gramatical.” E completa: “Um doutor em ciência política, docente da FGV, usou um termo que eu acho bem adequado, que afirma que isso é um dos vários entulhos que ainda existem na legislação. Isso é um resquício da ditadura militar.” 
Desmilitarização 
Para o coronel Adilson, passou da hora de se discutir a desmilitarização da corporação com seriedade. 
“A Ouvidoria das polícias com base em dados da Secretaria de Segurança Pública e do FBI constatou que a Polícia Militar de São Paulo matou em cinco anos mais do que todas as forças policiais norte-americanas. Então tem de ter mudança. Não é uma questão político-partidária, é uma questão de política de Estado, de sobrevivência do Estado democrático de direito. Do jeito que está não dá mais. Estamos assistindo a uma espiral de violência, que tem de parar.” 
Ele cita a pesquisa apresentada recentemente pelo Fórum Nacional de Segurança Pública que aponta que 70,1% da população desconfiam das polícias, para exemplificar como a violência praticada por agentes de Estado impacta na opinião pública. De acordo com o coronel, nos Estados Unidos 88% da população confiam na polícia, no Reino Unido esse percentual fica na casa dos 82%. 
“Lá, as polícias são de cunho civil, embora usem uniformes e tenham uma estética militar. Nos Estados Unidos, mesmo após os atos patrióticos que instalaram um Estado de exceção no país, a população confia nas polícias. Seria bom estudar isso e aprender com eles. O programa segurança cidadã da Colômbia é um bom exemplo. Deixou de lado a doutrina da segurança nacional, de combate ao inimigo. Perceberam que isso não era efetivo, que não estava resolvendo. Partiram para um novo conceito de segurança cidadã. As questões de segurança pública não podem ser tratadas somente sob a ótica da repressão.” 
O coronel acredita que ações violentas por parte da Polícia Militar, como a desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo, e a repressão às manifestações de rua em junho passado, contribuíram para o desgaste da corporação junto à população. 
“Por um pedaço de terra, não valia a pena produzir tanta desgraça na vida daquelas pessoas. Podia se esperar mais um ou dois meses até se chegar a uma solução adequada. Podia ter sido de outra maneira. Nada justifica o que aconteceu. Não estou denegrindo a minha Polícia Militar. Eu sou leal, adoro a Polícia Militar, mas não tem justificativa. O Pinheirinho foi uma mancha na história da minha corporação. Eu acho que tem de ser um marco que represente uma mudança de atitude.” 
Em relação à repressão contra manifestantes, o coronel também é contundente. 
“Infelizmente determinados efetivos da Polícia Militar, em alguns episódios, não sabem lidar com o diferente, com o contraditório. Fazem como primeira e única opção o uso da violência. Não da força, mas da violência. Opção errada, que evidencia o despreparo. Após esse dia (13 de junho), um repórter me disse que a polícia conseguiu unir todo mundo contra (ela). Criminalizar os movimentos sociais e reprimi-los não vai solucionar o problema. Foi uma atuação equivocada da Polícia Militar, para dizer o mínimo.” 
O coronel elogia, no entanto, a postura desempenhada pelo secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, no episódio para debelar a crise instalada. 
“O secretário teve uma atitude correta, assumiu o controle das polícias. Se percebeu uma mudança na atuação das polícias.” 
Incitação à violência 
Mas se atitudes como as do secretário contribuíram para conter a violência policial naquele momento, outros componentes vitaminam diariamente essa violência. Os programas de jornalismo policial exibidos em várias emissoras de TV nos finais de tarde são exemplo disso. Para o coronel, os apresentadores desses programas prestam um desserviço à democracia ao difundirem a ideia de que a solução do conflito deve ser por meio da violência e de que para se ter autoridade é preciso ser arbitrário e truculento. 
“Isso é perigosíssimo. Incitam a violência de uma maneira crua, absurda. Não é à toa que determinadas camadas da população defendem a pena de morte e falam que tem de matar (os bandidos).” 
Esses programas sensacionalistas atingem milhares de pessoas. Grande parte de sua audiência vem dos próprios policiais que se alimentam dos estímulos emitidos por esses apresentadores. Os noticiários servem como um salvo conduto para que eles continuem a ser truculentos. 
"Eu gostaria que nós ficássemos invisíveis e entrássemos nos quartéis para ver em que canais estão ligadas as TVs nesse horário”, brinca. 
Com 30 anos de serviços prestados à PM, a clareza nas posições e a defesa intransigente de valores ligados à vida não amedrontam o coronel defensor dos direitos humanos. Indagado se teme por sua própria segurança por abordar de maneira explicita as mazelas da corporação, ele afirma que não. 
“Eu teria medo se tivesse partido para o denuncismo, ofendido pessoas ou as desmerecido. Mas isso eu nunca fiz e nunca vou fazer. O meu livro visa tão somente expor a minha mais clara lealdade à Polícia Militar e aos meus companheiros de farda. Sou um oficial da reserva da Polícia Militar. Não quero que eles passem pelo que outros policiais passaram. Porque o drama é pesado, o trauma é grande e a dor é imensa. Eu sou amigo, sou parceiro deles. Estou aqui para ajudar. O livro é um material para permitir a reflexão, uma contribuição para a solução desse grave problema. Minha meta é fazer doutorado, quero continuar estudando a violência policial.”
Juntos Somos Fortes!

CRISE DA SEGURANÇA AQUECE DEBATE SOBRE FIM DA POLÍCIA MILITARIZADA

"O POVO ONLINE 
PROPOSTA 
10/11/2013 
No Congresso, há pelo menos três PECs a favor da unificação das polícias em torno de um sistema civil 
Hébely Rebouças 
hebely@opovo.com.br 
Os números do recentíssimo Anuário Brasileiro de Segurança Pública são alarmantes: 70% dos brasileiros dizem não confiar na Polícia e pelo menos cinco pessoas morrem todos os dias vítimas da instituição que deveria protegê-las. A quantidade de mortos em intervenções policiais é quase cinco vezes maior que a registrada nos Estados Unidos. Tal diagnóstico esquentou ainda mais um debate que ganhou força após os protestos de junho: afinal, é mesmo este o modelo de Polícia que queremos? 
Embora construída para recuperar e garantir direitos civis, a Constituição de 1988 manteve a Polícia Militar como braço das Forças Armadas, que atuam em situações de guerra e encaram seus alvos como inimigos a serem derrotados. Para os críticos ao atual sistema de segurança pública, a ligação com o Exército seria a origem do suposto caráter violento da PM. 
“Não cabe na democracia uma polícia que não está aí para proteger as pessoas, mas para combater o inimigo. Para se ter ideia, o juramento da PM jura obediência à hierarquia, e não o respeito à lei, que deveria estar acima de tudo”, defendeu Givanildo da Silva, líder do movimento nacional pela desmilitarização da PM, com nove comitês no País e perspectiva de ampliação para 18 até o fim do ano. 
Com base nessa tese, pelo menos três propostas de emenda à Constituição (PEC) tramitam no Congresso Nacional para mudar a parte da lei que vincula a PM às Forças Armadas – uma delas de autoria do deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), que autorizas os governos dos estados a desmilitarizarem a PM e a unificarem suas polícias. Mas, o assunto está longe do consenso. 
“A hierarquia militar ainda é importante. Pôr fim a ela é aumentar o descontrole e até piorar a violação de direitos humanos. Corre-se o risco de perder controle total da instituição, de dar uma sensação de ‘liberou geral”, avalia o ex-secretário da Guarda Municipal de Fortaleza, Arimá Rocha, considerado responsável pelo suposto processo de “militarização” do perfil da Guarda. 
O espelho civil 
Vale ponderar que, se o parâmetro para a desmilitarização for a atuação das polícias civis, corre-se o risco de dar com os burros n’água. Práticas de tortura, violação de direitos e abuso de poder são chagas que atingem também as delegacias e seus agentes desfardados. No Ceará, a situação é grave. Hoje, do total de investigações que em andamento na Controladoria Geral de Disciplina dos órgãos de Segurança, cerca de 30% são contra policiais civis. 
Por quê?"
Juntos Somos Fortes!

MOVIMENTOS PEDEM QUE PM ABANDONE REPRESSÃO E SE CONCILIE COM A SOCIEDADE

Prezados leitores, transcrevo a seguir matéria que me foi encaminhada no twitter.
Agradeço o envio.
Respeitando as opiniões, lamento que ainda existam tantos paradigmas negativos com relação à Polícia Militar que não são verdadeiros. Sim, não são a expressão da verdade. 
Ninguém pode negar que as Polícias Militares cometeram excessos nas repressões aos protestos, por exemplo,  isso é verdade, mas muitos desses paradigmas que circulam inclusive no mundo acadêmico são distantes da verdade atual.
Os PMs não são formados tendo o cidadão como o inimigo interno´, uma visão atribuída aos governos militares, isso é a repetição de um velho discurso, que se tornou falacioso com as novas gerações. A violência não é da Polícia Militar, cansamos de ver ações violentas das Guardas Municipais nas desocupações e na repressão ao comércio ambulante, assim como, ações violentíssimas das Polícias Civis nas comunidades carentes da periferia. 
Alguém acha que se a tropa de controle civil fosse formada por Policiais Civis, ela não reagiria com violência, não usaria cassetetes, escudos, capacetes, balas de borracha, bomba de efeito moral e gases?
Quem pensa assim nunca viu a ação dessas tropas pelo mundo, onde a maioria das polícias NÃO são organizadas militarmente.
Os dois exemplos são apenas uma parte dos erros que constroem para criticar a organização militar da polícia, algo que funciona muito bem em outros países.
Esquecem que desmilitarizar as PMs significará o fim também das Polícias Civis, como expliquei em artigo anterior. Aliás, clamar pelo fim das polícias NÃO organizadas militarmente deveria fazer parte da pauta de solicitações, considerando a ineficiência de tais instituições civis na sua única missão: investigar.
O pior, entretanto, não são esses erros recorrentes que presenciamos em todo discurso contra as Polícias Militares, isso virou página virada jornal velho. 
O que mais lamentamos é que quando afirmam que as polícias brasileiras são as que mais matam no mundo, nunca lembram que os policiais brasileiros são também os que são mais assassinados no mundo.
Eis a matéria:
Mais do mesmo... 
REDE BRASIL ATUAL 
DIREITOS HUMANOS 
Movimentos pedem que PM abandone repressão e se concilie com a sociedade 
Militante a favor da desmilitarização considera que manifestações dos últimos meses evidenciaram para moradores das grandes capitais padrão de violência corriqueiro na periferia 
por Redação RBA publicado 09/11/2013 
São Paulo – Cercados pela Polícia Militar, integrantes de movimentos sociais realizaram ontem (8) em São Paulo um ato pela desmilitarização da corporação. No entender dos manifestantes, não se trata de desarmar a PM, mas de substituir a lógica da repressão pela ideia da boa convivência e da proteção da sociedade. A marcha percorreu o centro da capital, e passou em frente à Secretaria Estadual de Segurança Pública para cobrar uma mudança de atitude, especialmente no padrão de violência que atinge jovens negros e moradores de regiões afastadas do centro. 
“Agora, com as insurgências de junho, aconteceu que aquela violência que era cometida contra os moradores da periferia transbordou e hoje ela atinge o centro. As pessoas começaram a entender que é a inadequação de uma política de segurança como essa”, afirmou o integrante do Comitê de Desmilitarização da Polícia Ginanildo Manuel da Silva. 
O grupo pretende debater um conjunto de propostas que será levado a deputados e senadores para que se aprove uma emenda constitucional garantindo a desmilitarização da PM.

 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CASO AMARILDO: CORONEL PM PEDE DESCULPAS

O GLOBO: 
Coordenador das UPPs pede desculpas à comunidade da Rocinha pelo caso Amarildo 
Declaração foi feita no lançamento de cartilha sobre regras de conduta nas abordagens policiais 
ELENILCE BOTTARI 
 RIO - Ao discursar durante cerimônia de lançamento da cartilha "Cidadão com segurança" - sobre regras de conduta nas abordagens policiais - o coordenador de Polícia Pacificadora do Rio, coronel Frederico Caldas afirmou que o que aconteceu com o pedreiro Amarildo de Souza - torturado até a morte por policiais da UPP da Rocinha foi absurdo e pediu desculpas em nome da corporação à família do ajudante de pedreiro e à comunidade. 
- O que aconteceu foi inadmissível. Foi um absurdo. Inaceitável. O que temos aqui é que pedir desculpas à família e à comunidade - afirmou o comandante, acrescentando que a cartilha simboliza o pensamento da corporação que, segundo ele, trabalha para que nunca mais ocorra um caso como este (Leia mais). 
Juntos Somos Fortes!